Dino decide que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil

Ministro enviou decisão a bancos e convocou audiência sobre o tema

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta segunda-feira (28) que decisões judiciais e leis estrangeiras não podem produzir efeitos no Brasil sem prévia análise pela autoridade brasileira competente, sob pena de violação da soberania nacional.

Pela decisão, nenhuma lei, decisão judicial ou ordem executiva estrangeira pode produzir efeitos automáticos sobre pessoas naturais, empresas ou órgãos que atuem em território nacional, ou sobre contratos firmados ou bens que estejam no Brasil, sem análise ou homologação por órgão judicial competente brasileiro.

A decisão foi proferida em uma ação aberta pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), que acionou o Supremo contra municípios brasileiros que abriram ações diretamente na Justiça do Reino Unido, em casos contra mineradoras britânicas, por exemplo.

O ministro escreveu que qualquer violação dessa determinação “constitui ofensa à soberania nacional, à ordem pública e aos bons costumes, portanto presume-se a ineficácia de tais leis, atos e sentenças emanadas de país estrangeiro”.

Lei Magnitsky

A liminar de Dino foi concedida no momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impõe um tarifaço contra o Brasil e sanções a ministros do Supremo, em especial o ministro Alexandre de Moraes, com base em leis norte-americanas.

Moraes foi enquadrado pela Casa Branca na Lei Magnitsky, que prevê sanções econômicas contra violadores de direitos humanos. Trump acusa o ministro de impedir a liberdade de expressão e promover uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu grupo político, com quem mantém afinidades ideológicas.

Sem citar a lei norte-americana, Dino escreveu que a realidade tem mostrado “o fortalecimento de ondas de imposição de força de algumas Nações sobre outras”, e que por isso, “na prática, têm sido agredidos postulados essenciais do Direito Internacional”.

“Diferentes tipos de protecionismos e de neocolonialismos são utilizados contra os povos mais frágeis, sem diálogos bilaterais adequados ou submissão a instâncias supranacionais”, disse o ministro.

Dino continua afirmando que, “nesse contexto, o Brasil tem sido alvo de diversas sanções e ameaças, que visam impor pensamentos a serem apenas ‘ratificados’ pelos órgãos que exercem a soberania nacional”.

Apesar de não citar as sanções econômicas contra Moraes, que têm o potencial de bloquear a utilização de cartão de créditos com bandeiras dos EUA como Visa e Mastercard, por exemplo, Dino ordenou a notificação do Banco Central; da Federação Brasileira de Bancos (Febraban); da Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) e da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

“Transações, operações, cancelamentos de contratos, bloqueios de ativos, transferências para o exterior (ou oriundas do exterior) por determinação de Estado estrangeiro, em desacordo aos postulados dessa decisão, dependem de expressa autorização desta Corte, no âmbito da presente ADPF [arguição de descumprimento de preceito fundamental]”, decidiu Dino.

O ministro escreveu ainda que qualquer cidadão brasileiro que se sinta prejudicado por imposição internacional pode acionar o Supremo diretamente, em busca de proteção.

Dino convocou uma audiência pública sobre o tema, cujo cronograma ainda deve ser divulgado.

Fonte: Agência Brasil

Corrupção na Secretaria de Fazenda de Tarcísio é rotina, segundo a Folha de SP

nquanto Tarcísio de Freitas disputa indicação para presidente em 2026, corrupção e violência, inclusive feminicídio, estupro e violência policial, explodem em São Paulo

Esta semana o Grupo de Atuação Especial de Repressão aos Delitos Econômicos (GEDEC) descobriu um esquema bilionário de corrupção na Secretaria de Fazenda de São Paulo, do governador Tarcísio de Freitas.

empresário Sidney Oliveira, dono da rede de farmácias Ultrafarma, foi preso na manhã desta terça-feira (12) durante uma operação do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) que apura um esquema de corrupção envolvendo auditores fiscais tributários da Secretaria da Fazenda do Estado. https://d-2479967663912649261.ampproject.net/2507172035000/frame.html

Segundo o MP-SP, o esquema investigado envolve o auditor Artur Gomes da Silva Neto, que manipulava processos administrativos para reduzir ou eliminar dívidas tributárias de empresas, recebendo em troca pagamentos mensais de propina. Os valores eram repassados por meio de uma empresa em nome da mãe do servidor. Segundo o MP-SP, ele comanda desde 2021, um esquema que já movimentou mais de R$ 1 bilhão em propinas.

A investigação apontou que o auditor preso chegou a montar uma empresa, que pôs em nome da mãe, ironicamente chamada Smart Tax (Imposto Inteligente), que movimentou nos últimos anos R$ 2 bilhões.  Se este é o tamanho da propina, imagine-se o tamanho da corrupção e do desvio de dinheiro público na Secretaria de Fazenda de São Paulo.

Rotina de corrupção

Na esteira desta investigação, reportagem da Folha de S. Paulo aponta que suspeitas sobre fiscais da Fazenda de São Paulo se repetem e conectam diferentes investigações.

Nomes envolvidos nesta denúncia se intercalam e aparecem em mais de uma investigação de valores recebidos de forma indevida na secretaria.

O auditor fiscal Marcelo de Almeida Gouveia já havia sido alvo em 2019 de outro inquérito da Polícia Civil com investigação de crime de lavagem de dinheiro, que acabou arquivado.

Agora ele foi preso junto com o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto no esquema que movimentou mais de 1 bilhão em propina. Ambos foram presos, junto com o dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e Mario Otávio Gomes, diretor estatutário do Fast Shop.

As investigações também mencionam relações dos investigados com o grupo Nós (dono da Oxxo) e a Kalunga. Essas empresas não foram alvos dos mandados de busca e apreensão por não haver indícios fortes de pagamento de propina, segundo a investigação.

Esquema de corrupção


Ainda segundo a reportagem da Folha, no ano passado foram presos dois fiscais, além de advogados e doleiros condenados por crimes como extorsão tributária, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
 

Uma apuração em andamento da Polícia Federal também tem apontado suspeitas a respeito de outras irregularidades cometidas dentro da Secretaria da Fazenda de São Paulo.

Mensagens encontradas no celular de um auditor fiscal após busca e apreensão levantaram desconfianças de que haveria vazamentos de informações de ações do Fisco paulista a empresas, além de ajudar companhias que vendiam combustível adulterado.

Tarcísio em campanha


Alheio ao que acontece debaixo do seu nariz, o governador Tarcísio de Freitas segue em campanha por sua candidatura presidencial em 2026, disputando com outros nomes a indicação do inelegível ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em prisão domiciliar.

Recentemente, Tarcísio chegou a dizer que o Brasil não aguenta mais o PT nem a corrupção, quando a corrupção está no coração de seu governo em São Paulo, cuja população não aguenta mais a violência policial que cresceu nos anos em que Tarcísio está à frente do governo.

Somente no primeiro semestre deste ano de 2025, o número de crimes violentos contra a vida aumentou no Estado de São Paulo em comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados da própria Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

Aumentou o número de feminicídios, de estupros e de homicídios dolosos. 

Enquanto nos outros estados diminuiu o número de mortes cometidas por policiais, em São Paulo com Tarcísio houve um aumento de 61% desses crimes.

Quatro em cada 10 assassinatos na cidade de São Paulo foram cometidos por policiais em 2024, revela o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Fonte: Revista Fórum

DEUS, PÁTRIA E FAMILIA 2.0

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 17 de Agosto/ 2025

As redes sociais tem um poder inimaginável, seu alcance não é de fácil medição, isso para o bem e para o mal. Tudo isso foi comprovado de fato com um vídeo do youtuber Felca, que expos a exploração de crianças e adolescentes nas redes.

Felca expôs a ganância dos influenciadores, a ganância dos pais e a facilidade em que as plataformas permitem e canalizam conteúdos onde crianças são troféus para milhões de adultos sedentos por sexo com menores de idade. Felca usou suas redes para o bem e mostrou para as autoridades brasileiras que existia um big brother infanto juvenil comandado pelo Influencer Hytalo Santos, onde juntava dezenas de meninos e meninas numa casa e gravava todos em danças e situações eróticas, um absurdo que passou incólume por muitos anos pelos olhos da justiça, até o vídeo do Felca viralizar nas redes e as “dancinhas” acabarem.
Hitalo Santos foi preso, esperamos que ele vá para o paredão e seja eliminado pelas plataformas. Dançou!

Outro caso que abalou as redes nessa semana foi o assassinato do Gari Laudemir Fernandes pelo empresário Renê da Silva em Minas Gerais. Tudo passaria como mais uma morte no trânsito, mas nesse caso o assassino depois de atirar em Laudemir foi passear com o cachorro e depois malhar numa academia. Foi preso e no seu perfil ele se apresentava como cristian, husband, father e patriot, preciso traduzir para o brasileirês? Nunca falha!

Por falar em cristão, um caso chamou a atenção nas redes, uma cena que passaria como outra qualquer, mas depois do vídeo viralizar e o ator principal, o Pastor Eduardo Costa, que foi flagrado numa rua de Goiânia de peruca e calcinha, decidiu usar as redes para explicar o “modelito”. Segundo o Pastor a vestimenta era usada como disfarce para investigar a localização de um endereço. Não colou e o kit sexy de investigação do Bispo fará sucesso no próximo Carnaval em setembro. Setembro?

Pra finalizar; por falar em Carnaval, a festa pode ter sido antecipada para setembro, mais precisamente entre os dias 02 e 12, isso porque, o STF marcou o julgamento do Inelegível para essa data. Bolsonaro será julgado por vários crimes, entre eles o de tentativa de Golpe de Estado. As redes sociais estão bombando, o ex Presidente que já está em prisão domiciliar podendo ser condenado para uma prisão de verdade, mas vamos aguardar, não podemos esquecer que estamos no Brasil e o único Presidente que foi preso, só que inocentemente, cumpriu pena por 580 dias recluso, foi o Luiz Inácio, o resto enche uma pasta de exames, entope os perfis com fotos moribundas, mete aquele atestado médico fajuto e até soluços viram desculpa para nao ir para o xilindró. Conhece alguem assim? Vou dar uma dica; é cristan, husband, father e patriot, igual ao assassino do Gari Laudemir. São muitas coincidências.

E o Lula? Tá soltinho nas redes e na rua!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 245

Governo Tarcísio tenta conter escândalo bilionário de fraudes com ICMS em São Paulo

A gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) corre para tentar responder ao escândalo de fraudes bilionárias no ressarcimento de ICMS. A Sefaz-SP anunciou duas frentes de trabalho para revisar processos e investigar irregularidades reveladas pela Operação Ícaro, que prendeu o auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto e o empresário Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, liberado após pagar fiança de R$ 25 milhões e com uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.

Na última quinta-feira (14), dirigentes da secretaria foram ao Ministério Público de São Paulo em busca de informações das investigações. A pasta afirma que instaurou um procedimento administrativo disciplinar e montou um grupo com oito auditores para revisar pedidos de ressarcimento de ICMS, começando pelas empresas já citadas pelo MP-SP. O trabalho deve durar pelo menos seis meses.

Segundo o Ministério Público, o esquema envolvia duas etapas: servidores aceleravam liberações de créditos tributários e depois adulteravam cálculos para inflar valores devidos. A primeira fase da operação apontou movimentação de cerca de R$ 1 bilhão em propinas.

Apesar de a Fazenda paulista alegar que, desde o início da atual gestão, passou a adotar um processo eletrônico para mapear pedidos de ressarcimento, técnicos admitem que as irregularidades só vieram à tona porque o MP detectou movimentações financeiras suspeitas de Silva Neto e de sua mãe, Kimio Mizukami da Silva, apontada como sócia de uma empresa de fachada.

Defendido pelo advogado Paulo Cunha Bueno, Silva Neto tenta reverter a prisão. Já Ultrafarma e FastShop afirmam colaborar com as apurações.

Fonte: DCM

Quase 15 mil pacientes demandam transferência de Gaza, alerta OMS

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), confirmou na quarta-feira (13) que ao menos 14.800 pacientes em Gaza exigem cuidados urgentes atualmente indisponíveis no enclave, para salvar suas vidas.

Em postagem na plataforma de rede social X (Twitter), Ghebreyesus observou que a organização facilitou a evacuação de 32 crianças e seis adultos de Gaza, acompanhados por 99 familiares.

Segundo Ghebreyesus, vinte cinco crianças e seis adultos foram transferidos à Itália, cinco crianças à Bélgica e duas à Turquia.

Neste sentido, instou outros países a oferecerem apoio, incluindo por rotas alternativas a serem retomadas na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental ocupadas.

Israel ignora apelos internacionais por cessar-fogo, ao manter ataques indiscriminados a Gaza, com ao menos 62 mil mortos, 155 mil feridos e dois milhões de desabrigados, sob cerco, destruição e fome. Centenas morreram de fome.

O Estado israelense é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024.

Fonte: Monitor do Oriente

Motta quer pautar ‘adultização’ infantil nesta semana, mas bolsonaristas resistem

Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, articula a votação ainda nesta semana do projeto que combate a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. A proposta determina a responsabilização das plataformas digitais, exige a remoção de conteúdos criminosos mesmo sem ordem judicial e cria uma autoridade nacional para fiscalizar o cumprimento da lei.

O relator Adyel Alencar afirma que o texto está pronto para ser votado e nega qualquer risco de censura. Segundo ele, o parecer foi elogiado por especialistas e busca preencher lacunas legais para proteger menores expostos ao ambiente digital. O deputado diz estar aberto ao diálogo, mas não pretende alterar a redação.

Lideranças bolsonaristas, no entanto, resistem à votação imediata. Sóstenes Cavalcante, do PL, e Marcel Van Hattem, do Novo, argumentam que o projeto limita a liberdade de expressão ao usar conceitos vagos como “acesso provável”, o que ampliaria o alcance da lei para além do público infantil – eles defendem ajustes no relatório antes da ida ao plenário.

Outro ponto criticado pela é o dispositivo que autoriza a nova autoridade nacional a aplicar sanções às big techs.

Para os oposicionistas, essa definição concentra poder nas mãos do governo federal e pode resultar em restrições indevidas a manifestações lícitas nas redes sociais.

A pressão para acelerar a tramitação cresceu após denúncias de exploração infantil por influenciadores na internet.

O caso ganhou força após a repercussão do vídeo do youtuber Felca, que denuncia o influenciador Hytalo Santos e outros criadores de conteúdo por promoverem a adultização de crianças e adolescentes nas redes sociais. O material viralizou e já ultrapassa 44 milhões de visualizações.

Motta aposta em votar o texto mais avançado como forma de responder rapidamente ao clamor público. Ele argumenta que a Câmara não pode demorar diante dos riscos crescentes que o ambiente virtual impõe às crianças e adolescentes.

A expectativa do governo é reunir apoio para aprovar o projeto ainda esta semana.

Fonte: DCM

Trabalhadores exigem nenhuma demissão por taxação de Trump!

Nessa quarta-feira (13), o governo federal anunciou o plano “Brasil Soberano”. O pacote prevê benefícios fiscais e crédito para empresas atingidas pelo tarifaço de Trump. Em contrapartida, as empresas beneficiadas devem se comprometer com “manutenção ou ampliação do número de empregos, nos termos estabelecidos em ato do Ministro de Estado da Fazenda”, mas deixa aberta a porta para demissões em caso de “inviabilidade”. As federações empresariais consideraram o plano “insuficiente” ao mesmo tempo em que o “mercado” exige que tudo esteja dentro da meta fiscal. O fato, é que a fatura de Trump começou a ser cobrada dos trabalhadores.

Trump segue a ofensiva, revogou o visto de brasileiros que participaram da criação do programa Mais Médicos, declarou que o Brasil é “péssimo parceiro comercial” e chamou o processo em que Bolsonaro responde por tentativa de golpe de “execução política”. Eduardo Bolsonaro (PL/RJ) comemorou: “Obrigado Presidente Trump e secretário Rubio.” No Congresso inimigo do povo, o Centrão e bolsonaristas discutem a blindagem de parlamentares, na verdade, denunciados em 40 inquéritos no STF por desvio de emendas parlamentares. Enquanto isso a impunidade dos deputados que ocuparam a mesa diretora por 30 horas arrisca ir o forno pelas mãos de Hugo Motta.

A FIEMG, federação patronal mineira, prevê o fechamento de 146 mil postos de trabalho no curto prazo (um a dois anos) e até 618 mil em 10 anos. As demissões estariam concentradas no ramo siderúrgico, madeira e artefatos de couro.

“Foi o que eu falei para a minha mãe: eu, que não tenho nada a ver com isso, primeiro tive de trabalhar mais para adiantar as encomendas e, agora, fui dispensado”, disse Matheus Gabriel dos Santos, inspetor de qualidade demitido da Engemasa (São Carlos/SP) por conta do tarifaço, ao ser interrogado pelo Estadão.

Em meio à chantagem dos patrões, este não será o único caso. Frente à porta aberta deixada pela MP para mais dispensas é tarefa dos sindicatos e da CUT não aceitar nenhuma demissão pela taxação.

É nítido que a afirmação soberania não virá dos empresários. O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, já defendeu que o país inclua nas negociações com Trump temas como o etanol, as big techs e os minerais críticos, ele não vê problemas em entregar o subsolo brasileiro e setores da economia.

Para os trabalhadores, a soberania tem conteúdo concreto. A defesa dos empregos e dos salários deve ser a contrapartida exigida pelos benefícios fiscais oferecidos. Da mesma forma, é correto não submeter as medidas de proteção do parque fabril às metas do resultado fiscal ou recuar frente às acusações de “gastança” feitas por analistas encomendados pelo “mercado” para manter de pé o arcabouço fiscal em detrimento das necessidades do povo.

No dia 7 de setembro, convocado pela CUT e Frentes como dia de defesa da soberania, também dever ser dia de lutar por nenhuma demissão por taxação, defesa dos direitos e de medidas de reciprocidade contra os ataques de Trump. É assim que vamos derrotar Bolsonaro, o centrão e a turba golpista.

Marcelo Carlini, suplente do DR PT/RS

Fonte: Petista

Ameaça ambiental: empresa quer estocar gás embaixo do solo de Alagoas

A Origem Energia, empresa que domina a exploração de petróleo e gás em Alagoas, propõe implantar o primeiro sistema de estocagem subterrânea de gás natural do Brasil na cidade de Pilar, a 35 km de Maceió. O projeto visa armazenar até 500 milhões de metros cúbicos de gás por ano, volume equivalente a cerca de 30 milhões de botijões de gás de cozinha, utilizando poços abandonados pela Petrobras.

A licença prévia foi concedida pelo Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA) em julho, após análise técnica do órgão. Especialistas alertam para os riscos associados ao projeto, como vazamentos de gás, explosões, contaminação de lagoas e impactos à saúde dos moradores e trabalhadores. O professor Ildo Sauer, da USP, destaca a complexidade geológica da região e a falta de normas específicas para a estocagem subterrânea de gás no Brasil.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) reconhece a ausência de regulamentação específica, embora considere a atividade similar à exploração e produção de petróleo e gás. Moradores de Pilar expressam preocupações quanto à falta de consulta pública e informações claras sobre os impactos do projeto.

Líderes comunitários temem que incidentes possam afetar a Lagoa Manguaba e comprometer a saúde e o sustento da população local. A Origem Energia afirma ter realizado audiências públicas e divulgado informações amplamente, incluindo para a Colônia de Pescadores de Pilar.

Organizações como o Instituto Arayara criticam o projeto, considerando-o uma rota insustentável e de alto risco para o meio ambiente e as populações afetadas. A instalação de infraestrutura para estocagem de gás natural pode abrir caminho para termelétricas e indústrias de grande impacto ambiental e social. Além disso, a proximidade dos poços com residências rurais e pequenas propriedades aumenta os riscos à saúde humana.

O Ministério Público Federal (MPF) afirmou que ainda não recebeu denúncias sobre o empreendimento, mas que indícios de falhas, riscos não esclarecidos ou ausência de transparência podem levar à instauração de investigação.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) está acompanhando o licenciamento e, até o momento, não houve notícias de irregularidades.

A Origem Energia defende que o projeto trará desenvolvimento econômico para Pilar, gerando empregos diretos durante a instalação e operação.

A empresa destaca que os planos de mitigação e resposta a emergências foram elaborados e entregues ao IMA durante o processo de licenciamento ambiental.

No entanto, especialistas apontam que os planos apresentados são genéricos e voltados à exploração convencional de petróleo e gás, sem considerar as especificidades da estocagem subterrânea de gás natural.

O projeto de estocagem de gás natural em Pilar representa um avanço para a transição energética no Brasil, mas também levanta questões sobre os riscos ambientais e sociais associados.

A falta de regulamentação específica e a ausência de consulta pública adequada indicam a necessidade de um debate mais amplo e transparente sobre os impactos desse tipo de empreendimento nas comunidades afetadas.

A discussão sobre segurança geológica, impactos socioambientais e transparência institucional ainda deve ser aprofundada antes que o projeto seja executado em larga escala.

Especialistas ressaltam que a estocagem subterrânea de gás natural é uma atividade complexa que exige monitoramento contínuo e protocolos específicos para prevenir acidentes.

Para a população local, a principal preocupação é o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

A comunidade de Pilar busca garantir que a exploração e estocagem de gás não comprometa recursos hídricos, solo e a saúde pública.

Representantes da sociedade civil reforçam a necessidade de participação em consultas públicas e de informações claras sobre impactos e medidas de mitigação.

A experiência internacional mostra que empreendimentos similares demandam planejamento rigoroso e fiscalização constante para evitar desastres.

O debate sobre a estocagem de gás natural em Alagoas ganha relevância nacional, especialmente por tratar-se de uma atividade pioneira no país.

Segundo reportagem em colaboração entre a Agência Tatu e o The Intercept Brasil, o projeto ainda depende de acompanhamento contínuo para equilibrar interesses econômicos e ambientais.

Fonte: 082 Notícias

Israel assassina mais 39 palestinos no campo de extermínio de Gaza

A Defesa Civil de Gaza anunciou neste sábado (16) a morte de 39 palestinos, incluindo crianças, em nova ofensiva israelense no território devastado por mais de 22 meses de guerra. O número de vítimas foi contestado pelo Exército de Israel.

O porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Bassal, informou à AFP que um bairro da Cidade de Gaza está sob intensos bombardeios há quase uma semana.

“Estimamos que mais de 50 mil pessoas permanecem no bairro de Zeitoun, a maioria sem água nem comida”, declarou, acusando Israel de “limpeza étnica” no local e no bairro vizinho de Tal al-Hawa. “Nossas equipes não têm acesso aos feridos.”

Segundo Bassal, 39 palestinos, incluindo várias crianças, foram mortos por disparos e ataques das forças israelenses em toda a Faixa de Gaza. Desses, 21 morreram perto de dois centros de distribuição de ajuda humanitária no sul e norte do território, e outros seis, incluindo três crianças, foram mortos em ataques ao campo de refugiados de Bureij (centro) e à área de al-Mawassi (sul).

Bassal alertou para a “situação catastrófica” na Cidade de Gaza: “Os moradores não têm para onde fugir”.

Ghassan Kashko, de 40 anos, vive com a família em uma escola transformada em abrigo. “Esquecemos o que é dormir. Os ataques aéreos e os disparos de tanques não param. Não temos mais comida nem água potável”, relatou por telefone à AFP.

Em comunicado, o Hamas afirmou: “Há quase uma semana, o inimigo sionista conduz uma ofensiva contínua nos bairros leste e sul da Cidade de Gaza, especialmente em Zeitoun, onde aviões de guerra, artilharia e robôs explosivos realizam uma destruição sistemática da área”.

“O crimes cometidos na Faixa de Gaza são perpetrados à vista do mundo, com intenção clara e declaração pública”, acusou o movimento islâmico.

Fonte: MSN

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