Governo Federal irá privatizar mais 15 rodovias em 2025, anuncia Renan Filho

“O Brasil tem hoje o maior pipeline de concessões rodoviárias do mundo.” A declaração do ministro dos Transportes, Renan Filho, foi dada durante missão oficial ao Vietnã, onde ele ressaltou os esforços do governo federal para atrair investimentos privados à infraestrutura nacional. Segundo o ministro, somente em 2025, serão realizados 15 leilões de rodovias na Bolsa de Valores de São Paulo, garantindo novos aportes para modernização e ampliação da malha viária.  

A estratégia de concessões se insere em uma carteira robusta de investimentos, que totaliza US$ 50 bilhões (R$ 300 bilhões) para rodovias e US$ 15 bilhões (R$ 75 bilhões) para ferrovias. “Estamos aprimorando contratos antigos e lançando novos projetos que fortalecerão nossa logística, garantindo maior competitividade para o Brasil no cenário global”, afirmou Renan Filho.  

Um dos principais empreendimentos ferroviários anunciados é o Corredor Ferroviário Leste-Oeste, conhecido como Fico-Fiol. A obra, que integra a Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico) e a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), prevê 2.697 quilômetros de trilhos conectando o Brasil Central a portos no Nordeste e no Sul da Bahia. “Essa ferrovia será um marco na segurança alimentar global, criando mais uma alternativa para o escoamento da produção agropecuária brasileira”, destacou o ministro.  

O crescimento da infraestrutura de transportes acompanha o avanço das exportações do setor agropecuário. Há 30 anos, o Brasil exportava cerca de oito milhões de toneladas de alimentos. Em 2024, o volume atingiu a marca histórica de 180 milhões de toneladas. O Vietnã, quinto maior destino dos produtos agropecuários brasileiros, recebe 70% da soja e 37% da carne suína que importa do Brasil.  

A visita de Renan Filho ocorreu no contexto da assinatura do Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica entre Brasil e Vietnã, formalizado em encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Luong Cuong, em Hanói. O acordo, válido entre 2025 e 2030, tem como objetivo ampliar relações econômicas e comerciais entre os dois países.  

Atualmente, o comércio bilateral entre Brasil e Vietnã movimenta US$ 7,9 bilhões (R$ 45,5 bilhões), mas o governo brasileiro pretende elevar esse valor para cerca de US$ 15 bilhões (R$ 86,4 bilhões) até 2030. “Volto ao Brasil sabendo que temos um espírito comum: o desafio de, promovendo o desenvolvimento, melhorar a vida das pessoas”, concluiu Renan Filho.

Fonte: Brasil 247

PMs que mataram garoto de 4 anos respondem por 7 homicídios e ainda seguem na ativa

Cinco dos sete policiais militares envolvidos na ação que resultou na morte do menino Ryan Silva Andrade Santos, de 4 anos, vítima de uma bala perdida em novembro de 2023 em Santos (SP), já respondem a processos por outros homicídios.

O autor do disparo fatal foi identificado como o cabo Clóvis Damasceno de Carvalho Junior, que também é acusado pelo homicídio de José Jameson da Silva, 36 anos, ocorrido em setembro de 2022 no Morro de São Bento, mesma comunidade onde Ryan foi atingido enquanto brincava em frente à casa de uma familiar.

Além de Clóvis, participaram daquela ação os PMs Átila Araújo Valverde Delgado e Michel Rodrigues da Silva. Átila responde por mais um homicídio, ocorrido em junho de 2022, enquanto Michel acumula processos por três lesões corporais, além do caso de José Jameson.

Os outros policiais afastados após a morte de Ryan são Jorge Luiz Tilly Filho, processado por dois homicídios em 2022; Marcelo Oliveira Silva, com passagem por lesão corporal; e Mauro Gomes de Moraes Junior, o único sem processos criminais.

Todos os envolvidos já retornaram às atividades operacionais, conforme confirmado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), e suas armas, incluindo a espingarda calibre 12 que matou Ryan e um fuzil calibre 556, foram devolvidas ao batalhão em fevereiro após perícia.

Durante a ação, os sete PMs efetuaram ao menos 22 disparos, enquanto dois adolescentes (15 e 17 anos), alvos da operação, teriam atirado apenas duas vezes com um revólver calibre 38.

O laudo sobre a arma que matou Ryan já foi anexado ao inquérito policial, que aguarda apenas um depoimento para conclusão, segundo a SSP. Paralelamente, um Inquérito Policial Militar foi concluído e enviado à Justiça Militar.

A tragédia ganhou ainda mais destaque quando revelou-se que Ryan era filho de Leonel Andrade Santos, também assassinado pela PM nove meses antes, na mesma região.

Beatriz da Silva Rosa, mãe da criança, relatou o luto da família: “Todo dia eu tenho que explicar. Todo dia eles perguntam do pai. Esses dias meu filho mais novo falou: ‘Mamãe, eu quero morrer’. Aí, eu desviei o olhar, tentei conversar de outra coisa para ver se ele se distraía. E ele repetia: ‘Mamãe, olha para mim, eu quero morrer, e tem que ser agora, porque eu quero ver meu pai’”.

Fonte: DCM

Justiça condena Igreja Universal a indenizar fiel que vendeu padaria para doar dinheiro

A Igreja Universal do Reino de Deus foi condenada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) a pagar R$ 30 mil a um ex-devoto que doou praticamente todo o seu patrimônio, incluindo uma padaria, após ser convencido por um pastor de que sua vida mudaria. A decisão da 5ª Câmara Cível do tribunal foi unânime e rejeitou o recurso da instituição religiosa. A informação foi divulgada pelo portal UOL.

O caso ocorreu em uma unidade da Igreja Universal localizada no bairro Santo Amaro, em Recife (PE). O homem, de 50 anos, relatou ter vendido sua padaria e entregue o valor ao líder religioso após ouvir que “se tocasse no sacrifício, sua vida não mudaria”. Conversas registradas por mensagens de áudio e WhatsApp foram apresentadas como provas no processo, evidenciando a coação. “Sacrifício é toda a força. O senhor vai ficar na mesma, ou com a vida pior ainda, porque rejeitou o altar”, afirmou o pastor em um dos áudios analisados pelos desembargadores.

Para o relator do caso, desembargador Agenor Ferreira de Lima Filho, a liberdade religiosa deve respeitar os princípios da boa-fé e da dignidade da pessoa humana. Ele destacou que o líder religioso ultrapassou os limites da prática da fé ao se aproveitar da fragilidade emocional do fiel. “A imposição de tais expectativas, positivas e negativas, explorando a fé e a fragilidade emocional, excede os limites da liberdade religiosa, configurando verdadeiro abuso de poder e má-fé”, escreveu o magistrado em seu voto.

A decisão judicial também citou outras mensagens do pastor, em que ele alegava que, sem a doação, “o diabo usaria a ex-mulher e a filha dela para tirar tudo” do fiel. O tribunal considerou que essas declarações induziram medo e submissão, associando a fé à entrega incondicional de bens, o que viola o princípio da autonomia da vontade. Segundo os autos, o pastor instruiu o padeiro a vender todos os seus bens e entregar o dinheiro à igreja, mesmo sabendo que ele ficaria sem meios de subsistência. “Não toca naquilo que é sacrifício, seu Manoel. Se o senhor tocar, sua vida não vai mudar”, dizia o religioso em outro áudio. Além disso, ele reforçava que o fiel não deveria dividir o dinheiro com sua ex-companheira: “Pega tudo que o senhor tem, põe no altar, no sacrifício, pra Deus te abençoar”.

A sentença de primeira instância concluiu que houve coação moral e abuso de direito, pois o discurso religioso foi utilizado para gerar medo, isolar o fiel de sua rede de apoio e levá-lo a doar todo o seu patrimônio. A padaria vendida era sua única fonte de renda.

Igreja universal nega irregularidades e promete recorrer

Procurada pelo UOL, a Igreja Universal do Reino de Deus negou que tenha cometido qualquer irregularidade e afirmou que a decisão representa uma interferência indevida do Estado na relação entre um fiel e sua igreja. “Nenhuma igreja ou instituição assistencialista que depende de doações voluntárias poderia existir se a lei não a protegesse de supostos ‘doadores arrependidos'”, declarou a Universal em nota.

A instituição ainda alegou que o ex-devoto é “uma pessoa esclarecida e totalmente apta e capaz de assumir suas próprias decisões”, ressaltando que ele já havia feito ofertas voluntárias anteriormente. Por fim, a igreja informou que recorrerá da decisão, por considerar que não teve oportunidade de apresentar provas na primeira instância.

Possível precedente jurídico

Para especialistas em direito, a decisão do TJPE pode abrir precedentes para responsabilização de instituições religiosas em casos semelhantes. “É um bom precedente, porque reconhece haver limites para a liberdade religiosa quando ela colide com a dignidade humana”, afirma Virgínia Machado, professora do Centro Universitário Uniarnaldo. Se a decisão for mantida em instâncias superiores, pode consolidar uma jurisprudência mais protetiva aos fiéis vulneráveis.

Fonte: Brasil 247

Família Bolsonaro movimentou mais de um milhão nos EUA após derrota nas eleições

É o que mostram documentos oficiais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do governo do estado norte-americano do Texas

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por tentativa de golpe, e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), movimentaram pelo menos R$ 1,6 milhão nos Estados Unidos (EUA), após as eleições de 2022. É o que mostram documentos oficiais do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do governo do estado norte-americano do Texas, aos quais a Agência Pública teve acesso.

Movimentações da família Bolsonaro

Jair Bolsonaro enviou R$ 800 mil para uma conta no país em dezembro daquele ano, e Eduardo Bolsonaro também movimentou cerca de R$ 800 mil (na cotação atual) por meio de uma empresa nos EUA, em julho de 2023. Já o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) declarou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no pleito do ano passado, ter R$ 287,5 mil aplicados em dois bancos no país: R$ 176,3 mil no Bank Revolut e R$ 111,2 mil no Bank Truist USA – não há informações da data da abertura das contas.

Para a Polícia Federal (PF), Bolsonaro viajou aos EUA após a derrota nas urnas “para evitar uma possível prisão e aguardar o desfecho dos atos golpistas do dia 8 de janeiro de 2023”. A informação consta no relatório que embasou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente, recebida nesta quarta-feira (26/3) por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, a Corte, junto à PF, estaria monitorando a possibilidade de Jair Bolsonaro repetir o feito, caso seja condenado à prisão, conforme revelou ontem a jornalista Andreia Sadi.

Três dias antes de embarcar para Orlando, na Flórida, em 31 de dezembro de 2022, o ex-mandatário transferiu R$ 800 mil para um banco dos EUA. A movimentação financeira consta em relatório do Coaf enviado à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos Golpistas do Congresso Nacional, em julho de 2023.

Em vídeo gravado em fevereiro de 2024, o ex-presidente admitiu a movimentação:

“A imprensa vem noticiando que, segundo a Polícia Federal, eu enviei em dezembro de 2022 para os Estados Unidos 800 mil reais à espera de um golpe. Enviei, sim, da minha poupança do Banco do Brasil para o Banco do Brasil América, ou seja, continuou em banco brasileiro”, declarou. “Em 2023, os brasileiros enviaram 2,3 bilhões de dólares [ao exterior], isso não é crime. Assim como eu, tinham dúvidas sobre a economia do atual mandatário de esquerda”, justificou.

Filho “03” de Jair Bolsonaro, Eduardo, que recentemente se licenciou do mandato de deputado federal para morar nos EUA, movimentou também cerca de R$ 800 mil (U$ 140 mil), por meio de uma empresa que mantinha com Paulo Generoso, empresário que apoiou os atos golpistas, e com o ex-secretário nacional de fomento e incentivo à cultura no governo Bolsonaro, André Porciúncula. Os dados estão em documento público do Texas trazidos à tona nesta quinta-feira (27/3) pela Revista Fórum e pela coluna do jornalista Jamil Chade no portal UOL. A Pública também teve acesso ao documento na última terça-feira.

Os negócios de Eduardo nos EUA

A sociedade na Braz Global Holding foi revelada pela Pública, em parceria com o UOL e o Centro Latino-Americano de Jornalismo Investigativo (Clip), em maio de 2023. À época, também mostramos que no mesmo endereço da holding, em Arlington (Texas), foram abertas outras duas empresas que tinham Generoso e Porciúncula na sociedade – além de Raquel Brugnera, que trabalhou no governo Bolsonaro: a Liber Group Brasil e o Instituto Liberdade. Nos registros oficiais não há a descrição da atividade das empresas. A Braz Global e a Liber Group, fundadas em 18 de março e 13 de janeiro de 2023, respectivamente, foram encerradas em 18 de abril de 2024.

De acordo com documento do governo do Texas, em 28 de julho de 2023, a Braz Global Holding assinou um contrato de US$ 140 mil (aproximadamente R$800 mil reais na cotação atual) com a VentureXSpannsion LLC, referentes a lotes na cidade de Fort Worth, também no Texas. A movimentação foi registrada em 6 de fevereiro de 2024 (menos de dois meses antes do encerramento da Holding).

Na mesma época desta transação – mais especificamente entre 31 de março a 27 de julho – a holding de Eduardo Bolsonaro administrou uma empresa que se descreve como importadora e exportadora de carnes e commodities, a Omni World Trades, conforme também mostrou com exclusividade a Pública.

“Se vocês são bons repórteres investigativos, vocês vão lá, investiguem e façam”, respondeu Eduardo Bolsonaro, ao ser questionado sobre os negócios da Braz Holding, em maio de 2023. A reportagem tentou contato com o parlamentar hoje, mas não obteve retorno até a publicação.

Fonte: ICL

Igreja investigada pela PF por ligação com o PCC é do bispo youtuber Bruno Leonardo

A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) apontaram transações suspeitas entre a Igreja Avivamento Mundial, do bispo Bruno Leonardo Santos Cerqueira, e uma empresa investigada por ligação com Willian Barile Agati, apontado como integrante do alto escalão do Primeiro Comando da Capital (PCC).

De acordo com documentos da Operação Mafiusi, a igreja do bispo, fenômeno nas redes sociais, transferiu R$ 2,225 milhões para a empresa Starway, em sete operações realizadas entre agosto de 2021 e abril de 2022.

As autoridades não encontraram notas fiscais que justificassem as movimentações financeiras, levantando a suspeita de que a empresa seria uma fachada usada para lavagem de dinheiro.

Apesar disso, o bispo não é investigado formalmente no caso. Seu nome aparece apenas citado no relatório da investigação, que tem como alvo Willian Barile Agati, apontado como facilitador de operações da cúpula do PCC e integrante de um grupo ligado ao tráfico internacional de drogas.

Quem é o bispo Bruno Leonardo?

O canal de Bruno Leonardo no YouTube soma 50,9 milhões de inscritos, colocando-o em terceiro lugar no ranking da plataforma Social Blade, atrás apenas do canal KondZilla e do youtuber Luccas Neto.

No Instagram, o bispo também tem números expressivos, com 9,8 milhões de seguidores, superando inclusive o perfil oficial da igreja que fundou, que acumula pouco mais de 550 mil seguidores.

Em seus vídeos, Bruno costuma chamar os fiéis de “ovelhas queridas” e já anunciou doações milionárias a hospitais. Em um evento, declarou a doação de R$ 2 milhões a uma instituição de saúde, dizendo que o valor foi arrecadado com o dízimo dos fiéis. Em janeiro de 2025, em São Luís, anunciou mais uma doação — desta vez, de R$ 500 mil a um hospital do câncer —, recebendo aplausos do público.

Com sede em Salvador (BA), a Igreja Avivamento Mundial, alvo de investigação, realiza grandes eventos em diversas cidades. Em 2024, um deles lotou um estádio em Minas Gerais. Quatro dias atrás, o bispo publicou imagens de outro evento realizado na capital baiana.

Após a repercussão do caso, Bruno Leonardo publicou um vídeo em que afirma que a igreja comprou veículos da empresa investigada em 2021 e que há notas fiscais da transação. Ele também alegou perseguição e fez uma comparação com a compra de alimentos doados ao Rio Grande do Sul, em 2024.

“Ano passado, nós compramos R$ 2 milhões de alimentos para enviar ao Rio Grande do Sul. Eu também não conheço os donos da loja. A nossa equipe foi, olhou, comprou e nós enviamos. Se daqui a alguns anos, essa distribuidora estiver com algum envolvimento com coisas ilícitas, nós também estamos envolvidos porque somos clientes?”, questionou.

Fonte: DCM

Israel desrespeita lei internacional com retiradas forçadas em Gaza, diz ONU

O Escritório de Direitos Humanos da ONU acusou Israel nesta sexta-feira de violar a lei internacional ao deslocar palestinos em Gaza à força  sob “ordens de retirada obrigatórias”.

O Exército israelense emitiu o que a ONU descreveu como 10 ordens de retirada obrigatórias cobrindo grandes áreas em Gaza desde que retomou sua guerra contra o Hamas em 18 de março, encerrando um cessar-fogo de dois meses em meio a disputas sobre os termos para estendê-lo.

“Essas retiradas não cumprem as exigências do direito humanitário internacional”, disse o porta-voz de direitos humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan, em um comunicado nesta sexta-feira.

A missão permanente de Israel em Genebra disse à Reuters que opera de acordo com a lei humanitária internacional.

“Israel está retirando civis para protegê-los dos terroristas do Hamas, que os usam implacavelmente como escudos humanos em uma violação flagrante do direito internacional”, disse a missão em comunicado, que também acusou o grupo de arrastar a guerra ao se recusar a libertar os reféns restantes mantidos em Gaza.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e seu ex-ministro da Defesa foram indiciados junto com os líderes do Hamas pelo Tribunal Penal Internacional em Haia por acusações de crimes de guerra, que Israel rejeita.

“Israel não está tomando nenhuma medida para fornecer acomodação para a população deslocada, nem garantir que essas retiradas sejam conduzidas em condições satisfatórias de higiene, saúde, segurança e nutrição”, acrescentou a declaração de Al-Kheetan.

Aparentemente, mais da metade do norte de Gaza está sujeita a tais ordens, disse, enquanto aqueles que foram recentemente deslocados do sul do enclave na área de Rafah e forçados a ir para a costa de Al Mawasi não tinham garantia de segurança.

“Estamos profundamente preocupados com o encolhimento do espaço para os civis em Gaza, que estão sendo deslocados à força pelo Exército israelense de grandes áreas do território”, acrescentou.

Desde a retomada dos ataques aéreos israelenses, em 18 de março, pelo menos 855 palestinos foram mortos e 1.869 ficaram feridos, de acordo com a ONU, que citou números do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.

Fonte: MSN

Professor Luizinho confirma candidatura para presidente do PT de Maceió

Militante histórico, professor da Uneal e presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual, Luizinho é um dirigente experiente e um dos principais quadros teóricos do PT de Alagoas.

Sua candidatura para presidente do PT de Maceió representa o DAP (Diálogo e Ação Petista) e tem o apoio da EPS (Esquerda Popular e Socialista), CNB (Construindo um Novo Brasil) e FA (Frente Ampla) e representa um programa para reatar com a história do PT militante, de base e socialista.

Segundo o professor Luizinho, sua candidatura expressa a luta pela revogação das reformas trabalhista e da previdência, pelo fim da jornada 6×1 e punição aos golpistas.

Também concorre a presidência do PT de Maceió, a assistente social e sindicalista Alessandra Costa.

Após quatro dias no Japão, presidente Lula detalha avanços nas relações comerciais 

“A visita mais importante que já fiz ao Japão”, diz Lula ao se despedir do país asiático. Comitiva segue agora para o Vietnã.

Após quatro dias de intensos compromissos, que resultaram na assinatura de dez acordos e quase 80 instrumentos de cooperação entre Brasil e Japão, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se despediu do país asiático nesta quinta-feira (27/3), com uma percepção que aponta para o sucesso da visita de Estado: “Saio do Japão muito satisfeito. Essa foi a visita mais importante que fiz ao Japão, das cinco que já fiz”, resumiu Lula, durante coletiva de imprensa antes de embarcar para o Vietnã, segundo destino da viagem à Ásia.

A visita da comitiva formada pelo presidente, ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas, iniciada na segunda-feira (24/3), abriu portas nas relações entre os dois países em áreas como transição energética, agricultura e pecuária, educação, saúde comunicações, ciência e tecnologia e aviação. Um exemplo é o anúncio da compra de 15 jatos da Embraer pela All Nippon Airways (ANA), maior companhia aérea japonesa, num negócio estimado em R$ 10 bilhões.


“É preciso retomar uma relação comercial muito forte com o Japão. Queremos vender e comprar. Queremos que as indústrias brasileiras estejam no Brasil produzindo etanol, biodiesel, hidrogênio verde, carro híbrido com tecnologia avançada para que a gente possa contribuir com a descarbonização do planeta Terra”

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República


As conversas apontam ainda para a possibilidade de um acordo comercial entre Japão e Mercosul e o potencial de abrir o mercado japonês para a carne produzida no Brasil . Há diálogos em busca de parcerias para a recuperação de terras degradadas no Brasil para o cultivo de alimentos e de combustíveis limpos. No plano quantitativo, a intenção é resgatar o melhor momento do fluxo comercial entre os países, que chegou a 17 bilhões de dólares anuais em 2011, mas caiu nos últimos anos para 11 bilhões.

“É preciso retomar uma relação comercial muito forte com o Japão, porque nós não queremos vender apenas carne. Queremos vender e comprar. Nós queremos que as indústrias brasileiras estejam no Brasil produzindo etanol, produzindo biodiesel, produzindo hidrogênio verde, produzindo carro híbrido com tecnologia avançada para que a gente possa contribuir com a descarbonização do planeta Terra”, frisou Lula.

No ano em que as duas nações celebram 130 anos de relações diplomáticas, houve uma decisão de que os chefes de Estado se encontrarão a cada dois anos para que os laços comerciais se intensifiquem . Somam-se a isso discussões em torno do trabalho conjunto no combate à mudança do clima, tendo a COP30, em Belém, como catalizador, e, no campo da geopolítica, a concordância de que é preciso atuar no fortalecimento da democracia, do multilateralismo e em busca de reformas no Conselho de Segurança da ONU.

“Essa visita tem como objetivo estreitar a relação com o Japão no momento em que a democracia corre risco no mundo, em que setores de extrema-direita, negacionistas, têm ganhado corpo em várias partes. Ela foi importante porque temos que vencer o protecionismo e fazer com que o livre-comércio possa crescer. Foi muito importante porque queremos discutir mudanças na governança mundial, sobretudo no Conselho de Segurança da ONU, para que a gente tenha no século XXI uma representação mais forte da geopolítica mundial”, ressaltou o presidente brasileiro.

O país asiático costuma lançar convite para apenas uma visita da Estado por ano, mas desde 2019, em função da pandemia da Covid-19, nenhuma havia se realizado. A relação entre Brasil e Japão foi elevada ao status de Parceria Estratégica Global em 2014, durante visita do então primeiro-ministro Shinzo Abe ao Brasil.

Acompanhe abaixo alguns dos principais pontos da fala do presidente Lula:

RETOMADA DO FLUXO COMERCIAL – Estamos completando 130 anos de relação diplomática e temos um problema a resolver: em 2011, tínhamos um fluxo comercial da ordem de 17 bilhões de dólares. Esse fluxo caiu para 11 bilhões de dólares (em 2024). É preciso retomar uma relação comercial muito forte com o Japão.

JAPÃO E MERCOSUL – Vamos trabalhar para que haja um acordo do Mercosul com o Japão. É bom para os países do Mercosul e será bom para o Japão. Quanto mais mercado abrirmos, quanto mais liberdade, quanto mais comércio existir, melhor será para os países. Eu vou assumir a presidência do Mercosul no segundo semestre. Se depender de mim, vai acontecer o que aconteceu no acordo com a União Europeia: vou trabalhar para que a gente possa fazer acordo com o Japão.

RECUPERAÇÃO DE TERRAS DEGRADADAS – Da mesma forma que o Japão nos ajudou a encontrar solução para o Cerrado, que era tido pelos brasileiros como uma região de terra ruim, de terra arrasada, estamos convidando os japoneses para ajudar a recuperar 40 milhões de hectares degradados que a gente pode transformar numa área produzida que é maior do que Portugal. A gente pode produzir o que a gente quiser: mais comida, mais eucalipto, criar gado, galinha, porco, cavalo, tudo o que a gente quiser.

CARNE BRASILEIRA PARA O JAPÃO – A carne brasileira tem muita qualidade. Hoje, a carne brasileira compete com qualquer carne de qualquer país do mundo. E temos uma carne livre de febre aftosa. O Brasil está pronto. O que ouvi do primeiro-ministro é que ele vai, o mais rápido possível, mandar especialistas para analisar os rebanhos brasileiros e depois vamos ver se eles vão tomar a decisão. Eu acredito que ainda este ano a gente vai ter uma solução nessa questão da carne.

COP30 EM BELÉM – Da mesma forma que fizemos o melhor G20, vamos fazer o melhor BRICS e a melhor COP. Não queremos uma COP que seja um festival de pessoas andando como se fosse um shopping de produtos climáticos, ambientais, sem ninguém ter responsabilidade. O que queremos é uma COP com seriedade, discussão, para que a gente possa tirar da COP30 decisões que possam ser cumpridas e que a sociedade possa acreditar que os governantes estarão levando a sério a necessidade de assumir compromissos para que o planeta não aqueça mais de um grau e meio. Nós assumimos compromisso de desmatamento zero na Amazônia até 2030. Queremos zerar o desmatamento no Cerrado e o desmatamento em todos os biomas, porque é a única chance que a gente tem de garantir que o nosso povo vai sobreviver no século XXI.

MUDANÇA DO CLIMA – O protocolo de Kyoto não foi cumprido, o Acordo de Paris está sendo desrespeitado e o que nós decidimos em Copenhague em 2009, de que os países ricos iriam contribuir com 100 bilhões de dólares anuais para que a gente pudesse preservar as florestas, não aconteceu. Se tem negacionista que não acredita que o mundo está com problemas, o que vimos no ano passado é demonstração de que estamos perdendo o controle. O mundo está mudando e nós, seres humanos, temos responsabilidade. E mais responsabilidade têm os países que se industrializaram há 200 anos atrás. Quem acredita que está havendo um problema tem que brigar por isso. Não vamos imaginar que os destruidores irão ter disposição de deixar de ser destruidores.

TRANSIÇÃO ENERGÉTICA – Abrimos uma trincheira extraordinária no desenvolvimento brasileiro. Eu quero atrair mais empresas japonesas para ir ao Brasil. Em 2008, aqui no Japão, os governantes imaginavam que iam adotar 3% de etanol no combustível a partir de 2010. Não foi adotado, mas agora o Japão está com disposição de adotar 10% de etanol na gasolina, começar a produzir biodiesel, e o Brasil é o lugar mais extraordinário. Estamos convidando os japoneses para participar da transição energética brasileira, para participar da mudança do combustível fóssil para o combustível limpo. Isso vai levar anos, mas é importante que a gente dê os passos necessários a partir de hoje.

MULTILATERALISMO – É importante a defesa do multilateralismo e do livre-comércio. Na década de 80, se criou em todos os países a ideia de que era necessária a globalização da economia. Todo mundo tinha que vender para todo lugar. Agora, estranhamente, os mesmos que defendiam o livre-comércio estão praticando o protecionismo.

CONSELHO  DA ONU – Nós achamos que não é possível manter uma governança global que perdeu um pouco de representatividade e credibilidade. Hoje, os membros do Conselho de Segurança tomam decisões, fazem guerras de forma unilateral, e ainda têm o direito do veto. Ou seja: as coisas pouco acontecem. A mesma ONU que em 1948 teve força para criar o Estado de Israel, não tem nenhuma força para criar o Estado Palestino. E é por isso que nós queremos mudar a representação para que a gente tenha mais incidência nas decisões globais.

Link: https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/03/lula-visita-mais-importante-que-ja-fiz-ao-japao

“Israel transforma Gaza em um caldeirão de miséria humana”, por Chris Hedges

O escritor Hedges faz um pungente alerta para o empurrão sanguinário de Israel a expulsar os palestinos de Gaza. Reproduzimos aqui sua coluna originalmente intitulada “O último capítulo do genocídio”, originalmente publicada pelo portal Mondoweiss

Este é o último capítulo do genocídio. É o último e sangrento empurrão para expulsar os palestinos de Gaza. Sem comida. Sem remédios. Sem abrigo. Sem água limpa. Sem eletricidade. Israel está rapidamente transformando Gaza em um caldeirão dantesco de miséria humana, onde os palestinos estão sendo mortos às centenas e, em breve, novamente, aos milhares e dezenas de milhares, ou serão forçados a sair para nunca mais retornar.

O capítulo final marca o fim das mentiras israelenses. A mentira da Solução de Dois Estados. A mentira de que Israel respeita as leis de guerra que protegem os civis. A mentira de que Israel bombardeia hospitais e escolas apenas porque eles são usados ​​como áreas de preparação pelo Hamas. A mentira de que o Hamas usa civis como escudos humanos, enquanto Israel rotineiramente força palestinos cativos a entrar em túneis e prédios potencialmente cheios de armadilhas antes das tropas israelenses. A mentira de que o Hamas ou a Jihad Islâmica Palestina são responsáveis — a acusação geralmente é de foguetes palestinos errantes — pela destruição de hospitais, prédios das Nações Unidas ou vítimas em massa de palestinos. A mentira de que a ajuda humanitária a Gaza está bloqueada porque o Hamas está sequestrando os caminhões ou contrabandeando armas e material de guerra. A mentira de que bebês israelenses são decapitados ou palestinos realizam estupros em massa de mulheres israelenses. A mentira de que 75% das dezenas de milhares de mortos em Gaza eram “terroristas” do Hamas. A mentira de que o Hamas, por supostamente estar rearmando e recrutando novos combatentes, é responsável pelo rompimento do acordo de cessar-fogo.

O rosto genocida e nu de Israel está exposto. Acaba de ordenar a evacuação do norte de Gaza, onde palestinos desesperados estão acampados em meio aos escombros de suas casas. O que vem agora é fome em massa — a Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (United Nations Relief and Works Agency for Palestine Refugees in the Near East – UNRWA) disse em 21 de março que tem seis dias de suprimentos de farinha restantes — mortes por doenças causadas por água e alimentos contaminados, dezenas de mortos e feridos a cada dia sob o ataque implacável de bombas, mísseis, granadas e balas. Nada funcionará, padarias, estações de tratamento de água e esgoto, hospitais — Israel explodiu o hospital turco-palestino danificado em 21 de março — escolas, centros de distribuição de ajuda ou clínicas. Menos da metade dos 53 veículos de emergência operados pela Sociedade do Crescente Vermelho Palestino estão funcionais devido à escassez de combustível. Em breve não haverá nenhum.

A mensagem de Israel é inequívoca: Gaza será inabitável. Saia ou morra.

Desde terça-feira, quando Israel quebrou o cessar-fogo com bombardeios pesados, mais de 700 palestinos foram mortos, incluindo 200 crianças. Em um período de 24 horas, 400 palestinos foram mortos. Este é apenas o começo. Nenhuma potência ocidental, incluindo os Estados Unidos, que fornece as armas para o genocídio, pretende pará-lo. As imagens de Gaza durante os quase dezesseis meses de ataques incessantes foram terríveis. Mas o que está por vir agora será pior. Ele rivalizará com os crimes de guerra mais atrozes do século XX, incluindo a fome em massa, o massacre em massa e o nivelamento do Gueto de Varsóvia em 1943 pelos nazistas.

O dia 7 de outubro marcou a linha divisória entre uma política israelense que defendia a brutalização e subjugação dos palestinos e uma política que clama por seu extermínio e remoção da Palestina histórica. O que estamos testemunhando é o equivalente histórico do momento desencadeado pela aniquilação de cerca de 200 soldados liderados por George Armstrong Custer em junho de 1876 na Batalha de Little Bighorn. Após essa derrota humilhante, os nativos americanos foram programados para serem mortos com os remanescentes forçados a campos de prisioneiros de guerra, mais tarde chamados de reservas, onde milhares morreram de doenças, viveram sob o olhar implacável de seus ocupantes armados e caíram em uma vida de miséria e desespero. Espere o mesmo para os palestinos em Gaza, despejados, eu suspeito, em um dos infernos do mundo e esquecidos.

“Moradores de Gaza, este é o seu último aviso”, ameaçou o Ministro da Defesa Israelense, Israel Katz:

“O primeiro Sinwar destruiu Gaza e o segundo Sinwar a destruirá completamente. Os ataques da Força Aérea contra terroristas do Hamas foram apenas o primeiro passo. Vai se tornar muito mais difícil e vocês pagarão o preço total. A evacuação da população das zonas de combate começará novamente em breve… Devolvam os reféns e removam o Hamas e outras opções se abrirão para vocês, incluindo partir para outros lugares do mundo para aqueles que quiserem. A alternativa é a destruição absoluta”, já vociferou Katz

O acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas foi projetado para ser implementado em três fases. A primeira fase, com duração de 42 dias, veria o fim das hostilidades. O Hamas libertaria 33 reféns israelenses que foram capturados em 7 de outubro de 2023 — incluindo mulheres, pessoas com mais de 50 anos e pessoas com doenças — em troca de mais de 2.000 homens, mulheres e crianças palestinos presos por Israel (cerca de 1.900 prisioneiros palestinos foram libertados por Israel até 18 de março). O Hamas libertou um total de 147 reféns, dos quais oito estavam mortos. Israel diz que há 59 israelenses ainda detidos pelo Hamas, 35 dos quais Israel acredita estarem mortos.

O exército israelense se retiraria das áreas povoadas de Gaza no primeiro dia do cessar-fogo. No sétimo dia, os palestinos deslocados teriam permissão para retornar ao norte de Gaza. Israel permitiria que 600 caminhões de ajuda com alimentos e suprimentos médicos entrassem em Gaza diariamente.

A segunda fase, que deveria ser negociada no décimo sexto dia do cessar-fogo, veria a libertação dos reféns israelenses restantes. Israel completaria sua retirada de Gaza mantendo uma presença em algumas partes do corredor de Filadélfia, que se estende ao longo da fronteira de oito milhas entre Gaza e o Egito. Ele entregaria seu controle da passagem de fronteira de Rafah para o Egito.

A terceira fase veria negociações para o fim permanente da guerra e a reconstrução de Gaza.

Israel habitualmente assina acordos, incluindo os Acordos de Camp David e o Acordo de Paz de Oslo, com cronogramas e fases. Ele obtém o que quer — neste caso, a libertação dos reféns — na primeira fase e então viola as fases subsequentes. Esse padrão nunca foi quebrado.

Israel se recusou a honrar a segunda fase do acordo. Bloqueou a ajuda humanitária em Gaza há duas semanas, violando o acordo. Também matou pelo menos 137 palestinos durante a primeira fase do cessar-fogo, incluindo nove pessoas — três delas jornalistas — quando drones israelenses atacaram uma equipe de socorro em 15 de março em Beit Lahiya, no norte de Gaza.

O bombardeio pesado e a artilharia de Israel sobre Gaza recomeçaram em 18 de março, enquanto a maioria dos palestinos dormia ou preparava seu suhoor, a refeição consumida antes do amanhecer durante o mês sagrado do Ramadã. Israel não vai parar seus ataques agora, mesmo que os reféns restantes sejam libertados — a suposta razão de Israel para a retomada do bombardeio e cerco de Gaza.

A Casa Branca de Trump está comemorando o massacre. Eles atacam os críticos do genocídio como “antissemitas” que deveriam ser silenciados, criminalizados ou deportados enquanto canalizam bilhões de dólares em armas para Israel.

O ataque genocida de Israel a Gaza é o desfecho inevitável de seu projeto colonizador e Estado de apartheid. A tomada de toda a Palestina histórica — com a Cisjordânia em breve, considero, a ser anexada por Israel — e o deslocamento de todos os palestinos, que sempre foi o objetivo sionista.

Os piores excessos de Israel ocorreram durante as guerras de 1948 e 1967, quando grandes partes da Palestina histórica foram tomadas, milhares de palestinos foram mortos e centenas de milhares foram etnicamente limpos. Entre essas guerras, o roubo lento de terras, ataques assassinos e limpeza étnica constante na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental, continuaram.

Essa dança calibrada acabou. Este é o fim. O que estamos testemunhando ofusca todos os ataques históricos aos palestinos. O sonho genocida demente de Israel — um pesadelo palestino — está prestes a ser alcançado. Ele destruirá para sempre o mito de que nós, ou qualquer nação ocidental, respeitamos o Estado de Direito ou somos os protetores dos Direitos Humanos, da democracia e das chamadas “virtudes” da civilização ocidental. A barbárie de Israel é nossa. Podemos não entender isso, mas o resto do mundo entende.

Chris Hedges é jornalista, autor, comentarista e ministro presbiteriano. Hedges trabalhou como correspondente de guerra freelancer na América Central para o The Christian Science Monitor, NPR e Dallas Morning News. Hedges relatou para o The New York Times de 1990 a 2005 e serviu como chefe do Times Middle East Bureau e chefe do Balkan Bureau durante as guerras na antiga Iugoslávia. Em 2001, Hedges contribuiu para a entrada da equipe do The New York Times que recebeu o Prêmio Pulitzer de 2002 de Reportagem Explicativa pela cobertura do jornal sobre terrorismo global. Seus livros incluem War Is a Force That Gives Us Meaning (2002), finalista do National Book Critics Circle Award para Não Ficção.

Fonte: Hora do Povo

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