Destruição sem precedentes do setor agrícola de Gaza: 60% da terra já não é adequada devido à guerra

A agricultura na Faixa de Gaza representa mais de 40% da superfície terrestre e contribui para fornecer entre 20 a 30% dos alimentos consumidos diariamente.

No entanto, os danos causados pela guerra perturbaram a produção nestas áreas, limitando a capacidade da população de aceder aos géneros alimentícios básicos necessários para uma dieta saudável. Os meios de subsistência dos agricultores também foram gravemente afectados, o que coloca desafios significativos à recuperação futura.

Em 27 de outubro, as forças israelitas entraram na Faixa de Gaza a partir de várias direções, começando no norte da Faixa, estendendo-se depois para leste, sul e centro da Faixa. A ação abrangeu todas as terras agrícolas de Gaza, desde Beit Hanoun a norte, Rafah a sul, Khan Younis e os campos de Gaza.

Um relatório publicado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em outubro de 2024 mostrava que, em 1 de setembro, a guerra tinha danificado 67,6% das terras agrícolas (mais de 10 000 hectares), em comparação com 57,3% em maio e 42,6% em fevereiro. 71,2% dos pomares e das árvores de fruto, 67,1% das culturas arvenses (especialmente na zona de Khan Younis) e 58,5% das culturas hortícolas foram danificadas.

Destruição sistemática do sector agrícola em Gaza: Perdas maciças ameaçam a segurança alimentar

As terras agrícolas na Faixa de Gaza estão a sofrer uma destruição sem precedentes devido às operações militares israelitas em curso, com mais de 60% das áreas agrícolas inutilizadas, de acordo com o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA).

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) informou que as perdas diretas para o sector agrícola excederam os 300 milhões de dólares, enquanto o Ministério da Agricultura palestiniano estimou que mais de 18 000 dunums (um dunum tem 1000 metros) foram danificados, incluindo pomares de fruta, culturas arvenses e infraestruturas críticas como poços e redes de irrigação.

Destaques da destruição:

– 71,2% dos pomares e árvores de fruto foram danificados, incluindo 75% das oliveiras, uma fonte fundamental de subsistência para muitas famílias, de acordo com um relatório da FAO de outubro de 2024.

– 70% das explorações avícolas e estufas foram destruídas, o que levou a uma escassez da produção local de legumes, ovos e carne.

– 52,2% dos poços agrícolas foram destruídos (1.188 poços), especialmente nas províncias de Gaza e Khan Younis, agravando a crise da água e a irrigação das culturas.

– 35 por cento dos agricultores perderam as suas fontes de rendimento devido à destruição de terras ou à impossibilidade de acesso às mesmas devido a restrições militares.

Repercussões catastróficas na segurança alimentar

– Os preços dos alimentos aumentaram 1000% em relação ao período anterior à guerra, segundo o Programa Alimentar Mundial (PAM), e os legumes e frutos frescos tornaram-se escassos.

– 90% da população está dependente da ajuda alimentar, uma vez que a produção local deixou de existir

– Destruição das cadeias de abastecimento, incluindo a demolição de estradas agrícolas e a explosão de armazéns, como em Beit Lahia, onde foram destruídas 50 toneladas de sementes e fertilizantes.

Os agricultores de Gaza enfrentam grandes desafios na sequência da destruição de terras agrícolas e das restrições israelitas

O agricultor Mohsen al-Najjar relatou que perdeu o seu meio de subsistência depois de as forças israelitas terem destruído a maior parte das terras agrícolas a leste de Khan Younis, especialmente desde que a guerra recomeçou no final de março, tornando-se perigoso regressar a essas zonas devido à forte presença militar ao longo da fronteira oriental entre Rafah e Khan Younis.

Al-Najjar acrescentou que o acesso às terras agrícolas perto da fronteira pode pôr em risco a vida dos agricultores e que a recuperação das terras danificadas se tornou quase impossível nas actuais circunstâncias.

Al-Najjar disse que a escassez de sementes e a subida em flecha dos preços das sementes são um grande obstáculo, bem como a proibição das autoridades israelitas de importar sementes ou materiais agrícolas que ajudem a melhorar a produção.

Alguns comerciantes conseguiram contrabandear quantidades limitadas de sementes e vendê-las ao dobro do preço, o que levou a um aumento do preço dos legumes no mercado.

O encerramento total dos pontos de passagem causou uma grave escassez de produtos agrícolas, disse ele, embora os actuais preços elevados não compensem as pesadas perdas sofridas pelos agricultores.

Explicou que o sector agrícola em Gaza tinha contribuído nos últimos meses para satisfazer parte das necessidades do mercado local de produtos hortícolas quando os pontos de passagem estavam abertos, mas o encerramento em curso agravou a crise e aumentou os preços para um nível sem precedentes.

O agricultor Waseem al-Araj afirmou que o sector agrícola em Gaza registou um declínio significativo após a guerra, em comparação com a situação anterior, que era mais estável, uma vez que havia sementes, fertilizantes e água de irrigação disponíveis, o que se reflectiu positivamente na abundância das colheitas e nos preços de mercado.

A guerra causou grandes perdas aos agricultores, uma vez que os factores de produção agrícola, como as sementes e a água, se tornaram escassos e caros, o que levou a um declínio significativo da produção, disse al-Araj.

Explicou que a produtividade por dunum de tomate caiu de 10 toneladas antes da guerra para menos de duas toneladas atualmente, enquanto o preço por quilo no mercado subiu de cerca de 2 shekels em épocas anteriores de preços elevados para 25 shekels atualmente, o que aumentou o sofrimento tanto dos agricultores como dos consumidores.

O deputado salientou que a água de irrigação atualmente disponível sofre de elevados níveis de salinidade e de cloro, com níveis de salinidade que atingem 2.500 partes por milhão, tornando-a inadequada para o cultivo de culturas sensíveis como pepinos, pimentos e até malaguetas. O preço da água arável aumentou de 2 shekels por chávena antes da guerra para mais de 100 shekels atualmente.

A escassez de fertilizantes afectou negativamente a qualidade das colheitas, aumentando as perdas dos agricultores. Estas crises também reduziram as oportunidades de emprego no sector agrícola, sendo muitos obrigados a depender da família em vez de recorrer a trabalho remunerado.

Perante o agravamento da crise, Mohammed Abu Odeh, porta-voz do Ministério da Agricultura de Gaza, alertou para as repercussões do controlo pelo exército israelita de 55 000 dunares de terras agrícolas (45% da área total), referindo que a “zona tampão” fronteiriça (30 000 dunares) se tornou imprópria para a agricultura devido às escavações e à disseminação de explosivos, enquanto o controlo de Rafah pelo exército israelita aumentou a perda de mais 25 000 dunares.

Estas medidas paralisaram o sector agrícola, que costumava cobrir a maior parte das necessidades de produtos hortícolas de Gaza, disse ele, aumentando o sofrimento dos agricultores e dos consumidores no meio de um declínio sem precedentes da produção e de um aumento dos preços.

Fonte: Euronews

Brasil registra média de 60 jovens assassinados por dia; 312 mil morreram na última década

De acordo com o Atlas da Violência 2025, armas de fogo foram usadas em 8 de cada 10 homicídios de jovens no país.

O Brasil perdeu 21.856 jovens para a violência letal em 2023, o que equivale a uma média de 60 assassinatos por dia entre pessoas de 15 a 29 anos. Os dados são do Atlas da Violência 2025, produzido pelo Ipea e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta segunda-feira (12).

De 2013 a 2023, foram 312.713 jovens mortos por homicídio no país. A maioria das vítimas são homens — 94% do total —, com destaque para a faixa dos 20 anos, que concentra o maior número de anos de vida interrompidos de forma precoce.

Jovens morrem mais que todos os outros grupos

A violência é a principal causa de morte entre os jovens brasileiros, de acordo com o levantamento. Só em 2023, quase metade de todos os homicídios registrados no país (47,8%) teve como vítimas pessoas entre 15 e 29 anos.

Apesar da grande quantidade de óbitos, os dados mostram uma tendência de queda desde 2017, quando o Brasil registrou o maior pico da série histórica: 72,4 mortes por 100 mil jovens. Em 2023, essa taxa caiu para 47,0 por 100 mil, uma redução de 6,2% em relação ao ano anterior.

Bahia e Amapá lideram taxas de homicídio

Mesmo com a redução nacional, 17 estados ainda registraram taxas acima da média do país em 2023. Os casos mais graves são os do Amapá (134,5 por 100 mil jovens) e da Bahia (113,7 por 100 mil). A letalidade juvenil nesses estados chega a ser mais de 12 vezes superior à de São Paulo, que teve a menor taxa do país (10,2 por 100 mil).

Já os estados com os maiores aumentos na taxa de homicídios entre jovens foram o Amapá (+49,1%) e o Mato Grosso do Sul (+17,1%), ambos na contramão da média nacional.

Armas de fogo causam 8 em cada 10 mortes

As armas de fogo seguem como principal instrumento dos homicídios: 81,6% dos anos potenciais de vida perdidos (APVP) entre jovens são atribuídos a esse tipo de violência. Só entre 2013 e 2023, 12 milhões de anos de vida foram perdidos por jovens assassinados com armas de fogo — número maior do que a soma dos anos perdidos por acidentes e suicídios juntos.

“O homicídio de um jovem não é apenas uma tragédia individual ou familiar, mas um impacto direto no futuro do país”, destaca o relatório.

Para os pesquisadores, a morte prematura impede o jovem de alcançar fases cruciais da vida, como a formação profissional, o ingresso no mercado de trabalho e a construção de uma família.

Fonte: G1

Pastor evangélico é preso sob suspeita de estupro e gravidez de adolescente na Bahia

Líder religioso de Santo Antônio de Jesus teria se aproveitado da confiança familiar para cometer os abusos durante supostas viagens de pregação

Um pastor de uma igreja evangélica do município de Santo Antônio de Jesus, localizado no recôncavo baiano, foi detido no sábado (10) no bairro de Pau Miúdo, em Salvador. A prisão, efetuada por policiais civis, ocorreu sob a grave suspeita de estupro e de ter engravidado uma adolescente com deficiência intelectual. A informação foi divulgada originalmente pelo g1 Bahia em 11 de maio de 2025.

De acordo com a Polícia Civil, o homem, que atuava como líder religioso na referida igreja, teria se valido da relação de confiança estabelecida com a família da vítima para praticar os abusos. As investigações apontam que o pastor costumava levar a adolescente para pregar no município de Valença, oportunidade em que, aproveitando-se da vulnerabilidade da jovem em razão de sua deficiência, cometia os atos sexuais.

A descoberta do crime se deu quando familiares da adolescente notaram alterações físicas e constataram a gravidez de quatro meses. A Polícia Civil não forneceu detalhes sobre a idade da vítima nem confirmou se a gestação ainda está em curso.

O caso foi formalmente denunciado na Delegacia do Núcleo de Atendimento à Mulher (NEAM) de Santo Antônio de Jesus, culminando na expedição de um mandado de prisão preventiva pela Vara Criminal da mesma cidade. Após o crime ser revelado e o suspeito ser interrogado pelas autoridades policiais, ele empreendeu fuga.

No entanto, um trabalho investigativo e de levantamento de campo realizado em conjunto pela NEAM de Santo Antônio de Jesus e pela Delegacia Especial de Atendimento à Mulher da Casa da Mulher Brasileira (DEAM / CMB) de Salvador logrou êxito na localização do indivíduo. O mandado de prisão foi cumprido, e o pastor encontra-se agora detido, à disposição do Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis.

Fonte: Brasil 247

Adolescentes não têm apoio para lidar com redes sociais, diz pesquisa

Entrevistados querem psicólogos nas escolas para mudar cenário

Uma pesquisa realizada em abril mostrou que 90% dos brasileiros maiores de 18 anos que têm acesso à internet acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional e social necessário para lidar com o ambiente digital, em especial as redes sociais. Foram ouvidos no levantamento mil brasileiros conectados de todas as regiões e classes sociais, com 18 anos ou mais.

A margem de erro é de 3 pontos percentuais para o total da amostra, considerando um intervalo de confiança de 95%.

Segundo a pesquisa, 9 em cada 10 brasileiros acreditam que os jovens não têm apoio emocional e social suficiente, enquanto 70% defendem a presença de psicólogos nas escolas como caminho essencial para mudar esse cenário.

O levantamento foi realizado pelo Porto Digital, em parceria com a Offerwise, empresa especializada em estudos de mercado na América Latina e no universo hispânico, a partir da repercussão de um seriado que abordou o lado sombrio da juventude imersa no mundo digital e o abismo entre pais e filhos.

Para 57% dos entrevistados, o bullying (agressão intencional e repetitiva, que pode ser verbal, física, psicológica ou social, para intimidar uma pessoa) e violência escolar são um dos principais desafios de saúde mental. Também estão entre os principais desafios atualmente enfrentados pelos jovens a depressão e a ansiedade (48%) e a pressão estética (32%).

Brasília (DF) 09/05/2025 -  90% dos brasileiros acima de 18 anos, que acessam a internet, acreditam que os adolescentes não recebem o apoio emocional. ( Pierre Lucena) Foto Porto Digital divulgação

Adolescência, série apresentada pela Netflix evidenciou necessidade de colocar a questão em debate, diz Pierre Lucena – Divulgação: Porto Digital

Na avaliação do presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, a série Adolescência, apresentada pela rede de streaming Netflix, colocou em evidência a necessidade de se debater a questão.

“O cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado, que envolve escolas, famílias, empresas e governos. Essa pesquisa evidencia que não basta discutir inovação tecnológica – é preciso humanizá-la e colocá-la a serviço da sociedade”, disse. “O futuro da inovação está diretamente ligado à forma como cuidamos dos nossos jovens. Não basta impulsionar avanços tecnológicos — é fundamental criar pontes entre a tecnologia e a transformação social real”, afirmou.

A pesquisa mostra que uma das ferramentas usadas pelos pais é o controle do tempo de navegação na internet. Segundo o estudo, entre crianças de até 12 anos, o controle tende a ser mais rígido e constante, inclusive com o uso de mecanismos de monitoramento. No entanto, apenas 20% dos pais responderam que pretendem usar futuramente alguma ferramenta de controle.

Já entre os adolescentes de 13 a 17 anos, a supervisão tende a diminuir. Os pais ainda acompanham, mas de forma mais flexível, permitindo maior autonomia.

Para o diretor-geral da Offerwise, Julio Calil, o cenário mostra a necessidade de desenvolvimento de espaços de acolhimento e orientação, tanto para os pais quanto para os filhos, como alternativas para proteção no ambiente digital.

“Os resultados da pesquisa nos mostram que a população enxerga a necessidade de um esforço conjunto para criar espaços mais seguros e de apoio nas escolas, especialmente diante do uso precoce e intenso das redes sociais”, apontou.

Plataformas

Recentemente, as principais plataformas digitais modificaram suas regras para restringir ou excluir a moderação de conteúdos publicados na internet, dificultando a identificação de contas ou publicações com conteúdos considerados criminosos.

Professor Luciano Meira defende regulação de plataformas para manter espaço social online saudável para jovens e crianças – Foto: Arquivo pessoal

Para o professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, Luciano Meira, tal decisão parece priorizar interesses comerciais e políticos dos proprietários das redes.

“Essa decisão diminui a responsabilidade social das big techs, das corporações, das organizações controladoras das plataformas. Isso tem um impacto direto na proliferação de ódio, desinformação, conteúdos prejudiciais em diversas camadas,  especialmente, entre populações vulneráveis. Muito jovens ficam mais expostos a conteúdos inadequados sem essa moderação e, claro, quando se trata de desinformação, isso ataca instituições e a própria democracia”, avaliou.

Na outra ponta, o Supremo Tribunal Federal (STF) está julgando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), segundo o qual, provedores, websites e redes sociais só podem ser responsabilizados por conteúdo ofensivo ou danoso postado por usuários caso descumpram uma ordem judicial de remoção.

Ph.D. em educação matemática pela Universidade da Califórnia e mestre em psicologia cognitiva, Meira pontua que a ausência de uma decisão sobre o tema pode levar a uma potencial sobrecarga judicial.

“Pode haver um aumento considerável de casos judiciais justamente pela falta dessas ações preventivas. Então, é possível preservar a liberdade de expressão com moderação responsável. A meu ver, o posicionamento é uma rediscussão do Artigo 19 do Marco Civil da Internet para fortalecer o que seria a proteção social, não só de crianças e jovens, mas de avaliar o que se faz com o grupo de idosos hoje, vulnerabilizados por todo um conjunto de ataques, de cooptação a determinados tipos de ideologia”, acrescentou.

Além disso, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, principal proposta de regulação das plataformas digitais. O texto já foi aprovado pelo Senado e está travado na Câmara dos Deputados. A proposta trata da responsabilidade civil das plataformas e também tem elementos de prevenção à disseminação de conteúdos ilegais e danosos a indivíduos ou a coletividades.

“Regular essas plataformas é vital para que tenhamos a manutenção de um espaço social online, produtivo e saudável para todas as pessoas – principalmente jovens e crianças que têm menos mecanismos individuais de proteção”, afirmou. “Aqueles que defendem a desregulamentação total das redes certamente têm uma uma ideia frágil e inconsistente do que é liberdade. Uma liberdade restrita sem controle social destrói, degenera as bases da nossa capacidade de construir e de fazer evoluir uma civilização. Então, claramente, a autorregulação é insuficiente, especialmente em se tratando de empresas que buscam lucro através, por exemplo, da publicidade, do comércio, enfim, as grandes plataformas, as big techs”, alertou.

Enquanto não há uma decisão sobre o tema, o professor considera necessário construir um ambiente de confiança, na escola, na família e nos demais espaços onde crianças e jovens são acolhidos para evitar que crianças e adolescentes acabem sendo submetidos a situações de disseminação de ódio e bullying, entre outras.

“O principal é a construção da confiança entre as pessoas. Sem a construção desses laços, desse relacionamento baseado na confiança, qualquer dessas estratégias não terá os efeitos desejados. A primeira orientação é estabelecer um diálogo aberto. Então, pais, mães, filhos e filhas, eles têm que, de alguma forma, estabelecer, manter, ou evoluir essa interlocução confiante.

De acordo com Meira, esse ambiente propicia a realização de conversas sobre os riscos online e também sobre a forma como se dão os relacionamentos com e nas redes sociais. “Eu entendo que essas são conversas íntimas que, baseadas na confiança, podem progredir de forma saudável”, afirmou.

Outro ponto defendido pelo professor é o estabelecimento de limites claros sobre o uso da internet e de redes sociais como, por exemplo, de tempo e de tipos de relacionamento.

“Isso não vai ser realizado, não vai ser cumprido se não existir um diálogo aberto em que crianças e adolescentes entendam que existem conteúdos inadequados e que precisam ter senso crítico, ter seu pensamento e formas de raciocínio. No entanto, nessa faixa etária, eles simplesmente ainda não conseguem capturar os riscos. Por isso, precisam de um adulto que tenha pelo menos uma intuição mais apurada para identificar formas de cyberbullying, de exposição excessiva, de conteúdos inadequados, de contato com estranhos entre outros tipos de relacionamentos”, disse.

Luciano Meira ressalta que pais e responsáveis tendem a simplesmente restringir ou proibir o uso de redes sociais, sem um diálogo consistente sobre o porquê da decisão.

“Sinto dizer que os responsáveis o proíbem de uma forma muito autocrática e que talvez não surta efeito, porque não se tem controle absoluto sobre o que acontece na vida de absolutamente ninguém. Você pode estabelecer uma forma de monitoramento participativo, em que busca conhecer, e esse monitoramento pode ser apoiado, do ponto de vista técnico, inclusive por softwares, com aplicações computacionais que você instala no notebook, no computador de mesa ou no dispositivo móvel dessa criança ou jovem para ter acesso ao que está acontecendo nesses dispositivos”, sugeriu.

Por fim, o professor afirma  defende que não se deve deixar de lado o mundo real e exemplifica com a legislação que proíbe o uso de celulares nas escolas.

“Mais recentemente, as escolas têm visto alguma movimentação em torno das crianças voltarem a construir relações no mundo físico. Por exemplo, ao proibir o uso de dispositivos nas escolas, convidam as crianças para uma existência que é também offline. No final das contas, um equilíbrio é necessário entre esses mundos para que no final a gente tenha a construção de relacionamentos sociais mais duradouros e que ganhe sustentação na confiança entre as pessoas e não apenas em algoritmos”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Mães na escala 6×1 enfrentam exaustão e distância dos filhos para garantir sustento familiar

Jornadas longas e falta de apoio impactam saúde mental e vínculos afetivos de mães trabalhadoras

Com a chegada do Dia das Mães, as vitrines se enchem de mensagens sobre amor, gratidão e cuidado. No entanto, longe dos apelos publicitários e das homenagens nas redes sociais, a realidade de muitas mulheres brasileiras passa por um cotidiano exaustivo, marcado pela jornada de trabalho na escala 6×1, ou seja, com seis dias de atividades e apenas um de folga. 

Comum em setores como comércio, limpeza urbana, saúde e serviços gerais, esse regime representa uma sobrecarga física e emocional especialmente cruel para as mulheres que também são mães.

“Ter algum tempo de qualidade é o maior desafio. Folgamos aos domingos, às vezes, apenas uma vez por mês. Os sábados são inegociáveis. Somente nas férias isso se torna possível. A ausência com a minha filha é por muito tempo física, e, estando juntas, muitas vezes o cansaço ganha”, relata Ludmila R., que trabalha com vendas em um shopping de Belo Horizonte e prefere não identificar seu sobrenome por medo de represálias.

Impactos

O impacto da jornada pesada vai muito além do desgaste físico. Segundo a psicóloga Luana Kerolin, o modelo de trabalho esvazia o tempo de convivência familiar e mina o direito à maternidade plena. 

“O principal desafio para essas mães é o desequilíbrio entre as demandas do trabalho e o tempo de qualidade com a família. A escala 6×1 compromete a previsibilidade e constância no convívio com os filhos, o que pode gerar um sentimento de ausência, tanto física quanto emocional”, destaca. 

Ela lembra que,  além disso, o pouco tempo de descanso semanal compromete a recuperação física e emocional da mãe, dificultando o engajamento afetivo com os filhos e o(a) companheiro(a), e impactando diretamente a dinâmica familiar. Para Kerolin, a maternidade, que já exige uma grande entrega, torna-se ainda mais complexa sob uma rotina exaustiva como essa. 

Fator de adoecimento

Jessica R., outra vendedora que prefere não ter o sobrenome identificado, sai de casa às 12h30 e retorna somente às 23h. O longo deslocamento agrava ainda mais os impactos da carga de trabalho. Ela desabafa sobre a dor de não acompanhar o crescimento do filho.

“A pior parte é ficar longe do meu filho. Eu não tenho tempo pra ficar com ele. Quando é o dia da minha folga, eu só quero dormir o dia todo. Meu filho já tem 11 anos, e eu me culpo em trabalhar tanto. Mas se eu não trabalhar, não tem como dar uma qualidade de vida para ele”, afirma.

A psicóloga explica que essa culpa constante não é apenas um sentimento isolado, mas um fator com potencial de adoecimento. 

“A sensação constante de não conseguir estar presente para os filhos pode gerar culpa, frustração, baixa autoestima e, em muitos casos, evoluir para quadros de ansiedade, depressão ou burnout materno. A sobrecarga pode afetar o sono, a alimentação e o autocuidado, que são pilares da saúde emocional”. 

Kerolin pondera também que é importante compreender que mães não são super-heroínas: são mulheres que também precisam de suporte, descanso e reconhecimento e quando esse suporte não vem, o corpo e a mente cobram.

Alternativas

Mesmo com todos os desafios, Jessica ainda cultiva um desejo que carrega esperança. 

“Meu sonho é trabalhar em uma escala 5×2 ou até mesmo 4×3. Eu ia ter tempo de qualidade com meu filho, com minha família.”

A psicóloga reforça que quando uma mãe tem mais tempo com seus filhos e sua família, a qualidade de vida se transforma. 

“Ela consegue se conectar de forma mais profunda com os filhos, criar memórias afetivas significativas e fortalecer vínculos emocionais. Além disso, ter tempo para descansar, se cuidar e dividir melhor as responsabilidades domésticas reduz drasticamente o estresse e melhora a saúde mental”, explica.

Ludmila, que hoje mora distante da escola da filha, desabafa ao contar que não poderá comparecer à apresentação do Dia das Mães. 

Realidade dura

“Já chorei esta semana e chorei novamente ao responder essa entrevista. Estarei no trabalho no momento da apresentação da escola da minha filha, pois é muito longe para que consiga sair e voltar. Em outras ocasiões, quando morava próximo da escola, conseguia ir e voltar no horário do almoço. Tenho fotos com uniforme do meu trabalho em várias delas”, lamenta. 

O relato de Ludmila escancara o que tantas mães vivem em silêncio. Para Kerolin, é urgente debater políticas públicas que garantam suporte real à maternidade, como creches em horário integral, escalas de trabalho mais humanizadas e redes de cuidado. 

“Mães mais presentes, mas também mais cuidadas, tendem a se sentir mais realizadas e emocionalmente equilibradas. Isso reverbera positivamente não só nela, mas em toda a estrutura familiar”, finaliza.

Fonte: Brasil de Fato

Jornal britânico pede fim do silêncio sobre Gaza e cita “nojo” de Israel

O jornal The Independent, um dos mais influentes do Reino Unido, publicou um editorial que critica a total paralisação da ajuda humanitária a Gaza e denuncia a brutalidade das ações do governo israelense. Faz um apelo ao líder trabalhista britânico, Keir Starmer, para que se manifeste e pressione os líderes mundiais, incluindo Donald Trump, para que chamem Netanyahu à responsabilidade e encerrem o bloqueio de ajuda:

O mundo ficou chocado com a horrível atrocidade do Hamas em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel, onde 1.200 pessoas foram mortas e 251 reféns foram sequestrados – o mais jovem tinha apenas 9 meses. Apesar de sua retaliação feroz ter causado alarme imediato, Israel encontrou apoio internacional para o direito de se defender.

Mas agora qualquer justificativa moral inicial para continuar a guerra, 18 meses depois, foi perdida – e o nojo que antes reservávamos para os militantes do Hamas foi transferido para os ataques brutais e implacáveis das Forças de Defesa de Israel e a catástrofe humanitária causada pelo seu bloqueio.

Desde o início da guerra, os civis em Gaza pagaram um preço devastador – o número de mortos já ultrapassa 52.000, de acordo com as autoridades de saúde palestinas. Com o fornecimento de ajuda e água cortado no segundo dia do conflito, sendo parcialmente restaurado e depois cortado novamente à medida que os combates continuavam, os palestinos vivendo em Gaza sempre foram pouco mais do que danos colaterais.

O cessar-fogo negociado em janeiro deste ano trouxe uma breve esperança de que a trégua temporária pudesse abrir caminho para negociações de um plano de paz de longo prazo. Com a libertação de alguns dos reféns em cenas emocionantes, parecia haver uma faísca de luz. Mas, à medida que essas esperanças morreram, qualquer interesse pela catástrofe humanitária igualmente se esvaiu.

Donald Trump atraiu muita atenção por sua ideia bizarra – e profundamente imoral – de que os EUA assumissem a posse de Gaza e transformassem a região em uma segunda Riviera Mediterrânea. A deportação forçada de mais de 2 milhões de palestinos de suas terras e o que resta de suas casas representaria o maior ato de limpeza étnica desde a Segunda Guerra Mundial.

Quando a primeira fase do cessar-fogo expirou em março – e Israel e Hamas se acusaram mutuamente de frustrar o acordo – Israel impôs uma proibição total de toda a ajuda humanitária destinada a Gaza. Nada seria permitido passar. Nenhum medicamento, comida ou suprimento.

Encorajado pelo presidente dos EUA, Benjamin Netanyahu – o primeiro-ministro israelense – anunciou a retomada de seus bombardeios contra o enclave. Choqueiramente, a resposta da comunidade internacional foi silenciosa. Os aliados de Israel, incluindo o Reino Unido, deveriam ter se manifestado contra essa medida contraproducente e literalmente sem objetivo, assim como contra a devastadora catástrofe humanitária que causou.

O silêncio do Reino Unido e de outros tem sido ensurdecedor.

Sir Keir Starmer deveria se envergonhar por não ter dito nada, especialmente porque Netanyahu agora anunciou novos planos para expandir ainda mais os já devastadores bombardeios sobre Gaza – e impor uma ocupação indefinida do território. O ministro das finanças de Netanyahu, Bezalel Smotrich, colocou isso em termos ainda mais explícitos: o objetivo é, disse ele, “destruir completamente” Gaza.

É hora de o mundo acordar para o que está acontecendo e exigir o fim do sofrimento dos palestinos presos no enclave. Algumas pessoas podem querer desviar o olhar, incapazes de compreender os níveis de fome, miséria e desesperança. (…)

O governo britânico inicialmente queria apoiar nosso aliado. Após o horror de 7 de outubro de 2023 – uma data que ficará para sempre marcada – Israel recebeu apoio de todo o mundo. Esperava-se que o desejo de devolver os reféns e buscar justiça fosse compartilhado.

Mas a promessa de Netanyahu de “destruir o Hamas” nunca foi um objetivo de guerra realista – e se transformou na destruição de Gaza. O território de 25 milhas de extensão tornou-se quase totalmente inabitável, forçando sua população a se concentrar em áreas menores e menores de refugiados. A fome está à espreita da sua população.

As famílias dos reféns ainda presos lá dentro, por sua vez, imploraram repetidamente ao seu governo para concordar com um cessar-fogo, temendo que também estivessem sob o mesmo bloqueio de ajuda e bombardeio.

Netanyahu ecoou as odiosas opiniões expressas por Smotrich, que disse: “Os cidadãos de Gaza serão concentrados no sul. Eles estarão totalmente desesperados, entendendo que não há esperança e nada a buscar em Gaza, e estarão procurando por realocação para começar uma nova vida em outros lugares.”

Nos últimos dois meses, o bloqueio total de ajuda demonstrou que o objetivo vergonhoso do governo israelense é matar de fome e privar toda a população de Gaza, combatente e civil.

O presidente Trump deverá visitar Israel nos próximos dias, o que significa que há um curto período em que a opinião mundial pode se fazer ouvir. É hora de o Reino Unido pôr fim ao seu silêncio. Netanyahu deve perceber que está travando uma guerra que não é apenas impossível de vencer, mas inconcebível.

Sir Keir, encontre sua voz – e inste Trump e todos os líderes mundiais a pressionar Netanyahu a terminar com o bloqueio.

Fonte: DCM

Israel provoca fechamento de cozinhas comunitárias no campo de extermínio de Gaza

Dezenas de cozinhas comunitárias em Gaza fecharam suas portas ontem devido à falta de suprimentos, bloqueando um recurso vital usado por centenas de milhares de pessoas, em mais um golpe nos esforços para combater a crescente fome no enclave, de acordo com a Reuters.

Isso ocorreu depois que a instituição de caridade americana World Central Kitchen (WCK) anunciou que havia ficado sem os ingredientes necessários para fornecer refeições gratuitas tão necessárias e que Israel havia impedido a entrega de ajuda.

Amjad Al-Shawa, diretor da Rede de Organizações Não Governamentais Palestinas (PNGO) em Gaza, disse que a maioria das 170 cozinhas comunitárias do enclave foram fechadas após ficarem sem estoque devido ao bloqueio contínuo de Israel a Gaza.

Al-Shawa afirmou que a decisão da WCK, anunciada na noite de quarta-feira, e o fechamento das cozinhas comunitárias ontem causariam uma redução de 400.000 a 500.000 refeições gratuitas por dia para a população de 2,3 milhões de habitantes.

“Todos em Gaza hoje estão com fome. O mundo precisa agir agora para salvar as pessoas aqui”, disse Al-Shawa.

“As cozinhas restantes serão fechadas em breve. A catástrofe da fome é indescritível. As pessoas estão perdendo sua única fonte de alimento”, acrescentou.

Os moradores de Gaza que tentam cozinhar por conta própria, enquanto isso, reclamam que a farinha ainda disponível no mercado está contaminada.

“A farinha está cheia de ácaros e areia… Nós a peneiramos três, quatro vezes, em vez de uma, para podermos assá-la”, disse Mohammad Abu Ayesh, um pai deslocado de nove filhos do norte de Gaza.

“Não queremos comer dela, mas alimentamos as crianças, para as crianças. Não se pode tolerar o cheiro, o gado e os animais não a comeriam, somos forçados a comê-la contra a nossa vontade, estamos indefesos”, disse ele.

Ontem, o Ministério da Saúde informou que ataques militares israelenses no enclave mataram pelo menos 105 pessoas nas últimas 24 horas, um dos maiores números de mortes em um único dia em dois meses. Acrescentou que mais de 52.700 palestinos foram mortos por Israel desde que lançou sua guerra genocida em 7 de outubro de 2023.

Israel impôs um bloqueio total a Gaza em 2 de março, proibindo a entrada de alimentos, água, medicamentos e combustível no enclave. O estado de ocupação já havia limitado – e, em alguns casos, bloqueado completamente – a quantidade de ajuda vital que entrava na Faixa de Gaza desde o lançamento de sua campanha de bombardeios em outubro de 2023.

Israel lançou 100.000 toneladas de explosivos sobre Gaza, exterminando 2.200 famílias: Assessoria de imprensa

‘Morreremos de fome’

Em Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, a palestina Huda Abu Diyya acaba de retornar de uma visita a uma cozinha comunitária, onde recebeu o que os donos lhe disseram que seria a última refeição de sua família.

“Se não fosse pela cozinha comunitária, teríamos morrido. Pelo bem de nossos filhos, o que faremos? … O que devo alimentá-los amanhã?”, disse ela.

“Nada está disponível aqui. Tudo ficou tão caro que não temos nada aqui. A situação está abaixo de zero. Mais um pouco assim e morreremos de fome”, acrescentou.

Há duas semanas, a maior parte da população dependia de uma refeição e meia por dia, mas nos últimos dias esse número caiu para uma refeição por dia, e mesmo assim faltará carne, vegetais ou os componentes saudáveis ​​necessários, disse Al-Shawa.

“As refeições gratuitas geralmente são arroz ou lentilhas, que agora também correm o risco de serem suspensas na próxima semana. Receio que possamos começar a testemunhar mortes entre idosos, crianças vulneráveis, gestantes e doentes”, disse Al-Shawa.

A agência humanitária da ONU, OCHA, afirmou que mais de dois milhões de pessoas – a maioria da população de Gaza – enfrentam grave escassez de alimentos. Os alimentos se esgotaram nos mercados de Gaza e os preços subiram além das possibilidades da grande maioria. A farinha é vendida por cerca de US$ 500 o saco de 25 quilos, em comparação com US$ 7 no passado.

Fonte: Monitor do Oriente

LEÃO 14

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 11 Maio de 2025

Habemus Papam
Nunca na história desse país, digo, do Vaticano, uma escolha papal foi tão aguardada, as redes sociais estavam no limite de um colapso emocional, tamanha a esperança de que o novo Papa fosse alguém que pudesse colocar mais tijolinhos nos muros, melhor dizendo, nas pontes erguidas pelo último líder da igreja católica, Francisco.
Depois de algumas votações sem sucesso ou porque não dizer sem acordo, enfim o público, o mundo na Praça São Pedro com olhos arregalados puderam ver o sinal de fumaça saindo de uma chaminé e anunciando o nome de Robert Prevost,como novo Papa nascido nos EUA e “doutrinado” no Peru. A euforia tomou conta de todos e em pouco tempo o novo Pontífice foi apresentado com o nome de Leão XIV. Cabe agora aguardar e saber se Robert Prevost será um leão que lutará incansavelmente contra a desigualdade, contra a fome, em prol da paz e pelo fim das guerras ou será um gatinho no colo dos poderosos. Oremos, rezemos, rogamos para que ele transforme as pontes contruidas por Francisco em gigantescos viadutos.

Já aqui no Brasil “habemus” muitas coisas, principalmente na política. O Congresso comandado por Hugo Mota tentou dar uma passa moleque no STF e num conclave tupiniquim elegeu o Deputado Ramagem como o perseguido da vez e uma resolução foi aprovada para que o STF suspendesse todas as investigações contra o ex ABIN. Teve comemoração na Praça São Pedro, perdão, na Praça dos Três Poderes, teve vídeo de lacração, teve festa, teve até fumacinha, mas essa era do capeta, só faltou combinar com os “sacerdotes” da Suprema Corte, o “Cardeal” Xandão votou pela derrubada da resolução, seguido pelos demais “bispos”. Ramagem continua réu e sua batata tá assando.

Uma outra reunião aconteceu aqui no Brasil, mas dessa vez num era pra eleger ninguém e muito menos alguém santo. Essa reunião, na verdade foi uma coletiva do Governo que apresentou como se dará a devolução do dinheiro roubado por associações que vinham atuando desde 2016, fazendo diversas vítimas que recebiam seus salários pelo INSS e colocar na cadeia todos os envolvidos pelo crime. Esse conclave investigativo se iniciou em 2023 com a benção do Lula e depois de diversas “missas”, os “padres” da PF, os “clérigos” da AGU, os “arcebispos” da CGU , conseguiram desbaratar uma quadrilha que vinha atuando dentro da igreja, digo, das instituições e do INSS, tambem.
Esse pecado das associações poderá, um dia, ser perdoado, mas será preciso muitos Pai Nossos e muitas Ave Marias, contudo deve-se antes devolver cada centavo roubado dos idosos. Como disse o próprio Ministro da AGU, Jorge Messias: “Não ficará pedra sobre pedra”.
Esse roubo não começou no Governo Lula, mas vai terminar nele.
Viva o Lula XIII e o Leão XIV.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 230

Bolsonaro sancionou lei sem vetos que permitiu fim de controle em descontos no INSS

Jair Bolsonaro, quando era presidente, sancionou sem qualquer veto uma lei do Congresso Nacional que retirava qualquer obrigação dos sindicatos de aposentados apresentarem comprovações de que seus “associados” ainda autorizavam os descontos feitos diretamente no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Seu governo também foi o responsável por autorizar sete associações a realizarem os descontos.

A partir do fim de 2022, os sindicatos e associações teriam que comprovar a revalidação da autorização dos aposentados e pensionistas para que continuassem ocorrendo os descontos de mensalidade.

Em março daquele ano, porém, Jair Bolsonaro sancionou uma lei do Congresso Nacional que retirava qualquer exigência de revalidação.

Dessa forma, os sindicatos e associações conseguiram continuar descontando todos os meses valores dos aposentados e pensionistas sem controle.

Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), o roubo entre 2019 e 2024 pode ter chegado a R$ 6,3 bilhões.

Os criminosos fraudaram assinaturas dos aposentados para conseguir tirar todos os meses uma parte de seus benefícios. Isso ocorria por meio dos Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) dos sindicatos e associações junto ao INSS. Sete ACTs foram firmados durante o governo Bolsonaro, enquanto somente dois foram do governo Lula.

Em 2019, o governo Bolsonaro chegou a apresentar uma Medida Provisória que exigiria a comprovação de autorização a cada ano. O Congresso mudou a regra para que a reavaliação ocorresse a cada três anos, a partir de 2021 – e Bolsonaro sancionou sem vetos.

No ano seguinte, Jair Bolsonaro sancionou outra medida do Congresso que passava para 31 de dezembro de 2022 o início da exigência de revalidação, com possibilidade de novo adiamento para dezembro de 2023.

Essa medida foi, no fim, anulada pela lei sancionada em março de 2022, que retirava a exigência de renovação da autorização.

Fonte: Hora do Povo

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS