Fracasso: Bolsonaro só reúne 18 mil pessoas em ato golpista no RJ

Ex-presidente esperava multidão, mas perdeu apoio popular às vésperas de julgamento no STF

O ato convocado por Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro, ficou muito aquém das expectativas. Segundo um levantamento do Monitor do Debate Público do Meio Digital, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), apenas 18,3 mil pessoas participaram da manifestação, número muito abaixo do um milhão de apoiadores esperado pelos organizadores.

A baixa adesão não passou despercebida pelo próprio Bolsonaro, que chegou a comparar o ato com mobilizações anteriores. “A gente arrastava multidões pelo Brasil. Foi aqui, no 7 de Setembro, tinha mais gente do que agora”, reconheceu o ex-presidente.

A análise do número de manifestantes foi feita com o uso de imagens aéreas captadas por drones e analisadas por um software de inteligência artificial, que identifica automaticamente os indivíduos na multidão. Segundo o relatório da USP, o sistema tem precisão de 72,9% e um erro médio de 12% para mais ou para menos na contagem de grandes públicos.

Foram registradas 66 fotos da manifestação ao longo do dia, com destaque para seis imagens tiradas às 12h, horário de maior concentração. As imagens cobriram toda a extensão da manifestação sem sobreposição, garantindo uma análise precisa. O banco de imagens utilizado na contagem foi disponibilizado para consulta pública.

A baixa adesão ao evento acontece em um momento crítico para Bolsonaro, que pode se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) nos próximos dias. O ato tinha como objetivo pressionar o Congresso pela aprovação de um projeto de anistia aos condenados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, mas o número reduzido de manifestantes demonstra que a mobilização bolsonarista já não tem a mesma força de anos anteriores.

O fracasso do ato expõe o enfraquecimento do ex-presidente no cenário político e questiona sua capacidade de mobilizar grandes massas, especialmente diante de sua inelegibilidade até 2030 e do avanço das investigações sobre seu papel na tentativa de golpe.

Fonte: Brasil de Fato

A MINISTRA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 16 Março de 2025

Na semana que sucedeu o Dia da Mulher, a mídia trouxe uma fala do Presidente Lula sobre a chegada da Deputada Gleisi Hoffman como Ministra da Secretaria de Relações Institucionais do Governo, no ato Lula disse: ” … por isso eu coloquei essa bonita pra ser Ministra das Relações Institucionais…”
A fala repercutiu, pois ao falar das credenciais de uma mulher, Lula acabou deixando de lado todas as qualidades e habilidades nela contida, mirando apenas em suas características físicas. Outros entenderam que Lula estaria apenas respondendo as falas misóginas e preconceituosas reverberadas pelo ex presidente Bolsonaro, as quais me recuso a transcreve-la, pois são tão rasteiras que não merecem ser republicadas pela Reflexão. Pelo sim e pelo não, deve-se ter a compreensão que as mulheres devem ser medidas por sua altivez, competência, responsabilidade, perspicácia, inteligência, etc… Bonita, linda, graciosa são muito bem vindos, desde que sejam colocados no lugar e na hora certa.

Mas não desliga e nem mude de canal, pois o pior vem agora! O Deputado da Direitinha Golpista, Gustavo Gayer, que já dirigiu bêbado e matou duas pessoas, quis surfar na onda e lacrar em cima da fala do Lula.
Usando o Twitter ele fez declarações de cunho sexual envolvendo a Ministra Gleisi, seu esposo o Deputado Lindbergh Farias e o Senador Alcolumbre, insinuando uma relação amorosa entre os três. Foram tão absurdas as postagens que nem seus comparsas saíram diretamente em sua defesa. Vai para conselho de Ética? Vai ser condenado? Vai perder o mandato? Não tem vomo prever, vamos ter que aguardar se esse homem “bonito” será jantado no Congresso.

Por falar em Congresso, ontem fez 40 anos que o Parlamento recebeu o primeiro civil como Presidente da República depois de 21 anos de Ditatura no Brasil verde oliva. José Sarney assumia um país que carregou por mais de duas décadas a decadência de governos militares, Sarney assumia um país que havia deixado famílias órfãs, um país que havia produzido milhares de exilados politicos, um Brasil que artistas, jornalistas e pessoas comuns eram perseguidas e torturadas por causa de suas posições contrárias ao regime, José Sarney tomava posse como o divisor de águas entre a barbárie e a civilidade.
Nesses 40 anos tudo aconteceu no Brasil no tupiniquim, de bom e ruim, mas a democracia nos momentos mais nebulosos se manteve firme.
As viúvas da Ditadura ainda tentaram ressuscita-la, mas depois 1985 outro Presidente assumia o país em 2023, impedindo a sanha dos milicos de voltar ao poder por intermédio de outro Golpe.
Lula fez bonito!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 221

PF cita Gusttavo Lima em investigação que apura lavagem de dinheiro do PCC

Ele é cotado para ser candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil)

Após identificar rede de tráfico internacional de drogas do PCC (Primeiro Comando da Capital) com a máfia italiana, a Operação Mafiusi mira agora operações suspeitas de lavagem de dinheiro.

Com base em informações de delator, a PF (Polícia Federal) rastreou movimentações financeiras. Em emaranhado de transações de grande valor que transitaram pelo sistema bancário em contas de pessoas jurídicas usadas pela facção, apareceram os nomes do cantor sertanejo Gusttavo Lima, do pastor Valdemiro Santiago e do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho. Estas informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

De acordo com relatórios da PF, eles teriam realizado transações com suspeitos e acusados de integrar “sistema financeiro paralelo” do crime organizado.

A PF não os incluiu no rol de indiciados, mas todos deverão ser chamados para depor. Na semana passada, na primeira fase da Operação Mafiusi, o MPF (Ministério Público Federal) denunciou 14 pessoas por organização criminosa e associação para o tráfico.

CANDIDATO A VICE DE CAIADO

Gusttavo Lima é cotado para ser candidato a vice numa eventual chapa encabeçada pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), que no dia 4 de abril vai se lançar como pré-candidato à Presidência em 2026 — ele disse que o cantor sertanejo participará do evento em Salvador (BA).

Um dos acusados na operação, o empresário Willian Barile Agati, o “concierge do PCC”, é apontado como o responsável por manter a rede de transações financeiras milionárias da facção. Ele está preso desde janeiro.

O criminalista Eduardo Maurício, que representa Agati, afirmou que o cliente é “inocente”. “É um empresário idôneo e legítimo, primário e de bons antecedentes, pai de família, que atua em diversos ramos de negócios lícitos, nacionais e internacionais, sempre com ética e seguindo leis vigentes”, escreveu o defensor.

A Operação Mafiusi está sob tutela da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, a mesma que abrigou a Operação Lava Jato, investigação que desmontou esquema de corrupção instalado na Petrobrás. Assim como a Lava Jato, a Mafiusi foi turbinada por informações do delator Marco José de Oliveira.

RELATÓRIO

No mais recente relatório enviado à Justiça, o delegado Eduardo Verza, do Gise (Grupo de Especial de Investigações Sensíveis), da PF do Paraná, escreveu que “análise minuciosa das transações financeiras, das empresas e dos indivíduos envolvidos no caso de Willian Agati, revela a existência de uma organização criminosa com ramificações nacionais e internacionais”.

Segundo o relatório do Gise, o “modus operandi desta organização utiliza técnicas sofisticadas de estratificação de empresas de fachada e pessoas físicas para ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento das atividades ilícitas”.

Ainda conforme Verza, as empresas creditam valores de diferentes ramos do comércio e da indústria e fazem o mesmo com os débitos para ocultar operações ilegais. O delegado também destacou que, nesse sistema, pessoas físicas e jurídicas “emprestam” contas correntes para o tráfico em troca de porcentagem do negócio.

FIRMAS

As empresas da rede atribuída pela PF a Agati estão localizadas em várias cidades. Conforme o relatório, as atividades econômicas dessas firmas variam desde o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios até serviços de escritório e apoio administrativo.

A PF indicou 2 empresas principais no caso sob investigação, a Starway Locação de Veículos e a Starway Multimarcas, que, juntas, movimentaram R$ 454,3 milhões de 2020 a 2023. Para a PF, há indícios de que sejam de fachada. Ambas ficam em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

Ao verificar as contas da Starway, a PF chegou à empresária Maribel Golin. Foi nesse ponto da investigação, sobre negócios mantidos pela empresária, que os policiais encontraram os nomes de Gusttavo Lima, Valdemiro Santiago e Adilsinho.

REPRESENTANTE LEGAL

Maribel é representante legal da Aeroplan Aviação Ltda. e de outras 4 empresas. À PF, ela disse que a movimentação financeira do grupo tem origem na comercialização de imóveis e aeronaves.

“É crucial enfatizar que Maribel Golin mantém relação próxima com Willian Agati”, afirmou o delegado da PF. Para ele, as circunstâncias “sugerem a ocorrência de lavagem de dinheiro clássica, relacionada a imóveis”.

De 2020 a 2022, as movimentações bancárias de Maribel e das empresas somaram R$ 1,426 bilhão. “Segundo cálculos, as fontes de receita declaradas representam apenas 3,44% do valor total movimentado”, assinalou o delegado Verza.

Fonte: Hora do Povo

Operação prende donos de postos que adulteravam combustíveis

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) cumpriu nesta semana seis mandados de prisão contra pessoas envolvidas em um esquema de fraude em postos de combustíveis. Cinco dos denunciados já estão presos. 

A operação Bomba Baixa identificou que entre os alvos estão administradores de postos de gasolina da rede GTB, que adulteravam combustíveis com metanol, substância altamente tóxica e proibida pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

A denúncia foi oferecida à 20ª Vara Criminal da Capital contra nove pessoas por associação criminosa, corrupção ativa e passiva, e crimes contra as relações de consumo, ordem econômica, saúde pública e fraude metrológica, que é a instalação de dispositivos eletrônicos nas bombas para entregar volume menor do que o registrado. Segundo a investigação, o grupo adquiria combustíveis sem nota fiscal, corrompia agentes públicos para evitar autuações e manipulava os lacres das bombas para burlar as fiscalizações.

Entre 2017 e 2023, o grupo criminoso expandiu a rede para 60 postos de combustíveis. A investigação apontou que o capital social da GTB Brasil saltou de R$ 100 mil para R$ 3,9 milhões em apenas seis anos, o que demonstra o lucro por meio das práticas ilegais.

Metanol 

De acordo com os promotores de Justiça, o metanol era misturado ao etanol e à gasolina para reduzir custos, colocando em risco a saúde e a segurança dos consumidores. 

A substância é extremamente perigosa. Sua inalação ou contato prolongado pode causar cegueira, danos neurológicos e até a morte. Além disso, o metanol é altamente inflamável e sua combustão provoca uma chama invisível, dificultando o controle de incêndios.

Segundo o MPRJ, os principais postos de combustíveis citados na investigação são: 

Auto Posto de Serviços Elite de Madureira (Madureira)

Auto Posto do Trabalho Vila Valqueire (Vila Valqueire)

Auto Posto Coimbra da Vila São Luiz (Marechal Hermes)

Auto Posto Universidade Realengo (Realengo) 

Postos operados pela rede GTB (Gardênia Azul e Tanque – Jacarepaguá)

Posto de Abastecimento Aimee e Posto Flor do Mato Alto (Campo Grande e Guaratiba)

Posto Guerreiros de Caxias (Duque de Caxias)

Posto Enzo Queimados (Queimados)

Posto e Garagem Raja (Cascadura) 

Posto de Gasolina Braz de Pina (Brás de Pina)

Fonte: Correio do Brasil

Ataques israelenses em Gaza matam 12 palestinos em 24 horas

Fontes médicas relataram que militares israelenses atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas

O exército israelense matou 12 palestinos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza, onde a situação continua se deteriorando devido ao bloqueio de 15 dias à entrada de ajuda humanitária.

Fontes médicas relataram que soldados atiraram na cabeça de um menor e feriram uma mulher nas costas ontem à noite na cidade de Beit Lahia, no norte do país.

Dois outros cidadãos foram mortos e vários outros ficaram feridos quando um drone bombardeou um grupo de civis na área de Jhar al-Dik, no centro da Faixa de Gaza, informou a agência de notícias oficial Wafa.

Na cidade de Rafah, no sul, um palestino foi baleado por soldados e outros oito ficaram feridos em um ataque de drone contra uma barraca na área de Al-Shakoush.

Mais cedo, nove pessoas, incluindo três jornalistas, foram mortas quando outro drone as atacou em Beit Lahia.

Segundo dados oficiais, desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 19 de janeiro, pelo menos 150 palestinos foram mortos em ataques israelenses no enclave costeiro.

O número total de mortos na agressão do país vizinho contra Gaza, que começou em outubro de 2023, ultrapassa 48.500, enquanto o número de feridos se aproxima de 112.000.

Fonte: Prensa Latina

STJ condena três desembargadores do TRT-1 por esquema de corrupção e propina

Magistrados foram sentenciados por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro; eles perderam os cargos públicos e serão afastados definitivamente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.O Superior Tribunal de Justiça (STJ) condenou três desembargadores do Tribunal Regional da 1ª Região (TRT-1) por envolvimento em um esquema de corrupção, onde recebiam propinas para incluir empresas e organizações sociais em um plano especial de execução da Justiça do Trabalho.

Marcos Pinto da Cruz, José da Fonseca Martins Junior e Fernando Antonio Zorzenin da Silva foram sentenciados por associação criminosa, peculato, corrupção passiva e ativa, além de lavagem de dinheiro. Os três perderão os cargos públicos e serão afastados definitivamente.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) também acusava outro magistrado, Antonio Carlos de Azevedo Rodrigues, de participação no esquema, mas ele foi absolvido. No entanto, todos os quatro desembargadores seguem afastados do Tribunal.

A investigação revelou que as propinas eram pagas por meio de escritórios de advocacia indicados pelos desembargadores. O esquema beneficiava organizações sociais e empresas com dívidas trabalhistas, e os valores eram judicialmente destinados a quitar esses débitos, através da inclusão das entidades no plano especial de execução. Como contrapartida, as empresas contratavam os escritórios de advocacia sugeridos pelos magistrados, que repassavam parte dos honorários ao grupo criminoso.

Segundo a relatora do processo, ministra Nancy Andrighi, as provas apresentadas mostram que vantagens indevidas foram oferecidas ao ex-governador Wilson Witzel (PMB) e ao ex-secretário estadual de Saúde, Edmar Santos, com o intuito de desviar recursos públicos para interesses privados. Embora ambos estivessem inicialmente incluídos na denúncia, seus nomes foram retirados do processo devido ao foro privilegiado.

“O conjunto de provas carreadas aos autos demonstra a instalação de uma associação criminosa de altíssimo vulto no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região, estruturada para a venda de decisões judiciais em troca de propina, com prejuízo para o erário e para inúmeros jurisdicionados”, afirmou a ministra Andrighi no julgamento.

Fonte: InfoMoney

STF cassa mandato de deputada indígena bolsonarista e de mais seis parlamentares

O Supremo Tribunal Federal (STF) anulou, nesta quinta-feira (13), os mandatos de sete deputados federais eleitos em 2022. A decisão foi baseada na inconstitucionalidade das regras utilizadas para a distribuição das sobras eleitorais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) precisou recalcular os votos para definir os novos parlamentares que assumirão os cargos.

Os parlamentares que perderam os mandatos são:

  • Sílvia Waiãpi (PL-AP)
  • Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Professora Goreth (PDT-AP)
  • Augusto Puppio (MDB-AP)
  • Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Lebrão (União-RO)
  • Lázaro Botelho (PP-TO)

Mudanças nas regras das sobras eleitorais

Em fevereiro de 2024, o STF determinou que todos os candidatos e partidos poderiam concorrer às sobras eleitorais, derrubando exigências aprovadas em 2021. As regras anteriores restringiam a distribuição das sobras ao desempenho dos partidos e impunham um percentual mínimo de votação para os candidatos. A maioria dos ministros entendeu que esses filtros violavam o pluralismo político e a soberania popular.

Agora, o STF decidiu que a medida tem efeito retroativo, anulando as eleições de deputados que foram eleitos com base nas regras invalidadas. O julgamento contou com os votos favoráveis de Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques, Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

Ministros divergentes e argumentos

Os ministros Cármen Lúcia, Edson Fachin, Luiz Fux, Luís Roberto Barroso e André Mendonça divergiram, defendendo que a decisão deveria valer apenas para eleições futuras, sem impactar os mandatos já concedidos. Eles argumentaram que a Constituição impede a aplicação retroativa de mudanças no processo eleitoral dentro de um período de um ano antes da eleição.

O julgamento teve início em junho de 2024 no plenário virtual, mas foi reiniciado no plenário físico após um pedido de destaque do ministro André Mendonça. Na ocasião, alguns ministros anteciparam seus votos, consolidando a maioria.

Com a anulação dos mandatos, os seguintes candidatos serão empossados:

  • Professora Marcivânia (PCdoB-AP) substituirá Professora Goreth (PDT-AP)
  • Paulo Lemos (PSOL-AP) entrará no lugar de Silvia Waiãpi (PL-AP)
  • André Abdon (PP-AP) substituirá Sonize Barbosa (PL-AP)
  • Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) ocupará o cargo de Gilvan Máximo (Republicanos-DF)
  • Rafael Bento (Podemos-RO) entrará no lugar de Lebrão (União-RO)
  • Tiago Dimas (Podemos-TO) substituirá Lázaro Botelho (PP-TO)
  • Aline Gurgel (Republicanos-AP) assumirá a vaga de Augusto Puppio (MDB-AP)

Com a decisão, o TSE precisará oficializar as novas nomeações e garantir a transição dos mandatos, reforçando o respeito à decisão do STF sobre a constitucionalidade das regras eleitorais.

Fonte: DCM

Unicef denuncia que 90% dos palestinos em Gaza não têm acesso à água limpa

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) disse ontem que a grave escassez de água na Faixa de Gaza atingiu níveis críticos, observando que nove em cada dez pessoas não conseguem acessar água potável.

Rosália Bollen, uma autoridade da Univef em Gaza, disse que 600.000 pessoas que recuperaram o acesso à água potável em novembro de 2024 estão mais uma vez isoladas.

“É realmente vital para milhares de famílias e crianças restaurar essa conexão”, disse ela.

As agências da ONU estimam que 1,8 milhão de pessoas; mais da metade delas crianças, precisam urgentemente de água, saneamento e assistência de higiene.

A ONU diz que a situação se deteriorou ainda mais após a decisão de Israel no domingo de cortar a energia do enclave, interrompendo operações vitais de dessalinização.

Por sua vez, a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos, Francesca Albanese, condenou a decisão de Israel, descrevendo-a como um aviso de genocídio.

“ALERTA DE GENOCÍDIO! Israel cortando o fornecimento de eletricidade para Gaza significa, entre outras coisas, nenhuma estação de dessalinização funcionando, ergo: nenhuma água limpa”, escreveu Albanese no X.

No domingo, o Ministro de Energia e Infraestrutura de Israel, Eli Cohen, decidiu interromper imediatamente o fornecimento de eletricidade para a Faixa de Gaza, uma decisão que o Hamas considerou uma continuação da guerra de extermínio de Tel Aviv contra Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

STF marca julgamento de Bolsonaro por trama golpista para 25/03

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para 25 de março, às 9h30, o julgamento da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o general Braga Netto e mais seis investigados pela trama golpista.

A data foi marcada pelo ministro na condição de presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo julgamento.

Mais cedo, o relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, liberou a denúncia para julgamento após receber a manifestação favorável da PGR para tornar o ex-presidente e os demais acusados réus pelas acusações da trama golpista para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os ministros da Primeira Turma vão decidir se os acusados vão responder a processo pelos crimes de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa armada, dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

A denúncia que será julgada envolve o núcleo 1 da investigação sobre a trama golpista. 

>> Veja abaixo a lista dos denunciados no núcleo 1:

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Walter Braga Netto (general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno (ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional);
  • Alexandre Ramagem (ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin);
  • Anderson Torres (ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal);
  • Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);
  • Paulo Sérgio Nogueira (general do Exército e ex-ministro da Defesa);
  • Mauro Cid (delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

Além da sessão marcada para a manhã do dia 25, a Primeira Turma reservou as sessões da tarde do mesmo dia e da manhã do dia 26 para a análise do caso.

Primeira Turma

O processo será julgado pela Primeira Turma do Supremo. O colegiado é composto pelo relator da denúncia, Alexandre de Moraes, e os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.

Pelo regimento interno da Corte, cabe às duas turmas do tribunal julgar ações penais. Como o relator faz parte da Primeira Turma, a acusação será julgada pelo colegiado.

Se a maioria dos ministros aceitar a denúncia, Bolsonaro e os outros acusados viram réus e passam a responder a uma ação penal no STF.

Fonte: Agência Brasil

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