Lula zera impostos do diesel e taxa exportação de petróleo para frear preços

Diante da instabilidade global causada pela guerra no Oriente Médio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quinta-feira (12), um pacote de medidas para conter a alta do diesel e proteger a cadeia produtiva nacional. O plano busca neutralizar o impacto da valorização do petróleo sem gerar déficit no orçamento de 2026.

Manutenção e Reparação de Veículos

São quatro as principais medidas anunciadas. Imposto Zero: Isenção total de PIS e COFINS sobre a importação e comercialização de diesel. Subsídios: Criação de subvenções (incentivos financeiros) para produtores e importadores do combustível. Nova Taxação: Elevação do imposto de exportação sobre o petróleo bruto de 0% para 12%. E fiscalização rigorosa: Medidas provisórias para punir o armazenamento injustificado e aumentos abusivos nos postos, com monitoramento da ANP.

Impacto no Bolso do Consumidor

O governo estima uma redução total de R$ 0,64 por litro de diesel (R$ 0,32 via isenção de impostos e R$ 0,32 via subvenção). Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o foco no diesel ocorre por seu papel estratégico no escoamento da safra e no transporte de cargas, evitando um efeito cascata na inflação de alimentos.

Equilíbrio Fiscal

Para garantir que as medidas não afetem as contas públicas, o governo desenhou uma “engenharia econômica”. Se por um lado a isenção e os subsídios custarão R$ 30 bilhões, a arrecadação estimada com a nova taxa, de 12%, deve somar os mesmos R$ 30 bilhões.

“Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade da guerra cheguem ao povo”, afirmou o presidente Lula durante a coletiva no Palácio do Planalto.

Energia e serviços públicos

As medidas foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União e passam a valer imediatamente.

Fonte: Red

Líbano: Israel ameaça causar devastação em escala semelhante à de Gaza

Os ataques israelenses desde o início de março mataram 773 pessoas no Líbano, enquanto os militares expandem a ofensiva para mais bairros de Beirute.

Israel destruiu uma ponte no sul do Líbano e lançou panfletos sobre Beirute alertando que o país enfrenta a mesma escala de destruição sofrida em Gaza, à medida que sua campanha militar contra o Hezbollah entra em uma nova e devastadora fase.

A ponte Zrarieh, que atravessa o rio Litani, foi atacada na madrugada de sexta-feira. Os militares israelenses alegaram que combatentes do Hezbollah a estavam usando para se deslocar entre o norte e o sul do país, embora não tenham apresentado provas para sustentar essa afirmação.

Foi a primeira vez que Israel admitiu abertamente ter atacado infraestrutura civil desde o início da ofensiva atual.

O ministro da Defesa, Israel Katz, deixou claro que mais ataques desse tipo ocorreriam, afirmando que o governo libanês enfrentaria “custos crescentes devido a danos à infraestrutura e perda de território” enquanto o Hezbollah permanecesse armado.

Os ataques israelenses de sexta-feira também atingiram áreas de Beirute que não haviam sido alvos anteriores neste conflito. Um drone atingiu um prédio residencial no distrito de Bourj Hammoud, nos subúrbios do nordeste da cidade, enquanto ataques separados atingiram os bairros de Jnah e Nabaa.

Nove pessoas, incluindo cinco crianças, morreram em Arki, perto de Sidon, e outras oito morreram na região de Fawwar. Uma ambulância também foi atingida no sul do país.

A mais recente ofensiva de Israel contra o Líbano foi desencadeada em 2 de março, depois que o Hezbollah lançou drones e foguetes contra o norte de Israel, em resposta aos ataques israelenses ao Irã que resultaram na morte do líder supremo iraniano.

Desde então, os ataques israelenses mataram pelo menos 773 pessoas e feriram outras 1.933, incluindo 103 crianças, informou o Ministério da Saúde Pública do Líbano na sexta-feira. Mais de 800 mil pessoas, aproximadamente uma em cada sete da população, foram forçadas a deixar suas casas.

Os panfletos lançados sobre Beirute na sexta-feira traziam um aviso explícito, invocando o ataque de Israel a Gaza, que já dura dois anos e deixou grande parte do território em ruínas e deslocou quase toda a sua população, como um modelo para o que o Líbano poderia enfrentar.

“Em vista do grande sucesso em Gaza, o jornal da nova realidade chega ao Líbano”, dizia o panfleto.

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Segundo a análise mais recente por satélite do Centro de Satélites das Nações Unidas, cerca de 81% de todas as estruturas na Faixa de Gaza foram danificadas ou destruídas por ataques israelenses.

Outro panfleto convocava os libaneses a desarmar o Hezbollah. Ele continha dois códigos QR com links para o WhatsApp e o Facebook, acompanhados de uma mensagem que incentivava os libaneses a entrarem em contato caso desejassem ver uma “mudança real” em seu país.

Bernard Smith, da Al Jazeera, reportando de Beirute, disse que o exército libanês alertou as pessoas para não escanearem os códigos QR, pois eles levam aos serviços secretos israelenses, que estão tentando recrutar pessoas.

“[Isso] faz parte do tipo de pressão psicológica que Israel quer exercer sobre os libaneses”, disse ele.

Ele acrescentou: “[Israel] tem atacado edifícios fora dos tradicionais redutos do Hezbollah, o que corre o risco de alimentar conflitos sectários aqui no Líbano. É uma sociedade profundamente sectária, dividida por linhas sectárias.”

“Isso aumenta ainda mais a pressão psicológica.”

Fonte: Al Jazeera

Foto mostra menino se despedindo da mãe antes de ser morto pelos EUA em ataque no Irã

A imagem de Mikaeil Mirdoraghi, um garoto iraniano acenando para sua mãe antes de ir para a escola em 28 de fevereiro, virou o rosto da brutalidade do ataque de Estados Unidos e Israel na guerra contra o Irã.

A foto, capturada momentos antes de uma tragédia devastadora, mostra o jovem estudante com sua mochila, em um gesto de despedida rotineiro.

Naquele dia, a escola primária Shajareh Tayebeh, localizada em Minab, no sul do país, onde Mikaeil estudava, foi completamente destruída. O incidente resultou em centenas de vítimas, chocando a comunidade internacional.

As consequências do ataque foram catastróficas: 175 pessoas perderam a vida, incluindo 110 crianças que frequentavam a instituição de ensino.

Em entrevista à imprensa local na época do incidente, a mãe de Mikaeil compartilhou detalhes dos últimos momentos com seu filho. Ela recordou que Mikaeil pediu que ela tirasse uma foto dele antes de sair, um simples registro de um dia que prometia ser comum, mas que se transformaria em luto.

O gesto despretensioso do menino, acenando para a câmera com sua mochila nas costas, congelou um momento de normalidade familiar. Esse momento, capturado em uma fotografia, tornou-se um testemunho silencioso da rotina diária de assassinatos da ‘Operação Fúria Épica”.

A mãe disse à mídia iraniana que recordou com nostalgia a noite anterior ao ataque, quando Mikaeil elogiou a comida, dizendo que “tinha gosto de paraíso.”

Lembrou de uma luta de travesseiros entre Mikaeil e seu irmão à meia-noite. O garoto, com sua imaginação infantil, simbolizou a tensão geopolítica, dizendo: “Vem! Eu sou o Irã, irmão, e você é os Estados Unidos.”

“Essa criança era um anjo de Deus. Ele mesmo dizia: ‘Eu sou Mikael.’ Sempre dizia: ‘Meu nome é Mikael.’ Mikael significa ‘anjo de Deus’. Ele dizia: ‘Quem tiver um desejo, diga que eu vou realizá-lo.’ Ou seja, Deus também amava essa criança, por isso a levou para junto de si”, completou a mãe.

Ela chamou os Estados Unidos de “covardes” por “dispararem mísseis dessa forma contra tantos estudantes”. “Não havia absolutamente nada naquela escola. Eu mesma vivo em Minab há quatro anos, ou seja, eles simplesmente queriam matar nossas crianças”, afirmou.

De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, uma investigação militar interna americana mostrou que o ataque ao prédio da escola primária foi resultado de um “erro de direcionamento” por parte das Forças Armadas dos EUA. A escola fica no mesmo quarteirão que prédios usados ​​pela Marinha da Guarda Revolucionária do Irã.

Fonte: DCM

PGR pede condenação de deputados do partido de Bolsonaro por esquema de propina em emendas

Subprocurador Paulo Jacobina sustenta que “está comprovada” a cobrança de propina sobre R$ 6,6 milhões em verbas da saúde; STF decide até quarta-feira (11/3) o destino de Josimar Maranhãozinho e outros sete réus

A Procuradoria-Geral da República (PGR) ratificou, nesta terça-feira (10/3), o pedido de condenação de oito acusados por envolvimento em um esquema de corrupção e organização criminosa. O grupo é acusado de desviar recursos de emendas parlamentares destinadas à saúde no estado do Maranhão, exigindo um “pedágio” de 25% sobre os valores repassados aos municípios.

O julgamento ocorre na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Cristiano Zanin. Entre os oito denunciados, destacam-se três deputados com foro ou trajetória política no Partido Liberal (PL):

  • Josimar Cunha Rodrigues, ou Josimar Maranhãozinho (PL-MA): apontado pela PGR como líder da organização criminosa. Ele coordenava a destinação das emendas e a operacionalização da propina;
  • Gildenir de Lima Sousa, ou Pastor Gil (PL-MA): atuava na pressão direta contra prefeitos para garantir o pagamento das “pendências financeiras”;
  • João Bosco da Costa, ou Bosco Costa, ex-deputado federal pelo PL de Sergipe: responsável pelo envio de emendas e pela cobrança de prioridade nos pagamentos.
  • “Dizia ele, pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são. Infelizmente, quase um século após Mário de Andrade escrever sua frase, a realidade de descaso continua semelhante, o que demanda uma resposta firme de punição às responsáveis pela grave e contundente realidade apurada nos autos”, destacou Paulo Vasconcelos Jacobina, sub-procurador da República, representando o Ministério Público Federal. “Diante do exposto, o MPF ratifica integralmente suas alegações finais e pugna pela procedência total da denúncia para condenar Josimar Cunha Rodrigues, Gildenemir de Lima Sousa, João Batista Magalhães pelos crimes de organização criminosa, e João Bosco da Costa por corrupção passiva, sendo a posição de liderança da organização exercida pelo acusado Josimar”, disse.

    De acordo com as investigações e a sustentação oral de Jacobina, o grupo exigia 25% do valor total das emendas enviadas. O esquema focou na destinação de R$ 6,67 milhões em recursos públicos para o município maranhense de São José de Ribamar. Em contrapartida, os parlamentares exigiram o retorno de R$ 1,6 milhão em propina.
    Uma das emendas, no valor de R$ 4,1 milhões, foi enviada especificamente por Bosco Costa para o referido município. Segundo a PGR, a estrutura criminosa operou de forma ordenada entre 2019 e 2021.

    A investigação teve início após uma notícia-crime apresentada pelo ex-prefeito de São José de Ribamar, José Eudes, que relatou estar sendo ameaçado por agiotas para devolver os valores.


    Além dos políticos, o MPF pede a condenação de:
    Thalles Andrade Costa: intermediário das emendas de seu pai, Bosco Costa;

  • João Batista Magalhães: responsável por monitorar a liberação das verbas no sistema federal e recrutar prefeitos;

  • Antônio José Silva Rocha: organizador da abordagem inicial de cobrança ao prefeito;

    Adones Nunes Martins e Abraão Nunes Martins Neto: executores das investidas físicas e perseguições contra o prefeito.

  • Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como “Pacovan”: agiota (já falecido) que auxiliava na cobrança física dos valores.

Fonte: Correio Braziliense

O legado da COP30

Por Alexandre Rangel

O legado da COP30, realizada em Belém no final de 2025, é visto hoje, em março de 2026, não apenas como um evento que passou, mas como o início de uma nova era para a governança climática global e o desenvolvimento da Amazônia.

O grande diferencial dessa conferência foi o deslocamento do eixo de decisão para o coração da floresta, o que forçou o mundo a encarar a realidade local.

1. O Legado da “Diplomacia da Floresta”

A COP30 consolidou o Brasil como o mediador definitivo entre as potências globais e as nações em desenvolvimento.

  • A Voz das Comunidades: Pela primeira vez, o conhecimento tradicional indígena e quilombola foi integrado aos protocolos de decisão sobre o clima, deixando de ser apenas um “painel paralelo” para se tornar parte do texto oficial de conservação.
  • A “Missão Belém”: O acordo final estabeleceu metas mais rígidas para o financiamento climático, garantindo que o dinheiro chegue diretamente às mãos de quem protege a floresta, o chamado “pagamento por serviços ambientais”.

2. Infraestrutura e Bioeconomia em Belém

Para sediar o evento, a capital paraense passou por uma transformação urbana que permanece como herança para a população:

  • Parque da Cidade: O antigo aeroporto transformado em um enorme pulmão verde e centro de inovação tornou-se o hub de pesquisas em Bioeconomia.
  • Saneamento e Mobilidade: Investimentos estruturantes em saneamento básico e transporte sustentável (como frotas de ônibus elétricos) melhoraram a qualidade de vida imediata dos paraenses.
  • Turismo Regenerativo: Belém se consolidou no mapa do turismo internacional sustentável, atraindo visitantes que buscam experiências de baixo impacto e alto valor cultural.

3. O Marco da Descarbonização

A COP30 foi o momento do “balanço global” onde os países tiveram que apresentar novas metas (as NDCs – Contribuições Nacionalmente Determinadas).

  • O “Pacto Amazônia”: O Brasil reafirmou e acelerou o compromisso com o desmatamento zero.
  • Hidrogênio Verde: O evento serviu de vitrine para a indústria brasileira de energia limpa, atraindo investimentos para plantas de hidrogênio verde no Nordeste, conectando a conservação da Amazônia com a revolução energética nacional.

4. Ciência e Tecnologia Aplicada

O legado científico inclui o fortalecimento de redes de monitoramento via satélite em tempo real e o incentivo à indústria de bioprodutos (cosméticos, farmacêuticos e alimentícios) feitos a partir da biodiversidade amazônica, gerando renda sem derrubar uma única árvore.

Reflexão: O legado da COP30 não é um documento guardado na gaveta, mas sim a percepção de que a floresta em pé vale muito mais do que derrubada, tanto para o bolso quanto para o pulmão do planeta.

Com foco no que há de mais inovador pós-COP30, os projetos de Bioeconomia e os novos mecanismos de financiamento estão mudando a lógica de como o valor da floresta é calculado e distribuído.

Aqui estão os pontos centrais dessa transformação em 2026:

1. Bioeconomia: O “Vale do Silício” da Biodiversidade

O grande legado prático em Belém foi a consolidação do Centro de Inovação da Biodiversidade (CIB). O foco não é apenas extrair, mas processar e criar tecnologia na região:

  • Cosméticos de Alta Performance: Empresas brasileiras e internacionais criaram laboratórios avançados em solo paraense para desenvolver ativos de regeneração celular baseados em enzimas de fungos e plantas amazônicas, garantindo que a maior parte do lucro da cadeia produtiva fique com as comunidades locais.
  • Superalimentos Processados: A verticalização da cadeia do açaí, cacau nativo e óleos de palmeiras (como o buriti) agora utiliza rastreabilidade por Blockchain. Isso permite que o consumidor final saiba exatamente de qual comunidade o produto veio e qual o impacto social gerado.
  • Fibras Têxteis Sustentáveis: O uso de fibras de curuá e malva para a indústria da moda global, substituindo sintéticos por materiais que capturam carbono durante seu crescimento.

2. Financiamento: O Dinheiro que “Brota” da Floresta

A COP30 destravou mecanismos financeiros que antes eram teóricos, tornando-os ferramentas diárias:

  • Títulos Soberanos Verdes: O governo brasileiro emitiu novos títulos de dívida atrelados especificamente a metas de preservação. Se o desmatamento cai, os juros da dívida diminuem, revertendo a economia para mais investimentos sociais.
  • Créditos de Biodiversidade (Bio-Credits): Diferente do crédito de carbono (que foca na poluição), este novo mecanismo paga pela manutenção da vida. Fazendas e reservas que comprovam o aumento da fauna e flora recebem pagamentos diretos de fundos globais.
  • Fundo Amazônia 2.0: O fundo foi ampliado e agora financia diretamente o empreendedorismo de base, como cooperativas de jovens ribeirinhos que usam tecnologia para monitoramento florestal e logística fluvial de baixo impacto.

O Impacto no Dia a Dia

Esses avanços significam que, em 2026, a preservação deixou de ser um custo e passou a ser um ativo econômico. Para as populações locais, isso se traduz em empregos qualificados, internet de alta velocidade via satélite para gestão da floresta e infraestrutura urbana sustentável.

Curiosidade: Já existem “startups da floresta” lideradas por jovens indígenas que utilizam drones e IA para identificar o momento exato da colheita de sementes raras, otimizando a produção sem interferir no ciclo natural.

O conceito do “dinheiro que brota da floresta” representa uma mudança de paradigma: a transição de uma economia de exploração para uma economia de regeneração. Em 2026, esse modelo se sustenta em três pilares financeiros principais que tornam a floresta em pé muito mais lucrativa do que qualquer atividade predatória.

Aqui está o aprofundamento sobre como esses mecanismos funcionam na prática:

1. Créditos de Biodiversidade vs. Créditos de Carbono

Enquanto o crédito de carbono foca apenas na mitigação de gases estufa, os Créditos de Biodiversidade são a grande inovação pós-COP30.

  • O que são: Unidades de valor que representam a preservação de ecossistemas inteiros.
  • Como funciona: Uma empresa europeia, por exemplo, para compensar seu impacto ambiental global, compra esses créditos de comunidades que comprovadamente aumentaram a população de espécies nativas ou recuperaram nascentes.
  • Impacto local: O recurso vai direto para o “guardião” (o produtor rural ou a comunidade indígena), criando uma renda fixa baseada no sucesso da preservação.

2. Títulos Soberanos e de Impacto (Green Bonds)

O Brasil consolidou o uso de títulos da dívida pública atrelados a metas ambientais.

  • Mecanismo de Recompensa: Se o país atinge metas rigorosas de redução de desmatamento, os juros que ele paga aos investidores internacionais diminuem.
  • O Ciclo Positivo: A economia gerada pelo pagamento de juros menores é reinvestida em infraestrutura sustentável na própria região amazônica, criando um ciclo onde a preservação financia o desenvolvimento urbano e social.

3. Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)

Este mecanismo reconhece que quem vive na floresta presta um serviço ao mundo (limpeza do ar, ciclo das águas, regulação térmica).

  • Bolsa Floresta 2.0: Programas governamentais e privados que pagam mensalmente a famílias ribeirinhas e pequenos agricultores para que eles monitorem áreas de reserva e adotem sistemas agroflorestais (plantio de comida misturado com árvores nativas).
  • Rastreabilidade: Através de satélites e sensores de baixo custo, o pagamento é liberado automaticamente via moedas digitais ou sistemas de transferência instantânea assim que a preservação da área é validada.

4. O Fundo Amazônia e o Venture Capital “Verde”

O financiamento não vem mais apenas de doações de países ricos, mas de investimento de risco:

  • Aceleração de Bio-Startups: Fundos de investimento agora buscam empresas que extraem valor da biodiversidade sem destruí-la (como a produção de fibras têxteis a partir de resíduos de frutas ou fármacos baseados em venenos de insetos).
  • Seguros Ambientais: Novas modalidades de seguro protegem o produtor sustentável contra quebras de safra causadas por mudanças climáticas, incentivando a migração da pecuária extensiva para a integração lavoura-pecuária-floresta.

Por que isso é revolucionário? Pela primeira vez, a lógica econômica está alinhada com a biológica. O financiamento atual trata a natureza como um ativo de capital vivo. Isso significa que, se a floresta morre, o investimento perde valor; se ela prospera, o investidor e a comunidade local ganham.

Toffoli se declara suspeito para relatar pedido de CPI do Master

Ministro pediu que o caso seja redistribuído para outro membro do STF

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para relatar a ação para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

Na decisão, Toffoli pediu que o caso seja redistribuído para outro membro da Corte.

Toffoli foi escolhido para ser o relator da ação nesta quarta-feira (11), pelo sistema eletrônico de distribuição de processos da Corte. Apesar de ter deixado voluntariamente a relatoria do inquérito que investiga as fraudes no Master, Toffoli não havia se declarado impedido de participar de novos processos. Dessa forma, a distribuição do processo foi feita entre todos os ministros.

No mês passado, Toffoli deixou a relatoria do caso após a Polícia Federal (PF) informar o presidente do STF, Edson Fachin, de que há menções a Toffoli em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no ano passado.

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Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF. 

Na decisão proferida hoje, Toffoli disse que os ministros da Corte reconheceram, durante reunião realizada no mês passado, que não há quaisquer hipótese de impedimento ou suspeição contra ele nos processos sobre as investigações que envolvem o Banco Master.

Contudo, no caso concreto, o ministro decidiu se afastar do processo que trata da abertura da CPI.

“Todavia, nos termos do disposto no art. 145, § 1º, do Código de Processo Civil, declaro minha suspeição por motivo de foro íntimo. Determino à Secretaria Judiciária que encaminhe o processo à Presidência desta Suprema Corte para a adoção das providências que julgar pertinentes”, decidiu.

CPI

O mandado de segurança para garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alega que o requerimento para a criação da comissão já foi protocolado e cumpriu os requisitos legais.

Segundo o parlamentar, há omissão do presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), ao deixar de instalar a CPI.

“O requerimento obteve um total de 201 assinaturas, cumprindo o requisito de mais de 1/3 (um terço) dos membros da Câmara dos Deputados, possui objeto certo e prazo definido, preenchendo, assim, todos os requisitos previstos no art. 58, § 3º, da Constituição Federal”, disse o deputado.

Fonte: Agência Brasil

Vereador é preso em operação contra Comando Vermelho no RJ

Salvino Oliveira (PSD) teria negociado com traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, autorização para realizar campanha eleitoral

O vereador Salvino Oliveira (PSD) foi preso na manhã desta quarta-feira (11) durante uma operação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A ação faz parte da chamada “Operação Contenção Red Legacy”. As informações foram divulgadas pela CNN Brasil.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Além do parlamentar, seis policiais militares também foram detidos durante a ofensiva policial, que investiga a atuação de integrantes do crime organizado e possíveis conexões com agentes públicos e operadores externos.

De acordo com as investigações, Salvino Oliveira teria negociado diretamente com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, a autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, zona oeste da cidade do Rio de Janeiro, região que está sob domínio do Comando Vermelho.

Segundo a Polícia Civil, a negociação teria ocorrido com o objetivo de garantir acesso político à comunidade e transformar áreas controladas pela facção em bases eleitorais. Em contrapartida, o vereador teria articulado medidas que beneficiariam integrantes do grupo criminoso.Uma das iniciativas citadas pelos investigadores seria a instalação de quiosques na região. Embora apresentadas publicamente como ações voltadas à população local, parte dos beneficiários teria sido indicada diretamente por membros do crime organizado, sem a realização de processo público transparente.

A investigação também revelou a participação de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como “Marcinho VP”, considerado um dos principais líderes do Comando Vermelho.De acordo com a polícia, Márcia Gama, esposa de Marcinho VP e mãe do artista Oruam, atuaria como intermediadora de interesses da organização criminosa fora do sistema prisional. Segundo os investigadores, ela participava da circulação de informações entre integrantes do grupo e auxiliava em articulações envolvendo operadores da facção e agentes externos.

Outro investigado apontado como figura importante na estrutura do grupo é Landerson, sobrinho de Marcinho VP. Conforme a apuração da polícia, ele atuaria como elo entre lideranças do Comando Vermelho, criminosos que operam em comunidades dominadas pela facção e pessoas envolvidas em atividades econômicas utilizadas para financiar as operações do grupo.

Entre essas atividades estariam negócios ligados a serviços, imóveis e outros empreendimentos que, segundo os investigadores, seriam usados para gerar recursos e ampliar a influência da organização criminosa.

Márcia Gama e Landerson não foram localizados nos endereços informados durante a operação e são considerados foragidos da Justiça.As investigações também identificaram casos em que criminosos se passavam por policiais militares para obter vantagens ilícitas, como o acesso a informações privilegiadas e a simulação de operações policiais.

Outro ponto apurado pela Polícia Civil aponta indícios de cooperação entre o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC), duas das maiores organizações criminosas do país.Em nota, o gabinete do vereador Salvino Oliveira afirmou que não havia recebido comunicação oficial sobre a prisão do parlamentar. No comunicado, a assessoria informou que acompanha o caso por meio de advogados.”

Fonte: Brasil 247

Grave: seguranças de Lula já derrubaram mais de 135 mil drones durante o mandato

O Gabinete de Segurança Institucional (GSI), responsável pela segurança do presidente da República, realizou desde 2023 mais de 135 mil neutralizações de drones. Os equipamentos funcionam emitindo um sinal de radiofrequência direcionado, interrompendo a comunicação da aeronave com o operador. O sistema fixo, instalado no Palácio do Planalto e em outras residências oficiais, foi responsável por 54.627 ações em 2023 e 6.444 em 2026.

“Trata-se de uma interferência controlada. Após a perda de sinal, o drone sob controle dos equipamentos do GSI pode retornar ao ponto de decolagem ou ser forçado a um pouso controlado”, informou o órgão. O sistema impede que drones ingressem em espaços demarcados ao redor das sedes do governo federal.

Já o equipamento móvel, chamado DroneGun Tactical, é utilizado em eventos presidenciais fora de Brasília. Comercializado pela empresa Pirâmide Tecnologias, a “arma” derruba drones a até dois quilômetros de distância e pesa cerca de sete quilos. Desde 2023, foram 31 aeronaves abatidas pelo dispositivo, que tem aparência semelhante a um equipamento de ficção científica.

Fonte: DCM

Segundo a Unicef, Israel já assassinou 83 crianças no Líbano em uma semana de guerra

Pelo menos 83 crianças morreram e outras 254 ficaram feridas no Líbano desde o dia 2 de março, em meio à intensificação de ataques israelenses recentes. Os dados foram divulgados pela UNICEF em comunicado publicado nesta segunda-feira.

Segundo a agência das Nações Unidas voltada à proteção da infância, o aumento da violência no país tem provocado um impacto devastador sobre crianças e famílias, além de provocar um deslocamento massivo de civis.

“Em média, mais de 10 crianças foram mortas todos os dias em todo o Líbano na última semana, com aproximadamente 36 crianças feridas por dia.”

A organização destacou que os números refletem apenas parte do impacto humano da escalada militar recente. De acordo com o levantamento apresentado pela entidade, as mortes e ferimentos de menores vêm se acumulando desde o início de confrontos mais intensos na região.

“Nos últimos 28 meses, 329 crianças teriam sido mortas no Líbano e 1.632 ficaram feridas.”

Para a agência da ONU, os números revelam a dimensão da tragédia humanitária enfrentada pela população civil no país.

“Esses números são impressionantes. Eles são um testemunho contundente do impacto que o conflito está tendo sobre as crianças.”

Além das mortes e feridos, a guerra também tem provocado deslocamentos em massa. Segundo a entidade, quase 700 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas nas últimas semanas devido à escalada dos confrontos.

Entre os deslocados estão cerca de 200 mil crianças, que agora vivem em condições precárias e dependem de ajuda humanitária. Esse contingente se soma a dezenas de milhares de pessoas que já haviam sido deslocadas por episódios anteriores de violência na região.

Diante do cenário, a agência fez um apelo para que todos os lados envolvidos no conflito respeitem as normas do direito humanitário internacional e garantam a proteção de civis e de infraestruturas essenciais.

O comunicado também reforça a necessidade de preservar escolas, abrigos e outras estruturas usadas pela população civil durante o conflito.

“A Unicef pede esforços imediatos para reduzir a escalada da situação e evitar novos danos às crianças.”

A intensificação de ataques israelenses recentes tem provocado crescente preocupação internacional, sobretudo diante do número elevado de vítimas civis e do agravamento da crise humanitária no Líbano.

Fonte: Brasil 247

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