Amianto liberado por ataques de Israel pode gerar câncer durante décadas em Gaza

Com amianto pulverizado pelas bombas e pela queda de construções, Israel comete um assassinato silencioso contra os palestinos

Israel comete um “assassinato silencioso” nos ataques que lança contra o povo em Gaza, utilizando bombas que contêm amianto, segundo advertem especialistas. Desde outubro de 2023, a grande quantidade de bombas fragmentadas espalha no ar pequenas partículas dessa perigosa substância, que pode causar câncer caso seja inalada.

Os especialistas alertam que é provável que continuem sendo registrados casos de câncer “durante décadas” no enclave palestino assediado.

Liz Darlison, diretora-executiva da organização beneficente Mesothelioma UK, afirma que os efeitos a longo prazo da exposição ao amianto constituirão uma “tragédia que se desenvolverá nos próximos anos”. Após uma explosão que libera amianto, simplesmente não há um “nível seguro de exposição”.

“É terrível saber que o legado desta guerra continuará durante muitos anos”, acrescentou.

Amianto

A exposição ao amianto das pessoas afetadas por cada um dos atos de barbárie de Israel pode ser comparada à que se produziu em torno ao Centro Mundial do Comércio (WTC, na sigla em inglês) quando a substância caiu na cidade de Nova York durante o atentado de 11 de setembro de 2001.

Segundo o Programa de Saúde do WTC, 343 sobreviventes e socorristas morreram por enfermidades relacionadas ao ataque, em comparação com as 2.974 pessoas que morreram no incidente.

Segundo Roger Willey, um destacado especialista em amianto, a inalação desta substância é como “uma sentença de morte” e assevera que “o mesmo ocorrerá com as pessoas de Gaza”.

“O melhor que se pode fazer em caso de contato com amianto, e a químico passar para o ar, é entrar em um carro e dirigir para o mais longe possível”, sugere.

“Zonas seguras”

A Organização das Nações Unidas (ONU) advertiu que só 11 % de Gaza segue sendo uma “zona segura”, o que torna simplesmente impossível para os mais de dois milhões de palestinos confinados no território se manterem afastados do perigo do amianto.

Por sua vez, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a grande quantidade de pó liberado pelos edifícios destruídos estão espalhando materiais perigosos que flutuam no ar ou se infiltram no abastecimento de água, o que supõe um risco de graves problemas de saúde para os 2,3 milhões de habitantes de Gaza.

Calcula-se que Israel gerou, mediante sua campanha bárbara, 42 milhões de toneladas de escombros em Gaza desde outubro de 2023.

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que vários milhões de toneladas de escombros poderiam estar contaminados.

Fonte: Diálogos do Sul

Pastor é preso por estupro de quatro crianças

Um pastor evangélico de 41 anos foi preso preventivamente, suspeito de estuprar quatro meninos em Capão do Leão, município do Rio Grande do Sul.

Segundo a Polícia Civil, o preso se aproveitava da condição de pastor para obter a confiança dos pais e atrair a atenção das vítimas – todas menores de 14 anos. Além disso, o homem usava o pretexto de “estudar a Bíblia” ou “ensinar uma profissão” para ficar sozinho com as crianças e cometer os abusos.

Os crimes chegaram ao conhecimento da polícia no dia 28 de setembro. Após as denúncias, o delegado Sandro Bandeira instaurou um inquérito para apurar os fatos. Tendo provas suficientes da autoria dos crimes, Bandeira solicitou a prisão preventiva do investigado ao Poder Judiciário, que acatou o pedido e expediu a medida cautelar com parecer favorável do Ministério Público (MP).

Fonte: Portal do Tupiniquim

Regras do Pix mudam a partir de novembro

Operações de mais de R$ 200 dependerão de dispositivos cadastrados

A partir de 1º de novembro, o Pix terá regras mais rígidas para garantir a segurança das transações e impedir fraudes. Transferências de mais de R$ 200 só poderão ser feitas de um telefone ou de um computador previamente cadastrados pelo cliente da instituição financeira, com limite diário de R$ 1 mil para dispositivos não cadastrados.

O Banco Central (BC) esclarece que a exigência de cadastro valerá apenas para os celulares e computadores que nunca tenham sido usados para fazer Pix. Para os dispositivos atuais, nada mudará.

Além dessa novidade, as instituições financeiras terão de melhorar as tecnologias de segurança. Elas deverão adotar soluções de gerenciamento de fraude capazes de identificar transações Pix atípicas ou incompatíveis com o perfil do cliente, com base nas informações de segurança armazenadas no Banco Central.

As instituições também terão de informar aos clientes, em canal eletrônico de amplo acesso, os cuidados necessários para evitar fraudes. Elas também deverão verificar, pelo menos a cada seis meses, se os clientes têm marcações de fraude nos sistemas do Banco Central.

As medidas, informou o BC, permitirão que as instituições financeiras tomem ações específicas em caso de transações suspeitas ou fora do perfil do cliente. Elas poderão aumentar o tempo para que os clientes suspeitos iniciem transações e bloquear cautelarmente Pix recebidos. Em caso de suspeita forte ou comprovação de fraude, as instituições poderão encerrar o relacionamento com o cliente.

Pix Automático

Recentemente, o BC anunciou que o Pix Automático será lançado em 16 de junho de 2025. Em desenvolvimento desde o fim do ano passado, a modalidade facilitará as cobranças recorrentes de empresas, como concessionárias de serviço público (água, luz, telefone e gás), empresas do setor financeiro, escolas, faculdades, academias, condomínios, planos de saúde, serviços de streaming e clubes por assinatura.

Por meio do Pix Automático, o usuário autorizará, pelo próprio celular ou computador, a cobrança automática. Os recursos serão debitados periodicamente, sem a necessidade de autenticação (como senhas) a cada operação. Segundo o BC, o Pix Automático também ajudará a reduzir os custos das empresas, barateando os procedimentos de cobrança e diminuindo a inadimplência.

Fonte: Agência Brasil

Israel isola civis sem comida no norte de Gaza e atira nos que tentam fugir, diz ONU

‘O Escritório de Direitos Humanos da ONU lembra a Israel que a transferência forçada da população do norte de Gaza equivaleria a um crime de guerra’, diz comunicado. De acordo com médicos palestinos, 10 pessoas morreram em fila para receber comida. Israel diz não ter civis como alvo.

O escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas disse, nesta segunda-feira (14), estar “chocado com a situação desesperadora” ​​no norte da Faixa de Gaza, onde milhares de civis estão presos sem comida ou suprimentos, após mais de uma semana de ataques israelenses pesados.

“À sombra da escalada das hostilidades no Oriente Médio, o exército israelense parece estar isolando completamente o norte de Gaza do resto da Faixa de Gaza e conduzindo as hostilidades com absoluto desrespeito às vidas e à segurança dos civis palestinos. (…) Israel, como potência ocupante, tem a obrigação de garantir alimentos, água, cuidados médicos e outras necessidades básicas para os civis em Gaza, incluindo cumprir seu dever de garantir a ordem pública e a vida civil”, diz.

Em comunicado, a agência afirmou ter recebido relatos de que forças israelenses ergueram montes de areia em um ponto-chave para aqueles que tentam sair do norte de Gaza para a região central do território, efetivamente “isolando o norte de Gaza” e atirando naqueles que tentavam fugir.

Israel diz que não tem alvos civis (leia mais abaixo).

O texto ainda destaca que os ataques a escolas que servem como abrigos para deslocados no campo de refugiados de Jabalia ocorreram “quase diariamente” durante os últimos oito dias.

“O Escritório de Direitos Humanos da ONU lembra a Israel que a transferência forçada da população do norte de Gaza equivaleria a um crime de guerra e pode equivaler a outros crimes de atrocidade, assim como atirar em civis que fogem das hostilidades em resposta às suas ordens, e exige o fim imediato do cerco ao norte de Gaza”, ressalta a organização.

Na manhã deste sábado (12), mensagem das Forças de Defesa de Israel alertava a população de uma área conhecida como ‘D5’, ao norte de Gaza, para fugir para o sul e dizia que as tropas israelenses “estão operando com grande força contra as organizações terroristas e continuarão a fazê-lo por muito tempo”.

Já o Hamas pediu que a população não abandonasse a região, alegando que o sul é “igualmente perigoso”.

De acordo com médicos palestinos, as forças israelenses intensificaram o cerco em Jabalia nesta segunda-feira, matando pelo menos 10 pessoas que faziam fila para receber comida; 40 ficaram feridas.

O Exército israelense disse que o incidente está sob investigação. “A IDF direciona seus ataques e operações somente contra alvos e agentes terroristas e não tem como alvo objetos civis e civis”, disse.

Fonte: G1

Vale Verde não cumpre recomendação da Justiça e moradores continuam assustados

As rachaduras que apareceram nas casas de Craíbas tem assustado a população e a mineradora Vale Verde é apontada pelos moradores como responsável.

Mas, apesar da grave situação, uma recomendação feita durante audiência judicial, em outubro do ano passado, ainda não foi executada na prática pela Mineração Vale Verde (MVV), no município de Craíbas, no Agreste de Alagoas.

Em audiência ocorrida no dia 10 de outubro de 2023, a Justiça Federal e a Defensoria Pública da União (DPU) pediram o aparelhamento da Defesa Civil Municipal e que o Instituto do Meio Ambiente (IMA/AL) acionasse a empresa, para a realização de estudos técnicos de georreferenciamento e de impacto ambiental, na área do entrono das explosões da mina a céu aberto, no Povoado Serrote da Laje.

O IMA apresentou um plano de ação de georreferenciamento da área e também a proposta para que a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) ficasse responsável pelo serviço de sismografia para a Mineração Vale Verde.

O objetivo central era identificar os imóveis que apresentavam rachaduras e a população afetada pelas explosões, poeira e outros impactos físicos e ambientais.

Dezenas de moradores dos povoados Lagoa do Mel, Torrões, Umbuzeiro e Pichilinga denunciaram, desde o ano de 2021, logo após a Vale Verde começar a extrair cobre e minério de ferro, vários problemas nas localidades, como poeira causando danos nas estruturas das casas, problemas respiratórios nas pessoas e impactos econômicos que provocaram a morte de animais e prejuízos na produção agrícola.

Mas a sugestão do IMA não foi colocada em prática pela mineradora, gerando até os dias atuais um impasse na Justiça Federal de Alagoas, impedindo o avanço dos estudos técnicos.

Vale Verde reclama do preço alto para cumprir

A MVV alega que um dos motivos de não cumprir a recomendação é ter considerado alto o valor cobrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte para desenvolver o projeto. A mineradora afirma ainda as operações estão dentro do permitido pelos órgãos reguladores e aguarda uma Audiência de Conciliação, marcada para o dia 5 de novembro.

Enquanto isso, os moradores dos povoados do entorno da mina convivem com a incerteza e continuam aguardando os estudos técnicos e a implantação dos sensores para a finalização do processo na Justiça Federal e as famílias atingidas sejam atendidas em seus direitos acerca dos danos ambientais e econômicos.

A Mineração Vale Verde (MVV), por meio de nota, disse ainda que apoia a ampliação do conhecimento sobre os fatos e reafirma que todas as atividades realizadas pela companhia seguem os controles estabelecidos no Plano de Monitoramento validado pelo Órgão Licenciador. O monitoramento de vibração é realizado permanentemente e protocolado no órgão ambiental competente.

Polícia tortura e assassina trabalhadores rurais no PA, MPF investiga ação policial

O Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) abriu procedimento para investigar uma operação policial realizada em uma fazenda de Marabá que terminou com duas pessoas mortas e três desaparecidas, na sexta-feira (11). Quatro pessoas seguem presas, aguardando audiência de custódia, e denunciam ter sofrido tortura por parte dos agentes de segurança pública. O MPF solicitou à Polícia Federal que perícias e exames residuográficos fossem conduzidos para determinar se houve resistência armada das vítimas. O caso foi registrado na fazenda Mutamba, local que já foi palco de resgates de trabalhadores em situação análoga à escravidão.

Durante a operação Fortis Status, conduzida pelo delegado Antônio Mororó, da Delegacia de Conflitos Agrários (Deca), policiais civis mataram Adão Rodrigues de Sousa e Edson Silva e Silva, que estavam em um barracão, onde dormiam junto a outros 16 trabalhadores – três deles não identificados e ainda não localizados desde a ação. A investida contou com a participação de 20 agentes da Polícia Civil do Pará (PCPA) e cumpria mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão expedidos pelo Juízo Criminal da Comarca de Marabá.

Segundo a diretora do Departamento de Mediação e Conciliação de Conflitos Agrários do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDCA), Cláudia Dadico, o tamanho da operação policial, que contou com cinco viaturas e até um helicóptero, seria “desproporcional”. “Seria uma operação para apurar uma possível associação criminosa para a prática de furto de gado e crimes ambientais. Não foram bem detalhados quais seriam esses crimes ambientais. Eles falaram em queimadas, também de forma muito genérica. A gente não tem ideia de qual foi realmente a gravidade dos delitos para poder desencadear uma operação com tamanho aparato policial”, afirma.

A Ouvidoria Agrária Nacional e movimentos sociais estiveram no local no dia seguinte ao episódio. Os depoimentos dos envolvidos, segundo Dadico, foram consistentes. Um dos relatos conta que uma das pessoas ouviu passos e não conseguiu distinguir se a ação, iniciada por volta das quatro da manhã, enquanto dormiam em redes, seria da polícia ou de pistoleiros, já que houve gritos e disparos antes de qualquer anúncio da operação.

Trabalhadores rurais presos afirmam ter sido torturados pela polícia
Tortura e revolta
Os quatro trabalhadores que continuam presos foram identificados como Adriano Cosme da Silva, Leonardo Mathias Lima, Cledson Suares da Costa e Antônio Edio Alves da Conceição. Eles relataram ter sido mantidos sob a mira de armas, levados para junto dos corpos dos colegas mortos e sofrido agressões até o amanhecer. “Se não confirmassem, com o cano de fuzil encostado no ouvido, eram ameaçados de execução imediata”, afirma nota divulgada por sete movimentos sociais locais, incluindo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Coletivo Veredas e a Comissão Pastoral da Terra (CPT).

As testemunhas relataram à Ouvidoria que foram amarradas com as mãos para trás com “enforca-gatos”, algumas jogadas ao chão, enquanto uma delas disse ter sofrido vários chutes. De acordo com nota dos movimentos, após a oitiva de testemunhas, há a conclusão de que a operação teria sido orquestrada e seguido o mesmo modus operandi do massacre de Pau d’Arco, em que um grupo de policiais assassinou dez trabalhadores rurais que ocupavam a fazenda Santa Lúcia, em 2017, a 329 km de Marabá.

“Era apenas um pretexto, na verdade, para cometer uma sucessão de crimes. O barracão onde os trabalhadores se encontravam ficava a menos de 1 km da sede da fazenda. As viaturas foram deixadas na sede e os policiais seguiram a pé”, disseram os movimentos sociais. “Dos quatro trabalhadores presos, nenhum deles tinha mandado de prisão e só um tinha condenação pela Justiça. Os dois mortos também não tinham prisões decretadas e nem passagem pela polícia.”

Conflito antigo
A região onde os trabalhadores estavam acampados é alvo de disputa há pelo menos 16 anos, com os ocupantes reivindicando que a área seja destinada à reforma agrária. Segundo a Ouvidoria Agrária Nacional, havia um pedido de reintegração de posse feito pelos proprietários, inicialmente deferido pelo juiz Amarildo José Mazutti, da Vara Agrária de Marabá. A reintegração foi suspensa em maio pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, após recurso da Defensoria Pública do Estado.

Conforme apresentado pela Repórter Brasil, a família Mutran, proprietária do imóvel, possui três fazendas autuadas por trabalho análogo à escravidão. A fazenda Cabaceiras foi autuada em 2002, quando 22 pessoas foram libertadas, e em 2004, com o resgate de outras 13. Também em 2002, 25 trabalhadores foram libertados na fazenda Mutamba, onde o conflito deixou mortos na semana passada. Já em dezembro de 2001, 54 pessoas foram resgatadas na fazenda Peruano. 

A Agência Pública buscou a Corregedoria e a comunicação da PCPA para verificar se as denúncias de tortura estão sendo investigadas, mas o órgão afirmou apenas que “a ação foi realizada em conformidade com a lei e as investigações sobre o caso estão em andamento”.

Fonte: Apublica

Justiça determina apuração sobre rachaduras em centenas de casas em Craíbas (AL)

São mais de 400 casas com as paredes rachadas, algumas com risco de desabar, segundo a Defesa Civil.

A Justiça Federal de Alagoas determinou a apuração da causa das rachaduras em centenas de casas na cidade de Craíbas.

A montanha de detritos começou a ser formada há três anos. No entorno, pequenos agricultores tentam continuar com suas vidas na área rural de Craíbas, a 140 km de Maceió. A maioria, agora, tem somente um pedaço de terra nos fundos da casa.

“O terreno está improdutivo para a lavoura. Aí, hoje em dia, a gente está sem poder cultivar. Plantávamos milho, feijão, fumo. Nós tirávamos o sustento dessa forma”, conta a agricultora Maria Verediana Araújo.

O barulho não para.

“A gente vive uma vida assim, aperreada. De noite, a gente não tem sossego para dormir”, diz a agricultor Josefa Maria Pereira da Silva.

A montanha de detritos começou a ser formada há três anos — Foto: Reprodução/TV Globo

Também há três anos, as casas em vários pontos do município começaram a apresentar rachaduras, principalmente ao redor da mina do Serrote, que extrai cobre.

Em junho de 2023, a Defensoria Pública da União entrou na Justiça Federal com uma ação civil pública. Há quase um ano, a Justiça determinou a instalação de equipamentos para saber as causas e medir a intensidade dos tremores. Nos arredores da mina, são mais de 400 casas com as paredes rachadas e algumas com risco de desabar, segundo a Defesa Civil.

“Há fissuras e rachaduras em imóveis, morte de animais, circulação de poeira que gera problemas na saúde e problemas ambientais. Hoje, nós entendemos que existe um risco já identificado pela Defesa Civil do estado, em que mais de 70 casas na iminência de desabamento”, afirma Diego Martins Alves, advogado da DPU.

Justiça determina apuração sobre rachaduras em centenas de casas em Craíbas (AL) — Foto: Reprodução/TV Globo

A mina tem capacidade de pouco mais de 4 milhões de toneladas de cobre por mês. O gerente da empresa descarta que as explosões sejam responsáveis pelas rachaduras e diz que as operações estão dentro do permitido pelos órgãos reguladores.

“A gente tem, de fato, controles, medições, auditorias internas e externas, que nos mostram que não estão correlacionadas. Nada nos indica que esse processo nosso de desmonte controlado de rochas seja capaz de gerar uma rachadura, e que nós estamos 100% dentro dos limites estabelecidos por lei, e até muito longe desses limites estabelecidos”, diz Breno Delfino Martins, engenheiro de minas.

A mineradora é favorável aos estudos para entender a causa das rachaduras, mas recorreu da determinação de instalar os sensores. Um dos motivos é ter considerado alto o valor cobrado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte para desenvolver o projeto.

“A gente tinha um valor que era muito menor, mas foi estabelecido um valor bastante maior. Mas a gente está a favor de fazer o estudo no sentido de entender que tenha essa definição por esse estudo de fato da causa, se elas são referentes a nossa detonação ou não. Nós estamos seguros de que não são relacionadas a esse processo”, afirma o engenheiro.

A mineradora afirma ainda que aguarda uma audiência de conciliação marcada para o dia 19 de novembro.

Os moradores que ainda não colocaram as casas à venda aguardam a identificação do responsável pelas rachaduras.

“Eu não tenho mais terreno para trabalhar. Sou agricultor, vivo disso, minha família também. Mas, agora, não trabalho por causa desse morro que está atrás do meu terreno”, conta o agricultor Renato Pereira de Freitas.

Fonte: G1

França barra empresas de Israel de feira naval em meio a tensões diplomáticas

Companhias israelenses foram proibidas de participar da Feira Euronaval — maior evento global do setor de comércio naval — em Paris, dentre 4 e 7 de novembro, somando-se às tensões entre França e Israel no contexto da invasão ao Líbano.

As informações são do impresso americano The Wall Street Journal.

Embora delegações israelenses possam ainda estar presentes, empreiteiras militares não poderão exibir seus produtos ou montar cabines.

A feira reúne grandes corporações internacionais, como BAE Systems, Fincantieri e Naval Group, além das gigantes israelenses Rafael, Elbit Systems e Israel Aerospace Industries, por ora banidas.

A proibição é o mais recente resultado de um embate público entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente da França, Emmanuel Macron, após o regime israelense avançar com suas violações de Gaza ao Líbano.

Em junho, o governo francês proibiu companhias israelense de participarem de outra feira militar, a Eurosatory, um dos maiores eventos no comércio de armas terrestres. Apesar de um tribunal francês rescindir a decisão, Israel não conseguiu comparecer a tempo.

Nas semanas recentes, Macron subiu o tom, ao sugerir a suspensão do envio de armas a Israel quando utilizadas em Gaza e no Líbano.

Durante encontro de seu gabinete nesta terça-feira (15), Macron sugeriu a Netanyahu que “não ignore as decisões das Nações Unidas”, ao recordá-lo que a criação de Israel — em 1948, na ocasião da Nakba ou “catástrofe”, mediante limpeza étnica planejada — se deu por resolução do órgão, em referência à proposta de partilha.

Netanyahu respondeu com sua contumaz hostilidade, ao aderir a inverdades históricas e descrever a ONU como “antissemita”.

Macron também condenou Israel por conduzir ataques “indiscriminados” contra o Líbano e Gaza, em comunicado emitido pelo Palácio do Eliseu. Além disso, alegou “indignação” por avanços contra a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) em Naqoura, no sul do Líbano, ao reivindicar fim do que descreveu como “ataques injustificados”.

Segundo a agência Reuters, a insatisfação francesa corre desde setembro, quando Israel rechaçou um acordo mediado por Washington e Paris por um cessar-fogo de 21 dias com o Hezbollah libanês, a fim de permitir negociações.

Em resposta, no entanto, o exército israelense realizou uma operação de assassinato em Beirute, capital do Líbano, contra o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, supostamente sem ciência dos mediadores.

A morte de Nasrallah — a quem lideranças libanesas atribuíram assentimento ao acordo — levou a uma nova fase da escalada regional, após o Irã responder com uma nova salva de mísseis a Tel Aviv e outras cidades, apenas pela segunda vez na história.

No Líbano, desde 23 de setembro, estima-se ao menos 1.500 mortos, 4.500 feridos e 1.34 milhão de deslocados — em questão de semanas. A crise coincide ainda com o genocídio em Gaza, com 43 mil mortos, 99 mil feridos e dois milhões de desabrigados.

Os avanços de Israel seguem em desacato a uma resolução por cessar-fogo do Conselho de Segurança e medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), radicado em Haia, onde é réu por genocídio sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

Brasil não adotará horário de verão neste ano

O governo federal descartou a possibilidade de instituir o horário de verão este ano. A decisão foi anunciada hoje (16), pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, horas após se reunir com representantes do Operador Nacional do Sistema  Elétrico (ONS).

“Chegamos à conclusão de que não há necessidade de decretação do horário de verão para este período, para este verão”, declarou Silveira, durante coletiva de imprensa na sede do ministério, em Brasília.

“Temos a segurança energética assegurada. É o início de um processo de restabelecimento da nossa condição hídrica ainda muito modesto, mas temos condições de chegar, depois do verão, em condição de avaliar a volta desta política [para o verão de 2025/2026]”, acrescentou o ministro, defendendo a eficácia da medida em determinadas circunstâncias.

“É importante que esta política seja sempre considerada. [O horário de verão] não pode ser fruto de uma avaliação apenas dogmática ou de cunho político, pois tem reflexos tanto positivos, quanto negativos, no setor elétrico, quanto na economia [em geral], devendo estar sempre na mesa”, discorreu o ministro ao destacar que a iniciativa é adotada por vários outros países, em uns, apenas com o condão energético, mas, em outros, um caráter quase que exclusivamente econômico.

“Países que têm matrizes de energia nuclear, como, por exemplo, a França, adotam o horário de verão muito mais por uma questão econômica, de impulsionar a economia em certos períodos do ano, do que pela segurança energética”, comentou o ministro.

“O pico do custo-benefício do horário de verão é nos meses de outubro e novembro, até meados de dezembro. Se nossa posição fosse decretar o horário de verão agora, usufruiríamos muito pouco deste pico. Porque teríamos que fazer um planejamento mínimo para os setores poderem se adaptar. Conseguiríamos entrar com isso só em meados de novembro e o custo-benefício seria muito pequeno”, acrescentou o ministro.

No Brasil, o horário de verão foi instituído pela primeira vez em 1931. Seguiu sendo adotado de forma irregular até 1985, quando passou a ser implementado sistematicamente, com a justificativa de contribuir para a redução do consumo de energia elétrica e beneficiar setores de lazer e consumo como o turismo, comércio, bares e restaurantes a partir do melhor aproveitamento da luz natural.

A partir de 2019, e durante todo o governo Bolsonaro, a iniciativa foi descartada. Na ocasião, o Ministério de Minas e Energia apontou que, ao longo dos anos, os hábitos de consumo da população mudaram drasticamente, alterando os horários de maior consumo energético e tornando a medida sem efeito.

Neste ano, contudo, o governo federal voltou a cogitar adiantar os relógios em parte do país, como forma de enfrentar o que, segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemanden), é a pior seca já registrada no país.

“O Brasil viveu [e ainda] está vivendo, este ano, a maior seca da nossa história – embora já haja sinais de superação do momento mais crítico, com chuvas no Sudeste e na cabeceira de alguns rios importantes”, reforçou Silveira.

Ele lembrou que a principal fonte de energia da matriz elétrica brasileira é a hidrelétrica. “Graças a algumas medidas de planejamento feitas durante um ano, conseguimos chegar com nossos reservatórios com índices de resiliência que nos dão certa tranquilidade”, concluiu o ministro.

Popularidade

Nesta segunda-feira (14), o instituto Datafolha divulgou o resultado de uma pesquisa que aponta que a volta do horário de verão divide brasileiros. Quarenta e sete por cento dos entrevistados declararam ser favoráveis à medida. Outros 47% disseram ser contrários, enquanto os 6% restantes responderam ser indiferentes à iniciativa. A pesquisa foi realizada nos dias 7 e 8 de outubro. Foram ouvidas 2.029 pessoas em 113 cidades das cinco regiões.

Em meados de setembro, o portal Reclame Aqui e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) divulgaram as conclusões de um levantamento que indica que a maior parcela (54,9%) da população está de acordo com o horário de verão: 41,8% disseram ser totalmente favoráveis e 13,1%, parcialmente favoráveis.

Outros 25,8% se mostraram totalmente contrários à implementação da medida e 2,2% parcialmente contrários. Dezessete por cento afirmaram ser indiferentes.

Fonte: Agência Brasil

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