Time de Lula trabalha para aumento real do salário mínimo e manter auxílio em R$ 600

Equipe de transição entrou em campo para aumentar salário mínimo acima da inflação, manter auxílio em R$ 600 e reduzir a tabela do Imposto de Renda.

O time do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), já entrou em campo para garantir que em janeiro de 2023 as promessas que o petista fez durante a campanha virem realidade.

Lula prometeu a volta da Política de Valorização do Salário Mínimo, criada em seu governo que Jair Bolsonaro (PL), acabou; o aumento da faixa de isenção de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para R$ 5 mil e a manutenção do Auxílio Brasil (que deve voltar a se chamar Bolsa Família) em R$ 600, e ainda dar mais R$ 150 por cada criança das famílias beneficiadas.

Para isso, é preciso alterar o Orçamento da União para 2023 que Bolsonaro mandou para o Congresso e aprovar, ainda este ano, uma lei que permita ao novo presidente ultrapassar o teto de gastos.  

Apesar de ter prometido na campanha, Bolsonaro não previu no Orçamento recursos para manter o Auxílio em R$ 600 – ele deixou reservados recursos para pagar apenas R$ 405.

Ele também não deixou reservas para isentar o IR em até R$ 6 mil como prometeu, caso fosse eleito. Atualmente, o limite de isenção está em R$ 1,9 mil. Este valor não é corrigido desde 2015, no governo Dilma Rousseff (PT). Se a tabela não for corrigida, quem recebe 1,5 salário mínimo vai passar a pagar IR no ano que vem.

Já para o salário mínimo a intenção de Bolsonaro era de reajustar abaixo da inflação, como publicou o Portal CUT.

Somente o aumento real do salário mínimo previsto em até 1,4% acima da inflação, a partir de primeiro de janeiro, elevaria os gastos públicos em R$ 6 bilhões; a manutenção do auxílio em R$ 600 mais o valor a mais por criança seriam necessários  mais R$ 66 bilhões, já a isenção do IR resultaria em renúncia fiscal de R$ 199,8 bilhões e deixaria 17,2 milhões de pessoas livres do tributo, segundo a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco). Hoje, com o limite de R$ 1,9 mil, são 7,86 milhões de pessoas isentas do pagamento.

Embora esses custos não estejam no orçamento proposto por Bolsonaro, nada impede que o atual Congresso Nacional e a equipe de transição de governo cheguem a um acordo para que as promessas de Lula sejam aplicadas já no primeiro ano do seu governo, avalia o economista Marcio Pochmann. A transição começou nesta quinta-feira (3) e é liderada pelo vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, que foi escolhido por Lula.

“O momento é propício para definir o orçamento do ano que vem com a equipe de transição entre o atual governo e o próximo. A abertura para isso está sendo dada para que se resolva de imediato a complexidade do orçamento do ano que vem, que depende da arrecadação tributária, já que não pode fixar despesas com valores superiores às receitas previstas“, diz Pochmann.

O economista e professor explica ainda que o orçamento é uma lei aprovada pelo Congresso Nacional que pode mudar as prioridades das áreas nas quais o governo pretende investir.

“O que se sabe é que o atual orçamento é insuficiente para fazer as mudanças propostas por Lula, por isso, que é muito importante essa transição e as conversas com o Parlamento para que se aprove um novo orçamento”, diz Pochmann.

O economista que sempre defendeu o fim do Teto de Gastos Públicos, que congelou os investimentos públicos até 2036, ressalta que todo o dinheiro a mais na mão da população é bom para girar a roda da economia e que as propostas de Lula podem, inclusive, trazer ainda mais arrecadação para os cofres públicos.

“Tudo vai depender de como a população usará esse dinheiro. Boa parte do que é arrecadado será dos estados, no caso, por exemplo da compra de alimentos, que tem taxação estadual do ICMs [Imposto sobre Circulação de Mercadorias]. Ainda assim é um dinheiro que volta para a economia”, explica.

Por outro lado, acrescenta, “aumentar a faixa de isenção do imposto de renda, terá de vir acompanhada de um aumento das faixas maiores, em que os ricos pagam mais. Todas essas questões devem ser definidas até o final do ano para que Lula assuma com um orçamento mais adequado as suas intenções de incluir o povo pobre no orçamento”, conclui

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), já admite que o aumento da isenção das faixas de renda do IR poderá ser votado ainda este ano pela Casa, mas o Parlamento precisa ainda definir como repor as perdas da arrecadação.

Entre as propostas que estão sendo veiculadas pela imprensa, estão a implantação de alíquotas progressivas e parcelas de dedução do imposto, com uma faixa de isenção de até R$ 5,2 mil.

No Senado, o presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse, segundo o Estadão, que a reforma mais madura é a de bens e serviços, que trata da criação do Imposto Sobre Valor Agregado (IVA) em substituição a outros quatro tributos.

Fonte: CUT

ONU aprova fim do bloqueio econômico dos EUA contra Cuba

Nesta quinta-feira (3), a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou por 185 votos a favor, dois contrários e duas abstenções, a resolução que pede o fim do bloqueio econômico dos Estados Unidos contra Cuba. Há 30 anos, o governo cubano apresenta um relatório sobre os impactos do embargo na olha caribenha para o pleno da ONU. Somente Estados Unidos e Israel votaram contra o documento, enquanto a Ucrânia e o Brasil se abstiveram. Em 2021, a diplomacia brasileira havia adotado a mesma postura.

Em 60 anos de bloqueio econômico imposto pelos EUA, Cuba acumula US$ 154 bilhões em prejuízos, de acordo com o documento. “São danos injustificáveis ao bem-estar do povo cubano e é contrário aos interesses de paz do povo latino-americano”, destacou a embaixadora argentina, María del Carmen Squeff, representando a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAC). 

“Trata-se de um castigo coletivo, cujos efeitos são claros crimes de lesa humanidade”, disse o diplomata venezuelano, Joaquín Pérez Ayestarán.

“Irã e Cuba estão pagando o preço por sua resistência, oposição e independência diante das políticas colonialistas dos Estados Unidos”, declarou o representante iraniano. 

Já a China defendeu que sejam proibidas todas as medidas de pressão econômica. “Apelamos pelo fim das sanções e votamos uma vez mais a favor desta resolução”, defendeu Li Baorong.

“Washington está tentando criar uma doutrina Monroe de alcance global convertendo as sanções ilegais multilaterais em instrumento coercitivo”, disse o diplomata russo Boris Bondarev.

Além do respaldo do pleno da ONU, 18 ex-presidentes latino-americanos escreveram uma carta apelando à Casa Branca pelo fim do bloqueio. Entre os signatários estão a ex-presidenta Dilma Rousseff, o boliviano Evo Morales e os colombianos Ernesto Samper e Juan Manuel Santos. 

O embargo total foi oficialmente imposto no dia 3 de fevereiro de 1962 pelo então presidente John F. Kennedy, como represália pela revolução socialista de 1959. De lá pra cá, o bloqueio contra a ilha tornou-se uma política de Estado dos EUA, que é recrudescida com o passar dos anos. Durante a administração de Donald Trump foram impostas 243 medidas coercitivas unilaterais, incluindo travas para estadunidenses que queiram realizar turismo na nação caribenha.

Entre as medidas do embargo está a proibição de que Cuba comercialize com o dólar a nível internacional e que adquira tecnologia ou equipamentos com mais de 10% de componentes fabricados nos EUA. 

Somente durante os 14 meses de gestão de Joe Biden, os prejuízos acumulam US$ 6,3 bilhões, segundo o governo cubano. Entre janeiro e julho do ano passado, no auge da pandemia de covid-19, a média de perdas diárias foi de US$ 12 milhões.

Fonte: Brasil de Fato

Luciano Hang incentiva o golpe e o terror nas rodovias

O empresário bolsonarista Luciano Hang, dono das lojas Havan, foi filmado numa churrascaria que fica numa estrada de Santa Catarina, no perímetro da cidade de Brusque, incentivando golpistas que promovem bloqueios criminosos de rodovias pelo país. O bilionário discursa fazendo terrorismo psicológico e diz que o golpe contra o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que derrotou Jair Bolsonaro (PL) no último domingo (30), “ainda tem chance” de se consumar.

“O Brasil precisa de mais gente como todos vocês, que vão à luta e não aceitam o errado como verdadeiro. Temos ainda alguma chance, não sei… Se eles tomarem o poder, acabou, pessoal… Procurem um país pra viver, uma língua pra aprender… O Brasil vai virar uma Venezuela e uma Argentina, não tenham dúvidas… É o que eu sempre digo: pra onde vai seu filho, pra vai sua família… Eu tenho 400 venezuelanos trabalhando comigo, jovens… Quando no primeiro turno, todos choraram… ‘Pra onde nós vamos, Luciano?’… Então, parabéns Brusque, vamos mostrar que nós somos diferentes, porque nós trabalhamos, nós acreditamos no trabalho… Eu ontem estava numa reunião lá na empresa, e a gente nota os estados que vão bem, e os estados que não vão bem… Os estados que trabalham, que acreditam na força da família, são os estados onde tem pleno emprego, onde as pessoas têm qualidade vida, e onde elas votam errado, elas vão mal… Vão mal porque votam errado… Eu não sei quem nasceu primeiro, se é o político vagabundo, ou a pobreza… E eles não veem isso, eles são vítimas do processo que eles vivem… E agora, eu ainda acho que dá tempo… Vamos esperar”, diz o apelidado Véio da Havan, com um discurso claramente xenofóbico contra o Nordeste, região onde o presidente eleito Lula venceu com grande margem sobre Bolsonaro.

Fonte: Revista Fórum

Assista o vídeo:

https://revistaforum.com.br/politica/2022/11/2/video-luciano-hang-incentiva-golpe-em-restaurante-de-estrada-em-sc-125919.html

Fanáticos bolsonaristas continuam atrapalhando o trânsito na Fernandes Lima, em Maceió

Um grupo de fanáticos bolsonaristas continua atrapalhando o trânsito na Fernandes Lima, principal avenida de Maceió. Desde segunda feira, que o grupo de lunáticos imploram por intervenção militar diante do Quartel do Exército, o 59º Batalhão de Infantaria Motorizada e que fica localizado na referida avenida que liga a parte alta ao centro da capital alagoana.

As pessoas que precisam trafegar pela avenida, que é conhecida pelo habitual engarrafamento, proferem todo tipo de xingamento ao grupo, que promete resistir “até que Bolsonaro declare estado de sítio e anule as eleições”, como explicou um bolsonarista alucinado que não se quis se identificar.

Apesar do grupo está atrapalhando o trânsito, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e a Polícia Militar não tem plano para retirar a seita de lunáticos do lugar.

Compra de votos, assédio eleitoral e fake news: o plano de Bolsonaro para roubar a eleição

O jornalista Caco Barcellos no programa Profissão Repórter mostrou flagrante ação de compra de votos por Bolsonaro no Mato Grosso do Sul. A compra de votos, ameaças de prefeitos e patrões se repetiram no Brasil inteiro. A CUT e as centrais sindicais realizaram milhares de denúncias de assédio eleitoral promovidas pelas empresas, com poucas sendo punidas. Além disso, a produção em larga escala de fake news, fizeram parte do plano de Bolsonaro para roubar as eleições.

Até a Polícia Rodoviária Federal foi escandalosamente aparelhada para tentar impedir o acesso aos locais de votação dos eleitores de Lula no Nordeste. E todo essa engrenagem fraudulenta foi turbinada pelos bilhões desviados do orçamento público e que alimentaram o caixa do chamado “orçamento secreto”, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil.

Nesse sentido, a reportagem joga luzes sobre essas operações clandestinas que se repetiram em várias partes do Brasil e que explica em parte, a votação de Bolsonaro.

Os jornalistas Caco Barcellos e Chico Bahia exibiram no programa Profissão Repórter, da Globo, um suposto caso de assédio eleitoral, por meio do cadastro do Auxílio Brasil, no município de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul, faltando menos de 48 horas para o segundo turno das eleições, realizado no domingo (30). 

“Ao ver Caco entrando no local, a assessora da secretária que falava veio a seu encontro e, ao ser questionada se a reunião teria a ver com a votação, afirmou hesitante: “Tem a ver de demonstrar o que o presidente e o governador estão fazendo pelas pessoas.,  Ao ser questionada sobre a reunião, a mulher diz “que tem que mandar as listas”. “Nós mandamos a lista para o MDS”, completa em seguida. 

Testemunhas relataram que as reuniões teriam sido iniciadas três dias antes da realização do segundo turno. “Antes não tinha essa reunião não. Disse que era para assinar o negócio do Bolsa Família. Aí ontem que eu ouvi falando que, quando acaba a reunião, o Rudi [Rudi Paetzold, MDB] dá R$ 50 para cada um. Rudi é o prefeito daqui”, contou uma mulher que estava no local. 

Redação com Brasil 247

Bloqueios de rodovias de caráter golpista já levam à falta de alimentos, oxigênio e insumos para vacinas

Pacientes que precisam de hemodiálise para sobreviver ficam sem atendimento em SC por causa de bloqueios.

Os bloqueios em rodovias erguidos por bolsonaristas que pedem um golpe de Estado já estão levando ao desabastecimento de alimentos. Foi afetado o fornecimento de carne bovina e suína, aves e peixes, leite, hortaliças, legumes e frutas. Caso o transporte não seja normalizado com a retirada dos golpistas, a falta de produtos levará a mais inflação.

“A situação está bem bagunçada”, desabafa André Nicola, gerente da unidade de Chapecó (SC) da empresa Cantu, distribuidora de alimentos que atua em sete estados no país.

Não há estimativa do prejuízo para a unidade que distribui, em média, entre 40 e 50 toneladas por dia, mas Nicola alerta que já há falta de alimentos e que a situação “vai piorar”.

Por conta dos bloqueios e da incerteza de chegar ao destino, os caminhões não estão carregando os produtos das lavouras e interpostos. “Há uma quebra na cadeia de abastecimento. Isso provoca a falta de alguns itens e o aumento do preço dos alimentos no mercado”, explica.

Empresas proprietárias de frigoríficos em Santa Catarina já tiveram que interromper abates devido ao atraso nas cargas de bois, suínos e frangos. Para evitar que o problema continue, o que poderia levar ao desabastecimento, os caminhões estão sendo enviados a outras unidades.

O estado é um dos principais produtores de alimentos do país e, ao mesmo tempo, conta com uma quantidade grande de bloqueios, dada a votação expressiva que Bolsonaro teve nessa unidade da federação no último domingo. Isso afeta o escoamento, inclusive para a capital.

Em Florianópolis, um funcionário do Ceasa que pediu para não ser identificado disse que há uma redução no fluxo e que isso vai se refletir no abastecimento “provavelmente daqui uns dias”.

São Paulo já sente efeitos dos bloqueios.

A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) afirmou, em nota, que entre a zero hora e as 10h desta terça (1º), caiu em 17% a quantidade de veículos que entraram no entreposto da Vila Leopoldina na capital. Culpa em parte do bloqueio das rodovias.

Ela descarta desabastecimento, mas funcionários dos permissionários da Ceagesp ouvidas pela reportagem afirmam o contrário.

Um deles, do setor de pescados, que falou sob condição de anonimato, contou que nessa madrugada chegaram “pouquíssimos caminhões, a maioria está parada na estrada”. E isso gerou falta de produtos.

Ele alerta para o risco de perder parte da produção, já que o pescado é armazenado em câmaras frias a diesel – sem combustível, ela permanece resfriada por aproximadamente 12 horas. “É bastante prejuízo. Quando a carga chegar vamos analisar as condições e, se for o caso, a produção é apreendida e destruída”.

Um funcionário estima que metade dos caminhões de hortaliças, legumes e frutas não chegaram na madrugada ao Ceagesp porque a maioria dos motoristas ficou parada na estrada. Isso também significa desabastecimento de determinados produtos. “Temos que trabalhar, temos que escoar a mercadoria. É lamentável, afeta o abastecimento, os preços, e quem sai prejudicada é a população”, afirma.

Cooperativas de laticínios que processam remessas de pequenos produtores das regiões norte e sul do Estado também alertam que o produto não está chegando como planejado devido aos bloqueios.

Apesar das paralisações de caráter golpista, as unidades dos Ceasas de Minas Gerais e Rio de Janeiro afirmaram que não há desabastecimento.

O IPCA-15, última medição da inflação oficial brasileira, apontou que os alimentos registraram alta de 0,21%. No último mês, as frutas subiram 4,6%, a batata-inglesa, 20,1%, o tomate 6,2%. Os bloqueios podem piorar esse cenário diante de um cenário de escassez.

Desde o início do ano, os preços dos alimentos comprados para consumo em domicílio acumulam alta de 12%. Destaque para o leite (42,5%), a farinha de trigo (33,9%) e a cebola (84,6%).

Redação com Uol

Preços da gasolina sobem pela terceira semana seguida, diz ANP

Gasolina teve alta de 0,6% na semana e 23 a 29 de outubro. Valor médio do etanol subiu forte, com alta de 2,54% no período; diesel caiu 0,45%.

O preço médio do litro da gasolina vendido nos postos do país subiu pela terceira semana consecutiva, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta segunda-feira (31).

preço médio do litro avançou de R$ 4,88 para R$ 4,91 na semana de 23 a 29 de outubro, uma alta de 0,6%. De acordo com o novo levantamento da ANP, o valor máximo do combustível encontrado nos postos foi de R$ 7,34.

O litro do etanol hidratado também subiu: passou de R$ 3,54 para R$ 3,63, um avanço de 2,54% na semana. Essa é a quarta alta seguida no preço do combustível, após cinco meses de queda. O valor mais alto encontrado pela agência nesta semana foi de R$ 6,90.

Defasagem

Petrobras tem como política de preços a Paridade de Preço Internacional (PPI). O modelo determina que a estatal cobre, ao vender combustíveis para as distribuidoras brasileiras, preços compatíveis com os que são praticados no exterior.

Segundo os últimos cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem média no preço do diesel está em 6%, e no da gasolina, 8%. Isso significa que os preços da Petrobras ainda estão mais baratos em relação aos praticados no exterior.

Redação com G1

Imprensa internacional destaca ‘retorno espetacular’ de Lula

“O futuro de uma das maiores democracias do mundo e da floresta amazônica estavam no fio da navalha”, destacou o The Guardian

A imprensa internacional repercutiu hoje (31) a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para um terceiro mandato como presidente. Os principais jornais do mundo deram destaque ao “retorno do político mais popular do Brasil”, como destacou a britânica BBC. Palavras e expressões como “renascimento”, “fênix do Brasil”, “titã da esquerda” estamparam manchetes em periódicos dos Estados Unidos, Inglaterra, França, Alemanha, Argentina e outros.

O britânico The Guardian, trouxe um editorial sobre a eleição do candidato da coligação Brasil da Esperança, descrita como “retorno espetacular”. O texto destaca a relevância de Lula no plano internacional. “O futuro de uma das maiores democracias do mundo e da floresta amazônica estavam no fio da navalha quando o Brasil realizou sua eleição mais importante em décadas”, afirma. Já sobre Bolsonaro, a publicação argumenta que ele foi “um oponente que ficará na história pela forma como manchou o mais alto cargo do Brasil”.

BBC lembrou que ainda existem desafios relacionados ao fim do governo Bolsonaro e seus seguidores radicalizados. “Um mau perdedor, talvez, mas há uma preocupação real sobre se Bolsonaro e seus seguidores mais radicais aceitarão o voto”. A mesma preocupação foi destaque no francês Le Monde. “A questão agora é se Bolsonaro aceitará o veredicto das urnas”, afirma. O jornal ainda lembrou das ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), instrumentalizada pelo bolsonarismo, que realizou uma série de ações com suposta finalidade de atrapalhar a votação em locais com preferência por Lula.

Volta por cima

O norte-americano The Washington Post destacou a relevância da imagem de Lula como liderança internacional. “Vitória do ex-presidente devolve um titã esquerdista do Sul global ao cenário mundial, onde sua voz progressista contrastará fortemente com a da direita”. A publicação ainda lembrou dos compromissos de Lula na “defesa da democracia, da Amazônia e da justiça social”. Sobre Bolsonaro, o veículo se referiu ao presidente como “trumpiano brasileiro”.

Outro jornal dos Estados Unidos, o The New York Times deu destaque para “um notável retorno” de Lula. “A vitória completa um renascimento político impressionante para Lula, da presidência à prisão e vice-versa, que antes parecia impensável (…) dezenas de milhões de brasileiros se cansaram do estilo polarizador e das frequentes turbulências do governo atual”, completa.

O periódico francês conservador Le Figaro trouxe uma reportagem especial sobre o ex-presidente. “Lula: a vida extraordinária do incansável campeão da esquerda brasileira”. O texto também destaca a resiliência do líder metalúrgico. “O presidente eleito tem uma longa vida política e pessoal marcada por dramas, vitórias, quedas e renascimentos”.

Fonte: Rede Brasil Atual

Luiz é eleito presidente do Brasil com 60 milhões de votos! 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi eleito presidente da República neste domingo (30) com mais de 60 milhões de votos e 50,9% dos votos válidos, derrotando Jair Bolsonaro (PL), que recebeu cerca de 58 milhões de votos e 49,1% dos votos válidos. Lula venceu Bolsonaro por uma diferença de mais de 2 milhões de votos. No primeiro turno do pleito, a diferença de Lula para Bolsonaro foi de mais de 6 milhões de votos.

Aos 77 anos, Lula sagrou-se pela terceira vez vitorioso no segundo turno da eleição presidencial, desta vez liderando um amplo arco de alianças formado por 10 partidos políticos, por representantes da sociedade civil e do capital e até por ex-adversários políticos. Esta concertação liderada por Lula assumiu como principais compromissos a defesa da democracia contra o autoritarismo, o combate à fome e a retomada do desenvolvimento com inclusão social da população. 

A coligação Brasil da Esperança enfrentou uma campanha marcada pelo intenso uso da máquina pública e do poder econômico por Jair Bolsonaro, bem como pela disseminação de notícias falsas, por denúncias de coação de eleitores e inúmeros episódios de violência política envolvendo bolsonaristas. 

Nos dias finais da campanha, Lula participou do debate na Globo, do qual saiu vencedor para para 51,5% dos indecisos, enquanto Bolsonaro teve 33,7% da preferência do público, segundo dados da pesquisa AtlasIntel. O último ato da campanha do presidente eleito foi na avenida Paulista, em São Paulo, que reuniu milhares de pessoas e onde Lula demonstrou confiança na vitória e reafirmou sua disposição para reconstruir o país. 

Aprovação recorde e perseguição política 

Lula governou o Brasil por dois mandatos, de 2003 a 2010, numa época que ficou marcada pela prosperidade econômica, redução da pobreza e ampliação de políticas sociais. No período, o total de trabalhadores com carteira assinada subiu de 28,6 milhões em 2002 para 44 milhões em 2010. Ou seja, Lula criou, em oito anos, mais de 15 milhões de vagas com carteira assinada. 

O poder de compra dos trabalhadores aumentou em seus governos. Durante os governos de Lula e Dilma Rousseff (PT), entre 2002 e 2016, o salário mínimo teve aumento real de 76%. Só nos dois mandatos de Lula, o aumento real foi de 57,8%. Além disso, 93,8% das categorias trabalhistas tiveram aumento maior do que a inflação no ano de 2010. Com Lula e Dilma, 36 milhões de brasileiros e brasileiras saíram da extrema pobreza e outros 42 milhões ascenderam à classe C. Todos os segmentos sociais tiveram ganho de renda, porém algo inédito aconteceu – os mais pobres ganharam mais do que os ricos.

Entre 2003 e 2012, os 10% mais pobres tiveram crescimento de renda real per capita de 107%, enquanto os mais ricos obtiveram incremento de 37% na renda acumulada, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Durante os governos Lula e Dilma, a renda média cresceu 38% acima da inflação. Já a renda dos 20% mais pobres cresceu 84%.

Lula terminou o segundo mandato com recorde de popularidade. Em dezembro de 2010, pesquisa do Ibope (atual Ipec), contratada pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI), mostrou que 87% dos entrevistados avaliaram a gestão Lula como “boa ou ótima”. 

O ex-presidente Lula foi vítima de uma das maiores perseguições políticas registradas na história brasileira. Em agosto de 2016, Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. A denúncia assinada pelo então coordenador da força-tarefa da Lava Jato, Deltan Dallagnol, hoje deputado federal eleito, não provou as acusações contra Lula. Mesmo assim, o então juiz federal Sergio Moro, atual senador eleito, condenou Lula em 2017 a 9 anos de prisão, decisão confirmada em tempo recorde pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) que enquadrou Lula na Lei da Ficha Limpa e o retirou das eleições de 2018, que foi vencida por Jair Bolsonaro. 

Confirmando seu interesse político na inabilitação de Lula, Sergio Moro renunciou à magistratura no final de 2018 para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública a convite do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PL). No ano seguinte, o site The Intercept Brasil revelou conversas privadas entre investigadores da Lava Jato e o ex-juiz. Os diálogos comprovam o conluio entre o Ministério Público e a Justiça para perseguir e condenar Lula. Em abril de 2020, após quase 16 meses como ministro de Bolsonaro, Moro anunciou seu desembarque do governo Bolsonaro alegando interferência do presidente na Polícia Federal. Pouco mais de dois anos depois, Moro voltou a se aliar com Bolsonaro ao declarar apoio ao extremista contra Lula no segundo turno da eleição e chegou a acompanhar Bolsonaro nos debates contra Lula. 

O ex-presidente Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018, após ficar dois dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ele foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, construída durante seus governos, onde ficou por 580 dias mantido como preso político. Durante todo o período em que ficou preso na PF, Lula foi acompanhado por uma multidão de apoiadores, que se instalaram nas imediações do prédio, criando a Vigília Lula Livre. Documentário do jornalista Joaquim de Carvalho para a TV 247 retrata a luta da Vigília para denunciar a injustiça e pela liberdade de Lula.  

A sentença de Sergio Moro foi derrubada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em abril de 2021, que reconheceu a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba para julgar a ação. No mesmo ano, o Ministério Público Federal (MPF) reconheceu a prescrição do caso. Defendido pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Martins, Lula foi inocentado na Justiça em 26 processos movidos contra ele pela máquina de lawfare que foi a operação Lava Jato. Leia um resumo das vitórias judiciais de Lula

Retorno triunfal e desafios de um Brasil desmontado

Depois de deixar a prisão em Curitiba, Lula iniciou a construção de um arco de alianças com partidos políticos, movimentos sociais e sindicais, personalidades da sociedade civil, da cultura e representantes do mercado para disputar a eleição de 2022, após ter sido retirado do pleito anterior. Acenou ao centro, ao trazer como candidato a vice o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que saiu do PSDB para o PSB, e foi buscar apoios no amplo espectro da sociedade. 

A partir do dia 1° de janeiro de 2023, Lula pegará um país em condições muito piores daquelas encontradas por ele em 2002. São mais de 33 milhões de pessoas passando fome no país, outras 115 milhões com algum grau de insegurança alimentar, segundo estudo da Rede Penssan

O endividamento atinge 79% das famílias brasileiras e a inadimplência chegou a 29,6%, segundo estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), divulgado no dia 5 de setembro. Na área ambiental, o Brasil é alvo de pressão internacional pelo aumento no desmatamento na Amazônia para a agricultura e a invasão e exploração do garimpo em terras indígenas. 

Fonte: Brasil 247

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