Ataques aéreos de Israel mata 19 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Pelo menos 19 pessoas morreram em novos ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, nesta sexta-feira, 5 de setembro. A informação foi divulgada pela Defesa Civil do enclave. Segundo a organização, caças de Israel bombardearam edifícios e tendas de pessoas deslocadas em vários bairros da Cidade de Gaza e nas áreas circundantes. Além dos mortos, pelo menos 10 pessoas ficaram feridas nos bombardeios.

As informações não puderam ser confirmadas de forma independente pela agência de notícias France-Presse (AFP) devido às restrições de acesso na região. O Exército de Israel, por sua vez, informou à AFP que não poderia comentar os ataques sem coordenadas precisas.

Contexto da ofensiva

Os ataques ocorrem em meio à intensificação das operações militares israelenses na região. Na quinta-feira, um porta-voz do Exército de Israel, Effie Defrin, declarou que as tropas já controlavam 40% da Cidade de Gaza e que a intenção era conquistar todo o território. Outro porta-voz, Nadav Shoshani, afirmou que a operação não seria anunciada para manter o “elemento-surpresa”. A ONU estima que cerca de 1 milhão de pessoas vivem na Cidade de Gaza e arredores, uma região que, segundo a própria ONU, enfrenta uma situação de fome.

A ofensiva israelense já matou mais de 64 mil pessoas na Faixa de Gaza, segundo o Ministério da Saúde local, cujos dados são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.

Fonte: MSN

Lula ignora pressões e diz que regulação das redes vai ser feita “doa a quem doer”

Presidente concedeu entrevista ao SBT e garantiu que o governo seguirá com o projeto, independentemente de resistências políticas ou pressões externas

presidente Lula (PT) demonstrou firmeza em relação a um tema polêmicoregulação das redes sociais. Em entrevista ao SBT, conduzida pelo jornalista César Filho e exibida na noite desta sexta-feira (5), ele garantiu que o projeto vai sair “doa a quem doer”.

Lula ressaltou que a medida será levada até o fim e tem o objetivo de assegurar responsabilidade e equidade na utilização das plataformas. Disse, ainda, que seu governo seguirá com o projeto, independentemente de resistências políticas ou pressões externas.

O presidente afirmou que “o ódio não tem que ser estimulado” e que, ao contrário, é preciso incentivar “a paz, a harmonia, a tranquilidade e a boa convivência democrática”. Lula acrescentou: “Queremos regular, e vamos regular, doa a quem doer”.https://26011bfc07e900b97d603fac7d379a3c.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-45/html/container.html?n=0

“Se eu for candidato é para ganhar”

Lula também declarou que a extrema direita não voltará a governar o Brasil. “Só tem uma hipótese de eu não ser candidato, se tiver algum problema de saúde ou se aparecer algum candidato melhor do que eu. Agora uma coisa tenho a dizer: a extrema direita não voltará a governar esse país”.

O presidente disse que ainda não tomou decisão definitiva em relação ao assunto e mencionou a idade como fator que pode influenciar na avaliação, pois completará 80 anos no próximo mês.

“Tenho uma trajetória política que quem deve estar preocupado são meus possíveis adversários”, ressaltou Lula, que emendou: “Se eu tomar decisão de ser candidato, serei candidato para ganhar as eleições”.

Autocondenação

Questionado sobre as articulações da extrema direita para anistiar Jair Bolsonaro (PL) e outros golpistas, Lula enfatizou que o ex-presidente, ao pedir indulto antes do julgamento, se “autocondena”. “O fato de pedir anistia antes de ser julgado significa que ele sabe que é culpado”.

Lula ainda lembrou que Bolsonaro foi expulso do Exército porque pensou em soltar bombas dentro de quartéis. Na avaliação do presidente, episódios como esse reforçam a imagem de um político fora do padrão.

Lula rebate comparações entre Moro e Moraes

O presidente Lula rebateu comparações, feitas pelo entrevistador do SBT, entre Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e o ex-juiz Sergio Moro.

Lula foi veemente ao negar que Moraes teria, em relação a Bolsonaro, o mesmo papel exercido por Moro na Lava Jato contra ele, desmentindo a insinuação de que o ex-presidente estaria sendo perseguido pelo ministro. “É totalmente diferente”, disse.

“Moro construiu uma mentira junto com Dallagnol e parte da mídia”, relembrou. Para Lula, o episódio faz parte do passado, porém, deixou marcas profundas na política brasileira.

“Moraes apenas está julgando crimes que o Brasil inteiro viu acontecer”

Ainda sobre Alexandre de Moraes, Lula enfatizou que o ministro apenas cumpre suas funções constitucionais. “Todo mundo sabe o que aconteceu neste país no dia 8 de janeiro, a ocupação dos quartéis, a bomba no aeroporto. Moraes apenas está julgando crimes que o Brasil inteiro viu acontecer”.

O presidente acredita que o correto seria que aqueles que participaram da tentativa de golpe de Estado reconhecessem seus erros e buscassem defesa judicial adequada. “O cidadão tem que pedir desculpas ao povo brasileiro, esperar ser julgado e, depois disso, ver se pode pedir uma anistia”, completou.

“Ele (Bolsonaro) governou este país contando onze mentiras por dia. Se somar as mentiras do filho, dava trinta e três por dia”, apontou Lula. “Esse cidadão deveria pelo menos ter um pouco de caráter e tentar a sua defesa com a contundência que acha que merece”, completou.

Lula dá recado à comunidade judaica brasileira

O presidente voltou a lamentar o genocídio contra o povo palestino, causado por Israel e apoiado pelos Estados Unidos. Lula cobrou a comunidade judaica.

Acho que a comunidade judaica brasileira deveria mandar uma carta para o Netanyahu (Benjamin) e dizer que ele não está fazendo guerra contra o Hamas, ele está matando mulheres e crianças. Ele está fazendo um genocídio lá para se manter no poder”, disse.

“É isso que as pessoas da comunidade judaica deveriam fazer aqui no Brasil. Não é defender o criminoso, não é defender o genocida, é defender o direito à vida de mulheres e crianças que não estão pedindo para morrer”, acrescentou. A sexta-feira (5) marcou o 700º dia desde que o regime israelense iniciou o massacre contra a Faixa de Gaza.

Fonte: Revista Fórum

Movimentos populares convocam atos no 7 de Setembro em defesa da soberania nacional

Atos são articulados pelos movimentos Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo tradicional Grito dos Excluídos

No próximo domingo (7), quando o Brasil completa 203 anos de Independência, movimentos populares organizam manifestações em pelo menos 23 estados e no Distrito Federal. Os atos são articulados pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, pelo Fórum das Centrais Sindicais e pelo tradicional Grito dos Excluídos, realizado anualmente pelas pastorais sociais da Igreja Católica.

Segundo levantamento dos organizadores, estão previstos 36 protestos em 33 municípios. As mobilizações reivindicam medidas como a taxação dos super-ricos, a redução da jornada de trabalho sem corte salarial e a defesa da soberania nacional, em resposta à recente imposição de tarifas contra produtos brasileiros pelo governo dos Estados Unidos com Donald Trump.

O lema deste ano é: “7 de Setembro do Povo — quem manda no Brasil é o povo brasileiro”.

Movimento e mobilização nacional

Em nota, os movimentos afirmam que o Brasil “não se curvará diante das chantagens dos EUA” e que “soberania e democracia não se negociam”. O texto também critica tentativas da extrema-direita de apropriar-se da data, ressaltando que a independência “só pode ser construída com luta popular por direitos e contra os privilégios da classe dominante”.

Além dos atos de rua, haverá a coleta de votos do Plebiscito Popular, que consulta a população sobre temas como:

  • isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil;
  • aumento da taxação sobre grandes fortunas;
  • fim da escala de trabalho 6×1;
  • redução da jornada semanal sem redução de salários.

Atos confirmados pelo país

As manifestações acontecerão em todas as regiões do Brasil. Entre as capitais com atos confirmados estão São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Belém, Manaus e Macapá.

Em São Paulo, haverá concentração a partir das 7h na Praça da Sé, com café da manhã coletivo e caminhada marcada para as 10h30.

No Rio de Janeiro, a mobilização está prevista para a Avenida Presidente Vargas, às 9h, incluindo café da manhã solidário.

Em Brasília, o ato acontecerá às 10h, na Praça Zumbi dos Palmares.

Em Salvador, a concentração será às 9h, no Campo Grande.

Em Recife, a caminhada sai às 9h do Parque 13 de Maio em direção à Praça do Carmo.

Em Porto Alegre, haverá duas mobilizações: às 10h30 no Parque da Redenção e às 14h na Ponte de Pedra, Largo dos Açorianos.

No Norte e Nordeste, manifestações também estão confirmadas em cidades como Feira de Santana (BA), Natal (RN), João Pessoa (PB), Boa Vista (RR) e Palmas (TO).

A lista completa das mobilizações, com horários e locais, foi divulgada pelos organizadores e inclui atos em todas as regiões do país.

Veja a lista das manifestações pelo Brasil

Nordeste

Alagoas – Maceió

Local: Praça da Faculdade
Horário: 8h

Bahia – Feira de Santana

Local: Av. Presidente Dutra
Horário: 14h

Bahia – Salvador

Local: Campo Grande
Horário: 9h

Bahia – Souto Soares

Local: Praça Raul Soares
Horário: 9h

Ceará – Fortaleza

Local: Praia do Futuro
Horário: 8h

Paraíba – João Pessoa

Local: SINTRICOM – Av. Cruz Cordeiro, 75 – Varadouro
Horário: 17h30

Pernambuco – Recife

Local: Parque 13 de Maio até Praça do Carmo
Horário: 9h

Rio Grande do Norte – Natal

Local: Praça das Flores – Petrópolis
Horário: 9h

Sergipe – Aracaju

Local: Praça da Catedral Metropolitana (em meio ao desfile das escolas)
Horário: A partir das 9h

Norte

Amapá – Macapá

Local: Avenida Cabral / Hospital do Amor – R. Carlos Daniel, 456 – Infraero II
Horário: Pela manhã / 7h

Amazonas – Manaus

25 a 28/08: Mutirão do Plebiscito Popular – UFAM (campi Norte e Sul), 10h às 16h

30/08: Feira Caipora Criativa – Rua Cel. Ferreira de Araújo, 115, Petrópolis, 15h às 20h

05/09: 31º Grito dos Excluídos – Concentração na Rotatória Novo Aleixo, caminhada até o Parque dos Gigantes da Floresta

Horário: Concentração 15h | Caminhada 16h30

Pará – Belém

Local: Concentração na Escadinha do Cais do Porto, caminhada até a Praça da Prefeitura
Horário: 9h

Rondônia – Porto Velho

Local: Cúria Arquidiocesana
Horário: (a confirmar)

Roraima – Boa Vista

Local: Palco Aderval da Rocha, em frente à Praça Germano Sampaio, bairro Pintolândia
Horário: 15h30

Tocantins – Palmas

Local: Praça Tarcísio Machado
Horário: 18h

Centro-Oeste

Distrito Federal – Brasília

Local: Praça Zumbi dos Palmares
Horário: 10h

Goiás – Goiânia

Local: Praça do Trabalhador, seguido de caminhada pela Feira Hippie
Horário: Concentração 8h30 | Caminhada 9h

Mato Grosso – Cáceres

Local: Salão da Matriz São Sebastião, Rua Rodrigues Alves, 201, Cidade Nova
Horário: 7h

Mato Grosso – Cuiabá

Local: Praça Cultural do bairro Jardim Vitória, caminhada até o Estádio Verdinho
Horário: Concentração 7h30 (07/09)

Mato Grosso – Primavera do Leste

Local: Paróquias locais (a confirmar)
Horário: (a confirmar)

Mato Grosso – Rondonópolis

Local: Universidade Federal de Rondonópolis – Av. dos Estudantes, 5055 – Cidade Universitária
Horário: 04/09

Mato Grosso do Sul – Campo Grande

Local: Cruzamento da Rua 13 de Maio com Dom Aquino
Horário: 8h

Sudeste

Espírito Santo – Vitória

Local: Praça Portal do Príncipe (concentração) até Praça João Clímaco (encerramento)
Horário: 8h30

Minas Gerais – Belo Horizonte

Local: Praça Raul Soares
Horário: 9h

Rio de Janeiro – Rio de Janeiro

Local: Rua Uruguaiana com Presidente Vargas, Centro
Horário: 9h

Observação: haverá também café da manhã solidário.

São Paulo – Aparecida

Local: Basílica Velha (concentração), seguida da Romaria das Trabalhadoras e Trabalhadores
Horário: 7h

São Paulo – Mauá (ABCDMRR)

Local: Santuário Imaculada Conceição – Praça Mons. Alexandre V. Arminas 01, Bairro Matriz
Horário: 8h30

São Paulo – Santana do Parnaíba

Local: Largo da Matriz, s/n, Centro
Horário: 14h

São Paulo – São Paulo

Local: Praça da Sé – café da manhã às 7h, ato às 9h, caminhada às 10h30
Local: Praça da República – ato às 9h

Sul

Paraná – Curitiba

Local: Território indígena Kogûnh Jamã, às margens da BR 277 – Rondinha, Campo Largo
Horário: 4h30

Rio Grande do Sul – Porto Alegre

Local: Parque da Redenção (Espelho d’Água)
Horário: 10h30

Local: Ponte de Pedra, Largo dos Açorianos
Horário: 14h

Santa Catarina – Florianópolis

Local: Parque da Luz
Horário: 8h30

Santa Catarina – Joinville

Local: Entrada do Parque Caieira (acolhida de peregrinos, caminhada e missa campal)
Horário: 15h (dia 6/09).

Fonte: ICL

Eduardo Bolsonaro ultrapassa limite de faltas na Câmara e tem mandato ameaçado

Morando nos Estados Unidos desde março, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) já acumula mais faltas que presenças na Câmara dos Deputados em 2025. Desde o fim da licença de 122 dias, em 20 de julho, o parlamentar não registrou presença nem voto, mesmo nas sessões com participação remota liberada. Com informações da Folha de S.Paulo.

Até agora, Eduardo soma 18 ausências não justificadas, o equivalente a 56,25% das sessões deliberativas realizadas no período. De um total de 32 sessões, ele participou de apenas 13, com uma falta justificada. A Constituição prevê a perda de mandato para parlamentares que se ausentarem de um terço das sessões sem justificativa, mas a decisão depende da Mesa Diretora e não ocorre de forma automática.

Nas redes sociais, o deputado alegou que está sendo “impedido de votar”, o que, segundo ele, seria diferente de faltar. Aliados afirmam que o sistema da Câmara estaria bloqueado, mas o Legislativo não confirmou a informação. Na semana passada, Eduardo enviou ofício ao presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pedindo autorização para exercer o mandato do exterior, citando como precedente as sessões remotas da pandemia.

A solicitação encontra resistência. Motta já se manifestou contrário a uma solução que permita a manutenção do mandato nessas condições. Em entrevista à revista Veja, em agosto, afirmou que não pode admitir um parlamentar atuando fora do país e defendendo medidas que, segundo ele, prejudicam a economia brasileira.

Eduardo também declarou em entrevistas que não pretende retornar ao Brasil por temer prisão. Ele é investigado por articular sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que não renunciará ao mandato, mesmo em território estrangeiro.

O cenário gera impasse no Congresso. Parlamentares bolsonaristas tentam articular uma saída, mas nomes do Centrão têm evitado apoiar o deputado. Sem base sólida, Eduardo corre o risco de enfrentar processo de cassação por faltas.

Mesmo que ultrapasse o limite constitucional, Eduardo não seria cassado de imediato. O regimento da Câmara determina que a análise das ausências só ocorre a partir de março do ano seguinte, com base em relatório técnico da Casa. Assim, eventual processo só poderia avançar em 2026, ano eleitoral.

Exemplo semelhante ocorreu com o ex-deputado Chiquinho Brazão, cassado em abril de 2025 após atingir o número máximo de faltas no fim de 2024. A decisão, que cabe à Mesa Diretora, será o próximo teste político em torno do mandato de Eduardo Bolsonaro.

Fonte: DCM

Às vésperas da condenação, Bolsonaro é abandonado por líderes evangélicos

A disposição de pastores que apoiaram o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a seu governo e candidatura pela reeleição agora é limitada para defendê-lo publicamente em seu julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). Silas Malafaia segue como principal voz do evangelicalismo bolsonarista, mas nos bastidores, líderes religiosos admitem certo cansaço com o processo e veem uma possível condenação como inevitável, o que esfriou os ânimos.

Segundo a Folha de S.Paulo, o grupo “Aliança” no WhatsApp, que reúne líderes influentes como Malafaia, Renê Terra Nova, Abner Ferreira e Estevam Hernandes, o conteúdo circulante resume-se majoritariamente a vídeos enviados por Malafaia. As manifestações são geralmente diluídas em defesa de uma genérica “liberdade de expressão e religiosa”, com contestações mais diretas ao julgamento partindo principalmente do pastor carioca.

Um pastor que preferiu permanecer anônimo comparou a situação atual à passagem bíblica em que discípulos de Jesus, em meio a uma tempestade, questionam se o barco resistirá. A metáfora ilustra o dilema de pastores que apoiaram Bolsonaro: alguns remam ao seu lado, enquanto outros aguardam para ver se o casco aguenta ou se precisarão abandonar a embarcação.

A Igreja Universal do Reino de Deus, importante ator na ascensão evangélica na política, mantém silêncio sobre o caso. Interlocutores avaliam essa postura como pragmática e prudente, considerando o futuro político incerto do ex-presidente.

Um pastor que preferiu permanecer anônimo comparou a situação atual à passagem bíblica em que discípulos de Jesus, em meio a uma tempestade, questionam se o barco resistirá. A metáfora ilustra o dilema de pastores que apoiaram Bolsonaro: alguns remam ao seu lado, enquanto outros aguardam para ver se o casco aguenta ou se precisarão abandonar a embarcação.

A Igreja Universal do Reino de Deus, importante ator na ascensão evangélica na política, mantém silêncio sobre o caso. Interlocutores avaliam essa postura como pragmática e prudente, considerando o futuro político incerto do ex-presidente.

Quando questionados, muitos líderes optam por não se manifestar, enquanto outros afirmam considerar o julgamento injusto. “O tempo é o senhor da história”, declarou o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra.

O apóstolo César Augusto, da Fonte da Vida, expressou preocupação com o “clima muito, muito ruim” da “guerra ideológica” no Brasil. “Espero que possamos ter bom senso e não acender o fósforo no barril de pólvora”, disse, acrescentando que a direita possui bons quadros para substituir Bolsonaro em 2026, se necessário, sem descartar Malafaia como possível candidato.

A apreensão do passaporte, celular e caderno de anotações de Malafaia pela Polícia Federal no mês passado gerou mais alvoroço entre a liderança evangélica do que o próprio julgamento de Bolsonaro. O pastor chegou a pedir manifestações públicas de apoio a colegas. O Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil (Cimeb), fundado pelo próprio Malafaia, emitiu nota crítica à sua inclusão no rol de investigados.

O reverendo Augustus Nicodemus Lopes, reconhecido por sua autoridade teológica, manifestou solidariedade a Malafaia apesar de suas divergências públicas. Em vídeo para seus 1,4 milhão de seguidores no Instagram, criticou o “assédio contra um líder religioso”, afirmando que “ser parado, ter passaporte e celular tomados, e áudios vazados não pode se tornar ‘normal’, pois não existe crime de opinião”.

Enquanto a figura de Malafaia causa divisões, o entusiasmo em torno de Bolsonaro já não mobiliza grandes rebanhos como antes. Passeatas bolsonaristas não atraem tantos participantes, e os círculos de oração se tornaram menos frequentes. Pesquisas indicam que a base evangélica de Bolsonaro permanece sólida, mas menos disposta a se engajar ativamente em sua defesa, refletindo uma certa fadiga discursiva.

Para Vinicius do Valle, cientista político e pesquisador do campo religioso, é difícil prever os movimentos da cúpula evangélica bolsonarista. “Um ou outro pastor ainda se coloca de forma mais explícita a favor do ex-presidente, mas boa parte da liderança está ali quietinha, vendo o que vai acontecer para saber onde pular e a hora de pular, em qual barco for”, observou.

Valle também nota um descompasso entre a militância digital dos líderes e o cotidiano dos fiéis, apontando que o assunto ainda não se tornou prioridade nas comunidades, mas que isso pode mudar em breve.

Fonte: DCM

Alagoas está entre os estados com mais surtos de dengue e chikungunya

Nordeste concentra maior impacto da doenças entre populações vulneráveis

Dengue e chikungunya estão ceifando vidas de forma desigual no Brasil, e no Nordeste o cenário é ainda mais preocupante. Um estudo da Fiocruz, publicado na revista The Lancet Regional Health Americas, mostra que negros e indígenas perdem em média 22 anos de vida por conta das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti — quase o dobro da média registrada entre pessoas brancas. Em estados como Alagoas, onde os surtos são recorrentes, a pesquisa acende um sinal vermelho e reforça a urgência de políticas públicas específicas para proteger as populações mais vulneráveis. 

De acordo com a pesquisa, indígenas são os que mais perdem anos de vida por causa da dengue, enquanto negros são os mais afetados pela chikungunya. Em ambos os casos, a perda média é de 22 anos antes do esperado, muito acima da média de 13 anos registrada entre pessoas brancas.

“A motivação do estudo nasce à medida em que enxergamos que há desigualdades no Brasil e, a partir desta constatação, medimos o quanto isso reflete na vida das pessoas que adoeceram por dengue ou chikungunya”, explica Thiago Cerqueira-Silva, pesquisador associado da Fiocruz Bahia e líder da investigação.

O levantamento analisou mais de 13 milhões de casos de dengue e 1 milhão de chikungunya registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), considerando hospitalizações, mortalidade, idade, sexo e comorbidades. Crianças menores de 1 ano e idosos foram identificados como os grupos etários de maior risco, além de pessoas com doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

Para os pesquisadores, os resultados evidenciam um problema estrutural: “É necessário ir além de médias nacionais ao avaliar políticas públicas. Uma medida pode parecer um sucesso no país, mas falhar em cuidar de grupos específicos”, afirma Cerqueira-Silva.

O estudo recomenda políticas de saúde mais direcionadas, com monitoramento estratificado por região, etnia e raça, além de reforço em planos de ação como o de combate à dengue e outras arboviroses. As conclusões trazem um alerta especial para estados nordestinos como Alagoas, onde as desigualdades sociais potencializam os impactos da dengue e da chikungunya.

Com as mãos suja de sangue: Google firma acordo multimilionário com Israel

O Google assinou um contrato de US$45 milhões com o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, para disseminar uma campanha publicitária global em meio genocídio em Gaza, reportou a rede Drop Site News.

O acordo compreende anúncios no YouTube, em outras plataformas e nas ferramentas de pesquisa, explicitamente descrito em documentos do governo israelense como parte de seus esforços de propaganda de guerra.

Assinado em junho de 2025, o contrato autoriza campanha extensiva de “hasbara”, termo em hebraico para publicidade de Israel, comumente sob gestão de inteligência e aplicada para encobrir ou justificar crimes de guerra.

A campanha coincide com uma crise de diplomacia e relações públicas sem precedentes vivenciada por Israel, em meio ao cerco e subsequente fome em Gaza, reconhecida pelas Nações Unidos e órgãos competentes.

Um dos vídeos da campanha, produzido pelo Ministérios de Relações Exteriores de Israel e divulgado no YouTube, com seis milhões de exibições até então, afirma facciosamente: “Há comida em Gaza. Qualquer outra coisa é mentira”.

Segundo registros internos de Israel, a iniciativa é coordenada via Agência de Propaganda do Governo (Lapam), departamento sob jurisdição direta do premiê.

Israel desembolsou ainda US$3 milhões no Twitter (X), de Elon Musk, US$2.1 milhões na plataforma franco-israelense Outbrain/Teads e um valor não-revelado em diversas redes da Meta, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Alguns dos anúncios buscam atacar agências da ONU e ongs, ao difamá-las por “sabotar deliberadamente” a distribuição assistencial em Gaza — sem provas.

A Fundação Hind Rajab — batizada após menina de seis anos morta por Israel em Gaza, que denuncia criminosos de guerra na justiça internacional — é caluniada por “ideologias extremistas”, conforme as diretrizes da campanha.

Agências das Nações Unidas, porém, via consórcio Classificação Integrada das Fases de Segurança Alimentar (IPC), reconheceu oficialmente a fome na última semana, com 367 mortes, incluindo 131 crianças.

Em março, oficiais foram questionados no parlamento (Knesset), não sobre a fome, mas seu preparo de relações públicas. Avichai Edrei, porta-voz militar, preconizou: “Podemos lançar uma campanha digital, para dizer que não há fome [sic]”.

Grupos de direitos humanos, institutos de checagem de fatos e especialistas da ONU têm alertado ao crescente papel das big techs americanas em promover a desinformação e o negacionismo do genocídio a favor de Israel.

Em junho, Francesca Albanese, relatora especial para os direitos humanos nos territórios ocupados, acusou o Google de lucrar com o genocídio.

Vazamentos internos flagraram Sergey Brin, cofundador da companhia, em resposta a um funcionário, descrevendo as Nações Unidas como “organização claramente antissemita [sic]” — igualmente, sem fundamento.

O Google é condenado ainda por seu papel no Projeto Nimbus, serviço de nuvem a Israel, em parceria com a Amazon, incluindo fins militares.

Críticos apontam que os contratos revelam relações íntimas entre o Vale do Silício e atos de violência de Estado em todo o mundo.

Israel mantém ataques indiscriminados a Gaza há quase dois anos, com ao menos 63 mil mortos e dois milhões de desabrigados, sob cerco, destruição e fome. Dentre as mortes, ao menos dezoito mil são crianças.

Em novembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), em Haia, emitiu mandados de prisão contra Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade cometidos em Gaza.

O Estado israelense é réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024. Governos e empresas cúmplices podem ser implicados ao longo do processo.

Fonte: Monitor do Oriente

Punição aos golpistas, defender a nação e o povo

Começou no STF o julgamento de Bolsonaro e mais sete por tentativa de golpe. Entre eles o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional e o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha. Pela primeira vez um ex-presidente da república e generais são julgados com a acusação de golpe de Estado (ver pág. 9).

Julgamento que ocorre sob ingerência de Trump no país, com o ataque econômico das taxações e chantagem política pela anistia dos golpistas.

Há grande expectativa pela punição. Mas no Congresso Nacional começou o conchavo para votar uma lei de anistia. Até um editorial do Estadão, em 4 de setembro, chamou o acordo que se costura de “pornográfico”, uma busca por impunidade “urdida nos subterrâneos”.

Nem tão subterrâneo assim. É à luz do dia, com articulação dos nobres deputados e senadores e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

“Não é a primeira vez que o Brasil se depara com movimento desse jaez. Só no período republicano, cerca de 40 anistias foram aprovadas, quase sempre com o propósito de livrar a cara de militares e políticos [..]. O resultado foi [..] nefasto para. Ao invés de fortalecer a democracia e ensejar a “pacificação da sociedade”, como apregoam os modernos arautos da impunidade, as anistias só serviram de incentivo para novas aventuras golpistas.” Disse o mesmo editorial.

Da impunidade só
herdamos infortúnios

O que sairá desses conchavos nesse Congresso Nacional, ainda não sabemos. Mas coisa boa não pode ser.

O que sabemos, como brasileiros,é que da impunidade, herdamos muitos infortúnios. A “Garantia da Lei e da Ordem” (GLO), cravada no artigo 142 da Constituição – que permite às Forças Armadas intervirem na vida política – e as PMs dos estados, que foram militarizadas na ditadura, e são a ponta de lança dos assassinatos nas periferias, para ficar em dois exemplos. Aos generais e carrascos se permitiu e permite render homenagens, com nomes de ruas e escolas.

É essa impunidade que alimentou o plano de um novo golpe e de assassinato do presidente eleito, Lula, e, logo depois, do intento golpista de 8 de janeiro de 2023 – do qual todo o Alto Comando do Exército e os comandantes das Três Forças sabiam ou participaram. Que ela não se estabeleça de novo! Punição para Bolsonaro e seus generais. A todos os golpistas!

Fonte: O Trabalho

Vereador bolsonarista preso, transportou 52 quilos de cocaína em ônibus da prefeitura

As ordens judiciais — uma de prisão preventiva e duas de busca e apreensão — foram expedidas pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público

O vereador e secretário municipal de Saúde de Curvelândia (311 km de Cuiabá), Roberto Serenini (PL), foi preso na manhã desta quinta-feira (4), em Cuiabá, suspeito de envolvimento no transporte de mais de 52 quilos de cocaína. A informação foi publicada inicialmente pelo g1. Segundo a Polícia Civil, a droga era levada em um micro-ônibus da própria secretaria, que deveria ser utilizado para levar pacientes a atendimentos médicos na capital.

A prisão faz parte da Operação Infirmus, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc). O veículo foi interceptado ainda em agosto, no Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, onde policiais encontraram 50 tabletes de pasta base de cocaína escondidos em caixas no bagageiro. Na ocasião, o motorista e os passageiros foram levados para prestar depoimento e depois liberados, após confirmação da substância por laudo toxicológico.

Com o avanço das investigações, a Polícia descobriu que Serenini teria ligado para o motorista na noite anterior e também momentos antes da viagem. Testemunhas relataram que ele determinou a troca do veículo que faria o transporte de pacientes poucas horas antes da partida e ainda esteve na Unidade Básica de Saúde no mesmo dia do embarque.

Além disso, denúncias anônimas apontaram que o secretário tentou apagar imagens do sistema de videomonitoramento da unidade, onde o micro-ônibus ficou estacionado. O equipamento DVR foi apreendido pela Polícia e enviado à perícia. Uma análise preliminar confirmou a exclusão de registros de algumas câmeras.

As ordens judiciais — uma de prisão preventiva e duas de busca e apreensão — foram expedidas pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público. As buscas foram realizadas no gabinete e na residência do vereador em Curvelândia. Serenini aguardava o advogado para prestar depoimento até o fim da manhã.

De acordo com o delegado Ronaldo Binoti Filho, responsável pelo caso, as provas coletadas até agora confirmam o envolvimento do secretário no esquema.

“Este caso demonstra como criminosos podem se infiltrar em instituições públicas para usar serviços essenciais, como o transporte de pacientes, para atividades ilícitas. Nossa investigação foi minuciosa para garantir que todos os responsáveis sejam identificados e punidos”, afirmou.

A investigação segue em andamento para apurar a participação de outras pessoas na rede de tráfico que utilizava a estrutura da saúde municipal para transportar drogas até Cuiabá.

Fonte: Brasil 247

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