Palestina denuncia na ONU assassinato de menores por Israel

Governo palestino exige pubição internacional aos crimes de Israel

O governo palestino denunciou nesta terça-feira (11) à ONU o assassinato de 44 menores desde o início do ano por balas de soldados israelenses, pelo que exigiu proteção às crianças e punição de Tel Aviv.  

Em uma carta enviada ao secretário-geral do órgão, António Guterres, as autoridades pediram proteção especial urgente para crianças palestinas, informou a agência oficial de notícias Wafa.

Mahmoud Samoudi, 12 anos, foi na segunda-feira a mais recente vítima fatal das forças repressivas israelenses.

Samoudi sucumbiu aos ferimentos depois de ser baleado no abdômen há quase duas semanas durante um ataque militar na cidade de Jenin, no norte da Cisjordânia.

Até agora neste mês, os militares da nação vizinha mataram Adel Adel Daud, 14 anos, e Mahdi Ladadwa, Mahmoud Sous e Fayez Khaled Damdoum, todos três de 17anos.

Os policiais israelenses apontam deliberadamente para as partes superiores de seus corpos, advertiu o texto.

“Israel atira deliberadamente em menores palestinos com o objetivo declarado de matá-los e mutilá-los, negando-lhes o direito à vida”, enfatizou a carta.

Nesse sentido, o governo palestino exigiu medidas contra Israel, destacando que suas ações violam o direito internacional e as resoluções que fundamentam a proteção de crianças em conflitos armados.

“A proteção das crianças é a maior obrigação moral, legal e política da humanidade”, destacou.

Fonte: Brasil 247

Endividamento dos brasileiros bate recorde em setembro

Cerca de 80% das famílias brasileiras estão endividadas

Um levantamento produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Turismo e Serviços (CNC) apontou que, em setembro, cerca de 80% das famílias brasileiras possuíam contas a vencer em setembro, o que representa um terceiro aumento consecutivo em 2022.

O levantamento aponta um aumento de 0,4% na taxa do endividamento dos mais pobres, que agora supera, pela primeira vez desde 2010, quando passou a ser produzido, a casa dos 80%. Entre as famílias de maior renda, diz a pesquisa, a taxa de endividamento se manteve estável, em 75,9%. 

De acordo com a Peic, o indicador de dívidas atrasadas atingiu 4,5%, a maior taxa anual desde março de 2016. 

Fonte: Brasil 247

Corrupção no governo Bolsonaro: fraude bilionária em licitação de asfalto, aponta TCU 

Novo escândalo de corrupção abala governo Bolsonaro

O ministro do TCU relator do caso, Jorge Oliveira, indicado por Bolsonaro, de quem é amigo, não suspendeu o início de novas obras ligadas às licitações sob suspeita

TCU (Tribunal de Contas da União) revelou através de auditoria indícios da ação de um cartel de empresas de pavimentação em fraudes a licitações da estatal Codevasf que somam mais de R$ 1 bilhão no governo do candidato à reeleição, o presidente Jair Bolsonaro (PL).

O ministro do TCU relator do caso, Jorge Oliveira, que foi indicado por Bolsonaro, de quem é amigo, contrariou o parecer da área técnica do tribunal e não suspendeu o início de novas obras ligadas às licitações sob suspeita.

A construtora Engefort foi apontada pelo levantamento como a principal beneficiada do suposto esquema, vencendo editais com indícios de fraude que somam R$ 892,8 milhões.

Guia de combate a cartéis

O TCU adotou como base na investigação um guia de combate a cartéis usado pelo Cade, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica. Foram encontradas pelo órgão evidências que envolveram propostas de fachada e combinação de rodízio entre as empresas.

Além do aumento expressivo de lotes licitados, ocorreu ao mesmo tempo redução da concorrência e diminuição abrupta no desconto médio nas licitações entre 2019 e 2021.

No ano passado foram encontrados os casos mais graves. A Engefort deu em média apena 1% de desconto nas 50 licitações que venceu, o que foge do padrão de mercados.

Fonte: Revista Fórum

Casal bolsonarista agride ambulantes e são presos na Ponta Verde

Um casal de bolsonaristas agrediu um casal de ambulantes na praia de Ponta Verde, ontem 09/10, próximo ao Marco dos Corais, orla de Maceió.

O caso foi registrado na central de flagrantes. Erika Soares Rego Dasmaceno foi autuada por injúria racial e está detida após o auto de prisão em flagrante delito. Já João Luiz César Rebelo foi autuado por crime de dano, de menor potencial ofensivo. Pagou fiança de R$ 1.200 e vai responder aos crimes em liberdade.

Nas redes sociais, ele faz a defesa do uso de armas e publica vídeos contra Lula e a esquerda.

O casal vendedor de milho foi abordado pelo casal bolsonarista, que se aproximou dos vendedores e perguntou se ambos votavam em Lula. Eles disseram que sim. Foi quando começou a confusão.

A vendedora foi chamada pelos eleitores de Bolsonaro de “nega, preta, safada, lulista sem vergonha” e “quem vota no Lula é nega vagabunda”. O bolsonarista avançou, chutou, virou e danificou o carrinho de milho.

Policiais da Oplit se dirigiram ao local e levou todos para o posto da polícia. Em seguida, foram encaminhados para a central de flagrantes.

A agressão dos bolsonaristas causou grande repercussão no local e policiais antifascistas que se manifestavam no local prestaram solidariedade as vítimas. O policial aposentado e advogado José Carlos Fernandes Neto deu assistência jurídica ao caso, enquanto o coronel PM Luciano Silva, organizou uma “vaquinha” para consertar o carrinho dos ambulantes.

Redação com Repórter Nordeste

Perícia da PF comprova que Genivaldo foi executado em “câmara de gás” por policiais rodoviários em Sergipe

Genivaldo foi executado numa “câmara de gás” diante de dezenas de pessoas e só agora o laudo da Polícia Federal comprova o que todo mundo assisitiu indignado pelas imagens que circularam pelas redes sociais.

O laudo de uma perícia realizada pela PF (Polícia Federal) sobre o assassinato de Genivaldo de Jesus Santos, de 38 anos, após ação da PRF (Polícia Rodoviária Federal), em Umbaúba, no sul de Sergipe, em maio deste ano, constatou que a inalação de gases tóxicos provocaram um colapso no pulmão da vítima. As informações são do “Fantástico”. Três agentes da PRF abordaram Genivaldo devido ao fato de ele dirigir uma motocicleta sem o uso do capacete. Durate a abordagem, ele foi preso na parte de trás de uma viatura por 11 minutos e 27 segundos, quando foi submetido a uma série de gases tóxicos devido a detonação do gás lacrimogêneo usado pelos policiais.

Entre os gases estão o monóxido de carbono, liberado em menor quantidade, e o ácido sulfídrico, liberado em maior concentração, segundo os peritos da PF. Foi justamente o gás sulfídrico que pode ter causado convulsões e incapacidade respiratória, conforme aponta o relatório.

De acordo com o anotado pelos peritos, devido ao esforço físico intenso e ao estresse provocado pela abordagem, a respiração de Genivaldo ficou acelerada, o que pode ter potencializado os efeitos dos gases tóxicos, e isso provocou o colapso de seus pulmões.

Os agentes da PRF William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento foram indiciados pela Polícia Federal por homicídio qualificado e por abuso de autoridade. A defesa deles nega que os policiais tenham tido a intenção de matar Genivaldo.

Agora, o MPF (Ministério Público Federal) e a Justiça vão decidir se dão prosseguimento ao processo contra os agentes.

Fonte: Uol

Policiais antifascistas marcham em apoio a Lula pelas praias de Maceió

Ocorreu na tarde de hoje, 09/10, uma manifestação de apoio a candidatura do ex-presidente Lula que chamou muita atenção na praia de Ponta Verde. A caminhada organizada pelo movimento Policiais Antifascistas arrastou centenas de pessoas pela orla de Maceió. O movimento começou no Marco dos Corais, antigo Alagoianhas, e arrastou militantes petistas e simpatizantes da candidatura Lula, que empolgação cantavam músicas e palavras de ordem em homenagem ao ex-presidente.

A caminhada chamou atenção de quem estava na praia, e muitos se aproximavam para tirar fotos ou receber materiais de campanha. Para o policial civil aposentado, José Carlos Fernandes Neto, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas, “a maioria dos policiais civis e militares apoiam o presidente Lula, que está com Bolsonaro é uma minoria barulhenta”.

A mesma opinião foi compartilhada por Jorge Venerando, policial federal aposentado: “Na Polícia Federal há muito descontentamento com a política de Bolsonaro, mas, a maioria prefere não se manifestar”.

“Tiramos uma agenda de atividades e estamos colocando nosso bloco na rua, aproveitamos para convocar todos os policiais para se manifestarem contra essa governo genocida e se somar ao movimento que vai eleger Lula presidente do Brasil”, Conclui Neto.

Boolsonaro cortou 99% do orçamento de 2023 para enfrentamento de desastres naturais

O governo Bolsonaro cortou drasticamente os recursos destinados à mitigação de desastres naturais para 2023. Segundo o Jornal da Usp, os cortes chegam até 99%. No quesito de obras emergências de mitigação para redução de desastres, por exemplo, o orçamento caiu de R$ 2,8 milhões para R$ 25 mil. E para a execução de projetos e obras de contenção de costas urbanas,  o orçamento caiu de R$ 54 milhões para 2,7 milhões.

O governo ignorou desastres naturais que assolaram o país neste ano mesmo, como as chuvas em Petrópolis (RJ), na Bahia, em Angra dos Reis (RJ) e em Minas Gerais, além da seca na região central e as temperaturas extremas no Sul do País.

O professor Pedro Luiz Côrtes, titular da Escola de Comunicação e Artes e do Instituto de Energia e Ambiente da USP, aponta uma realidade de descaso com os desastres naturais.

“E, quando há mobilização de equipes governamentais, o auxílio ocorre fora de um prazo que poderia ser mais efetivo”, lamenta. Sobre os cortes elencados, destaca que a quantidade que era destinada anualmente, já era pequena diante do montante necessário para as obras de mitigação. “Então, o que já era pouco, ficou ainda menor”, pontua o professor.

Para Côrtes, a pauta ambiental está em extrema defasagem. “Não há o reconhecimento, pelo menos por parte do governo, de que as mudanças climáticas sejam uma realidade, que nós tenhamos esse cenário efetivamente se apresentando, não só no Brasil, mas em diversos locais do mundo. As verbas destinadas para a recuperação de estradas, infraestrutura, socorro às vítimas, estiveram mais ao sabor de afinidades políticas do que a emergência do que estava sendo verificado”.

Ele também indica quais ações políticas deveriam ser efetivadas para o controle de desastres.

“Precisamos, antes de mais nada, oferecer moradias para que essas pessoas possam ser retiradas da área de risco. Ninguém vai para área de risco porque gosta, a pessoa vai por falta de opção. Oferecer infraestrutura, transporte, educação, saúde”, completa.

Ao Jornal da Usp elencou que além disso, são necessárias obras de drenagem, restauração das matas ciliares e o combate às ilhas de calor. A recomposição dessas áreas de risco é necessária para que desastres futuros não voltem a acontecer.

“Isso depende de recursos, é necessário que haja uma ação integrada para que esses problemas sejam atacados. Podemos nos adaptar ou criar melhores condições para que as pessoas enfrentem essa situação com um pouco mais de segurança”, completa Côrtes.

Fonte: Mídia Ninja

Incêndio atinge Mercado da Produção em Maceió

Um incêndio de grandes proporções atingiu o entorno do Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió, na noite desta sexta-feira (7). Pelas redes sociais, circularam vídeos mostrando a intensidade do fogo no local. O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM-AL) foi acionado rapidamente para conter as chamas, porém o incêndio destruiu algumas barracas do entorno do centro comercial e deu muito prejuízo a alguns comerciantes. Também estiveram no local a Polícia Militar de Alagoas e uma ambulância do Corpo de Bombeiros, embora ninguém tenha ficado ferido. Ainda não se sabe o que causou as chamas.

O fogo teve início após as 20 horas desta sexta-feira. As causas ainda estão sendo investigadas. De acordo com agentes do CBM-AL, não houve vítimas no local e a ambulância só foi acionada por prevenção. Três guarnições do CBM-AL foram acionadas para conter o incêndio. Por volta das 21h15, o fogo já estava praticamente controlado. “Foram de 6 a 8 barracas atingidas pelas chamas. Creio que, em algumas, a perda foi total”, informou um bombeiro à reportagem do Tribuna Hoje.

Houve desligamento de energia elétrica nos arredores do Mercado da Produção, o que fez as ruas ficarem na completa escuridão, sendo iluminadas, apenas, pelas luzes dos carros do Corpo de Bombeiros. Isso não impediu uma multidão de curiosos de ocupar a calçada do Mercado e acompanhar de perto o trabalho dos militares.

O comerciante Eduardo Antônio Batista foi um dos prejudicados pelo fogo. Sua barraca teve metade dos produtos queimados. “Quando eu estava em casa fazendo a janta junto com minha esposa, chegaram e me avisaram que a barraca estava pegando fogo. Liguei o carro e corri diretamente pra cá. Quando cheguei, deixei o carro ligado e corri pra barraca. Quando eu cheguei, a parte de trás já estava no fogo alto e tinha bastante coisa perdida. Minha barraca vende todo tipo de frutas. Perdi metade dos produtos”, afirmou o comerciante.

Segundo Eduardo ouviu de populares da região, uma barraca que fica por trás da dele teria iniciado o fogo. Ainda de acordo com o comerciante, o que se pode fazer, no momento, é esperar o laudo oficial da perícia para, de fato, saber como o incêndio aconteceu.

Histórico de incêndios

Não é a primeira vez que um grande incêndio atinge o Mercado da Produção ou suas proximidades. Inúmeras vezes, este importante centro comercial de Maceió já foi marcado pelo fogo.

Em 6 de fevereiro de 2021, ano passado, um incêndio atingiu uma barraca no Mercado da Produção, que precisou ser demolida depois disso. Na ocasião, o calor também foi responsável por deteriorar as instalações elétricas de outras 10 lojas vizinhas.

Em março deste ano, um incêndio atingiu uma barraca localizada no Mercado. Não houve vítimas.

Já em março de 2017, um incêndio de grandes proporções atingiu 30 barracas do local. O incidente também não deixou vítimas, porém os danos materiais foram grandes para os comerciantes.

Na tarde de 3 de março de 2016, as chamas também consumiram o Mercado da Produção. Parte do telhado do centro comercial não resistiu ao fogo e desabou. Não houve vítimas na ocasião.

Em janeiro de 2017, por falta de condições higiênico-sanitárias mínimas na comercialização de alimentos, de segurança aos comerciantes e por ameaçar tanto a saúde pública quanto o meio ambiente, o Ministério Público do Estado de Alagoas ajuizou uma ação civil pública, com pedido de liminar, para interdição total do Mercado da Produção de Maceió no prazo de 10 dias. “O Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas concluiu a vistoria asseverando a necessidade, em caráter de urgência, de providências para que finalmente fosse executado o Projeto de Segurança Contra Incêndio e Pânico aprovado em 2013”, explicaram os promotores de Justiça na época.

Nota da secretaria

A Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), emitiu nota sobre o caso. Confira na íntegra:

A Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes) informa que o incêndio, da noite desta sexta-feira (07), no bairro da Levada, não atingiu o Mercado da Produção. As bancas atingidas pelo fogo ficam na área externa ao mercado e são de feirantes que não são cadastrados na Semtabes.

A Secretaria ressalta, ainda, que aguarda o laudo do Corpo de Bombeiros, que prontamente chegou ao local, para tomar providências cabíveis, prestando apoio necessário aos feirantes, que serão cadastrados para o Novo Mercado.

Fonte: Tribuna Hoje

Bolsonaro corta recursos e Ufal pode parar

A Pró-reitoria de Gestão Institucional (Proginst) da Ufal emitiu circular para os gestores e os fiscais de contratos de terceirizados para orientar sobre uma medida excepcional de economia. A ação preventiva considera as dificuldades com a redução orçamentária e não vai mais destinar recursos para reposição de funcionários que se ausentarem.

“Significa que, para não demitir nenhum terceirizado, a Ufal adota mais uma ação como medida de economia. Nessa situação a Proginst solicita de seus gestores e fiscais que não se utilizem de substitutos ou folguistas. O terceirizado no gozo das suas férias não vai ser substituído e o setor ou unidade acadêmica ficará sem ele por 30 dias”, esclareceu o administrador Lucius Clay.

A Universidade conta hoje com 13 contratos de vigilantes, agentes de limpeza e recepcionistas, fazendo um total de 670 funcionários prestando o serviço terceirizado. De acordo com Lucius, esse número não será reduzido, mas a orientação é para uma organização interna até o final de dezembro como forma de diminuir os custos de mão de obra.

O ofício reitera que a Ufal não vai pagar a parcela de serviços referente aos custos do profissional que é denominado folguista ou ferista, e lembra que isso vale para os casos de férias do profissional contratado, ausências legais, licença paternidade, afastamento maternidade e licença por acidente do trabalho.

Ainda não se tem ao certo o valor da economia gerada durante os últimos três meses do ano, mas o trabalho está sendo acompanhado pela Proginst com apoio da Coordenadoria de Administração, Suprimentos e Serviços (Cass) e da Gerência de Contratos (Gcont), considerando o contexto que chamam de “desespero orçamentário” nas Universidades Federais Brasileiras.

Para a Associação dos Docentes da Ufal, os cortes poderão inviabilizar o funcionamento da Instituição e a nível nacional, uma paralisação não está descartada.

Redação com Tribuna Hoje

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