Moradores protestam contra a BRK e falta d’água bloqueando a Ladeira do Calmon

Os moradores do bairro Bebedouro, em Maceió, interditaram a Ladeira do Calmon na manhã desta sexta-feira (6) em protesto contra a BRK Ambiental. A manifestação foi motivada pela falta de abastecimento de água, que, segundo os moradores, já dura várias semanas.

Os manifestantes atearam pneus e entulho em chamas, bloqueando completamente a via, o que comprometeu o tráfego na região. O Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) foi acionado para controlar o fluxo de veículos e organizar rotas alternativas.

Segundo a DMTT, os motoristas que seguem no sentido Lagoa/antigo Hospital Sanatório estão sendo desviados pela Rua Carteiro João Firmino, à direita. Realizando assim um desvio na rota principal, e em seguida, devem acessar a primeira à esquerda até alcançarem a Avenida Professor José da Silveira Camerino, normalizando o trajeto.

A comunidade afirma que o desabastecimento tem prejudicado a rotina de diversas famílias, que estão sem água até para necessidades básicas.  A reportagem entrou em contato com a BRK Ambiental, concessionária responsável pelo fornecimento de água na região, e em nota explicou que realizou, nesta quinta-feira (5), uma manutenção programada no aqueduto Catolé-Cardoso, responsável por abastecer a Estação de Tratamento de Água (ETA) Cardoso, localizada em Bebedouro. 

O serviço, que envolveu a limpeza da estrutura, provocou a paralisação do sistema entre 8h e 18h, afetando o fornecimento de água em diversos bairros de Maceió. 

Enquanto alguns locais registraram somente deficiência no abastecimento, como o próprio Bebedouro, outros, a exemplo do Rio Novo, Santa Amélia e Chã de Bebedouro, tiveram o fornecimento completamente interrompido. Após a conclusão dos trabalhos, a ETA retomou suas operações e voltou a repassar água tratada à BRK, responsável pela distribuição nas áreas atingidas. 

Veja a Nota na Íntegra: 

“A Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) realizará, nesta quinta-feira (5), uma limpeza no aqueduto Catolé-Cardoso, responsável por abastecer a Estação de Tratamento de Água (ETA) Cardoso, localizada no bairro do Bebedouro, em Maceió. Devido ao serviço, o sistema será paralisado a partir das 8h, com previsão de término às 18h do mesmo dia.

Durante o período de manutenção, haverá deficiência no fornecimento de água nos bairros Bebedouro, Mutange, Bom Parto, Cambona, Levada, Vergel do Lago, Ponta Grossa, Prado, Centro, Trapiche e Pontal da Barra. Já nos bairros Rio Novo, Loteamento Palmar, Santa Amélia e Chã de Bebedouro, o abastecimento será totalmente interrompido no período da manutenção.

Assim que os trabalhos forem concluídos, a ETA Cardoso retomará suas operações e voltará a repassar água tratada à BRK, empresa responsável pela distribuição nas localidades afetadas.”

Fonte: Cada Minuto

Centros de ajuda se transformam em campos de execução em Gaza

Os EUA já não são apenas financiadores do genocídio: tornaram-se um agente central em sua execução, transformando locais que deveriam proteger civis em armadilhas para atrair e exterminar sobreviventes

Em mais um crime que se soma ao histórico sangrento e brutal da ocupação israelense, suas forças cometeram, na manhã desta segunda-feira (2), um massacre horrendo diante do que se chama, falsamente, de “Centro de Ajuda Humanitária dos Estados Unidos”, no oeste de Rafah, em paralelo a crimes de extermínio ao longo do eixo de Netzarim, no centro da Faixa de Gaza. Esses massacres resultaram no martírio de mais de 30 civis e deixaram mais de 115 feridos — a maioria crianças, mulheres e deslocados que haviam fugido do inferno da guerra em busca do que acreditavam ser um refúgio seguro.

Mas a verdade foi mais letal do que o bombardeio. O que ocorreu não foi um “erro de cálculo”, como alardeiam os porta-vozes da justificação, mas sim um crime de assassinato em massa cuidadosamente planejado, executado em coordenação direta com o governo dos Estados Unidos e sob uma cobertura política e midiática que normaliza e encobre o assassinato. Os centros de ajuda não passam de fachadas falsas que ocultam câmaras de morte coletiva, operadas por um aparato de inteligência e forças militares estadunidenses que participam do genocídio com presença direta no terreno.

Washington, que ainda alega humanismo e papel de mediação, já não é apenas financiadora da guerra de extermínio em curso — tornou-se um agente central em sua execução, ao administrar locais que deveriam proteger civis e transformá-los em armadilhas sangrentas para atrair e exterminar sobreviventes. Estamos diante de “ajuda assassina” e “alimentos armadilhados”, que não visam saciar a fome, mas quebrar a vontade, numa equação infernal: “pão em troca de submissão… ou balas.”

Num quadro que revela o grau de degradação moral dos EUA, o enviado americano ao Oriente Médio, Steve Wietkoff, publicou um tuíte atacando a resposta do Hamas à proposta de cessar-fogo, classificando-a como “inaceitável”. Como se dezenas de milhares de mártires, centenas de massacres e milhares de toneladas de explosivos não fossem suficientes para convencê-lo de que a máquina de morte que ele defende precisa ser urgentemente contida — e responsabilizada internacionalmente.

O que está acontecendo hoje em Gaza é um crime de genocídio cometido às vistas e ouvidos do mundo, sem disfarces, e com a cumplicidade escancarada de países que alegam defender os direitos humanos, mas se mantêm em silêncio diante de um dos crimes mais atrozes deste século.

A responsabilidade plena por esses massacres recai sobre a ocupação israelense e o governo dos Estados Unidos, que estão conduzindo um projeto sistemático de destruição de Gaza e extermínio de seu povo. O silêncio já não é uma opção. Já não é aceitável receber ajuda que se converteu em instrumento de assassinato sistemático.

O dever do mundo livre, hoje, é agir imediatamente para deter o derramamento de sangue, julgar os assassinos e transferir a responsabilidade pela distribuição da ajuda humanitária às Nações Unidas e suas agências – em especial à UNRWA –, a fim de garantir que essa ajuda chegue com dignidade, sem transformar os palestinos em reféns da equação: “vida em troca de lealdade, ou fome em troca de morte.”

Fonte: Diálogos do Sul

Evangélicos cresce menos que esperado (26,9%) e aumentam os brasileiros sem religião (9,3%)

IBGE indica que o país segue com maioria de católicos e aponta crescimento de adeptos da umbanda e do candomblé

Apesar da população de evangélicos no Brasil ter atingido o maior patamar histórico, com 26,9% da população, o crescimento do número de pessoas protestantes foi menor que o esperado, perdendo ritmo no país. As informações são do Censo Demográfico 2022, que foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (6).

O Censo indica que o país segue com maioria de católicos. No entanto, a quantidade de adeptos do catolicismo teve queda de 8,4 pontos percentuais em 12 anos, alcançando o menor nível já registrado desde 1872, data do primeiro censo realizado no Brasil. Os dados também apontam crescimento de adeptos da umbanda e do candomblé; pessoas sem religião; e outros segmentos religiosos (judaísmo, islamismo, budismo, etc).

Evangélicos

Em 2022, os evangélicos registraram sua menor taxa de evolução desde 2000. O avanço neste ano foi de 5,3 pontos percentuais. Nas duas edições anteriores do Censo essa taxa foi maior do que 6. Em 1991, 9% da população brasileira afirmou fazer parte de alguma vertente evangélica. Agora, são 26,9%.

De acordo com os dados, o crescimento da parcela de brasileiros que se declaram evangélicos perdeu força pela primeira vez desde 1960. No Brasil, há 244 municípios com predomínio de evangélicos, sendo que em 58 há maioria (mais da metade da população) que se identifica com alguma vertente religiosa desse tipo.

Católicos

Por outro lado, os católicos mantiveram a trajetória de queda que vem se acentuando desde 1980, quando 89% da população afirmou que professava essa fé. Em 2022, a proporção caiu para 56,7%, o que corresponde a 8,4 pontos percentuais a menos que 12 anos atrás.

O país ainda tem predomínio de católicos em 5,3 mil dos 5,5 mil municípios brasileiros. Em 4,8 mil dessas cidades também há maioria de fiéis dessa religião. 20 municípios possuem ainda mais de 95% da população católica. Nessa lista, estão 14 cidades do Rio Grande do Sul, como Montauri (RS), Centenário (RS), União da Serra (RS), Vespasiano Corrêa (RS).

Sem religião

A categoria de pessoas sem religião no Brasil chegou a 9,3% da população, um aumento de 1,3 ponto percentual em relação ao último Censo, atrás apenas de católicos e evangélicos. Nesse grupo, estão ateus, agnósticos e pessoas que não professam qualquer crença. No Chuí (RS), 37,8% da população se definiu sem religião, sendo a única cidade onde esse grupo prevalece entre todos os outros. O município faz fronteira com o Uruguai, país com o maior percentual de pessoas sem filiação religiosa na América Latina.

Umbanda e candomblé

O número de adeptos de religiões afro-brasileiras, como umbanda e candomblé, triplicou em dez anos. A proporção desse grupo subiu de 0,3%, em 2010, para 1% da população naquele ano. O Rio Grande do Sul é o estado com maior população adepta a essas religiões, com 3,2%. O número é bem maior do que em estados com predominância de pessoas pretas ou pardas, como a Bahia e o Rio de Janeiro, que possuem 1% e 2,5%, respectivamente.

Em 2010, 3,9 mil cidades do país não registravam nenhum adepto da umbanda do candomblé. Já em 2022, esse número caiu para 1,8 mil, menos da metade do patamar de 12 anos antes.

Censo

O IBGE traçou o perfil religioso da população a partir de uma amostra de residente no país com perguntas como “Qual a sua religião ou culto?”, destinadas a pessoas com 10 anos ou mais, e “Qual a sua crença, ritual indígena ou religião?”, aplicadas apenas em terras e setores censitários indígenas. Depois disso, os dados são agrupados por grandes grupos: Católico Apostólico Romano; evangélicas; umbanda e candomblé; espírita; não tenho religião; e outros. Foram ouvidos 10% das residências do país, algo em torno de 7,8 milhões de lares.

Fonte: ICL

Lula recebe em Paris carta de artistas e intelectuais cobrando sanções do Brasil contra Israel

Documento entregue por ativistas pede rompimento das relações diplomáticas e comerciais com Israel e suspensão de acordos militares e energéticos

Durante sua visita oficial a Paris, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu pessoalmente uma carta assinada por mais de 12 mil brasileiras e brasileiros, exigindo do governo federal ações concretas frente à ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza. 

Organizado pelo movimento BDS Brasil (Boicote, Desinvestimento e Sanções), o documento pressiona o Brasil a adotar medidas firmes e imediatas, como o rompimento de relações diplomáticas e comerciais com Israel, a suspensão do acordo de livre comércio em vigor entre os dois países, além do embargo militar e energético. A mobilização vem ganhando peso político e social ao reunir o apoio de nomes proeminentes da cultura, do direito e da política brasileira.

Entre os signatários, estão artistas como Chico Buarque, Ney Matogrosso e Letícia Sabatella. O documento também conta com as assinaturas dos juristas Carol Proner e Paulo Sérgio Pinheiro, de Guilherme Estrella e do filósofo Vladimir Safatle. Parlamentares do PT e do Psol, como Guilherme Boulos, Erika Hilton, Sâmia Bomfim, Luiza Erundina e João Daniel, também aderiram ao chamado por sanções.

A carta tem o respaldo de importantes organizações da sociedade civil, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a CSP-Conlutas, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), a FEPAL (Federação Árabe Palestina do Brasil), o Instituto Brasil-Palestina (Ibraspal) e o coletivo Vozes Judaicas por Libertação. Esses grupos também marcaram um ato público para o dia 15 de junho, às 11h, em São Paulo, com o objetivo de pressionar o Executivo federal por uma mudança efetiva de postura.

A carta expressa apoio aos posicionamentos anteriores de Lula, mas sustenta que, diante da escalada da violência e das violações cometidas por Israel, é necessário ir além das declarações. “Seus pronunciamentos têm sido firmes e coerentes em solidariedade ao povo palestino”, reconhecem os autores, para em seguida afirmarem: “estamos convencidos uma vez mais que é hora de nosso país dar o exemplo de cumprimento do direito internacional”.

O documento recorda ainda que, em julho de 2024, a Corte Internacional de Justiça (CIJ) reconheceu a obrigação de Estados terceiros adotarem medidas práticas, como sanções, diante do comportamento de Israel. A carta também cita a resolução aprovada pela Assembleia Geral da ONU em setembro do mesmo ano, da qual o Brasil foi signatário.

O texto denuncia que, mesmo após essas decisões, o Brasil continua exportando petróleo e negociando equipamentos militares com empresas israelenses. Por isso, os signatários pedem que o país cancele acordos em vigor, em especial o tratado de livre comércio, e se alinhe à recomendação de especialistas da ONU, que defendem o rompimento das relações econômicas, comerciais e acadêmicas com Israel enquanto perdurar o genocídio e a ocupação.

“É indispensável que o Brasil se junte às demais nações que aplicaram sanções ao regime israelense”, reforça a carta, que continua aberta para novas adesões da sociedade brasileira e de entidades internacionais. Segundo os organizadores, o gesto de Lula pode servir como exemplo global e contribuir para uma onda internacional de pressão que ponha fim ao massacre em Gaza.

Renasce Salgadinho: obra milionária não anda e gera críticas da população

Nas últimas semanas, moradores das imediações do canal relataram inundações em suas casas e transbordamento do riacho, mesmo com trechos já canalizados

O projeto Renasce Salgadinho, lançado em 2021 pela Prefeitura de Maceió, é apresentado como uma solução definitiva para a revitalização do Riacho Salgadinho, um curso d’água historicamente degradado que corta a parte baixa da capital alagoana. Com previsão de entrega para setembro de 2025, a obra já consumiu mais de R$ 182 milhões, valor que mais que dobrou em relação ao orçamento inicial, que era de R$ 76 milhões, segundo dados publicados pela imprensa local e confirmados pelo Portal da Transparência.

A proposta principal da intervenção é a canalização de aproximadamente um quilômetro do riacho, entre as imediações do Ministério Público Estadual e a foz. O fundo do canal está sendo impermeabilizado com placas pré-moldadas de concreto, assim como as laterais, também com estruturas pré-moldadas de concreto, formando uma imensa “adueIa de concreto”, uma espécie de canalização de concreto de todo o riacho.

Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), a escolha por pré-moldados se deve à promessa de maior rapidez e segurança na execução, sobretudo em um local marcado por esgoto a céu aberto e constantes chuvas.

O secretário-adjunto de Obras Especiais da Seminfra, Thales Ribeiro, afirmou que a nova metodologia se deve à degradação das estruturas antigas e à necessidade de uma abordagem mais duradoura. A construção segue quatro etapas: regularização do fundo com placas pré-moldadas, assentamento das peças pré-moldadas, construção de vigas de amarração nas bordas superiores e, por fim, os rejuntamentos.

Apesar da justificativa técnica, o projeto enfrenta críticas severas por parte da população ribeirinha. Nas últimas semanas, moradores das imediações do canal relataram inundações em suas casas e transbordamento do riacho, mesmo com trechos já canalizados. As chuvas deixaram famílias em situação de risco, evidenciando que a obra, ainda em curso, não impediu os danos que supostamente deveria evitar.

Além disso, a impermeabilização do canal com concreto tem sido questionada por especialistas por aumentar a velocidade da água (pois o fundo de terra reduz a velocidade, e o concreto a aumenta), o que pode intensificar os alagamentos em outros pontos, bem como impedir a infiltração da água no lençol freático. Outro ponto é que Maceió segue na contramão do mundo, usando tecnologia considerada ultrapassada, segundo especialistas, enquanto muitos países e estados brasileiros começam a naturalizar seus riachos.

A ausência de soluções efetivas para o saneamento básico é outro ponto de tensão: o Salgadinho continua a receber esgoto in natura, e não há previsão de balneabilidade ou recuperação ambiental plena. O projeto, segundo críticas, prioriza a canalização rígida e o visual urbanístico, sem resolver os problemas estruturais da bacia hidrográfica, que possui 27 km², intercepta 17 bairros e abriga 30% da população maceioense.

O projeto também foi embargado temporariamente pelo Ministério Público Estadual devido à presença de fauna silvestre (como cágados) e à ausência de um plano adequado de manejo. O embargo só foi suspenso após o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) conceder a autorização ambiental necessária.

Por fim, o valor da obra e seu modelo de execução suscitam questionamentos não apenas técnicos, mas também sobre prioridades administrativas. Em uma cidade com carência crônica de infraestrutura nas periferias e com milhares de crianças fora da escola por falta de transporte, a aplicação de recursos em uma obra que já dobrou de custo e ainda não entregou resultados efetivos reforça a necessidade de mais fiscalização e transparência.

Quatro anos após o início da execução, o Renasce Salgadinho segue como promessa cara e controversa. A cidade de Maceió, que enfrenta desafios urgentes em saúde, educação e habitação, aguarda que esse investimento milionário se traduza, enfim, em qualidade de vida para sua população.

Até agora, só vimos enchentes e alagamentos.

Fonte: 082 Notícias

Lula escancara crueldade de Israel na Palestina diante da imprensa mundial: “Genocídio”

Na França, presidente faz discurso histórico em defesa dos palestinos e expõe hipocrisia das potências mundiais em meio ao massacre de mulheres e crianças na Faixa de Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou, nesta quinta-feira (5), a subir o tom contra o governo de Israel pelo genocídio de palestinos na Faixa de Gaza. Desta vez, as duras críticas do mandatário ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, foram feitas diante dos olhos de todo o mundo, durante uma coletiva de imprensa no Palácio Eliseu, sede do governo francês em Paris, ao lado do presidente Emmanuel Macron

Em uma sala lotada com dezenas de repórteres e cinegrafistas de diferentes lugares do globo, Lula fez um discurso histórico e expôs a hipocrisia de setores da imprensa e de potências mundiais, que fecham os olhos para o massacre de mulheres e crianças em territórios palestinos. O presidente brasileiro ainda cobrou uma ação da Organização das Nações Unidas (ONU) no sentido de concretizar a existência do Estado palestino e interromper o banho de sangue promovido por Israel. 

“O que está acontecendo em Gaza não é uma guerra. O que está acontecendo em Gaza é um genocídio de um exército altamente preparado contra mulheres e crianças. E é isso contra isso que a humanidade tem que se indignar, é por isso que eu fico exigindo todo dia, estou ficando até um cara muito chato, uma mudança no Conselho de Segurança da ONU. A ONU de hoje não pode ser a ONU de 1945, a ONU de hoje tem que ter o continente africano participando, o continente sul-americano participando, o latino-americano, tem que ter países importantes como a Alemanha, como o Japão… Por que que a Índia está fora?”, iniciou Lula. 

“Então, eu acho que é o seguinte, é preciso que a mesma ONU que teve autoridade para criar o Estado de Israel, tem que ter autoridade para preservar a área [palestina] demarcada em 1967. É o mínimo de bom senso que a gente pode exigir como humanistas que nós somos”, prosseguiu. 

Indignado, Lula chegou a bater com a mão no púlpito e criticou o fato do mundo fechar os olhos para o sofrimento do povo palestino. 

“Estes dias nós sofremos com a morte de dois judeus numa embaixada americana, lá na Embaixada de Israel, nos Estados Unidos. Mas no mesmo dia, duas crianças palestinas carregando um saco de farinha foram mortas. E não houve a solidariedade que houve aos dois que foram mortos na embaixada. Ou seja, nós não podemos tratar os palestinos como se eles fossem cidadãos de segunda categoria ou de terceira categoria, são seres humanos que querem viver como nós, que querem ter liberdade”, disparou o mandatário. 

“A gente não pode permitir o discurso do presidente de Israel, que diz todo dia que quer ocupar a Faixa de Gaza, no outro dia diz que quer fazer um hotel, no outro diz que quer fazer uma área de lazer, quando, na verdade, aquilo é um território que um povo conquistou, depois de muitos sacrifícios, e que nós precisamos garantir que eles construam em harmonia com o Estado de Israel o direito de viver”, emendou o presidente. 

“É triste saber que o mundo se cala diante de um genocídio em que a grande vítima não é soldado que está em guerra, mas mulheres e crianças. Isso, sinceramente… O dia que eu perder a capacidade de me indignar, eu não mereço ser dirigente do meu país. Por isso, peço desculpas pela emoção”, finalizou Lula. 

Fonte: Revista Fórum

Israel assassina mais 43 palestinos no campo de extermínio de Gaza

  • Israel matou quatro jornalistas em um ataque ao Hospital Al-Ahali, também conhecido como Hospital Batista, na Cidade de Gaza. Pelo menos 43 pessoas foram mortas em ataques israelenses em Gaza hoje.
  • A Fundação Humanitária de Gaza diz que retomará a distribuição de ajuda em dois de seus pontos em Gaza hoje, depois de encerrar suas operações por um dia inteiro ontem. Centenas de palestinos foram mortos e feridos em busca de ajuda em seus pontos de distribuição nos últimos dias.
  • Os EUA vetam uma resolução do Conselho de Segurança das Nações Unidas pedindo um cessar-fogo imediato, incondicional e permanente em Gaza, o único país a fazê-lo.
  • A guerra de Israel em Gaza matou pelo menos 54.607 palestinos e feriu 125.341, de acordo com o Ministério da Saúde.
  • Com o apoio de Trump e da União Europeia, o estado sionista e genocida de Israel continua sua política de extermínio do povo palestino.
  • Redação com Al Jazeera

Vereador bolsonarista estuprou mãe, filha e fez terror psicológico

O vereador demonstrou interesse na filha da mulher, que tinha apenas 8 anos, e passou a estuprar a criança em seu próprio consultório

A Polícia Civil do Mato Grosso (PCMT) descobriu novas vítimas do médico e vereador Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa (foto em destaque), preso no último sábado (31) por suspeita de estupro e armazenamento de imagens de abuso sexual infantil. De acordo com os investigadores, as vítimas são mãe e filha, de 29 e 8 anos.

Os investigadores apontaram o modus operandi do suspeito. Segundo depoimentos relatados no inquérito, o médico tinha domínio psicológico sobre a mulher de 29 anos e teria, inclusive, feito imagens de cunho sexual dela.

Com o passar do tempo, o investigado também demonstrou interesse na filha dela, de apenas 8 anos. Ele teria se aproveitado da fragilidade da mãe para estuprar a menor. Alguns abusos ocorreram até mesmo no consultório onde Barbosa trabalhava.

Conforme a coluna noticiou, o Partido Liberal (PL) afastou temporariamente o vereador. O presidente estadual do PL, Ananias Filho, informou que “o PL Mulher repudia veementemente as alegações e crimes atribuídos ao vereador, motivo esse que causou a suspensão da sua filiação”.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) também instaurou uma sindicância para apurar a conduta do médico. Já a Câmara Municipal afastou o político dos trabalhos legislativos.

Memória
Thiago Bitencourt Ianhes Barbosa (PL), 39 anos, é o médico e vereador do estado de Mato Grosso (MT) preso em flagrante pela Polícia Civil por estupro de vulnerável e armazenamento de imagens de abuso e exploração sexual infantil.

Segundo o delegado Flávio Leonardo Santana, o homem, que atuava como vereador de Canarana, município localizado a 838 km de Cuiabá (MT), era investigado por crimes relacionados a abuso sexual infantil.

A prisão em flagrante ocorreu no sábado (31/5), durante cumprimento de busca e apreensão realizados na residência e no consultórios onde Thiago Bitencourt trabalhava.

Os investigadores encontraram diversos materiais relacionados ao crime de pedofilia. “Parte desse material teria sido produzido, armazenado e divulgado pelo próprio suspeito”, informou o delegado.

Segundo a polícia, Bitencourt estaria mantendo um “relacionamento” com uma adolescente, a qual ele submetia a práticas de escravidão sexual.

Flávio Leonardo Santana também apontou que o investigado se utilizava da profissão de médico para ter acesso e se aproximar das vítimas, principalmente em situação de vulnerabilidade.

“Há fortes indícios de que o suspeito utilizava a adolescente como instrumento para abusar sexualmente de uma criança de apenas dois anos de idade”, detalhou.

Além dessas vítimas, a polícia constatou a existência de uma outra vítima, de 15 anos de idade. As investigações apontam que ele mantinha um “relacionamento” com a menina desde que ela tinha apenas 12 anos.Play Video

“Todo o material pornográfico foi localizado em posse do suspeito”, completou o delegado.

As investigações seguem para localizar possíveis novas vítimas.

Fonte: Metrópoles

LAMPIÃO NA TELONA

Na próxima quinta feira, 5/6, às 19h30, o Cinearte Pajuçara, em Maceió, exibe “Lampião, Governador do Sertão”, longa metragem do cineasta cearense Wolnei Oliveira que conta a história de Virgulino Ferreira da Silva, o cangaceiro mais famoso do Brasil.
Nascido em Serra Talhada (PE) em 4 de julho de 1898, o bandoleiro atuou em sete dos nove estados nordestinos como aliado dos “coronéis de barraco”, que lhe deram logística, dinheiro, armas, munição e refúgio.
Ao contrário do que muitos dizem, Lampião jamais foi herói ou defensor dos fracos e oprimidos.
Muito ao contrário, com as armas que recebeu das elites sertanejas praticou atrocidades contra o povo humilde das caatingas profundas.
Nessa questão, o filme de Wolnei abre um imenso leque de depoimentos, apoiado em investigação jornalística, para dar voz às divergências de opinião sobre a atuação do Rei do Cangaço que, ao lado de padre Cícero, se tornou o maior ícone do Nordeste.
Neste contexto, o jornalista e historiador João Marcos Carvalho (autor de dois documentários relacionados ao tema) e o juiz de direito Claudemiro Avelino, curador do Museu do Tribunal de Justiça de Alagoas – que guarda importantes processos contra Lampião – realizam, logo após o filme, um debate que pretende esclarecer controvérsias que ainda persistem 87 anos depois da morte do chefe cangaceiro, ocorrida na Grota do Ângico (SE) em 28 de Julho de 1938, após o ataque fulminante da tropa volante do Regimento Policial Militar de Alagoas, sediada em Piranhas, na margem alagoana do São Francisco e comandada pelo então 1⁰ tenente João Bezerra da Silva

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