TCE investiga Tarcísio por uso de avião da PM em ato com Bolsonaro no Rio

O Tribunal de Contas de São Paulo (TCE-SP) pediu um parecer jurídico para determinar se houve irregularidade no uso de uma aeronave da Polícia Militar pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). O governador bolsonarista utilizou o avião oficial para viajar ao Rio de Janeiro em 16 de março e participar de um ato político de Jair Bolsonaro (PL).

Entre os governadores, apenas Tarcísio e Cláudio Castro (PL-RJ), anfitrião do evento, discursaram no ato realizado em Copacabana. O governador foi o único a discursar entre os chefes de A manifestação teve como foco a defesa da anistia para os condenados e investigados pelos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. 

O TCE-SP começou a apuração a partir de uma representação da deputada estadual Mônica Seixas (PSOL). No documento, ela solicita a instauração de uma tomada de contas especial para investigar eventuais irregularidades e prejuízos aos cofres públicos.

Mônica destaca que o uso do helicóptero da Polícia Militar extrapolou sua função institucional, caracterizando um desvio de finalidade, pois a aeronave não deveria ser empregada para compromissos privados ou político-partidários. Ao responder à solicitação, o presidente do TCE-SP, conselheiro Antonio Roque Citadini, declarou: 

O governo de São Paulo ainda não se manifestou sobre o caso. Em episódios anteriores, o Palácio dos Bandeirantes costuma justificar que o governador utiliza a aeronave oficial em todos os deslocamentos, independentemente da agenda, alegando razões de segurança.

Fonte: Caldeirão Político

Genocídio: Israel matou mais de 320 crianças palestinas nos últimos 10 dias

A retomada dos ataques de Israel na Faixa de Gaza em março matou ao menos 322 crianças palestinas e feriu mais de 605 menores nos últimos 10 dias, revelou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) nesta terça-feira (1º).

Os dados atualizados incluem as vítimas no bombardeio que atingiu o departamento cirúrgico do Hospital Al Nasser, no sul do enclave, em 23 de março.

Em comunicado, o Unicef alertou que após o fim do cessar-fogo de dois meses entre Hamas e as forças israelenses, em 18 de março, as crianças palestinas têm sido alvo “mais uma vez de um ciclo de violência mortal e privação”.

“Todas as partes devem respeitar as próprias obrigações em termos de direitos humanos internacionais para proteger os menores”, declarou a diretora-executiva do Unicef, Catherine Russell.

A instituição informa que desde o início do confronto, em 7 de outubro de 2023, mais de 15 mil crianças morreram, pouco mais de 34 mil ficaram feridas e quase um milhão de menores têm sido repetidamente deslocados e privados de recursos.

Por fim, o Unicef reforçou em nota o pedido pelo fim da hostilidade e que Israel permita o ingresso de ajuda humanitária a Gaza, cujo bloqueio pelo governo de Benjamin Netanyahu se estende desde 2 de março.

Fonte: Terra

Quaest: 81% querem de Lula “um governo diferente” até 2026

Apenas 15% defendem continuidade da gestão como está. Maioria desaprova governo e diz que Brasil está na “direção errada”

De acordo com a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (2), 81% dos brasileiros querem que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faça “um governo diferente” até o fim do mandato em 2026. Apenas 15% defendem a continuidade da administração nos moldes atuais. O levantamento foi realizado entre os dias 27 e 31 de março de 2025 e ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

A sinalização de insatisfação aparece em meio ao aumento da desaprovação do governo, que chegou a 56%, contra 41% de aprovação. No levantamento anterior, de janeiro, a desaprovação era de 49%. Já a aprovação recuou seis pontos percentuais.

Brasil na “direção errada” – A pesquisa revela que 56% dos entrevistados avaliam que o Brasil está seguindo na “direção errada”, enquanto apenas 36% acreditam que o país está no rumo certo. O número de indecisos ou que não souberam responder ficou em 8%.

Comparações com governos anteriores e expectativa de mudança – A comparação com gestões anteriores também é desfavorável a Lula: 53% acham que seu terceiro mandato é “pior” do que os dois primeiros; 20% dizem que está melhor e 23% avaliam que está igual. Em relação ao governo de Jair Bolsonaro (PL), 43% consideram a atual gestão “pior”, 39% “melhor” e 15% “igual”.

Os números apontam um desgaste crescente na imagem do governo, pressionado por uma conjuntura econômica difícil e pela alta dos preços. Para 56% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses. Apenas 16% viram melhora, enquanto 26% disseram que está igual.

Fonte: Brasil 247

Brasil e Vietnã reforçam parcerias durante visita do presidente Lula e ministros à Ásia

Agenda em Hanói rendeu acordos, abertura do mercado vietnamita à carne brasileira e o anúncio da primeira reunião do Comitê Conjunto de Ciência, Tecnologia e Inovação

A visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Hanói, capital do Vietnã, entre quinta-feira (27) e sábado (29) reforçou as parcerias do Brasil com o país asiático. Uma comitiva de ministros e representantes do governo acompanhou Lula na viagem para expandir as relações entre os países em diferentes áreas.

Durante a agenda, foram adotados cinco atos. Entre eles, destaca-se o Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica entre o Brasil e o Vietnã para o período de 2025-2030, que abrange as seguintes áreas prioritárias: política, defesa, segurança e desafios globais; economia, comércio e investimento; ciência, tecnologia e inovação; mudança do clima e meio ambiente; educação, cultura, esportes, turismo e conexões entre os povos; assuntos consulares e apoio à comunidade. 

“Brasil e Vietnã compartilham uma trajetória de crescimento e desenvolvimento, e esse compromisso reafirma nosso empenho em construir pontes, impulsionar oportunidades e aprofundar laços estratégicos. Seguimos trabalhando para ampliar parcerias que tragam benefícios concretos para o nosso país”, ressaltou a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, que reafirmou os compromissos na área de ciência e tecnologia.

COMITÊ DE CIÊNCIA — Durante o Fórum Econômico Brasil-Vietnã, realizado no sábado (29), a ministra confirmou a realização da primeira reunião do Comitê Conjunto Brasil-Vietnã de Ciência, Tecnologia e Inovação no segundo semestre de 2025, no Brasil. “Será uma oportunidade em que poderemos definir nossas prioridades de cooperação, planejar ações e iniciar sua implementação”, afirmou Luciana Santos. O ministério tem interesse em estabelecer parcerias em áreas como semicondutores, Inteligência Artificial, tecnologias quânticas, transição energética, biodiversidade, segurança alimentar e nutricional e ambientes de inovação.

CAPACITAÇÃO — A ministra enfatizou os acordos já estabelecidos com o Vietnã, iniciados em 2023, que ajudarão na formação de mão de obra especializada. “Quero reforçar a proposta que fizemos em 2023, e que no ano passado tratamos entre equipes técnicas dos dois governos, da criação de um Centro Brasil-Vietnã em semicondutores para capacitação e qualificação de recursos humanos, além de pesquisa e desenvolvimento de componentes”, disse.

Luciana Santos acrescentou que o ministério tem a meta ambiciosa de formar 50 mil especialistas no setor de Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs), entre engenheiros e desenvolvedores de hardware e software. “Assim como o Brasil, o Vietnã compreende que sem recursos humanos capacitados para lidar com a economia do futuro não haverá crescimento e desenvolvimento sustentável”, concluiu.

ABERTURA DO MERCADO — Durante a visita oficial, o presidente Lula anunciou a abertura do mercado vietnamita à carne brasileira. A decisão veio após uma série de reuniões com os líderes do governo vietnamita. “Estamos trabalhando intensamente na relação comercial dos produtos agropecuários para o Vietnã e a presença do presidente Lula foi fundamental para essa reabertura tão esperada que é o acesso da carne bovina brasileira aos consumidores vietnamitas”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Desde o início desta gestão, já foram abertos quatro novos mercados no Vietnã, além da facilitação do comércio de couro brasileiro no país. Em 2025, o Vietnã já figura como quarto maior destino das exportações dos produtos da agropecuária brasileira, respondendo por 3,2% do que foi comercializado até fevereiro, atrás apenas de China, União Europeia e Estados Unidos.

COMÉRCIO E INDÚSTRIA — Representando o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, o secretário-executivo Márcio Elias Rosa participou, no Vietnã, da cerimônia de assinatura do memorando de entendimento que cria o Grupo de Direção de Cooperação Comercial e Industrial. O objetivo é promover a cooperação econômica em áreas prioritárias para o comércio e criar condições favoráveis à expansão das relações bilaterais.

“Com a assinatura do memorando, Brasil e Vietnã renovam esforços conjuntos para fortalecer a parceria em temas econômicos e comerciais. Temos adiante oportunidades extraordinárias para avançarmos em setores estratégicos, como alta tecnologia, transformação digital, transição energética, biocombustíveis, proteção ambiental e mudanças climáticas”, destacou Geraldo Alckmin, no Brasil.

Além de estabelecer um mecanismo que viabilize o fortalecimento do comércio e o aperfeiçoamento da capacidade industrial do Brasil e do Vietnã, o grupo criado por meio do memorando terá como uma de suas atribuições a identificação de oportunidades e a diversificação do comércio entre os dois países. Está prevista a realização de estudos conjuntos, de programas de treinamento e intercâmbio de informações. Para isso, planos de trabalho serão estabelecidos.

Em Hanói, o secretário-executivo do MDIC disse que os dois países já têm uma relação relevante com potencial para ser ampliado. “Atualmente, o Vietnã é o maior parceiro comercial do Brasil na Asean [Associação das Nações do Sudeste Asiático] e o Brasil é o principal parceiro do Vietnã na América do Sul. A partir desta missão, a expectativa é expandir essa importante cooperação em setores de alto valor agregado, como biotecnologia, semicondutores, mobilidade sustentável, digitalização industrial e inteligência artificial”, declarou Márcio Elias Rosa.

META — Reconhecendo a colaboração econômica como um pilar essencial das relações bilaterais e cientes do potencial ainda não explorado para maior crescimento, Lula e o presidente do Vietnã, Luong Cuong, concordaram em buscar a meta de comércio bilateral de US$15 bilhões até 2030. Também concordaram em continuar trabalhando para a diversificação das trocas comerciais entre Brasil e Vietnã. Nesse sentido, registraram com satisfação as excelentes perspectivas de negócios em setores como proteína animal e aeronaves.

ENERGIA — Também presente no Fórum Econômico Brasil-Vietnã, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou as possibilidades de cooperação entre os dois países. Durante a sessão que discutiu a cooperação energética, Silveira abordou a possibilidade de ampliar as parcerias na área dos biocombustíveis. “Tal como no Brasil, a produção de cana-de-açúcar é relevante para a economia do Vietnã. Isso faz com que nossos países estejam muito bem posicionados para avançar na pauta dos biocombustíveis. Já temos uma robusta parceria comercial, com destaque para os grãos secos de destilaria, utilizados na produção do etanol, mas podemos mais. O Brasil pode ser o maior fornecedor do Vietnã de insumos para biocombustíveis”, afirmou. 

O ministro ressaltou o protagonismo brasileiro com a Lei do Combustível do Futuro, proposta do Governo Federal que aprimorou o marco legal e regulatório para os biocombustíveis. “Temos condições de ampliar nossas parcerias em outras frentes, como o Combustível Sustentável de Aviação (SAF), biocombustíveis marítimos e em minerais estratégicos. Estamos de portas abertas para compartilhar com vocês nossa experiência, estreitar parcerias comerciais e caminhar juntos na descarbonização da matriz energética do planeta, fortalecendo a nova economia, a verde”, disse Alexandre Silveira. Ele ainda convidou os representantes do Vietnã para participar do Summit de Planejamento Global para a Transição Energética em junho, no Rio de Janeiro, e para a COP30, que será realizada em novembro em Belém, no Pará.

MAIS ATOS — Os governos dos dois países também assinaram acordos sobre o exercício de atividade remunerada por parte de dependentes de missões diplomáticas, repartições consulares e missões permanentes junto a Organismos Internacionais e sobre troca e proteção mútua de informações classificadas. Durante a visita oficial do presidente Lula, ocorreu ainda a assinatura de memorando de cooperação entre a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Federação Vietnamita de Futebol (VFF).

Fonte: Gov.br

Movimentos sociais realizam ato “Ditadura nunca mais”

Ocorreu na tarde desta terça-feira, 01/04, o ato “Ditadura nunca mais”, relembrando o golpe militar de 1964, organizado pela Comissão da Verdade de Alagoas. O ato, que ocorreu em frente a Câmara Municipal de Maceió, contou com a participação de representantes da direção de diversos sindicatos, partidos de esquerda e movimentos sociais.

Com cartazes e faixas, os manifestantes cobraram a prisão de Bolsonaro e dos generais golpistas e punição aos crimes cometidos pela Ditadura Militar (1964-85). As falas das lideranças repudiaram o golpe militar realizado no dia 1° de abril de 1964, que torturou, sequestrou e assassinou opositores ao regime. Também foi repudiado a tentativa de golpe de 08 de janeiro de 2023.

“Os golpistas de 1964 não foram punidos. A impunidade alimenta o golpismo nas forças armadas. É preciso dá um basta nisso. Sem anistia! Prisão para Bolsonaro e os generais golpistas”, cobrou o professor Luizinho, presidente do Sinduneal.

A vereadora Teca Nelma (PT) anunciou o protocolo de um projeto de lei para devolver os mandatos dos vereadores de Maceió cassados pela Ditadura. “Esse é um dia que tem que ser lembrado como um dia nefasto, que trouxe muita dor pra vários brasileiros. Em parceria com o Comitê da Verdade, faremos a luta na câmara de vereadores para que haja a restituição jurídica dos mandatos do ex-prefeito Sandoval Caju, além dos vereadores da época que acabaram sendo cassados por conta do golpe”.

Passa de 2.700 o número de mortos em Mianmar após terremoto

Grupos de ajuda nas áreas mais atingidas de Mianmar declararam que existe uma necessidade urgente de abrigo, comida e água após um terremoto que matou mais de 2.700 pessoas, alegando também que a guerra civil do país pode impedir que a ajuda chegue aos necessitados.

O número de mortos chegou a 2.719 e deve aumentar para mais de três mil, disse o líder militar de Mianmar, Min Aung Hlaing, em um discurso televisionado nesta terça-feira (1º). Segundo ele, ao menos 4.521 pessoas ficaram feridas e 441 estavam desaparecidas.

O terremoto de magnitude 7,7, que ocorreu por volta da hora do almoço na sexta-feira (28), foi o mais forte a atingir o país do sudeste asiático em mais de um século, derrubando templos antigos e edifícios modernos.

Na vizinha Tailândia, equipes de resgate continuaram procurando por vida nos escombros de um arranha-céu desabado na capital Bangkok, mas reconheceram que o tempo estava contra eles.

Na área de Mandalay, em Mianmar, 50 crianças e dois professores morreram quando a pré-escola desabou, informou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários.

“Nas áreas mais atingidas… as comunidades lutam para atender às suas necessidades básicas, como acesso à água limpa e saneamento, enquanto as equipes de emergência trabalham incansavelmente para localizar sobreviventes e fornecer ajuda para salvar vidas”, relatou o órgão da ONU em um relatório.

O Comitê Internacional de Resgate (IRC) declarou que abrigo, comida, água e ajuda médica eram necessários em lugares como Mandalay, perto do epicentro do terremoto.

“Tendo vivido o terror do terremoto, as pessoas agora temem tremores secundários e estão dormindo ao relento em estradas ou em campos abertos”, explicou um funcionário do IRC em Mandalay em um relatório.

A guerra civil em Mianmar, onde a junta tomou o poder em um golpe em 2021, complicou os esforços para alcançar os feridos e desabrigados pelo maior terremoto do país do Sudeste Asiático em um século.

A Anistia Internacional disse que a junta precisava permitir que a ajuda chegasse a áreas do país que não estavam sob seu controle. Grupos rebeldes dizem que a junta conduziu ataques aéreos após o terremoto.

“O Exército de Mianmar tem uma prática de longa data de negar ajuda a áreas onde grupos que resistem a ele estão ativos”, explicou o pesquisador de Mianmar da Anistia, Joe Freeman.

Segundo ele, a junta deve “permitir imediatamente o acesso desimpedido a todas as organizações humanitárias e remover barreiras administrativas que atrasam as avaliações de necessidades.”

O controle rígido dos militares sobre as redes de comunicação e os danos a estradas, pontes e outras infraestruturas causados ​​pelos terremotos intensificaram os desafios para os trabalhadores humanitários.

Autoridades tailandesas anunciaram que uma reunião de líderes regionais em Bangkok no final desta semana ocorreria conforme o planejado, embora Min Aung Hlaing da junta possa comparecer por teleconferência.

Antes do terremoto, fontes disseram que o chefe da junta era esperado para fazer uma rara viagem ao exterior para comparecer à cúpula em Bangkok nos dias 3 e 4 de abril.

Fonte: CNN

Abuso: alagoanos pagam até 40% da conta de luz em taxa de iluminação pública

OAB/AL alerta que cobrança não é transparente e pode ferir o Código de Defesa do Consumidor

Por Thiago Aquino / Agência Tatu31/03/2025 22h25 – Atualizado em 01/04/2025 01h08

Na zona rural de Santana do Mundaú, a 100 km de Maceió, Erika Henrique da Silva enfrenta um desafio com sua conta de energia. No mês de março, ela desembolsou R$100,74, dos quais R$40,33 correspondem à Contribuição de Iluminação Pública (CIP) – um valor que representa impressionantes 40% do total da fatura.

A consumidora diz não entender os critérios de cobrança da taxa de iluminação pública, já que o percentual cobrado de quem mora na zona urbana é o mesmo de quem mora na zona rural, onde a iluminação pública é escassa. “A minha família é de baixa renda. Não dá para entender, porque nem todo mundo é beneficiado com iluminação pública adequada”, lamenta.

Assim como Erika, outros consumidores ouvidos pela reportagem dizem não compreender como funciona a cobrança e como, na prática, o valor se reverte em benefício para a população. A Agência Tatu (http://www.agenciatatu.com.br/) explica como é definida a taxa e cita alguns exemplos de valor cobrado na capital e no interior de Alagoas.

A Constituição Federal de 1988 definiu que a iluminação pública é de responsabilidade dos municípios e o Artigo 149-A (https://www.planalto.gov.br/cc…) permite que cada prefeitura institua o tributo – também conhecido como Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública (Cosip) – desde que seja “para o custeio, a expansão e a melhoria do serviço de iluminação pública”.

No entanto, a legislação não prevê um cálculo base ou parâmetro de como esse valor deve ser definido. Cada Prefeitura taxa com critérios próprios por meio de aprovação de lei na Câmara Municipal, que pode ser alterada a qualquer momento com apresentação de um novo projeto de lei. Existem alguns modelos mais comuns, como valor fixo por faixa de consumo e classe de tarifa, um valor de taxa por kW/h (unidade de medida quilowatt-hora) consumido ou até uma taxa fixa. Por isso, a cobrança difere entre os municípios.

Enquanto a Erika em Santana do Mundaú pagou de taxa de iluminação pública o equivalente a 40% de toda conta de energia, em Maceió, a Suzana Lima pagou 11,2%. Ela mostra que o valor total do boleto foi R$ 500,50 reais, sendo R$56,54 da taxa de contribuição. “Nunca ouvi uma explicação sobre como esse valor é calculado”, reclama a maceioense.

Já em Jacuípe, município localizado na região norte de Alagoas, não cobra a contribuição para a iluminação pública. A reportagem apurou que a Prefeitura paga os custos com recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), proveniente da arrecadação de impostos federais e repassado aos municípios.

Nos municípios onde a taxa é cobrada, o consumidor só saberá como ela é calculada a partir da leitura da lei municipal que instituiu o tributo. Em Maceió, por exemplo, a legislação mais recente que atualizou as normas foi a de Nº 6.685 de 18 de agosto de 2017 (https://leismunicipais.com.br/…), disponível na internet e enviada também à reportagem (https://www.agenciatatu.com.br…) pela assessoria de comunicação.

Já com relação à Santana do Mundaú, a lei não foi encontrada no site oficial nem em sites de busca.

Para onde vai a taxa de iluminação pública?

Após o consumidor pagar a fatura, o valor da taxa de iluminação pública – descrita no boleto da conta- é enviado à Prefeitura. “O repasse é feito mensalmente e o valor é enviado para uma conta específica, definida pelo município, onde por lei os valores dessa conta só podem ser utilizados para o custeio da Iluminação Pública”, explicou a Equatorial, empresa fornecedora de energia nos municípios alagoanos, por meio da assessoria de imprensa.

Cada prefeitura, com o recurso pago pelos consumidores, fica na responsabilidade de pagar a energia utilizada na iluminação pública, pagar projetos de expansão e pagar a manutenção do parque, como a troca de lâmpadas de postes.

Nas redes sociais, as prefeituras citadas pela reportagem divulgam ações de iluminação pública, mas não atualizam o Portal da Transparência com o valor arrecadado mensalmente nem o montante que foi gasto.

Falta de transparência fere Código de Direito do Consumidor

A presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor da Ordem dos Advogados do Brasil em Alagoas (OAB/AL), Rafaela Canuto, cita dois fatores que afetam o direito do consumidor: “A ausência de critérios unificados e a liberdade ampla dos municípios para definir os valores e a forma de cálculo geram distorções e, consequentemente, insegurança jurídica e potencial violação aos direitos do consumidor, especialmente aos princípios da transparência, informação adequada e modicidade”.

Canuto explica, ainda, que essa forma de cobrança, da maneira como ocorre hoje, pode ser considerada injusta. “Especialmente quando: não há clareza sobre os critérios adotados; os valores cobrados são desproporcionais ao consumo de energia ou ao serviço efetivamente prestado; o consumidor não tem acesso facilitado às informações sobre como se chegou àquele valor”, elenca Rafaela.

A advogada cita que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) garante ao consumidor nos artigos 6 e 31 o direito à transparência nas relações de consumo. “Quando a fatura apresenta apenas o valor da contribuição, sem detalhar como esse valor foi calculado, fere-se o direito à informação do consumidor, que tem o direito de saber: a base de cálculo usada para chegar àquele valor; se há alíquota ou faixa de consumo envolvida; a norma municipal que está regulamentando a cobrança e a destinação dos recursos arrecadados com a COSIP”, detalha a presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor.

Soluções

  • A OAB/AL aponta medidas que poderiam ser adotadas pelas instituições federais e pelas empresas de fornecimento de energia para dar transparência ao tributo:
  • Criar diretrizes gerais em nível federal para estabelecer critérios mínimos para o cálculo da COSIP. Por exemplo: vinculação ao consumo real, ao número de postes em determinada região ou à potência das luminárias;
  • Unificar parcialmente o modelo de cálculo com parâmetros técnicos padronizados, ainda que cada município possa adaptar à sua realidade local;
  • Aperfeiçoar os mecanismos de fiscalização com participação ativa dos Tribunais de Contas e dos Ministérios Públicos Estaduais;
  • Promover participação social com a população por meio dos conselhos municipais, audiências públicas e consulta popular sobre a alíquota e destinação dos recursos;
  • Incluir o cálculo detalhado na própria fatura de energia (ou ao menos disponibilizar no meio digital ou canal de fácil acesso).
(Imagem: Agência Tatu)

O número do percentual significa que esse é o proporcional pago de taxa de iluminação pública comparado ao valor total da fatura. Por exemplo: dos R$ 223,59 reais pagos pelo consumidor em São José da Laje em março deste ano, 38% é de Contribuição de Iluminação Pública, em que os R$ 84,71 foram destinados à Prefeitura.

Fonte: Tribuna Hoje

Israel adota método do terror em Gaza, executa médicos a sangue frio e esconde corpos

Enquanto isso, os ataques aéreos e bombardeios israelenses continuam em Gaza

Palestinos realizaram funerais nesta segunda-feira (31) para 15 profissionais de saúde e socorristas mortos por forças israelenses no sul da Faixa de Gaza. Os corpos e as ambulâncias destruídas foram encontrados enterrados em uma vala comum improvisada, soterrados por tratores militares israelenses.

O grupo desapareceu em 23 de março durante missão de resgate em Rafah, após a retomada da ofensiva genocida de Israel em Gaza.

O Crescente Vermelho Palestino afirmou que os trabalhadores mortos e seus veículos estavam claramente identificados como pertencentes a equipes médicas e humanitárias. A entidade acusou as tropas israelenses de terem executado os profissionais “a sangue frio”.

Em execuções no estilo do Estado Islâmico, soldados israelenses algemaram os médicos antes de atirar neles, informou o canal PressTV.

Já o Exército de Israel declarou que seus soldados abriram fogo contra veículos que se aproximaram “de forma suspeita”, sem qualquer identificação. (Com informações da AP).

Fonte: Brasil 247

Entregadores de aplicativos em greve fazem ‘motociata’ de protesto pelas ruas de SP

Entregadores por aplicativo realizaram uma ‘motociata’ de protesto na manhã desta segunda-feira, 31, pelas ruas de São Paulo. Com greve nacional decretada para esta segunda e terça, 1º, a categoria reivindica aumento nas taxas pagas aos trabalhadores por viagem, limitação de quilometragem para bicicletas e garantia de pagamento integral dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.

Os motoboys se concentraram em praças próximas a shoppings na região sul de São Paulo e foram até o centro de Barueri e Osasco, na região metropolitana, onde fica a sede do iFood, principal tomador de serviço. Depois, passaram pela Marginal Pinheiros e finalizaram o ato às 14h30, em frente ao Shopping Eldorado, em Pinheiros, na zona oeste da capital.

Em nota, o iFood, principal empresa de delivery no Brasil e alvo dos entregadores no protesto, afirma que “respeita o direito à manifestação pacífica e à livre expressão dos entregadores e entregadoras” e diz estar “estudando a viabilidade de reajuste para 2025?. Informa ainda que o ganho bruto por hora trabalhada na plataforma “é quatro vezes maior do que o ganho do salário mínimo-hora nacional”.

Entregadores de aplicativos de delivery em greve fizeram manifestação na frente à sede do iFood, em Osasco, na Grande São Paulo. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

“Há 10 anos, não aumentam valor de entrega, pelo contrário, só diminuíram, causando prejuízo enorme na renda salarial dos trabalhadores enquanto ficam milionárias”, afirmam o Sindicato dos Mensageiros, Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas Intermunicipal do Estado de São Paulo (SindimotoSP), um dos líderes da manifestação.

“Os registrados em CLT (carteira assinada) tiveram aumento nos ganhos salariais de quase 99% (no período de 10 anos) enquanto os entregadores de aplicativos amargaram redução de quase 72%”, afirma a categoria.

Veja quais são as reivindicações:

  • Definição de taxa mínima de R$ 10 por corrida;
  • Aumento no valor do km rodado de R$ 1,50 para R$ 2,50;
  • Limitação de 3 km para entregas feitas por bicicletas;
  • Garantia de pagamento integral dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota

Em nota, a Polícia Militar disse que acompanhou uma manifestação nesta segunda na região da praça Charles Miller. “O ato foi encerrado às 17h48, sem registro de intercorrências”.

Fonte: MSN

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