PT é disparado o partido preferido dos brasileiros, diz Datafolha

O PT é o partido predileto dos eleitores brasileiros, segundo informações de pesquisa do Datafolha. O ex-presidente Lula aparece em primeiro no último levantamento do instituto. O petista tem chances grandes de vencer a corrida eleitoral no primeiro turno.

A sigla presidida por Gleisi Hoffmann tem 28% da preferência da população que vive no Brasil. A agremiação cresceu 5% em relação ao relatório anterior, ficando muito à frente dos concorrentes.

O MDB e o PSDB aparecem na segunda colocação com 2% cada. O PL, legenda de Bolsonaro, teve apenas 1%. Não sabem, possuem outras preferências ou não simpatiza com nenhum partido representam 65% dos entrevistados. Isso representa uma queda de 7% em comparação com a pesquisa passada.

O Datafolha fez o levantamento entre os dias 13 e 16 de dezembro deste ano. Ao todo, o instituto entrevistou 3.666 pessoas.

Fonte: DCM

Moradores de São Paulo protestam contra a fome e o desemprego

Em 15 bairros da capital paulista, com faixas, cartazes, ossos, panelaços e “Fora, Bolsonaro!”, manifestantes denunciaram a carestia dos alimentos e a escalada dos preços de itens básicos

Moradores de 15 bairros da periferia de São Paulo realizaram nesta terça-feira (21) atos simultâneos para denunciar o avanço da fome e da miséria que assolam o país. Em 15 pontos da capital, trabalhadores e desempregados saíram às ruas para protestar contra a alta dos alimentos. A inflação dos alugueis, dos combustíveis e da energia também foram lembrados. Além disso, os manifestantes também acusaram a “fome de direitos”, denunciando o desmantelamento de políticas públicas durante o governo Bolsonaro.

Organizadas pela Central dos Movimentos Populares (CMP), as “marchas da panela vazia” resgatam os movimentos contra a carestia que ocorreram no final dos anos 1970 e início dos 1980. Naquele momento, ainda durante a ditadura, as populações das periferias da capital realizaram, até mesmo, saques em supermercados, tamanho o desespero das famílias famintas.

“O custo de vida está assustando a população. O Brasil é um país rico, o terceiro maior produtor mundial de alimentos. Mas a população não tem dinheiro”, declarou o coordenador da CMP e da Frente Brasil Popular, Raimundo Bonfim. “O Brasil inteiro está passando fome. Antes o trabalhador ia no mercado comprar 10 quilos de arroz. Hoje, não leva um. É fome do desemprego, a fome de políticas públicas, que estamos denunciando”, disse a secretária-geral da CUT, Carmen Foro.

“Tudo caro”, “Abaixo à carestia” e “Fora Bolsonaro”, gritavam os manifestantes em frente à Bolsa de Valores de São Paulo (B3). Eles também levaram ossos e fizeram um panelaço representando o avanço da fome. Além disso, portavam cartazes denunciando os preços do arroz (R$ 24,99 o pacote de cinco quilos), do feijão (R$ 7,80 o quilo) e da gasolina (R$ 7 o litro), dentre outros itens básicos.

Drama que se repete

“Há 40 anos, teve saques nos supermercados em São Paulo, na zona sul, na zona norte, na zona leste. Foi quando cheguei em São Paulo”, ressaltou Luiz Gonzaga da Silva, o Gegê, uma das lideranças pelo movimento por moradia na capital paulista. “Novamente, o osso é o que sobrou para os pobres”, acrescentou. Nesse sentido, ele atribuiu a culpa ao governo “desgraçado e assassino” de Jair Bolsonaro. “Um governo que se nega a dar vacinas pras crianças é porque quer ver mais cadáver.”

“Como diz a música, ‘então é Natal’. Mas, Natal para quem? Essa é a questão. O centro da cidade virou um acampamento a céu aberto. Antigamente, eram só pessoas em situação de rua. Hoje são famílias inteiras morando em barracas”, lamentou outro manifestante. Além da manifestação no centro, as marchas ocorreram nas comunidades de Heliópolis e Paraisópolis, na zona sul, bem como no Tucuruvi, zona norte, Vila Prudente (leste) e outras regiões. Ao final de cada ato, os manifestantes leram uma carta aberta.

“Temos assistido a cenas que nos causam indignação. Imagens de pessoas revirando lixo em busca de sobras de alimentos. Nos açougues, a fila do osso para retirarem restos de carne. No Nordeste, pessoas disputam carniça com urubus. Cenas que têm revelado ao Brasil e ao mundo a tragédia humana e social pela qual passam milhões de pessoas em todos os cantos do país.”

O diagnóstico da CMP, no entanto, é que a situação tende a piorar ainda mais em 2022. Os movimentos também destacaram que o Bolsa Família e o auxílio emergencial atenderam a 37 milhões de pessoas ao longo deste ano. Enquanto o novo Auxílio Brasil vai cobrir apenas 17 milhões de brasileiros.

Além disso, sobre a carestia dos alimentos, denunciaram o governo Bolsonaro por ter promovido o desmonte dos estoques reguladores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Fonte: Rede Brasil Atual

Professor demitido por posicionamento político vence processo trabalhista

“Se tá aqui dentro, se eu estou pagando o salário, tem que vestir a camisa e comungar com as minhas ideias”. Foi assim que a gestora de uma escola particular, localizada em Rancharia (SP), justificou a demissão de um professor após ele se manifestar contra a intervenção militar defendida por ela. A fala foi durante conversa com o chefe dos Recursos Humanos (RH) de uma outra escola, que ligou para pedir referências sobre o profissional.

A ligação, que estava sendo gravada, serviu de evidência no processo trabalhista que o professor moveu contra a escola, por considerar a demissão discriminatória e suspeitar que a antiga chefe estava dando indicações negativas ao seu respeito, atrapalhando as chances de conseguir um novo emprego.

Entenda o caso

Tudo começou em 25 maio de 2018, auge da greve dos caminhoneiros. A sócia-proprietária do Colégio Criativo/Objetivo, Viviane Reginato, visitou um dos pontos de apoio à manifestação, localizado no quilômetro 521 da rodovia SP-284, para levar mantimentos para os participantes dos protestos. Ao lado de uma faixa com os dizeres “intervenção militar já”, a professora discursou em um vídeo, externalizou seu apoio ao movimento, e convidou a população a apoiar a causa. Então, publicou no perfil da escola no Facebook.

“Nós, do Colégio Criativo de Rancharia, estivemos na tarde de hoje (25/05/2018), em um dos pontos de apoio à Greve dos Caminhoneiros, atendendo o apelo do “Gigante do Rodeio”, Claudiney Mathias, levamos mantimentos e externamos todo nosso apoio aos caminhoneiros que lá estavam.

A Sócia-Proprietária do Colégio Criativo, a Professora Viviane Rebello S. Reginato, discursou sobre a importância do apoio de toda a população aos caminhoneiros. Faça sua parte. Ajude com mantimentos, leve nos pontos de apoio (em Rancharia, em frente ao restaurante Caipirão) e compartilhe essa publicação.

#JuntosSomosMaisFortes”

Insatisfeitos com a postagem em nome de todo o corpo docente, um grupo de professores publicou, no dia seguinte, uma carta à comunidade em repúdio à publicação na rede social, com a afirmação de que a postagem de cunho antidemocrático não representava o posicionamento de todos os profissionais que atuavam na instituição de ensino.

Após a manifestação, os professores passaram a ser tratados com hostilidade pela gestora da escola, até que foram demitidos.

O professor de Geografia, Leandro Ribeiro, começou a distribuir o currículo em escolas particulares de Presidente Prudente (SP), cidade onde mora, localizada a cerca de 50 km de Rancharia, e em outras cidades da região. Em um primeiro momento, um curso preparatório e de reforço escolar se interessou pelo currículo do professor. Conversaram ao ponto de definirem valores e a contratação estava como certa. No entanto, passados alguns dias, o educador foi surpreendido com a informação de que haviam contratado outra pessoa.

A experiência se repetiu por mais duas vezes, com outras instituições elogiando o currículo do professor e demonstrando interesse em contratá-lo. Entretanto, Ribeiro não recebia nenhuma resposta definitiva e descobria que as escolas haviam contratados outros profissionais para a vaga.

“Quem trabalha como professor em colégio particular sabe que a contratação depende muito de indicação e, depois das frustrações que tive, passei a suspeitar das más referências”, afirma o professor.

Ribeiro então pediu a um amigo que ligasse na escola se passando por um possível contratante em busca de referências. Na conversa, a sócia-proprietária afirmou que o educador era um bom profissional, mas um “PT danado”. Na ligação de oito minutos, Viviane confirmou que a demissão foi por conta do posicionamento do professor contra seu vídeo, mas disse que este tinha sido algo de cunho pessoal, sem envolvimento com o colégio.

A gestora afirmou que não gostou da atitude, e por isso demitiu o professor e um outro colega envolvido na carta de repúdio. Questionada pelo “entrevistador” se a demissão tinha algum motivo de caráter técnico, a gestora afirmou que não, e ressaltou que o profissional é “bom professor”.

Ribeiro entrou com um processo de danos morais contra a escola devido a demissão por motivo discriminatório e os comentários desabonadores que a gestora dava para possíveis novos empregadores. Venceu a ação e o colégio não recorreu da sentença.

Desde 2020 o professor cursa doutorado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). No futuro, pretende prestar concurso para docente ou pesquisador em universidade pública. Ao mesmo tempo que está feliz por ter ganhado a ação, sabe que os danos causados são permanentes, acredita estar “queimado” com as escolas da região e considera ser impossível desfazer o ocorrido.

Procurada pela reportagem, a defesa do Colégio Criativo optou por não se manifestar e ameaçou entrar na justiça caso o nome da escola ou de uma das sócias fosse exposto de maneira negativa.

Confira a íntegra da carta que levou a demissão do professor:

“Carta aberta à comunidade

Nós professores do Colégio Objetivo viemos a público a manifestar nosso repúdio contra a publicação do colégio Criativo/Objetivo sobre a manifestação dos caminhoneiros e a defesa de uma intervenção militar.

Não questionamos a manifestação dos caminhoneiros e nem a liberdade de expressão.

O nosso questionamento é sobre o fato de que a publicação gerou comentários no Facebook de uma FALSA ideia de que TODOS os docentes, funcionários e alunos do colégio citado concordam com a intervenção militar. Em alguns comentários até se relacionou de forma negativa a defesa da intervenção militar com a qualidade da educação do colégio e da formação dos professores.

Desse modo, viemos a público a DECLARAR que a postagem do colégio NÃO REFLETE nos valores sociais e educacionais de TODOS indivíduos que compõem o corpo docente do colégio. E ainda salientamos através dessa carta que defendemos os valores básicos da democracia, como o direito ao voto, à liberdade de expressão e à liberdade de “ir e vir” que foram cerceadas durante o período da ditadura civil-militar de 1964.

A solução para a crise política e econômica que o Brasil vem passando não pode ser facilmente atribuída a uma ‘solução’ pela intervenção militar. Existe outro caminho para solucionar a nossa crise. Cujo caminho deve ser trilhado pela via democrática com a participação de uma ‘sociedade livre, justa e solidária’.

Por fim, pedimos desculpas à toda a comunidade brasileira que se sentiu ofendida e, bem como, aos milhares de brasileiros torturados cruelmente e presos e às famílias de centenas de mortos durante o governo da ditadura civil-militar.”

Fonte: Congresso em Foco

Seplag recebe sindicatos e categorias apresentam reivindicações

Ocorreu hoje de manhã, 20/12, uma reunião com o secretario de gestão e planejamento Fabrício Marques e representantes do Sinsdal (Detran), Sinduneal (docentes), Sintuneal (técnicos) e Sindprev. A reunião foi articulado pelos deputados Paulão e Ronaldo Medeiros.

As categorias apresentaram suas pautas, como concurso público, reposição salarial e revisão de planos de carreiras. O secretário anunciou que o governo do Estado está concluindo estudos para garantir a reposição salarial dessas categorias, bem como irá discutir no dia 28 as pautas especificas dos servidores públicos do Detran, da Uneal e da Seata.

Para Roberto Martins, representante dos servidores do Detran, a reunião “foi positiva e a categoria espera que as propostas avance na próxima reunião”. Já para o professor Luizinho do Sinduneal, “a discussão sobre reposição salarial foi importante, já que nossa categoria reivindica 37,66% e também esperamos avançar na próxima reunião”.

Caravanas para Israel e Brasil eram usadas para lavagem de dinheiro da Igreja Universal em Angola

O escritor Gilberto Nascimento acompanha há anos o caso de lavagem de dinheiro e associação criminosa de quatro líderes da Igreja Universal do Reino de Deus em Angola. Desde novembro, eles são julgados após rebelião de bispos e pastores angolanos que, em 2019, denunciaram a direção.

 Segundo os bispos, caravanas para Israel e para o Brasil eram usadas para retirar dinheiro ilegalmente do país. As denúncias foram feitas por um grupo de mais de 300 pastores e bispos que formam a chamada “Reforma”, que é a parte da igreja que rompeu com o comando brasileiro da IURD.

Os religiosas revelaram em detalhes a forma como o dinheiro arrecadado pela Igreja Universal era enviado para o exterior de forma ilícita. A igreja de Edir Macedo, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), diz ser vítima de um golpe e nega os crimes. Com informações da RFI.

Como era feito o esquema da Universal?

“Segundo esses membros, quase a totalidade do dinheiro arrecadado acabava saindo de maneira ilegal do país. Uma das maneiras era por carros, via estradas da Namíbia até a África do Sul. Esse dinheiro seria levado em malas, no forro dos carros, nas portas, e até nos pneus”, conta o jornalista.

“Outra forma de evasão seria a organização de caravanas, de peregrinações de fiéis para o Templo de Salomão no Brasil ou para Israel e ainda para outros países da África, como a África do Sul e Moçambique. Eram grupos de 100, 200 e até 300 pessoas, principalmente pastores e suas esposas, e também obreiros e fiéis da igreja. Cada uma dessas pessoas costumava levar entre US$ 10 mil (R$ 57 mil) e US$ 15 mil (R$ 86 mil)”, explica.

Segundo a denúncia, esse sistema movimentava a cada três meses cerca de US$ 30 milhões, o que totalizaria US$ 120 milhões (mais de R$ 600 milhões). “E muitos desses recursos ajudaram até a manter a TV Record Internacional; outros recursos eram investidos em outros países onde a igreja procurava crescer”, diz o autor.

Fonte: DCM

Lula é o melhor presidente da história e Bolsonaro o pior, diz Datafolha

Metade dos brasileiros consideram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) o melhor presidente que o país já teve na história, indica pesquisa Datafolha. Jair Bolsonaro (PL), por sua vez, é considerado o pior pela maioria.

Segundo aferiu o instituto, o petista, que governou entre 2003 e 2010, é o líder no ranking dos ex-presidentes para 51% dos entrevistados, 40 pontos à frente de Bolsonaro, escolhido por 11%.

A pesquisa foi realizada de 13 e 16 de dezembro com 3.666 pessoas, em 191 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

Bolsonaro é o pior presidente da história

O Datafolha perguntou também quem foi o pior presidente da história do Brasil, e nesse caso a marca negativa claramente pertence a Bolsonaro. Ele é citado por 48% dos entrevistados, reflexo de sua queda de popularidade em razão da crise econômica e da má gestão da pandemia.

Bolsonaro atinge índices mais negativos do que a média entre os desempregados, 57% dos quais o consideram o pior presidente da história. Também é mal avaliado para estudantes, em que a cifra atinge 65%.

Fonte: DCM

Campanha pede libertação de líder sindical e jornalista russo

Diante da Campanha Internacional pela Libertação de Igor Kuznetsov, líder sindical e jornalista russo, a RCP Alagoas publica a matéria do site do jornal O Trabalho e se soma a essa iniciativa.

Recebemos um apelo conjunto de nossos camaradas da Federação Russa e da Ucrânia contra a repressão contra Igor Kuznetsov e seus camaradas, por meio do Comitê Internacional de Ligação e Intercâmbio (CILI). O leitor encontrará todas as informações no apelo (abaixo) dos nossos camaradas. Solicitamos que ajudem torne este apelo amplamente conhecido.

Pedimos-lhe que envie mensagens à embaixada russa no Brasil, exigindo a libertação de Kuznetsov e dos seus camaradas e o fim de todos os procedimentos legais contra eles.

APELO

Ao Acordo Internacional dos Trabalhadores e Povos

Nosso camarada Igor Kuznetsov, líder sindical e jornalista, foi preso em 16 de setembro de 2021 na cidade siberiana de Tomsk, onde mora, e levado para Moscou, onde duas investigações criminais foram iniciadas contra ele. Ele pode pegar até 10 anos de prisão. Outras 15 pessoas de 7 cidades russas enfrentam as mesmas acusações e a mesma sentença.

As razões para essas e outras ações judiciais contra oponentes são as seguintes:

Na Rússia, a distância entre os mais ricos e os mais pobres está se ampliando como um abismo (o coeficiente chega a 13,5 em 2021); entre a capital-metrópole Moscou e o resto do país, a burguesia dominante se enriquece de uma forma sem precedentes, mantendo os salários dos trabalhadores muito baixos, as pensões e saqueando os recursos naturais.

Para continuar este saqueio do povo e por medo da explosão social iminente, a burguesia russa restringiu ainda mais a liberdade de expressão e de reunião nos últimos anos: blogueiros estão sendo multados pesadamente por suas publicações em redes sociais criticando as ações de funcionários corruptos , bastões de polícia, choques elétricos e prisões de participantes em protestos pacíficos, comícios, incluindo até mesmo indivíduos em piquetes individuais, numerosas publicações falsas, organizações públicas e cidadãos dissidentes foram declarados “agentes estrangeiros”; sindicatos independentes de trabalhadores, médicos e professores são constantemente confrontados com a obstrução de suas atividades estatutárias. Aqueles que são capazes de compreender e explicar aos outros a essência de classe dos eventos e de organizar a luta dos trabalhadores por seus direitos estão sob pressão particularmente forte.


Quem é Igor Kouznetsov?

Ele tem 57 anos, antes de sua prisão trabalhava como mecânico no Tomsk MedicalCollege. Ele é :

– Líder sindical e organizador do movimento operário, nos anos 1990 tornou-se secretário da Confederação Siberiana do Trabalho. Ele viajou por todo o país e encontrou trabalhadores e comitês de greve, bem como membros do movimento dos trabalhadores no Cazaquistão, ele criou laços de solidariedade entre eles. Ele participou da terceira onda da “guerra ferroviária” dos mineiros de Kuzbass. Participou na organização de ramos do sindicato independente “Protection” em Anzhero-Sudzhensk, em Samara na fábrica da fábrica de chocolate Rossiya e em Syzran;

– Ativista de direitos humanos desde a década de 1980, no centro de detenção preventiva de Tomsk, onde está detido, defendeu um colega de cela que foi espancado durante o interrogatório. E em cartas do centro de detenção preventiva de Moscou, ele propôs a criação da União de Prisioneiros Políticos da Rússia;

– Marxista e anti-Stalinista, divulga as ideias do socialismo científico de Marx, Engels e Lenin e mostra como o regime stalinista destruiu o partido leninista e os genuínos Sovietes de outubro de 1917;

– Um militante antiimperialista, um lutador pelos direitos das regiões e povos da Rússia. Ele se opõe à política colonial de Moscou vis-à-vis a Sibéria e outras regiões, para que a Rússia se torne uma verdadeira federação e cesse sua política expansiva vis-à-vis os povos irmãos vizinhos;

– Um crítico ferrenho do regime atual e dos pseudo-esquerdistas, social-chauvinistas, que, alegadamente por patriotismo, concordam em chegar a um acordo com a burguesia russa;

– Um poderoso analista marxista que estuda os processos em curso no mundo, as perspectivas e as modalidades de participação dos trabalhadores russos e de esquerda no movimento operário internacional, discute-os em suas páginas na Internet;

– Um jornalista talentoso que cobriu conflitos sociais agudos e ações de protesto dos trabalhadores em seus blogs e para a publicação RusNews.

– Ativista dos direitos civis. Igor foi regularmente a piquetes de solidariedade: com manifestantes em Khabarovsk, participantes em manifestações bielorrussas, com médicos em greve de Anzhero-Sudzhensk, com ambientalistas, em defesa de cada novo prisioneiro político. Hoje ele foi pego nas pedras do moinho da máquina repressiva. Ele precisa de nossa proteção.

Igor Kuznetsov e seus camaradas são acusados de “incitar a desordem em massa” nos termos do artigo 212. 1.1 do Código Penal da Federação Russa. Ao mesmo tempo, jovens foram presos em diferentes cidades em 16 de setembro de 2021: DmitryChebanov, ZhannaChernova, Nikita Kreshchuk, Alexey Kurlov, Maria Platonova, VyacheslavAbramov, Alexey Yanochkin, DmitryLamanov.

Eles discutiram “O que fazer!” para as próximas eleições para a Duma Estatal de 17 a 19 de setembro de 2021, possíveis manifestações pacíficas caso haja falsificação dos resultados pelo partido no poder, Rússia Unida. Durante estas eleições, foram registradas muitas violações dos direitos eleitorais dos cidadãos, sabia-se exatamente como o partido no poder roubou os votos de muitos cidadãos. Mas não houve tumultos.

Igor Kuznetsov, ainda no centro de detenção na cidade de Tomsk, disse: “Atuei exclusivamente como jornalista no âmbito da missão editorial da RusNews, cujo objetivo era obter informações exclusivas sobre a cobertura das manifestações de protesto. Não desenvolvi nenhuma atividade organizacional, não publiquei nenhum recurso. Considero todos os que foram presos comigo neste caso, em todo o país, pessoas extremamente honestas que não aceitam a violência de qualquer forma. Eles se distinguem por uma atitude tolerante em relação às opiniões dos outros. Nego a ideia da existência de um provocador neste grupo constituído. Apelo ao público para que reconheça todos os detidos como prisioneiros de consciência. “

Suspeitamos que foi por causa da posição firme de Igor que um segundo processo criminal foi aberto contra ele pelo Serviço de Segurança Federal Russo (FSB) nos termos do Artigo 282.1. A Parte 2 é associada ao grupo supostamente extremista “Resistência de Esquerda”.

Sergey Kirsanov, KirillKotov, Alena Krylova e Andrey Romanov também foram acusados pelos mesmos motivos. E contra a jovem ativista Daria Polyudova, já condenada em 2021 ao abrigo de outro artigo, foi aberto um processo para a criação de um grupo extremista (parte 1 do artigo 282.1 do Código Penal da Federação Russa). Daria realmente criou o movimento público de “Resistência de Esquerda” em 2017 como uma alternativa ao oportunista Partido Comunista da Federação Russa, e os ativistas chamaram seu objetivo de “defender ideias comunistas reais”.

Igor Kuznetsov sublinhou em seus discursos: “Com meus amigos, represento o movimento de protesto pacífico. Usamos exclusivamente meios pacíficos para promover nossos pontos de vista. É a divulgação de nossas visões, uma descrição do que está acontecendo no mundo e análises. “

Em 2019, ele e seus camaradas foram a piquetes individuais permitidos por lei com inscrições em cartazes expressando sua posição sobre os ataques sociais e políticos que as pessoas estão sofrendo, mas a polícia os prendeu à força e os manteve presos. Ilegal, enquanto os tribunais , também contrário à lei, multou Igor Kuznetsov e seus companheiros. Uma investigação criminal foi aberta: a natureza dos fatos pelos quais foram multados foi reclassificada: os piquetes foram declarados como visando desacreditar as autoridades e provocar confrontos com a polícia. De forma tão absurda, o caráter supostamente extremista da “Resistência de Esquerda” se justifica para abrir um segundo processo criminal contra Igor Kuznetsov e outros ativistas, na verdade inocentes.

Por que é importante defender rápida e conjuntamente Igor Kuznetsov e seus companheiros?

O atual regime russo é o herdeiro do sistema totalitário stalinista e opera de acordo com seus métodos. Em centros de detenção e penitenciários de toda a Rússia existe um sistema de tortura, recentemente exposto por ativistas de direitos humanos de Gulagu-net.ru, que publicaram e, com a ajuda de jornalistas de diferentes países, mostraram ao mundo gravações em vídeo de torturas monstruosas, gravadas pelos próprios trabalhadores prisionais russos. Mas esse sistema ainda está longe de quebrar. A partir das publicações do Gulagu-net, sabe-se que no centro de detenção de Moscou nº 5, onde está atualmente localizado Igor Kuznetsov, havia câmaras de tortura não oficiais, onde alguns réus espancavam outros réus. Para obrigá-los a depor e a extrair provas deles para fins de investigação, inclusive para fins de dinheiro.

Dada a dependência quase total dos tribunais russos e da acusação das autoridades, nossos camaradas só podem ser protegidos da tortura durante a investigação pela mais ampla publicidade possível na imprensa, principalmente na imprensa estrangeira, e por pedidos de libertação.

Agora é um momento decisivo para o movimento de oposição na Rússia. O processo criminal contra a “Resistência de Esquerda” abre uma nova rodada de repressão – com o objetivo de esmagar as organizações de esquerda que foram criadas como uma alternativa ao oportunista Partido Comunista da Federação Russa, liderado por Ziouganov e com isso .Faz parte do regime atual. Portanto, a defesa de Igor Kuznetsov e seus camaradas é a defesa do atual e futuro movimento socialista dos trabalhadores na Rússia.

Caros amigos !

Pedimos que lancem uma campanha internacional em seu apoio, para cobrir este assunto na imprensa, organizar ações de solidariedade e enviar apelos às embaixadas russas para exigir a libertação de Igor Kuznetsov e seus camaradas.

Grupo de Trabalhadores da Federação Russa e Ucrânia

8 de dezembro de 2021.

Fonte: O Trabalho

Gabriel Boric é eleito presidente do Chile

Ex-líder estudantil que lidera coalizão Apruebo Dignidad será o presidente mais jovem da história do país; ultradireitista Kast já reconheceu sua derrota

O candidato de esquerda Gabriel Boric venceu o 2º turno das eleições presidenciais do Chile realizadas neste domingo (19/12) e foi eleito presidente do país.

Com mais 92% das urnas apuradas, o representante da coalizão Apruebo Dignidad (que reúne a Frente Ampla e o Partido Comunista) recebeu 55,73% dos votos e derrotou o candidato da extrema direita José Antonio Kast, que conquistou 44,27%.

Pelo Twitter, Kast reconheceu a derrota: “Acabo de falar com Gabriel Boric e o cumprimentei por seu grande triunfo. A partir de hoje ele é o presidente eleito do Chile e merece todo nosso respeito e colaboração construtiva”, disse.

Fonte: Opera Mundi

TST reconhece vínculo empregatício entre motoristas e Uber, 99 e Cabify

Para advogado, decisão deve motivar a categoria a buscar na Justiça os direitos trabalhistas

Com dois votos favoráveis, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) já formou maioria pelo reconhecimento do vínculo empregatício de motoristas com os aplicativos da Uber, 99 e Cabify, na última quarta-feira (15).

Em dezembro de 2020, o relator do processo, o ministro Maurício Godinho Delgado, havia se manifestado favoravelmente ao reconhecimento do vínculo empregatício. Em seu voto, o magistrado afirmou ser “clara a subordinação desses trabalhadores às empresas.”

“No caso, nós temos o que? Primeiro, uma pessoa humana, executando um serviço de transporte de pessoas. E, de outro lado, essa pessoa só consegue realizar esse serviço porque existe uma entidade empresarial gestora extremamente sofisticada, avançada, de caráter mundial, a qual consegue realizar um controle minucioso da prestação de serviço. Esse controle é mais preciso do que o previsto originalmente na CLT”, determinou Delgado.

Em dezembro, o relator já havia desmontado, em seu voto, um dos argumentos fundamentais das empresas de aplicativo, a suposta independência e liberdade dos motoristas, para que trabalhem, ou não, nos horários que desejarem.

“Ele pode se desconectar? Pode, mas isso também não é estranho à CLT. O vendedor antigo que ia para o interior, com seu fusquinha, também se desconectava, e não deixava de ser empregado e trabalhador subordinado”, finalizou.

Nesta semana, o processo foi retomado com o voto do ministro Alberto Bresciani, que se despediu da corte, pois irá se aposentar no próximo dia 22 de dezembro. O magistrado acompanhou o voto do relator e permitiu, dessa forma, que se formasse maioria pelo reconhecimento do vínculo de trabalho entre motoristas e Uber, 99 e Cabify.

O ministro Alexandre Agra Belmonte pediu vistas do processo antes de votar e o julgamento foi suspenso. João Paulo Vital Leão, advogado da causa, celebrou a decisão. “É o primeiro precedente da corte superior trabalhista. Obviamente, o TST precisa orientar os demais tribunais e essa é a primeira decisão favorável a eles. A pergunta é se será 2×1 ou 3×0, mas já formamos a maioria necessária.”

Leão aguarda a publicação do acórdão, que só ocorrerá após o voto do terceiro ministro, para compreender a dimensão da decisão. “Certamente haverá uma motivação para que mais motoristas busquem a justiça. O que eles (TST) podem fazer é mandar o processo retornar para a vara, para debater quais verbas indenizatórias.”

Fonte: Brasil de Fato

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