MTST faz protesto por moradia em SP e marcha para o Palácio dos Bandeirantes

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) realizaram uma manifestação na tarde desta quinta-feira (8) para reivindicar mais políticas habitacionais do governo de São Paulo. Segundo os organizadores do ato, dadas as consequências econômicas da pandemia, o desemprego, que já caminhava para atingir altos níveis, o problema das moradias se acentuou.

Os manifestantes caminharam pelas vias da Zona Sul da capital paulista rumo ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, no Morumbi.

O objetivo do protesto, de acordo com os organizadores, é cobrar mais recursos do estado para habitação de interesse social e celeridade nos projetos já prometidos pelo governo do estado.

Apesar dos impasses provocados pelo policiamento montou um bloqueio e não deixou os manifestantes continuarem a passeata, no fim da tarde, o governo concordou em receber quatro representantes do movimento.

“Dadas as consequências econômicas da pandemia, o desemprego, que já caminhava para atingir altos níveis, bateu recorde. Portanto, uma manifestação como a de hoje é indispensável para que o governo do estado sinta a pressão do povo que sofre com a falta de moradia. Também está nas mãos de Doria o projeto de lei do Despejo Zero, que proíbe a execução de despejos enquanto durar a pandemia. É fundamental o governador sancione o quanto antes o projeto já aprovado pela Alesp há quase um mês”, afirmou o movimento, em comunicado.

Fonte: Redação com G1 e Revista Forum

Haiti sob Estado de Sítio

Presidente Jovenel Moise assassinado

Na madrugada de 7 de julho, o presidente Jovenel Moise, odiado pela maioria do povo do Haiti, como mostraram grandes manifestações que exigiam a sua saída do poder nos últimos meses, foi assassinado por um “comando” armado que invadiu a sua residência privada, num bairro nobre de Porto Príncipe. Sua esposa sobreviveu ao ataque e hoje recebe tratamento vip em Miami (EUA), enquanto nenhuma dose de vacina contra a Covid-19 chegou ao país.

O episódio é nebuloso, pois a segurança do auto-proclamado presidente – sim, pois seu mandato, de acordo com a Constituição, deveria ter acabado em 7 de fevereiro passado – e no próprio bairro rico que habitava era muito grande.

Menos de 24 horas antes do assassinato, Jovenel havia demitido o primeiro-ministro Claude Joseph e nomeado em seu lugar Ariel Henry que não chegou a tomar posse.

Logo após o assassinato. Ariel Henry soltou uma nota pedindo calma. Mas o “demitido” Claude Joseph editou um decreto de Estado de Sítio por 15 dias, declarando que, na vacância do presidente, o “primeiro-ministro [ou seja, ele próprio] exerce o poder executivo até a eleição de outro presidente”. No mesmo decreto ele diz que “o assassinato foi perpetrado por um grupo armado formado por estrangeiros”.

O chefe da polícia anunciou que quatro membros do comando que assassinou Jovenel foram mortos e dois outros foram presos. O ministro da Cultura declarou que há haitianos entre eles.

Golpe de Estado com o próprio veneno de Jovenel
Tudo leva a crer que, no quadro de um acerto de contas entre máfias e gangues ligadas à elite corrupta do país, Claude Joseph deu um golpe e se prepara para permanecer no poder.

Jovenel Moíse foi vítima dos mesmos métodos violentos que ele mesmo usou muitas vezes contra o povo, desta vez por parte de outros setores da mesma elite serviçal ao imperialismo dos EUA. A polícia – recorde-se que ela foi treinada pela Missão da ONU (Minustah) que ocupou o Haiti entre 2004 e 2014, sob comando militar brasileiro, com generais que estiveram ou estão no governo Bolsonaro – e o exército se juntavam às gangues armadas para aterrorizar os bairros populares. Agora o veneno se voltou contra um de seus utilizadores.

Certamente o povo haitiano não está chorando pela morte de Jovenel, como fazem chefes de Estado, a OEA e a ONU com suas lágrimas de crocodilo. Tampouco as organizações sindicais e populares que puxaram enormes mobilizações contra o presidente que agora foi assassinado por seus pares.

O que desde já está claro é que, como Jovenel fechou o Parlamento e impugnou arbitrariamente juízes da Corte suprema, não há qualquer aparência de legalidade constitucional na auto-proclamação do primeiro-ministro demitido. Seguiremos acompanhando os fatos, confiantes que as organizações populares, sindicais e democráticas do povo haitiano – apesar das dificuldades impostas pelo Estado de Sítio e a repressão – logo darão uma resposta a esta situação e exigirão que a palavra seja dada ao povo em eleições livres e democráticas, para que a soberania popular e nacional se imponha e acabe com as máfias violentas que se apossaram do poder no Haiti – sempre com o beneplácito do imperialismo – a serviço de uma minúscula elite que chupa o sangue do seu povo.

Julio Turra

Fonte: O Trabalho

Moradores do Pinheiro fecham a Fernandes Lima contra descaso da Braskem

Moradores do Pinheiro e bairros atingidos pela extração de minério da Braskem, protestaram na manhã de hoje, 08, na avenida Fernandes Lima, no bairro do Farol.

Os moradores fecharam o transito da principal avenida de Maceió, em protesto contra o descaso da Braskem. Segundo os moradores, as indenizações pagas pela Braskem são insuficientes para comprar um imóvel novo e mesmo assim, a empresa tem retardado o pagamento da indenização, o que tem irritado o movimentos dos atingidos pela Braskem.

A Braskem é responsável pelo afundamento de cincos bairros em Maceió (Pinheiro, Bebedouro, Mutange, Bom Parto e parte do Farol) por atividade predatória de extração mineral. Apesar da tragédia provocada, a empresa nunca foi responsabilizada pelo poder público pelo crime ambiental cometido.

Em acordo mediado pelo Ministério Público, que é contestado por parte dos moradores, que dizem que não foram ouvidos e que não autorizaram o MP a negociar em seus nomes, a empresa se comprometeu a indenizar as vítimas. Porém, até agora a maioria dos ex-moradores não receberam as indenizações.

Islândia melhora produtividade com jornada de quatro dias

Mais de 85% dos trabalhadores do país optaram por jornadas reduzidas – mantendo o mesmo salário –, ou obtiveram ao menos o direito de trabalhar menos.

Trabalhadores na Islândia têm cada vez mais optado por uma semana de trabalho reduzida após dois estudos terem demonstrado que trabalhar menos horas aumentou “dramaticamente” o bem-estar e o equilíbrio entre as vidas pessoal e profissional dos participantes.

Os dois experimentos, feitos entre 2015 e 2019, também descobriram que a produtividade permaneceu a mesma ou até melhorou na maioria dos locais de trabalho inscritos no programa.

Para os pesquisadores, os testes conduzidos pela Câmara Municipal de Reykjavík e pelo governo nacional foram um “sucesso esmagador”. Desde sua conclusão, cerca de 86% da força de trabalho do país está trabalhando menos horas sem cortes salariais, ou ao menos ganharam tal direito.

“A jornada de trabalho reduzida da Islândia nos diz que não só podemos trabalhar menos nos tempos modernos, mas que uma mudança progressiva também é possível”, disse Gudmundur Haraldsson, um dos pesquisadores.

Melhora do bem-estar

O experimento, que envolveu mais de 2,5 mil trabalhadores – mais de 1% de toda a população ativa da Islândia – cobriu uma ampla gama de locais de trabalho, desde escolas infantis a hospitais, escritórios e prestadores de serviços sociais.

Muitos dos participantes passaram de uma jornada semanal de 40 horas para uma de 35 ou 36 horas.

Os trabalhadores relataram que menos horas de trabalho facilitaram a execução de várias tarefas domésticas durante a semana, tais como fazer compras, limpar e arrumar a casa, etc. Muitos participantes do sexo masculino em relacionamentos heterossexuais disseram que puderam dedicar mais tempo às tarefas domésticas, especialmente na limpeza e na cozinha.

“Isso mostra que o setor público está pronto para ser pioneiro de semanas de trabalho reduzidas – e lições podem ser aprendidas para outros governos”, disse Will Stronge, diretor de pesquisa do think tank britânico Autonomy, que junto com a Associação para a Democracia Sustentável (Alda), na Islândia, analisou os resultados dos experimentos.

Jornada semanal de quatro dias ganha terreno

A ideia de uma semana de trabalho de quatro dias vem ganhando cada vez mais força em todo o mundo.

A Espanha está atualmente testando uma jornada semanal de 32 horas para empresas em um programa piloto de 50 milhões de euros (cerca de 300 milhões de reais). A empresa de bens de consumo Unilever lançou um experimento no qual está pagando a dezenas de seus funcionários seus salários integrais, enquanto pede que trabalhem apenas quatro dias por semana.

No Japão, o governo recomendou que as empresas permitissem que seus funcionários optassem por uma semana de quatro dias para melhorar o bem-estar dos empregados. As empresas, por sua vez, seriam capazes de reter funcionários capazes e experientes que, de outra forma, teriam que se ausentar devido a responsabilidades familiares.

Em agosto, o maior sindicato da Alemanha, IG Metall, requisitou uma semana reduzida, argumentando que a mudança salvaria milhares de empregos, de outra forma ameaçados pela transformação da indústria automobilística para a mobilidade elétrica.

Um relatório encomendado pela campanha 4DayWeek (Semana de 4 Dias), da Platform London, mostrou que migrar para uma jornada semanal de quatro dias também pode oferecer benefícios ambientais. Segundo o estudo, tal mudança poderia reduzir a pegada de carbono do Reino Unido em 127 milhões de toneladas por ano até 2025, ou o equivalente a tirar 27 milhões de carros das estradas.

Fonte: Portal DW

Trabalhadores, Presente! Retomada da luta em 1979

Documentário ‘Trabalhadores: Presente!’, de 1979. O documentário mostra a comemoração do 1º de Maio, em São Paulo, quando se verificaram duas festas: uma, a oficial, no estádio de futebol completamente vazio; e outra, organizada pelos trabalhadores, também num estádio de futebol na região do ABC, com mais de 150 mil participantes. Foi a primeira festa independente do trabalhador brasileiro desde 1964. O documentário mostra a retomada da luta da classe trabalhadora em 1979, como a heroica luta dos trabalhadores rodoviários por melhores salários.

Lagoa Mundaú pode afundar por causa das cavidades das minas da Braskem

A tragédia provocada pela Braskem, que segue impune, parece não ter fim. Depois de ter provocado afundamento em vários trechos de diversos bairros em Maceió, agora quem está ameaçada é a Lagoa Mundaú.

Segundo reportagem publicada no jornal Novo Extra, existe a possibilidade de afundamento da lagoa, devido as cavidades provocadas pelas minas, devido o fenômeno conhecido como dolinas, onde um grande volume de água poderá sugada para as crateras provocadas pela extração no subsolo.

A Defesa Civil acha que ainda é cedo, mas não descarta o quadro preocupante, principalmente a partir de 2023. Além do risco de mais um grande desastre ambiental, esse fenômeno poderá afetar drasticamente a produção de sururu, importante fonte de renda e alimentação uma grande parte da população da área central de Maceió.

Lula vence no primeiro turno, aponta nova pesquisa

A mais nova pesquisa do Instituto Ipsos, encomenda pelo DEM, aponta vitória de Lula já no primeiro turno. Lula tem mais pontos do que todos os outros candidatos somados: 48% a 35%!

Lula (PT) 48%

Bolsonaro (SP) – 22%

Moro (SP) – 5%

Ciro (PDT) – 4%

Dória (PSDB) – 2%

Boulos (PSOL) – 1%

Mandetta (DEM) – 1%

A pesquisa aponta uma vitória de Lula contra Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno em 2022. Os dados mostram que o candidato do PT tem 58% das intenções de voto contra apenas 25% do atual presidente.

A pesquisa divulgada nesta terça-feira 6 foi encomendada pelo DEM e divulgada pela revista Veja. Ainda de acordo com o instituto, votos brancos e nulos somariam 13%.

Outros cenários de segundo turno também foram apurados pelo Ipsos.

Um primeiro com Lula e outros nomes da chamada terceira via e um segundo cenário colocando os mesmos nomes em disputa contra Bolsonaro.

Um primeiro com Lula e outros nomes da chamada terceira via e um segundo cenário colocando os mesmos nomes em disputa contra Bolsonaro.

No primeiro cenário, Lula venceria todos os candidatos apontados pela pesquisa. Contra Sérgio Moro, o petista somaria 57% dos votos contra 20% do ex-ministro. Na disputa com Ciro Gomes, do PDT, Lula venceria por 57% a 14%.

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Tasso Jereissati, do PSDB, também foram pesquisados. Nos dois casos Lula levaria o pleito com 60%. Mandetta teria 12% e Tasso 9%…

Já Bolsonaro venceria um segundo turno apenas contra Mandetta, com 29% contra 24%, e Tasso, com 31% contra 20%. O atual presidente perderia caso a disputa fosse com seu ex-ministro Sérgio Moro ou com o pedetista Ciro Gomes. Moro teria 29% contra 27% de Bolsonaro e Gomes levaria por 30% a 29%.

De acordo com o Ipsos, o atual presidente também é o nome mais rejeitado entre os candidatos. 59% dos entrevistados disseram que não votariam de jeito nenhum em Bolsonaro e 33% disseram que não votariam em Lula.

Fonte: Carta Capital

Governo Bolsonaro desviou recursos do SUS de combate à pandemia

Em relatório encomendado pela CPI da Covid, a procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo Élida Graziane Pinto aponta que R$ 130 milhões de gastos extraordinários que deveriam ter ido ao SUS foram utilizados para irrigar 184 unidades militares, que não tem a ver com hospitais

Recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) de combate à pandemia foram desviados para áreas que não têm relação com o esforço, aponta relatório da procuradora do Ministério Público de Contas de São Paulo Élida Graziane Pinto. As informações são da coluna de Malu Gaspar, no Globo. 

No relatório, que foi encomendado pela CPI da Covid, Élida mostra que, dos R$ 72 bi de gastos extraordinários que deveriam ter ido ao SUS, R$ 140 milhões foram parar no Ministério da Defesa, sem qualquer justificativa.

Destes, R$ 130 milhões foram utilizados para irrigar 184 unidades militares, que não tem a ver com hospitais. 

“A gestão sanitária da calamidade decorrente da pandemia infelizmente não foi orientada para salvar o maior número de vidas possível. A dinâmica da execução orçamentária foi muito suscetível a capturas e desvios”, afirma Élida no relatório.

O levantamento da procuradora mostra que os recursos foram desviados prioritariamente para as comissões aeronáuticas brasileiras em Washington (R$ 55 milhões) e na Europa (R$ 7,8 mihões), para a Comissão do Exército Brasileiro em Washington (R$ 3,113 milhões) e para o Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (R$ 1,067 milhão).

A Defesa levou também parte do Orçamento de Guerra, que não seria destinado ao SUS, mas ao combate geral da pandemia. Mais uma vez, a pasta gastou com produtos sem relação alguma com a Covid-19: veículos de tração mecânica (R$ 22 milhões) ou uniformes (R$ 1,2 milhão).

Élida vê os desvios como parte da estratégia de Jair Bolsonaro de aparelhar órgãos militares: “Esses créditos foram criados especificamente para a Covid. Quando se empenhou o dinheiro sem explicar como seria usado, abriu-se espaço para o desvio de recursos da saúde para possível aparelhamento de órgãos militares”, diz Élida.

“Brecha para burlar teto”

Élida denuncia ainda que os créditos extraordinários estão sendo utilizados pelo governo para burlar o teto de gastos e cobrir despesas usuais. Segundo ela, a medida serve como um “cheque em branco”.

“É preciso investigar se não se trata de uma brecha para burlar o teto de gastos privilegiando despesas militares”, diz a procuradora. 

Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro anuncia novos aumentos na gasolina, diesel e gás de cozinha

O governo Bolsonaro vai aumentar de novo o preço da gasolina, do dieesel e do gaás de cozinha. Segundo o comunicado da Petrobras, a gasolina subirá 6,3%, o diesel, 3,7% e o gás de cozinha ficará 5,9% mais caro a partir desta terça-feira (6)

A Petrobrás anunciou nesta segunda-feira (5) novos reajustes nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha. 

Segundo o comunicado a companhia, a gasolina subirá 6,3%, o diesel, 3,7% e o gás de cozinha ficará 5,9% mais caro a partir desta terça-feira (6). 

Se acordo com a Petrobrás, nas distribuidoras o preço do gás de cozinha subirá R$ 0,20 por quilo, para R$ 3,60. Já gasolina e diesel subirão R$ 0,16 e R$ 0,10 por litro, para R$ 2,69 e R$ 2,81.

É o décimo-quinto aumento consecutivo no preço do gás de cozinha nas refinarias da Petrobras. Desde o início do governo Bolsonaro, o produto vendido pela estatal acumula alta de 66%.

Fonte: Brasil 247

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