Israel mata mais de 40 palestinos no campo de extermínio de Gaza neste domingo

Mais de 40 pessoas morreram neste domingo (14) em Gaza, a maioria em bombardeios das tropas israelitas no Norte do enclave palestino.

De acordo com uma contagem provisória citada pela agência EFE, feita com base em listas dos hospitais de Gaza compartilhadas por jornalistas que estão em território palestino, foram registradas 45 mortes até 12h30, sendo que 29 morreram em hospitais no Norte da Faixa de Gaza.

À EFE, Mohammad Abu Salmia, diretor do hospital Al Shifa, na cidade de Gaza, adiantou que esta manhã deram entrada cerca de 20 feridos e foram recebidos oito corpos de vítimas de bombardeios.

Ao hospital Al Quds, que é operado pelo Crescente Vermelho, uma fonte hospitalar disse à mesma agência espanhola que chegaram 35 feridos e cinco corpos.

Ao Sul da Faixa de Gaza, foram registrados 24 feridos e quatro mortos na sequência de um ataque a um dos pontos militarizados de distribuição de comida a Noroeste de Rafah.

Ofensiva

Há mais de um mês o Exército israelense lança uma ofensiva contra a cidade de Gaza, capital do enclave, para a ocupar, tentar resgatar os reféns israelenses que ainda estão na região e acabar com o movimento Hamas, tendo provocado o deslocamento de um milhão de pessoas que residiam na cidade.

Desde então, os bombardeios aumentaram contra a capital de Gaza, mas também as demolições e a destruição de qualquer tipo de infraestruturas.

Hoje, o exército israelense mandou evacuar três prédios na cidade de Gaza.

Segundo dados de quinta-feira (11) fornecidos pelas equipes de resgate da Defesa Civil de Gaza, pelo menos 53 mil palestinos perderam casa ou tenda onde se abrigavam na cidade de Gaza em menos de uma semana.

A guerra em curso na Faixa de Gaza foi desencadeada por um ataque liderado pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 ao sul de Israel, que fez 1,2 mil mortos, na maioria civis, e 251 reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma ofensiva em grande escala que já deixou mais de 64 mil mortos, na maioria mulheres e crianças, segundo as autoridades locais controladas pelo Hamas, destruiu quase toda a infraestrutura do território e provocou um desastre humanitário sem precedentes na região.

Relatores de direitos humanos da ONU, organizações internacionais e um número crescente de países qualificam como genocídio a ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Fonte: Agência Brasil

Israel expulsa mais de 250 mil palestinos da cidade de Gaza

O Exército israelense afirmou, neste sábado (13), que mais de 250.000 palestinos deixaram a Cidade de Gaza em direção a outras áreas do território, após uma intensificação dos bombardeios e ataques na principal cidade da Faixa de Gaza.

“Segundo as estimativas do Exército, mais de um quarto do milhão de habitantes da Cidade de Gaza abandonaram a cidade por sua própria segurança”, disse o porta-voz em árabe das Forças Armadas israelenses, Avichay Adraee. 

As Nações Unidas estimam que cerca de um milhão de palestinos vivem na Cidade de Gaza e arredores. 

As restrições à imprensa em Gaza e as dificuldades de acesso a muitas áreas impedem a AFP de verificar de forma independente os detalhes fornecidos pelos militares ou os relatórios da agência de Defesa Civil do território palestino. 

Neste sábado, o Exército israelense lançou panfletos instando os residentes dos distritos do oeste a deixarem a área, enquanto a agência de Defesa Civil de Gaza informava sobre ataques aéreos contínuos. 

“O Exército israelense está operando com muita intensidade em sua área e está determinado a desmantelar e derrotar o Hamas”, dizia o panfleto. 

“Para sua segurança, evacuem imediatamente pela rua Al Rashid em direção ao sul de Wadi Gaza. Vocês estão avisados”, adicionou.

Mohamad Abu Salmiya, diretor do complexo médico Al Shifa, disse à AFP que os deslocamentos continuavam dentro da Cidade de Gaza, com moradores se movendo de leste para oeste, mas que “apenas um pequeno número de pessoas conseguiu chegar ao sul”. 

“Mesmo aqueles que conseguem fugir para o sul muitas vezes não encontram nenhum lugar para ficar, já que a área de Al Mawasi está completamente cheia e Deir al Balah também está superlotada”, acrescentou.

Israel enfrenta crescente pressão internacional para encerrar sua ofensiva, mas afirma que está decidido a desmantelar o Hamas no que descreve como um dos últimos redutos do grupo. 

Nas últimas semanas, os militares israelenses concentraram seus ataques em edifícios que, segundo eles, foram utilizados por militantes do grupo islamista. 

A ONU e membros da comunidade internacional alertaram contra a ofensiva militar com medo de que piore a já grave situação humanitária na Cidade de Gaza, onde a ONU declarou que há uma situação de fome extrema. 

De acordo com a agência de Defesa Civil, os ataques israelenses mataram ao menos 25 pessoas desde a madrugada deste sábado. Na sexta-feira, pelo menos 50 pessoas morreram em todo o território, informou a mesma fonte. 

“Cada noite vamos dormir sem saber se acordaremos vivos”, disse à AFP Umm Anas al Ashqar, moradora da Cidade de Gaza. 

“Os bombardeios ao nosso redor nunca param (…) Ficamos em nossa casa porque não temos mais para onde ir. Isso não é vida. A morte seria mais fácil que isso”, completou.

Fonte: MSN

Lula defende mutirão para acabar com a “matança” na Faixa de Gaza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu neste sábado (13.set.2025) um mutirão para acabar com a matança na Faixa de Gaza. Ele visitou instalações do HUB (Hospital Universitário de Brasília) para acompanhar as atividades de um mutirão de atendimentos organizado pelo Ministério da Saúde.

Lula declarou que a palavra “mutirão” não existe em outros países. A origem, segundo ele, é na língua indígena tupi-guarani. Ao dizer que quer incluir o termo nos dicionários de outros países, o presidente citou que participou de cerimônia na França por ter contribuído para a criação da palavra multilateralismo. “Tinha multilateral, mas o ismo não tinha”, disse. Afirmou que agora atuaria para incluir a palavra mutirão no vocabulário dos demais países.

“É uma palavra brasileira, uma palavra indígena. Eu fui agora na França e fui homenageado na Academia Francesa de Letras porque eu coloquei uma palavra chamada ‘ismo’”, declarou. “Eu agora vou esnobar. O Sul Global vai criar, no dicionário mundial, a palavra mutirão. Mutirão para acabar com guerra, mutirão para acabar com a matança da Faixa de Gaza”, completou.

A primeira-dama Janja da Silva e os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Educação, Camilo Santana, acompanharam o presidente Lula na visita. Também estavam presentes no evento o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), e os deputados Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Erika Kokay (PT-DF).

Lula defendeu que o SUS (Sistema Único de Saúde) não é um projeto da esquerda ou da direita. Citou o caso do jornalista norte-americano Terrence McCoy, do Washigton Post, que elogiou o sistema de saúde em rede social depois de sofrer acidente no Rio.

Fonte: Poder 360

Jacarés viram problema em Arapiraca, Defensoria pede providência

A Defensoria Pública do Estado de Alagoas (DPE/AL) está acompanhando a situação do surgimento de jacarés em uma área urbana de Arapiraca, no Agreste alagoano. O local, que vem atraindo curiosos e moradores, acabou se transformando em um ponto turístico improvisado, porém, sem a estrutura adequada e com riscos à segurança da população.

Diante do cenário, a defensora pública Brígida Barbosa encaminhou uma recomendação à Prefeitura de Arapiraca, alertando para os perigos da presença dos répteis nas margens do rio, especialmente em razão da prática de alimentação dos animais por populares. A Defensoria destacou que a proximidade dos jacarés com pedestres e motoristas pode resultar em acidentes graves.

Em resposta à recomendação, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente apresentou um Plano de Manejo da Fauna Silvestre, voltado especificamente para o jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), espécie identificada no Rio Piauí, que corta a cidade.

Entre as primeiras ações já em andamento estão a instalação de placas de sinalização preventiva em áreas estratégicas e a realização de campanhas educativas com a comunidade, orientando sobre como agir em caso de avistamento dos animais. As mensagens reforçam a importância de não tentar capturar nem alimentar os jacarés.

O plano também prevê medidas de monitoramento, resgate e realocação segura dos animais, além da implantação de barreiras físicas em pontos críticos. Estão previstas ainda parcerias com órgãos ambientais e instituições acadêmicas para o acompanhamento técnico e científico da fauna local.

A Defensoria Pública informou que continuará acompanhando o caso para assegurar que as ações prometidas sejam efetivamente executadas e que a convivência da população com a fauna silvestre ocorra de forma segura e responsável.

Fonte: TNH1

TÁ NA HORA DO JAIR!

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Macei 14 de Setembro/ 2025

Há muito tempo não tínhamos uma semana tão repleta de notícias. Tudo começou com o nosso 4 Julho na Paulista, o Dia da Independência tupiniquim tomou um rumo nunca visto em terras brasucas. Em pleno 07 de Setembro um grupo de pessoas sem cérebro foram para a rua e tremularam uma bandeira gigante da terra do Tio Sam em plena Avenida Paulista. Nunca em seus mais de 130 anos essa Avenida reuniu tantos patriotas estrangeiros.

Por falar em patriotas, patriotas de verdade, o Supremo julgou os crimes do núcleo crucial do Golpe e o placar não poderia ser outro, goleada, mas poderia ter sido um chocolate irretocável se não fosse o lero lero do Ministro In Fux We Trust ( Em Fux nós confiamos). De forma sucinta, o Ministro levou apenas 13 horas pra proclamar seu voto e pra surpresa de zero pessoas, Sua Excelência, o Rolando Lero de peruca conseguiu ser mais insuportável do que aquele amigo biritado que te cospe todo e repete a mesma coisa na balada até amanhecer o dia. O Ministro conseguiu bater o escanteio e cabecear e numa capotada jurídica conseguiu um milagre, condenou a arma e inocentou o atirador, ou seja, sobrou para o mordomo. Fux entendeu que o Ajudante de Ordens, que é a pessoa que cumpre ordens, planejou secretamente um Golpe de Estado e que só contaria para o chefe quando o Palácio do Planalto estivesse limpo, sem nenhum corpo e nenhuma mancha de sangue nas vidraças e rampa do prédio.
Fux rasgou a máscara, vestiu a toga da desonra e ja pode desfilar nas trincheiras bolsonaristas como o mais novo herói, só falta o batismo oficial. O Ministro do STF abandonou o Direito e abraçou a Extrema Direita.
Deus, Pátria, Família e Fux, a familicia cresceu!

Deixando o Brasil rapidinho, seguimos para os EUA onde um cidadão conservador foi assassinado por um cidadão armado, armas que eram defendidas pelo assassinado, mas o que levou Tyler Robinson apertar o gatilho e matar Charlie Kirk ainda é um mistério. O problema é que políticos aqui no Brasil estão usando a morte do influenciador norte americano como combustível para acusar a esquerda pelo crime e isso tem causado uma onda odiosa nas redes de ambos os lados, contudo a narrativa da Extrema Direita tem ganhado força e isso pode ter consequências ruins!
Ja vimos esse filme antes com Marielle Franco, com Marcelo Arruda, com Mestre Moa do Katendê, sao alguns exemplos de que o discurso ” vamos matar a petralhada” ta mais vivo do que nunca!

Pra finalizar; voltamos para o Brasil. O julgamento terminou com o placar de 4×1 com uma pena de 27 anos de cadeia que eu acho pouco, diante de tudo que foi protagonizado pelo Seu Jair, agora é aguardar e saber se o Natal desse ano vai ter saidinha ou entradinha na Papuda!
Realmente o Brasil parou, para comemorar. Bolsonaro tem menos de 3 meses para arrumar uma doença e o estoque de camarão em Brasilia ja foi comprado pra ele.
“Não quer ir pra cadeia, só num fazer besteira” ( Seu Jair)

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 249

O pastor evangélico que manda matar moradores de rua

Por Ricardo Nêggo Tom

E se Jesus voltar com aquele discurso esquerdista de defesa dos mais pobres? O pastor Wilson Botelho já sabe o que fazer com ele

Wilson Botelho é um pastor evangélico da cidade de Divinópolis, em Minas Gerais. Bolsonarista raiz e aliado do prefeito da cidade, Gleidson Azevedo (Novo), que é irmão do Senador Cleitinho – outro bolsonarista de quatro costados – ele exerce o seu papel de cidadão expulsando pessoas em situação de rua da sua cidade. 

Isso mesmo que você acabou de ler. Pastor Wilson é uma espécie de xerife daquele condado mineiro, e não permite que pessoas permaneçam nas ruas sem a sua permissão. O ungido do senhor foi convidado para uma sessão da Comissão de Justiça, Legislação e Redação, na Câmara Municipal de Divinópolis, onde a pauta visava encontrar soluções para as pessoas em situação de rua.

 O evangélico iniciou a sua fala saudando a todos com a paz de Jesus e distribuindo bênçãos em nome de Deus, para segundos depois confessar, sem meias palavras e em plena casa parlamentar, que manda matar com 2 tiros na cabeça os moradores de rua que se recusam a sair da cidade. Se Charlie Kirk não tivesse morrido – e lamentamos a sua morte, apesar de sua vida – certamente chegaria à idade do pastor Wilson propagando as mesmas ideias evangélico-reacionárias, e promovendo as mesmas “ações cristãs afirmativas”, tendo a Bíblia e Jesus como fonte de amor e inspiração. O pastor ainda criticou quem distribui sopa para pessoas em situação de rua, e disse que elas estão “engordando vagabundos e pilantras” que representam “tudo quanto é tipo de desgraça de ser humano”.

O pastor Wilson é um desavergonhado cívico, um biltre evangélico, um cristão abutre que deveria ter saído preso desta sessão, se os parlamentares presentes não fossem omissos ou cúmplices com o seu discurso de ódio contra pessoas em condição de vulnerabilidade. Em que pese a Câmara tenha emitido uma nota de repúdio assinada pelo seu presidente, o vereador Israel da farmácia (Progressistas), classificando as falas do pastor como “inaceitáveis, repugnantes e incompatíveis com os valores de uma sociedade democrática”, cabe a esta mesma Câmara providenciar a punição dos parlamentares que não se manifestaram durante o culto ao nazismo ministrado por Wilson Botelho e suas dependências, e que foi aplaudido ao seu final por boa parte dos desavisados presentes.

É possível que durante o culto deste domingo, a igreja de Kid Wilson – o pastor pistoleiro de Divinópolis – esteja louvando a Deus através da “unção” de um potencial assassino confesso. Algo que não acontece apenas em sua jurisdição religiosa, mas em muitas outras espalhadas pelo país, onde os líderes pregam o ódio às diferenças como virtude divina e a morte dos “indesejáveis” como dever moral. Um evangelho que coloca Jesus sentado à extrema-direita do pai, segurando um fuzil e apontando para cada um que não cumpre os mandamentos dos pastores que brincam de ser Deus na terra. Espero que pastor Wilson matador não seja vítima das ideias que defende, assim como o mancebo conservador estadunidense que só queria louvar a Deus oprimindo minorias.

 Que Deus – não aquele que Wilson e Charlie creem, mas o espírito de amor que os bolsonaristas nunca conheceram e nem conhecerão – o defenda de si mesmo e de sua estupidez desumana. E o fato de ele se sentir à vontade para professar o seu ativismo miliciano dentro de uma casa parlamentar, é mais um recorte sobre o potencial nocivo e destruidor da presença da extrema-direita na política. Sobretudo, das bancadas da Bíblia e da bala. Um culto a violência, a falta de empatia e a morte. É por isso que não pode haver anistia para nenhum bolsonarista envolvido no 08/01. Nenhum. Essa gente tem o corpo bélico, a pele fardada, o espírito violento e a alma criminosa. A punição a eles precisa ser pedagógica e exemplar, para que não voltem a fazer e nem sirvam de mal exemplo para outros tentarem a mesma ação.

Esperamos também um posicionamento do Ministério Público de Minas Gerais, com relação às falas criminosas do pastor justiceiro. Caso este senhor – e também o Coronel da Polícia Militar que ele revela durante a sessão ter lhe dado carta branca para agir na região – não sejam punidos, abre um perigoso precedente para que outros bolsonaristas também se sintam na obrigação de exercerem sua cidadania ameaçando moradores de rua com dois tiros na cabeça. E que Jesus Cristo não volte tão cedo, ou fique longe de Divinópolis. Pois se ele voltar com aquele papinho piegas e humanitário de repartir o pão e de amar ao próximo como a ti mesmo, o pastor Wilson já sabe o que fazer com ele.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

Fonte: Brasil 247

Luiz Fux precisa escolher melhor seus amigos

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, precisa escolher melhor que ele tem como amigos, já que parte dos atuais aparentam ter a mania de falar mais do que a quantidade de orifícios da cabeça.

Após suas 13 horas de contorcionismo jurídico e político para absolver Jair Bolsonaro e outros cinco réus do núcleo 1 da trama golpista, nesta quarta-feira, 10 de setembro, amigos do ministro “neogarantista” tiveram suas falas divulgadas que põem em xeque o longo voto que ele deu.

Primeiro, foi um vídeo do lutador de jiu-jitsu Renzo Gracie no qual ele afirma que Fux falou em “dar um soco” em Alexandre de Moraes, isso depois de afirmar que ele mesmo, Renzo Gracie, teria participado de uma articulação de fuga para país estrangeiro do agora capitão do Exército condenado a 27 anos e três meses de cadeia por tentar dar um golpe de Estado no Brasil.

Ora, por que um ministro do STF mantêm contato com alguém que afirma ter articulado a fuga de um réu ao qual ele julga? E pelo narrado por Renzo Gracie, a relação com Fux é bem próxima. “É com um tio meu”.

Não seria oportuno, ao menos assim que o julgamento de todos os núcleos da trama golpista acabar, que se investigue até onde Fux sabia dessa articulação de fuga? Evidente, levando em conta que a história contada pelo Gracie seja verdade. Muita gente adora contar histórias em que se colocam como super-heróis.

Mas ao que parece, Fux tem mais amigos falastrões do que o “sobrinho” valentão. Em entrevista à CNN Brasil, Valdemar da Costa Neto presidente nacional do PL, afirmou que “amigos” ligaram para ele para que Fux seja candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro. Qual a chance de serem amigos em comum, entre o dirigente do PL e o ministro do STF?

Após deixar o STF, Fux tem todo o direito de se candidatar ao que bem entender, mas uma fala dessa vir logo após um voto que, além de extremamente longo, causar um grito de 180º em sua postura como magistrado e eivado comparações factuais e de tipos penais esdrúxulas, não parece de bom tom uma figura que neste momento histórico está no centro da política nacional aventar com uma candidatura.

Se os apoiadores de golpistas querem anular o julgamento, com essa declaração de Valdemar da Costa Neto, é mais fácil o voto de Fux ser anulado.

Em tempos de redes sociais, onde quase todos querem ser celebridades e mostrar trânsito em círculos aos quais não pertencem, ter amigos que saibam o peso de seu trabalho ou função é uma ajuda e tanto.

Luiz Fux, aparentemente, não tem amigos que entendam a proporção de orifícios que temos na cabeça. Então, deixe-me explicar: temos dois olhos, dois ouvidos e uma boca. Devemos, portanto, ver mais, ouvir mais e falar menos.

Está na hora de o ministro do STF se preocupar menos com a cabeleira e mais com os amigos que gostam de falar mais do que devem, até porque a preocupação com a coerência jurídica, ele já atirou pela janela.

Ex-chefe do Exército de Israel confirma mais de 200 mil vítimas na Faixa de Gaza

O ex-comandante do Exército de Israel Herzi Halevi afirmou que mais de 200 mil palestinos foram mortos ou feridos desde o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023. A estimativa, feita em encontro comunitário no sul de Israel nesta semana, corresponde a cerca de 10% da população do enclave, que soma 2,2 milhões de habitantes.

Halevi, que deixou o cargo de chefe do Estado-Maior em março após liderar as forças israelenses nos primeiros 17 meses do conflito, declarou que “nenhuma vez” as operações militares foram limitadas por conselhos jurídicos. “Nenhuma vez alguém me restringiu. Nenhuma vez. Nem a advogada-geral militar [Yifat Tomer-Yerushalmi] que, aliás, não tem autoridade para me restringir”, disse.

O número relatado por Halevi se aproxima dos divulgados pelo Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas. Até agora, segundo os dados oficiais da pasta, 64.718 palestinos foram mortos e 163.859 ficaram feridos. O balanço não distingue civis de combatentes, mas informações de inteligência militar israelense vazadas em maio indicavam que mais de 80% das vítimas fatais eram civis. Além disso, milhares estariam soterrados sob escombros ainda não removidos.

Halevi, em suas declarações, classificou a ofensiva como dura desde o início. “Esta não é uma guerra branda. Tiramos as luvas desde o primeiro minuto. Infelizmente não antes”, afirmou. Segundo ele, Israel deveria ter adotado medidas mais duras antes do ataque que desencadeou a guerra, em 7 de outubro de 2023, quando terroristas do Hamas invadiram o território israelense, matando cerca de 1.200 pessoas -das quais 815 eram civis israelenses ou estrangeiros.

O encontro ocorreu em Ein HaBesor, uma cooperativa agrícola no sul de Israel que conseguiu repelir os combatentes do Hamas há dois anos. Um áudio da reunião foi publicado pelo site israelense Ynet. “Ninguém está agindo com suavidade”, declarou Halevi, acrescentando que, apesar da intensidade, as ações do Exército seguiriam “os limites do direito humanitário internacional”.

No entanto, ele reconheceu que pareceres jurídicos nunca interferiram em suas ordens ou nas de seus subordinados diretos. Em trecho citado pelo Ynet, mas não presente no áudio, o general aposentado teria dito que a principal função dos advogados militares é fornecer respaldo externo: “Há assessores jurídicos que dizem: Saberemos como defender isso legalmente no mundo, e isso é muito importante para o Estado de Israel”.

O jornal Haaretz publicou, na última quarta (3), que Eyal Zamir, sucessor de Halevi, também teria ignorado alertas da assessoria jurídica. Segundo a reportagem, a advogada-geral Tomer-Yerushalmi teria recomendado adiar ordens de evacuação de cerca de 1 milhão de habitantes da Cidade de Gaza até que houvesse condições adequadas no sul para recebê-los. Ainda assim, a operação prosseguiu.

Muitos dos palestinos mortos nos ataques mais recentes estariam entre os que não conseguiram deixar o norte ou se recusaram a abandonar casas e abrigos para deslocar-se a áreas sem proteção contra os bombardeios.

As declarações de Halevi provocaram críticas internas. Para o advogado de direitos humanos Michael Sfard, ouvido pelo jornal britânico The Guardian, “as falas de Halevi confirmam que os assessores jurídicos servem como carimbos de borracha”. “Os generais os veem como conselheiros comuns, cujas opiniões podem ser adotadas ou descartadas, e não como juristas profissionais cujas posições delimitam o que é permitido e o que é proibido”.

A posição oficial de Israel, reiterada desde o início da guerra, é a de que o Exército atua em conformidade com o direito internacional. Procuradas pelo Guardian para comentar as falas de Halevi, as forças israelenses não responderam.

Fonte: MSN

Após condenação, base bolsonarista perde força nas redes sociais

Estudo revela queda na confiança dos apoiadores do ex-presidente e sentimentos de retração e desânimo

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelo Supremo Tribunal Federal (STF) afetou o ânimo da sua base digital. Dados da AP Exata – Inteligência Digital mostram que 69% das menções ao ex-presidente na semana final do julgamento tiveram tom negativo. Se antes a militância reagia com entusiasmo e confiança, agora os sinais predominantes são de retração e desânimo.

As informações são do CEO da empresa, Sergio Denicoli, no jornal O Estado de S. Paulo. As manifestações de apoio ao ex-presidente perderam intensidade. Apenas 8% dos comentários que citavam Bolsonaro transmitiram confiança, uma queda de oito pontos percentuais em relação ao período anterior à decisão da Primeira Turma do STF.

Por outro lado, hashtags e expressões como “Bolsonaro condenado” e “Grande dia” dominaram o debate nas redes sociais, representando 48,3% de todo o tráfego analisado. Muitos usuários ainda aproveitaram para relembrar falas polêmicas do ex-presidente ou perdas durante o período da pandemia de covid-19.

O que a condenação de Bolsonaro ensina sobre líderes golpistas no mundo

Entre os apoiadores, a narrativa girou em torno da ideia de perseguição política, com termos como “Suprema perseguição” e “Querem matar Bolsonaro”. Embora esse bloco tenha concentrado 24,4% das publicações, o ruído produzido não foi suficiente para equilibrar a predominância de mensagens celebrando a condenação. 

Segundo Denicoli, “sem Bolsonaro ativo o ímpeto da direita no debate digital fica enfraquecido, pois a militância se mostra cansada do embate e desiludida com a política”. Para ele, a base do ex-presidente “não enxerga nas lideranças que se colocam à direita a mesma força mobilizadora” 

Fonte: Revista Fórum

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS