Bolívia investiga ajuda de Brasil e Chile ao golpe de 2019 contra Morales

O governo de Luis Arce informou neste sábado (17) que investiga se Brasil e Chile tiveram participação na convulsão social ocorrida na Bolívia em 2019, após acusar Equador e Argentina de enviarem armas e equipamento antidistúrbios.

“Serão investigadas as relações que podem ter existido naquele momento (2019) em ajuda e contribuições do Brasil e do Chile”, indicou o porta-voz do governo, Jorge Richter.

Arce havia afirmado nos últimos dias que, em outubro e novembro de 2019, foi organizado um golpe de Estado contra seu mentor, Evo Morales, e que a iniciativa foi apoiada por vários governos e por ONGs americanas.

Richter foi entrevistado por uma rádio dos sindicatos de “cocaleros” sobre as denúncias feitas há uma semana pelo chanceler Rogelio Mayta contra o governo do ex-presidente argentino de direita Mauricio Macri.

Fonte: DCM

Na Argentina, Macri é investigado por envio de armas a golpistas na Bolívia

Governos dos 2 países acusaram o ex-presidente de mandar munições para reprimir protestos em 2019

O Ministério Público da Argentina abriu, nesta 6ª feira (16.jul.2021), uma investigação para apurar se o ex-presidente Mauricio Macri enviou armas e munições para a Bolívia em 2019. Os equipamentos teriam sido usados para reprimir os apoiadores de Evo Morales.

O então presidente boliviano renunciou ao cargo 3 dias depois das eleições de 2019, quando uma onda de protestos acusou suposta fraude no processo eleitoral.

Além de Macri, a Justiça argentina investiga os ex-ministros de Defesa, Oscar Aguad, e de Segurança, Patrícia Bullrich. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

De acordo com o governo do atual presidente argentino, Alberto Fernández, Macri enviou o armamento de forma indevida, efetuou desvios de fundos do governo e cometeu abuso de autoridade. No entanto, o procurador Claudio Navas Rial disse que a investigação se concentra, por enquanto, apenas no primeiro item.

Macri também sofreu acusações do governo boliviano. No início de julho, o ministro das relações exteriores da Bolívia, Rogelio Mayta, afirmou que o ex-presidente da argentina forneceu o equipamento.

Segundo ele, uma carta datada em 13 de novembro, um dia depois de Jeanine Áñez assumir interinamente a presidência do país, detalha a entrega de 40 mil cartuchos de balas de borracha de calibre 12/70, além de granadas e bombas de gás lacrimogêneo.

O documento, divulgado por Mayta no dia 8 de julho de 2021, foi enviado pelo então chefe da Força Aérea da Bolívia, o general Jorge Gonzalo Terceros, em agradecimento ao embaixador argentino da época, Normando Alvarez García.

Na época, Fernández chegou a pedir desculpas à Bolívia pela atitude de seu antecessor, de quem é rival político, e afirmou sentir “dor e vergonha” em uma carta enviada ao presidente boliviano, Luis Arce.

Arce postou o pedido de desculpas em seu perfil no Twitter e se manifestou contra as supostas ações de Macri. “Repudiamos o apoio do governo do ex-presidente da Argentina, Mauricio Macri, ao golpe de estado que vivemos em 2019 na Bolívia. O envio de material bélico para reprimir o povo boliviano vai contra as normas internacionais”,

Macri nega as acusações e afirma que a carta divulgada por Mayta é falsa. “Foram enviados material de apoio para a segurança da nossa embaixada em La Paz, e não armas para serem usadas contra os bolivianos”, disse o ex-presidente argentino a uma emissora local.

Segundo ele, as acusações são um tipo de “perseguição política para desviar a atenção da situação econômica e sanitária em um período pré-eleitoral”. A Argentina realizará suas eleições legislativas em novembro.

Fonte: Poder 360

Evento relembra os 24 anos da derrubada do governador Divaldo Suruagy

Para relembrar um dos fatos mais importante da História de Alagoas, o Grupo de Estudos História e Movimentos Sociais da Universidade Estadual de Alagoas, promoveu hoje, 17, um debate sobre a participação dos policiais civis e militares no movimento que derrubou o governador Divaldo Suruagy em 1997.

Os convidados foram Zé Carlos, que na época era presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas e Major Paulo Nunes, ex-presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar. A mediação foi feita professor da Uneal Luiz Gomes. O Evento que teve a participação de dezenas de internautas, está aqui disponível:

Servidores protestam contra PEC 32 em frente ao escritório de Osmar Terra em Santa Rosa no RS

Um ato contra a reforma administrativa foi realizado, na manhã desta sexta-feira (16), em frente ao escritório político do deputado federal Osmar Terra (MDB), em Santa Rosa, no interior do Rio Grande do Sul.

Terra é um dos parlamentares gaúchos que faz parte da Comissão Especial criada pela Câmara dos Deputados para debater a reforma administrativa (PEC 32/2020). Os outros são Alceu Moreira (MDB) e Marcelo Moraes (PTB), titulares, e Marcel Van Hattem (Novo) e Paulo Pimenta (PT), suplentes.

A atividade, que teve o objetivo de fortalecer a pressão na luta contra a reforma, foi convocada pela Frente dos Servidores Públicos do RS (FSP), integrada pela CUT-RS, e contou com representações de centrais sindicais e de diversos sindicatos do setor público e da iniciativa privada.

O mesmo tipo de ação será realizado junto a outros deputados e deputadas do Estado que ainda não se posicionaram de forma contrária à PEC 32.

Quem vota contra os serviços públicos, não volta

Na próxima semana, a FSP irá intensificar a pressão sobre os deputados e as deputadas. O mote da mobilização, expresso na principal faixa levada à atividade, é a lembrança de que “quem vota contra os serviços públicos, não volta”.

Estiveram presentes representações da CUT, CTB, CPERS, Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Instituições Financeiras (Fetrafi-RS), Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), Sindicato dos Servidores Municipais de Santa Rosa, Federação dos Municipários do RS, Sindicato dos Bancários de Santa Rosa e Região, além de servidores e dirigentes dos metalúrgicos e dos servidores da Justiça Estadual.

Fonte: CUT RS

“Médicos pela morte” teve anúncio pago sobre tratamento precoce

Farmacêutica Ivermectina pagou anúncios sobre “tratamento precoce” do grupo “Médicos Pela Vida”, mais conhecido pelos setores opositores ao presidente Jair Bolsonaro como “médicos pela morte” por recomendar tratamento precoce inexistente para Covid-19.

Segundo a jornalista Raquel Lopes, da Folha, dados sigilosos da CPI da Covid no Senado revelam que a farmacêutica Vitamedic bancou a publicação em fevereiro de anúncios da Associação Médicos pelo Brasil em defesa do chamado tratamento precoce contra a Covid-19, tese sem respaldo na comunidade científica.

A peça defendia o tratamento precoce com o uso de cloroquina, ivermectina, zinco e vitamina D. Os remédios, à época, já eram descartados pelas comunidades científica e médica para o tratamento da doença.

A Vitamedic é uma das principais produtoras de ivermectina do país. Em dados enviados à CPI da Covid, ela informou que aumentou a venda de caixas do medicamento em 1.230%, passando de 5,7 milhões em 2019 para 75,8 milhões em 2020.

O financiamento da campanha pela farmacêutica pode configurar conflito de interesses, de acordo com o Código de Ética Médica.

A associação Médicos pela Vida mantém um site favorável ao tratamento precoce e alguns de seus integrantes compõem o chamado gabinete paralelo, grupo de aconselhamento informal do presidente Jair Bolsonaro, um dos principais defensores no Brasil do tratamento precoce.

O oftalmologista Antônio Jordão, que assinou o termo de responsabilidade para que os anúncios pudessem ser veiculados, aparece ao lado de Bolsonaro em uma reunião em setembro.

Os anúncios de fevereiro foram publicados na Folha e nos jornais O Globo, Estado de Minas e Zero Hora, entre outros. No dia seguinte, a Folha publicou reportagem relatando a publicação desses anúncios nos quais defendem o uso de medicação sem eficácia comprovada contra a Covid-19.

No texto, o jornal informou que o grupo intitulado Médicos pela Vida fez circular um anúncio “em diversos jornais do país, em defesa do chamado ‘tratamento precoce’ da Covid-19, com o uso de medicamentos como cloroquina, ivermectina, zinco e vitamina D —remédios que já foram descartados pela comunidade científica e médica para o tratamento da doença por não demonstrarem em diversos estudos clínicos a capacidade de barrar o vírus, prevenir a doença ou tratá-la”.

A Vitamedic informou à CPI o total de vendas de caixas de Ivermectina de janeiro de 2020 a maio de 2021 e o preço médio por caixa. Fazendo a conta, estima-se que a empresa tenha arrecadado R$ 734 milhões só com esse medicamento do “kit Covid” nesse período.

Fonte: Antropofagista

A farsa do Passe Livre do prefeito JHC

O prefeito João Henrique Caldas, o JHC (PSB), fez o maior alarde nas redes sociais anunciando passe livre para os estudantes das escolas públicas e particulares, e também os alunos do ensino superior.

Três meses depois, como revela agora o Blog do Odilon, o Passe Livre do JHC terá limitações e vai atender apenas à rede pública de Maceió, deixando de fora a maioria absoluta dos estudantes. Ou seja, os recursos para bancar o Passe Livre virá da verba já usada para o transporte escolar. Nada de recurso novo, nada além dos alunos da própria rede própria municipal.

Para os integrantes do Fórum de Transporte Público, que reivindica o passe livre estudantil para todos os estudantes de Maceió, “JHC fez muita zoada por nada e só queria se promover”.

Aliados de Bolsonaro comandam aumento do fundo eleitoral de 2 para 5,7 bilhões

Em plena pandemia, o Centrão, base aliada do presidente Bolsonaro, comandou o aumento do fundo eleitoral de 2 para R$ 5,7 bilhões.

Os recursos do fundo, que são públicos, são divididos entre os partidos políticos para financiar as campanhas eleitorais. De acordo com o texto, a verba do fundo será vinculada ao orçamento do Tribunal Superior Eleitoral, prevendo 25% da soma dos orçamentos de 2021 e 2022.

O fundo de financiamento de campanha foi criado após a proibição do financiamento privado, em 2015, pelo Supremo Tribunal Federal, sob o argumento de que as grandes doações empresariais desequilibram a disputa eleitoral. Nas eleições de 2018, foi criado o fundo de R$ 2 bilhões com recursos públicos.

FNL realiza Jornada de Luta em Maceió

A Frente Nacional de Luta Campo Cidade realizou nos dias 14 e 15, uma Jornada de Luta em Maceió. O objetivo do evento foi fazer o debate sobre a necessidade da reforma urbana e agrária e cobrar das autoridades a pauta de reivindicações do movimento.

Vindo de várias regiões do Estado, centenas de militantes da FNL acamparam na praça Sinimbú para participarem da Jornada de Luta. No dia 14, logo cedo, os participantes receberam a visita de uma delegação de movimentos sociais encabeçada pela CUT Alagoas, onde sua presidenta Rilda Alves reforçou o apoio à pauta da FNL. A tarde, o acampamento foi visitado por uma comissão do PT formada pelo presidente Marcelo Nascimento e o vereador Dr. Valmir, que expressaram solidariedade a luta.

Os participantes também estiveram na frente do Porto de Maceió, em protesto contra as privatizações e depois ocuparam o prédio da Prefeitura e seguida tiveram uma reunião com o presidente do Iteral Jaime Silva.

No dia 15, o movimento fez uma caminhada pelas ruas de Maceió, lutando pelos direitos, parou na frente do Palácio do Governador, em seguida seguiu para a Secretaria da Mulher e Direitos Humanos de Alagoas e depois até o Incra, onde uma reunião foi agendada.

No fim de tarde foi realizada uma Assembleia Geral e o encerramento do acampamento na praça Sinimbu. Para Marrom, liderança da FNL, o “movimento deu o recado, colocou na rua o grito de fora Bolsonaro, vacina, comida, emprego, moradia e terra para o povo brasileiro”.

TCU aponta uso indevido de R$ 4,1 milhões por Forças Armadas contra Covid-19, diz jornal

Um relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) aponta que as Forças Armadas teriam usado indevidamente R$ 4,1 milhões contra a Covid-19 para outras finalidades. O relatório foi obtido pelo O Globo.

De acordo com a reportagem, R$ 9,6 milhões possuem “pendência de comprovação” de ações para o enfrentamento da pandemia. O texto diz ainda que a avaliação consta no relatório do ministro do TCU Augusto Scherman Cavalcanti. O relatório mostra ainda que, em 2020, o Ministério da Defesa teria gasto, segundo o jornal, R$ 435 milhões em despesas atribuídas ao combate à Covid-19.

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS