Polícia Civil indicia por estupro professor que fez 10 vítimas em escolinha de futebol

Investigação apontou que ele usava de autoridade para cometer abusos e prometia encaminhar os alunos a grandes clubes do Brasil

A Delegacia da Polícia Civil de Comodoro concluiu, na terça-feira (29), o inquérito que apurou abusos sexuais cometidos pelo professor de uma escola infantil de futebol na cidade. O investigado R.W.C.S., de 31 anos, foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável.

As investigações concluíram que pelo menos 10 crianças, com idades entre 10 e 13 anos, foram vítimas dos abusos sexuais praticados pelo professor. A Polícia Civil não descarta que possam existir outras vítimas que, até o momento, não foram identificadas.

Em escutas especializadas, as vítimas relataram os atos libidinosos. O professor usava de sua autoridade e do sonho das crianças, além da promessa de encaminhar o aluno a grandes clubes do Brasil, para cometer os abusos.

Fonte: Portal do Ancorador

Israel tem falta de soldados após mais de um ano de guerra

Mais de um ano após o início da guerra contra o movimento palestino Hamas em Gaza, o Exército israelense enfrenta dificuldades para recrutar soldados e os reservistas estão sobrecarregados. 

Cerca de 300 mil reservistas foram convocados desde 7 de outubro de 2023, quando o Hamas atacou o sul de Israel e desencadeou a guerra. Segundo o Exército, 18,3% foram dispensados por terem mais de 40 anos. 

O Exército conta com cerca de 170 mil soldados da ativa, sendo o serviço militar obrigatório para jovens de ambos os sexos a partir dos 18 anos, embora alguns sejam isentos por diversos motivos. 

Israel luta uma guerra em várias frentes, contra o Hamas em Gaza e contra o movimento islamista Hezbollah no Líbano, que deixou 771 mortos e 4.500 feridos entre seus soldados. 

Os períodos de serviço foram ampliados, medida que gerou protestos entre alguns reservistas, que às vezes ficam mais de seis meses seguidos sem ver suas famílias. 

“Estamos afundando”, disse Ariel Seri Levy no Facebook. Ele foi chamado quatro vezes desde o ataque de 7 de outubro e critica aqueles que desejam que Israel “permaneça no Líbano e em Gaza”. 

“É necessário acabar com esta guerra porque já não temos soldados”, disse. 

Outro reservista, pai de dois filhos, que pediu anonimato, disse à AFP que, além do esgotamento físico e moral, “também perdeu o emprego”. 

Muitos trabalhadores autônomos tiveram de fechar seus negócios devido ao conflito, embora o Estado garanta uma renda mínima aos reservistas. 

“O coletivo está acima do individual, mas o preço é muito alto para minha família”, concluiu, após passar quase seis meses em Gaza no último ano. 

O recrutamento de judeus ultraortodoxos, parcialmente isentos do serviço militar, é uma questão central do debate público. Eles representam aproximadamente 14% da população judaica de Israel, segundo o Instituto de Democracia de Israel (IDI), ou seja, cerca de 1,3 milhão de pessoas. 

Quase 66 mil homens em idade de serviço são isentos por se dedicarem ao estudo dos textos sagrados do judaísmo, segundo o Exército, uma norma estabelecida desde a criação do Estado de Israel em 1948.

– Aliviar o fardo dos que servem –

A Corte Suprema ordenou em junho que os estudantes das yeshivás, escolas onde se estudam a Torá e o Talmud, fossem recrutados, considerando que o governo não poderia isentá-los “sem um marco legal adequado”. 

Mas os partidos ultraortodoxos, da coligação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, exigem que o governo aprove uma lei que perpetue esta isenção antes que os orçamentos do Estado sejam votados no final do ano. 

O líder do partido Shass, Arié Deri, declarou em entrevista que espera que “o problema” (das convocações de estudantes das yeshivás) seja resolvido. 

O diretor de teatro Hagai Luber, cujo filho Yeonatan foi morto em combate em Gaza, respondeu em carta aberta. 

“O problema é o meu querido filho Yeonatan, morto em Gaza há 10 meses; o meu maravilhoso filho Itamar, que luta em Gaza; e o meu devotado filho Elad, que logo estará em Gaza (…) O problema é não conseguir dormir por medo de outra má notícia, como uma nuvem carregada sobre nós”, escreveu. 

Outra carta aberta, assinada por mais de 2.000 esposas de reservistas do setor religioso-sionista – que combina vida religiosa e serviço militar – apela a “aliviar o fardo daqueles que servem”. 

“Não há oposição entre o estudo da Torá e o serviço militar; ambos andam de mãos dadas”, disse a acadêmica Tehila Elitzour, esposa e mãe de reservistas, ao jornal Yediot Aharonot. 

Seis homens isentos, mas que se voluntariaram, morreram em combate entre 22 e 28 de outubro, incluindo um pai de dez filhos. 

David Zenou, um rabino de 52 anos que serviu mais de 250 dias este ano, disse: “é uma honra servir Israel e, enquanto puder, irei fazê-lo.” 

“Não esqueçamos que é uma guerra e que nos faltam soldados”, acrescentou o homem, que tem sete filhas e seis netos.

Fonte: MSN

Vítimas da mineração em Craíbas vão à Justiça para cobrar realocação com preços justos

Representantes das 14 comunidades afetadas pela MVV colhem assinaturas para ajuizar ação na Defensoria Pública da União

Mal curou as feridas provocadas pelo crime da Braskem – o afundamento do solo em cinco bairros de Maceió provocado pela mineração de sal-gema –, Alagoas vê a tragédia se repetir no município de Craíbas, no agreste do estado.

Moradores das 14 comunidades denunciam que sofrem impactos diretos por conta da extração de minério pela Mineração Vale Verde (MVV), num raio de três quilômetros da área onde ocorrem as explosões. Lideranças estão colhendo assinaturas para entrar na Justiça pedindo a realocação das famílias com o pagamento de preços justos pelas propriedades.

Entre os transtornos enfrentados, eles denunciam o aparecimento de rachaduras nas casas provocadas pelas constantes explosões, algumas delas com laudo de iminência de desabamento. Os danos estruturais também afetam imóveis recém-construídos. Outro problema é a grande quantidade de poeira tóxica liberada no ar, que tem gerado sérios problemas respiratórios, especialmente, entre as crianças e os idosos.

Além disso, existe a suspeita de contaminação do Riacho Salgado, que compõe a bacia hidrográfica do Rio São Francisco, por materiais pesados. A fauna e flora, relatam os locais, têm sido severamente afetadas, com a mortandade de animais sendo uma preocupação crescente.

Tancredo Barbosa é uma das lideranças que estão passando de casa em casa visando colher assinaturas para a Solicitação de Relocação com Indenização Justa, no âmbito do processo federal nº. 0800795-44.2023.4.05.8001.

Ele diz que, na próxima segunda-feira (4), uma comissão formada por membros de cada comunidade vai à Defensoria Pública da União, na cidade de Arapiraca, para dar entrada no processo. “Nós precisamos sair dessas localidades porque não tem como viver mais nelas e sabemos que o problema só tende a aumentar”, disse Tancredo.

Paulão denuncia situação das famílias

Os moradores receberam a solidariedade do deputado Federal Paulão (PT), que se manifestou no Congresso Nacional sobre a situação das famílias de Craíbas vítimas da mineração. “Comunidades locais relatam rachaduras em suas casas e impactos diretos no Riacho Salgado, um afluente importante para a Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco. Com materiais pesados sendo depositados no rio, a flora, fauna e a agricultura familiar de Craíbas começam a sentir as consequências. É essencial que a justiça e as autoridades ajam para proteger o meio ambiente e as pessoas afetadas por essas atividades”, afirmou.

Fonte: 082 Notícias

Israel sabota vacinação contra pólio em Gaza, alertam palestinos

Crianças palestinas recebem dose da vacina contra poliomielite em uma clínica da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), em Deir al-Balah, Gaza, em 14 de outubro de 2024 [Ashraf Amra/Agência Anadolu]

O Ministério da Saúde da Palestina acusou Israel de sabotar a campanha de vacinação contra a poliomielite na Faixa de Gaza, incluindo ao “impedir equipes de chegar ao norte e impor obstáculos à implementação dos esforços na Cidade de Gaza”.

Em nota divulgada nesta segunda-feira (28), a pasta reiterou que a campanha de vacinação está em risco, “o que quer dizer a continuidade da existência da pólio em Gaza, que não apenas ameaça o enclave, mas toda a região”.

O ministério disse buscar maneiras de transpor os obstáculos impostos por Israel.

No domingo (27), o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, notou que o adiamento por período indefinido da imunização no norte de Gaza representa uma preocupação em particular, ao pôr milhares de crianças em risco.

A campanha de vacinação contra a pólio deveria seguir à segunda e última dose na região norte, após passar pelas áreas sul e central do enclave.

Na semana passada, porém, a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das realizadoras, confirmou a suspensão da etapa devido aos intensos ataques de Israel que devastaram novamente o acesso à saúde para os palestinos locais.

A primeira rodada da vacinação foi implementada entre 1º e 12 de setembro, sob tréguas de três dias cada no centro, sul e norte de Gaza, atingindo 95% do público-alvo. A segunda fase segue a estratégia; contudo, sem a adesão de Israel.

A campanha foi acordada após um primeiro caso sintomático da doença em 25 anos, em um bebê de apenas dez meses de idade.

A cobertura vacinal contra pólio nos territórios palestinos é notavelmente alta, com 99% em 2022 — no entanto, registrou queda a 89% no final de 2023, no contexto dos bombardeios israelenses a Gaza, com 43 mil mortos e cem mil feridos.

Casos de hepatite A, difteria e gastroenterite também atingem a população.

Os avanços de Israel seguem em desacato de uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de medidas cautelares do Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), em Haia, onde é réu por genocídio sob denúncia sul-africana deferida em janeiro.

Fonte: Monitor do Oriente

Pesquisa revela que mais de 90% dos peixes dos rios e lagos da Amazônia estão contaminados

Contaminação atinge 14 espécies que habitam os riachos amazônicos com microplásticos no trato gastrointestinal e nas brânquias

Pesquisa da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) aponta contaminação de 98% dos peixes em rios da bacia amazônica. A pesquisa aponta ainda que 98% dos peixes de 14 espécies que habitam os riachos amazônicos têm algo em comum: microplásticos no trato gastrointestinal e nas brânquias.

Foi o resultado de pesquisa realizada pela professora Danielle Regina Gomes Ribeiro-Brasil, do Laboratório de Ecologia e Conservação de Ecossistemas Aquáticos (Lecea), vinculado ao Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde (ICBS) do Câmpus do Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

No artigo “Dos rios e mares à mesa: peixes contaminados”, faz parte do relatório “Fragmentos da destruição: Impactos do plástico na biodiversidade marinha brasileira”, publicado pela Oceana Brasil. A Oceana Brasil é uma organização não governamental (ONG) dedicada à proteção e preservação dos oceanos e das suas espécies marinhas.

A Oceana Brasil atua em diversas frentes para promover o uso sustentável dos recursos marinhos e a proteção de ecossistemas críticos. O artigo indicou que polietileno, polipropileno, polietileno tereftalato, poliestireno e cloreto de polivinila representam 90% dos polímeros plásticos usados e dão origem à maioria dos microplásticos encontrados nesse ambiente.

Além desses números, a situação do Brasil não é nada confortável: além de ser o maior poluidor da América Latina, o país é o oitavo maior do mundo, cenário composto pelo descarte de 1,3 milhões de toneladas de plástico por ano no oceano.

“A importância social dos estudos publicados no relatório “Fragmentos da destruição: Impacto do plástico na biodiversidade marinha brasileira” da Oceana Brasil envolve aspectos de conscientização e educação ambiental. Ao divulgar informações relevantes de forma acessível, a Oceana ajuda a mobilizar cidadãos em prol da conscientização ambiental e preservação do ambiente. Além disso, há uma influência política, uma vez que o referido relatório pode auxiliar com dados científicos na regulamentação para a proteção dos oceanos e sua biodiversidade”, explica a docente.

A pesquisa afirma que o artigo mostra que os centros urbanos contaminam de diversas formas o ambiente aquático e os peixes de riachos estão se alimentando do que os centros urbanos estão jogando no ambiente.

“Se os peixes estão contaminados, significa que a água está contaminada e muitas vezes essa é a fonte de água potável para os centros urbanos. Por outro lado, é importante destacar que as comunidades tradicionais, bem como a população ribeirinha, que fazem usos diversos dos riachos (alimento, moradia, fonte de água etc.). As espécies estão contaminadas; se a população consumir esses recursos dos riachos que estão contaminados, se contaminarão também. Já foi encontrado microplásticos no sangue, nos pulmões, na placenta, em vários órgãos, e recentemente no cérebro humano, possivelmente esta contaminação se deve da relação do ser humano com o ambiente em sua volta”, aponta o artigo.

Com a contaminação dos riachos urbanos, 98% dos peixes estudados foram encontrados com microplásticos, alertando para os riscos à saúde humana e à biodiversidade aquática/Foto: Reprodução

“Falando da ictiofauna especificamente, estes peixes de riachos são peixes pequenos (em média dez centímetros de comprimento) popularmente denominados de piabas; algumas populações não se alimentam deles, as que se alimentam consomem eles fritos inteiros. Esses peixes possuem uma importância ecológica muito grande, se alimentam de larvas de mosquitos, por exemplo, então fazem o controle biológico de vetores de doenças. Se estes peixes reduzirem a sua função no ambiente, poderá haver a proliferação em massa das larvas do mosquito da dengue e esses mosquitos irão infectar os centros urbanos das proximidades. Sendo assim, o relatório mostra a importância da preservação da biodiversidade aquática dos riachos”, explica a docente.

Sobre o impacto dos microplásticos nos organismos dos peixes, a pesquisadora explica que eles podem se distribuir por todo o organismo, a depender do tamanho da partícula. Segundo ela, partículas pequenas, menores que um milímetro, são mais fáceis de prender-se nas brânquias dos peixes e isto interfere nas trocas gasosas e transporte de íons para a respiração dos peixes.

“Além disso, interfere na captação de fonte alimentar para peixes filtradores. Partículas pequenas, de um a cinco milímetros, por exemplo, que ocupam o estômago de um  peixe grande, têm efeito diferente de partículas que ocupam o estômago de peixes pequenos. As partículas ocupam o espaço de um item alimentar, causando a falsa sensação de saciedade, reduzindo o esforço de alimentação das espécies. É importante lembrar que os microplásticos não são nutritivos, irão reduzir a capacidade natatória e de reprodução das espécies. Além disso, há estudos mostrando que os microplásticos causam estresse oxidativo, alterando o sistema de defesa antioxidante”, finaliza.

Fonte: Contil Net Notícias

Livro sobre sobre o cantor Carlos Moura será lançado no dia 08/11

O livro de autoria do poeta e professor da Uneal Luciano José, será lançado no Cine Arte Pajuçara

Conheça a obra 👇

A escrita biográfica sobre um artista vale tanto para a geração que o acompanhou no auge de sua produção quanto para o público contemporâneo que não teve a mesma oportunidade de conhecê-lo. No entanto, percebe-se em nosso meio uma carência enorme no âmbito literário para dar conta da produção desses criadores no campo da música. Ao ter acesso à obra, o público leitor perceberá que, no entorno da música de Carlos Moura, aparecem outros artistas que o escritor quis trazer à tona. A ideia, portanto, do livro é permitir que a criação musical de Carlinhos permaneça viva, pulsante e continue alimentando no público alagoano um sentimento de pertencimento e orgulho por ser dessas terras banhadas por águas abundantes. Carlos Moura soube olhar a paisagem das terras alagoanas com grande sentimento (“Minha sereia”), deu vazão à festa e a celebração (“Cometa mambembe”), mas também cantou as vicissitudes do artista desbravador que foi e conquistou o seu espaço entre os grandes do cancioneiro popular alagoano. Na biografia, o leitor pode conferir também todas as suas composições assim como músicas de outros autores gravadas pelo artista, depoimentos de amigos e parceiros de empreitada musical bem como um vasto acervo de fotos e reportagens de época. O livro “Carlos Moura: todas as madrugadas em que me fiz canção”, de Luciano José, foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo, de fomento à cultura (Edital nº 18/2023 Concurso Nádia Fernanda Maia Amorim).

Sobre o autor 👇

LUCIANO JOSÉ nasceu em março de 1962, na capital das Alagoas. Radicado atualmente em Palmeira dos Índios/AL, é graduado em Filosofia, professor da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal), pesquisador (Jacinto Silva: as canções) e poeta com alguns livros publicados: Intromissão do poema, Grãos de versos, V(e)ia poética, Conta-gotas, Horrores, DesEncontro e Minuídos.

Ministro Gilmar Mendes anula todas as condenações de José Dirceu na Lava Jato

As condenações feitas por Sérgio Moro foram consideradas parciais em um projeto de atingir o ex-presidente Lula

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, anulou nesta segunda-feira (28) todos os atos processuais do ex-juiz Sérgio Moro contra o ex-ministro José Dirceu (PT). Em linhas diretas, com a nova decisão, o petista volta a ter direitos políticos, se tornando elegível ao ter a ficha limpa.

Na decisão, Gilmar Mendes diz: “Diante do conjunto de indícios de suspeição narrados nesta decisão, é certo que a mesma falta de isenção que havia em relação ao primeiro réu [Lula] também impediu que José Dirceu tivesse direito a um julgamento justo e imparcial”.

Foi considerado que o juiz Sergio Moro e demais procuradores da Lava Jato, usaram do caso de Dirceu para alavancar as futuras acusações ao então ex-presidente Lula.

“Elementos concretos que demonstram que a confraria formada pelo ex-Juiz Sérgio Moro e os Procuradores da Curitiba encarava a condenação de Dirceu como objetivo a ser alcançado para alicerçar as denúncias que, em seguida, seriam oferecidas contra Luiz Inácio Lula da Silva”, afirma o ministro.

Gilmar Mendes ressaltou ainda que a nova decisão não irá abarcar todo e qualquer outro investigado da Lava Jato. Mas que olhará para os réus que tiveram suas condenações usadas como alicerce para outra denúncia, de modo que o julgamento do juiz e procuradores alinharam estratégias contra esses réus.

Por exemplo, para o decano, o juiz Sergio Moro “nutria um projeto de poder próprio, baseado em uma plataforma política que se dizia alternativa aos partidos tradicionais”.

Para tornar possível a denúncia contra Lula no caso do Triplex no Guarujá, Moro teve que instaurar uma insatisfação com a classe política na sociedade — a começar por Dirceu.

O objetivo final do juiz seria deixar a carreira no magistrado e alcançar cargos públicos eletivos, impulsionados pela fama conquistada pela prisão e condenação de políticos — fato que se realizou com a nomeação de Moro como Ministro da Justiça em 2019 a 2020 e atualmente é senador pelo estado do Paraná.

“A imbricação das condutas a eles atribuídas é tão profunda que, muito embora José Dirceu não tenha sido formalmente acusado no caso do Triplex do Guarujá, seu nome foi citado nada mais nada menos do que 72 (setenta e duas) vezes na denúncia oferecida pela força-tarefa da Lava Jato”, afirma Gilmar Mendes.

Fonte: TVT News

Tarcísio de Freitas promove privatização criminosa das escolas de SP

Empresa que administra cemitérios receberá 3,3 bilhões do estado para gerir escolas

O consórcio Novas Escolas Oeste SP, liderado pela Engeform Engenharia LTDA e com participação do fundo Kinea, venceu o leilão de parceria público-privada (PPP) para construir e manter escolas estaduais paulistas, realizado na B3, no centro de São Paulo. A licitação, parte da estratégia do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), recebeu um lance de R$ 11,98 milhões mensais pelo consórcio vencedor, bem abaixo do teto de R$ 15,2 milhões estipulado.

“A oportunidade dessa parceria para a construção de escolas é a Copa do Mundo do nosso setor. Por isso, estamos muito felizes com o resultado”, declarou Marcelo Castro, CEO da Engeform, após o anúncio da vitória. A empresa de engenharia já administra sete cemitérios na capital: Consolação, Quarta Parada, Santana, Tremembé, Vila Formosa I e II e Vila Mariana.

O contrato prevê a construção de 17 novas escolas em 18 meses, além de 23 anos e meio de manutenção, com o governo estadual devendo investir R$ 3,38 bilhões ao longo do contrato. A previsão é que o consórcio invista R$ 1,1 bilhão na construção e outros R$ 1,25 bilhão em manutenção.

O secretário de Educação, Renato Feder, celebrou a vitória, afirmando que a parceria garantirá “qualidade de escola particular, com infraestrutura top e investimento alto”.

Já o governador bolsonarista ressaltou a necessidade de reestruturação da rede estadual: “Esse leilão é super importante para nós porque nós temos um problema grave de infraestrutura na rede estadual. Mais de 80% das nossas escolas têm mais de 20 anos. A gente está tratando agora da construção de escolas novas”.

Ainda durante o evento, manifestantes de movimentos estudantis e sindicatos protestaram contra a concessão, com cartazes como “minha escola não está à venda” e “não à privatização das escolas”.

A deputada estadual Maria Izabel Noronha (PT), presidente do sindicato dos professores de São Paulo (Apeoesp), protestou, chamando o processo de “vergonha” e “incompetência”. Ela e outros representantes da Apeoesp foram bloqueados pela Polícia Militar e Guarda Civil, que limitaram o acesso aos quarteirões próximos à B3.

Além do lote vencido pela Engeform, um segundo lote, para a construção de 16 escolas, ainda será leiloado. Com isso, está previsto para a rede estadual receber 33 novas escolas, distribuídas por 29 municípios e com capacidade para 35,1 mil vagas.

Segundo a licitação, cada escola seguirá um padrão arquitetônico, com espaços como anfiteatros, laboratórios, refeitórios e quadras cobertas com vestiários, além de áreas específicas para grêmios estudantis. As atividades pedagógicas, contudo, permanecerão sob a responsabilidade da Secretaria da Educação, que continuará a contratar professores e gerir a parte educacional.

O projeto de PPP de Tarcísio também mira na manutenção das escolas antigas da capital, com planos de um novo leilão para escolher parceiros privados. A PPP já gera debates, com educadores questionando a transferência da gestão de infraestrutura escolar para a iniciativa privada, que, segundo eles, é uma responsabilidade essencial do Estado.

Fonte: DCM

Rogério Andrade, maior bicheiro do Rio, é preso por mandar matar rival Fernando Iggnácio

Iggnácio herdou o império de Castor de Andrade, um dos capos do jogo do bicho, que morreu de infarto em 1997. Rogério é sobrinho de Castor e sempre teve desavenças com o ‘parente’ — até invadir a área do desafeto.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) prendeu nesta terça-feira (29) o contraventor Rogério Andrade, patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel e o maior bicheiro do Rio. Uma nova denúncia do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), que levou à Operação Último Ato, afirma que o bicheiro mandou matar o rival Fernando Iggnácio.

Iggnácio, genro e herdeiro do contraventor Castor de Andradefoi executado em 10 de novembro de 2020 em uma emboscada no Recreio dos Bandeirantes. Ele tinha acabado de desembarcar de um helicóptero, vindo de Angra dos Reis, na Costa Verde, e foi alvejado ao caminhar até o carro. Os tiros foram de fuzil 556Relembre como foi o crime.

Rogério de Andrade foi preso em casa, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Outro detido é Gilmar Eneas Lisboa, pego em Duque de Caxias. Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri.

Briga pelo poder

Castor de Andrade era um dos capos do jogo do bicho e morreu de infarto em 1997. Iggnácio, que o sogro sempre considerou favorito para sucedê-lo, assumiu esse império e o expandiu com máquinas de caça-níqueis.

Rogério é sobrinho de Castor e sempre teve desavenças com o “parente”. No fim dos anos 90, Rogério revolveu investir também no caça-níquel e passou a invadir parte do negócio de Iggnácio, dando início a uma guerra sangrenta na família: pelo menos 50 pessoas foram assassinadas na disputa.

Vaivém na Justiça

Em março de 2021, o MPRJ tinha denunciado Rogério Andrade pelo mesmo crime. No entanto, em fevereiro de 2022, a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu trancar a ação penal contra o contraventor, alegando falta de provas.

“Em novo procedimento investigatório criminal, o Gaeco identificou não só sucessivas execuções protagonizadas pela disputa entre os contraventores Fernando Iggnácio e Rogério de Andrade, mas também a participação de uma outra pessoa no homicídio de Fernando: Gilmar foi o responsável por monitorar a vítima até o momento do crime”, narra o MPRJ.

Fonte: G1

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