A serviço dos especuladores, Banco Central eleva Selic a 15%

EDILSON RODRIGUES/AGENCIA SENADO

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa Selic para 15% ao ano, anunciada na quarta-feira (18), provocou forte repercussão no meio político e econômico. Conforme noticiado pelo Metrópoles, trata-se da sétima alta consecutiva dos juros, que atingem agora o maior patamar desde julho de 2006.

A decisão unânime do Copom encerra um ciclo iniciado em setembro de 2024, quando a autoridade monetária interrompeu os cortes e passou a adotar uma postura mais agressiva, com sucessivos aumentos da Selic, que saiu de 10,50% para os atuais 15%. A medida tem como objetivo conter a inflação persistente, especialmente dos alimentos, que tem pressionado a política econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).Play Video

Juros altos, consumo em baixa – A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controle da inflação. Ao elevar os juros, espera-se reduzir o consumo e desestimular os investimentos, o que pode resultar em desaquecimento da economia e queda nos preços. No entanto, essa política tem gerado insatisfação crescente no campo político, principalmente entre os aliados do governo, que veem no aperto monetário um obstáculo ao crescimento e à geração de empregos.

A avaliação de parte do mercado é de que os juros não devem mais cair para patamares abaixo de dois dígitos ao longo do mandato de Lula e do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nomeado pelo próprio presidente. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 29 e 30 de julho.

Reações no governo e no Congresso – Apesar de ter moderado o tom das críticas nos últimos meses, o presidente Lula já indicava que o governo não esperava alívio imediato na política de juros. Quando a Selic ainda estava em 14,75%, o presidente declarou: “o que está acontecendo já estava precificado, a gente já sabia que isso ia acontecer. Então, o que nós estamos conscientes é de que a inflação está controlada, o preço dos alimentos começou a cair e eu acho que logo, logo, o Banco Central vai tomar a atitude correta de abaixar o juros”.

A nova elevação, no entanto, causou reações duras entre parlamentares da base. O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), classificou a taxa como “indecente, proibitiva e desestimula investimentos produtivos”. Ele afirmou ainda que a política atual “transforma o Brasil no paraíso dos rentistas: quem vive de juros ganha, quem trabalha perde”. E alertou: “falam muito de ajuste fiscal e da dívida pública. Mas o crescimento da dívida não vem dos programas sociais com saúde ou educação — vem do pagamento de juros”.

Já o deputado Rogério Correia (PT-MG), presidente da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, apontou que cada ponto percentual da Selic gera um custo adicional de R$ 38 bilhões ao erário: “esse dinheiro vai direto para os bancos, para o sistema financeiro e para os juros da dívida”.

BC sinaliza pausa, mas sem trégua – Em comunicado divulgado após a reunião, o Copom indicou que a tendência é interromper o ciclo de alta, mas que os juros devem permanecer elevados por um “período bastante prolongado”. A justificativa se baseia nas expectativas de inflação para 2025 e 2026, que continuam acima da meta, segundo a pesquisa Focus: 5,2% e 4,5%, respectivamente. A própria projeção do Copom para 2026, considerado o horizonte relevante da política monetária, é de 3,6%.

“Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, afirmou o Banco Central.

Fonte: Brasil 247

Quem vale mais: JHC ou a dupla Marcelo Victor/Paulo Dantas?

Na política de Alagoas, tem uma pergunta que começa a martelar e que não é nada fácil de responder. Quem tem mais peso hoje? Quem senta na mesa com mais ficha de aposta? João Henrique Caldas, o JHC, prefeito de Maceió e dono de uma votação acachapante na capital? Ou a dupla Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa, e Paulo Dantas, governador de Alagoas?

A resposta não é simples e a política, a depender do dia, do vento e da maré política, muda de direção.

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JHC, que foi alçado ao estrelato político como “novidade”, hoje carrega uma Prefeitura de Maceió robusta, uma base de opinião sólida na capital, uma mãe no Senado, Eudócia Caldas, um vice que era senador, Rodrigo Cunha, e, ainda por cima, uma emissora de TV e uma rádio local. É pouco? Claro que não, mas tem um detalhe: todo essa força é praticamente limitada à capital. E isso, na política estadual, é uma faca de dois gumes. Forte em Maceió, fraco fora dela.

Do outro lado da mesa, Marcelo Victor e Paulo Dantas fazem jogo combinado. Marcelo comanda a Assembleia Legislativa, que é simplesmente a casa onde se define quem respira e quem agoniza na política alagoana. A turma dele não é pequena, não. Só pra refrescar a memória, o MDB tem 14 dos 27 deputados estaduais. Isso mesmo: mais da metade da Assembleia na mão. E se quiserem, passam o rodo, aprovam, derrubam, fazem chover ou estiar por essas bandas.

Paulo Dantas, governador reeleito, também não é um peixe fora d’água. Herdou a estrutura montada pelos Calheiros, tem boa interlocução com Lula, vai migrar para o PSD e já deixou claro que, na sua cozinha, prato com JHC não se serve.

Aliás, esse movimento recente de Renan Calheiros, acenando para JHC, tem cheiro forte de jogo casado, mas sem garantia nenhuma de entrega, deixando Renan Filho no ministério em Brasília e isolando Arthur Lira, principal adversário – ao menos sob holofotes – de Renan Calheiros.

O senador Renan Calheiros começou a flertar abertamente com JHC. Em entrevista recente, escancarou: “busco proximidade”. É quase um “vem, neném” institucionalizado. E mais: deixou claro que, com Arthur Lira, não rola nem cafezinho. É guerra declarada, sem meia palavra.

Enquanto isso, o MDB joga praticamente parado por ser o principal centro gravitacional da política alagoana, apesar de o senador Renan Calheiros fazer uma série de falas públicas de sinalização às lideranças políticas locais, alimentando as conversas, testando cenários.

O mais curioso, porém, é que no meio desse xadrez surgiu uma ideia, digamos, inusitada: colocar Marina Cândia, primeira-dama de Maceió e esposa de JHC, como vice na chapa do MDB ao governo, tendo Isnaldo Bulhões como cabeça. É sério. A proposta foi colocada na mesa. E, claro, gerou reações das mais variadas.

Para quem acha que é pouco, lembre-se: Marina tem, sim, capital político próprio. Atua em projetos sociais na capital, goza da simpatia de setores organizados e, além disso, carrega o sobrenome Caldas, que, queiram ou não, ainda tem peso na capital alagoana.

Só que Marcelo Victor e Paulo Dantas não estão dispostos, neste momento, a embarcar nesse barco.

Por ora.

JHC tem força? Tem. Mas é força de capital. Se sair de Maceió, sua musculatura política sofre sarcopenia. Já Marcelo Victor e Paulo Dantas têm uma máquina azeitada, alinhada e capilarizada no interior inteiro. São prefeitos, vereadores, deputados estaduais e um governador que jogam no mesmo time. E isso pesa – muito.

Por outro lado, o grupo de JHC tem algo que Marcelo Victor e Paulo Dantas não têm: opinião pública da capital, mídia própria e um perfil mais leve, moderno, de comunicação direta. Enquanto o MDB e seus satélites ainda fazem política no modelo de cafezinho, gabinete e reunião fechada, JHC faz story, faz live, viraliza e pauta o noticiário local com uma habilidade que nenhum outro ator político em Alagoas tem hoje.

Então, quem vale mais?

Se o jogo for na Assembleia, Marcelo Victor e Paulo Dantas não tomam conhecimento. É atropelo. Mas se o ringue for Maceió e redes sociais, JHC sai com larga vantagem.

O problema, e isso é bom lembrar, é que eleição estadual não se vence só com voto na capital. E nem se sustenta só com tuitada ou vídeo no Instagram.

Por isso, a pergunta que abre esse texto segue em aberto.

Sendo Renan Filho o candidato a governador, problema zero com Marcelo Victor e Paulo Dantas. Se não for, nem tudo será flores. Evidente que também tudo pode ser resolver ao ponto de as divergências atuais “nunca tivessem existido”.

PF indicia Carlos Bolsonaro e Ramagem no caso da ‘Abin paralela’

A Polícia Federal indiciou o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), no inquérito que investiga o caso da “Abin paralela”.

O que aconteceu

Mais de 30 pessoas foram indiciadas pela PF, que enviou o relatório final ao STF (Supremo Tribunal Federal). As apurações apontam que o esquema teria ocorrido no governo Bolsonaro, quando Ramagem era diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência).

Entre os indiciados, está o atual diretor-geral da Abin, Luiz Fernando Corrêa. Nomeado para o cargo no governo Lula (PT), ele é suspeito de ter autorizado uma ação hacker da agência contra autoridades do governo do Paraguai, como revelou o UOL. Ele também teria atuado para impedir o andamento do inquérito, segundo a polícia.

Outros integrantes da atual cúpula de comando da Abin também foram indiciados. Luiz Carlos Nóbrega, chefe de gabinete de Corrêa, e José Fernando Chuy, corregedor-geral do órgão, também aparecem no relatório final da PF. Além deles, constam o ex-diretor-adjunto da Abin, Alessandro Moretti, e Paulo Maurício Fortunato, que era secretário de Planejamento do órgão na gestão de Corrêa e foi afastado do cargo pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, em 2023, por suspeita de integrar o esquema de monitoramento ilegal.

Inquérito apura uso da Abin para ações ilegais de espionagem. A investigação foi aberta no primeiro ano do governo Lula, para investigar indícios de que a agência tenha sido aparelhada e usada de forma ilegal pelo ex-presidente e Ramagem e se estendeu para ações suspeitas de espionagem durante a gestão petista.

Suspeita de obstrução de justiça. A PF apura também indícios de que Corrêa, atual diretor, tenha agido para atrapalhar as investigações sobre a “Abin paralela”, assim como outros integrantes de sua gestão. Segundo investigadores, esse seria um dos motivos para a demora na conclusão desse inquérito.

Fonte: Uol

Superintendente do Trabalho cobra revogação de medida que proíbe declaração em UPAs de Maceió

Cícero Filho afirma que trabalhadores não podem ser penalizados por irregularidades e propõe alternativas administrativas à Secretaria Municipal de Saúde

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Alagoas solicitou, nesta segunda-feira (16), a revogação imediata da medida que proíbe a emissão de “Declaração de Comparecimento” nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) administradas pela Prefeitura de Maceió. O pedido foi encaminhado ao secretário municipal de Saúde, Claydson Moura, por meio de ofício assinado pelo superintendente Cícero Filho.

A decisão da Secretaria de Saúde, que suspendeu o fornecimento das declarações com o argumento de combater irregularidades, tem gerado críticas por afetar diretamente os trabalhadores que dependem do documento para justificar ausências no emprego por motivos de saúde.

Em entrevista à reportagem, Cícero Filho declarou: “Essa situação não pode ser resolvida jogando a responsabilidade nos trabalhadores. Se há manobras irregulares, que sejam apuradas. O que não pode é o trabalhador ser prejudicado.”

No ofício, o superintendente alerta que os trabalhadores mais pobres serão os mais impactados pela medida, com risco real de demissões por falta de justificativa legal de ausência. Ele reforça que a solução deve ser administrativa e não punitiva para o usuário comum.

Entre as sugestões apresentadas estão a criação de modelos digitais de declaração para agilizar o processo, a capacitação da equipe administrativa das UPAs e a regulamentação interna sobre a emissão dos documentos.

“O objetivo é contribuir para que medidas adequadas sejam tomadas. O trabalhador de boa fé, que é a imensa maioria, não deve ser penalizado. O justo não pode pagar pelo pecador”, finalizou Cícero Filho.

Fonte: 82 Notícias

Estado genocida de Israel mata 140 palestinos no campo de extermínio de Gaza em 24 horas

Ataques e disparos de tiros israelenses mataram pelo menos 140 pessoas em Gaza nas últimas 24 horas, segundo autoridades de saúde locais, e alguns palestinos na faixa disseram que sua situação estava sendo esquecida

enquanto a atenção se volta para a guerra aérea entre Israel e Irã.

Pelo menos 40 do número total de mortos no último dia morreram como resultado de tiros israelenses e ataques aéreos nesta quarta-feira, disse o Ministério da Saúde de Gaza. As mortes incluíram o mais recente assassinato quase diário de palestinos em busca de ajuda nas três semanas desde que Israel suspendeu parcialmente o bloqueio total ao território.

Médicos disseram que ataques aéreos separados em casas no campo de refugiados de Maghazi, no bairro de Zeitoun e na Cidade de Gaza, no centro e no norte de Gaza, mataram pelo menos 21 pessoas, enquanto outras cinco foram mortas em um ataque aéreo em um acampamento em Khan Younis, no sul de Gaza.

Mais 14 pessoas foram mortas por disparos israelenses contra multidão de palestinos deslocados que aguardavam caminhões de ajuda trazidos pelas Nações Unidas ao longo da estrada de Salahuddin, na região central de Gaza, segundo médicos.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) disseram que estavam investigando as mortes relatadas de pessoas que esperavam por comida. Com relação aos outros ataques, disseram que estavam “operando para desmantelar as capacidades militares do Hamas” e “tomando precauções viáveis para mitigar os danos aos civis”.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde de Gaza informou que 397 palestinos, entre os que tentavam obter ajuda alimentar, foram mortos e mais de 3.000 ficaram feridos desde que a distribuição de ajuda foi reiniciada no final de maio.

Algumas pessoas em Gaza expressaram preocupação de que a mais recente escalada na guerra entre Israel e o Hamas, que começou em outubro de 2023, será negligenciada à medida que o foco se muda para o conflito de cinco dias de Israel com o Irã.

“As pessoas estão sendo massacradas em Gaza, dia e noite, mas a atenção foi desviada para a guerra entre Irã e Israel. Há poucas notícias sobre Gaza atualmente”, disse Adel, morador da Cidade de Gaza.

“Quem não morre por causa das bombas israelenses, morre de fome. As pessoas arriscam suas vidas todos os dias para conseguir comida, e também são mortas e seu sangue mancha os sacos de farinha que eles pensavam ter ganho”, afirmou ele à Reuters por meio de um aplicativo de mensagem.

Fonte: MSN

Mamata: aposentadoria compulsória de juízes criminosos custa R$ 41 milhões aos cofres público

Juízes punidos com aposentadoria compulsória continuam recebendo salários proporcionais ao tempo de serviço, mesmo afastados por má conduta. Um levantamento divulgado pelo Globo revela que, desde 2008, 119 magistrados foram aposentados nessas condições, gerando um impacto de R$ 41 milhões por ano aos cofres públicos.

A aposentadoria compulsória é a punição máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura, mas não corta a remuneração dos juízes. Eles seguem recebendo proventos mensais vitalícios, com base no tempo de contribuição e limitados ao teto do Judiciário, atualmente em R$ 39,2 mil. Auxílios e gratificações, no entanto, deixam de ser pagos.

Marcelo Bretas, ex-juiz da Lava Jato, foi o último a ser punido e receberá R$ 36,7 mil por mês. Os valores pagos variam de R$ 15 mil a R$ 39 mil, com média mensal de R$ 28,5 mil.

Casos semelhantes

Em 2024, juízes dos tribunais do Espírito Santo e de Minas Gerais também foram afastados após denúncias de assédio.

Entre os casos mais conhecidos estão o da juíza bolsonarista Ludmila Lins Grilo, afastada pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais em 2023, após incentivar o descumprimento de medidas sanitárias, e o de Carlos de Souza, punido por furtar uma peça sacra em Tiradentes.

Em São Paulo, Ronaldo Roth foi afastado por violar o direito ao silêncio de réus durante interrogatório na Justiça Militar.

O que dizem os especialistas

A manutenção dos salários após punição divide opiniões. “É quase imoral que recursos públicos sustentem pessoas afastadas por má conduta”, disse o professor Fernando Bentes, da UFRRJ.

Já o professor Thiago Varela, da PUC-RJ, afirma que a regra garante a independência do Judiciário diante de pressões políticas.

Nesta semana, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) abriu um processo para cassar o registro de Bretas. A medida foi aprovada por unanimidade e deve resultar na exclusão do ex-juiz dos quadros da Ordem. O magistrado já havia sido afastado do Judiciário por sua atuação na Lava Jato, após investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Fonte: DCM

Israel assassina mais de 40 palestinos em fila de alimentos no campo de extermínio de Gaza

Forças israelenses têm atacado civis repetidamente e aumentaram as dificuldades de se obter alimentos no território palestino

O Ministério da Saúde da Faixa de Gaza informou nesta terça-feira (17) que mais de 40 palestinos morreram e centenas ficaram feridos em um ataque israelense no momento em que essas pessoas estavam na fila de um centro de distribuição de ajuda na cidade de Khan Yunis, sul do território onde ocorre o genocídio. 

As forças israelenses têm atacado repetidamente civis que tentam obter alimentos em centros de distribuição de ajuda administrados pela Fundação Humanitária de Gaza. “Quarenta e cinco mortos e centenas de feridos foram admitidos no complexo médico do distrito de Nasser após um massacre cometido pelas forças de ocupação contra civis que aguardavam ajuda humanitária na província de Khan Yunis”, declarou o Ministério da Saúde de Gaza.

A Organização das Nações Unidas (ONU) criticou as ações de Israel e exortou o país a respeitar o direito internacional, garantindo acesso a alimentos, serviços básicos e assistência médica em Gaza.

Em 3 de junho, o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, afirmou que o secretário-geral António Guterres condenou as mortes e os ferimentos de palestinos durante buscas por ajuda humanitária, classificando tais ações como “inaceitáveis” (com Sputnik).

Fonte: Brasil 247

Projeto de lei aprovado pelo congresso põe fim à vistoria veicular obrigatória dos detrans

PL 3965/21 aproveitou a finalidade da CNH Social para trazer insegurança às vias públicas e ao consumidor

O Sindicato dos Servidores Públicos do Detran de Alagoas, juntamente com a Federação Nacional dos Sindicatos Estaduais dos Servidores dos Detrans (Fetran), alertam a sociedade brasileira sobre o risco do aumento de adulterações e fraudes veiculares em todo o país ao se posicionar contra a recente lei 3965/2021, aprovada pelo Congresso Nacional que aguarda sanção do presidente da República.

Segundo Clayberson Ferraz, presidente da Federação, se não houver veto à parte da nova lei, quem vender ou adquirir um automóvel no Brasil não precisará mais submeter o veículo a uma inspeção obrigatória, realizada pelos Detrans, ou por empresas credenciadas, conforme estabelece atualmente o Código de Trânsito Brasileiro – CTB. Bastará uma “Declaração de procedência” assinada entre as partes (comprador e vendedor) para atestar que o veículo transacionado não possui adulterações ou modificações em sua estrutura, ou detenham componentes de origem criminosa.

De acordo com Ferraz, sem a realização da vistoria de transferência, haverá um crescimento do número de automóveis furtados e robados, circulando livremente em todo o país, afetando a segurança pública e a propriedade privada de quem investir dinheiro na aquisição de um carro, prejudicando sobretudo às pessoas mais vulneráveis e sem afinidade com a tecnologia.

Bruno Alves, diretor jurídico da Fetran e presidente do Sindetran MS, disse que outra consequência direta com o fim da vistoria relaizada pelos Detrans, será o crescimento do comércio ilegal de peças usadas, de veículos dublês, e de peças irregulares (como motores e câmbios recondicionados e vendidos como novos em veículos 0km, por exemplo), facilitando a atuação quadrilhas e do crime organizado em todo o país, elevando inclusive os preços da contratação de seguros automotivos.

Para ele, a possibilidade de eventuais embaraços jurídicos envolvendo compradores de veículos, fará com que o brasileiro médio, pense duas vezes em adquirir um carro usado para não correr o risco de perder o dinheiro investido na compra do seu primeiro automóvel, que no Brasil quase sempre é o seminovo.

Essa nova lei, se sancionada integralmente pelo presidente Lula, trará impactos profundos num importante seguimento da economia brasileira e de uma exagerada exposição do consumidor ao risco, afirmou Bruno Alves.

Durante toda a semana, antes do recesso junino, diretores da Fetran, estiveram em Brasília-DF, onde realizaram uma série de audiências com diversas autoridades do Poder Executivo da União, incluindo no Ministério da Saúde, na Secrearia Nacional de Trânsito/ SENATRAN e no Gabinete Civil da Presidência da República, no Palacio do Planalto, com vistas a vetar parcialmente o Projeto de Lei.

No Congresso Nacional, a Fetran, relizou reuniões técnicas nos gabinetes dos diversos líderes de partidos, nas bancadas do governo e da oposição, no senado e na Câmara dos deputados, para esclarecer e reforçar a posição contrária ao inciso V, do art. 123, da proposta.

“Nosso compromisso é com a sociedade. A vistoria não é mera burocracia, é proteção à vida, ao patrimônio e a legalidade. Seguiremos firmes em Brasília até que essa ameaça seja afastada”, finalizou Clayberson Ferraz Presidente da FETRAN.

Se for sancionada, a nova lei entrará em vigor após 90 dias, caso haja veto parcial ou total, pelo Presidente da República, a matéria voltará ao Congresso Nacional que poderá manter ou derrubar o veto do governo, em seção conjunta a ser realizada entre a Câmara e o Senado.

Fonte: Assessoria SINSDAL/FETRAN

Alunos da rede pública ampliam acesso às universidades

Em 2024, 72,6% dos graduandos no Brasil vieram de escolas públicas. Descubra como políticas públicas têm ampliado o acesso ao ensino superior.

Estudantes que cursaram o ensino médio exclusivamente em escolas públicas têm aumentado sua presença nas universidades brasileiras. A constatação é da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação, divulgada nesta sexta-feira, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa mostrou que, em 2024, entre as pessoas que frequentam ou já frequentaram um curso de graduação no país, 72,6% fizeram todo o ciclo do ensino médio em uma instituição pública de educação. Em 2016, esse percentual era de 67,8%, segundo o IBGE.

O mesmo foi observado para o grupo de pessoas que frequentam ou já frequentaram algum curso de pós-graduação (especialização, mestrado ou doutorado). O percentual de pessoas que chegaram a esse nível de escolaridade depois de cursar todo o ensino médio em escola pública subiu de 52,2% em 2016 para 59,3% em 2024.

Segundo a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy, é provável que isso seja resultado de políticas públicas que estimularam o acesso de egressos de escolas públicas a universidades.

– Sem essas políticas, [essas pessoas] não estariam no ensino superior ou teriam dificuldades maiores de acessá-los – afirmou Adriana. “Seja via política de cotas [para acesso a universidades públicas], seja por meio de programas de financiamento desses estudantes na rede privada, como o ProUni e o Fies”.

A Pnad mostrou também que 31,3% dos jovens de 18 a 24 anos já tinham concluído a faculdade ou estavam cursando o ensino superior, em 2024.

Nesse mesmo ano, 20,5% das pessoas com 25 anos ou mais tinham concluído o ensino superior, acima dos 15,4% de 2016.

Além disso, 4,2% tinham ensino superior incompleto (seja porque abandonaram ou porque ainda estavam cursando a graduação), também acima do percentual de 2016 (3,6%).

O restante das pessoas com 25 anos ou mais, em 2024, tinham o ensino médio completo (31,3%), o ensino médio incompleto (4,9%), o ensino fundamental completo (7,4%), o ensino fundamental incompleto (26,2%) ou não tinham qualquer instrução (5,5%).

Em 2016, os percentuais eram: o ensino médio completo (27,2%), o ensino médio incompleto (4,2%), o ensino fundamental completo (9,2%), o ensino fundamental incompleto (33,1%) e não tinham qualquer instrução (7,3%).

Ou seja, as pessoas com 25 anos ou mais que tinham completado pelo menos a educação básica obrigatória subiu de 46,2% em 2016 para 56% em 2024.

Percentual de escolaridade das pessoas de 25 anos ou mais. Fonte: IBGE

Grau de escolaridade20162024
Ensino superior completo15,4%20,5%
Ensino superior incompleto3,6%4,2%
Ensino médio completo27,2%31,3%
Ensino médio incompleto4,2%4,9%
Ensino fundamental completo9,2%7,4%
Ensino fundamental incompleto33,1%26,2%
Sem instrução7,3%5,5%

Em recorte por sexo, os dados indicam que tinham concluído a educação básica 54% dos homens e 57,8% das mulheres. Na análise por cor ou raça, os percentuais eram de 63,4% para os brancos e de 50% para os negros (pretos ou pardos).

A média de anos de estudo no Brasil subiu de 9,1 anos em 2016 para 10,1 anos em 2024. Entre os homens, esse indicador cresceu de 8,9 para 9,9 anos, no período. Entre as mulheres, o crescimento foi de 9,2 para 10,3 anos.

Entre os brancos, a média de anos de estudo cresceu de 10,1 para 11 anos. Na população negra, o avanço foi maior, ao passar de 8,1 anos em 2016 para 9,4 em 2024.

Trabalho e estudo

A Pnad analisou ainda o grupo de pessoas com 15 a 29 anos que se dedicavam ao estudo e ao trabalho. Nessa faixa etária, 16,4% trabalhavam e estudavam (ou se qualificavam), 39,9% trabalhavam mas não estudavam (ou se qualificavam), 25,3% estudavam (ou se qualificavam) mas não trabalhavam e 18,5% não estudavam (ou se qualificavam) nem trabalhavam.

Percentual de jovens que trabalham e/ou estudam. Fonte: IBGE

Trabalham e estudam16,4%
Trabalham e não estudam39,9%
Estudam e não trabalham25,3%
Não estudam nem trabalham18,5%

A população que não estuda nem trabalha representou 8,9 milhões dos 48 milhões de jovens nessa faixa etária. Apesar disso, os dados do IBGE mostram queda da participação desse grupo no total de pessoas nessa idade, já que representavam uma parcela de 22,4% em 2019, de 20% em 2022 e de 19,8% em 2023.

Dos 8,7 milhões de jovens de 14 a 29 anos não haviam completado o ensino médio em 2024, por terem abandonado a escola ou por nunca a terem frequentado. O número é menor do que o observado em 2023 (9,3 milhões).

O principal motivo para o abandono da escola ou para nunca tê-la frequentado, nessa faixa etária, foi a necessidade de trabalhar (42%), seguido pela falta de interesse (25,1%). Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi o motivo de abandono da escola de 53,6% deles. Entre as mulheres, a necessidade de trabalhar (25,1%) divide o topo dos motivos de abandono com a gravidez (23,4%).

A pesquisa mostra ainda que a necessidade de realizar afazeres domésticos ou cuidar de pessoas foi o motivo de abandono para 9% das mulheres. Entre os homens, apenas 0,8% apontaram essa razão para abandonar os estudos.

Fonte: Correio do Brasil

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