Lula visita Japão e Vietnã de olho em ampliar relações na Ásia

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva inicia nesta segunda-feira uma viagem ao Japão e ao Vietnã com os olhos voltados para ampliar a relação do Brasil com a Ásia, em meio um cenário geopolítico espinhoso e restrições comerciais, especialmente nos Estados Unidos.

Além de tentar abrir mercados específicos nos dois países, como o de carnes, entra na pauta da viagem a tentativa de avançar em acordos comerciais com o Mercosul, com a intenção de diversificar mercados.

“Já houve reuniões Mercosul-Japão. Agora temos que saber qual o próximo passo, que é ter uma negociação. A gente quer saber se vamos ficar nessa conversa ou vamos ter uma negociação de fato”, disse o embaixador Eduardo Sabóia, secretário de Ásia e Pacífico do Itamaraty.

Com o Vietnã já existe negociações de fato, mas ainda não há um cronograma para um acordo.

De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, este ano Lula deve voltar novamente os olhos para a Ásia. No segundo semestre, é possível que entre na pauta de viagens Malásia e Indochina, com uma participação — se o convite for confirmado — na Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).

“Em um contexto de mundo que caminha para cenas de guerra comercial, você buscar parceiros alternativos aos mercados tradicionais nossos é fundamental. Então tem uma estratégia, essa agenda de 2025”, disse a fonte.

“Outro elemento importante é que é preciso que os atores internacionais percebam que o Brasil sempre vai buscar ter opções nas suas relações. Então, na Ásia, nós não temos só a China, nós temos outros grandes parceiros.”

A própria relação com a China, maior parceiro comercial do Brasil, não é “cristalizada” e apesar da proximidade com o país e da boa relação entre o presidente Lula e o presidente chinês, Xi Jinping, o Brasil continuará buscando mais opções, analisou.

Em um momento de crescente ameaças de tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos, a busca de novos mercados cresce de importância, assim como a tentativa de um movimento a favor do comércio multilateral, o que deve acontecer também nessa viagem ao Japão.

“Tanto Japão quanto Vietnã e Brasil se beneficiam de um mundo onde o comércio regulado por normas, por regras. No caso do Japão, eu acho que a importância que eles dão à Organização Mundial do Comércio (OMC) nos aproxima muito. Provavelmente vai haver uma manifestação de apoio a um mundo onde o comércio é regulado por regras multilaterais”, disse Sabóia.

“Quando países importantes se reúnem e apóiam isso, ajuda. É um movimento de contraponto a tendências de desagregação”, completou o embaixador, sem citar diretamente os Estados Unidos.

Logo depois da viagem de Lula, o governo norte-americano deve anunciar mais uma rodada de tarifas que devem afetar diretamente o Brasil, e podem inclusive incluir o Japão, já que o presidente norte-americano, Donald Trump, já ameaçou incluir o país em uma lista de afetados por tarifas no setor automobilístico.

A visita de Lula à Ásia, desta vez, será de três dias no Japão e dois dias no Vietnã. Na comitiva, 11 ministros, vários deputados e senadores, incluindo os atuais presidentes da Câmara e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), e os anteriores, Arthur Lira (PP-AL) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Fonte: MSN

Em novo crime de guerra, Israel bombardeia o maior hospital no sul de Gaza

exército israelense atacou o maior hospital no sul de Gaza na noite deste domingo, matando uma pessoa, ferindo outras e causando um grande incêndio. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde do território.

O ataque atingiu o prédio cirúrgico do Hospital Nasser na cidade de Khan Younis, disse o ministério, dias após o local ter sido inundado com mortos e feridos quando Israel retomou os ataques em Gaza com uma onda surpresa de ataques aéreos. Mais de 600 pessoas teriam morrido até então.

exército israelense confirmou o ataque ao hospital, dizendo que atingiu um militante do Hamas que operava no local. O estado genocida de Israel já assassinou mais de 50.000 palestinos.

Apesar da condenação mundial, Israel com apoio dos Estados Unidos continua exterminando o povo palestino em Gaza, na Cisjordânia e nos campos de refugiados.

Redação com Correio do Brasil

Ex-comandante da FAB fechou contratos com Airbus antes de assumir cargo na empresa

Filho do ex-comandante também atua em empresa com contratos milionários com a Aeronáutica

A relação entre as Forças Armadas e a indústria da defesa voltou ao centro do debate com a movimentação do ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Júnior, para a Airbus. Durante sua gestão na Força Aérea Brasileira (FAB), contratos foram firmados com a empresa europeia, incluindo a conversão de aeronaves A330 para a versão KC-30 MRTT, um projeto avaliado em centenas de milhões de reais.

Pouco tempo após deixar o cargo, em janeiro de 2023, Baptista Júnior assumiu, em novembro do mesmo ano, uma posição na Airbus como Senior Advisor for Strategy, o que levanta questionamentos sobre a influência de militares da reserva na aprovação de contratos e a falta de regulamentação clara para evitar situações que possam comprometer a transparência na administração pública, criando episódios conhecidos como “portas giratórias”.

O caso não se restringe ao ex-comandante. Seu filho, Bruno Baptista, trabalha na AEL Sistemas, uma empresa que mantém contratos milionários com a FAB. A AEL atua na área de tecnologia militar e é responsável por projetos como a comunicação segura entre aeronaves e o desenvolvimento da frota de drones RQ-900.

Apenas durante o governo Bolsonaro, a AEL recebeu mais de R$ 300 milhões em contratos, valor que corresponde a mais da metade de tudo o que a empresa faturou com o governo federal nos últimos dez anos. Além disso, a empresa foi impulsionada com investimentos diretos em equipamentos militares de última geração, consolidando-se como uma fornecedora estratégica para as Forças Armadas.

O que é porta giratória?

A chamada “porta giratória” acontece quando uma pessoa que ocupava um cargo público passa a trabalhar em uma empresa privada que se beneficiou de suas decisões enquanto ele estava no governo. Isso pode gerar favorecimentos, conflitos de interesse e o uso indevido de informações privilegiadas.

No Brasil, a lei prevê um período de quarentena para evitar que ex-gestores assumam cargos imediatamente em empresas que possam ter sido beneficiadas por suas decisões. No entanto, a eficácia dessas normas é frequentemente questionada, especialmente quando se trata de setores estratégicos, como defesa e segurança nacional.

No caso de Baptista Júnior, a situação se encaixa nesse padrão. Durante seu tempo como comandante da Aeronáutica, a Airbus fechou contratos importantes com a FAB, incluindo a conversão de aeronaves para transporte militar e o fornecimento de suporte logístico.

Após deixar o comando em janeiro de 2023, ele foi trabalhar justamente na Airbus em novembro do mesmo ano, levantando suspeitas sobre a transparência dessas negociações e se houve algum tipo de favorecimento à empresa antes de sua saída. O fato de a Airbus ter recebido contratos de grande porte durante sua gestão reforça a necessidade de um escrutínio mais detalhado sobre essas movimentações.

O papel da AEL Sistemas

A AEL Sistemas, onde o filho do ex-comandante trabalha, também tem uma relação próxima com a FAB. A empresa é fornecedora de sistemas de comunicação e vigilância usados pelas Forças Armadas. Reportagens apontam que a AEL recebeu um grande volume de contratos federais, especialmente durante o governo Bolsonaro, e continua sendo uma das principais beneficiadas pelo setor de defesa.

Além dos contratos já conhecidos, a empresa participa de projetos estratégicos para modernização das forças militares brasileiras, como o desenvolvimento de novos sistemas de controle para aeronaves e sistemas avançados de comunicação digital para o Exército.

Especialistas afirmam que esse tipo de relação entre militares da reserva e fornecedores do governo pode comprometer a transparência dos contratos públicos.

“Se um comandante assina contratos milionários com uma empresa e depois vai trabalhar para ela, como garantir que essas negociações foram feitas sem benefícios indevidos?”, questiona um especialista em governança pública. Segundo ele, a falta de fiscalização mais rígida e de regras claras facilita que acordos desse tipo ocorram sem qualquer sanção.

O que pode mudar?

A falta de regras claras para militares que deixam cargos estratégicos e vão para a iniciativa privada é um dos principais problemas apontados por analistas. Ao contrário de outros servidores públicos, oficiais de alta patente que se aposentam não enfrentam muitas restrições para atuar no setor privado, o que facilita a prática da porta giratória.

No Brasil, a legislação vigente exige quarentena de apenas seis meses para alguns casos, o que, na prática, não impede oficiais da reserva assumam rapidamente funções em empresas beneficiadas por suas decisões.

No Congresso, há discussões sobre a necessidade de ampliar as regras de quarentena e criar mecanismos mais rigorosos de fiscalização. Em outros países, como nos Estados Unidos e na União Europeia, há normas mais rígidas para evitar que militares da reserva e ex-membros do governo assumam cargos em empresas privadas que possuem contratos diretos com o setor público.

Nos Estados Unidos, por exemplo, militares da reserva de alto escalão enfrentam restrições para atuar em empresas de defesa por pelo menos dois anos, além de terem que passar por um processo de aprovação caso queiram ocupar cargos estratégicos.

Enquanto isso, Airbus e AEL Sistemas seguem como fornecedoras estratégicas da FAB. O caso reforça a necessidade de maior fiscalização e transparência na relação entre as Forças Armadas e empresas do setor de defesa. Sem mecanismos eficazes de controle, situações como essa podem se repetir, comprometendo a confiança na administração pública e nos contratos militares.

A falta de uma legislação mais rígida para ex-militares pode abrir brechas para que essa relação próxima entre oficiais da reserva e empresas privadas continue acontecendo sem qualquer restrição.

Fonte: ICL

Dino vota e STF tem 4 votos a 0 para condenar Zambelli a cinco anos de prisão

Ministros julgam caso ocorrido em 2022 quando a bolsonarista perseguiu um apoiador do presidente Lula com arma de fogo

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou neste domingo (23) a favor da condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) a 5 anos e 3 meses de prisão e 80 dias-multa, além de perda do mandato, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Com o voto de Dino, o STF já tem quatro votos para condenar a parlamentar. 

A votação começou na última sexta-feira (21) e está prevista para terminar no próximo dia 28. Ainda faltam os votos de sete ministros, que devem se manifestar até às 23h59 da próxima sexta-feira. 

Até o momento, votaram, além de Flávio Dino, os ministros Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, que seguiram o voto do relator, Gilmar Mendes. Todos votaram a favor da condenação de Zambelli. 

A deputada se tornou ré no STF em agosto de 2023 por 9 votos a 2. Os únicos ministros que votaram contra foram André Mendonça e Nunes Marques, indicados ao tribunal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O processo se refere a um episódio ocorrido em outubro de 2022, quando Zambelli perseguiu com uma arma de fogo um jornalista apoiador do presidente Lula (PT). 

Caso condenada, Zambelli pode ser condenada a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal. Além disso, o relator também votou pela perda do mandato da deputada. 

A parlamentar já teve seu mandato cassado em janeiro deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) por divulgar vídeos questionando o resultado das eleições de 2022. O caso, porém, ainda precisa ser avaliado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Em desespero, defesa de Carla Zambelli faz pedido ao STF

Em desespero com a cada vez mais provável condenação da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), a defesa da bolsonarista fez um pedido ao Supremo Tribuna Federal (STF), onde ela está sendo julgada.

Os advogados alegaram não ter a oportunidade de defender a cliente em plenário presencial da Corte. Por isso, encaminharam aos ministros uma solicitação para que peçam vista (mais tempo para analisar).

Em nota, Daniel Bialski, advogado de Zambelli, reclamou do que chamou de cerceamento do direito de defesa oral no processo. 

“Essa seria a melhor oportunidade de evidenciar que as premissas colocadas no voto proferido estão equivocadas. Esse direito do advogado não pode ser substituído por vídeo enviado — cuja certeza de visualização pelos julgadores inexiste. Mas, apesar desse cerceamento da defesa, foram ainda enviados e despachados memoriais com os ministros para motivá-los a ter vistas e examinar minuciosamente os autos”, disse.

Fonte: Revista Fórum

SP vive surto de febre amarela

Apesar da vacina disponível, SP registra 32 casos e 20 mortes por febre amarela

O Estado de São Paulo, apenas nos últimos dois meses e meio, registrou 20 mortes por febre amarela. A maioria dos óbitos pela doença, 11, ocorreu em fevereiro, embora as vacinas contra a doença estejam disponíveis nos postos de saúde. Os dados constam de boletim epidemiológico da Secretaria Estadual da Saúde do Estado de São Paulo.

De dezembro último a fevereiro deste ano, foram confirmados 32 casos da doença em todo o Estado, número bem superior ao registrado em todo o ano passado, quando houve duas confirmações e um óbito. Este é o maior número de casos registrados no Estado desde 2018, quando foram confirmados 502 casos autóctones (adquiridos no próprio município onde a pessoa reside), com 175 óbitos.

Os registros da doença neste ano ocorreram em cidades que compõem as regiões de Bauru, Campinas, Piracicaba e São José dos Campos. Em dois casos, o local onde a doença foi contraída ainda está em investigação. Há ainda dois casos importados, de pessoas que contraíram o vírus em viagem para Minas Gerais.

Macacos

Segundo o boletim, oito em cada dez pessoas que foram infectadas pelo vírus (81% do total) não tinham sido vacinadas contra a doença. Dois casos ainda estão sob investigação.

Desde dezembro, 47 macacos tiveram confirmação para febre amarela no Estado, sendo que 25 deles foram identificados na região de Ribeirão Preto e 18 na região de Campinas. Também houve casos confirmados nas regiões de Barretos e metropolitana de São Paulo.

Macacos não transmitem a febre amarela, mas são indicadores importantes sobre a presença do vírus circulando na região.

Febre que mata

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda causada por um vírus transmitido pela picada de um mosquito silvestre que vive em zonas de mata, e não há transmissão direta de pessoa para pessoa.

Um indicador da presença dos mosquitos transmissores em determinada área se dá com a morte de macacos, que também sofrem com altos índices de mortalidade quando contaminados. Por isso, o avistamento de macacos mortos deve ser informado às equipes de saúde do município.

Os sintomas iniciais da febre amarela são febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza e a evolução para o óbito. A doença pode ser facilmente prevenida por meio de vacina, que está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Desde abril de 2017, o Brasil adota o esquema vacinal de apenas uma dose durante toda a vida, medida que está de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). A vacina é a melhor forma de prevenção da doença e está disponível em todos os postos de saúde do Estado paulista.

Fonte: Correio do Brasil

SÃO APENAS NÚMEROS

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 23 Março de 2025

A semana foi quentíssima, começando pelo Rio de Janeiro na praia de Copacabana, onde um milhão de pessoas eram esperadas num ato em defesa dos criminosos do 08 de Janeiro e muitos outros mais periculosos, mas apenas 36 mil chifres apareceram. A tentativa de emplacar uma narrativa em que o Brasil Varonil quer a soltura dos terroristas não fez a cabeça de ninguém. O que se viu, na verdade, foi a mesma ladainha de sempre com menos personagens, pois o cartão corporativo já não existe mais. Vamos esperar a próxima e torcer para que cenas absurdas e engraçadas sejam produzidas pelos quadrúpedes. A Internet agradece e a Reflexão também!

20 milhões, esse é o número de brasileirinhos que o Lula conseguiu reunir com um só projeto. Falo da isenção do Imposto de Renda para pessoas que ganham até 5 mil reais, Lula Inácio tirou literalmente a carne da boca do Leão e colocou na mesa do povão.
Agora é aguardar o Congresso votar o projeto e identificar se aquela turminha que pede anistia para os bandidos, vai ter coragem de pedir isenção de impostos para os trabalhadores. Vale lembrar que essa mesma turminha votou contra a isenção de impostos sobre os alimentos. “Ouremos”

Uma pessoa, a Deputada Federal Carla Zambelle começou a ser julgada no STF, a espanhola está sendo julgada sobre aquele caso em que ela foi chamada de espanhola um dia antes da eleição de 2022 e por isso perseguiu um homem negro com uma pistola em punho. Ela será condenada e perderá o mandato, mas presa, ai já é outra história. Carla é burra, ja dizia a Deputada Joyce Hanselmam.

Mais uma pessoa apareceu e atende pelo codinome Bananinha. Eduardo Bolsonaro se licenciou do cargo de Deputado Federal e em vídeo disse que não voltará mais do EUA, pois está sendo perseguido pelo Xandão, mas o “deputa” não tá em nenhum inquérito no STF, estranho né? Parece-me que o terreno está sendo adubado para a fuga do pai, pois o inelegível tem um currículo invejável de covardia e sua especialidade é matar e abandonar todos aqueles que o apoiaram.
Tio San é atualmente o maior refúgio de canalhas Made in Brasil.
Aquela historinha de bandido bom é bandido morto ficou no passado, hoje o lema é outro; meu bandido, minha vida.

“Perdeu mané” !

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 222

Cerca de 70% das nascentes em Alagoas estão em processo de degradação

Estado conta com mais de mil fontes naturais e programa busca recuperá-las

Você já parou para pensar de onde vem a água que chega à sua casa? Em Alagoas, boa parte desse recurso essencial vem das nascentes, fontes naturais que garantem o abastecimento, preservam a biodiversidade e contribuem para a qualidade de vida da população. No entanto, esses mananciais enfrentam desafios urgentes para sua preservação.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Alagoas (Semarh), cerca de 70% das nascentes do estado estão em processo de degradação. As principais causas são o desmatamento, a ocupação desordenada do solo e a ausência de proteção adequada das áreas ao redor.

Atualmente, a estimativa é de que Alagoas possui pouco mais de mil nascentes acessíveis. “Estamos em processo de desenvolver uma metodologia de ação específica para catalogação das nascentes em Alagoas”, informou o secretário da Semarh, Gino César.

A maior concentração de nascentes está na Zona da Mata e nas áreas de transição com outras regiões do estado, que apresentam características naturais mais favoráveis à formação desses mananciais. Gino César também destacou que há um programa voltado para a recuperação das fontes naturais, geralmente articulado com as prefeituras. “Até o momento, Alagoas já conseguiu recuperar aproximadamente 350 nascentes, um avanço importante, mas ainda há muito a ser feito para garantir a preservação e a ampliação desse número”, afirmou.

IMPORTÂNCIA

A bióloga e técnica agropecuária Shirley Souza Santos, especialista em reflorestamento e sistemas de produção sustentável, reforça que as nascentes desempenham um papel fundamental no abastecimento de água das comunidades locais, tanto para o consumo humano quanto para a agricultura. “Para que elas continuem vivas, é fundamental cuidar do entorno”, afirmou.

Além do impacto social, Shirley lembra que as nascentes têm grande relevância ambiental, por serem a origem de importantes rios alagoanos, como os rios São Miguel, Coruripe e Piauí — este último, principal afluente perene do rio São Francisco. “Preservar essas fontes é essencial”, alerta a especialista. Ela explica que uma nascente ideal é aquela que “fornece água de boa qualidade, em quantidade abundante e de forma contínua, mesmo durante os períodos de seca”. Essa fonte, segundo ela, é indispensável para a hidratação de animais, irrigação de plantações e produção de alimentos no campo.

Entre as boas práticas citadas por Shirley para a preservação das nascentes, estão o cuidado com o uso da terra na área de recarga, o plantio de vegetação nativa, a manutenção da limpeza do entorno e a construção de cercas de proteção. “Cada produtor ou agricultor tem um papel fundamental. Se precisamos utilizar essa fonte, é crucial preservá-la para garantir sua continuidade”, disse. Shirley também ressaltou a importância das ações coletivas e dos programas de financiamento público. “Não basta receber os recursos: é necessário aplicá-los corretamente para alcançar o objetivo principal, que é a preservação das nascentes”.

RECUPERAÇÃO E PROTEÇÃO

Além das ações coordenadas por órgãos públicos, iniciativas locais também têm se destacado na proteção dos mananciais. Um exemplo é o projeto Olho d’Água Urucum, desenvolvido pela Escola Estadual Mário Gomes de Barros, em Joaquim Gomes, na Zona da Mata. O projeto visa à revitalização de nascentes degradadas e à conscientização ambiental da comunidade.

De acordo com o professor Adriano Nascimento, idealizador da iniciativa, a degradação ambiental na região preocupa. “As queimadas e o desmatamento nas adjacências da Serra do Búfalo têm deixado marcas na paisagem local, contribuindo para a redução da vazão de água nas nascentes e olhos d’água que alimentam o rio que margeia a cidade”, explicou.

Para enfrentar o problema, o projeto adotou metodologias adaptadas à realidade local, com foco na sustentabilidade hídrica e na educação ambiental de alunos e moradores. A ação integra o programa Professor Mentor, da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), que incentiva práticas voltadas à responsabilidade ambiental. Segundo Adriano, a perda de vegetação e a lixiviação do solo na região provocam assoreamento das nascentes e aumentam o risco de extinção desses mananciais. Ele garantiu que a iniciativa continuará sendo desenvolvida no município. “Abordamos a temática porque a Serra do Búfalo, em nosso município, abriga diversas fontes naturais, mas sofre com diversos fatores”, diz.

Como parte do debate sobre os recursos hídricos no estado, a Organização Arnon de Mello (OAM) promove nesta segunda-feira (24) o Gazeta Summit Água, que discutirá a gestão dos recursos hídricos em Alagoas. O evento será realizado no Centro de Convenções de Maceió, a partir das 8h, com transmissão ao vivo pela GazetaNews TV, Gazetaweb.com, aplicativo +Gazeta e YouTube.

Fonte: Gazeta Web

MP denuncia policiais de SP por organização criminosa que movimentou mais de R$ 80 milhões

Ministério Público de São Paulo denunciou quatro policiais civis e um empresário por suspeita de participarem de uma organização criminosa no 77° Distrito Policial da Santa Cecília, no Centro de São Paulo.

Segundo os investigadores, o esquema movimentou mais de R$ 81 milhões em cinco anos. Os acusados irão responder por organização criminosa, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Dos cinco acusados, apenas um está foragido. Os outros quatro foram presos na fase das investigações pela Corregedoria da Polícia Civil. A organização criminosa é investigada desde 2022. 

De acordo com informações do g1, o líder da organização era Cleber Rodrigues Gimenez, de 47 anos, que chefiava justamente a investigação contra os crimes no 77° Distrito Policial da Santa Cecília.

“Valendo-se de sua função de chefe dos Investigadores em diversas lotações pelas quais passou em Distritos Policiais, [Gimenez] estabelece um padrão de atuação pautado pela localização de traficantes de drogas, com grandes apreensões e infeliz aproveitamento de parte das drogas localizadas para o comércio ilícito”, diz um trecho da ação do MP. 

Ainda segundo as investigações, Gimenez atuava com os policiais civis Fabrício Parise Branco, Gustavo Cardoso de Sousa e Thiago Gonçalves de Oliveira. Já o empresário acusado é  Maxwell Pereira da Silva, dono da construtora Two Brothers Construções Inc.

“Verifica-se que durante todo o período grande parte das apreensões foram realizadas em regiões territoriais localizadas fora da área de atuação das distritais, o que foge ao padrão de ocorrências feitas em unidades territoriais”, diz outro trecho da denúncia. 

Fonte: Revista Fórum

Ataques de Israel em Gaza já mataram mais de 50 mil palestinos

Estatística indica que 2,4% da população do enclave palestino foi assassinada desde o início da ofensiva, em outubro de 2023

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza publicou um informe neste domingo (23/03) afirmando que foram registradas 128 mortes de civis e 260 pessoas feridas nas últimas 24 horas de bombardeios israelenses contra a regiões no norte e no sul do território palestino.

Segundo o canal Al Jazeera, do Catar, as estatísticas registradas neste domingo elevam a mais de 50 mil o número total de vítimas do massacre israelense na Faixa de Gaza – que teve seu início em outubro de 2023.

A superação dessa marca representa a morte de 2,4% da população total do enclave, estimada em 2,1 milhões em um informe de 2021 da Agência Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA, por sua sigla em inglês), ligada à Organização das Nações Unidas (ONU).

Esse registro deste domingo também aumenta para mais de 600 as vítimas fatais, e em mais de 3 mil as pessoas feridas, contabilizadas desde a retomada dos bombardeios ao enclave, na última terça-feira (18/03), quando Israel rompeu o acordo de cessar-fogo com o grupo de resistência Hamas, que estava vigente desde 19 de janeiro.

Este foi o sexto dia seguido de bombardeios sobre a Faixa de Gaza, com ataques à região de Rafah, no sul do enclave, que provocaram o deslocamento de parte da população, ao mesmo tempo em que continuaram a suas operações no norte do território palestino.

Mortes indiretas

Há de se considerar, também, que existe um estudo reconhecido internacionalmente sugerindo que o número total de vítimas do genocídio cometido por Israel em Gaza pode ser até três vezes maior, já que os dados oficiais consideram apenas as mortes diretas causadas pelos bombardeios e ações terrestres do exército israelense.

Esse estudo, publicado em meados de 2024, afirma que caso sejam contabilizadas as pessoas desaparecidas sob os escombros e as mortes indiretas – pessoas que faleceram por falta de insumos médicos, água ou alimentos, itens cuja entrada em Gaza está restringida por decisão de Tel Aviv – o total de mortes poderia ser superior a 180 mil.

O estudo foi realizado pelo pesquisador britânico Martin McKee, que é membro do conselho editorial do Israel Journal of Health Policy Research e do Comitê Consultivo Internacional do Instituto Nacional de Investigação sobre Políticas de Saúde de Israel. Em seu trabalho, ele contou com a colaboração da jornalista libanesa Rasha Khatib e do médico indiano-canadense Salim Yusuf.

Fonte: Ópera Mundi

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