Bolsonaro vai aumentar a gasolina de novo, combustível já subiu 51% só neste ano

No governo Bolsonaro, os preços não param de subir. E vem mais um aumento no preço da gasolina. Seguindo a orientação de de Paulo Guedes, a Petrobras anunciou que, o preço médio por litro do combustível vendido às distribuidoras vai subir de R$ 2,69 para R$ 2,78. É um avanço de R$ 0,09 ou 3,34% por litro, que deve ser repassado ao preço final ao consumidor por distribuidores e revendedores. Só neste ano a gasolina acumula uma alta de 51%

A política econômica do governo Bolsonaro comandada por Paulo Guedes visa os interesses dos especuladores e não dos consumidores. Com a alta dos combustíveis, os preços disparam prejudicando a população mais pobres, que sente de imediato os efeitos da inflação.

Paulo Freire é entrevistado por Serginho Groisman (1989)

No dia 19 de setembro de 2021, o mundo comemora o centenário de nascimento do educador Paulo Freire. Em homenagem ao centenário do educador, o portal RCP resgata essa maravilhosa entrevista de 1989, quando Paulo Freire era secretário de educação do município de São Paulo, gestão de Luiza Erundina (PT).

Neste registro, Paulo Freire é entrevistado por Serginho Groisman (em sua melhor fase na tv) no programa ‘Matéria Prima’, TV Cultura e responde a perguntas sobre sua trajetória, sobre a ditadura militar e experiências internacionais.

Câmara aprova MP de Bolsonaro que arrasa direitos trabalhistas

Enquanto distraia a atenção com seu desfile de tanques sucatas, o governo Bolsonaro com a cumplicidade da Câmara dos Deputados, aprovou a MP 1045, que permite a contratação de jovens sem vínculo trabalhista, sem férias, FGTS ou 13º salário. Também reduz salários de jornalistas e telemarketing, e dificulta fiscalização de trabalho escravo.

Por 304 a 133, com uma abstenção, a Câmara aprovou nesta terça-feira (10) a Medida Provisória (MP) 1.045, que de uma renovação do programa de manutenção do emprego e da renda (com redução de jornada e salários) se tornou uma “minirreforma” trabalhista, como criticou a oposição. Vários deputados lembraram que a MP nem foi discutida na Casa e criticaram o parecer do relator, Christino Aureo (PP-RJ). O parlamentar alega que o projeto visa a dar condições a uma parcela da sociedade de “disputar as vagas que vierem a surgir”. Uma “conexão” com a retomada econômica, afirmou.

Porém, segundo os críticos da matéria, o que deveria ser um conjunto de medidas emergenciais, válidos apenas para o período de pandemia, se transformou em alterações permanentes, mais uma vez no sentido da desregulamentação e da precarização. Com isso, vários lembraram da “reforma” trabalhista de 2017, também implementada sob pretexto de criar empregos e impulsionar a atividade econômica, sem que isso tenha acontecido. “O que gera emprego é desenvolvimento econômico”, afirmou Camilo Capiberibe (PSB-AP). “O governo tem um plano de destruição.”

“Adotar essa medida provisória é nada menos que um escândalo”, afirmou a líder Talíria Petrone (Psol-RJ). Segundo ela, o projeto representa um “esculacho com o trabalhador”. Para Wolney Queiroz (PDT-PE), o texto original da MP 1.045 era muito melhor. “Com todo respeito, ele (Aureo) se atrapalhou na relatoria dessa medida provisória. Ele piorou o texto, retirou direitos.”

Antes da votação do projeto, o plenário rejeitou três pedidos. Um para tirar a MP de pauta (por 296 votos a 117) e dois para adiar a discussão por uma sessão (primeiro por 308 a 124 e, já à noite, por 315 a 125). Assim, a oposição esperava pela retirada do texto, até para votar o projeto relativo ao voto impresso, item seguinte da pauta da Câmara. Mas o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), manteve a MP para ganhar tempo enquanto tentava reverter a potencial derrota governista na questão do voto (PEC 135).

Ruim para o trabalhador

“Esse projeto deveria um apoio ao emprego, mas na verdade é uma carteira verde e amarela que fragiliza os empregos”, criticou Bohn Gass (PT-RS). “Agrava a situação dos trabalhadores”, acrescentou Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Já Helder Salomão apontou “alterações estranhas e extravagantes” no texto original. Citou o programa Priore (Primeira Oportunidade e Reinserção no Emprego), que ganhou um capítulo inteiro, e Requip (Regime Especial de Qualificação e Inclusão Produtiva). O primeiro é voltado para jovens de 18 a 29 anos, e trabalhadores acima de 55 anos, como existia no projeto não aprovado da carteira verde e amarela.

“Estamos tirando direitos dos jovens trabalhadores”, comentou André Figueiredo (PDT-CE). Vários parlamentares apontam prejuízos ao programa Jovem Aprendiz, que tem direitos reduzidos. Além disso, Zé Neto (PT-BA) apontou um “ataque frontal” ao chamado Sistema S, que perde recursos. Assim, comentaram alguns, passou uma “boiada” trabalhista.

Fonte: Rede Brasil Atual

A guerra das vacinas e os lucros fabulosos da Pfizer

A pandemia da Covid-19 gerou um grande mercado para os laboratórios farmacêuticos, que buscam assegurar de todas as formas o máximo de lucro. A promessa de vacina de graça para os países pobres, defendida pela OMS e especialistas que espere. Nessa guerra, governos e imprensa cumprem papéis estratégicos. E o caso da vacina da Pfizer é muito interessante.

A vacina contra o Covid é um verdadeiro sucesso comercial para o grupo Pfizer /BioNTech. Campanhas de vacinação estão a ser preparadas em todo o mundo, o grupo está a multiplicar os seus contratos e as vendas poderão crescer. O grupo farmacêutico está a pressionar para que haja uma terceira dose – garantindo assim uma óptima cobertura vacinal – uma prática que está ainda a ser debatida pelas autoridades sanitárias. O grupo está a considerar pedir uma autorização de emergência para vacinar crianças dos 5 aos 11 anos de idade e os ensaios já estão em curso.

A Pfizer/BioNTech planeia produzir 3 mil milhões de doses da vacina em 2021, dizendo ter uma capacidade de fabrico de 4 mil milhões de doses em 2022. Os lucros esperados são de 33,5 mil milhões de dólares (duas vezes mais do que o que tinha previsto no passado mês de Fevereiro), representando um aumento de 20 a 23% nas receitas de 2021.

Pelo seu lado, o laboratório Moderna prevê obter uma receita anual de 19,5 mil milhões de dólares.

Apesar do aumento de produção – que logicamente faz diminuir os custos – e dos enormes dividendos que serão distribuídos aos accionistas, os laboratórios Pfizer e Moderna anunciaram um aumento no preço das vacinas vendidas à União Europeia: 19,5 euros contra os actuais 15,5 euros para a Pfizer/BioNtech (ou seja uma “inflação” de 25%), e 21,5 euros contra os actuais 19 para a Moderna.

As Bolsas de valores continuam a atingir máximos históricos

Resultados brilhantes, saúde insolente, notável performance, o jornal financeiro Les Echos (de 6 de Julho) não poupa elogios ao desempenho das 37 empresas do CAC-40 (1) que publicaram as suas contas semestrais até esta data.

Um recorde de 57 mil milhões de euros em lucros para os 37 grupos, liderados pelo gigante da indústria automóvel Stellantis, resultante da fusão dos grupos PSA e Fiat Chrysler Automobile.

“O resultado líquido semestral do CAC-40 aumentou 33%, em comparação com o mesmo período de 2019”, diz Marie Coste, especialista em mercados de capitais na PwC (PricewaterhouseCoopers). Foi principalmente a rentabilidade dos grupos franceses que melhorou: “Eles têm beneficiado de juros de dívidas baratos, da implementação de planos de poupança de custos e têm levado a cabo grandes reestruturações nos últimos dois anos (…). A pandemia é muito pouco mencionada nos resultados, sendo encarada como um acelerador de oportunidades, especialmente no campo da informática”.

Eles próprios o dizem: desenvolvimento do teletrabalho, telemedicina a pretexto do Covid, empréstimos garantidos pelo Estado, reestruturações e despedimentos têm sido o terreno fértil para tais lucros.

(1) O CAC-40 é o índice das principais empresas cotadas na Bolsa de Valores de Paris.

Fonte: Redação com POUS4

Apesar da chuva, estudantes protestam em Maceió

Dezenas de estudantes participaram hoje, 11, de um ato público, realizado em frente ao CEPA (complexo escolar) contra os cortes na educação. A manifestação marca o dia dos estudantes.

Os estudantes também se posicionaram contra a reforma administrativa proposta pelo governo Bolsonaro e que visa desmantelar os serviços públicos.

Outro ponto reivindicado pelos manifestantes foi a aprovação pela Câmara Municipal do Projeto de Lei do vereador Dr. Valmir (PT), que institui o passe livre estudantil em Maceió.

Voto impresso é rejeitado e Bolsonaro derrotado

Foram 229 votos favoráveis e 218 contrários. Como não foram obtidos os 308 votos favoráveis necessários, o texto será arquivado. Ao todo, 448 votos foram computados

Em votação no plenário mesmo após ter sido derrotada em comissão especial, a PEC do voto impresso defendida pelo governo Jair Bolsonaro foi rejeitada pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira, 10. Foram 229 votos favoráveis e 218 contrários. Como não foram obtidos os 308 votos favoráveis necessários, o texto será arquivado. Ao todo, 448 votos foram computados.

Orientaram os deputados a votar a favor da instauração do voto impresso partidos com deputados bolsonaristas, como PSL, Republicanos e Podemos. 

Orientaram contra a PEC: PT, PSOL, PCdoB, PDT, PL, PSD, MDB, PSDB, PSB, DEM, Solidariedade, Avante, Cidadania, PV e Rede. 

No entanto, nem todos os parlamentares seguiram as orientações de seus partidos. Líder golpista contra o governo de Dilma Rousseff (PT), o deputado Aécio Neves, que falou em suposta fraude na eleição presidencial de 2014 (quando ele perdeu para petista), absteve-se quando a orientação do PSDB era votar contra a PEC.

Liberaram o voto de seus parlamentares o PP, do presidente da Câmara, Arthur Lira, PSC, PROS, PTB, Novo e Patriota.

Fonte: Brasil 247

Com Bolsonaro 6 empregos somem por minuto no país

Enquanto Jair Bolsonaro promove desfiles de tanques de guerra no dia da análise do voto impresso na Câmara dos Deputados, seu desgoverno promove a destruição no Brasil. Por minuto, seis empregos desapareceram no Brasil durante o primeiro ano da pandemia, segundo dados do IBGE.

Com Bolsonaro, foram 3,3 milhões de postos de trabalho a menos em um ano, entre abril de 2020 e abril de 2021: são 377 empregos desaparecendo por hora, 6,2 por minuto. Os dados da Pnad contínua do IBGE levam em conta tanto o mercado formal quanto o informal.Essa situação é decorrente diretamente da política econômica, da falta de investimentos e da precarização do trabalho promovidas por Bolsonaro e Guedes. A falta de incentivos para empreendedores individuais, micro, pequeno e médio empresários durante a pandemia da Covid-19 se casou à política do negacionismo, da ausência de vacinas e da promoção de aglomerações pelo próprio presidente. O resultado são mais de 550 mil mortos pela Covid, índice de desemprego chegando a 14,6% no trimestre de março a maio de 2021, e um contingente de 33 milhões de brasileiros sem trabalho.

A falta de investimentos públicos, a não utilização dos bancos públicos como indutores da economia e o fim da obrigatoriedade de agregar conteúdo nacional para empresas estrangeiras também são fatores que impulsionam o desemprego. Isso sem contar com o desmonte das estatais promovido por Bolsonaro, com redução de investimentos e de quadro de pessoal, com vistas à privatização.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governos do PT já mostraram que é possível fazer diferente. Durante os governos do PT, foram gerados 20 milhões de empregos formais. Em 2014, o Brasil atingiu o pleno emprego, com uma taxa de desocupação de apenas 4,9%.

Em plena pandemia, prefeitura de Atalaia ordena despejo

A Prefeitura de Atalaia (AL) despeja 260 famílias do Conjunto Habitacional Deus é Fiel na manhã de hoje (10).

As famílias do Conjunto Habitacional Deus é Fiel foram surpreendidas na manhã de hoje com a ordem de despejo, sem aviso prévio.

O conjunto foi construído para abrigar os moradores da cidade vítimas da enchente ocorrida em junho de 2010 e que atingiu 19 municípios alagoanos, entre eles Atalaia.

O MST emitiu nota criticando a ação da gestão municipal: “repudia mais uma ação arbitrária da gestão municipal com o povo de Atalaia e manifesta total solidariedade às famílias do Conjunto Habitacional que, no meio da Pandemia, são ameaçadas criminosamente de despejo. Despejo na Pandemia é crime”.

Desesperado, Bolsonaro tenta intimidar Congresso com tanques

Parlamentares rechaçam desfile de blindados na Esplanada dos Ministérios no dia em que Congresso analisa voto impresso

Desde 1988, a Marinha do Brasil realiza na cidade de Formosa (GO) um treinamento que leva o nome da cidade a 500km de Brasília. Neste ano, porém, pela primeira vez, segundo nota oficial da Força, a operação contará com a participação do Exército e da Aeronáutica e incluirá um desfile de blindados e armamentos em frente ao Palácio do Planalto e, consequentemente, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF).

O tal desfile foi agendado para esta terça-feira (10), com o pretexto de se entregar a Jair Bolsonaro e seu ministro da Defesa, Walter Braga Netto, o convite para que os dois acompanhem o treinamento, que reunirá mais 2 mil homens em plena pandemia, no próximo dia 16.

Quem conhece minimamente Bolsonaro, no entanto, percebeu uma evidente tentativa de, mais uma vez, utilizar as Forças Armadas para intimidar os demais Poderes no momento em que o atual presidente repete ameaças antidemocráticas e pressiona pela aprovação do voto impresso, que Arthur Lira, de maneira absurdamente submissa, levará à analise do Plenário no mesmo dia em que os tanques desfilarão na Esplanada dos Ministérios.

“Bolsonaro quer intimidar o Congresso Nacional fazendo desfile de blindados na Esplanada amanhã? O país numa grave crise e vão mobilizar gente e equipamento, gastando dinheiro publico para satisfazer sua índole autoritária?! E as Forças Armadas vão aceitar isso?!”, cobrou a presidenta nacional do PT, a deputada Gleisi Hoffmann.

Lula vê medo em Bolsonaro

No fim de semana, o presidente Lula analisou, em entrevista à imprensa alemã, que Bolsonaro age cada vez mais movido pelo medo, pois percebe que, se não sofrer o impeachment, será derrotado nas eleições e, depois disso, poderá ser julgado, tanto pelo genocídio que praticou e pratica na pandemia quanto pelo envolvimento em esquemas de corrupção na negociação de vacinas.

Graças à entrega de mais e mais poder ao Centrão e ao apoio que tem de parte da elite econômica, com a destruição dos direitos trabalhistas e empresas públicas, Bolsonaro tem conseguido evitar o impeachment. Como as urnas ele não consegue comprar com cargos e orçamentos paralelos, resta ele atacar as eleições e ameaçar a democracia.

Aqueles que não abrem mão da democracia, porém, não se deixarão intimidar. É como bem ressaltou o líder do PT no Senado, Paulo Rocha (PA): “Bolsonaro afronta o Brasil e convoca tanques de guerra para as ruas no dia previsto para votação da PEC do voto impresso. A democracia não será intimidada!”

Fonte: PT

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