Itália suspende acordo de defesa com Israel

Decisão do governo italiano interrompe renovação automática de cooperação militar e científica firmada em 2003

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, anunciou nesta terça-feira (14) a suspensão da renovação automática do acordo de defesa com Israel, em uma decisão que interrompe a cooperação bilateral envolvendo intercâmbio de equipamentos militares e pesquisas tecnológicas. A medida ocorre em meio ao agravamento da situação no Oriente Médio.

Meloni comunicou a decisão durante uma visita a um festival de vinhos em Verona, destacando que a medida ocorre “em consideração à situação atual”.

O acordo bilateral, estabelecido por meio de um Memorando de Entendimento assinado em 2003 durante o governo de Silvio Berlusconi, previa cooperação nas áreas de defesa e pesquisa científica. Ratificado pelo Parlamento italiano em 2005, o instrumento vinha sendo renovado automaticamente a cada cinco anos até a decisão atual.

A suspensão ocorre em um contexto de intensificação das críticas internas ao posicionamento do governo italiano em relação à guerra. Desde os ataques de 7 de outubro de 2023, atribuídos ao Hamas, manifestações têm ocorrido em diversas cidades italianas, com protestos denunciando a atuação de Israel no conflito.

Nos últimos meses, a própria Meloni já havia sinalizado uma postura mais crítica. Em setembro, durante a Assembleia Geral das Nações Unidas, a premiê declarou apoio a algumas sanções da União Europeia contra Israel, afirmando que as ações do país haviam ultrapassado limites ao “violar normas humanitárias, causando um massacre de civis”.

Outro episódio que evidencia o distanciamento italiano ocorreu durante os ataques de  Estados Unidos e Israel ao Irã. De acordo com informações da imprensa italiana e de uma fonte do Ministério da Defesa, o país não autorizou o pouso, em sua base de Sigonella, de algumas aeronaves americanas destinadas a missões de combate no Oriente Médio.

Fonte: Brasil 247

EUA e Israel já mataram mais de 5 mil pessoas em ataques ao Irã e Líbano

Autoridades apontam milhares de vítimas desde início dos bombardeios na região, com impacto crescente sobre civis e expansão do conflito

Mais de 5 mil pessoas morreram no Irã e no Líbano desde o início dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel nas últimas seis semanas, segundo balanços divulgados por autoridades locais, evidenciando a escalada da violência e o agravamento da crise humanitária na região. As informações foram divulgadas por autoridades locais e meios.

No Irã, ao menos 3.375 pessoas morreram desde fevereiro, quando começaram os bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e por Israel, conforme dados da emissora estatal Islamic Republic of Iran Broadcasting (IRIB). Já no Líbano, o Ministério da Saúde informou que pelo menos 2.089 pessoas perderam a vida desde o início das ofensivas israelenses.

Entre os mortos no território libanês, ao menos 166 são crianças, o que evidencia o impacto direto do conflito sobre a população civil. Autoridades alertam que o número de vítimas pode aumentar diante da continuidade das operações militares.

Israel afirma que seus ataques no Líbano têm como alvo posições do Hezbollah. As ofensivas começaram há seis semanas e continuam sendo realizadas, mesmo após o atual cessar-fogo entre Irã e Estados Unidos.

Além do Irã e do Líbano, o conflito já provocou centenas de mortes em outros países do Oriente Médio, incluindo Iraque, Israel, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Cisjordânia ocupada, Omã, Bahrein e Arábia Saudita, de acordo com dados de autoridades locais.

A multiplicação de vítimas em diferentes territórios reforça o caráter regional da crise e aponta para um cenário de instabilidade prolongada, com consequências humanitárias cada vez mais amplas.

Fonte: Brasil 247

ICE, tropa fascista de Trump, prende o bolsonarista Ramagem nos EUA

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi preso pelo ICE, o Serviço de Imigração dos Estados Unidos, nesta segunda (13). A informação foi confirmada à GloboNews pela Polícia Federal, que relatou que a detenção ocorreu em Orlando, na Flórida, por questões migratórias.

“A prisão é fruto da cooperação internacional Brasil-Estados Unidos no combate ao crime organizado. Ramagem é um cidadão foragido da Justiça brasileira e, segundo autoridades norte-americanas, está em situação migratória irregular”, afirmou Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.

Ramagem havia fugido do Brasil após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Segundo investigações da Polícia Federal, ele saiu do país de forma clandestina, atravessando a fronteira de Roraima com a Guiana antes de seguir para os Estados Unidos.

O nome do ex-deputado foi incluído na lista de difusão da Interpol por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, o que permitiu a possibilidade de detenção fora do Brasil. O Ministério da Justiça já havia formalizado o pedido de extradição junto ao governo americano no fim de 2025.

A documentação foi encaminhada pela Embaixada do Brasil em Washington ao Departamento de Estado dos EUA, dando início ao processo formal para retorno do ex-parlamentar ao país.

Aliados diziam que Ramagem pretendia solicitar asilo político nos Estados Unidos. Até o momento, não há confirmação sobre eventual pedido nesse sentido após a prisão.

Enquanto esteve fora do país, Ramagem sofreu sanções administrativas, incluindo o cancelamento do passaporte diplomático pela Câmara dos Deputados e o bloqueio de vencimentos parlamentares por determinação do STF.

A investigação da PF mostrou que o garimpeiro Rodrigo Martins de Mello, conhecido como Rodrigo Cataratas, ajudou Ramagem a fugir do Brasil. Segundo a corporação, ele, Priscila de Mello (sua esposa) e Celso Rodrigo de Mello (seu filho) viabilizaram a estadia do bolsonarista em um condomínio de luxo nos Estados Unidos.

Eles também ajudaram Ramagem a conseguir documentos falsos, como uma carteira de motorista. No relatório da PF, investigadores afirmam que a família ajudou o ex-parlamentar a “ludibriar autoridades americanas”.

Fonte: DCM

O SIONISMO É O LADO OBSCURO DO JUDAÍSMO

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

O judaísmo, como sabemos, é uma das religiões mais antigas da humanidade. Trata-se de uma das três religiões monoteístas do mundo, que acredita fielmente em uma pseuda aliança entre o povo hebreu e a figura de um Deus que os escolheu para representá-lo na terra. Essa estranha parceria teria tido início há mais de quatro mil anos, no século XVII a.C. Ela teria se iniciado historicamente com a figura patriarcal de Abraão e tendo continuidade com Moisés e seus 10 mandamentos no Monte Sinai e o Rei Salomão. Dentre os seus livros sagrados destacam-se a Torá, escrito pelo próprio Deus e que estabelece a doutrina judaica e o Talmud, que é a compilação para uma interpretação mais pragmática sobre a Torá, de discussões ocorridas entre rabinos, sobretudo entre os séculos II e V.

Vamos dar agora um salto epistemológico, quanto a evolução do conceito religioso judeu, no que diz respeito ao conhecimento do saber teológico e na evolução das crenças que justificam suas verdades absolutas. Podemos afirmar que a doutrina judaica passou a ter diversas interpretações ao longo da sua evolução, a exemplo do judaísmo ortodoxo, conservador, reformista e até humanista. A base da construção conceitual hebraica vem sofrendo profundas mudanças e variáveis para justificar suas ações, de acordo com os interesses estabelecidos pelas diversas correntes do pensamento judaico. Dentre essas compreensões das religiões abraâmicas, que também abrange o cristianismo e o islamismo, surge uma vertente dentro do judaísmo, que se intitula de sionismo e que não está voltada para a questão de cunho religioso propriamente dito, se reivindicando como um movimento político nacionalista, que afirma lutar pela autodeterminação do povo judeu e pela criação de um estado nacional judaico independente e soberano.

Aí é onde as coisas começam a se complicar. O judaísmo como religião deve ser respeitada, assim como todas as religiões praticadas ao longo do desenvolvimento civilizatório. Da mesma forma, os ateus também devem ser reconhecidos pelos seus posicionamentos que contestam a existência uma divindade, posto que a fé ou a falta dela é uma manifestação individual e intransferível. A fé não pode ser imposta como uma verdade absoluta. Até porque, temos variantes muito diversas e díspares nas perspectivas do universo religioso. Como já disse anteriormente, só com relação às religiões monoteístas temos conhecimento da existência de três delas: judaísmo, cristianismo e o islamismo. Qual delas é a detentora da verdade? Todas acreditam nas suas certezas incontestáveis, sob o risco iminente para quem delas discordar, de arder no fogo eterno do inferno.

O fator que mais gerou mortes na história da humanidade foi, certamente, motivado por razões de natureza religiosa. Muitos mataram e muitos morreram em nome da Torá, da Bíblia ou do Alcorão. Assim tivemos as Cruzadas (1095-1291), a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), Guerras Religiosas na França, expansão Islâmica e Guerras Santas, e, mais recentemente, a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), os confrontos entre protestantes e católicos na Irlanda e podemos citar também o conflito Árabe-Israelense, sendo estes últimos ocorridos do século XX até os dias atuais.

Chegamos então definitivamente ao cerne deste artigo, com o surgimento do fictício Estado de Israel, criado pela ONU em 1948, em sessão presidida pelo diplomata brasileiro Oswaldo Aranha, a partir de uma Diáspora invertida contemporânea do povo judeu, que fugiu da guerra promovida pelo Terceiro Reich nazista para o que é hoje o atual Estado de Israel, que nada tem a ver, diga-se de passagem, com a Israel citada nos textos bíblicos. É neste contexto que surge o sionismo como um movimento político surgido na Europa, defendendo a necessidade da criação de um Estado Judeu soberano.

E o sionismo surge na Europa Central e Oriental, a partir da publicação do livro “O Estado Judeu”, do jornalista judeu-austríaco Theodor Herzl, que é considerado o criador do sionismo como uma teoria e estratégia geopolítica para a criação de um Estado próprio, para fazer frente a falta de assimilação dos judeus no continente Europeu e sua consequente perseguição antissemita. Esta foi a resposta a chamada “questão judaica”, que terminou por transformar a luta por uma identidade étnica e religiosa em um grave conflito gerado a partir de um projeto de soberania territorial. E este movimento já ascende política e ideologicamente com várias contradições.

A primeira delas foi a estranha história da proclamação do Acordo de Haavara, assinado em 25 de agosto de 1933 entre a Alemanha Nazista e organizações sionistas que foi, de forma bem objetiva, o que viabilizou o projeto de Hitler economicamente para sua aventura militar, sendo concedido em troca, a permissão para viabilizar a migração de 60 mil judeus alemães para a Palestina, entre os anos de 1933 e 1939. O mesmo Hitler que mandou seis milhões de judeus para as câmeras de gás nos campos de concentração. O nome “sionismo” foi baseado em “Sion”, nome de uma colina situada no entorno da Terra Santa, muito embora o primeiro lugar que se pensou para a instalação de um Estado Judaico, tenha sido uma área na África Oriental sob o domínio colonialista do império inglês, no que atualmente compreende a região entre Uganda e o Quênia, proposto pelo governo britânico, ao invés de sê-lo na Palestina, o que não foi aceito pelo movimento sionista, comprovando a inconsistência de que aquele território pertence a Israel sionista de hoje.

O sionismo evolui para a formação de grupos terroristas , a exemplo das organizações paramilitares como Irgun e Lehi, que cometeram vários atentados, dentre eles, os famosos ataques de Deir Yassin e do Hotel King David, que resultou na morte de centenas de pessoas, reivindicando o território que sempre pertenceu historicamente a Palestina. O povo judeu, que, a bem da verdade, nunca foi muito bem visto no cenário mundial, passa a ser liderado posteriormente a criação e instalação do seu Estado, pelos movimentos sionistas, depois transformados em partidos políticos identificados com posicionamentos de extrema direita, oprimindo e estabelecendo genocídios nos territórios da palestina em diversos momentos nas últimas décadas, promovendo massacres que não poupam crianças, mulheres, idosos e animais nas regiões pertencentes ao povo palestino, desrespeitando todos os tratados internacionais vigentes até a ruptura total em 2023, com esta intervenção militar para exterminar toda uma civilização.

O sionismo neste momento está no poder, promovendo sob o comando de um dos maiores genocidas e criminosos de guerra da história em todos os tempos, que atende pelo nome de Benjamim Netanyahu, uma verdadeira limpeza étnica em Gaza e outras regiões comandadas pela Autoridade Nacional Palestina, atacando ainda o Irã e o Líbano, certos de que não sofrerão sanções ou reprimendas das grandes potências ou das organizações internacionais. Os sionistas já assassinaram aproximadamente 100 mil pessoas de 2023 até o presente momento, em uma guerra cujo único objetivo é anexar os territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia. O povo judeu, que já sofre naturalmente com o antissemitismo, só piora sua imagem perante o mundo, quando endossa as políticas obscuras do sionismo, que guarda muita semelhança com as práticas nazistas que pretendiam uma “solução Final” para a sua eliminação.

PM de Brasília expulsa cinco coronéis condenados pelo STF por omissão no 8/1

Oficiais perderam cargos após condenação por falhas na segurança durante invasões

A Polícia Militar do Distrito Federal expulsou os cinco coronéis condenados por omissão durante os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. O documento foi publicado nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial distrital.

A medida cumpre uma decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. O magistrado determinou na quarta (8) que a Polícia Militar declarasse a perda dos cargos públicos dos oficiais. São eles:

– Fábio Augusto Vieira, comandante-geral da PMDF em 8 de janeiro;
– Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral da PMDF em 8 de janeiro, promovido a comandante-geral pelo interventor Ricardo Cappelli no dia 9;
– Jorge Eduardo Naime Barreto, ex-comandante do DOP (Departamento de Operações) da PMDF, de licença em 8 de janeiro;
– Paulo José Ferreira, chefe interino do DOP em 8 de janeiro devido à folga de Naime;
– Marcelo Casimiro, ex-comandante do 1º CPR (Comando de Policiamento Regional) da PMDF.

O documento que oficializa a expulsão foi assinado na quinta (9) pelo coronel Rômulo Flávio Mendonça Palhares, comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal.

Em 25 de março, a corporação enviou um ofício a Moraes pedindo orientações sobre o cumprimento da decisão de expulsar os cinco coronéis.

Em resposta, o ministro disse que, com base na jurisprudência do STF, não há controvérsia sobre a possibilidade de perda do posto e da patente de oficial como consequência de condenação criminal, seja por crime militar ou comum.

Moraes reproduziu trecho do voto dado por ele pela condenação no qual afirma que as condutas dos militares foram “marcadas pela omissão deliberada no cumprimento do dever funcional” e têm “manifesta incompatibilidade com a permanência no serviço público”.

Os ex-integrantes da cúpula da corporação tiveram pena de 16 anos de prisão fixada pela Primeira Turma pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

Os oficiais estão presos desde 11 de março no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, em Brasília.

Fonte: ICL

Negociações entre EUA e Irã terminam sem acordo

Vice-presidente dos EUA afirma que negociadores iranianos se recusaram a aceitar os termos de Washington; Mídia iraniana atribui fracasso às exigências americanas

As negociações entre EUA e Irã realizadas em Islamabad, capital do Paquistão, terminaram sem acordo após mais de 21 horas de conversas intensas. As delegações deixaram o país neste domingo (12), mantendo o impasse sobre pontos centrais, como o programa nuclear iraniano.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, afirmou que os negociadores iranianos se recusaram a aceitar os termos propostos por Washington, classificados por ele como “bastante flexíveis”.

“Já estamos nisso há 21 horas e tivemos várias discussões substanciais com os iranianos. Essa é a boa notícia. A má notícia é que não conseguimos avançar”, disse Vance em coletiva realizada em Islamabad.

Segundo o vice-presidente americano, o principal ponto de discórdia foi a recusa de Teerã em assumir um compromisso firme de abandonar o desenvolvimento de armas nucleares.

“Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não buscarão uma arma nuclear”, afirmou.

“Partimos daqui com uma proposta muito simples, nossa oferta final e melhor”, concluiu Vance.

Do lado iraniano, a versão é diferente. A agência de notícias semioficial Tasnim atribuiu o fracasso das negociações às exigências americanas, classificadas como “excessivas”.

“As negociações terminaram e, devido ao excesso de zelo e ambições dos EUA, não foi possível chegar a uma estrutura comum”, relatou.

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que houve acordo em alguns pontos, mas divergências em “dois ou três pontos-chave” impediram um avanço mais amplo.

Impasse sobre programa nuclear e Ormuz

Entre os principais entraves estão o programa nuclear iraniano e o controle do Estreito de Ormuz, considerado estratégico por concentrar cerca de 20% do fluxo global de petróleo.

Autoridades iranianas indicaram que o país não pretende abrir mão de sua capacidade nuclear ou alterar sua posição no estreito enquanto não houver um acordo considerado “razoável”.

Uma fonte próxima às negociações afirmou à agência Fars que o Irã “não tem pressa” e que, por ora, não há planos para uma nova rodada de conversas.

Apesar disso, o porta-voz iraniano, Esmaeil Baqaei, adotou um tom menos definitivo e afirmou que “a diplomacia nunca termina”.

Fonte: CNN Brasil

20% dos adolescentes brasileiros não têm religião

Dado foi revelado em pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo com a Universidade de São Paulo

O número de adolescentes brasileiros que se declaram sem religião cresceu 42% em pouco mais de uma década. É isso que revela uma pesquisa feita em parceria entre a Universidade Federal de São Paulo com a Universidade de São Paulo. Os dados foram apresentados pela colunista da BandNews FM, Mônica Bergamo.

O levantamento aponta que, em 2012, cerca de 14,3% dos jovens brasileiros, entre 14 e 17 anos, diziam não ter uma religião. Em 2023, o número passou para 20,3%. A mudança foi mais intensa do que no conjunto total da população, em que o número de pessoas sem religião subiu de 9% para 12%.

Mônica Bergamo aponta que os dados indicam a queda na importância que os adolescentes colocam na religião. Em 2012, cerca de 66% dos adolescentes afirmavam que a religião era algo “muito importante” nas vidas deles. O número caiu para 58%.

A colunista destaca que a pesquisa mostra também uma mudança no perfil religioso brasileiro. A proporção de católicos no Brasil caiu de 72% para 66%. Já os evangélicos cresceram, de 27% para 33%.

Fonte: Band

ROSWELL EXISTE, ELE VEIO AQUI

Flávio Show – Funcionário dos Correio

Maceió, 12 de Abril/ 2026

A viagem pra lua chegou ao fim. A última vez que o homem foi até a lua data de 1969. Existe alguns amigos meus que não acreditam que há mais de 50 anos a tecnologia envolvida nessa aventurança não era capaz de tamanha ousadia. Confesso que me causa, tambem, dificuldades pra acreditar que no ano de 69 os americanos pousaram um fusca voador no Galeão lunar, tomaram um cafezinho no Mc Crateras Lanches sentados em cadeiras flutuantes tirando selfies da nossa Terra Plana com um telefone emprestado de Grahan Bell e enviando aos parentes no Cabo Canaveral dezenas Cartões Postais pelos Correios. Pelo sim e pelo não, ainda fico com o não, mas só até o fim dessa Reflexão, creio!

Mas vamos embarcar de volta a Terra e viajar 50 anos mais pra frente, por volta mais ou menos dos dias atuais, trazendo no banco do passageiro um cidadão de lá, que vamos chama-lo de Roswell, apresentando a nossa Ilha de Vera Cruz ao novo turista.
Ao pousar a cápsula voadora, nosso amigo foi recebido no Lago Paranoá em Brasilia por um pelotão verde oliva que mal sabia abrir a escotilha de saída dos visitantes repetindo sem parar, frases de alunos da 5° série e se empanturrando de leite condensado. Roswell achou esquisito, ignorou e saiu pela retaguarda.

Ao chegar em terra firme, no Pontão do Lago Sul, um grupo de empresários e parlamentares apresentou diversos projetos com investimentos em infraestrutura em sua terra natal, parecia um bom negócio, até ficar sabendo que tudo que ele recebesse teria que devolver a metade. Foi ali que conheceu a rachadinha à brasileira, ou seja, no contrato era um tanto, mas teria que devolver meio tanto. Disse não, deu um joinha para o Flavio Bolsonaro, virou as costas e saiu.

O tempo na Terra passa rapido e logo foi apresentado aos líderes religiosos, Malafaia, Valadão, Edir Macedo, RR Soares, Waldemiro e outros, pois ele que veio dos céus e deveria conhecer o Deus dos terráqueos ou os Deuses. Saiu de lá com 90% das suas economias no bolso e com a certeza de que a lua é o lugar mais seguro que existe pra viver. Ouviu a história de Jesus e ficou encantado em saber que um homem fez o que fez e mesmo assim seus pares o mataram, só não entendeu por que todos os líderes faziam tudo ao contrário do tal Jesus. Ouviu algumas piadas sobre sua cor esverdeada e algumas ameaças veladas que diziam que se ele fosse vermelho não voltaria vivo para o espaço e se não aceitasse Jesus como seu salvador, queimaria no inferno das galáxias. Percebeu que vários deles estavam enrolados numa bandeira branca com uma estrela azul de 6 pontas ao centro e que o clima ali era de guerra. Pegou sua bicicleta voadora, desistiu de recuperar os 10% e vazou.

Por fim, conheceu o Governante do Brasil , ouviu toda a sua trajetória, seus feitos, suas obras, ações e gestos altruístas aos seus compatriotas.
Soube que uma eleição ocorreria em breve e que o Rachador que conheceu ao chegar em terra firme era seu principal oponente.
Não conseguia compreender por que quase a metade dos brasileiros apostavam seu futuro em um terráqueo que construiu em toda sua vida política a mesma coisa que existe na lua, nada!
Roswell em pouco tempo na Terra Plana teve a certeza que existe mais lunáticos que em toda sua casa!

-Houston, Housto! Socorro!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 279

Relatório aponta propina milionária a ex-gestor do BC na gestão do bolsonarista Campos Neto

O economista Roberto de Oliveira Campos Neto, indicado pela Presidência da República para o cargo de presidente do Banco Central, durante sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Relatório do Banco Central aponta pagamentos milionários a Belline Santana e amplia cerco ao entorno de Daniel Vorcaro

Relatório interno do Banco Central (BC) aponta que Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, simulou dois contratos que somaram R$ 4 milhões para ocultar o recebimento de propina no caso Banco Master. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (10).

Segundo a apuração, os contratos foram firmados com a Varajo Consultoria, empresa de Leonardo Palhares, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de Daniel Vorcaro, dono do banco. A sindicância concluiu que os documentos serviram para dar aparência legal aos pagamentos.

Em um dos contratos, Belline recebeu R$ 2 milhões por um estudo de 50 páginas sobre educação financeira. O relatório afirma que o material não tinha produção autoral relevante e não justificava o valor. Para os procuradores do BC, era “pouco crível” o pagamento milionário por esse tipo de conteúdo.

Belline chefiou a supervisão bancária entre 2019 e janeiro de 2026, atravessando a gestão Roberto Campos Neto e o início da gestão Gabriel Galípolo. Ele deixou o cargo em meio à investigação interna aberta pelo Banco Central sobre o caso Master.

As conclusões da sindicância se somam ao que a PF já havia apontado em março. Segundo investigação revelada por Estadão e Times Brasil/CNBC, Belline e o ex-diretor Paulo Sérgio Neves de Souza atuavam como “consultores informais” de Vorcaro dentro do BC, com troca de mensagens, orientação sobre documentos e indícios de repasses regulares.

Contexto

O caso se soma a outras frentes de apuração sobre o Master. Documentos enviados pela Receita Federal ao Senado mostram que o banco declarou mais de R$ 543 milhões em pagamentos a 91 escritórios de advocacia entre 2022 e 2025, como mostrou a Folha de S.Paulo.

A lista inclui bancas ligadas a Viviane Barci de Moraes, Walfrido Warde, familiares de Ricardo Lewandowski e ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda. Em outra frente, também vieram a público pagamentos a Michel Temer e à empresa de Fabio Wajngarten, além de repasses ao grupo Metrópoles, ligado ao ex-senador Luiz Estevão, que teria recebido R$ 27,2 milhões

Também nesta sexta-feira (10), o ex-presidente Michel Temer confirmou que foi contratado pelo Master para prestar consultoria e atuar em uma mediação antes da liquidação da instituição. Segundo ele, houve pagamento de honorários, mas o contrato foi encerrado sem resultado, em entrevista à CNN Brasil.

Procurada pela Folha, a defesa de Leonardo Palhares afirmou que o caso está sob análise do Judiciário e que a empresa colabora com a investigação. A defesa de Vorcaro disse, em manifestação anterior, que o empresário coopera com a apuração. O BC informou que afastou os dois servidores e abriu procedimentos correcionais.

A defesa de Belline Santana não foi localizada nas reportagens citadas por esta matéria.

Fonte: ICL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS