Protestos contra política de deportações de Trump se espalham por cidades dos EUA

Em Nova York, as manifestações reúnem um grande número de pessoas, mas de forma pacífica. Los Angeles volta a registrar tumulto após manifestantes invadirem rodovia.

Os protestos contra as políticas migratórias de Donald Trump se espalharam pelos Estados Unidos, nesta terça-feira (10), após o fim de semana de manifestações em Los Angeles, na Califórnia. Cidades como Atlanta, Nova York e Chicago juntaram multidões.

Segundo equipes da TV Globo no local, as manifestações começaram com um grande número de pessoas, mas de forma pacífica. Mais tarde, o jornal The New York Times reportou que em Atlanta, policiais usaram agentes químicos e força física para expulsar manifestantes da Buford Highway.

Já em Los Angeles, o 5º dia de protestos na cidade teve mais um registro de tumulto. Por volta as 16h, no horário local — 20h, pelo horário de Brasília —, os manifestantes tomaram, novamente, a rodovia 101.

Agentes da Patrulha Rodoviária da Califórnia (CHP, na silga em inglês) usou cassetetes para afastá-los. Segundo o jornal Los Angeles Times, pessoas foram presas. Imagens da TV Globo mostram a patrulha na rodovia. (Veja abaixo).

A prefeita de Los Angeles impôs, nesta terça (10), um toque de recolher que começa às 20h desta terça-feira (0h de quarta-feira, no horário de Brasília) e vai até as 6h. Apenas funcionários autorizados e pessoas em situação de emergência poderão circular na área atingida, de cerca de 2,5 km².

Fim de semana em LA

As manifestações em Los Angeles que começaram na sexta (6) e seguem nesta segunda (10) foram marcadas por confrontos, fogos em carros e tumulto. Os protestos resultaram na prisão de mais de 70 pessoas, segundo o Los Angeles Times.

Trump enviou a Guarda Nacional e fuzileiros navais à cidade, o que gerou críticas por parte do governador do estado e da prefeita de Los Angeles.

Fonte: G1

Ativistas de 51 países se mobilizam para a Marcha Global para Gaza, buscando romper bloqueio e levar ajuda humanitária

Enquanto a coalizão de ativistas da Flotilha da Liberdade navegava o mediterrâneo a caminho da Faixa de Gaza para romper o bloqueio de Israel, organizações sociais e ativistas de dezenas de países se articulavam para iniciar a Marcha Global Para Gaza. Os organizadores esperam reunir milhares de manifestantes de organizações sociais de 51 países.

“A Marcha Global para Gaza é um movimento cívico, apolítico e independente. Não representamos nenhum partido político, ideologia ou religião. Representamos o povo, em toda a sua diversidade e humanismo”, diz o perfil da organização na internet.

A Marcha Global prevê se reunir no dia 12 de junho no Cairo. Da capital egípcia, os manifestantes viajarão de ônibus até a cidade de Al-Arish, na Península do Sinai. De lá, devem marchar a pé por três dias até Rafah, cidade ao sul de Gaza. Espera-se chegar à fronteira no dia 15 de junho.

Nesta segunda-feira (8), após a prisão dos ativistas da Flotilha da Liberdade por Israel, comboios de ativistas do magreb africano saíram da Argélia e da Tunísia com destino ao Cairo, no Egito. As caravanas do Norte da África, apelidadas de Soumoud, que significa “firmeza” em árabe, esperam ainda reunir manifestantes da Líbia, Marrocos e outros países da região.

São esperados manifestantes das mais diversas partes do mundo, como Canadá, Estados Unidos (EUA), Espanha, Turquia, Alemanha, Grécia, Africa do Sul, Malásia e Brasil.

A brasileira Adriana Machado, membro do Partido Comunista Operário (PCO), está em Paris e vai pegar um avião para o Cairo nos próximos dias. Ela contou à Agência Brasil que eles ainda não sabem como o governo do Egito vai reagir à mobilização internacional.

“A gente acorda todo dia com imagens de crianças sendo mortas em Gaza e não podemos ficar em silêncio. Essa Marcha é resultado de uma organização mundial que quer lutar contra o imperialismo e o sionismo, que cometem esse genocídio e tem o apoio da imprensa capitalista que não mostra direito que está acontecendo”, protestou Adriana.

A meta dos ativistas é, assim como a dos ativistas da Flotilha da Liberdade, romper o cerco de mais de três meses de Israel contra Gaza, impondo a fome a uma população de mais de 2 milhões de palestinos. Segundo informa a ONU, cerca de 3 mil caminhões com ajuda humanitária se acumulam na fronteira com o Egito.

A organização não governamental (ONG) dos EUA Vozes Judaicas Pela Paz (Jewish Voice for Peace, em inglês), críticos da guerra em Gaza, convocam apoiadores a se juntarem à Marcha Global para Gaza.

“A situação em Gaza é insuportável e governos e organismos internacionais falharam em intervir para fazer justiça ao povo palestino. Portanto, precisamos fazer isso nós mesmos. Uma congregação internacional se reunirá em 15 de junho no Egito e seguirá em direção à fronteira com Rafah”, diz comunicado da ONG.

Fonte: MSN

Mauro Cid complica ainda mais a situação de Bolsonaro na tentativa de golpe de estado

As afirmações do delator Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) que confirmou a elaboração de uma minuta do decreto do golpe e a tentativa de prender o ministro do STF Alexandre de Moraes, deixam o ex-presidente dentro do cenário golpista, avaliou o jurista Márlon Reis no UOL News – Edição Especial, do Canal UOL.

“Isso o deixa irremediavelmente dentro do cenário golpista. Nós estamos falando de um crime que pressupõe uma tentativa, mas não existe o golpe. Existe o ‘tentar o golpe’, o ‘se mobilizar’ no sentido do golpe.”

“E essa fala do Mauro Cid coloca exatamente dentro do contexto suficiente para o reconhecimento da presença dos tipos penais relacionados à ruptura do Estado Democrático de Direito.”
Márlon Reis, jurista e idealizador da Lei da Ficha Limpa.

Em seu depoimento à Corte, ocorrido na tarde de hoje, o tenente-coronel Mauro Cid reafirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu, leu e pediu alterações em uma minuta golpista para anular o resultado das eleições.

Segundo o ex-ajudante de ordens, Bolsonaro “enxugou” o documento, que inicialmente previa as prisões de diversas autoridades do Judiciário e do Congresso, como os ministros do STF e o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado. No documento teria ficado apenas o nome do ministro Moraes.

Ao Canal UOL, o jurista considerou o trecho em que Cid afirma que Moraes era classificado como o “centro de gravidade” a ser removido.

“Isso para mim foi um ponto importante do depoimento: o Moraes era o ‘centro de gravidade’, segundo ele. Aí ele explica o que é o ‘centro de gravidade’ dentro do jargão militar: é um obstáculo a ser removido para se alcançar a finalidade estratégica pretendida.”

“No mais, ele vem reiterando o que já fala. Eu estava ouvindo agora há pouco o comentário do Sakamoto, que fala corretamente, que ele [o Cid está] tentando colocar panos quentes em cima de afirmações que, ao fim e ao cabo, reforçam.”
Márlon Reis, jurista e idealizador da Lei da Ficha Limpa.

Marlon Reis também fez análise do que esperar do julgamento daqui para frente.

“Para uma condenação criminal, é preciso provas. Indícios de autoria são suficientes para oferecimento da denúncia. Mas, para a condenação, são necessárias provas. Eu disse aqui mesmo no UOL, há alguns meses, que para o recebimento da denúncia bastavam indícios. Então não é tão complicado receber uma denúncia do que é proferir uma sentença penal condenatória.”

“Mas, pelo andar da carruagem, eu creio que as provas estarão bem produzidas. A reafirmação com tranquilidade e segurança feita por Mauro Cid, em que pontos fundamentais se baseiam a denúncia, somado com os outros elementos de prova que já existem e com os que ainda vão ser produzidos, eu creio que ainda poderão levar a ser que tenha o pronunciamento condenatório final.”
Márlon Reis, jurista e idealizador da Lei da Ficha Limpa.

Fonte: Uol

Pastor estupra sobrinha de 7 anos até desmaiar e é preso: “Te mato se falar”

Na última sexta-feira (6), a Polícia Civil de Mato Grosso prendeu um pastor de 33 anos, condenado a 35 anos de prisão por estupro de vulnerável. Conforme informações do Metrópoles, o crime ocorreu em 2011, quando ele abusou sexualmente da sobrinha, então com 7 anos, em Jaciara (MT). A vítima só denunciou o caso em 2021, após anos de silêncio por medo das ameaças do tio, que dizia: “Te mato se falar”.

Segundo as investigações, os abusos aconteceram repetidas vezes na casa do religioso, que acolheu a menina e sua mãe. Em um dos episódios mais violentos, a criança desmaiou e não se lembrava do ocorrido. O mandado de prisão foi expedido pela Terceira Vara Criminal de Jaciara, mas o acusado estava foragido até ser capturado em Ponta Porã (MS).

O caso só veio à tona quando a vítima, já adulta, decidiu romper o silêncio e procurou a polícia. Após a coleta de provas, o pastor foi condenado a 35 anos de prisão em regime fechado.

Fonte: DCM

Já passa da hora de romper com Israel!

Manifestos defendem ruptura e embargo

Em Gaza e na Cisjordânia persiste o genocídio perpetrado por Israel, com apoio de seus cúmplices, do povo palestino. Hospitais e escolas continuam sendo bombardeados, crianças são queimadas vivas, seres humanos são vítimas de tiro ao alvo de soldados que debocham e os matam como se fossem formigas. Dezenas de milhares de mortos. Famintos vagam, esqueléticos, pelas ruas destruídas. Ao vivo, é possível assistir à barbárie nas redes, há 600 dias.

No último dia 25/5, após o assassinato de nove dos 10 filhos da médica palestina Alaa Al-Najjar, Lula declarou: “É mais um ato vergonhoso e covarde. Seu único filho sobrevivente e seu marido, também médico, seguem internados em estado crítico. Esse episódio simboliza, em todas as suas dimensões, a crueldade e desumanidade de um conflito que opõe um Estado fortemente armado contra a população civil indefesa, vitimando diariamente mulheres e crianças inocentes.”

Correta, como outras declarações suas. Mas passados um ano e oito meses de massacre, é necessário ir além das palavras. Indignação frente a essa barbárie, milhões a têm mundo afora. Ocorre que Lula é o presidente da república, tem o mandato e a caneta na mão. Se o Brasil não é uma potência imperialista que sustenta o regime sionista, ainda assim pode contribuir para isolar e enfraquecer Israel, como outros países já fizeram, a exemplo do presidente Gustavo Petro da Colômbia. Lula, que já foi declarado persona non grata pelo governo israelense por reconhecer o genocídio, precisa dar mais um passo: romper os acordos comerciais, militares, acadêmicos e as relações diplomáticas. É a melhor forma de se conectar à solidariedade internacional ao povo palestino, que se expressa nas ruas em todas as partes, há vários meses.

Manifestos pedem ruptura e embargo

Dia 28/5, a campanha BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções) divulgou um manifesto dirigido à Lula pedindo a ruptura de relações comerciais e diplomáticas com Israel. Intitulado “Carta aberta ao presidente Lula sobre o genocídio do povo palestino e a necessidade de sanções ao Estado de Israel” já conta com mais de 11 mil aderentes e é encabeçado por artistas, como Chico Buarque, intelectuais, deputados, vereadores e organizações políticas, sindicais – como a CUT – e movimentos sociais.

Já a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) enviaram uma carta, também em 28/5, ao presidente da república e ministros solicitando embargo energético. As entidades afirmam que “é essencial que o Brasil adote medidas práticas mais eficazes e robustas […], considerando os acordos militares ainda vigentes do Brasil com Israel. Nesse sentido, solicitam um embargo global total urgente de energia e armas para frear o genocídio, e desmantelar o apartheid e a ocupação ilegal por Israel”.

As federações exigem a responsabilização por crimes de guerra e a imposição de sanções “não apenas como um dever moral, mas também como responsabilidade legal de todos os Estados e pedem que sejam respeitados os pareceres da Corte Internacional de Justiça, impondo um embargo energético interrompendo a exportação de petróleo para Israel, e a paralisação imediata de projetos com empresas de energia israelenses”.

PL da “amizade” com o Estado assassino? Aí não, companheiros!

Em meio a esse show de horrores o Senado Federal brasileiro desenterrou um PL de 2013 (aprovado na Câmara em 2019, com número 5636), que estabelece um “Dia da Amizade” entre Brasil e Israel. A aprovação foi em 20/5, em votação chamada simbólica, sem registro nominal, na qual apenas se pede manifestação dos contrários. Não ocorreu nenhuma. Foi por unanimidade.

Não é surpresa – embora também vexatório – que senadores ligados à direita o aprovassem. Mas e os nove do PT? O que é isso companheiros?! É inadmissível e o partido deveria pedir explicações aos senhores senadores.

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) encaminhou uma carta à Lula solicitando o veto ao Projeto de Lei. “Nos últimos dias, a comunidade internacional tem visto muito do que tem sido praticado […]. É um massacre de civis palestinos”, afirmou a defensora pública Rivana Ricarte, integrante da ABJD. “Entendemos que a aprovação passaria mensagem contrária ao que o governo vem firmando em fóruns internacionais”, ressaltou. Lula tem que vetar esse PL.

Fonte: O Trabalho

Caravana parte da Tunísia para Gaza para protestar contra bloqueio genocida de Israel

Uma caravana de autocarros e carros particulares partiu da capital da Tunísia, na segunda-feira, em direção a Gaza, como parte dos esforços para pôr em evidência o bloqueio de Israel à ajuda humanitária ao território, uma vez que as autoridades israelitas impediram a chegada de um navio com 12 ativistas a bordo que levava ajuda humanitária.

O esforço por terra, organizado de forma independente mas que coincidiu com a viagem organizada por mar pela Freedom Flotilla Coalition, conta com a participação de ativistas, advogados e profissionais de saúde do Norte de África.

A iniciativa planeia atravessar a Tunísia, a Líbia e o Egito antes de chegar a Rafah, o posto fronteiriço com o Egito que permanece fechado desde que os militares israelitas assumiram o controlo da Faixa de Gaza em maio de 2024.

Os grupos da sociedade civil tunisina que estão por detrás da caravana afirmaram que o seu objetivo é exigir “o levantamento imediato do cerco injusto à Faixa de Gaza” e defendem que os governos árabes não fizeram o suficiente para pôr fim à guerra de 20 meses entre Israel e o Hamas.

Depois de um bloqueio de quase três meses a Gaza com o objetivo de pressionar o Hamas, Israel começou a permitir a entrada de alguma ajuda básica no mês passado.

Peritos, ONGs e ONU têm alertado para a fome no território com mais de dois milhões de pessoas, que continuará a agravar-se a menos que o bloqueio seja levantado e Israel ponha termo à sua ofensiva militar.

A caravana partiu quando o navio com ajuda humanitária da Freedom Flotilla Coalition, que saiu da Sicília no início deste mês, foi apreendido pelas forças israelitas, numa altura em que, segundo os ativistas, navegava em águas internacionais.

As pessoas a bordo, incluindo a ativista sueca pelo clima Greta Thunberg, foram detidas e serão deportadas para os seus países.

A caravana terrestre atraiu as atenções na Tunísia e na Argélia, onde começou no domingo, com algumas pessoas a agitar bandeiras palestinianas e a entoar cânticos de apoio à população de Gaza.

“Esta caravana dirige-se diretamente ao nosso povo em Gaza e diz: ‘Não estão sozinhos’. Partilhamos a vossa dor e o vosso sofrimento”, escreveu Yahia Sarri, um dos organizadores argelinos, nas redes sociais.

Os ativistas norte-africanos não esperam ser autorizados a entrar em Gaza. Ainda assim, é “uma mensagem de desafio e de vontade”, disse Saher al-Masri, ativista palestiniano baseado em Tunes.

Israel e o Egito impuseram vários graus de bloqueio a Gaza desde que o Hamas tomou o poder das forças palestinianas rivais em 2007.

Israel afirma que o bloqueio é necessário para evitar que o Hamas importe armas, enquanto os críticos dizem que equivale a um castigo coletivo à população de Gaza.

A caravana planeia reunir apoiantes em cidades a sul de Tunes antes de atravessar para a Líbia, onde os confrontos entre milícias rivais se tornaram mais mortíferos nos últimos meses.

Os organizadores disseram que planearam as travessias terrestres com as autoridades competentes antes da partida.

Fonte: Euronews

CNJ mira nepotismo e “cabide de empregos” no TJ de Alagoas

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou, esta semana, a fiscalização anual nas estruturas e serviços administrativos e judiciais do Tribunal de Justiça de Alagoas, a fim de verificar o funcionamento do Judiciário no estado e garantir moralidade e transparência.

Segundo apuração da Folha de Alagoas, um dos pontos mais questionados pela comitiva do CNJ foi a existência de nepotismo dentro do Tribunal de Alagoas, sobretudo em cargos de comissão e confiança, com a presença de parentes diretos de magistrados e servidores.

A expectativa, conforme apuração, é que ocorra, nas próximas semanas, a exoneração de familiares de desembargadores, por exemplo, desses cargos identificados pelo CNJ, já que há a violação direta da impessoalidade administrativa.

No seu portal, o CNJ destaca que, em 18 de outubro de 2005, a Resolução nº 07 baniu definitivamente as práticas de nepotismo do Poder Judiciário brasileiro. No entanto, alguns tribunais parecem esquecer da normativa e tentam emplacar seus entes em funções de direção.

Veja abaixo o que diz o início da resolução do CNJ:

“É vedado o exercício de cargo de provimento em comissão ou de função gratificada, no âmbito da jurisdição de cada Tribunal ou Juízo, por cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, inclusive, dos respectivos membros ou juízes vinculados”.

Fonte: Folha de Alagoas

PF revela áudio de policiais e traficantes liberando 10 toneladas de maconha

Áudios obtidos pela Polícia Federal revelam que policiais civis e militares, advogados e traficantes atuaram juntos para liberar uma carga de 10 toneladas de maconha no Rio de Janeiro.

A droga saiu do Mato Grosso do Sul com nota fiscal de frango congelado e foi interceptada na Serra das Araras, mas acabou liberada após o pagamento de propina. Segundo as investigações, o caminhão foi parado pela Polícia Rodoviária Federal e, em vez de ser apreendido, virou objeto de negociação entre agentes e representantes do crime organizado.

Gravações mostram que os policiais exigiram R$ 2 milhões para liberar o veículo. A esposa de um dos traficantes, Lucinara Koerich, afirmou em áudio: “Os polícia tão pedindo dois milhão pra soltar a mercadoria”. O motorista do caminhão foi usado como intermediário pelos policiais, que entraram em contato com os advogados da facção por meio do celular dele. A carga, ligada ao Comando Vermelho, foi entregue no Complexo do Alemão e o caminhão retornou ao Sul.

Na volta, o veículo foi parado novamente e fragmentos de maconha foram encontrados, permitindo a realização de exame pericial. Isso comprovou o crime e reforçou o andamento da investigação. Para liberar a carga, o policial civil Deyvid da Silveira redigiu um documento falso, alegando que “nada foi encontrado”. A propina foi dividida entre policiais e advogados, que também reclamaram, em áudios, por não terem recebido a parte prometida.

Foram presos os policiais civis Juan Felipe Alves, Renan Guimarães, Alexandre Amazonas, Eduardo de Carvalho e Deyvid da Silveira; o policial militar Laercio de Souza Filho; e os advogados Leonardo Galvão e Jackson da Fonseca. Todos foram soltos por decisão do STJ, com exceção de Jackson. Como o caminhão estava vazio no momento da abordagem, o tribunal considerou que não havia provas suficientes de tráfico.

Já os traficantes Carlos Koerich, Lucinara Koerich e Marcelo Bertoldo permanecem presos por tráfico e organização criminosa. Durante a investigação, a PF descobriu que os policiais civis envolvidos participavam de um grupo de mensagens chamado “Mente de um Vilão”, onde discutiam operações ilícitas desde 2020. Em um dos áudios, o policial Juan Felipe fala sobre “beliscar alguma coisa” de cargas de São Paulo.

A Corregedoria da Polícia Civil informou que todos os agentes estão afastados e respondem a processo administrativo que pode resultar em demissão. “A sociedade deve confiar na polícia, mas ações como essa abalam a credibilidade do Estado”, declarou o promotor Fabiano Oliveira. O delegado Pedro Duran reforçou: “Respeitamos o trabalho da polícia, mas lamentamos a ousadia de quem se alia ao crime”.

Fonte: DCM

Forças de Israel invadem veleiro que leva ajuda humanitária a Gaza

Forças israelenses interceptam embarcação próximo à Faixa de Gaza; coalizão da Flotilha da Liberdade confirmou detenção da ativista alemã Yasemin Acar

O veleiro Madleen, que levava a Coalizão Flotilha da Liberdade com ajuda humanitária para Gaza, foi cercado por quatro embarcações não identificadas e surpreendidos por drones que teriam lançado substâncias químicas na primeiura horas da manhã desta segunda-feira (9). A embarcação levava ajuda humanitária à população palestina sitiada e foi interceptado por forças de Israel por volta das 2h no horário local, conforme relataram ativistas a bordo.

O paradeiro dos 12 tripulantes ativistas, inclusive o brasileiro Tiago Ávila e da sueca Greta Thunberg, é desconhecido neste momento. O governo brasileiro, via Itamaraty, pediu a libertação dos ativistas presos.

De acordo com os relatos, drones equipados com sistema de disparo automático cercaram o barco, borrifando-o com uma substância branca semelhante a tinta. As comunicações foram interrompidas à força, e sons perturbadores passaram a ser emitidos via rádio para desorientar a tripulação. “Eles estão interferindo no rádio, não podemos pedir ajuda!”, denunciou Thiago Ávila, ativista brasileiro presente na missão.

Na véspera do ataque, a Agência de Radiodifusão de Israel (RAA) já havia anunciado publicamente a intenção do exército israelense de capturar o Madleen, transferi-lo ao porto de Ashdod e prender os ativistas a bordo. A operação confirma a política de repressão do Estado de Israel contra iniciativas de solidariedade internacional com o povo palestino.

Israel ironiza missão: ‘iate de celebridades’

O Ministério das Relações Exteriores de Israel, por sua vez, confirmou a detenção do barco e dos tripulantes. Pelas redes sociais, a pasta chamou ironicamente a missão de “iate das celebridades” e disse que todos “os passageiros devem retornar para seus países de origem”. Em um vídeo compartilhado pela conta oficial da Chancelaria israelense, é possível ver os tripulantes da Flotilha recebendo água e comida.

A Coalizão da Flotilha da Liberdade confirmou que uma das ativistas, a alemã Yasemin Acar, foi detida pelas forças israelenses, que teriam invadido o veleiro.

A coalizão Flotilha da Liberdade publicou, em seu perfil no Instagram, um vídeo que Yasemin pediu para ser divulgado, caso a tripulação fosse detida. “Meu nome é Yasemin Acar, sou da Alemanha. Se vocês estão vendo esse vídeo, fomos interceptados no mar e sequestrados pelas forças de ocupação de Israel”, afirmou.

Ainda não há informações sobre o estado de saúde do brasileiro Thiago Ávila e da ativista ambiental sueca Greta Thunberg. O Instituto Brasil-Palestina publicou em seu perfil no X vídeo de Tiago Ávila, em que ele avisa: “Se você está assistindo a este vídeo, significa que fui detido ou sequestrado por Israel ou outra força cúmplice no Mediterrâneo, enquanto seguíamos para Gaza para romper o cerco.”

No vídeo, o ativista também apela para que se faça pressão junto ao governo brasileiro e junto aos governantes dos integrantes da flotilha para que eles sejam libertados da prisão e pelo rompimento de relações diplomáticas com Israel.

Itamaraty pede libertação dos tripulantes

Ministério das Relações Exteriores emitiu nota em que afirma estar acompanhando “com atenção ai interceptação, pela marinha israelense, da embarcação Madleen” e pede a libertação da tripulação: “Ao recordar o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais, o Brasil insta o governo israelense a libertar os tripulantes detidos”.

“Sublinha, ademais, a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante. As Embaixadas na região estão sob alerta para, caso necessário, prestar a assistência consular cabível, em consonância com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares”.

Fonte: ICL

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS