Servidores da Justiça Federal fazem manifestação em defesa do auxílio-saúde

Os servidores da Justiça Federal de Alagoas estão no segundo dia de paralisação dos serviços jurisdicionais nesta quarta-feira (14), mobilizados pela manutenção do auxílio-saúde, que está sendo retirado pelo órgão em razão do plano de autogestão – TRFMED. A concentração ocorre no Foro da Justiça Federal a partir das 9 horas.

Ainda pela manhã, os servidores acompanharão o julgamento pelo Pleno do Tribunal Regional Federal da 5ª Região do requerimento administrativo conjunto, SEI 0005925-44.2023.4.05.700, da Assejuf-AL, do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário Federal em Alagoas (Sindjus-AL) e do Sintrajufe-CE, que solicita a manutenção do pagamento do auxílio-saúde.

A paralisação é um protesto em virtude do TRF da 5ª Região retirar o direito do servidor optar pela manutenção do recebimento do auxílio-saúde ou pela autogestão de saúde – TRFMED. O TRF deu prazo de até o dia 20 de junho para que os servidores realizem a migração sem carência.

O TRF da 5ª Região criou a autogestão do TRFMED em 2020. E para mantê-la, o Tribunal está usando os recursos financeiros do auxílio-saúde. No entanto, os servidores de Alagoas se deparam com o alto custa do plano simples entre 4 e 5 vezes do valor do plano da Unimed da Associação dos Servidores da Justiça Federal de Alagoas – Assejuf-AL. Os servidores recebem o benefício do auxílio-saúde de R$ 579 e pagam a complementação de R$ 149, independente da faixa etária de seus associados e dependentes.

Jurídico
O escritório jurídico Cezar Britto também protocolou na Seção Judiciária do Distrito Federal medida cautelar em caráter antecedente para que seja garantido o direito de transição para o sistema de autogestão do TRFMED sem prejuízo do recebimento do auxílio-saúde referente ao mês de junho de 2023, devendo ser estendidos os prazos de comunicação de saída e de adesão à autogestão sem cumprimento de carência para as datas de 5 e 20 de julho de 2023, bem como serão apresentados, no prazo legal, os pedidos principais.

Fonte: Ascom Sindjus/AL

Enquanto Paulo Dantas nega reposição, TJAL implanta 5,79% e antecipa 13º

Enquanto os servidores públicos civis e militares travam uma batalha pelo direito de reposição salarial de 5,79% e o governo Paulo Dantas alega problema com a Lei de Responsabilidade Fiscal, um setor do Estado parece não se preocupar muito com essa querela e aplica a reposição para todos os servidores da casa.

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) acaba de anunciar que pagará a metade do 13º salário dos magistrados e servidores na próxima sexta-feira (16) e implantará a data-base na Folha de Pagamento do mês de julho. As informações foram confirmadas, nesta terça-feira (13), pelo chefe do Poder Judiciário alagoano, desembargador Fernando Tourinho.

“Assumimos um compromisso com o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Alagoas (Serjal) e com o Sindicato dos Oficiais de Justiça de Alagoas (Sindojus/AL), e, felizmente, estamos cumprindo com a implantação da data-base a partir de julho”, reforçou o presidente Tourinho.

A data-base, que será implantada no percentual de 5,79% para reposição da inflação, foi sancionada nesta segunda-feira (12) pelo governador Paulo Dantas. Já o pagamento da metade do 13º será equivalente ao valor bruto do salário sem a implantação da data-base, já que a base de cálculo foi de janeiro a junho. 

Os valores relativos ao retroativo da data-base serão pagos ainda durante o exercício de 2023, respeitando o planejamento orçamentário do Poder Judiciário.

E agora Paulo Dantas?

Redação com Dicom TJAL

CPMI dos atos golpistas quebra sigilo dos telefones de Bolsonaro e Anderson Torres

Além disso, Mauro Cid e outros dois assessores do ex-ocupante do Planalto terão seus aparelhos investigados

Parlamentares que integram a CPI mista dos atos golpistas de 8 de janeiro aprovaram a quebra do sigilo do celular de Jair Bolsonaro, seu ex-ministro da Justiça Anderson Torres, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid e outros dois assessores. As informações são do jornal O Globo. 

A comissão também decidiu que convocará personagens centrais para investigar os ataques terroristas às sedes dos Três Poderes, incluindo Torres e Cid. As convocações dos generais Walter Braga Netto e Augusto Heleno, ex-ministros de Bolsonaro, também foram aprovadas. Além disso, os deputados e senadores aprovaram solicitações para convocar o terrorista bolsonarista George Washington de Oliveira, que foi preso após uma tentativa de atentado com tanques de combustível próximo ao aeroporto internacional de Brasília, em dezembro.

No entanto, outros personagens tiveram seus requerimentos rejeitados. O general Gonçalves Dias, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional, e o ex-diretor adjunto da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Saulo Moura da Cunha, que estava no comando da agência em 8 de janeiro, não serão convocados. A oposição pretendia chamá-los para emplacar a tese fantasiosa de que o governo Lula se omitiu. 

Fonte: Brasil 247

Em live de estreia, Lula anuncia ‘grande programa de obras’ para o segundo semestre

Em conversa descontraída, presidente explicou a ausência do “Ministério do Namoro” e tratou temas variados, da economia ao futebol, passando por agricultura e educação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estreou nesta terça-feira (13) o programa Conversa com o Presidente. Em entrevista ao jornalista Marcos Uchôa, ele fez um balanço dos primeiros seis meses de governo e anunciou projetos. Em tom descontraído, a iniciativa da live busca aproximar Lula da população e ampliar a presença do governo nas redes sociais.

Lula falou da volta do Brasil ao cenário internacional, a retomada das políticas públicas, reforma agrária e do programa que barateou os preços dos automóveis. Depois do esforço de reconstrução que marcou o primeiro semestre, ele anunciou para 2 de julho um “grande programa” de obras públicas.

“A partir do dia 2 de julho, vamos lançar um grande programa de obras. Um grande programa para o desenvolvimento nacional com obras de infraestrutura para todas as áreas”, afirmou. Ele reafirmou que recebeu o governo com 14 mil obras paradas. Só na área da educação, são cerca de 4 mil obras inacabadas, incluindo creches. Também citou empreendimentos do Minha Casa Minha Vida que estavam parados desde o governo Dilma.

Ainda assim, Lula disse que está “satisfeito” com o trabalho até aqui, mas ressaltou que o povo tem pressa. “Sinceramente, estou extremamente satisfeito. Tenho combinado viagens aqui dentro com viagens para o exterior, porque é preciso recuperar a capacidade do mercado interno brasileiro. E o Brasil estava alijado da política internacional. Vamos trabalhar muito, porque o povo brasileiro está com muita expectativa. Ele quer emprego, quer salário, quer educação de qualidade, quer ter área de lazer, quer ter acesso à cultura. E tudo isso está dentro do nosso planejamento para recuperar o Brasil até 2026 e entregar esse país melhor do que eu já entreguei em 2010.”

Desenrola

O presidente afirmou que lançou o programa para reduzir os preços dos carros populares porque a indústria automobilística está produzindo, mas o povo “não tem dinheiro, não pode comprar”. Nesse sentido, destacou a importância do programa Desenrola Brasil, que pretende renegociar as dívidas das famílias, reduzindo a inadimplência.

“Estamos preocupados em encontrar uma saída para 72 milhões de brasileiros e brasileiras que devem. Devem qualquer coisa, e estão com nome sujo no Serasa. Ou devem porque usaram o cartão de crédito para comprar comida, ou devem porque usaram o cartão de crédito para enfrentar a pandemia. E nós queremos ajudar essa gente. Por isso é que nós estamos criando um programa chamado de Desenrola.”

Crescimento

Sobre o crescimento do PIB de 1,9% no primeiro trimestre, Bolsa em alta e dólar em queda, Lula afirmou que a melhora na economia é resultado de três “palavras mágicas”: “Credibilidade, estabilidade e previsibilidade”. Disse que se encontrou com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, na reunião do G7, em Hiroshima, e disse que as previsões do órgão sobre o crescimento brasileiro estão “equivocadas”.

“Quando chegar no final do ano que vem, vou encontrar com a senhora no G20 e vou lhe provar que a economia brasileira cresceu muito mais do que aquilo que o FMI tá dizendo agora. Ela deu uma risada e falou: ‘Tomara que você esteja certo’. E é verdade”, relatou o presidente. No mês passado, o FMI elevou de 0,9% para 1,2% a projeção de crescimento para o Brasil.

Agronegócio e reforma agrária

Lula também afirmou que “nunca teve problemas” com o agronegócio. “Governei oito anos esse país, e eles sabem tudo que nós fizemos por eles. Eles sabem que nós temos muita responsabilidade no salto de qualidade que deu a agricultura brasileira, por causa do financiamento que nós fazíamos. No nosso tempo, uma dessas máquinas colheitadeiras grandes, que parecem um robô, essa máquina era financiada com 2% de juros ao ano. Hoje eles estão pagando 14% ou 18%.”

Nesse sentido, ele citou que o problema pode ser ideológico. “Se é ideológico, paciência”. No entanto, Lula voltou a afirmar que não há “incompatibilidade” entre o pequeno e o grande produtor rural. O primeiro é importante para alimentar a população brasileira. O segundo garante superávit da balança comercial do país.

Para dar andamento à reforma agrária, o presidente afirmou que “não precisa mais invadir terras”. “Quero que o Incra me dê a totalidade de terras ociosas que tem no Brasil. É em torno disso que a gente vai discutir com a Contag, com os sem-terra, com a Fetraf, para que a gente possa fazer os assentamento necessários, com muita tranquilidade”.

Enem, ministério do namoro e seleção brasileira

Lula também voltou a apelar para que todos os estudantes aptos a fazer o Enem se inscrevam. “O Enem estava muito desativado, um pouco desmoralizado. E nós precisamos recuperar a força do Enem, porque foi a coisa mais extraordinária. Nós chegamos a ter 16 milhões de pessoas inscritas. Então é importante que todo mundo que queira fazer universidade se inscreva até o dia 16 de junho, para que você possa ter a oportunidade de entrar numa universidade e fazer um curso e virar doutor ou doutora.”

Ainda no início da entrevista, Lula brincou para justificar a ausência do “Ministério do namoro”. “Pensei em criar o Ministério do Namoro, mas aí teria que ser eu o ministro”. Ao final, o presidente também tratou de outra paixão: o futebol. Disse que é “muito triste” que ainda esteja vago o cargo de técnico da seleção brasileira. E também lamentou as crises que Corinthians e Vasco vêm enfrentando. Ele afirmou que o Brasil virou exportador de jovens jogadores. “A gente vende eles com 17 (anos) e compra eles com 34. Essa é a lógica do futebol brasileiro.”

Assista a live:

Fonte: Rede Brasil Atual

Servidores públicos e Governo Paulo Dantas não chegam a acordo em reunião

Em reunião realizada hoje, 12/06, na Seplag, os servidores públicos estaduais e os técnicos do governo, não chegaram a nenhum acordo.

A equipe técnica do governador Paulo Dantas (MDB) fez um levantamento com o impacto financeiro do reajuste de 5,79%, porém mantive a narrativa que o percentual compromete a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Para os servidores púbicos civis e militares, a LRF ignora os aumentos nas tarifas de energia elétrica, água e esgoto, medicamentos, planos de saúde, etc. E que sem reposição, os salários, serão rebaixados mais ainda, pois já acumulam perdas de 19,51%, só nos últimos oito anos.

Flávio Dino é o ministro de Lula mais popular nas redes, aponta pesquisa Quaest

Numa escala de zero a 100 pontos, o ministro da Justiça aparece com 72 pontos. Fernando Haddad aparece em segundo, com 63 pontos, e Marina Silva em terceiro, com 45 pontos

A Quaest Pesquisa e Consultoria publicou nesta segunda-feira (12) uma nova rodada do Índice de Popularidade Digital dos ministros do governo Lula. O ministro da Justiça, Flávio Dino, aparece na liderança, com 72,52 pontos. Em seguida aparece o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com  63,72 pontos, e a  ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, com 45,89 pontos. 

Pelo Twitter, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, analisou os resultados. “Dino alcançou a liderança do IPD em abril, justamente no mês em que começou a ser convocado pela oposição para participar das audiências no Congresso. Foi aí que ele cresceu e ganhou visibilidade. Haddad, que começou o governo na liderança, viu sua popularidade digital cair lentamente desde fevereiro. Mesmo que seja uma queda marginal, é interessante observar que as vitórias legislativas de Haddad não têm se transformado em vitórias de popularidade digital. Marina roubou o lugar que era de Simone Tebet (estava em 3º até maio), e agora ocupa o terceiro lugar. Marina cresceu com a discussão sobre o rearranjo do seu ministério pelo Congresso nacional na votação da MP da estrutura do governo”, afirmou Nunes. 

O IPD, que varia de zero a 100, é determinado por meio de um algoritmo que coleta 152 variáveis ​​em plataformas como Twitter, Facebook, Instagram, Google, YouTube e Wikipedia. Os dados são agrupados em “dimensões analíticas” como “Presença Digital”, que consideram os perfis ativos nas redes sociais; “Fama”, que mensura o público total nas redes; “Mobilização”, que mede o total de compartilhamentos de conteúdos nas plataformas; “Engajamento”, com o volume de reações e comentários em postagens nas redes; e “Valência”, que pondera a proporção de reações positivas por reações negativas a conteúdo postado.

Fonte: Brasil 247

De janeiro a abril, Brasil resgata 702 crianças do trabalho infantil

Natal - Aos 12 anos, Natan falta à escola todas as segundas-feiras para trabalhar como carregador em uma feira da cidade (Valter Campanato/Agência Brasil)

De janeiro a abril deste ano, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 702 crianças e adolescentes do trabalho infantil, no Brasil. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (12), em Brasília, data que marca o Dia Mundial e Nacional contra o Trabalho Infantil. 

Desse total, a Auditoria Fiscal do Trabalho do MTE constatou que 100 (14%) eram crianças com até 13 anos de idade; 189 (27%) tinham 14 e 15 anos e 413 (59%) eram adolescentes de 16 e 17 anos. Na análise por gênero, 140 (20%) eram meninas e 562 (80%), meninos.  

Segundo o ministério, no primeiro quadrimestre, os estados com mais registros de crianças e adolescentes encontrados em situação de trabalho infantil foram: Espírito Santo, 38 adolescentes entre 15 e 17 anos; Roraima, com 23 adolescentes de 13 a 17 anos; Alagoas, 19 crianças e adolescentes de 9 a 17 anos e Ceará, 14 jovens de 15 a 17 anos. 

As atividades econômicas em que foram constatados os maiores números foram: comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, serviços de alojamento e alimentação. 

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, entende que a pandemia de covid-19 agravou a situação do trabalho infantil no Brasil e no mundo. “A pandemia anulou todos os esforços que tinham sido feitos. Por um lado, houve uma crise econômica sem precedentes; por outro, houve fechamento das escolas, em localidades em que era muito difícil implementar políticas de ensino a distância. A combinação dos dois fatores foi a tempestade perfeita para o incremento do trabalho infantil.” 

O auditor fiscal do trabalho da Coordenação Nacional de Fiscalização para a Erradicação do Trabalho Infantil do MTE Roberto Padilha Guimarães confirma que o trabalho infantil cresceu após a pandemia. “A nossa impressão, as nossas ações de fiscalização e os dados que temos de diagnóstico, são de que o trabalho infantil aumentou no Brasil.” 

Padilha exemplifica as várias formas de trabalho infantil encontradas pelos fiscais. “Há o trabalho infantil para a própria família; o informal, onde há crianças vendendo produtos, por exemplo, em sinais de trânsito; e algumas situações em que crianças são exploradas. Este é o nosso foco, nossa prioridade: a exploração do trabalho infantil e, ainda, o trabalho infantil nas piores formas. Já encontramos crianças trabalhando na construção civil, que é considerada situação de alto risco; vendendo bebidas alcoólicas, atividade proibida; em serralherias, que trazem riscos com as máquinas. Este é nosso foco: a retirada de crianças e adolescentes em situação de exploração e nas piores formas delas.” 

O auditor ressaltou que, nos meses de maio e junho, devido ao Dia Mundial contra o Trabalho Infantil, foram intensificadas as ações de fiscalização e as mobilizações contra esse tipo de violação dos direitos de crianças e adolescentes. 

Manual sobre Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente 

Para contribuir para a erradicação do trabalho infantil no Brasil até 2025, conforme estabelecido na Agenda 2030 com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU), o Ministério do Trabalho e Emprego lançou o Manual de Perguntas e Respostas sobre Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente, nesta segunda-feira.

Com base nas experiências de auditores fiscais do trabalho, o manual tem 63 páginas divididas em seções que vão desde a explicação de conceitos básicos sobre o que é o trabalho Infantil; consequências da prática ilegal e riscos ao desenvolvimento físico e psicossocial da criança e do adolescente que trabalham precocemente; normas internacionais e nacionais sobre o tema; modalidades de trabalho permitidas ao adolescente maior de 12 anos; além de  atividades desempenhadas pelos auditores fiscais do trabalho.

Segundo Padilha, o manual busca sensibilizar a sociedade sobre o trabalho infantil, prevenindo a ocorrência de novas situações. “Ainda existe algum desconhecimento da legislação e, também, dos malefícios do trabalho infantil precoce. São ideias equivocadas de que o trabalho seria benéfico para criança e adolescentes”.

No fim do manual, estão publicados todos os trabalhos classificados com as piores formas de trabalho infantil. “Acreditamos que o manual vai apoiar esse trabalho de informação”, afirmou o auditor fiscal.

Números nacionais

De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019, cerca de 1,8 milhão de crianças e adolescentes, com idade entre 5 e 17 anos, estavam em situação de trabalho infantil no Brasil. Desse total, 706 mil estavam ocupadas nas piores formas de trabalho infantil (Lista  TIP). 

O diretor da OIT/Brasil, Vinícius Carvalho Pinheiro, que participou do lançamento do Manual de Perguntas e Respostas sobre Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente, disse que políticas públicas integradas podem combater o trabalho infantil.

“De um lado, é importante ter uma política de trabalho decente para as famílias, porque, sem trabalho decente, aos pais e mães é mais difícil não expor as crianças [ao trabalho infantil]. Em segundo, políticas de proteção social, como o Bolsa Família, que condicionam o benefício à escola. A criança precisar estar matriculada e comparecer à escola para receber a renda. Ainda é fundamental que o Estado esteja presente com a oferta de políticas de educação de qualidade, associadas à fiscalização do trabalho. Por fim, claro, a educação de entidades representantes de trabalhadores, empregadores e da sociedade civil”, afirmou.

Legislação

No Brasil, a idade mínima para o trabalho é 16 anos. Entretanto, o trabalho dos adolescentes de 16 e 17 anos tem restrições: não pode ser insalubre, perigoso, noturno, penoso ou prejudicial à moralidade. Além disso, são proibidas atividades que causem prejuízos ao desenvolvimento físico, psíquico, moral e social e em horários e locais que não permitam a frequência à escola.  

Pela legislação nacional, somente a partir dos 14 anos, o adolescente pode trabalhar como aprendiz, desde que observada a legislação que regulamenta a aprendizagem profissional.  

O Decreto 6.481/2008 lista as Piores Formas de Trabalho Infantil (Lista TIP). São 89 modalidades consideradas prejudiciais à saúde e à segurança desse público e mais quatro trabalhos considerados prejudiciais à moralidade.

Entre essas atividades, estão coleta de materiais recicláveis; trabalho na construção civil e pesada; venda de bebidas alcoólicas; trabalho em borracharias, oficinas mecânicas e lava-jatos; trabalho doméstico; trabalho na rua, como comerciante ambulante e guardador de carros; trabalho ao ar livre, sem proteção contra exposição ao sol e à chuva; trabalho com facas e outros instrumentos perfurocortantes.  

Já os trabalhos listados como prejudiciais à moralidade estão vinculados a todas as formas de escravidão; tráfico ou aliciamento para fins de exploração sexual comercial e recrutamento de adolescente para atividades ilícitas, particularmente, para a produção ou tráfico de drogas.

Fonte: Agência Brasil

Trump revela que EUA queria dar golpe na Venezuela para tomar o petróleo

Ex-presidente criticou Joe Biden por fortalecer a Venezuela e afirmou que, durante seu governo, o país latino estava prestes a “colapsar”

Durante um discurso na Convenção do Partido Republicano da Carolina do Norte neste sábado (10), o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, atual candidato a assumir o posto novamente, revelou uma trama da potência mundial para sabotar a Venezuela, “tomar o controle do país e pegar todo o seu petróleo”.

O republicano criticava a administração do democrata Joe Biden por ter voltado a comprar petróleo do país latino, como se isso fosse uma vergonha aos EUA, que supostamente teria estado muito próximo de tomar controle da Venezuela durante seu governo: “e quanto a estarmos comprando petróleo da Venezuela? Quando eu saí [do governo], a Venezuela estava prestes a colapsar, nós teríamos tomado o país e pegaríamos todo aquele petróleo, teria sido ótimo”.

“Mas agora estamos comprando petróleo da Venezuela então estamos enriquecendo um ditador. Vocês acreditam? Ninguém consegue acreditar nisso. E o petróleo deles é um lixo, é horrível, é o pior que se pode conseguir, é como alcatrão (tar). E para refiná-lo, você precisa de refinarias especiais”. Assista no vídeo abaixo:

https://www.brasil247.com/mundo/trump-revela-trama-dos-eua-para-golpe-na-venezuela-nos-iriamos-toma-la-e-pegar-todo-o-petroleo-video

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Fonte: Brasil 247

Farra das férias: juízes embolsaram R$ 3,5 bilhões em 6 anos

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou recentemente este privilégio dos togados

Nos últimos seis anos, os tribunais brasileiros gastaram ao menos R$ 3,5 bilhões com a compra das férias de juízes, desembargadores e ministros. Isso porquê cada um deles tem direito a dois meses de descanso por ano e grande parte dos magistrados abre mão disso para turbinar seus salários mensais. A soma do ganho fixo com a venda das férias extrapola o teto constitucional de R$ 41,6 mil. As informações são do Estadão.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), criticou recentemente este privilégio dos togados. Um levantamento do Estadão, com base em dados disponíveis do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de setembro de 2017 a maio de 2023, aponta que o Judiciário pagou bilhões para magistrados estaduais, federais, trabalhistas, eleitorais e dos Tribunais Superiores (STJ, TST, STM e TSE) e que a venda de férias se transformou em mais um penduricalho para aumentar salários.

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Essa despesa cresce a cada ano para os cofres públicos. 8.360 pagamentos foram realizados somente nos cinco primeiros meses de 2023, em um total de R$ 307 milhões. Em 2022, o gasto foi de R$ 772 milhões. Já no ano anterior, o Judiciário brasileiro arcou com R$ 677 milhões em indenizações de férias não cumpridas, de acordo com os dados do CNJ.

O Brasil tem hoje cerca de 18 mil magistrados, também de acordo com o CNJ. O número de pagamentos das férias vendidas pela categoria cresceu 74% em quatro anos. Em 2018, foram 28.899 verbas indenizatórias liberadas. No ano passado, o volume chegou a 46.894. Os números são maiores do que o total de juízes porque há pagamentos retroativos ou valores quitados em mais de um mês.

Fonte: DCM

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