Em Goiás, escolas militarizadas têm causado sofrimento e medo entre professores e alunos

Uma professora do Colégio Estadual Jardim Guanabara, em Goiás, que desde 2015 foi transformada em escola militarizada, denuncia que a rotina dos profissionais de educação e alunos tem mudado de alguns anos para cá após atos “antidemocráticos e autoritários” dentro da instituição de ensino conduzida pela direção. Alunos e docentes relatam que estão passando por sofrimento, desrespeito e angústia. Segundo a professora, a alegria de ir trabalhar e dar as aulas de forma prazerosa, alegre e divertida, tem se tornado em medo.

“O atual comando da escola, na figura do comandante diretor, vem realizando culto ou pregação todas as segundas-feiras dentro do recinto da escola. Suspendeu as aulas de um professor, conhecido e reconhecido internacionalmente, de maneira arbitrária, e tem censurado o processo pedagógico”, conta a professora que não quis ser identificada com medo de represálias.

“O silêncio hoje ali é ensurdecedor”, diz ela, que relata ainda que esse comportamento da direção da escola vem se naturalizando. “Isso não é normal e é sintomático”.
A professora também destaca o assédio que está acontecendo nas escolas e que a militarização tem sido motivo de transferência escolar.

“A escola tem interferido sobre roupa das meninas e sobre exclusão de meninos em salas de aulas. Alunos, de excelentes notas, disseram que sairão da escola e irão para outro colégio. Há pouco, ficamos sabendo que um aluno realmente pediu transferência dessa escola. Que escola é essa que ao invés de incluir e acolher acaba por excluir os e as diferentes?”, questionou.

Militarização de escolas públicas

Essa escola militarizada em Goiás não é a única que pratica ações antidemocráticas e autoritárias. Basta uma pesquisa no Google que é possível ver várias denúncias pelo país.
Diferentemente do modelo aplicado nas escolas integralmente militares, que são mantidas pelas Forças Armadas, o escopo deste programa de militarização das escolas públicas do governo federal prevê uma gestão compartilhada entre professores civis e militares, mas não é isso que acontece, segundo a professora que fez a denúncia.

“O comandante diretor-militar de alta patente convoca e faz reuniões sem chamar a coordenação pedagógica, agindo de forma arbitrária e autoritária. A verdade é que o atual comando da escola não tem traquejo e conhecimentos relacionados a tarefa do educar e não entende de escola e de seu papel social. Confunde gestão militarizada com imposições de todas as ordens, inclusive RELIGIOSA”, destaca a docente.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), a Constituição Federal (CF-1988) estabelece os princípios e as condições para a oferta do ensino público no país, e a militarização das escolas públicas não se amolda a NENHUM dos preceitos da Carta Magna, seja em relação à forma de oferta pelo poder público, seja quanto ao conteúdo pedagógico.

“A escola pública é um direito da sociedade voltado à formação humanística, cidadã e profissional dos brasileiros e das brasileiras, com vistas a garantir o bem-estar individual e coletivo. A democracia e a inclusão social requerem escola pública de qualidade para todos/as, devendo o poder público garantir igualdade de acesso e a permanência nas instituições de nível básico”, diz trecho da nota da entidade com o título “Escola militarizada mitiga a democracia e mascara falta de investimentos nas escolas”.

Segundo a Doutora em Educação pela Universidade Federal de Minas Gerais, Miriam Fábia Alves, é importante ressaltar que, as escolas militarizadas são instituições públicas que já existiam, foram transferidas para a gestão da Polícia Militar (PM) e que está em funcionamento, em geral, com boa estrutura física. Para ela, a ampliação de escolas militarizadas é um processo eleitoreiro e excludente.

Miriam ainda destaca que os colégios geridos pela PM são colégios que se inserem na lógica de elitização de uma pequena parte das escolas estaduais para atender a um público que não teria condições de manter seus filhos em escolas privadas de alto custo, mas não se importam em pagar as contribuições impostas pela Associação de Pais.
“O governo do estado não faz uma política pública que contemple melhorias para toda a rede, mas negocia algumas escolas que deixam de ser geridas na lógica de uma escola pública universal, gratuita, laica e para todos, criando uma diferenciação na rede. Ou seja, entrega as escolas para a Polícia Militar, o que contempla os anseios de uma parte da população atendida, e colhe os frutos de uma política excludente, autoritária e eleitoreira”.

Já a coordenadora do Comitê DF da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Catarina Santos, observou que os dados do INEP revelam que 50% dos alunos das escolas militarizadas foram expulsos ou evadiram. “Essa escola embranqueceu. Os alunos negros não permanecem nessa escola”, disse.

Fonte: CNTE

25ª edição da Feira da Agricultura Familiar da Fetag

Feira da AGRICULTURA FAMILIAR da FETAG/AL comprova a importância da comercialização dos alimentos produzidos pelo Agricultor Familiar direto ao consumidor

Nos dias 17 e 18/06 (sexta e sábado) acontece a 25ª edição da Feira da AGRICULTURA FAMILIAR da FETAG/AL. Além dos produtos tradicionais presentes na feira trazidos da roça DIRETO para o consumidor de Jatiúca e bairros vizinhos, a feira também proporciona aos clientes comidas típicas do mês junino, bolachas e biscoitos caseiros e o tradicional pastel com caldo de cana.

A feira proporciona aos moradores do bairro de Jatiúca e adjacências a compra de alimentos saudáveis vindos direto da roça para as mãos do consumidor. Produtos trazidos pelos agricultores e agricultoras familiares como a banana, o alface, o inhame, a graviola, o coco, a macaxeira, a batata doce e a laranja são oferecidos à população.

Para assessorar e acompanhar de perto os agricultores e agricultoras familiares que produzem e trazem seus alimentos para a comercialização na feira, a FETAG/AL vem realizando visitas técnicas nas propriedades rurais, para conhecer de melhor a realidade e dificuldades enfrentadas pelos nossos agricultores familiares.

Em junho a FETAG/AL continua suas visitas acompanhando de perto a produção dos agricultores familiares, garantindo a qualidade e autenticidade dos produtos trazidos para a FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR, para que o consumidor possa comprar produtos DIRETO DA ROÇA.

Na 25ª edição da Feira da AGRICULTURA FAMILIAR, os agricultores da Zona da Mata de Alagoas estarão presentes com seus produtos fresquinhos da roça, que aposta na venda direta dos produtos que são plantados e colhidos pelos agricultores familiares em suas propriedades e comercializados diretamente com o consumidor da capital.

FETAG/AL EM DEFESA DA AGRICULTURA FAMILIAR DE ALAGOAS!!! 🌵👨🏽‍🌾👩🏽‍🌾🌽

SERVIÇO:

  • O quê? FEIRA DA AGRICULTURA FAMILIAR (25ª Edição)
  • Onde? Sede Social da FETAG/AL – R. Prof. Dilermando Reis, no 330, Jatiúca – Maceió (por trás do Hotel Escuna, na Av. João Davino)
  • Quando? Dias 17 e 18/06/22 (sexta e sábado)
  • Horários de funcionamento:
    • Dia 17/06 (sexta) – de 06:00 às 22:00
    • Dia 18/06 (sábado) – de 06:00 às 14:00
  • Contatos: (82) 99921-9689 Genivaldo Oliveira (Secretário de Administração) / 9920-5817 Cláudia Pereira (Sec. Geral) / 99910-1326 Jairo Silva (Ascom FETAG/AL)

Presidente Lula visitará Maceió no dia 17 de junho

Vinda do presidente Lula está confirmada para o Centro de Convenções em Maceió

Foi realizada hoje, dia 14, na sede do Partido dos Trabalhadores uma Plenária Popular com representantes dos movimentos sociais e partidos de oposição para discutir a programação da visita que o presidente Lula fará a Maceió no dia 17.

Para o presidente do PT de Maceió, Marcelo Nascimento, “os movimentos sociais estão engajados numa grande mobilização para lotar o Centro de Convenções e fazer uma maravilhosa recepção ao presidente Lula”.

A reunião também contou a participação de um representante da coordenação nacional da pré-campanha de Lula, que explicou para a militância como a programação está sendo construída e o deputado federal Paulão destacou a força do PT e aliados para garantir a vitória de Lula nessas eleições.

Para o Professor Luizinho, pré-candidato a deputado estadual pelo PT, “a mobilização popular vai eleger Lula e garantir que uma Constituinte Soberana, seja revogada a reforma trabalhista, a reforma previdenciária e restabelecida a soberania nacional”.

A expectativa dos representantes dos movimentos sociais é de uma grande participação popular no evento.

Escolas retomam uso obrigatório de máscaras após aumento de casos de Covid em AL

O recente aumento de casos de Covid-19 em Alagoas acendeu um alerta e tem feito com que escolas retomem a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção nas dependências das unidades. Desde a semana passada, pais e responsáveis por alunos de escolas particulares estão sendo comunicado sobre a “nova” regra.

Ao TNH1, a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Alagoas (Sinepe-AL), professora Bárbara Heliodora, informou que é de conhecimento da entidade que três escolas da capital já retomaram a obrigatoriedade. A professora ressalta, no entanto, que a orientação do Sinepe-AL é de facultar o uso da máscara de proteção. 

Escolas públicas – Para as 310 escolas que compõem a Rede Estadual de Ensino, a orientação, por enquanto, é tornar optativa o uso da máscara. A Secretaria de Estado do Educação (Seduc) informou ao TNH1 que está monitorando a atual situação da pandemia e que implementou ações em prol da imunização de professores, servidores e estudantes.

“Atualmente, mais de 70% dos alunos atendidos pela rede pública estadual estão imunizados e mais de 95% dos servidores da educação em todo estado também estão em dia com a vacinação. A Seduc reforça que segue atuando à luz da ciência, monitorando a situação e buscando garantir a segurança sanitária de toda a comunidade escolar”, diz o órgão.

Nas 144 escolas de Rede Municipal de Educação de Maceió, segue em vigência o protocolo sanitário estabelecido na portaria de Nº 0127/2022, de março deste ano, que determina o uso do dispositivo de segurança em ambientes fechados.

“Entre os itens previstos na legislação estão a obrigatoriedade do uso de máscaras nos espaços fechados das unidades educacionais municipais e no transporte escolar. O uso é facultativo nos ambientes abertos, como pátios”, informou a Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Fonte: TNH1

Mundo reage: ‘Bruno Pereira e Dom Phillips foram executados na guerra do governo contra a floresta’

Nas redes sociais dentro e fora do Brasil, artistas, políticos e jornalista indicam pouca esperança de entrar ativistas vivos e criticam governo Bolsonaro pelo pouco empenho na buscas e por vínculos com destruidores da floresta

A segunda-feira (13) foi marcada pelo desencontro de notícias sobre o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira. Informações primeiramente divulgadas pela companheira do jornalista foram de que os corpos de ambos teriam sido encontrados, mas a Polícia Federal negou e, até o fechamento desta matéria, ainda não havia fatos novos sobre a tragédia. Contudo, tudo indica que não há mais esperanças de encontrá-los com vida. Nas redes sociais, lamentos e críticas ao governo Bolsonaro pela má condução dos trabalhos de resgate e também por vínculos com o garimpo ilegal e desmatadores, que podem ter relação com o crime.

“Bruno Pereira e Dom Phillips foram executados na guerra do governo atual contra a floresta amazônica e contra quem a defende. O presidente do Brasil apoia o garimpo ilegal e tripudia dos mortos. Esse é o Brasil de Bolsonaro. A matança e a destruição não podem continuar”, afirmou a filósofa Márcia Tiburi, por meio de sua página no Twitter. A professora cobra posicionamento da sociedade em defesa da vida. “As pessoas estão com medo da morte violenta nas ruas. Só pode ser isso (…) Uns hipnotizados, outros apavorados. A guerra psíquica deu certo”.

Enquanto muitos clamam por justiça para Phillips e Pereira, apoiadores do presidente tentam emplacar uma cortina de fumaça no caso, com a volta dos comentários do sempre citado o caso Celso Daniel – o prefeito de Santo André assassinado, num crime já esclarecido, mas ainda imputado ao PT pela extrema direita. “Sempre que colocado em posição defensiva, o bolsonarismo resgata ‘Celso Daniel’. Nas últimas horas, com um pico de menções envolvendo Dom Phillips, o político voltou a ser citado. A questão é: por que o bolsonarismo se coloca na defensiva pelo desaparecimento de Dom Phillips?”, questionou o cientista de dados Pedro Barciela. Milhares de tuítes resumiram a resposta: “confissão de culpa”.

Insuficiente

A tentativa de acobertar a gravidade do desaparecimento da dupla de ativistas na Amazônia surtiu pouco efeito. As cobranças seguiram durante todo o dia, figurando entre os assuntos mais comentados de todo o mundo. Entre as manifestações, destaque para a banda irlandesa U2, o rapper Emicida, a cantora Juliette e o grupo Anonymous, além de um grande número de políticos, jornalistas e celebridades de todo o mundo. “Viver (ou tentar sobreviver) no brasil (com b minúsculo mesmo) tem sido a cada dia, uma experiência que significa receber mais desgraças do que se é capaz de processar”, lamentou Emicida.

O sociólogo, ambientalista e ex-ministro da Cultura Juca Ferreira classificou o Brasil de hoje como “o horror”. “Estamos sob a égide da morte! O Brasil está submetido a um governo de estrema direita que defende a tortura, a violência e agride toda a sociedade atacando direitos já conquistados às milícias, ao narcotráfico, garimpeiros, madeireiros A morte está no comando do país”, disse.

Os deputados federais Gleisi Hoffmann (PR) e Bohn Gass (RS), presidenta do PT e líder da bancada na Câmara, respectivamente, chamaram Bolsonaro à responsabilidade. “Não há como dissociar este crime bárbaro da “boiada” que o governo Bolsonaro fez passar sobre a proteção da floresta e dos povos indígenas”, disse Gass. “Governo Bolsonaro deve explicações, crime precisa ser elucidado o quanto antes. A Amazônia não pode ser terra de ninguém”, afirmou Gleisi.

Pacheco

Quem também se manifestou foi o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Ele discursou na abertura dos trabalhos da Casa no início desta tarde. “Há um Estado paralelo na Amazônia”, declarou o político. Pacheco argumentou que o crime corresponde a “uma ofensa gravíssima ao Estado brasileiro e às instituições”. “Nós, do Senado federal, não podemos tolerar essa atrocidade. Precisamos ver como o Senado da República pode contribuir para o ajuste de normas e leis, com definição orçamentária, eventualmente realização de concursos públicos, o que precisar ser feito para que o Estado brasileiro esteja presente nesta região”, completou.

Fonte: Rede Brasil Atual

Esquerda e direita empatam no primeiro turno das eleições legislativas na França

A Nupes, liderada por Jean-Luc Mélenchon, espera mobilizar no próximo domingo os eleitores que não foram às urnas para governar em “coabitação” com o atual presidente

A segunda volta das eleições legislativas na França será marcado pela disputa entre o presidente, Emmanuel Macron, e o candidato da coligação de esquerda, Jean-Luc Mélenchon. De acordo com pesquisas preliminares de cinco institutos, a coalizão de esquerda Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes), liderada por Mélenchon, conquistou entre 25% e 26,2% dos votos válidos, no primeiro turno. Já a coalizão Juntos que apoia o presidente reeleito ficou com 25% e 25,8%. Os números foram divulgados pela Rádio França Internacional (RFI).

O pleito realizado ontem (12) registrou recorde na abstenção, com mais da metade dos eleitores (52,3%) que preferiram não votar. O segundo turno da disputa, no próximo domingo (19) vai definir se Macron terá maioria no Parlamento ou se terá que compor com outros grupos mais à direita. Ao mesmo tempo, Mélenchon, líder da França Insubmissa, almeja o posto de primeiro-ministro, governando em “coabitação” com Macron.

Ambos, Nupes e Juntos, apostam na maior mobilização do eleitorado na disputa final, que vai definir as 577 cadeiras da Assembleia Nacional. Para Mélenchon, os resultados do primeiro turno apontam para “derrota” do bloco governista. Ele conclamou a participação dos trabalhadores para pôr fim a “30 anos de neoliberalismo”. Por outro lado, a primeira-ministra, Elisabeth Borne, disse que só a coalizão macronista seria capaz de obter a maioria legislativa. Nesse sentido, ela pediu pela união de “todas as forças republicanas”.

A unidade das esquerdas surgiu como a principal inovação dessas eleições legislativas. Além da França Insubmissa, a Nupes reúne ecologistas, comunistas e socialistas. Sem o apoio dessas outras forças, Melénchon quase chegou ao segundo turno das presidenciais francesas em abril. Ele ficou com  22% dos votos dos, menos de dois pontos atrás da líder de extrema direita Marine Le Pen, derrotada por Macron na segunda volta.

“Ainda há jogo”

Como o voto para o legislativo francês é distrital, apesar do empate entre as forças de esquerda e de centro, a estimativa do instituto de pesquisa Elabe é que a Nupes pode entre 160 e 210 cadeiras, contra 260 a 295 da coalizão governista. Já os Republicanos, que representam a direita tradicional, devem ter entre 33 e 80 deputados. Por fim, o Reagrupamento Nacional, de Le Pen, deve obter entre 25 a 35 assentos no parlamento. Apenas cinco candidatos se elegeram no primeiro turno: quatro da Nupes e um do Juntos.

De acordo com o cientista político e professor da Universidade de Brasília (UnB) Luis Felipe Miguel, as projeções para as eleições na França indicam que o grupo de Macron deve conquistar a maior bancada. No entanto, não deve obter a maioria absoluta. Assim, o mais “provável”, segundo ele, seria uma aliança entre os macronistas e a direita tradicional (Republicanos).

Já a boa votação do Nupes deve animar a militância, “sacudindo” as abstenções. Além disso, os candidatos da coalizão de esquerda podem se beneficiar da rejeição ao atual presidente, conforme o especialista. “O projeto de forçar uma coabitação e fazer de Mélenchon o novo primeiro-ministro é difícil, mas não impossível. Ainda que não dê certo, o fato é que a esquerda francesa cresceu”, afirmou Miguel pelas redes sociais.

Fonte: Rede Brasil Atual

‘Militares atuam como milícia do grande capital’, diz Joaquim de Carvalho

Ainda segundo o jornalista, “o Brasil é uma terra de exploração” para “operadores e organizadores do grande capital que estão nos Estados Unidos”

O jornalista Joaquim de Carvalho disse, durante participação no programa Bom Dia 247 desta segunda-feira (13), que os militares se associaram à oligarquia brasileira e atuam como uma “milícia” na defesa de interesses do grande capital. A afirmação faz eco à declaração do ex-governador e pré-candidato ao governo do Paraná Roberto Requião, que disse que os ”militares não defendem o Brasil, mas o entreguismo de [Jair] Bolsonaro”.

“A posição do Requião é correta. Este é o papel dos militares há muito tempo. Já houve divisão, já houve militar comprometido com a luta do povo brasileiro. Apoiaram em alguns momentos, mas se você retroceder, retroagir, vai ver que em alguns momentos da história do Brasil os militares, na verdade, defendem a oligarquia no Brasil”, disse Joaquim. 

“Esta oligarquia existe desde a época da colônia. Machado de Assis, na véspera da abolição da escravidão, dizia que a escravidão iria acabar, que a monarquia ia acabar e que a República viria. Aí ele diz, de maneira irônica: mas quem disse que no Brasil houve monarquia constitucional? No Brasil, o que sempre houve foi oligarquia absoluta”, destacou.  

“Na hora do vamos ver, eles [militares] funcionam como uma milícia do grande capital. Esse é o problema e sempre foi assim, com alguns setores, em alguns momentos, defendendo um interesse nacional, mas ligado aos interesses da oligarquia”, afirmou o jornalista. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Esta oligarquia, e a Globo é a face mais visível disso, se tornou muito entreguista. Ela se associou aos operadores e organizadores do grande capital que estão nos Estados Unidos e defendem um interesse que não é nosso, mas muito mais dos organizadores deste grande capital de que o Brasil é uma terra de exploração. O Bolsonaro é mais um dos que fizeram este jogo. Foi assim e é preciso enfrentá-los. É sempre a luta desta elite pequenininha contra o país, contra a nação, tendo como maior vítima os pobres”, completou.

Fonte: Brasil 247

Livro denuncia o maior desastre socioambiental urbano do planeta

O livro “Rasgando a Cortina de Silêncios” é um esforço conjunto de profissionais de diversas áreas do conhecimento, liderado pelo economista Elias Fragoso (organizador da coletânea), tendo como coautores o engenheiro civil Abel Galindo, o advogado Cláudio Vieira, o sociólogo Edson Bezerra, a arquiteta e urbanista Isadora Padilha e o cientista ambiental José Geraldo Marques, que esmiúçam como aquela que poderia ter sido a principal operação econômica do estado se transformou no maior desastre socioambiental urbano em curso no planeta e num enorme fiasco econômico e social para Alagoas.

Obra imperdível para estudiosos do tema, técnicos em geral, docentes e universitários de todas as áreas e todos que queiram entender o que aconteceu nas crateras subterrâneas do poder da insidiosa exploração da maior riqueza mineral de Alagoas. E excelente oportunidade para se conhecer verdades até então enterradas sob espessas camadas de dissimulações, que findaram por levar Maceió e sua população aos trágicos dias atuais de desassossego e infâmias.

O livro pode ser adquirido com preço promocional, forma encontrada pelos autores para financiar os seus custos de produção, divulgação e lançamento, assegurar a independência de suas opiniões e premiar o leitor com informações qualificadas sobre tema tão extensamente importante para Maceió.

Pré-vendas abertas até o dia 20, com preço promocional de R$ 60,00 (15% menor em relação às livrarias). Compre agora via Pix: 034.824.434-75 e receba no dia do lançamento.

Livro “Rasgando a Cortina de Silêncios”

Lançamento e noite de autógrafos: 21/06/2022

Hora: 19 horas

Local: Parque Shopping Maceió, terceiro piso (elevador próximo da Ri Happy)

Dúvidas e contato: (82) 98231-1112

Justiça barra criação de escolas cívico-militares em SP

O juiz José Eduardo Cordeiro Rocha considerou a existência de “caráter nitidamente ideológico da estruturação das escolas cívico-militares”

A Justiça acatou ação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp). A 14ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo determinou a suspensão da instalação das escolas cívico-militares na rede estadual paulista, um dos projetos do governo de Jair Bolsonaro (PL).

A decisão aponta que existe perigo iminente de prejuízo às crianças por causa da violação de preceitos constitucionais da educação no país, como, por exemplo, respeito à liberdade e o apreço à tolerância, que seriam violados pelo Programa Escola Cívico-Militar (Pecim).

O juiz José Eduardo Cordeiro Rocha mencionou a existência de “caráter nitidamente ideológico da estruturação das escolas cívico-militares”. 

O programa, do governo federal, seria implantado na Escola Estadual Professora Noêmia Bueno do Valle, em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, com o apoio do ex-comandante da Polícia Militar (PM) da região, coronel Fábio Cândido.

O militar é pré-candidato a deputado estadual e aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato de Bolsonaro ao governo de São Paulo, de acordo com reportagem de Marcelo Godoy, em O Estado de S. Paulo.

O juiz afirmou, ainda, que o decreto tirou a competência do legislativo federal para legislar a respeito de princípios e diretrizes educacionais. Em sua avaliação, seria inconstitucional a iniciativa do governo.

O militar é pré-candidato a deputado estadual e aliado de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato de Bolsonaro ao governo de São Paulo, de acordo com reportagem de Marcelo Godoy, em O Estado de S. Paulo.

O juiz afirmou, ainda, que o decreto tirou a competência do legislativo federal para legislar a respeito de princípios e diretrizes educacionais. Em sua avaliação, seria inconstitucional a iniciativa do governo.

Fonte: Revista Fórum

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