Guia de Materiais para uma Educação Antirracista será lançado no dia 31

Em 31 de outubro, a Sala de Música do Complexo Cultural Teatro Deodoro recebe o Lançamento do E-book “Guia de Materiais para uma Educação Antirracista”, organizado pela professora Débora Massmann e pelo Babalorixá Célio Rodrigues.
Em um momento crucial para a promoção da equidade racial, temos o prazer de anunciar o lançamento deste importante material. Uma ferramenta indispensável para educadores, estudantes e todos aqueles que desejam contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva.
O “Guia de materiais para uma educação antirracista”, pulicado pela Batuque Editora, é uma organização coletiva, em formato E-book, de acesso livre, que resulta das ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas nos últimos três anos no Projeto Cine Axé, sob a orientação da Profa. Dra. Débora Massmann, do Programa de Pós- Graduação em Linguística e Literatura, da Universidade Federal de Alagoas e do Babalorixá Célio Rodrigues, do Axé Pratagy.
Esta publicação apresenta um conjunto de materiais artísticos e culturais que tem nas questões étnico-raciais seu ponto de ancoragem. Dentre os recursos indicados, destacam-se: curtas-metragens, filmes, documentários, podcast, entrevistas, clips, músicas e indicações de espaços urbanos e digitais para visitação e para o desenvolvimento de atividades educacionais, todos indicados para fomentar um ambiente de aprendizado antirracista.
Com o objetivo de apoiar educadores em sua prática diária, o E-book aborda temas essenciais como identidade racial, história da luta antirracista, saberes culturais e ancestrais e conscientização sobre direitos humanos.
Na ocasião, também haverá o lançamento do Clipe “Semente”, da cantora Mel Nascimento, produzido pela Batuque Empreendimentos Artísticos.
Destaques do Ebook:
Recursos Diversificados: Uma variedade de materiais artístico-culturais para se promover uma educação antirracista que atenda a diferentes idades e contextos educacionais.
“Este guia é uma resposta à necessidade urgente de inclusão e diversidade nas salas de aula. Acreditamos que a educação é uma poderosa ferramenta de transformação social,” afirma Débora Massmann, organizadora do E-book.
O E-book “Guia de Materiais para uma Educação Antirracista” estará disponível para download a partir de 01/11/2024 no < https://www.calameo.com >

Sobre os organizadores:
Débora Massmann é Professora Adjunta da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), atuando como Docente Permanente no Programa de Pós-Graduação em Linguística e Literatura (PPGLL) e como Docente do curso de Letras (Francês), na Faculdade de Letras. É Doutora em Letras pela Universidade de São Paulo (USP) (2009), Mestre e Graduada em Letras (português-francês) pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) (2005 e 2002).
Célio Rodrigues é Historiador, pesquisador, especialista em cultura afro brasileira, facilitador de diversas debates sobre a cultura afro brasileira, palestrante de diversos seminários nacionais sobre a temática afro brasileira, Diretor do primeiro Ponto de Cultura afro brasileiro, babalorixá a mais de 40 anos, ligados a tradição jeje –nagô, diretor Presidente do Núcleo de Cultura afro Brasileira Iyá Ogun-té, fundado em 1984, Coordenador da Rede Nacional de religiões afro brasileira e saúde–RENAFRO/AL, Coordenador da Rede Alagoana de Comunidades tradicionais de Matriz Africana.
Dentre as homenagens recebidas, destacam-se homenageado com a comenda estadual do Mérito dos Palmares, homenageado com a comenda municipal Zumbi dos Palmares, homenageado com a comenda municipal Tia Marcelina, homenageado com a comenda Municipal Dandara, homenageado pela Federação Paulista de candomblé e Umbanda:
Religioso representando alagoas no festival internacional do Benni Africa, palestrante no projeto Ginga na Universidade Federal Fluminense Rio de Janeiro, palestrante no Sesc São Paulo Zumbi vive, Realizador do I Encontro estadual de Povos e Comunidades Tradicionais.
Militante do Movimento negro e das causas da cultura afro brasileira, diretor do primeiro museu afro a céu aberto de Alagoas.

SERVIÇO:

O que:

  • Sessão Especial Cine Axé – Homenagem ao Prof. José Acioli da Silva Filho.
  • Lançamento da obra “Guia de Materiais para uma educação antirracista”, organizado pela professora Débora Massmann (PPGLL/UFAL).
    (Na ocasião o público assistirá também ao lançamento do Clipe musical “Semente”, da cantora Mel Nascimento.)
    Dia 31/10, Quinta-feira
    Onde: Sala de música do Complexo Cultural Deodoro
    Horário: das 14 às 16h30min.
    Entrada gratuita.

Contato para Mídia:
Débora Massmann
debora.massmann@fale.ufal.br
82-99662-2468
Instragram: @debora_rhm

Célio Rodrigues
9 9908-0101
9 8819-5850

Juízes serão eleitos pelo voto povo no México

A regulação da reforma foi aprovada por 336 votos a favor, com 123 contra

A Câmara dos Deputados do México aprovou nesta segunda-feira (14), a legislação para implementar uma reforma judicial que levará o país a um sistema de juízes eleitos por voto popular, informa a Reuters.

A regulação da reforma foi aprovada por 336 votos a favor, com 123 contra, impulsionada pela grande maioria do partido governista Morena e seus aliados.

A ampla reforma judicial foi emendada à Constituição do país no mês passado, marcando uma grande mudança nos tribunais do país em todos os níveis, incluindo a Suprema Corte.

Pela primeira vez, ela permitirá que os eleitores elejam todos os juízes nos próximos três anos, a partir das eleições de junho próximo. A reforma constitucional foi defendida pelo ex-presidente Andrés Manuel López Obrador, que argumentou que a reforma era necessária para atender melhor aos interesses dos cidadãos comuns.

Fonte: Brasil 247

Dia do Professor: adoecimento no local de trabalho preocupa categoria

CNTE cobra políticas para melhorar a saúde do professor no Brasil

No Dia dos Professores, a secretária de saúde da CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública – Francisca Seixas, cobra políticas de prevenção ao adoecimento desses profissionais no local de trabalho.

Segundo Francisca, em alguns estados do país, o assédio moral institucional e a pressão sofrida dentro da sala de aula têm adoecido os professores. Entre as causas estaria segundo ela, a plataformização da educação (o uso intensivo das ferramentas digitais na área) que trouxe sobrecarga e desconexão para o trabalho desses profissionais.

A secretaria destaca ainda a violência no ambiente escolar, que tem causado adoecimentos e até mortes de profissionais. Na avaliação de Francisca Seixas, essa situação é consequência da desvalorização da categoria.

A professora de psicologia da PUC-Campinas e integrante do Conselho Federal de Psicologia, Raquel Guzzo, observa que a pressão sobre os professores aumentou desde a pandemia e defende que pensar em um ambiente escolar saudável para esses profissionais passa por organização e o planejamento das ações na escola de forma coletiva e compartilhamento de experiências.

Raquel Guzzo também destaca a importância da atuação de psicólogos escolares nesses espaços.

No livro “Seminários – trabalho e saúde dos professores: precarização, adoecimento e caminhos para a mudança”, lançado no ano passado, pesquisadores apontam que muitos professores têm adoecido por transtornos mentais, como síndrome de burnout, estresse e depressão, tanto na rede pública quanto na rede privada. Sintomas físicos também foram citados, como os distúrbios de voz e lesões nos músculos, tendões ou articulações.

*Com produção de Dayana Vitor. 

Edição: Roberto Piza / Liliane Farias

Fonte: CNTE

Mel Nascimento fará o lançamento do Clipe “Semente” no dia 31

No próximo dia 31, na Sala de Música do Complexo Cultural Deodoro, das 18h às 22h, a cantora Mel Nascimento irá lançar o aguardado videoclipe de sua música “Semente”, uma composição em parceria com Thacya Clédina e Arnaud Borges, que faz parte do álbum Força de Mulher lançado em 2021. O videoclipe está sendo financiado pela Lei Paulo Gustavo através da Secretaria de Estado da Cultura e Economia Criativa- SECULT/AL e por isso garante ao público entrada franca.
Mel explora a conexão entre a vida, a luta e a missão de ser mulher negra, com versos que evocam uma jornada de autoconhecimento e transformação, tudo isso atrelado à performance singular de Luh Turbantes. Juntas, Mel Nascimento e Luh Turbantes trazem uma forte mensagem de resistência associada à ancestralidade e à essência de uma identidade forjada em batalhas históricas e pessoais.
O vídeo clipe foi dirigido por Madlene Delfino e gravado no Axé Pratagy, espaço que tem o objetivo de promover a cultura negra nas mais variadas formas. Coordenado e organizado pelo Babalorixá Célio Rodrigues, o Axé Pratagy é primeiro museu a céu aberto da cidade de Maceió e se apresenta como um espaço religioso, educativo, turístico e cultural de acolhimento, formação, preservação e manejo das tradições de matriz africana.
Na ocasião, também haverá o lançamento da obra “Guia de Materiais para uma educação antirracista”, organizado por Débora Massmann e Célio Rodrigues (Publicado pela Batuque Editora).

MINI BIO
MEL NASCIMENTO é graduada em música UFAL. Já ganhou alguns prêmios através de editais FUNARTE, MinC, SECULT/AL e Fundação Cultural Palmares. Mel fez show no Festival de inverno de Garanhuns-FIG, no Carnaval Multicultural do Recife e no São João de Caruaru/PE. Participou das audições para Musical Dona Ivone Lara SP. Em 2021, lançou o seu segundo álbum, intitulado Força de Mulher, álbum este que foi pré- selecionado para o Grammy Latino 2021, como melhor álbum de rock e música alternativa em língua portuguesa, além de ter músicas classificadas para a 42° edição FEMUCIC, no 51° FENAC, na 15º FEJACAN-SESC/PR). Em 2021, Mel Nascimento ganhou o 1o Lugar em dois festivais nacionais, o VII FECANT-PA e o 48o FLIC-SC. Em 2022, numa parceria com o pernambucano Herbert Lucena, lançou o álbum Sincopadamente Jacinto e, com este trabalho, eles conquistaram o 12° Prêmio da Música de Pernambuco na categoria Álbum Cultura Popular. Em 2023, Mel ganhou o Prêmio Profissionais da Música em Brasília, na categoria cantora-nordeste. Atualmente, ela se prepara para lançar dois videoclipes, “Semente” e “Ô Mulé”, ambos financiados pela Lei Paulo Gustavo.
SERVIÇO:
O que: Lançamento do Clipe musical Semente, da cantora Mel Nascimento. (Na mesma oportunidade será lançado o “Guia de Materiais para uma educação antirracista”).
Dia: 31/10, quinta-feira
Onde: Sala de música do Complexo Cultural Deodoro
Horário: das 18h às 22h
Entrada franca.

Aliados de Nunes barraram investigação sobre precarização da Enel em CPI

Após o apagão que deixou mais de 2 milhões sem luz na cidade de São Paulo desde a noite de sexta-feira (11), reacendeu-se o debate sobre as responsabilidades tanto pela falta de energia quanto pela lentidão da volta dos serviços. A Enel, concessionária de energia para São Paulo e Grande São Paulo, culpou os “eventos climáticos extremos” — repetindo a explicação do apagão de novembro de 2023.

O prefeito e candidato à reeleição Ricardo Nunes voltou a reclamar da empresa: “Enel é ‘inimiga do povo de São Paulo.’” Nunes disse mais uma vez que vai lutar pelo cancelamento da concessão, usando o mesmo discurso do ano passado.

Em contraste com as reclamações do prefeito, no entanto, a atuação de seus aliados que integraram a CPI da Câmara de São Paulo que investigou o apagão de 2023 impediu a investigação da precarização dos serviços da Enel, consequência da privatização.

O centro dessa queda de braço entre o poder público e a empresa é o problema de manutenção e da poda de árvores. Como a responsabilidade pela poda das árvores é compartilhada entre a prefeitura e a fornecedora de energia elétrica, uma vez que muitas delas estão próximas da fiação elétrica, esse foi um tema de grande divergência entre os vereadores da base do prefeito Nunes e os vereadores de oposição.

“Levamos dados do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo que mostravam a precarização dos serviços prestados desde a privatização. Tentei convocar o secretário das Subprefeituras Alexandre Modonezi para explicar sobre como estava funcionando a zeladoria e não permitiram”, diz a vereadora Luna Zarattini (PT), que propôs e participou da CPI da Enel, em entrevista ao ICL Notícias.

Luna e a vereadora Elaine Mineiro (PSOL) chegaram a entregar um relatório alternativo da CPI, quando os trabalhos foram encerrados em junho de 2024, em que destacam a importância de a prefeitura assumir a a zeladoria e a poda das árvores. Ela afirma que a Prefeitura de São Paulo, na realidade, avançou muito pouco nas cobranças à Enel. “Muitas árvores caíram agora justamente por a gente não ter poda, atingindo a rede elétrica e causando mais  transtornos ainda na cidade”.

Na conclusão da CPI da Enel, você foi uma das vereadoras que se opôs ao relatório apresentado pelos vereadores governistas e elaborou um relatório alternativo. O que motivou esse relatório?

Os vereadores da base do Ricardo Nunes protegeram o prefeito na CPI quando eles não apontaram as responsabilidades da prefeitura em relação ao que aconteceu em novembro do ano passado, que foi muito semelhante ao que está acontecendo agora. Por exemplo, a necessidade que a prefeitura tem de fazer a zeladoria e a poda das árvores.

Além disso, os vereadores não fizeram uma discussão de que a privatização é um desmonte da empresa. Levamos dados do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo que mostravam a precarização dos serviços prestados desde a privatização. Tentei convocar o secretário das Subprefeituras Alexandre Modonezi para explicar sobre como estava funcionando a zeladoria e não permitiram.

De junho para cá, houve algum avanço?

Até agora, a gente não teve nenhum avanço por parte da prefeitura. Mais de um milhão de pessoas ficaram sem luz. A previsão de volta é na segunda-feira (14), comprometendo comércios, comprometendo pessoas que precisam de energia elétrica para guardar medicamentos na geladeira, comprometendo também pessoas que utilizam da energia elétrica e têm equipamentos de sobrevida. A situação é muito, muito terrível.

Qual a postura dos vereadores governistas naquela CPI? 

Os vereadores governistas tentaram de toda maneira colocar toda a responsabilidade na Enel e no governo federal, quando na verdade há várias responsabilidades que são da prefeitura e do próprio município.

Agora, os vereadores também não discutiram e nem aprofundaram a questão a empresa ter passado por um processo de privatização, de desmonte, de demissão em massa e de não garantia dos serviços e da qualidade dos serviços, na transição da Eletropaulo para a Enel a partir de 1999. Isso foi algo que a gente denunciou, a privatização e o desmonte da Enel, como também denunciamos a privatização da Sabesp, por esses mesmos vereadores votaram a favor.

O prefeito Ricardo Nunes voltou a criticar a Enel agora nesse episódio. Isso é retórica do candidato Nunes ou, na sua avaliação, há intenção real de que a prefeitura de São Paulo venha a romper com a Enel?

O prefeito Ricardo Nunes usa isso porque já faz quase um ano que aconteceram os primeiros episódios de chuvas fortes e apagão na cidade de São Paulo e nada foi feito em relação a planos de contingência por parte da prefeitura. Ele não quer resolver o problema e nesse momento precisa achar um culpado para fazer toda essa discussão com a cidade, em vez de ter preparado a cidade para as emergências climáticas.

O caos urbano provocado por uma chuva forte, mas previsível, é recorrente na cidade. Há solução? Qual?

A gente vê que a cidade de São Paulo não está adaptada  para esses eventos e emergências climáticas. A cidade de São Paulo perdeu a oportunidade de fazer esse debate na revisão do Plano Diretor Estratégico, na revisão do zoneamento quando esses temas estavam na Câmara Municipal. A cidade de São Paulo perdeu essa oportunidade.

Não temos conseguido preparar a nossa cidade para essas emergências. Seria fundamental que a gente fizesse o debate de que setores estratégicos, como de energia, de água, são setores que devem ser preservados e geridos pelo Estado.

Fonte: ICL

Israel assassina 21 cristãos no norte do Líbano

Israel bombardeou a região de Aitou, um reduto de maioria cristã no norte do Líbano, nesta segunda-feira (14). Foi a primeira vez que as Forças Armadas israelenses alvejaram a região desde o início da guerra.

Segundo a Cruz Vermelha libanesa, 21 pessoas foram mortas no ataque, e quatro ficaram feridas.

O ataque atingiu uma casa que havia sido alugada para famílias desalojadas, disse o prefeito de Aitou, Joseph Trad, à agência de notícias Reuters.

Nesta segunda, a Embaixada dos Estados Unidos no Líbano voltou a “encorajar fortemente” que seus cidadãos deixem o país “agora”, acrescentando que os voos que a embaixada organizou para tirá-los de Beirute não vão continuar indefinidamente.

Depois de destruir a Faixa de Gaza e assassinar mais de 42 mil palestinos, o estado sionista de Israel ataca o Líbano, devastando mais um povo com a conivência das potências ocidentais.

Apesar das resoluções da ONU que pede que Israel pare o genocídio contra o povo palestino, Israel continua agindo livremente e estendendo seus massacres ao Líbano e ameaçando desestabilizar todo o Oriente Médio.

Redação com G1

Israel executou crianças com ‘tiros na cabeça e no peito’, confirmam médicos

Médico que serviu em Gaza e The News York Times se juntam para reportagem com outros médicos que testemunharam o assassinato proposital de crianças palestinas por Israel

“Trabalhei como cirurgião de trauma em Gaza de 25 de março a 8 de abril. Fui voluntário na Ucrânia e no Haiti, e cresci em Flint, Michigan. Vi violência e trabalhei em zonas de conflito. Mas das muitas coisas que se destacaram sobre trabalhar em um hospital em Gaza, uma me pegou: quase todos os dias que estive lá, vi uma nova criança que tinha levado um tiro na cabeça ou no peito, e praticamente todas morreram. Treze no total. 

“Na época, presumi que isso tinha que ser o trabalho de um soldado particularmente sádico localizado nas proximidades. Mas depois de voltar para casa, conheci um médico de medicina de emergência que havia trabalhado em um hospital diferente em Gaza dois meses antes de mim. ‘Eu não conseguia acreditar na quantidade de crianças que vi levando tiros na cabeça’, eu disse a ele. Para minha surpresa, ele respondeu: ‘Sim, eu também. Todos os dias’.”

Assim começa uma extensa reportagem do The New York Times sobre o assassinato de crianças pelo exército de Israel em Gaza. O depoimento é de um médico dos Estados Unidos, Feroze Sidhwa, um cirurgião geral e de trauma que trabalhou no Hospital Europeu em Khan Younis, Gaza, por duas semanas em março e abril deste ano.

Ele procurou o NYT, fez seu relato e decidiram fazer uma reportagem sobre o assunto.

Usando perguntas baseadas em minhas próprias observações e minhas conversas com colegas médicos e enfermeiros, trabalhei com a Times Opinion para entrevistar 65 profissionais de saúde sobre o que eles tinham visto em Gaza. Cinquenta e sete, incluindo eu, estavam dispostos a compartilhar suas experiências oficialmente. Os outros oito participaram anonimamente, seja porque têm família em Gaza ou na Cisjordânia, ou porque temem retaliação no local de trabalho.

Além dos relatos de assassinatos intencionais de crianças por Israel, a reportagem com os médicos mostra que:

  • 63 profissionais de saúde (dos 65 entrevistados) observaram desnutrição grave em pacientes, profissionais médicos palestinos e na população em geral.
  • 52 profissionais de saúde observaram sofrimento psiquiátrico quase universal em crianças pequenas e viram algumas delas com tendências suicidas ou que desejavam ter morrido.
  • 25 profissionais de saúde viram bebês que nasceram saudáveis ??retornarem aos hospitais e morrerem de desidratação, fome ou infecções causadas pela incapacidade de suas mães desnutridas de amamentar e pela falta de fórmula infantil e água limpa.
  • 53 profissionais de saúde viram muitas crianças sofrendo de infecções facilmente preveníveis, algumas das quais morreram por causa delas.
  • 64 profissionais de saúde observaram que mesmo as necessidades médicas mais básicas, como sabão e luvas, geralmente não estavam disponíveis em Gaza.

Conclui o The New York Times:

O que os médicos e enfermeiros americanos viram em primeira mão em Gaza deve informar a política dos Estados Unidos para Gaza. A combinação letal do que a Human Rights Watch descreve como violência militar indiscriminada, o que a Oxfam chama de restrição deliberada de alimentos e ajuda humanitária, o deslocamento quase universal da população e a destruição do sistema de saúde está tendo o efeito calamitoso que muitos estudiosos do Holocausto e do genocídio alertaram há quase um ano.

A lei e a política americanas há muito tempo proíbem a transferência de armas para nações e unidades militares envolvidas em violações graves dos direitos humanos, especialmente – como deixa claro uma atualização de 2023 da Política de Transferência de Armas Convencionais dos Estados Unidos – quando essas violações são dirigidas a crianças. É difícil conceber violações mais graves desse padrão do que crianças pequenas sendo regularmente baleadas na cabeça, recém-nascidos e suas mães passando fome devido ao bloqueio da ajuda alimentar e à demolição da infraestrutura hídrica, além de um sistema de saúde que foi destruído.

Nos últimos 12 meses, estava bem dentro do poder do nosso governo interromper o fluxo de ajuda militar dos EUA a Israel. Em vez disso, alimentamos o fogo em quase todas as oportunidades, enviando mais de 50.000 toneladas de equipamentos militares, munição e armamento desde o início da guerra, de acordo com uma atualização do final de agosto do Ministério da Defesa de Israel. Isso equivale a uma média de mais de 10 aviões de transporte e dois navios de carga de armas por semana.

Agora, após mais de um ano de devastação, as estimativas de mortes de palestinos variam de dezenas de milhares a centenas de milhares. O International Rescue Committee (Comitê Internacional de Resgate) descreve Gaza como “o lugar mais perigoso do mundo para ser um trabalhador humanitário, bem como o lugar mais perigoso para ser um civil”. A UNICEF classifica Gaza como “o lugar mais perigoso do mundo para ser uma criança”. A Oxfam informa que em Al-Mawasi, a área que Israel designou como zona de segurança humanitária em Gaza, há um banheiro para cada 4.130 pessoas. Pelo menos 1.470 israelenses foram mortos no ataque de 7 de outubro e na guerra que se seguiu. Metade dos reféns que permanecem em Gaza está morta. E, enquanto as autoridades americanas culpam o Hamas por prolongar a guerra e dificultar as negociações, as agências de notícias israelenses relatam consistentemente que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sabotou as negociações de cessar-fogo com o Hamas e o Hezbollah, ao mesmo tempo em que aumentou o conflito de forma imprudente, em vez de chegar a um acordo que poderia alcançar muitos dos objetivos de guerra declarados por Israel, inclusive a libertação dos reféns israelenses.

Esse resultado terrível para os palestinos e Israel valeu a pena para corromper o estado de direito em nossa própria sociedade? Certamente, o governo Biden-Harris não pode dizer que não sabia o que estava fazendo. Oito senadores americanos em exercício, 88 membros da Câmara dos Deputados, 185 advogados (incluindo dezenas que trabalham no governo) e 12 funcionários públicos (que se demitiram em protesto contra nossa política para Gaza) disseram ao governo que continuar a armar Israel é ilegal de acordo com a legislação dos EUA. Em setembro, a ProPublica relatou até que ponto o governo Biden-Harris foi para evitar o cumprimento das leis que definem consequências claras para países, como Israel, que estão bloqueando a ajuda humanitária. Nestas páginas, o jornalista e comentarista Peter Beinart sugeriu recentemente que a vice-presidente Kamala Harris pode “sinalizar uma ruptura clara” com a política desastrosa do atual governo para Gaza durante sua candidatura à presidência. Como? “A Sra. Harris deveria simplesmente dizer que vai fazer cumprir a lei”.

Juntos, Israel e os Estados Unidos estão transformando Gaza em um deserto uivante. Mas nunca é tarde demais para mudar de rumo: Podemos impedir que Israel use nossas armas, munição, combustível de aviação, inteligência e apoio logístico, retendo-os, e podemos estancar o fluxo de armas para todos os lados, anunciando um embargo internacional de armas a Israel e a todos os grupos armados palestinos e libaneses. A aplicação das leis americanas que exigem a interrupção da ajuda militar a Israel seria uma medida com amplo apoio: organizações humanitárias, dezenas de membros do Congresso, a maioria dos americanos e a esmagadora maioria dos países membros da ONU concordam.

O horror precisa acabar. Os Estados Unidos devem parar de armar Israel.

E depois disso, nós, americanos, precisamos dar uma longa e dura olhada em nós mesmos.

Fonte: Revista Fórum

ELEIÇÃO NÃO É PIADA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 13 de Outubro de 2024

Você sabe como se come gato com batatas? Como o elefante se suicida? Piadas de Ary Toledo que Silvio Santos jamais deixou que fossem respondidas. Ary Toledo fez a alegria de muitos brasileiros com piadas e histórias engraçadas e outras nem tanto. Uma delas ele fala como foi sua prisão na Ditadura quando se opôs ao AI 5, ao soltar uma piada verdadeira e sem graça para os milicos ” quem não tem cão, caça com ato”, Ary nesse dia saiu em cana e ontem saiu de cena como um verdadeiro “estandapeiro” brazuca.

Você sabe como se come gato com batatas? Hoje você já deve saber, mas uma coisa que talvez você não sabe é como o Brasil em tão pouco tempo se transformou num palco político de neofascistas, negacionistas e péssimos candidatos nas esferas eleitoreiras. Vejamos o que aconteceu na última eleição do domingo, onde candidatos assumidamente racistas, anticotas, antivacinas receberam votos de pessoas pretas, cotistas e vacinadas, entramos realmente na era do “que xou da Xuxa é esse”? Ou pra ser mais claro, que po..a é essa? O que dizer da cidade de Sao Paulo que deu ao Coach goiano quase 2 milhões de votos, acreditando na promessa que ele construiria um cinturão de teleféricos onde ligaria alguns bairros e ainda faria o maior prédio do mundo na cidade? Parece piada, mas não é; e por muito pouco Sampa City sairia da mão de um Prefeito fantasma para um fantasmagórico. Senta aí pegue uma fatia de boulos, 50 xícaras de café e acalme os nervos que ainda tem o segundo turno.

Você sabe como o elefante se suicida? Não vou contar, pois não sei, mas eu sei como um governante de um estado pode destruir a vida de muitos cidadãos que lutavam pra viver. No Rio de Janeiro aconteceu algo nunca visto aqui nas terras tupiniquins, pacientes que esperavam por transplantes receberam a triste e absurda notícia que os órgãos que foram doados estavam infectados pelo vírus do HIV. Na esteira das investigações está o ex Secretário de Saúde do Rio de Janeiro o Deputado Federal Doutor Luizinho do partido Progressistas e seu primo que é dono do laboratório responsável pelos exames dos órgãos antes dos procedimentos dos transplantes. O laboratório em questão venceu uma licitação do governo do Rio no valor de 11 milhões de reais. Veja como o Rio chegou nessa situação: O voto na urna eletrônica elegeu o Governador, que indicou o Secretário de Saúde, que indicou o primo que era dono do laboratório, que recebeu a dinheirama, que…!
E agora José? Quantos Josés, Marias e Aparecidas foram vítimas do voto inconsciente na urna?

Por falar em Aparecida, os Católicos comemoraram seu dia ontem e o clima das missas em todo Brasil foi de paz e tranquilidade, diferentemente daquele sombrio ano de 2022 no Santuário de Aparecida em São Paulo, onde os “cristãos” regados com muita bebida alcoólica tocaram o terror no evento. Que isso nunca mais se repita, basta pensar um pouquinho na hora de votar e nao fazer da eleição uma piada sem graça !

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 201

Empresa privatizada, Enel deixa 1,4 milhão de residências sem luz em São Paulo

Quase 20 horas após o forte temporal que atingiu a cidade de São Paulo e a região metropolitana, cerca de 1,4 milhão de residências seguem sem energia elétrica, conforme informou a Enel na tarde deste sábado (12), informa O Globo. O número representa 18% dos clientes da distribuidora, que afirmou que fornecerá novas atualizações a cada duas horas. A situação é resultado de uma tempestade com ventos de até 107 km/h, o maior registro desde 1995.

O temporal de sexta-feira deixou 2,1 milhões de clientes da Enel sem luz. Nas primeiras horas de sábado, a empresa já havia restabelecido o fornecimento para 500 mil residências, e outras 650 mil recuperaram a energia ao longo do dia. No entanto, bairros da Zona Sul de São Paulo, como Santo Amaro, Jardim São Luís, Socorro, e Pinheiros, permanecem severamente afetados. Além disso, municípios da região metropolitana, como Taboão da Serra, Cotia, São Bernardo do Campo, Santo André e Diadema, ainda enfrentam graves interrupções no fornecimento de energia.

Durante uma coletiva de imprensa, o presidente da Enel São Paulo, Guilherme Lencastre, evitou prometer uma previsão concreta para o restabelecimento total da energia, afirmando que “há muitas variáveis em jogo” e que a empresa prefere não fixar um prazo para evitar “frustrações”. Lencastre explicou que o impacto das quedas de árvores e postes danificados dificulta uma rápida solução.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reagiu ao apagão comunicando que vai intimar a Enel São Paulo para “apresentar justificativas e uma proposta de adequação imediata do serviço diante das ocorrências registradas”. A Aneel também recordou que, no início deste ano, aplicou uma multa de R$165,8 milhões à distribuidora devido a interrupções anteriores no serviço, registradas entre 2022 e 2023.

Fonte: Brasil 247

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