Justiça boliviana condena Jeanine Añez a 10 anos de prisão pelo golpe de 2019

Justiça boliviana condenou a auto-proclamada presidenta Jeanine Añez (2019-2020) a dez anos de prisão, na noite desta sexta-feira (10), devido a seu envolvimento no golpe de 2019

A Justiça boliviana condenou a ex-presidenta Jeanine Añez (2019-2020) a dez anos de prisão, na noite desta sexta-feira (10), devido a seu envolvimento no golpe de 2019, informou o Tribunal de Primeira Instância de La Paz.

O presidente da corte, Germán Ramos, leu a sentença citando crimes de violação de deveres, resoluções contrárias às leis do país e à Constituição Política do Estado (CPE), cometidos na ascensão da ex-presidenta ao poder, em novembro de 2019, após a renúncia de Evo Morales. Na ocasião, Morales havia conquistado um novo mandato como chefe de Estado, mas foi forçado a renunciar.

Fonte: Brasil 247

Em crime de lesa pátria, Bolsonaro privatiza Eletrobrás por R$ 33,7 bilhões

Bolsonaro entrega Eletrobrás, maior empresa de energia da América Latina ao setor privado. Conta de energia deve subir e impactar mais ainda a inflação.

A oferta de ações da Eletrobrás movimentou cerca de R$ 33.7 bilhões (US$ 6.9 bilhões). A Centrais Elétricas Brasileiras SA e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) venderam um total de 697.476.856 ações a R$ 42.00 cada na noite de quinta-feira, 9, segundo fontes do mercado financeiro ouvidas pela agência Bloomberg. Um lote adicional de 104.621.528 novas ações da Eletrobras também foi totalmente vendido, disseram eles.

Os bancos que executaram o negócio foram Banco BTG Pactual SA, Bank of America Corp., Goldman Sachs Group Inc., Banco Itaú BBA SA, XP Investimentos SA, Banco Bradesco BBI SA, Caixa Econômica Federal, Citigroup Inc., Credit Suisse Group AG, JPMorgan Chase & Co., Morgan Stanley e Banco Safra SA. Grandes investidores marcaram presença na operação, entre eles o fundo 3G Capital, dos fundadores da Ambev, e o Banco Clássico, de José Abdalla Filho. A demanda total teria superado os R$ 70 bilhões. 

Segundo o site InfoMoney, “a venda da estatal de energia via Bolsa foi o maior movimento de desestatização do País em duas décadas. A fatia do governo e do BNDES no negócio deve cair a cerca de 35%”.

“O preço de R$ 42 representou um desconto de 4% em relação ao valor da ação ao fim do pregão de quinta-feira, de R$ 44. Além de ter sido uma das maiores ofertas de ações em todo o mundo no ano de 2022, a operação da Eletrobras também foi a maior operação na B3, a Bolsa brasileira, desde a megacapitalização da Petrobrás, em 2012, que movimentou R$ 100 bilhões”, escreve o site. 

A compra de ações também foi impulsionada pela possibilidade de trabalhadores utilizarem recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o que também ocorreu com papeis da Vale e da Petrobrás. O teto para uso do FGTS era de R$ 6 bilhões, mas a demanda ficou em R$ 9 bilhões. 

Fonte: Brasil 247

Manifestação exige o fim dos cortes orçamentários da educação

Uma manifestação foi realizada ontem, 09/06, na Praça dos Martírios, em Maceió, protestou contra a política do governo Bolsonaro de cortes orçamentários na Educação e a tentativa de cobrança de mensalidades nas universidades públicas do país

O movimento foi marcado pela presença de diversas entidades sindicais, movimentos populares e partidos políticos que denunciaram a política privatista do governo federal. O professor Jailton Lira, presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Alagoas (Adufal), cobrou a “imediata recomposição do orçamento da Universidade Federal de Alagoas e do ensino federal que foi bloqueado pelo governo Bolsonaro.”

Dia Nacional de Luta pela Educação foi convocado pela União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação Nacional dos Estudantes do Ensino Técnico (Fenet) e União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). O Diretório Central dos Estudantes da Ufal (DCE – Quilombo dos Palmares), foi responsável pela organização do ato em Maceió.

Fonte: Redação com Adufal

Lopez Obrador decide não participar da Cúpula das Américas

Governo Biden excluiu Cuba, Venezuela e Nicarágua da cúpula. E o presidente do México foi um dos líderes que ameaçaram ficar de fora se nem todos os países fossem convidados

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta segunda-feira que não participará da Cúpula das Américas sediada pelos Estados Unidos em Los Angeles nesta semana porque nem todos os países da região foram convidados, mas que visitará Presidente Joe Biden em julho.

López Obrador disse a repórteres em uma coletiva de imprensa regular que o chanceler Marcelo Ebrard participaria da cúpula em seu lugar, como havia indicado anteriormente.

O governo Biden optou por excluir os governos de Cuba, Venezuela e Nicarágua da cúpula, anunciou um funcionário da Casa Branca. 

Isso corre o risco de um boicote embaraçoso para os Estados Unidos, que tentam reparar as relações na região após o governo do ex-presidente Donald Trump.

López Obrador foi um dos vários líderes que ameaçaram ficar de fora se nem todos os países fossem convidados.

O presidente mexicano disse que as políticas de “exclusão” que foram impostas “durante séculos” precisam mudar, criticando o que ele chamou de desejo injustificado de “dominação”.

Isso corre o risco de um boicote embaraçoso para os Estados Unidos, que tentam reparar as relações na região após o governo do ex-presidente Donald Trump.

O presidente mexicano disse que as políticas de “exclusão” que foram impostas “durante séculos” precisam mudar, criticando o que ele chamou de desejo injustificado de “dominação”.

Ele criticou os críticos americanos de Cuba, mas disse que visitaria Biden em Washington no próximo mês.

Autoridades em Washington disseram que as tensões vão acabar e que a cúpula será bem-sucedida, independentemente de quais líderes escolherem participar.

López Obrador disse que usaria sua visita de julho para discutir a imigração e pressionar por mais investimentos dos EUA na América Central para ajudar a resolver as causas do fenômeno.

Fonte: Brasil247

STJ decide em favor das empresas privadas e prejudica usuários de planos de saúde

Dia Mundial de Combate à Tuberculose Na foto: Autora: Carol Garcia / AGECOM

Superior Tribunal de Justiça dispensa planos de saúde de cobrir tratamentos fora da lista da ANS. Ao satisfazer o objetivo das empresas privadas de saúde, decisão afeta principalmente PCDs e pacientes com doenças raras e graves

Em contrariedade com mobilizações da sociedade civil e de defesa da vida, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) formou maioria em favor dos convênios de saúde reduzirem a cobertura de procedimentos médicos. Trata-se do rol taxativo da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A partir da decisão de hoje (8), os planos de saúde não precisam mais cobrir exames, terapias, cirurgias ou mesmo fornecer medicamentos, que não estejam na lista da ANS. Ou seja, o direito à vida e à saúde não prevalece mais em benefício das operadoras.

O Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) argumenta que o rol taxativo é contrário à própria lei e à Constituição. “A limitação da cobertura com o rol taxativo coloca os usuários de plano de saúde em situação de extrema vulnerabilidade diante das operadoras. E o problema repercutirá também no sistema público, com mais sobrecargas (…) Ela é oposta (a decisão) ao espírito da Lei que criou a ANS, também da Lei de Planos de Saúde”, informa a instituição.

De nove ministros da Segunda Seção Superior do STJ, seis entenderam em favor dos planos de saúde. Adotaram a postura os ministros Luis Felipe Salomão, Vilas Bôas Cueva, Raul Araújo, Isabel Gallotti, Marco Buzzi e Marco Aurélio Bellizze. Foram contrários: Nancy Andrighi e Paulo de Tarso. “Para nós, é obrigação do Poder Judiciário garantir regras justas, que protejam todos os usuários de planos de saúde – sejam eles pessoas com deficiências, em tratamento de câncer ou em busca de diagnóstico – diante do interesse das empresas”, prosseguiu o Idec.

  • Repercussão

“Considerado o rol taxativo, não haverá vitórias para a população, mas prejuízos sem precedentes em benefício de interesses estritamente financeiros por parte de empresas privadas – e com amparo jurídico”, concluiu a instituição. Nas redes sociais, a repecursão foi negativa. Desde o início da manhã, entidades e usuários dos planos de saúde levantaram a hashtag #RolTaxativoMata. “Eu sou pai de uma menina autista que provavelmente não terá acesso a todos os tratamentos necessários que ela faz (quatro por semana) porque o plano provavelmente não vai liberar”, disse o internauta Matheus Costa, no Twitter.

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) declarou, em postura coadunada com o Idec, que a decisão é contrária ao ordenamento jurídico brasileiro. “O direito à saúde, garantido se coaduna com princípios constitucionais como o respeito à vida e à dignidade da pessoa humana. O rol taxativo é uma afronta às garantias sociais dos brasileiros e uma ameaça à vida”, disse.

Já o senador Fabiano Contarato (PT-ES) disse que a decisão “atende à lucratividade dos planos” em detrimento da população. “Prevalecer o rol taxativo significa milhares de brasileiros com deficiência e com doenças raras ficarão sem assistência, mesmo pagando. Estamos mobilizados contra esse retrocesso”, completou. O deputado federal Henrique Fontana (PT-RS) também lamentou a decisão. “STK forma maioria a favor do rol taxativo, tese defendida pelos planos de saúde. #RolTaxativoMata porque impede a garantia de tratamento, exames e procedimentos para milhares de brasileiros”.

Fonte: Rede Brasil Atual

Com Bolsonaro, fome aumenta e atinge mais de 33 milhões de brasileiros

125,2 milhões de brasileiros e brasileiras, ou seja, 6 a cada 10, sofrem com a insegurança alimentar, quando a pessoa não tem acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficiente

A crise econômica, as altas taxas de desemprego e de informalidade e a disparada da inflação estão entre os fatores que contribuiram para aumentar em 74% o número de pessoas que passam fome no Brasil. Só entre dezembro de 2020 e abril de 2022, aumentou de 19 milhões para 33,1 milhões o total de pessoas com fome no país comandado pelo ex-capitão Jair Bolsonaro (PL). 

Em apenas um ano, 14 milhões de brasileiros passaram a conviver com a fome em suas casas. Em 2018, 5,8% dos brasileiros passavam fome. Em 2020, essa parcela subiu para 9% e, em 2022, chegou a 15,5%.

A insegurança alimentar, ou seja, quando as pessoas não têm acesso regular e permanente a alimentos em quantidade e qualidade suficiente para sobreviver, atinge 58,7% da população, ou seja, 125,2 milhões de brasileiros e brasileiras -, 6 a cada 10.  

Os dados são da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan), fazem parte do 2º Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar e foram divulgados nesta quarta-feira (8).

Além das questões econômicas, o consultor da ONG internacional ActionAid e ex-presidente do Consea (2004-2007) Francisco Menezes aponta a precarização do trabalho e o desmonte da política de estoques de alimentos como pontos que contribuiram para este quadro de miséria no Brasil.

“Tivemos uma elevação muito forte do desemprego e um processo de precarização do trabalho com o crescimento da informalidade. Soma-se à perda de renda a inflação dos alimentos, que desde 2020 não arrefece, e atinge itens básicos como arroz, feijão e óleo de soja, além do gás e dos combustíveis”, apontou Menezes em entrevista para a Folha de S. Paulo. De acordo com ele, uma política de estoques de alimentos, abandonada pelo governo, é crucial para ajudar a combater a fome.

Menezes também criticou o modelo de acesso a benefícios de transferência de renda, que requer acesso a internet e a um computador ou celular. “Extrema pobreza e aplicativo não são coisas que combinem,” disse se referindo por exemplo ao Auxílio Brasil, aprovado pelo Congresso Nacional durante a pandemia do novo coronavírus para atender as pessoas mais pobres.

De acordo com a pesquisa, o maior percentual de pessoas em insegurança grave ou fome era entre quem solicitou mas não recebeu o auxílio emergencial aprovado pelo Congresso para o primeiro ano da pandemia (63%), seguido pelo grupo de quem sequer conseguiu solicitar o benefício (48,5%).

De acordo com a pesquisa, em 2022, 1 de cada 3 brasileiros já fez alguma coisa que lhe causou vergonha, tristeza ou constrangimento para conseguir alimento.

Desigualdades históricas se acentuam

A fome no Brasil tem cor, gênero, idade, geografia e classe. O Norte e o Nordeste do país são as regiões mais atingidas pela falta de comida no prato, com 25,7% e 21% das famílias, respectivamente, passando fome. 

A desigualdade regional foi constatada também no contraste entre o campo e a cidade. Nas áreas rurais do Brasil, a insegurança alimentar é vivida em 60% das casas. Destas, 18,6% estão em situação grave. Nem mesmo quem produz alimentos escapou. A fome atingiu 21,8% dos domicílios de agricultores familiares e pequenos produtores.

Em 53,2% das casas onde a pessoa de referência se autodeclara branca, o acesso a comida não foi considerado um problema. O mesmo aconteceu em 67% dos domicílios com renda maior que um salário mínimo por pessoa. Já entre os lares em que a pessoa responsável se autodeclara preta ou parda, o índice cai para 35%. Comparando com a edição anterior do Inquérito da Rede Penssan, entre lares comandados por pessoas negras, a fome aumentou de 10,4% para 18,1%. 

A falta de comida atingia, em 2020, 7% das casas em que mulheres são as responsáveis. Em 2022, passou para 11,9%. Também nesse período, a dificuldade em conseguir alimentos em famílias com crianças dobrou: a fome afetava 9,4% delas e, atualmente, é a realidade de 18,1%. 

Sobre a pesquisa

A pesquisa da Rede Penssan foi realizada em campo, entre novembro de 2021 e abril de 2022, pelo Instituto Vox Populi, com em entrevistas em 12.745 domicílios de 577 municípios de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal.

A margem de erro é de 0,9 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa, que teve apoio da Ação da Cidadania, a ActionAid Brasil, a Fundação Friedrich Ebert Brasil, o Ibirapitanga, a Oxfam Brasil e o Sesc.

Fonte: CUT

Lula tem 52,87% dos votos válidos e vence no 1º turno, segundo pesquisa Quaest

Pesquisa da Quaest Consultoria contratada pela Genial Investimentos e divulgada hoje mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera as intenções de voto para a Presidência e venceria a eleição em primeiro turno. No cenário testado com mais pré-candidatos, o petista aparece com 46% na pesquisa estimulada —quando o entrevistado recebe uma lista prévia com os nomes dos presidenciáveis.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) está em segundo lugar, com 30%; Ciro Gomes (PDT) é o terceiro, com 7%. Considerando apenas votos válidos — são descartados indecisos, brancos e nulos — Lula aparece com 52,87% das intenções de voto.

André Janones (Avante) soma 2%, enquanto Simone Tebet (MDB) e Pablo Marçal (Pros) têm 1% cada. Os demais aparecem com 0%. Esses pré-candidatos empatam na margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa de hoje não é comparável com a anterior do mesmo instituto. Isso porque os cenários testados e os candidatos apresentados aos eleitores são diferentes. No levantamento divulgado em 11 de maio, Lula tinha 46%; Bolsonaro, 29%; Ciro, 7%; Janones e João Doria (PSDB), 3% cada; Tebet e Felipe D’Avila (Novo), 1% cada.

O levantamento ouviu 2.000 pessoas de 27 estados, face a face, entre os dias 2 e 5 de junho. O índice de confiança, segundo o instituto, é de 95%. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03552/2022 e teve o custo de R$ 268.742,48.

Cenário 1

Lula (PT): 46%

Jair Bolsonaro (PL): 30%

Ciro Gomes (PDT): 7%

André Janones (Avante): 2%

Simone Tebet (MDB): 1%

Pablo Marçal (Pros): 1%

Vera Lúcia (PSTU): 0%

Eymael (DC): 0%

Felipe D’Avila (Novo): 0%

Sofia Manzano (PCB): 0%

Luciano Bivar (União Brasil): 0%

General Santos Cruz (Podemos): 0%

Leonardo Péricles (UP): 0%

Brancos/Nulos/Não vai votar: 7%

Indecisos: 6%

Na conversão para votos válidos, o resultado do cenário 1 da pesquisa seria o seguinte:

Lula (PT): 52,87%

Jair Bolsonaro (PL): 34,48%

Ciro Gomes (PDT): 8,04%

André Janones (Avante): 2,29%

Simone Tebet (MDB): 1,14%

Pablo Marçal (Pros): 1,14%.

Fonte: Uol

TRE nega domicílio eleitoral, e Moro não poderá ser candidato em São Paulo

Ex-ministro da Justiça havia anunciado a pré-candidatura ao Senado pelo estado. Recurso julgado foi feito pelo PT

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou nesta terça-feira, por quatro votos a dois, a transferência do domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro (União Brasil) para São Paulo. Com isso, Moro não poderá ser candidato ao Senado Federal, ou qualquer outro cargo nas eleições deste ano pelo estado, como pretendia. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo informou a colunista Vera Magalhães, no União Brasil, a expectativa era mesmo de que o resultado fosse negativo para o ex-juiz.

A decisão do TRE-SP se deu em julgamento do recurso do diretório municipal do PT contra a decisão da 5ª Zona Eleitoral, que aprovou o pedido de transferência de domicílio eleitoral do ex-juiz Sergio Moro de Curitiba (PR) para a cidade de São Paulo.

A ação movida pelo deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) e o diretório municipal da sigla argumenta que o ex-ministro do governo Jair Bolsonaro (PL) não possui vínculo profissional em São Paulo e ainda teria apresentado o endereço de um hotel para comprovar vínculo residencial. Também cita que Moro ainda é inscrito na OAB do Paraná e foi indicado a vice-presidente de um órgão de direção partidária do estado do Paraná dois meses antes de requerer a transferência para São Paulo.

A defesa, por outro lado, alegou “flexibilidade no direito da escolha do domicílio”. Também disse que Moro tem sua base política em São Paulo, recebeu honrarias no estado e atuou na cidade para uma consultoria americana.

Hoje, para fazer a troca de domicílio, a legislação exige residência de ao menos três meses no novo local. Porém, uma jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que o domicílio eleitoral também ocorre pela constituição de “vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares”.

Fonte: O Globo

Bolsonaro é condenado por dano moral coletivo à categoria dos jornalistas

Presidente terá de pagar R$ 100 mil, em decisão judicial inédita contra um governante em exercício

No Dia Nacional da Liberdade de Imprensa, as e os jornalistas conquistaram uma vitória histórica contra Jair Bolsonaro. Em decisão disponibilizada nesta terça-feira (7 de junho), a juíza Tamara Hochgreb Matos, da 24ª Vara Cível da Comarca de São Paulo, condenou o atual presidente da República a pagar R$ 100 mil a título de indenização por dano moral coletivo à categoria. 

Em 7 de abril do ano passado, Dia do Jornalista, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo ingressou com uma Ação Civil Pública contra Jair Bolsonaro: o Sindicato pleiteava à Justiça para que o presidente em exercício se abstivesse de realizar novas manifestações com “ofensa, deslegitimação ou desqualificação à profissão de jornalista ou à pessoa física dos profissionais de imprensa, bem como de vazar/divulgar quaisquer dados pessoais de jornalistas”, além de uma indenização de R$ 100 mil, em favor do Instituto Vladimir Herzog. 

Na decisão (disponibilizada na íntegra neste link), a magistrada relembrou diferentes ataques de Bolsonaro aos jornalistas. “Com efeito, tais agressões e ameaças vindas do réu, que é nada menos do que o Chefe do Estado, encontram enorme repercussão em seus apoiadores, e contribuíram para os ataques virtuais e até mesmo físicos que passaram a sofrer jornalistas em todo o Brasil, constrangendo-os no exercício da liberdade de imprensa, que é um dos pilares da democracia”, destaca um dos trechos da decisão.

A juíza Tamara Matos também cita diferentes declarações homofóbicas e misóginas de Bolsonaro contra jornalistas. “Restou, destarte, amplamente demonstrado que ao ofender a reputação e a honra subjetiva de jornalistas, insinuando que mulheres somente podem obter um furo jornalístico se seduzirem alguém, fazer uso de piadas homofóbicas e comentários xenófobos, expressões vulgares e de baixo calão, e pior, ameaçar e incentivar seus apoiadores a agredir jornalistas, o réu manifesta, com violência verbal, seu ódio, desprezo e intolerância contra os profissionais da imprensa, desqualificando-os e desprezando-os, o que configura manifesta prática de discurso de ódio, e evidentemente extrapola todos os limites da liberdade de expressão garantida constitucionalmente.”

Desta maneira, a decisão judicial confirma o assédio moral coletivo contra a categoria de jornalistas, atentando contra a liberdade de imprensa e contra a democracia, prevendo o pagamento de indenização de R$ 100 mil reais a ser revertida para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos. 

Coordenador jurídico do Sindicato dos Jornalistas, Raphael Maia foi o responsável por preparar e peticionar a ação civil pública do Sindicato ainda na gestão do presidente Paulo Zocchi. “Esta é uma vitória enorme para os jornalistas e para o movimento sindical brasileiro: não conheço algum caso semelhante em que uma entidade sindical conquistou uma condenação por dano moral coletivo de uma categoria a um presidente da República em pleno exercício do mandato”.

Para Thiago Tanji, presidente do SJSP, a decisão em primeira instância da Justiça deve ser um marco para toda a categoria. “Neste Dia da Liberdade de Imprensa, não temos muito a comemorar. Estamos em busca de respostas sobre o desaparecimento do jornalista Dom Philips e do indigenista Bruno Pereira e até o momento as autoridades competentes deram poucas ou nenhuma resposta efetiva sobre o caso. Isso materializa o desrespeito à vida e à dignidade que Jair Bolsonaro carrega desde o primeiro dia de seu mandato como presidente. Ao conquistarmos essa decisão judicial favorável, lembramos que a dignidade e a verdade vencerão o ódio e o obscurantismo.”

Fonte: Sindicato dos Jornalistas de SP

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