Ibama queima avião, helicóptero e maquinários de garimpeiros ilegais na terra Yanomami

Fiscais atuam para destruir toda estrutura usada pelos garimpeiros e também para interromper o envio de suprimentos para o garimpo e o possível escoamento do minério extraído ilegalmente.

Fiscais do Ibama destruíram mais um helicóptero, um avião e maquinários usados por garimpeiros ilegais para extrair clandestinamente minérios das Terra Indígena Yanomami. Novas imagens da operação que visa retomar o controle do território foram divulgadas na noite dessa sexta-feira (10) (assista acima).

Com a presença de fiscalização dentro da Terra Yanomami, os invasores tem fugido pela floresta e rios e deixado para trás os equipamentos usados na destruição meio ambiente. Ao encontrá-los abandonados, os fiscais Ibama os destroem.

O helicóptero destruído pelos fiscais estava coberto com uma espécie de rede camuflada. Por dentro, a aeronave havia sido modificada para fazer o transporte de insumos aos invasores – foi queimada lá mesmo, onde estava. O mesmo aconteceu com um avião de pequeno porte usado na atividade ilegal.

Em outro momento, os fiscais explodiram uma draga – maquinário que, com uma mangueira, suga o fundo do rio em busca de ouro, processo devastador e que se usa o mercúrio para separar o minério de outros sedimentos.

Além disso, foram destruídos uma escavadeira e acampamentos montados dentro da Terra Yanomami. Fiscais do Ibama, agentes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da Força Nacional de Segurança Pública estão no território desde o dia 7 de fevereiro.

A operação ocorre com foco na destruição de toda estrutura usada pelos garimpeiros e para interromper o envio de suprimentos para o garimpo e o possível escoamento do minério extraído ilegalmente.

A ação faz parte da ofensiva iniciada em 20 de janeiro, quando o governo federal decretou emergência de saúde pública para atender indígenas da etnia Yanomami. Maior território indígena do país, a Terra Yanomami enfrenta uma crise humanitária e sanitária sem precedentes. Indígenas, entre crianças e adultos, enfrentam quadro severos de desnutrição e malária.

Desde que começou a movimentação de repressão ao garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, garimpeiros começaram a fugir do território. A estimativa é que ao menos 20 mil garimpeiros estejam no território Yanomami, habitado por cerca de 30 mil indígenas.

Fonte: G1

Lula defende o fim da guerra na Ucrânia

O presidente Lula (PT) afirmou em coletiva de imprensa após reunião com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, que conversou com o democrata sobre a necessidade de que um grupo de países não envolvidos no conflito discutam saídas para o fim da guerra na Ucrânia.

Lula declarou ter reforçado a Biden a necessidade de criar esse grupo de países que encontre possibilidades da fazer a paz. Lula também disse que está “convencido de que é preciso encontrar uma saída para pôr fim a essa guerra”. De que “é preciso para de atirar”.

Em conversas anteriores com os governantes da Alemanha e França, o presidente Lula também reafirmou a posição de que o Brasil defende o fim da guerra e está empenhado na paz.

Fonte: Redação com Uol e Carta Capital

Colômbia de se nega a enviar armas à Ucrânia

A decisão da Colômbia de se negar a enviar armas à Ucrânia acompanhou a de outros países latino-americanos. Mas somente Bogotá faz parte dos “parceiros globais” da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A Sputnik Brasil ouviu especialistas para entender se, ao contrariar apelos de EUA e Europa, a Colômbia estaria abandonando a OTAN.

“Dos Estados Unidos nos pediram para entregar [munições] à Ucrânia, e eu disse a eles que a Constituição colombiana manda a paz”disse o presidente colombiano, Gustavo Petro, durante entrevista coletiva durante a cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC), em Buenos Aires, no fim de janeiro.

“Não estamos com ninguém, estamos com a paz, por isso nenhuma arma [da Colômbia] será usada nesse conflito”, afirmou Petro.

A declaração do mandatário colombiano acompanha a de outros países da região, como Brasil, Argentina, México e Chile. Mesmo sob intenso assédio dos EUA e de países europeus — em especial a Alemanha —, os governantes latino-americanos se recusaram a seguir os passos do Ocidente. Para a Rússia, ao armar a Ucrânia, os europeus estão intensificando o conflito.

Além da posição de Petro sinalizar uma certa unicidade da região em se manter neutra diante do conflito, indica um certo distanciamento do país da OTAN. Desde 2018, a Colômbia é considerada “parceira global” do bloco atlântico, e apenas Bogotá tem esse status na América Latina.

Colômbia mais distante da OTAN

Para Amanda Harumy, professora de relações internacionais da Fundação Santo André (FSA), essa decisão indica um certo distanciamento da Colômbia de Petro dos EUA e da OTAN, apesar de ainda haver grande influência norte-americana no meio militar colombiano.

“A gente pode dizer que, sim, tem um esvaziamento, que há uma ruptura, nem que ela seja política e simbólica e de narrativa. Mas existe toda uma lógica e uma estrutura militar na Colômbia construída [com base na influência dos Estados Unidos]. Isso não muda de um dia para o outro.”

Harumy aponta que as visitas diplomáticas feitas por países europeus e pelos EUA à América Latina têm como objetivo “pressionar os países que ainda não se posicionaram em relação ao conflito”. A especialista aponta ainda que essa posição de Petro só pôde ser mantida por conta da unidade regional e destaca o papel do presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, nesse cenário.

“Os Estados Unidos estão pressionando, estão utilizando das suas influências econômicas, políticas e militares para fazer essa manipulação na América Latina. Mas a vitória do Lula, essa retomada da lógica de que a América Latina deve cooperar, se integrar e se posicionar no mundo como região, fortalece o posicionamento do Petro. Sem Lula, sem a América Latina se posicionando [em conjunto], seria muito mais difícil [para Bogotá manter autonomia]. Hoje toda a região está fazendo a mesma leitura. E vale lembrar que não é só a América Latina. É a África, a Eurásia. Muitos países não estão aderindo a essa lógica de guerra unilateral e sim compreendendo que é um grande conflito que tem uma reorganização da ordem mundial.”

“Me parece que se desenha um grande conflito mundial e a América Latina tem um privilégio —um privilégio geográfico e econômico — de estar distante mais uma vez, assim como foi na Primeira Guerra Mundial e na Segunda Guerra Mundial. Isso faz com que a gente tenha o privilégio de ser neutro o maior tempo possível e também ter uma tomada de decisão mais confortável”, acrescenta a professora da FSA.

Houve acordo entre Petro e Washington?

Para Giorgio Romano, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (OPEB), a questão do não fornecimento de armas da Colômbia à Ucrânia é “apenas um detalhe em um quadro muito mais amplo” que afeta as relações entre Bogotá, os EUA e a OTAN.

“As Forças Armadas da Colômbia estão muito integradas com os EUA e são uma das mais preparadas da América do Sul, e a Colômbia é um parceiro global da OTAN, único país da América Latina que tem esse status. Mas fornecer armas é apenas um detalhe, não influencia muito. Bogotá não tem obrigação de fornecer, afinal a Colômbia não é membro pleno da OTAN. A grande questão é se os EUA, considerando o papel estratégico da Colômbia, vão aceitar o governo Petro.”

Romano lembra que houve muita movimentação na véspera das eleições colombianas envolvendo os EUA — inclusive representantes da agência de inteligência CIA — em razão da evidente chance de vitória de Petro. O atual presidente se tornou o primeiro líder de esquerda a ser alçado a essa posição na história do país, uma novidade que era temida pelas elites locais e por Washington, que perderia seu principal aliado na América do Sul.

O especialista acredita que se firmou algum pacto entre Petro e os EUA para garantir que o resultado das eleições fosse respeitado. Esse acordo, acredita Romano, pode ter envolvido a garantia de que o novo governo não romperia com a OTAN. Por isso ele não enxerga um caminho de rompimento.

“O que a gente deduz? Que houve algum acordo, nas eleições, para os EUA aceitarem a vitória do Petro. No caso do Brasil, os EUA já conhecem o Lula, mas na Colômbia era diferente, uma mudança mais emblemática. […] Eu trabalho com a hipótese de que houve algum acordo, o que envolveria não tensionar a relação com a OTAN, manter a Colômbia nessa parceria global como uma referência da OTAN para a América do Sul. Tanto que, às vezes, o Petro fala umas coisas estranhas sobre o papel da OTAN. Não me parece que está trabalhando para um rompimento”, aponta.

Houve acordo entre Petro e Washington?

Para Giorgio Romano, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (OPEB), a questão do não fornecimento de armas da Colômbia à Ucrânia é “apenas um detalhe em um quadro muito mais amplo” que afeta as relações entre Bogotá, os EUA e a OTAN.

“As Forças Armadas da Colômbia estão muito integradas com os EUA e são uma das mais preparadas da América do Sul, e a Colômbia é um parceiro global da OTAN, único país da América Latina que tem esse status. Mas fornecer armas é apenas um detalhe, não influencia muito. Bogotá não tem obrigação de fornecer, afinal a Colômbia não é membro pleno da OTAN. A grande questão é se os EUA, considerando o papel estratégico da Colômbia, vão aceitar o governo Petro.”

Romano lembra que houve muita movimentação na véspera das eleições colombianas envolvendo os EUA — inclusive representantes da agência de inteligência CIA — em razão da evidente chance de vitória de Petro. O atual presidente se tornou o primeiro líder de esquerda a ser alçado a essa posição na história do país, uma novidade que era temida pelas elites locais e por Washington, que perderia seu principal aliado na América do Sul.

O especialista acredita que se firmou algum pacto entre Petro e os EUA para garantir que o resultado das eleições fosse respeitado. Esse acordo, acredita Romano, pode ter envolvido a garantia de que o novo governo não romperia com a OTAN. Por isso ele não enxerga um caminho de rompimento.

“O que a gente deduz? Que houve algum acordo, nas eleições, para os EUA aceitarem a vitória do Petro. No caso do Brasil, os EUA já conhecem o Lula, mas na Colômbia era diferente, uma mudança mais emblemática. […] Eu trabalho com a hipótese de que houve algum acordo, o que envolveria não tensionar a relação com a OTAN, manter a Colômbia nessa parceria global como uma referência da OTAN para a América do Sul. Tanto que, às vezes, o Petro fala umas coisas estranhas sobre o papel da OTAN. Não me parece que está trabalhando para um rompimento”, aponta.

Fonte: Pátria Latina

Não à guerra

Publicamos abaixo a declaração internacional lançada por 375 militantes de 14 países e já assinada por centenas de militantes e lideranças de mais de 40 países em todo o globo.

A guerra que se desenvolve na Europa já tem consequências políticas e econômicas em todo o mundo. Representa uma ameaça mortal para todos os povos da Europa e de todos os continentes.

Para preservar a humanidade, devemos parar esta marcha à barbárie. A guerra de Putin, como a da Otan implementada por Zelensky, não é nossa guerra. Não estamos em guerra nem com o povo russo nem com o povo ucraniano. Queremos paz para o povo russo e para o povo ucraniano.

Ao invadir a Ucrânia, Putin embarcou em uma aventura criminosa sem saída para o povo russo e o povo ucraniano. Putin não defende o povo russo. Exigimos a retirada das tropas do exército de Putin.

O governo estadunidense, à frente da Otan, não defende o povo ucraniano, mas sim os interesses dos monopólios que querem apoderar-se das importantes riquezas da Rússia, como fizeram no Iraque a pretexto de armas de destruição em massa que não existiam.

Não aceitamos que esta guerra seja usada para colocar as pessoas umas contra as outras.

Não aceitamos a recusa reiterada de Biden, da União Europeia e de Putin a um cessar-fogo imediato e ao fim da guerra.

A que isso leva?
• Que a União Europeia treine 15.000 soldados ucranianos em nome de que a guerra deve durar muito tempo, sem cessar-fogo, até a derrota da Rússia, sendo a chave os mortos, os feridos, os refugiados;
• Que os dirigentes dos nossos Estados entreguem armas que matam e ferem centenas de milhares de seres humanos de ambos os lados com a sua quota de matanças, refugiados, destruição, remetendo às piores imagens das guerras que já assolaram o continente europeu;
• Às “sanções econômicas” contra o povo russo, exigidas pelo governo estadunidense, que são usadas para disparar os preços, os lucros recordes dos trustes e oligarcas do petróleo, para a compra em massa de gás de xisto, e um início de colapso industrial na Europa;
• Que em todos os países europeus, os governos submetem aos parlamentos aumentos de orçamentos militares que os parlamentos votam liberando enormes somas para o exército;
• Que bilhões e bilhões sejam usados ​​para o armamento da Ucrânia em benefício da indústria armamentista e em detrimento das populações trabalhadoras com cortes em todos os orçamentos públicos, hospitais, escolas etc.

Em muitos países europeus, as manifestações pela paz, contra a guerra, expressam o repúdio a esta marcha à barbárie dos povos da velha Europa, já berço de duas guerras mundiais.

Estamos soando o alarme: essa escalada pode levar a uma catástrofe global.

Não seremos cúmplices. Apelamos a todos os trabalhadores e ativistas da Europa para unirem forças para acabar com esta espiral mortal e esta carnificina, pelo fim da guerra e um cessar-fogo imediato!

ALGUMAS ASSINATURAS
■ ALEMANHA – Altmann Michael, sindicalista do Ver.di, militante do SPD AfA; Boulboullé Carla, sindicalista do GEW, redator da SoPoDe (Política Social e Democracia); Klingmüller Ursula, ex-chefe do Ministério do Trabalho do Land de Brandenburgo;Matzke Cornelia, médica, ex-deputada do parlamento saxônico após a reunificação de 1989;
■ ARGÉLIA – Luisa Hanune, secretária-geral do Partido dos Trabalhadores.
■ AUSTRIA- Magnus Axel, sindicalista, militante social-democrata.
■ AZ NIA-ÁFRICA DO SUL – Lybon Mabasa, Presidente do Partido Socialista da Azânia (Sopa).
■ BÉLGICA- Galand Pierre, senador honorário; Henrotte Thomas, militante da FGTB, presidente do setor provincial da CGSP (educação – Liège); Verhaegen Mathieu, militante da FGTB, presidente da CGSP ALR (Bruxelas);
■ BRASIL – José Genoino, ex-presidente do PT; Luis Eduardo Greenhalgh, advogado, membro do Diretório Nacional do PT; Paulo Moreira Leite , jornalista; Markus Sokol, membro da Executiva Nacional do PT; Eduardo Suplicy, vereador e deputado estadual eleito do PT.
■ BULGARIE – Tsoneva Rumiana, représentante du secteur non gouvernemental Open data enthusiast.
■ BURKINA FASO – Diallo Moussa, secretário-geral da CGT-B; Gannoaga Ouedraogo, Sindicato dos Pescadores.
■ CHILE – Mesina Luis, sindicalista setor bancário.
■ COSTA DO MARFIM – Pacôme Attaby, em nome da diretoria executiva do CSSP-CI (serviços públicos).
■ DINAMARCA – Schou Anton, sindicalista, professor aposentado, membro do Movimento Popular contra a União Europeia; Von Barnekow Anne Mette, ex-conselheira municipal pela lista do Partido Popular Socialista (SF).
■ ESPANHA – Álvarez García Gerard, deputado no Congresso (grupo republicano); Caballero Jordi Albert, deputado do parlamento da Catalunha pela ERC; Pasero Barrajón Ángel, militante do Partido Comunista Espanhol, secretário federal da União Cívica da República (UCR); Sánchez Mato Carlos, membro da liderança da Izquierda Unida (IU) Vila Gómez Miguel, ex-deputado do Congresso Unidas-Podemos;
■ ESTADOS UNIDOS – Ceballos Marlena, sindicalista professora.
■ EQUADOR – Gualpa César, sindicalista, membro do coletivo Plaza Grande em Quito.
■ FRANÇA – Bourgasser Mathieu, do Partido Socialista, vice-prefeito de Tournefeuille; Coulomme Jean-François, deputado da LFI-Nupes; Couturier Catherine, deputada da LFI-Nupes;Gries Aurélie, vice-prefeito de Lyon, da LFI;Legavre Jérôme, deputado da LFI-Nupes; Taïbi Azzedine, prefeito de Stains;Taurinya Andrée, deputada da LFI-Nupes;Yazid Amaar, sindicalista de serviços públicos.
■ GANA – Vanderuije Christian, Federação do Trabalho de Gana.
■ GRÃ-BRETANHA- Bresheeth Zabner Haim, cineasta, autor, professor associado da Escola de Estudos Orientais e Africanos de Londres.
■ GRÉCIA – Mavroeidis Panagiotis, membro do comitê central da NAR (Nova Corrente de Esquerda); Papanikolaou Panos, secretário geral do EINAP (Sindicato dos Médicos Hospitalares de Atenas e Pireus);Toulgaridis Kostas, membro do comitê executivo da ADEDY (Confederação de Serviço Público).
■ ITÁLIA – De Magistris Luigi, porta-voz da Unione Popolare, ex-prefeito de Nápoles; Granato Giuliano, militante da Unione Popolare, porta-voz da Potere Al Popolo; Pilan Mattia, militante do Sinistra Italiana – Vicenza; Colettivo Autonomo do porto de Gênova ; União Sindacal de Base do porto de Gênova (USB).
■ LÍBANO – El Husaini Khadije, militante operário
■ MALI – Guitteye Moustapha, secretário-geral do sindicato nacional da Educação e Cultura, membro da UNTM (SNEC-UNTM).
■ MOLDAVIA – Polyarush Vladimir.
■ NIGERIA -Djibo Amadou, dirigente sindical da CGSL; Sindicato de Estudantes da Universidade de Zinder.
■ PORTUGAL – Pereira Carmelinda, deputada Constituinte (1975-1976), membro da direção do SPGL;Tomé Mário, soldado de abril de 1974, ex-membro da União Democrática Popular; Vasconcelos João, professor, ex-membro do Bloco de Esquerda (BE);Vintém Diogo, membro da comissão nacional da Juventude Socialista.
■ ROMÊNIA – Chitiburea Vasile, secretário do comitê de Craiova da Associação para a Emancipação dos Trabalhadores; Popescu Mugurel, presidente do sindicato Solidariedade Universitária; Somîcu Silviu, militante operário, ex-deputado.
■ SENEGAL – Diouf Charles Oumar, membro do Sindicato dos Trabalhadores do Senegal Autêntico.
■ SÉRVIA – Milikic Nebojsa, pesquisador e militante do No Rehabilitation e do ReEx;
■ SUÉCIA – Carlstedt Marcus, Sindicalista professora
■ SUÍÇA – Nouchi Fred, conselheiro municipal, presidente do POP; Paggani Rémi, deputado da esquerda, ex-prefeito de Genebra; Patiño Alejo, secretário sindical do setor industrial; Pestoni Graziano, sindicalista do serviço público, ex-deputado do PS;Thurnherr Hans, membro do Partido Socialista (PS), líder da corrente da Luta Socialista; Velasco Alberto, deputado socialista;
■ TOGO – Gbikpi-Benissan Tétévi Norbert, secretário nacional do Partido Democrata dos Trabalhadores Rurais e Urbanos (Padet).

Fonte: O Trabalho

STF manda pedidos de investigação contra Bolsonaro para a 1ª instância

A ministra Cármen Lúcia levou em consideração a perda do mandato de Bolsonaro e encaminhou os processos para a Justiça Federal

A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou à Justiça Federal do Distrito Federal dez pedidos de investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por incitar atos antidemocráticos.

Os pedidos foram feitos por parlamentares e entidades em 2021, após as comemorações do feriado do Dia da Independência, em 7 de setembro. Na ocasião, Bolsonaro fez discursos inflamados, com ataques a ministros da Suprema Corte.

“Um ministro que deveria zelar pela nossa liberdade, pela democracia, pela Constituição, mas faz exatamente o contrário. Ou esse ministro se enquadra ou ele pede para sair”, afirmou o então chefe do Executivo, referindo-se ao ministro do STF Alexandre de Moraes. “Não vamos mais admitir pessoas, como Alexandre de Moraes, que desrespeitam nossa Constituição.”

Na decisão desta sexta-feira (10/2), a magistrada considerou que, com a perda do mandato, o ex-presidente deixou de ter direito ao foro privilegiado. Com isso, a competência para julgar as ações passou a ser do tribunal de primeira instância.

“Expirado o mandato de presidente da República e não havendo notícia de outro cargo a atrair a competência deste Supremo Tribunal, cessou a competência penal originária deste Supremo Tribunal para o processamento deste e de qualquer feito relativo a práticas criminosas a ele imputadas”, destacou Cármen Lúcia.

“Pelo exposto, considerando a perda superveniente do foro por prerrogativa de função do requerido, reconheço a incompetência deste Supremo Tribunal Federal para processar e julgar a presente Petição (al. c do inc. I do art. 102 da Constituição da República) e determino seja a presente petição remetida, com o resguardo e cautelas devidos, ao presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, para que seja distribuída ao juízo competente na Seção Judiciária do Distrito Federal, sem prejuízo de reexame da competência pelo destinatário, para adoção das providências necessárias, na forma da legislação vigente”, decidiu a ministra do STF.

Fonte: Metrópoles

Decisão histórica: Congresso do ANDES-SN aprova desfiliação da CSP-Conlutas

Em uma decisão história para o movimento docente nacional, a imensa maioria dos delegados presentes no 41º Congresso do ANDES-SN, realiado em Rio Branco-AC, nessa semana, aprovou a desfiliação do Sindicato Nacional da CSP-Conlutas, central sindical ao qual estava filiado oficialmente desde 2007.

Foram 262 votos favoráveis à desfiliação, mais do que o dobro de votos pela permanência: 127. Houve também 7 abstenções.

A deliberação sobre a desfiliação ou permanência na CSP-Conlutas foi uma demanda aprovada no 14° Conad Extraordinário (Conselho Nacional das ADs), realizado pelo ANDES-SN em novembro do ano passado.

A insatisfação dos docentes com a filiação à CSP-Conlutas vem de longa data. Ausência de democracia interna da central, métodos pouco democráticos, construção de um movimento artificial e a falta de autonomia em relação a partidos políticos sempre foram questões criticadas pelas bases das seções sindicais e por muitas direções.

O aparelhismo, a incapacidade de construção da organização em massa da classe trabalhadora e o sectarismo também foram alvos de críticas ao longo de todos esses anos. Além disso, o ANDES-SN vinha sendo a principalmente fonte de sustento financeiro da CSP-Conlutas.

Para a Associação dos Professores da Universidade Federal do Paraná (APUFPR), “a decisão reflete o sentimento de mudança que se espalha por todas as universidades do país onde há seções sindicais do ANDES-SN e a necessidade de construção de novas perspectivas para renovar as lutas do movimento docente nessa nova conjuntura do país”.

Ainda segundo a APUFPR: “isso se soma ao desejo crescente de ressignificar a atuação do Sindicato Nacional, que vem demonstrando extrema dificuldades em articular a categoria docente nos últimos anos e perdeu a oportunidade de ser o grande protagonista na resistência contra os desmontes das políticas públicas de educação durante o governo Bolsonaro”.

Fonte: Redação com Apufpr

Eletricitários se reúnem com ministro de Minas e Energia e discute reestatização da Eletrobras

Na quinta-feira (9), representantes do Coletivo Nacional dos Eletricitarios (CNE) foram recebidos pelo ministro de Minas e Energia (MME), Alexandre Silveira. A atividade aconteceu após a realização de panfletagens, em frente ao Ministério, com denúncias sobre a situação da Eletrobras pós-privatização.  

Na reunião, os eletricitários e eletricitários apresentaram uma série de ilegalidades no processo de desestatização da Eletrobras. Destacaram que a estatal foi entregue ao mesmo grupo responsável por “quebrar” as Lojas Americanas. Para o Coletivo, é urgente uma intervenção do governo e, especialmente, do MME “para que não ocorra o mesmo com a maior empresa de energia elétrica da América Latina”, ressalta o CNE.

Silveira mencionou que o modelo utilizado para privatizar a Eletrobras foi desvantajoso para o Estado brasileiro e que não se opõe de à reestatização da Eletrobras se essa for a decisão do Governo Lula. O ministro, ao afirmar que possui um perfil conciliador e que o interesse público será sempre defendido por ele, disse que o MME está de portas abertas para tratar questões estruturais do setor elétrico, a exemplo do CEPEL, Candiota, programas governamentais, Eletrobras, entre outros.

O CNE entende que é fundamental estabelecer um diálogo permanente entre o Ministério e os representantes dos trabalhadores e trabalhadoras da Eletrobras para garantir a fortalecimento do setor e assegurar uma política de defesa da categoria eletricitária, ao contrário do que vem ocorrendo na empresa,  como as demissões de trabalhadores altamente capacitados, que pode provocar insegurança ao sistema energético brasileiro.

O Coletivo Nacional dos Eletricitarios congrega 34 sindicatos, 4 associações e 7 federações.

Fonte: Salve a Energia

Professores contratados cobram pagamento de salário na porta da Seduc

Os professores contratados (monitores) foram hoje, 09/02, até a porta da Secretaria Estadual de Educação para cobrar o pagamento do salário de janeiro, mês de férias coletivas da categoria.

A manifestação na porta da Seduc também cobrou a renovação dos contratos de trabalho e teve o apoio do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas. Para Emmanuel Miranda, diretor do Sinteal: “é um absurdo o que o governo do Estado fez com os professores contratos, a Seduc rompeu os contratos, não pagou janeiro e ainda bagunçou o calendário escolar, pois o ano letivo deve começar sem os monitores, o que vai prejudicar os alunos”.

Depois de lambança, a Seduc está convocando os monitores que assinaram contratos em 2021-23 e fala em fazer uma nova seleção para professores contratados. Agora, a Secretaria de Educação corre contra o tempo.

Manifestação contra “esforço de guerra” leva multidão às ruas na Dinamarca

Dezenas de milhares de pessoas se manifestaram neste domingo (5) em Copenhague contra o projeto do governo dinamarquês de abolir um feriado para ajudar a aumentar os gastos com Defesa, em meio à guerra na Ucrânia.

“É uma proposta totalmente injusta”, disse Lizette Risgaard, líder da central sindical FH, que organizou a manifestação e conta com 1,3 milhão de filiados no país, de quase 6 milhões de habitantes.

Os manifestantes – entre 40 mil e 50 mil, segundo a polícia e os organizadores – se concentraram em frente ao Parlamento. Cerca de 70 ônibus trouxeram manifestantes de várias partes do país.

O governo de coalizão dinamarquês, liderado pela primeira-ministra social-democrata, Mette Frederiksen, quer suprimir um feriado religioso que existe desde o século XVII, a fim de usar o dinheiro gerado para aumentar o orçamento da Defesa para 2% do PIB em 2030, três anos antes do previsto, e para cumprir a meta da Otan.

O Executivo, formado por partidos de esquerda e direita, insiste em que a medida é necessária devido ao novo contexto militar decorrente da invasão russa à Ucrânia, mas os sindicatos consideram que a medida viola os acordos salariais negociados com o governo.

“Na próxima vez que o Parlamento disser que é necessário mais dinheiro, eles irão eliminar outro feriado ou algum domingo”, alegou a líder sindical Lizette Risgaard. “Não acredito que o dinheiro para a guerra sirva para fazer a paz”, disse Kurt Frederiksen, chefe do ramo de hotéis e restaurantes no sindicato 3F.

Fonte: AFP

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