Pastor é preso suspeito de abusar de adolescentes em Igreja Batista

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 4ª Delegacia de Polícia, prendeu temporariamente na última sexta-feira (19/12) um pastor de 30 anos suspeito de abuso sexual contra adolescentes. O investigado atuava como líder de jovens na Igreja Batista Filadélfia, situada no Guará 2. De acordo com as investigações, o homem utilizava sua posição de autoridade religiosa para ganhar a confiança das vítimas e isolá-las, facilitando a prática dos crimes. As informações são do Metrópoles.

As apurações indicam que o suspeito agia de forma sequencial desde 2019, aproximando-se de um novo jovem assim que o anterior se afastava do convívio ministerial. Até o momento, a polícia identificou ao menos três vítimas do sexo masculino, sendo que uma delas já atingiu a maioridade. O padrão de comportamento descrito aponta para uma manipulação psicológica baseada na fé e na proximidade dentro da estrutura eclesiástica.

O caso ganha contornos ainda mais graves devido ao vínculo familiar do suspeito, que é filho do presidente da congregação. Segundo informações levantadas pela coluna Metrópoles, o pastor investigado continuou exercendo suas funções normalmente, mesmo após as denúncias circularem internamente. Além disso, há relatos de que o pai do suspeito teria tentado persuadir as vítimas a não denunciar, alegando que os abusos não ocorreram.

Fonte: DCM

Plano de Trump quer expulsar palestinos de Gaza e construir hotéis de luxo

Projeto idealizado pelo genro de Trump e Steve Witkoff prevê investimento inicial de R$ 620 bilhões e não detalha para onde palestinos serão realocados

Os Estados Unidos pretendem estabelecer um plano de reconstrução para a Faixa de Gaza que transformaria o local em um destino turístico de alta tecnologia e luxo pelas próximas duas décadas, de acordo com um relatório divulgado na sexta-feira (19/12). 

O jornal norte-americano Wall Street Journal, que ouviu fontes próximas ao assunto, informou que o “Projeto Sunrise” foi desenvolvido por Jared Kushner, genro do presidente Donald Trump, e pelo enviado especial para o Oriente Médio, Steve Witkoff, durante os últimos 45 dias. O veículo acrescenta que as autoridades levaram o assunto para potenciais investidores e governos estrangeiros, que incluem a Turquia e o Egito. Os primeiros 10 anos do plano demandariam US$ 112 bilhões (R$ 620 bilhões).

O relatório, que foi divulgado em 32 páginas de slides de PowerPoint, não especifica quais empresas estarão envolvidas na reconstrução do enclave e onde os dois milhões de palestinos ficarão estabelecidos enquanto o projeto estiver sendo implementado.

O texto ainda informa que Washington “se comprometeria a ser uma ‘âncora’ apoiando quase 60 bilhões de dólares em subsídios e garantias sobre dívidas para ‘todas as linhas de trabalho previstas’ nesse período”, enquanto espera que Gaza possa autofinanciar outros projetos nos anos seguintes do plano. 

Conforme o documento, a reconstrução de 20 anos seria concluída em quatro etapas, começando no sul com Rafah e Khan Younis, depois os acampamentos centrais, antes de terminar com a Cidade de Gaza.

Em fevereiro deste ano, Trump sugeriu a criação do que chamou de “Riviera do Oriente Médio”, prevendo deslocar os palestinos de suas terras permanentemente. Dezenas de organizações de direitos civis e grupos de defesa, além de governos internacionais, expressaram preocupação com as declarações do republicano e rejeitaram a expulsão dos cidadãos de Gaza. A ideia também foi repudiada por mais de 70 organizações norte-americanas, que encaminharam uma carta ao chefe de Estado pressionando pela arquivação do plano.

Fonte: Ópera Mundi

TCU Intima Banco Central a justificar liquidação extrajudicial do Banco Master

Após recentemente o Banco Central ter decretado a liquidação extrajudicial do Banco Master, controlado por Daniel Vorcaro, o Tribunal de Contas da União (TCU) exigiu esclarecimentos sobre a decisão. Nessa quinta-feira (18), o ministro Jhonatan de Jesus determinou que a autoridade monetária apresente, em até 72 horas, os fundamentos que levaram à medida adotada.

O magistrado questiona a decisão do Banco Central, classificando-a como uma “medida extrema” e possivelmente precipitada. Segundo o despacho, havia alternativas à liquidação imediata, incluindo a possibilidade de suspender futuras ações relacionadas aos ativos da instituição financeira.

Além disso, o Banco Central precisa justificar por que não recorreu a soluções consideradas menos severas, detalhar a sequência dos eventos e as negociações mantidas durante o processo, e esclarecer se a atuação seguiu critérios internos de coerência e governança decisória.

O TCU mantém atenção sobre o caso, buscando assegurar que as decisões que impactam o sistema financeiro estejam amparadas em análises rigorosas e procedimentos transparentes. A resposta do Banco Central deverá contribuir para o aprofundamento da fiscalização sobre a gestão do Banco Master e o impacto da liquidação extrajudicial no mercado.

Fonte: Blog do  Amarildo Mota

RJ: levantamento diz que a polícia apreende 1 fuzil a cada 10 horas

Medidas adotadas no governo Bolsonaro favoreceu o acesso do crime organizado as armas e munições

O ISP (Instituto de Segurança Pública) divulgou, nesta sexta-feira (19), uma pesquisa sobre a produtividade policial do Rio de Janeiro. Segundo os dados, entre janeiro e novembro deste ano, as polícias Civil e Militar retiraram 848 fuzis das ruas do estado, “um a cada 10 horas”.

Segundo a pasta, essa é a maior apreensão desse tipo de armamento na história do RJ.

Nestes 11 meses as forças de segurança apreenderam 5.677 armas, prenderam em flagrante 38.951 pessoas e houve 23.748 registros de apreensões de drogas, cerca de 71 por dia.

Esses dados ajudam no planejamento estratégico das polícias Civil e Militar para o ano seguinte.

A pesquisa mostra que nesses 11 meses, a PCRJ e a PMRJ realizaram 5.677 apreensões de armas, uma média de 17 por dia.

O levantamento ainda aponta que em comparação com o mesmo período de 2024, o aumento foi de 23,4%. O número de fuzis apreendidos era de 687.

Os dados divulgados pelo Instituto de Segurança Pública são referentes aos Registros de Ocorrência (RO) registrados nas delegacias de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro durante o mês de novembro.

Redação com CNN Brasil

Empresas suspeitas de lavar dinheiro do PCC têm contratos milionários com prefeituras de SP

Gestões municipais e companhias dizem que processos foram regulares e estão à disposição de autoridades

Um grupo de 13 empresas suspeitas de participarem de um esquema de lavagem de dinheiro, que inclui a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), assinou ao menos 66 contratos com 11 prefeituras do estado de São Paulo nos últimos quatro anos.

Os contratos, somados a 57 termos aditivos que prorrogaram os períodos de fornecimento e prestação de serviços aos municípios, correspondem a um total de R$ 584,6 milhões repassados dos cofres municipais para essas empresas suspeitas.

As suspeitas de lavagem de dinheiro são investigadas pela Polícia Civil paulista na Operação Falso Mercúrio, que levou ao bloqueio de R$ 6 bilhões, incluindo 49 imóveis, e à apreensão de 257 veículos. As informações sobre valores dos contratos com prefeituras foram levantadas pela Folha de S.Paulo a partir de publicações no Diário Oficial do Estado.

As contratações são para o fornecimento de softwares educacionais e conteúdo pedagógico, oferecimento de cursos profissionalizantes, aluguéis de centenas de veículos oficiais, de impressoras, e a compra de materiais de limpeza e de higiene, comida, móveis, uniformes para campeonatos de times de várzea e itens de papelaria.

Procuradas pela reportagem, as prefeituras afirmaram que as contratações seguiram rigorosamente o processo previsto em lei, que os contratos têm sido cumpridos regularmente e que não foram procuradas pelas autoridades policiais.

ou seja, a passagem de dinheiro do crime misturado a receitas aparentemente lícitas nas contas bancárias das empresas, o que dificulta o rastreamento pelos órgãos de controle.

A investigação conseguiu descrever o caminho do dinheiro sujo, desde a coleta por suspeitos de integrar o PCC, entre eles, pessoas que respondem pela exploração de uma rede de caça-níqueis e um condenado por tráfico de drogas, passando por intermediários e chegando aos beneficiários finais.

Segundo o documento, também há investigados suspeitos de praticar estelionato e extorsão.
Documentos encontrados em celulares apreendidos pela Polícia Civil mostram transferências bancárias entre as empresas dos suspeitos de fazerem a coleta do dinheiro sujo e as firmas ligadas aos beneficiários finais, Eduardo Moreno Lopes (o Tio) e Thiago Telles Batista de Souza (de apelido Tom Cruise).

Lopes é sócio de duas empresas, a Kompre Limp e a Stoka, ambas distribuidoras de materiais, que firmaram contratos com prefeituras da região metropolitana de São Paulo.

Ele também tem familiares como sócios de outra empresa citada na investigação, a Center Lopes, que opera no ramo de aluguel de veículos e firmou contratos que somam ao menos R$ 15,5 milhões com a Prefeitura de Barueri desde 2022.

Em outras oito empresas, Lopes é identificado como “operador” dos valores que passam por elas. Isso porque fez pagamentos dessas firmas para as empresas de intermediários no esquema, segundo apontam comprovantes encontrados nos celulares.

Já Telles é apontado como operador de três firmas que integraram o esquema, todas com contratos públicos.

A Prefeitura de Barueri responde por 69% dos valores de contratos (ou R$ 359,4 milhões) encontrados no Diário Oficial do Estado desde janeiro de 2022. Cotia está em segundo lugar, com R$ 72,3 milhões, ou cerca de 14% do total.

Uma das conversas encontradas pela investigação nos celulares dos suspeitos mostra que, em ao menos uma ocasião, Lopes demonstrou que contava com dinheiro público para fazer negócio com outro investigado. Foi em dezembro de 2024, quando Manoel Sérgio Sanches tentava lhe vender um prédio.

Lopes responde que, para comprar o imóvel, precisava receber pagamento da Prefeitura de Cotia. No dia seguinte, ele informa Manoel que havia almoçado com o prefeito, à época, Rogério Cardoso Franco (PSD), e recebido uma promessa de pagamento.

A empresa Center Lopes, da família do investigado, havia firmado com a gestão municipal um contrato de R$ 45 milhões para locação de veículos havia menos de um mês. Ao longo de 2025, a empresa seguiu firmando contratos com a prefeitura.

Os diálogos apontam que Lopes e Telles recebem valores em espécie e os intermediários, responsáveis pela empresa Key Car, negociam transferências bancárias. Os pacotes de dinheiro são entregues por motoboys.

Num dos diálogos com Lopes, Sanches tenta viabilizar um pagamento de R$ 400 mil a um dos beneficiários do esquema. A conta indicada para o pagamento é de uma casa de pôquer na Liberdade (no centro de São Paulo), o que desperta o receio do cliente.

Para convencê-lo, Sanches encaminha a Lopes um áudio de Alessandro Braga, sócio da Key Car, que argumenta que usar conta da casa de apostas seria vantajoso. No fim, Lopes aceitou.

A polícia encontrou cinco pagamentos relacionados a essa transação, num total de R$ 312 mil, feitos pela Assinco Informática à casa de pôquer. Questionada, a empresa disse que não teve acesso ao processo da Operação Falso Mercúrio, que tramita em segredo de Justiça.

Outro lado

As empresas Center Lopes, Kompre Limp e Stoka disseram que estão cientes da investigação e que não lhes foi concedido acesso aos processos na Justiça relacionados à Falso Mercúrio, o que as impede de comentar os detalhes do caso. Todas disseram que suas atividades ocorrem de forma regular.

Essas empresas repudiaram “de forma veemente qualquer tentativa de associação de seu nome ou de seu sócio a práticas ilícitas” e reafirmaram o compromisso com a legalidade. A empresa Arco & Flecha Distribuidora também rechaçou “qualquer tentativa de associação a práticas ilícitas ou a organizações criminosas” e disse que está “à disposição para colaborar com a Justiça e com as autoridades”.

A Assinco Informática e a Micro Ka Informática afirmaram que aguardam permissão para acesso aos autos e que acreditam “não ser alvo da investigação”.

Já a Gifi Comércio e a Nova SS Pães e Doces disseram que não tiveram acesso aos documentos da investigação, e que tentam compreender o contexto em que seus nomes foram mencionados. As duas empresas afirmaram que cumprem “rigorosamente todas as obrigações assumidas nos contratos firmados com o poder público.”

Questionada, a Prefeitura de Barueri afirmou que “todos os contratos firmados com empresas prestadoras de serviços ou fornecedoras de materiais indicadas foram celebrados em estrita observância à legislação vigente, por meio de regulares procedimentos administrativos e licitatórios, com ampla publicidade e transparência”.

Acrescentou que as empresas contratadas cumprem “regularmente as obrigações previstas nos respectivos contratos, os quais permanecem válidos e eficazes”, e que não há qualquer decisão judicial para suspendê-los.

A Prefeitura de Cotia ressaltou que o contrato com a Center Lopes foi firmado pela gestão anterior. Disse também que “acompanha os desdobramentos da Operação Falso Mercúrio e reafirma que está à disposição das autoridades competentes.”

Em nota, a Prefeitura de Osasco disse que “não há como saber a origem das empresas que participam das licitações, posto que, se cumpridos os requisitos legais de participação, não há como impedi-las” de participar. Ressaltou que aprova a Operação Falso Mercúrio.

As prefeituras de Embu das Artes, Santana de Parnaíba, Itapevi, Iracemápolis e Sorocaba também disseram que os processos de contratação das empresas investigadas seguiram a lei e que os serviços foram prestados normalmente.

Procuradas, as prefeituras de Araçariguama, Mairiporã, Mauá, Pindamonhangaba, Pirapora do Bom Jesus e Poá não responderam.

As empresas Suzupaper Comércio de Papelaria e ASX Participações e Tecnologia, procuradas por email e telefone, não responderam. Os investigados Eduardo Lopes e Thiago Telles foram procurados por meio de seus emails pessoais, e também não responderam.

Fonte: ICL

GLAUBER FICA E A FRÁGIL DEMOCRACIA BRASILEIRA

Paulo Memória – Jornalista e cineasta

Glauber fica! E ficou, apesar dos prognósticos pessimistas de que o Deputado Federal Glauber Braga (PSOL-RJ) conseguiria reverter a decisão tomada na Comissão de Ética, indicando a cassação do seu mandato parlamentar, mudando esta posição no plenário da Câmara dos Deputados. O Deputado Glauber, é, indiscutivelmente, uma das lideranças que mais tem crescido no campo popular-democrático e progressista brasileiro. Tem se consolidado como uma referência nos segmentos da esquerda nacional, ocupando um espaço da esquerda tradicional em nosso país, que tem se afastado cada vez mais das bases sociais nas quais alicercou sua ascensão aos poderes executivo e legislativo.

O motivo para a cassação de Glauber, segundo o relator do processo na Comissão de Ética da câmera federal, Deputado Paulo Magalhães (PSD/BA), foi uma ridícula justificativa de “quebra de decoro parlamentar”, em que ele teria “agredido” um membro do MBL – Movimento Brasil Livre, um provocador de extrema-direita, que não citarei o nome para não lhe dar palco. Este meliante há anos persegue o Deputado Glauber em seus eventos políticos no Rio de Janeiro, na persistente tentativa de desestabilizá-lo emocionalmente, com provocações de baixo calão e outras intimidações morais e até de violência física. As abordagens do referido néscio, nada tem haver com o embate político, sendo, tão somente, truculências e virulências verborragicas.

Glauber sempre contornou, em um exercício de extrema paciência, que tenho lá minhas dúvidas se eu teria, as afrontas deste tal integrante do Movimento Brasil Livre, que acaba de se transformar em um partido de viés assumidamente neo-nazista, chamado “Missão”. Observando que a tática de tentar tirar Glauber do sério não estava atingindo seus objetivos, este delinquente do MBL, saber-se lá a serviço de quem, aumentou o tom das agressões a Glauber, passando a frequentar os corredores da Câmara dos Deputados, em Brasília, focado nos ataques e impropérios contra o deputado do PSOL fluminense.

O desordeiro então extrapolou todos os limites da convivência civilizada, ao começar a desrespeitar e difamar a mãe de Glauber, ex-prefeita da Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, Saudade Braga, já gravemente enferma quando ocorreu este episódio. Era uma gestora conhecida pela sua competência administrativa e respeitada até pelos seus adversários políticos, como sendo uma mulher íntegra no trato da coisa pública e no convívio democrático. Foi o estopin para que Glauber, em um reflexo absolutamente compreensivel, reagiu expulsando aos empurrões, o marginal do recinto da Câmara dos deputados, dando margem para a construção da narrativa de que teria agredido o mesmo. Não é isso o que assistimos nas gravações do fato ocorrido. A única coisa que constatamos nas imagens, é a indignação de um filho, contra a tentativa de desmoralização da história e da imagem pública da sua mãe, sem condições de se defender e que, lamentavelmente, faleceu pouco tempo depois dos fatos aqui expostos.

E o mais interessante é que o relator deste processo contra Glauber, como dito anteriormente, foi o deputado do PSD baiano Paulo Magalhães, sobrinho do notório Antonio Carlos Magalhães, que foi julgado e absolvido no mesmo Conselho de Ética anos atrás, precisamente por agredir a socos e pontapés, o jornalista Maneca muniz, que lançava a época, um livro de denúncias contra seu tio ACM. Já nesta recente votação do conselho de ética, a cassação do mandato de Glauber foi aprovado por 13 votos favoráveis e 5 contrários, fazendo valer o ditado popular que cita os tais “dois pesos, duas medidas”.

Esta foi a primeira excrescência neste julgamento de cartas marcadas. Com a vitória da direita na Comissão de Ética, o processo foi remetido ao plenário daquela casa legislativa, onde são necessários 257 votos para cassar o mandato de um deputado, pena sugerida que foi abrandada por surpreendentes 311 votos a favor da suspensão do exercício do mandato do psolista por seis meses, ao invés de cassá-lo, o que o tornaria inelegível pelos próximos 8 anos. Mas o desrespeito à Glauber não para por aí. O insignificante presidente da Câmara dos Deputados Hugo Motta (Republicanos/PB), um fantoche do ex-presidente da casa, deputado Artur Lira, conseguiu superar o aloprado membro do MBL que perseguia Glauber, em uma agressão ainda mais grave.

Glauber teve que protagonizar, mais uma vez na condição de vítima, uma das mais bizarras cenas na história do parlamento brasileiro, quando, na ocasião em que presidia uma sessão regimental da câmara, foi surpreendido pelos policiais legislativos, arrancando-o a força da mesa dos trabalhos, com a autorização do atual presidente daquele poder legislativo, Deputado Hugo Mota, que ordenou ainda a derrubada do sinal da TV Câmara, fechou o plenário e expulsou a imprensa do local, numa típica cena da época da ditadura militar.

O pequeno ditador ou como diria o grande Leonel Brizola, “um filhote da ditadura”, Hugo Mota entrará para os pósteros nacionais como o novo Áureo de Moura Andrade, de triste memória, que, como presidente do Senado federal declarou vaga a presidência da república, abrindo caminho para o Golpe Militar de 64, que depôs o Presidente João Goulart. Posso ouvir a voz de Tancredo Neves ecoando novamente no plenário da Câmara dos Deputados, aos gritos indignados pela deposição de Jango: “canalhas, canalhas, canalhas” .

Corpos de mercenários brasileiros mortos na Ucrânia são usados para alimentar animais

Um ex-combatente que atuou na guerra da Ucrânia relatou que corpos de soldados estrangeiros, incluindo brasileiros, muitas vezes não são resgatados e acabam devorados por animais. O baiano Rafael (nome fictício), de 38 anos, contou ao Portal A Tarde que a prática estaria ligada a um sistema que transforma mortes em ganhos financeiros para unidades militares.

Segundo ele, soldados mortos sem recuperação do corpo são registrados como “desaparecidos úteis”, o que permite a continuidade de pagamentos durante o período do contrato. “O contrato é de três anos. Se não tem corpo, o soldado é dado como desaparecido. Sem corpo, não tem morto. E o comandante continua recebendo o salário”, afirmou.

Rafael disse que muitos corpos deixam de ser recolhidos de forma deliberada. “Não é porque não dá. É porque não querem. Os corpos não recuperados, muitas vezes, acabam como alimento para animais ou alvo de chacota dos russos. Muitos, os bichos comem”, declarou.

Esses soldados são classificados como “missing in action” “desaparecido em ação) ou “lost in terrain” (perdido no terreno), status que pode durar até três anos. Durante esse período, familiares não recebem informações oficiais nem valores devidos. “Nenhum familiar é comunicado. Eles recebem até três anos, que é quando dá baixa no contrato”, disse.

O ex-combatente afirmou que a maioria das mortes ocorre por minas terrestres e drones explosivos, e não em confronto direto. “O drone quando vem explode tudo, não sobra nada. Muitos morrem soterrados. Quando pisa numa mina, explode”, contou. Ele disse ainda que o envio de corpos ou cinzas ao Brasil praticamente deixou de acontecer. “Agora, nem isso”, lamentou.

Segundo Rafael, muitas famílias só descobrem a morte dos parentes por mensagens e imagens divulgadas em redes sociais e aplicativos. “É assim que aparecem: uma foto com um X e a frase ‘Brazilian merc down’”, relatou, afirmando que os russos tratam estrangeiros como mercenários.

Ele também citou um ranking informal de mortes por nacionalidade, no qual os brasileiros aparecem em segundo lugar, atrás apenas dos colombianos. Rafael afirmou que cerca de 300 brasileiros já morreram no conflito.

Rafael também denunciou o que chama de “sistema perverso”. “O soldado morto que não tem corpo recuperado continua registrado como ativo, gerando pagamentos e benefícios para a unidade, enquanto nenhuma informação é repassada à família”, completou.

Veja a lista de alguns brasileiros mortos identificados:

  • Kauã Victor da Silva – Anápolis, Goiás
  • Luís Felipe Vieira Toledo – Rio de Janeiro
  • Francisco Elton De Araújo – São Luís, Maranhão
  • Lucas Lima – São Geraldo, Minas Gerais
  • Joas da Rosa Oliveira Serafim – Canoas, Rio Grande do Sul
  • Daniel Lucas de Campos – Campinas, São Paulo
  • Wendrilli Polga Lopes – Rio Grande do Sul
  • Brayan Caldeira Vasconcelos – Rio de Janeiro
  • Arthur Santiago da Silva – Governador Valadares, Minas Gerais
  • Luís Kauan Marta de Freitas – Rio Grande do Sul
  • Raysson Mendes dos Santos – Manaus, Amazonas
  • Luís Felipe Martin – São Pedro, São Paulo
  • Thiago Paulo Bulhões – São Paulo
  • José Nito de Jesus Souza – Maiquinique, Bahia
  • João Victor de Brito Valim – Jacareí, São Paulo
  • Francisco Alves dos Santos Filho (Zeus) – Teresina, Piauí

Fonte: DCM

PF apreende mais de R$ 400 mil na casa de Sóstenes Cavalcante

A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 400 mil em dinheiro vivo durante uma operação realizada nesta sexta-feira contra parlamentares do PL. O montante foi encontrado com o deputado Sóstenes Cavalcante, líder da legenda na Câmara dos Deputados, que é um dos alvos da ação, informa a Veja.

A ofensiva faz parte da Operação Galho Fraco, deflagrada pela Polícia Federal para aprofundar investigações sobre possíveis desvios de recursos públicos oriundos de cotas parlamentares. A PF cumpre sete mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Rio de Janeiro.

Além de Sóstenes Cavalcante, também é alvo da operação o deputado bolsonarista Carlos Jordy. Os mandados foram expedidos pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a Polícia Federal, o foco da investigação é um suposto esquema articulado para o desvio e a ocultação de verbas públicas. “De acordo com as investigações, agentes políticos, servidores comissionados e particulares teriam atuado de forma coordenada para o desvio e posterior ocultação de verba pública”, afirmou a PF em nota oficial.

Fonte: Brasil 247

Alemanha financia genocídio palestino comparando armas de Israel

Israel fecha venda recorde de armamentos para a Alemanha

Enquanto o mundo todo pressiona o estado sionista de Israel por causa do genocídio em Gaza, a Alemanha não sente nenhum constagimento em fazer compra bilionária, mesmo sabendo que esses recursos serão usados para continuar o massacre do povo palestino.

A Alemanha assinou nesta quinta-feira (18/12) um contrato no valor de 3,1 bilhões de dólares (R$ 17 bilhões) para expandir a compra e instalação do sistema de defesa antimísseis Arrow 3, fabricado pela empresa pública Indústrias Aeroespaciais de Israel (IAI).

Berlim adquiriu pela primeira vez o sistema Arrow em 2023, ao considerar os mísseis russos de alcance intermediário como a principal ameaça à sua população e infraestrutura crítica. Combinados, os dois acordos agora totalizam 6,7 bilhões de dólares (R$ 36 bilhões), representando o maior contrato de exportação de defesa da história de Israel, informou o Ministério da Defesa do país.

A cerimônia de assinatura ocorreu na Alemanha e foi presidida pelo diretor da Organização de Defesa Antimísseis de Israel (IMDO), Moshe Patel, e pela diretora-geral do Escritório Federal Alemão de Equipamentos, Tecnologia da Informação e Apoio em Serviço da Forças Armadas Alemãs, Annette Lehnigk-Emden.

Primeiro país europeu a usar o sistema Arrow

Em dezembro deste ano, a Alemanha tornou-se a primeira nação europeia a implantar o Arrow, considerado um dos sistemas mais avançados do mundo para interceptar mísseis balísticos intercontinentais.

O risco de um ataque direto com mísseis a partir de grandes altitudes é considerado baixo para a Alemanha e a Europa. No entanto, países como a Rússia possuem mísseis balísticos de longo alcance capazes de atingir altitudes extremas e que podem representar uma séria ameaça, como o Oreshnik.

Até então, a Alemanha não tinha uma resposta militar a esse tipo de armamento. O Arrow 3 se tornou, assim, um componente fundamental do realinhamento da política de segurança de Berlim, que inclui um aumento significativo nos gastos com defesa e o desenvolvimento de um sistema europeu de defesa aérea em camadas.

O país europeu estabeleceu em 2025 um novo recorde de gastos com defesa, com um investimento total de 83 bilhões de euros.

Sistema foi usado por Israel contra o Irã

O Arrow 3 foi desenvolvido em conjunto por Israel e pelos EUA. Ele pode interceptar mísseis que se aproximam a altitudes de até 100 quilômetros – na transição para o espaço – e atinge um alcance de até 2.400 quilômetros.

Em Israel, o sistema é utilizado como a camada superior das defesas antimísseis do país, em conjunto com o Domo de Ferro, que neutraliza ameaças de curto alcance. Ele foi usado, por exemplo, para interceptar mísseis balísticos lançados contra o território israelense a partir do Iêmen e do Irã este ano. 

Apesar de tecnologicamente avançado, tem um preço elevado: estima-se que um único míssil interceptor do modelo custe vários milhões de euros.

Em novembro, a Alemanha suspendeu um embargo à venda de armas para Israel, revertendo a sanção que havia imposto ao país pelo conflito em Gaza. 

A decisão afetou armas e sistemas que poderiam ser usados em Gaza, mas não outros considerados necessários para que Israel se defendesse de ataques externos, incluindo componentes para a marinha do país. Em setembro, porém, o licenciamento de novas exportações militares a Israel chegou a zero.

Fonte: Redação com DW

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