Gabinete faraônico de Arthur Lira custará quase R$ 1 milhão aos cofres públicos

As obras para um novo espaço foi determinada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL) logo que ele tomou posse no cargo de presidente da Câmara

A construção do novo gabinete da presidência da Câmara dos Deputados custará R$ 969 mil. As obras para um novo espaço foi determinada pelo deputado federal Arthur Lira (PP-AL) logo que ele tomou posse no cargo. Os números foram revelados pela casa legislativa ao jornalista Ranier Bragon, da Folha de S. Paulo, através da Lei de Acesso à Informação (LAI).

O local que abrigará o gabinete reformado é onde ficava o comitê de imprensa. Alvo de críticas, a mudança tem como objetivo permitir o acesso direto do presidente da Câmara ao plenário sem ter de passar pelos corredores da casa legislativa. Na prática, a medida dificulta acesso da imprensa ao deputado e ao plenário da Casa;

Em fevereiro, Lira disse, por meio de sua assessoria, que a construção do espaço não vai interferir no trabalho de jornalistas. 

Fonte: Brasil 247

Professores e técnicos da Uneal e da Uncisal discutem pauta de reivindicações com Secretário de Educação

A reunião dos representantes das categorias com o secretário Rafael Brito, foi articulada pelo deputado federal Paulão (PT)

Ocorreu hoje, 12, na Secretaria de Estado da Educação, uma reunião entre os representantes do Sindicato dos Docentes e dos Técnicos da Uneal e da Associação dos Docentes da Uncisal, com o secretário Rafael Brito e o deputado Paulão.

A discussão foi sobre a pauta de reivindicações das categorias, a começar pela ampliação da carga horária de 20 para 40 horas dos docentes, o concurso público para docentes e técnicos e mudanças no plano de cargos e carreira.

Para o secretário da educação, “o governo Renan Filho já sinalizou positivo para a realização do concurso e ampliação da carga horária e vamos juntos viabilizar o quantos antes”. Para o vice-presidente do Sinduneal professor Luizinho “é necessário também uma reunião com a Seplag visando fazer mudanças no plano de carreira e o estabelecimento de uma mesa permanente de negociação”.

Vereador Dr. Valmir apoia a luta do MTST

O vereador Dr. Valmir (PT) esteve presente na manhã de hoje, 12, no acampamento do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, na praça Dois Leões, no Jaraguá, se solidarizando e apoiando as pautas reivindicatórias apresentadas à Prefeitura de Maceió.

O MTST cobra da prefeitura medidas urgentes efetivas de combate a fome, que assola grande parte da população maceioense. Também são exigidos a revisão do Plano Diretor de Maceió, a retomada do Conselho Municipal de Habitação de Interesse Social, além da criação de um programa de regularização fundiária e construção de moradias populares.

Na ocasião, o parlamentar petista se comprometeu em impulsionar a discussão e a luta pela democratização do solo e do direito à moradia.

FENTECT convoca Ato Nacional em defesa dos Correios para o dia 13

A FENTECT convoca os trabalhadores dos Correios e a população em geral para estarem presentes no dia 13 de julho, a partir das 10h, em frente ao Edifício Sede dos Correios, em Brasília (DF). O ato terá a participação de dirigentes e ativistas ligados aos sindicatos filiados à FENTECT. Será uma manifestação em defesa dos Correios, dos empregos e direitos.

Também será um protesto contra a privatização e toda política entreguista de Bolsonaro. A venda dos Correios que é um patrimônio secular do povo brasileiro é para os dirigentes da Federação “um crime contra o patrimônio público e sem Correios não haverá um serviço postal universal”. Os Correios é a única empresa que integra todas as regiões do Brasil.

MTST ocupa a praça Dois Leões em Maceió

O Movimento dos Trabalhadores Sem Tetos acaba de ocupar na noite de hoje, 11, a praça Dois Leões, no bairro de Jaraguá, em Maceió, para cobrar moradia popular, regularização fundiária, entre outros pontos.

Em 10 de fevereiro, o MTST solicitou através de ofício, uma reunião com o prefeito JHC (PSB) para tratar da pauta de reivindicações do movimento. Como até agora, o prefeito não respondeu, os manifestantes esperam com a ocupação da praça, conseguir negociar a pauta.

A ocupação também tem como objetivo pautar a semana de luta por direito a cidade e a necessidade de discussão do plano diretor de Maceió.

Uso de câmeras faz PM matar menos em São Paulo

Os dados apresentados depois do uso do programa de câmeras portáteis da Polícia Militar, que registram intervenções policiais em áudio e vídeo por meio de equipamentos acoplados ao uniforme, o estado de São Paulo atingiu o menor índice de letalidade policial em oito anos. 

De acordo com dados inéditos obtidos pela Folha de S.Paulo, caiu para 22 o número de mortes decorrentes a intervenção policial no mês de junho, menor índice da PM desde maio de 2013, quando ocorreram 17 registros. Essa marca alcançada no mês passado é, ainda, bem inferior à média de 50 óbitos dos primeiros cinco meses de 2021 -que já estavam em queda. 

Parte dessa redução se deve ao resultado obtido nos 18 batalhões integrantes do programa Olho Vivo, que zeraram as mortes em confrontos. Nenhuma morte foi registrada nessas unidades. Quinze deles passaram a usar as câmeras no mês passado, incluindo os batalhões da Rota e Baeps (Batalhão de Ações Especiais de Polícia), com histórico de alto índice de letalidade -só a Rota tem 386 mortes acumuladas em confrontos desde 2016. 

Também não houve, nesse período, nenhuma lesão corporal contra suspeitos provocada por disparos de arma de fogo. As seis que aconteceram se deram por outros motivos, como luta corporal. 

Os equipamentos utilizados nesses 15 batalhões adicionados agora ao programa possuem uma tecnologia inédita no mundo que grava o turno de serviço em sua totalidade (grava tudo), não sendo necessário o acionamento manual por parte do PM. 

Um dos problemas do sistema anterior, que se repete em várias instituições policiais do mundo, é quando o agente deixa de ligar o equipamento em momentos cruciais e, assim, perde prova importante da ocorrência. No sistema atual não ocorre mais perdas acidentais. 

Fonte: Redação com Yahoo Notícias

Datafolha: 63% dos brasileiros avaliam que Bolsonaro é incapaz de chefiar o país

Percepção negativa é maior entre as mulheres, os mais pobres, pretos e nordestinos

A queda de popularidade de Jair Bolsonaro se reflete na confiança da população em relação a sua capacidade de liderar o país. De acordo com pesquisa do Datafolha, 63% dos brasileiros avaliam que ele não tem condições de comandar o Executivo nacional. No levantamento anterior, feito em maio, 58% acreditavam que o ex-capitão reunia os atributos necessários para comandar o país. 

A pesquisa aponta que a percepção negativa é maior entre as mulheres (67%), os mais pobres (68%), pretos (76%) e nordestinos (72%). Em somente um segmento  socioeconômico,entre quem ganha de 5 a 10 salários mínimos, há um empate técnico com 51% o julgando incapaz e 47% como capaz.

O melhor desempenho de Jair Bolsonaro é registrado entre os mais velhos (41%), mais ricos (40%) e entre os moradores das regiões Sul e Sudeste, com 42% e 47%, respectivamente. Estas duas regiões são consideradas bolsões do bolsonarismo. 

A pesquisa Datafolha ouviu 2.074 pessoas de forma presencial em todas as regiões do país entre os dias 7 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Fonte: Brasil 247

A indústria de mercenários colombianos está por trás do assassinato do presidente do Haiti

Militares colombianos aposentados, que falam inglês e têm treinamento em armamentos sofisticados, inteligência e operações internacionais. Muitos deles integravam unidades de contra-guerrilha, em parte financiadas pelos Estados Unidos.

Em linhas gerais, esse é o perfil dos 26 colombianos que, segundo as autoridades haitianas, estão envolvidos no assassinato do presidente do país Jovenel Moïse. Desse grupo de 26 indivíduos, 15 estão detidos, três foram mortos e oito estão foragidos.

O presidente foi assassinado em sua residência durante a madrugada do dia 7 de julho. Ele levou 12 tiros, um deles na cabeça. Também há indícios que Moïse foi torturado.

Ele chegou a ficar trancado em casa durante meses, em meio a uma crise política que cada vez mais diminuía sua legitimidade e aumentava as vozes que pediam sua renúncia.

Até agora, não se sabe quem pagou os mercenários colombianos para matar o presidente haitiano.

Nas horas que se seguiram ao assassinato, que ganhou um caráter internacional, começaram a surgir os primeiros detalhes sobre os ex-militares que supostamente executaram o plano.

E há algumas características que revelam um aspecto essencial da guerra que assolou a Colômbia nas últimas décadas: o surgimento de uma indústria de mercenários que emergiu após as operações de combate ao narcotráfico e ao terrorismo, muitas delas financiadas pelos Estados Unidos.

Esses grupos estiveram envolvidos em diversos conflitos internacionais e são requisitados por causa de suas habilidades militares e dos valores relativamente baixos cobrados pelos serviços que prestam.

Quem matou o presidente?

Na manhã de sexta-feira (09/07), a imprensa colombiana divulgou aos poucos os nomes, as trajetórias e as fotos dos militares aposentados que parecem estar envolvidos no assassinato.

Em sua maioria, eles têm cerca de 40 anos, eram soldados e, como não foram promovidos na carreira militar, se aposentaram ainda jovens, há cerca de dois ou três anos.

A esposa de Eladio Uribe, que aparentemente está detido no Haiti, disse à W Radio que o ex-militar foi um soldado profissional durante 20 anos e recebeu várias honrarias antes de se reformar em 2019.

Segundo o relato, Uribe foi investigado por um esquema conhecido como “falso positivo”, em que as mortes de civis durante combates armados eram contabilizadas como óbitos de guerrilheiros. Mas o militar acabou absolvido.

E ele estava na República Dominicana, contratado por uma suposta empresa de segurança que pagava 3 mil dólares (R$ 15 mil) por mês, de acordo com o depoimento de sua esposa. “Não lhes foi dito exatamente para onde seriam levados. Era uma oportunidade de trabalhar com uma agência para cuidar de famílias de xeiques”, disse.

A mídia colombiana também destacou o caso de Manuel Antonio Grosso, paraquedista e membro de forças especiais antiguerrilha, que postou fotos na República Dominicana há uma semana. Tudo indica que ele cruzou a fronteira com o Haiti um dia antes do assassinato de Moïse.

Produto tipo exportação

Não é a primeira vez que mercenários colombianos chegam ao noticiário mundial após operações militares que cruzam fronteiras.

Nas últimas duas décadas, centenas de ex-militares do país foram contratados por empreiteiros privados de países como os Estados Unidos ou o Reino Unido e forneceram apoio em guerras no Afeganistão, no Iraque e no Iêmen.

Os salários no Exército colombiano são, segundo as declarações de ex-ministros da Defesa, entre 15% e 20% mais baixos do que recebe um soldado reformado em operações privadas no exterior.

Especialistas em segurança explicam que a indústria mercenária passou por uma mudança importante após os ataques às Torres Gêmeas de Nova York em 2001. O início da chamada “guerra ao terror”, inclusive, foi parcialmente financiada por empreiteiros privados.

E esses movimentos já vinham crescendo aos poucos: depois da Guerra Fria, argumentam os pesquisadores, os Estados Unidos estavam interessados ​​em terceirizar intervenções militares em países pequenos, mas com conflitos complexos. O objetivo era reduzir o impacto político do sacrifício de tropas americanas em operações do tipo.

“As guerras no Iraque e no Afeganistão permitiram que a indústria militar privada amadurecesse, com redes mercenárias estabelecidas e o desenvolvimento de um padrão de melhores práticas”, escreve Sean McFate, especialista em segurança americano.

O setor contou com a criação de empresas como a Blackwater, uma companhia militar privada que, segundo relatórios do Departamento de Estado dos Estados Unidos, treinou militares e paramilitares colombianos em 2005.

McFate explica em um de seus ensaios que outros países “imitam o modelo americano, e todos os dias novos grupos militares privados surgem em países como Rússia, Uganda, Iraque, Afeganistão e Colômbia. Os serviços são mais robustos do que os da Blackwater, eles oferecem maior poder de combate e disposição para trabalhar pela oferta mais alta, com pouca consideração pelos direitos humanos. Eles são mercenários em todos os sentidos da palavra”.

A Colômbia, inclusive, entrou na guerra contra o terrorismo com o apoio do presidente Álvaro Uribe, que governou o país entre 2002 e 2010, e já tinha uma experiência consolidada na contratação e na criação de empresas de segurança privada.

Nos anos 1990, o país afrouxou as leis para a criação desse tipo de empresa militarizada, com o objetivo de fortalecer os grupos que enfrentavam a guerrilha no campo.

“O dilema do país é optar por ter ou não ter cooperativas de segurança rural”, disse o então ministro da Defesa, Fernando Botero Zea. “A verdadeira escolha é entre permitir cooperativas supervisionadas pelo Estado ou ter o desenvolvimento descontrolado de grupos de autodefesa e paramilitares criados fora da lei”.

O resultado foi, no entanto, uma consolidação dos exércitos paramilitares por lá. Em paralelo, a Colômbia já era a principal aliada dos americanos na luta contra o narcotráfico.

O famoso Plano Colômbia, um programa multimilionário de combate ao tráfico de drogas, tornou o país o maior destinatário de assistência militar dos Estados Unidos na América Latina. E isso também ajudou a desencadear a criação de empresas de segurança privada no país.

De acordo com um relatório de 2011 do Comitê de Segurança Interna do Senado dos Estados Unidos, entre 2005 e 2009, o governo gastou 3,1 bilhões de dólares (R$ 15,5 bilhões) em contratos privados para políticas contra os narcóticos na América Latina.

Esse valor representa um aumento de 32% nos investimentos na área dentro desses quatro anos. A maioria das empresas contratadas nesse esforço de guerra estava justamente na Colômbia.

Fonte: BBC News

CPI mostra que militarização da Saúde levou Brasil à tragédia de 530 mil mortes

Quando Pazuello assumiu, país registrava 15 mil óbitos pela covid e 230 mil casos. Quando saiu, os infectados eram 12,2 milhões e os mortos, 300 mil

Em sua inquirição ao ex-diretor de Logística do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) afirmou que a gestão do ex-ministro e general Eduardo Pazuello representou“verdadeira intervenção militar” na pasta. O senador quis saber se essa “ocupação” levou algum beneficio ao serviço e se, com a militarização, o Ministério da Saúde passou a trabalhar melhor. A resposta de Dias foi que “não teve nenhuma melhora”.

O depoimento do primeiro ouvido da CPI que acabou detido, na quarta-feira (7), deixou claro, segundo senadores, que as principais decisões do ministério, inclusive em relação às vacinas, eram tomadas pelo coronel da reserva Élcio Franco, secretário-executivo do ministério na gestão Pazuello, o número 2 na hierarquia.

Alguns analistas, e também senadores da CPI, avaliaram que a ordem de prisão de Aziz foi precipitada. Dias pode ter omitido informações e ser acusado de suposta corrupção, argumentaram, mas a comissão detectou que a corrupção no Ministério não é pouca.

Dias, que foi solto sob fiança em seguida, poderia ser um bode expiatório. Além disso, muitos depoentes mentiram de forma ainda mais acintosa do que Dias. Entre eles, a médica Nise Yamaguchi, apontada como membro do gabinete paralelo. Ou o próprio Luiz Domingueti, estranho personagem, cabo da Polícia Militar, que perambulou pela Esplanada dos Ministérios e foi recebido na própria pasta de Pazuello como um mercador de vacinas.’

Com Pazuello, “militarização” cresce

Desde a chegada de Pazuello, de confiança do presidente Bolsonaro, militares passaram a ocupar cada vez mais cargos em diversos níveis. O número deles chegou a 25 em junho do ano passado. Élcio Franco foi nomeado secretário-executivo com a chegada do general e sua “expertise” em logística. Por sua vez, Franco nomeou o tenente-coronel Alex Lial Marinho na Coordenação de Logística e o coronel Marcelo Blanco como assessor de Roberto Dias, que o citou como o homem que levou Domingueti à reunião no shopping para tratar da vacina indiana Covaxin. Por outro lado, os civis da área da saúde nomeados pelo então ministro general, em plena pandemia, eram defensores de tratamento precoce e outras formas de “combate” ao vírus fora dos protocolos científicos.

Pazuello comandou o ministério por pouco mais de dez meses. Ao chegar, em 15 de maio de 2020, no lugar de Nelson Teich, o país registrava 15 mil mortes e 230 mil casos de covid. Em 24 de março de 2021, quando Marcelo Queiroga falou pela primeira vez como ministro, eram 12,2 milhões os infectados e o número de mortos, 20 vezes maior, ultrapassava 300 mil brasileiros. “Missão cumprida”, disse Pazuello ao deixar o ministério. Hoje (9), são 530 mil.

Élcio Franco

O ex-secretário executivo foi exonerado do ministério em março passado, mas nomeado assessor especial da Casa Civil menos de um mês depois. Na oitiva mais tensa realizada pela comissão até a última quarta-feira, o senador Randolfe Rodrigues afirmou que o dado mais importante levado por Dias à CPI foi que o depoimento apontou a responsabilidade final na contratação de vacinas contra a covid como sendo de Élcio Franco. O que quer dizer que, de acordo com Dias, o coronel estaria ligado ao caso da Covaxin, que implica a participação da “intermediária” Precisa Medicamentos. O coronel Franco passa a figurar “como foco das investigações da CPI”, afirmou o senador do Amapá, e será necessário ouvi-lo novamente.

“Estavam querendo o núcleo militar para tomar conta do galinheiro”, disse a senadora Simone Tebet (MDB-RS) durante o depoimento de Roberto Dias. Ela declarou acreditar que a CPI já tem “a materialidade” do crime relativo à Covaxin. “Estamos atrás da autoria. A Covaxin vai ser o grande calcanhar de Aquiles do governo”, acrescentou. “Eles (Pazuello e Élcio Franco) citaram ‘cláusulas leoninas’ da Pfizer, uma vacina cientificamente comprovada e hoje aplicada o mundo inteiro.”

Segundo a CPI, Élcio Franco é o principal responsável operacional pelo “banho-maria” em que foi colocada a Pfizer nas negociações da vacina. Enquanto a Pfizer ficava no “banho-maria” e a CoronaVac era atacada pelo próprio presidente da República, as negociações pela Covaxin andavam rapidamente. O contrato com a Pfizer levou 330 dias para ser fechado, enquanto com o imunizante indiano consumiu meros 97 dias.

Dois núcleos

À CPI, em 9 de junho, entre muitos pretextos, o ex-secretário executivo tentou justificar tratamento ao imunizante norte-americano com a seguinte frase: “Nem ela (Pfizer) confiava no que ela estava oferecendo pra gente”. Hoje, a vacina norte-americana é considerada a mais eficaz contra o Sars-Cov-2.

O depoimento de Roberto Dias deixou claro, segundo Randolfe Rodrigues em coletiva logo após a oitiva, que existiam “dois núcleos em disputa” no Ministério da Saúde: o que era dirigido por Dias e o comandado por Franco. “É uma disputa de poder, e eu diria, pelo controle dos esquemas de corrupção no Ministério da Saúde.”

Ouvida na quinta-feira (8), a ex-coordenadora do Plano Nacional de Imunização (PNI) Francieli Fantinato disse que deixou o Ministério da Saúde por motivos pessoais, mas ressaltou: “Existe uma politização do assunto, por meio do líder da nação, que traz elementos que muitas vezes colocam (a vacinação) em dúvida”. “Para uma campanha de vacinação funcionar precisa ter vacina e campanha publicitária. Infelizmente, eu não tive nenhum dos dois.”

Fonte: CUT Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS