Supermercado pagará R$ 500 mil por colocar saúde de trabalhadores em risco

TRT-11 apontou falhas estruturais em máquinas, EPIs e condições de higiene que resultaram em acidentes graves.

Supermercado deverá indenizar em R$ 500 mil por danos morais coletivos após expor empregados a riscos contínuos à saúde e segurança. A 1ª turma do TRT-11 concluiu que a empresa reincidiu em infrações e não adotou medidas corretivas eficazes.

Entenda

Segundo o MPT, desde 2013 a empresa acumulava autuações por irregularidades estruturais, como máquinas sem proteção, ausência de EPIs, falhas ergonômicas e problemas elétricos. Um dos episódios mais graves foi o acidente que causou a amputação dos dedos de um trabalhador em 2023, devido à falta de proteção em uma máquina de moer carne.

O órgão ainda mencionou tentativa frustrada de acordo extrajudicial por meio de TAC, recusado pela empresa sob alegação de inviabilidade financeira.

Em defesa, o supermercado alegou que os autos de infração eram antigos, pontuais e que as falhas haviam sido sanadas. Contestou ainda a legitimidade do MPT, alegou cerceamento de defesa e questionou a proporcionalidade da indenização.

Supermercado deve pagar indenização de R$ 500 mil por colocar saúde de trabalhadores em risco.(Imagem: Freepik)
Descumprimento reiterado

A relatora do caso, desembargadora Joicilene Jerônimo Portela, rejeitou todas as preliminares levantadas pela empresa e destacou que a documentação constante nos autos demonstrava “que, muito embora devidamente notificada e orientada, a empresa não regularizou integralmente as condições de segurança e saúde do trabalho”.

Para a magistrada, os documentos indicam a existência de risco iminente à segurança dos trabalhadores e revelam o “descumprimento sistemático e reiterado das normas de segurança e saúde do trabalho”.

Ela apontou como especialmente grave a reincidência das irregularidades ligadas à segurança em máquinas e equipamentos previstas na NR-12, as quais resultaram em acidentes severos, inclusive a amputação de membros de um trabalhador do setor de açougue.

Segundo a relatora, a situação era agravada pela ausência de dispositivos de segurança nas serras fitas e moedores de carne, pela falta de fornecimento regular de luvas de malha de aço e pela ausência de fiscalização de seu uso, além da não comprovação de treinamentos adequados.

Para ela, tais condutas “têm exposto os trabalhadores a condições de risco iminente, configurando violação grave à integridade física dos empregados”.

Com base nesse quadro, a turma determinou que a empresa implemente medidas como proteção permanente em máquinas, capacitação de trabalhadores, cumprimento da NR-35 para trabalho em altura e registros adequados da Cipa – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, com multa diária de R$ 10 mil por obrigação descumprida.

A indenização por danos morais coletivos, antes fixada em R$ 50 mil em 1ª instância, foi elevada para R$ 500 mil, com valor a ser revertido a entidade social indicada pelo MPT.

Fonte: Migalhas

Macron pede cessar-fogo incondicional em Gaza e defende reconhecimento da Palestina

Durante discurso no Parlamento britânico nesta terça-feira (8), o presidente francês Emmanuel Macron defendeu um cessar-fogo incondicional em Gaza, reiterou o apoio europeu à Ucrânia e reforçou a importância da cooperação entre França e Reino Unido para preservar a ordem internacional. Ele também afirmou que a solução de dois Estados e o reconhecimento da Palestina são essenciais para a paz duradoura no Oriente Médio.

“Pedir um cessar-fogo incondicional em Gaza hoje é simplesmente dizer ao resto do mundo que, para nós, europeus, não há dois pesos e duas medidas (…). Queremos um cessar-fogo sem discussão”, declarou Macron em seu discurso.

O presidente francês disse ainda que “a solução de dois Estados e o reconhecimento do Estado da Palestina também são (…) a única maneira de construir a paz”.Expand article logo  

Fonte: MSN

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A serviço dos EUA, Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprova moção de louvor a Trump

Aprovação ocorre no mesmo dia em que o presidente dos EUA anunciou que vai divulgar tarifas para o Brasil

Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quarta-feira (9), uma “moção de louvor e regozijo” ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O requerimento é de autoria do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ). Segundo o parlamentar, Trump realiza um “brilhante trabalho desenvolvido como presidente da maior nação e pela incansável luta em defesa da democracia e da liberdade de expressão em todo o planeta”.

Sóstenes afirmou ainda que o presidente dos EUA “deve ser enaltecido e lembrado como um dos melhores presidentes do mundo e exemplo a ser seguido para a implementação e manutenção de uma democracia moderna e justa”.

A aprovação de louvor e regozijo a Trump ocorre no mesmo dia em que o mandatário norte-americano anuncia que vai divulgar tarifas para o Brasil.

Ao longo da semana, presidente dos EUA vem anunciando uma série de taxas contra parceiros comerciais. Ele sinalizou ainda que novas medidas devem ser divulgadas ao longo desta quarta e quinta-feira (10).

Fonte: CNN

Tarifaço de Trump contra o Brasil tem participação da família Bolsonaro

Parlamentares afirmam que taxação de 50% sobre exportações brasileiras foi articulada com apoio de aliados de Bolsonaro nos EUA e defendem reação firme do Brasil.

Parlamentares governistas reagiram com indignação à decisão do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto. Para deputados da base do governo e da oposição ao bolsonarismo, a medida tem motivação política e foi influenciada diretamente pela família Bolsonaro.

Já líderes da oposição criticaram Lula e disseram que o tarifaço é fruto da política externa “ideológica” do presidente.

O líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que o momento exige união entre os brasileiros e atacou Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e responsável pela divulgação da nota do governo americano.

“Somos um só povo, uma grande Nação! Não existe “dois lados” quando o que está em jogo são valores como a SOBERANIA, A PÁTRIA e a DEMOCRACIA. Conspirar contra o Brasil em território estrangeiro, é crime de lesa pátria, digna de covardes”, afirmou Rodrigues.

O senador Humberto Costa (PT-PE) afirmou que a medida é um ataque ao país, não a um governo:

“Nossa soberania não é negociável. A decisão deplorável de Trump, de quem Bolsonaro lambe as botas, não é contra um governo, é contra o Brasil. Enquanto o bolsonarismo ri e aplaude de boné MAGA, trabalharemos no diálogo diplomático para reverter as consequências desse ato insano.”

Em outra publicação, o senador ironizou a postura do ex-presidente brasileiro:

“Bolsonaro bate continência para a bandeira dos EUA e, junto com a sua turma, veste o boné de Trump, o cara que prejudica o Brasil com sobretaxas exorbitantes. Isso é o bolsonarismo: jogar e torcer contra o Brasil.”

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) afirmou que a tarifa anunciada por Trump não tem justificativa econômica, mas representa uma interferência nos assuntos internos do Brasil.

“Cadê os capachos do imperador Trump depois da taxação de 50% sobre todos os produtos brasileiros? A explicação não é econômica, é política. É interferência na soberania nacional, no Judiciário brasileiro, e defesa do golpista Bolsonaro que vai para a cadeia. É uma exigência descabida”, escreveu Valente.

Em publicação nas redes sociais, o deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) também criticou duramente os bolsonaristas. Segundo ele, os que apoiam Trump são “quinta-coluna” e atuam contra o país.

“VIRA-LATAS – É assim que devem ser chamados todos aqueles que se ajoelham diante do ataque à democracia e soberania brasileira realizado por Donald Trump. Eles, que se autodeclaram patriotas, são, na verdade, quinta-coluna e trabalham contra o Brasil”, escreveu Pimenta.

Mais cedo, antes do anúncio oficial do tarifaço, jornalistas perguntaram para o presidente Lula o que ele achava da medida. A primeira-dama, Janja da Silva, que estava ao lado, exclamou: “Ai, cadê meus vira-latas?”. Ela justificou que se referia a bolsonaristas que apoiam Trump contra Brasil.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), classificou a situação como “gravíssima” e acusou diretamente Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio de Freitas de estarem por trás da retaliação comercial.

“GRAVÍSSIMO. Trump taxou produtos brasileiros em 50%. Toda a justificativa para retaliar o Brasil é política, numa tese de defesa do Bolsonaro como perseguido político. Os vira-latas bolsonaristas conseguiram. Penso que Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Tarcísio devem estar muito felizes em prejudicar o Brasil, nossa economia e nossos empregos. Nós defendemos o Brasil e nossa soberania. Eles são uns traidores!”, publicou.

Oposição

Também nas redes sociais, o senador de oposição Ciro Nogueira (PP-PI) criticou a política externa de Lula.

“O senhor está satisfeito agora?”, escreveu Ciro.

“O senhor declarou apoio à opositora do então candidato Trump. Era o melhor para o Brasil? Não. Mas o senhor preferiu colocar a ideologia acima do interesse do povo”, completou.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) adotou a mesma linha:

“Parabéns, Lula, você conseguiu ferrar o Brasil! Você está com raiva dos brasileiros? Seu anti-patriotismo não tem limites! Depois de tantas ações provocando a maior democracia do mundo, tá aí o resultado do vexame da sua política internacional ideologizada”, escreveu.

Carta de Trump

A carta enviada por Trump ao presidente Lula cita diretamente Jair Bolsonaro e classifica como “vergonha internacional” o julgamento do ex-presidente pelo Supremo Tribunal Federal. O republicano também acusa o Brasil — sem apresentar provas — de censurar empresas americanas de redes sociais.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) afirmou que não esperava a medida e que as negociações com os EUA se concentravam na proposta de uma tarifa de 10% sobre países do Brics — sem qualquer sinal de que o Brasil seria alvo de uma sobretaxa geral.

Fonte: G1

Moraes prorroga inquérito contra Eduardo Bolsonaro por mais 60 dias

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), prorrogou o inquérito contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por mais 60 dias.

O despacho, assinado nesta terça-feira (8), atende a um pedido da PF (Polícia Federal).

No documento, o ministro considerou “a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização de diligências ainda pendentes”. A medida atende pedido da própria PF feito na última semana.

O inquérito tramita no Supremo, onde Eduardo Bolsonaro é investigado por coação no curso do processo, obstrução de investigação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

A abertura do inquérito foi determinada por Alexandre de Moraes em maio. Os investigadores apuraram a atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) por supostamente provocar autoridades dos Estados Unidos contra o Estado brasileiro.

Eduardo Bolsonaro se licenciou do cargo de deputado federal em março e, atualmente, mora nos EUA.

A investigação foi solicitada pela PGR (Procuradoria-Geral da República). Ao determinar a abertura do inquérito, Moraes entendeu que a PGR ofereceu elementos suficientes para a instauração da investigação.

Fonte: CNN Brasil

Em um dia, Israel mata mais de 105 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Total de mortes sobe para 57.680, enquanto passa de 770 número de vítimas fatais que buscavam por ajuda humanitária no enclave

O Ministério da Saúde de Gaza informou nesta quarta-feira (09/07) que mais de 105 palestinos foram assassinados em ataques israelenses, incluindo oito que procuravam por ajuda humanitária no enclave, nas últimas 24 horas. Além disso, a pasta registrou outras 530 vítimas que ficaram feridas dentro desse período.

Desde 7 de outubro de 2023, o número de palestinos mortos por Israel subiu para um total de 57.680, enquanto 137.409 de feridos. Já o número total de civis mortos que esperavam por suprimentos fornecidos pela controversa Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), um programa de distribuição criado por Tel Aviv e Washington em maio, chegou a 773.

O Hospital Nasser, localizado nas proximidades de Khan Younis, relatou ter recebido a maioria das vítimas fatais da GHF nesta quarta justamente por se localizar no sul do enclave. O único ponto de distribuição de alimentos do grupo israelense no centro de Gaza foi fechado, forçando dezenas de milhares de palestinos a se mudarem para a região sul em busca de comida. 

Segundo o jornal britânico The Guardian, autoridades médicas, trabalhadores humanitários e funcionários da saúde em Gaza relatam que estão sobrecarregados com o que chamaram de “incidentes em massa” quase diários, enquanto lutam para atender os palestinos que são feridos enquanto buscam ajuda.

A GHF foi criada em 27 de maio após Israel ser acusado pela comunidade internacional de bloquear a entrada de ajuda humanitária em Gaza e, assim, promovendo uma fome generalizada no enclave. O programa israelense, que tem apoio dos EUA, foi criado com o pretexto de distribuir suprimentos aos palestinos esfomeados. Entretanto, agências do mundo e, inclusive, as Nações Unidas (ONU), têm rejeitado parcerias por se tratar de um órgão controlado por tropas militares.

Em junho, o Exército de Israel admitiu que ordena seus soldados a atirarem contra os civis em filas de ajuda humanitária para “manter a ordem nos locais de distribuição”, e o reconhecimento só foi feito após uma reportagem divulgada pelo jornal Haaretz.

O genocídio contra os palestinos seguiu em curso à medida em que ocorria o segundo encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A reunião tinha o acordo de cessar-fogo como tópico principal das discussões. No entanto, o jornal The Times of Israel relatou que o premiê sionista se retirou da Casa Branca “sem qualquer anúncio público de um avanço nas negociações”.

Fonte: Ópera Mundi

Haddad: bets ganham fortuna, mas mandam dinheiro para fora do país

Ministro defendeu que sites de apostas paguem mais impostos no país

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira (8) que as bets paguem mais impostos no país. Para ele, as casas de apostas virtuais (bets) devem pagar taxas mais elevadas, a exemplo do que ocorre com os cigarros e as bebidas alcoólicas.

“O governo anterior tratou as bets como se fosse a Santa Casa de Misericórdia, sem cobrar um centavo de impostos das bets durante quatro anos”, disse ele, em entrevista. “Os caras estão ganhando uma fortuna no Brasil, gerando muito pouco emprego, mandando para fora o dinheiro arrecadado aqui, e que vantagem a gente leva?”, questionou o ministro.

“Para mim, tem que tratar as bets na linha do que é o cigarro e a bebida alcoólica. É uma coisa difícil de administrar e há vários casos na história de que, quando proíbe, piora. Temos que enquadrar esse setor de uma vez por todas”, defendeu.

De acordo com o ministro, medidas como essa que preveem maior taxação das bets são importantes para o governo. 

“Nosso objetivo é um só: depois de 10 anos estamos buscando resultados fiscais robustos para garantir que a economia continue crescendo, com baixo desemprego e inflação em queda. Mas a impressão que dá é que tem algumas pessoas querendo sabotar o crescimento econômico do país a troco da eleição do ano que vem”.

IOF

Em entrevista na manhã de hoje (8) ao portal Metrópoles, o ministro falou ainda que o impasse entre o governo e o Congresso Nacional pelo Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) não pode ser encarado como um “Fla x Flu”, disputa clássica do futebol carioca entre Flamengo e Fluminense. “Esse Fla-Flu não interessa a ninguém. Não vejo as coisas assim. Prefiro pensar institucionalmente”, disse ele.

Recentemente, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, suspendeu tanto os decretos do Executivo que elevam o IOF quanto o decreto que foi aprovado pelo Congresso Nacional e que derruba essa medida. Para resolver o impasse, Moraes determinou a realização de uma audiência de conciliação entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o tema para o próximo dia 15 de julho, em Brasília.

Na entrevista de hoje, Haddad disse que não pode se antecipar à decisão que será tomada pelo Supremo em relação ao IOF, mas informou que o governo está trabalhando para que essa questão seja resolvida.

Ele ressaltou ainda que o governo está buscando manter o diálogo com o Congresso e afirmou que, em breve, ele deverá se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. 

“Quando um não quer, dois não brigam. E nós não vamos brigar porque, no caso, nenhum dos dois quer brigar. Não tenho nem o direito de ter as relações estremecidas porque ele é o presidente da Câmara. Ele é um poder institucional e o Brasil depende da boa condução dos trabalhos dele. Eu sou um ministro, não tenho mandato. Mas ele é poder constituído. Nunca saí de uma mesa de negociação. E só saio com acordo”, afirmou Haddad.

Imposto de Renda

Durante a entrevista, o ministro disse ainda acreditar que o projeto sobre o Imposto de Renda e que prevê isenção para os que ganham até R$ 5 mil será aprovado.

Segundo Haddad, o deputado Arthur Lira, que é o relator do projeto sobre o Imposto de Renda, tem se reunido frequentemente com o governo, seja presencialmente ou de forma virtual. “Eu acredito que esse projeto será aprovado com larga margem de apoio”, falou.

Fonte: Agência Brasil

Um terço da população da Gaza está sem comer há dias, reporta ONU

Uma em cada três pessoas de Gaza está sem comer há dias, com vidas em risco devido à fome, reportou nesta segunda-feira (7) Stéphane Dujarric, porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU), em sua coletiva semanal.

Dujarric reiterou denúncias de que Israel continua a obstruir esforços humanitários, de acordo com informações da agência Anadolu.

Segundo o oficial, autoridades israelenses — na forma jurídica de “potência ocupante” — rejeitaram três dos oito pedidos de coordenação humanitária registrados pela ONU no domingo (6), de modo a impedir as equipes de executar operações críticas.

“Israel deve abrir todas as travessias disponíveis [a Gaza], facilitar plenamente o acesso humanitário e proteger devidamente os civis, conforme suas obrigações de acordo com a lei internacional”, destacou o comunicado.

Dujarric descreveu a demanda por combustível como “questão de sobrevivência” para os palestinos de Gaza, ao instar entrada sem demora.

Israel ignora apelos internacionais por cessar-fogo, ao manter ataques indiscriminados contra a Faixa de Gaza há mais de 630 dias, com mais de 57 mil mortos e dois milhões de desabrigados sob cerco e catástrofe de fome.

Em novembro passado, o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e o ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade conduzidos em Gaza.

O Estado israelense é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.

Fonte: Monitor do Oriente

MP Eleitoral denuncia Nikolas Ferreira por ataques a ex-prefeito de BH

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Deputado federal Nikolas Ferreira e outros políticos são acusados por supostas ofensas em campanha eleitoral de 2024

Ministério Público Eleitoral de Minas Gerais apresentou denúncia contra o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e outros três políticos por supostos ataques ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, durante o segundo turno das eleições municipais de 2024. O MP pediu a suspensão dos direitos políticos do deputado.

Além de Nikolas, também são alvos da ação o deputado estadual Bruno Engler (PL), que concorreu à Prefeitura de Belo Horizonte, a deputada estadual Delegada Sheila (PL) e a ex-vereadora Cláudia Araújo.

Além da suspensão dos direitos políticos, a acusação pede indenização por danos morais para a família de Fuad Noman.

Nikolas e outros denunciados

Os denunciados teriam utilizado trechos do livro Cobiça, escrito por Fuad Noman, de forma descontextualizada em peças de propaganda eleitoral.

Durante debate na Globo, Engler acusou Fuad de ter escrito um livro “pornográfico”, o que foi rebatido pelo candidato do PSD. “O senhor escreveu ou não escreveu o livro ‘Cobiça’, um livro erótico e pornográfico?”, indagou Engler. “É o rei das fake news, ele não leu o livro, se ele tivesse lido, ele não estaria falando uma bobagem”, respondeu Fuad.

O livro citado no debate foi publicado em 2020. A Justiça Eleitoral ordenou a retirada de um vídeo de Engler que abordava o tema. Na época, o juiz Adriano Zocche afirmou que o candidato do PL usou desinformação para alegar que a obra de Fuad fazia uma apologia à pedofilia.

O Ministério Público afirma que a prática resultou na falsa imputação de exposição de crianças, além de outros ataques à reputação do então prefeito.

Fuad Noman faleceu em março deste ano, aos 77 anos, vítima de um câncer. No processo, ele será representado por seus familiares, que devem atuar como testemunhas de acusação.

Fonte: ICL

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