Bolsonarista radical é o assassino de torcedor do Fluminense em disputa por um pedaço de pizza

O autor dos disparos é Marcelo de Lima, inspetor de polícia penal, que tem postagens favoráveis a Jair Bolsonaro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga episódio de violência registrado em um bar próximo ao Maracanã, onde aconteceu na noite deste sábado (1º) a primeira partida da final do campeonato carioca entre Flamengo e Fluminense. Torcedores do Fluminense costumam se reunir no local para assistir aos jogos do time. O bar estava cheio quando Thiago Leonel Fernandes da Motta foi baleado e morreu. Também foi atingido Bruno Tonini Moura, que foi levado para um hospital. Não há informações sobre seu estado de saúde.

O autor dos disparos é Marcelo de Lima, inspetor de polícia penal vinculado à Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), que estava de folga. Segundo relatos de testemunhas, o crime não foi motivado por desentendimentos sobre futebol e sim por uma discussão envolvendo as últimas fatias de pizza vendidas pelo estabelecimento, que eram disputadas pelo atirador e pelas vítimas. Após o entrevero, o inspetor de polícia penal sacou a arma efetuando disparos.

Marcelo de Lima foi preso em flagrante por policiais militares e encaminhado à Delegacia de Homicídios. O policial penal foi autuado pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil contra Thiago Leonel Fernandes da Motta e tentativa de assassinato contra Bruno Tonini Moura.

Nas redes sociais, circula um vídeo que mostra a aglomeração de torcedores do Fluminense quando são ouvidos nove tiros. Inicialmente, os presentes demonstram não entender o que estava acontecendo. Em seguida, alguns correm e outros se abaixam.

Em nota divulgada em suas redes sociais, o Fluminense lamentou a morte de Thiago e manifestou torcida pela recuperação de Bruno. “Esperamos que os fatos sejam apurados com rigor e o responsável, punido. Toda a nossa solidariedade aos familiares e amigos das vítimas”, acrescentou o clube. A Seap repudiou o ato de violência praticado pelo seu servidor e informou que será aberto um Procedimento Disciplinar Administrativo.

Familiares e amigos de Thiago publicaram mensagens em sua homenagem. Ele era fotógrafo e cinegrafista e participou de trabalhos do Grupo Globo. Artistas que o conheciam manifestaram pesar. “Que tristeza! Muita luz para esse cara tão especial”, escreveu a atriz Fernanda Paes Leme. “Meu Deus!!! Thiago é pura luz!!! Tristeza”, postou o ator José Loreto. Outra atriz que lamentou o episódio foi Débora Secco: “Sem acreditar”.

Ele também integrava o Samba Pra Roda, grupo que fundou com amigos. “Perdi um amigo, um irmão, uma das pessoas mais geniais e talentosas que eu já conheci, que me ensinou tantas coisas nas ladeiras desse morro. Isso tudo por causa da violência, do descontrole das armas, da banalização da vida. Inacreditável”, escreveu Omar Monteiro, dono do Bar do Omar, localizado próximo ao Morro do Pinto no bairro Santo Cristo, onde o grupo costumava se apresentar.

Violência

O novo episódio de violência nos arredores do Maracanã ocorre menos de um mês após briga generalizada entre torcedores de Vasco e Flamengo que deixou diversos feridos. O confronto ocorreu no dia 5 de março, quando as duas equipes se enfrentaram em partida válida pelo campeonato carioca.

O vascaíno Eder Eliazar acabou morrendo após ficar 15 dias internado. Também no dia 5 de março, outro vascaíno foi baleado e morreu perto do estádio São Januário, mas a Polícia Civil considera a hipótese principal de execução motivada por uma rixa com traficantes.

Episódios de violência nos arredores dos estádios da capital levaram o Tribunal de Justiça do Rio Janeiro (TJRJ) a decretar, no mês passado, a prisão temporária dos presidentes das torcidas organizadas Young Flu (Fluminense), Força Jovem (Vasco), Torcida Jovem (Flamengo) e Raça Rubro-Negra (Flamengo). A decisão da juíza Ana Beatriz Estrella apontou que eles já haviam sido autuados e, diante da posição de liderança, são responsáveis diretos pela prática dos crimes investigados.

Seguindo entendimento semelhante, o juiz Bruno Vaccari Manfrenatti, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos do TJRJ, autorizou posteriormente ações de busca e apreensão e a indisponibilidade de bens das quatro torcidas. Além disso, determinou que elas fiquem impedidas de acessar eventos esportivos por cinco anos. O magistrado estabeleceu ainda que 16 torcedores usem tornozeleiras eletrônicas por seis meses, ficando proibidos de se aproximarem de estádios em dias de jogos.

Os mandados de prisão contra os presidentes das quatro torcidas organizadas ainda não foram cumpridos e eles são considerados foragidos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) se manifestou nos autos processuais contra as prisões, alegando fragilidade da acusação, uma vez que não haveria provas da participação pessoal de cada um nos atos de violência. “Não consta qualquer elemento indiciário acerca da autoria delitiva”.

A Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg) também contesta a decisão e defende que as torcidas organizadas não podem se responsabilizar por crimes cometidos por grupos de marginais infiltrados.

“Somos contra a violência, defendemos a punição no CPF de quem comete crime, e queremos que os torcedores incentivem os seus times, fazendo a festa na arquibancada. Justiça sim, ditadura não!”, registra postagem em suas redes sociais.

Com base nas decisões vigentes, a Polícia Militar deteve ontem 17 integrantes de torcidas organizadas que não poderiam estar presentes no Maracanã e nos seus arredores durante a partida entre Flamengo e Fluminense.

Fonte: Agência Brasil e Brasil 247

Armas liberadas por Moro e Bolsonaro a CACs abastecem milícias e crime organizado

No governo de Jair Bolsonaro (PL), o arsenal nas mãos de CACs cresceu 187% em relação a 2018 e chegou a 1 milhão de armas em julho de 2022

A farra da liberação de armas no Brasil a supostos colecionadores, que começou na gestão de Sergio Moro como ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, tem servido para abastecer milícias e o crime organizado. É o que revela reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira. “O GLOBO reconstituiu a trajetória de mais quatro armas compradas legalmente, com autorização do Exército, que acabaram apreendidas quando eram empregadas em crimes por grupos paramilitares. Todas têm um ponto em comum: foram adquiridas por integrantes da categoria dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores, os CACs, que foram acusados de integrar milícias. Na maioria das vezes, o armamento foi apreendido menos de um ano depois de ser fabricado”, aponta o texto de Rafael Soares.

“No governo de Jair Bolsonaro (PL), o arsenal nas mãos de CACs cresceu 187% em relação a 2018 e chegou a 1 milhão de armas em julho de 2022. Desde o início deste ano, um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspendeu as emissões de novos certificados de registro para CACs. O texto também determina que as armas de integrantes da categoria passem por recadastramento pela Polícia Federal. Um dos objetivos da medida é descobrir quantas armas adquiridas por atiradores, caçadores e colecionadores foram desviadas para o crime organizado”, aponta o repórter.

Fonte: Brasil 247

Argentinos são resgatados do trabalho escravo no Rio Grande do Sul

Segundo a Polícia Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego, uma das vítimas é menor de idade

Quatro trabalhadores argentinos em condição análoga à de escravo foram resgatados na noite deste sábado 1º em Nova Petrópolis, na Serra Gaúcha. Segundo a Polícia Federal e o Ministério do Trabalho e Emprego, responsáveis pela operação, uma das vítima é menor de idade.

As pessoas resgatadas trabalhavam no corte de lenha em uma propriedade rural do município. Segundo a Polícia Federal, eles haviam sido abandonados pelos empregadores e estavam sem recurso para alimentação e estadia.

A Polícia Federal foi acionada após receber denúncia da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, que também participou da operação. Um homem, responsável pelas atividades, foi preso em flagrante por submeter trabalhadores à condição análoga à de escravo à de escravo, crime previsto no Artigo 149 do Código Penal. Conduzido à Polícia Federal em Caxias do Sul (RS), ele será encaminhado ao Sistema Penitenciário e permanecerá à disposição da Justiça Federal.

Ao chegarem à propriedade rural, os policiais federais, brigadistas militares e auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego encontraram os trabalhadores acampados na mata em condições insalubres e totalmente desassistidos. Os argentinos estavam sem água potável, sem energia elétrica e sem acesso a banheiros.

Fonte: Carta Capital

Governo Lula tem 38% de aprovação em seu primeiro trimestre, diz Datafolha

Lula tem a melhor avaliação entre os nordestinos, os eleitores de menor renda e os jovens. E pior entre os mais ricos, evangélicos e moradores da região Sul

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem aprovação de 38% dos entrevistados pela pesquisa Datafolha divulgada hoje (1º). Para essa parcela, o desempenho é ótimo ou bom. Para 30% é regular, e 29% consideram ruim ou péssimo.

Lula tem a melhor avaliação – e menor reprovação – entre os nordestinos. Para 53% dos entrevistados da região Nordeste, Lula é ótimo ou bom. Esse grupo corresponde a 26% da amostra da pesquisa Datafolha. E também entre os mais pobres, que ganham até dois salários mínimos – perfil que corresponde a mais da metade (55%) dos participantes. Os jovens, de 16 a 24 anos, também avaliaram bem o petista. Desse grupo, 17% consideraram ruim ou péssimo.

Neste primeiro trimestre, cujo início foi marcado pelo enfrentamento à tentativa de golpe e seus efeitos, a aprovação é menor que a do mesmo período em seus governos anteriores. No primeiro trimestre de 2003, era aprovado por 43%. E tinha 10% de reprovação. Em 2007, 48% e 14%, respectivamente. Mesmo assim, o petista tem aprovação maior que a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em seu primeiro trimestre. Bolsonaro chegou a 32% de ótimo ou bom.

Rejeição a Lula é maior entre os mais ricos, diz Datafolha

Em compensação, tem maior rejeição entre os evangélicos, os mais ricos e entre os participantes de regiões em que Bolsonaro obteve maior votação nas eleições. No Sul, Lula obteve 29% de aprovação, segundo o Datafolha. Esses entrevistados correspondem a 15% da amostra. , 28% entre evangélicos (27% dos ouvidos) e 30% entre os mais ricos.

O Datafolha entrevistou 2.028 eleitores nesta quarta (29) e quinta (30) em 126 cidades. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.

A aprovação de Lula é semelhante ao de outros presidentes em início de governo. Em 1995, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) obteve 39%, e Fernando Collor (PRN), 36% em 1990. Mas ficou abaixo do de Dilma Rousseff (PT). Em 2011, a presidenta sucessora de Lula obteve 47% de ótimo e bom.

Fonte: Rede Brasil Atual

Fundador da Igreja Bola de Neve é acusado de abuso contra a esposa

Na última madrugada, Nathan Gouvêa, enteado do pastor Rina, da igreja Bola de Neve, publicou uma série de vídeos fazendo exposições sobre o familiar, através das redes sociais. Aparentando estar farto das situações que enfrenta em casa, o jovem prometeu ‘abrir a boca’ e revelar tudo o que sabe, admitindo que também teme o que está fazendo.

Em seus Stories do Instagram, Nathan escreveu: “Há anos forçam a barra pra eu abrir minha boca. Sempre segurei o tranco e não falei 10% do que se passa. Tenho muitas perguntas como vocês também a fazer. EU VOU ABRIR MINHA BOCA”, inicia. “Abuso emocional, abuso físico, abuso financeiro. Ser taxado como o que não é por toda uma vida e vocês acreditando”.

Ele ainda segue: “Muitos presenciaram, mas optaram por não ver pela conveniência. Ao menos, todos saberão o que realmente se passa e terão a oportunidade de escolher se continuam ou não como parte do circo”. No próximo stories, é possível ver o vídeo onde o pastor surge em uma briga com a esposa, a pastora Denise, em meio a uma discussão acalorada e exaltada.

“Ela recaiu umas 10 vezes. Ela para de tomar, e daqui a pouco ela ia lá, comprava escondido, mentia para mim, quando eu via ela tava tomando. Aí ela conseguiu parar de tomar, só que isso mexeu com a cabeça dela de um jeito que ela tá completamente enlouquecida”. A mulher ainda garante que irá a um neurologista e fará um laudo para ‘esfregar’ na cara dele.

“Sai fora de mim porque eu não tenho nada para oferecer para ele mais. Eu to velha, ele tem um monte de mulher em cima dele, entendeu?”, continua ela. O pastor rebate: “Não tem mulher nenhuma. Ela vive falando isso. Ela vive me tratando como se eu fosse um adúltero. Eu não sou seu pai, eu não sou seu ex-marido. Eu sou um homem de Deus e você me trata como se eu fosse adúltero há 20 anos”.

Pastora Denise ainda volta a rebater, “Não, você não é”. Rinaldo ainda continua, buscando alternativas: “Ninguém aguenta mais isso. Talvez a gente tenha que dar um tempo, cada um em uma casa, começar uma terapia. Você tá me deixando maluco”. O pastor acusa a mulher de ter destruído a sua família, enquanto é acusado de ser um ‘abusador’.

O vídeo é legendado como: “Para quem sabe o que é abuso emocional e psicológico, sabe o que está acontecendo”. Nathan aparece em um próximo stories pedindo desculpas pelo rosto inchado e relata que a situação é difícil e que ele já havia chorando muito naquele dia.

Fonte: Observatório dos Famosos

ARCABOUÇO PARA O BRASIL E CALABOUÇO PRA O FUJÃO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

A semana foi quente na terra descoberta por Pedro Álvares Cabral.
Foram momentos marcantes que conseguiram inflamar as redes sociais.

Na quinta feira desembarcou no Brasil o homem, se é que pode ser chamado de homem. O ex presidente fujão da República chegou mais pobre desde a época que abandonou o país em pleno exercício do cargo.
O Excrementissimo tentou mobilizar os atores do picadeiro verde e amarelo, para tentar criar uma cortina de fumaça, uma altivez que não existe e conseqüentemente se ver livre do arcabouço, digo! Calabouço.

No mesmo dia o Ministro da Economia Haddad desembarca para o Brasil o arcabouço fiscal que substituirá o falido e furado teto de gastos do Vampirão Temer. Num primeiro momento o novo plano foi bem recebido, porém somente o Congresso poderá chancelar o arcabouço e ressucitar do Brasil depois de seis anos preso no calabouço neoliberal.

O mesmo Congresso com suas hienas, foi vítima do arcabouço intelectual do Ministro Flavio Dino, que se transformou no Flavio Show do Direito para a Direitinha Golpista, que puderam assistir de graça a uma aula no mais alto teor de conhecimento, bom humor e lacração.
Dino debochado!
Seria demais dizer, que o Ministro jamais voltará à CCJ como convocado para dar explicações sobre algum tema. Já os facistas com apenas dois neurônios, usarão um, para perceber que outra surra nesse mesmo naipe não deve acontecer em pequenos espaços de tempo.
Uma tentativa de revanche com Dino só acontecerá, quando a deputaiada da direita, deixar a UTI.
A Maré não tava pra peixe!

Mesmo com todas as cenas que aconteceram na capital brasileira, uma muito esperada por milhões de brasileiros não aconteceu, a prisão do ladrão de jóias.
Já na sua chegada, o Excrementissimo exigiu carro blindado para sua segurança, sem ter direito, claro! Essa fala encheu as redes socias com fotos do Caveirão da polícia militar, associando a tão esperada prisão do fujão ao carro blindado. Seria uma cena de cinema vê-lo trancafiado indo rumo à Bangu ou para a Papuda e jogá- lo junto aos patriotarios que lá estão desde janeiro, visto que o custo seria bem menor. A Papuda é logo ali.

Flopou a volta do fujão , mas o que não pode flopar é a justiça.
Que venha o calabouço! Pra ele viu!

Maceió, 02 de Abril de 2023

Deputado Ronaldo Medeiros (PT) faz projeto para PM usar câmeras nas operações policiais

O deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) protocolou, nesta quinta-feira (30), Projeto de Lei (PL) que determina a implantação de câmeras de vídeo e sistemas de áudio em viaturas e nos fardamentos de policiais civis e militares de Alagoas.

Na justificativa do PL, o parlamentar ressalta que “não se trata, tão somente, de uma medida ‘para fiscalizar’ os policiais civis e militares, mas também para protegê-los de acusações infundadas quando a conduta tenha sido realizada dentro dos limites impostos pela Lei. O policial é um agente público a serviço do Estado. Monitorar a atividade policial não é uma forma de ‘controlar’ o indivíduo, particularmente, mas de monitorar o próprio Estado, da mesma forma que a transparência deve perpassar todas as outras esferas da atividade estatal”.

Além disso, Ronaldo Medeiros também destaca que um estudo realizado pela universidade de Warwick, Queen Mary e da London School of Economics, no Reino Unido, e pela PUC do Rio de Janeiro, apontou que o uso de câmeras e sistemas de áudio em viaturas e nos fardamentos de policiais reduziu em até 61,2% o uso de força por agentes de segurança, seja física ou com armas, letais ou não.

“Segundo o estudo, o uso de câmeras resulta também em uma melhora na qualidade dos dados reportados pelos policiais, com maior produção de boletins de ocorrência encaminhados à Polícia Civil”, ressalta a justificativa do PL.

Em outro trecho, Ronaldo Medeiros relembra decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no Habeas Corpus nº 598.051, que impõe a necessidade de que policiais filmem os cumprimentos de mandatos de busca e apreensão, sob risco de os agentes responderem a procedimentos disciplinares, “enfraquecendo o poder investigativo e a autoridade policial, que passa a ser questionada se não houver gravação”.

Segundo o artigo 5º do PL, “os equipamentos devem registrar as buscas realizadas pela Polícia Civil e Militar no curso de suas atribuições legais, as operações policiais e quaisquer casos de resistência à prisão”. Já o artigo 6º aponta que “o acesso às gravações poderá ser disponibilizado aos policiais militares, policiais civis, à Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Alagoas, ao Ministério Público Estadual e cidadãos que, porventura, possam ser objeto de processos acusatórios, bastando, para tanto, o simples requerimento”.

Segundo o parlamentar, o uso de câmeras por policiais não busca criminaliza-los, mas, sim, protege-los.

“Ganha a sociedade, porque o equipamento vai diminuir os casos de violência policial, mas também ganham os policiais que estarão protegidos de falsas acusações de uso excessivo de força e também inibirá aqueles que pensarem em agredi-los, uma vez que o equipamento garantirá prova para incriminar os agressores. Além disso, o uso de câmera ajudará a tornar os policiais mais profissionais”, argumenta Ronaldo Medeiros.

O deputado estadual ainda ressalta que os equipamentos ajudarão a identificar os maus policiais.

“Com as câmeras, será mais fácil para a sociedade verificar quem são os maus policiais que não honram as fardas e os distintivos que usam, e que acabam desgastando a imagem das polícias. A sociedade, sejam os mais ricos ou mais pobres, não podem ver a polícia com desconfiança”, afirma Ronaldo Medeiros. “Esse projeto não é de esquerda nem de direita, é para o bem da sociedade”, completa.

Fonte: Assessoria

Alagoas compromete o futuro com mais um empréstimo bilionário

Assembleia aprova novo empréstimo de até R$ 1,12 bilhão para Alagoas

A Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) aprovou, nesta terça-feira (28), Projeto de Lei autorizando o Poder Executivo a contratar operação de crédito junto a instituições financeiras com a garantia da União, até o valor de R$ 1.127.602.299,24 (um bilhão, cento e vinte e sete milhões, seiscentos e dois mil duzentos e noventa e nove reais e vinte e quatro centavos).

A matéria foi aprovada com o voto contrário do deputado Fernando Pereira (Progressistas). Para ele, a análise da proposta foi prejudicada devido à ausência de informações importantes, que precisariam ser discutidas com a sociedade, uma vez que impactam em toda Alagoas.

Conforme o PL, os recursos serão aplicados no “Programa Visão Alagoas 2030,”, para o financiamento de obras de infraestrutura rodoviária, aeroportuária e urbanização, dentro dos programas Alagoas de Ponta a Ponta, Minha Cidade Linda, Conecta Alagoas e o projeto do Aeroporto Costa dos Corais.

Na mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, em dezembro do ano passado, o Poder Executivo destaca que “os projetos citados demonstram a intenção do Estado de aumentar e integrar programas de infraestrutura logística e urbana que já apresentaram excelente resultados, além de alavancar o projeto de construção do Aeroporto de Maragogi, que irá dinamizar a economia de todo o Estado”.

Ausência de dados

Questionado pela reportagem sobre os motivos de ter votado contra o PL, Fernando Pereira elencou alguns dos dados cuja ausência prejudicou a análise da matéria: estudo de impacto da dívida; projeção do impacto das parcelas no orçamento do Estado; e estudo do retorno financeiro dos investimentos que serão realizados, a exemplo dos possíveis investimentos da iniciativa privada na região, motivados pelas obras públicas.

O deputado citou ainda “a ausência de documentos contendo as necessárias informações, que deveriam ser encaminhadas ao Parlamento por secretários de estado das pastas envolvidas no tema, como o esboço do conteúdo, estrutura e objetivos do projeto; indicação dos órgãos ou secretarias executores; critérios para licitação, caso necessária; cronograma de ações; disposições claras quanto às obrigações contraídas pelo Estado e a forma de pagamento; e minuta de futuro contrato a ser realizado com a entidade financiadora”. 

“Entendo que mesmo sabendo que seria voto vencido, mesmo sabendo ser necessária a execução de obras para melhorar a infraestrutura do estado, sendo os empréstimos um dos meios para essa realização, nós não podemos esquecer que essa prática de empréstimos precisa estar muito bem planejada para não comprometer o futuro. E nesse momento os empréstimos anteriores, todos com ausência de impactos, podem estar levando Alagoas a mais um período de instabilidade séria de suas finanças”, prosseguiu Fernando Pereira.

O parlamentar destacou, por fim, que nos últimos 16 anos vários empréstimos foram contraídos pelo Estado e nunca foram apresentados os impactos e a viabilidade desses empréstimos, de forma clara: “Hoje já vemos correntes apontando uma situação difícil dos estados e já falando de uma nova renegociação das dívidas. Tiramos empréstimos para fazer as estradas e também já existiu pleito contendo a necessidade de recursos para recuperar estradas feitas por meio de empréstimos. Somos um estado pobre e com muita desigualdade social, é preciso de mais clareza e planejamento, para obter os verdadeiros resultados no enfrentamento dos desafios sociais do nosso estado”, concluiu.

Fonte: Cada Minuto

Pistoleiros destroem barracos e ameaçam comunidade Guarani e Kaiowá no MS

Em mais um desdobramento da série de ataques, ameaças e assédios registrados nas últimas semanas contra o tekoha Kurupi, localizado em Naviraí (MS), funcionários de um fazendeiro destruíram barracos e instrumentos sagrados da comunidade Kaiowá e Guarani na madrugada desta segunda-feira (27). Os indígenas também relatam que sofreram ameaças e temem novas investidas.

A comunidade, que foi alvo de uma ação ilegal de policiais militares na semana passada, denuncia que os agressores continuam contando com a escolta de agentes policiais para realizar os ataques. Áudios interceptados pelos indígenas corroboram a denúncia.

Segundo os relatos dos Kaiowá e Guarani, os funcionários da fazenda Tejuy estão avançando com tratores sobre a comunidade, numa área de preservação permanente da propriedade, sobreposta ao território reivindicado pelos Kaiowá.

Os funcionários contam com escolta policial para “gradear” a terra – a prática, com uso de grades puxadas por tratores, é utilizada para preparar a terra para o plantio de sementes, usualmente de soja ou milho.

“Esse aí é o nosso barracão, onde está o nosso xiru. Passaram por cima com trator”

Segundo os Kaiowá, os fazendeiros usam esta atividade como justificativa para contar com a escolta policial e aproveitam a ocasião para avançar contra os indígenas.

“Nosso barraco já era. Derrubou tudo”, lamenta um Kaiowá da comunidade, em vídeo gravado nas primeiras horas da manhã desta segunda (27), enquanto mostra os resultados da ação do trator na madrugada.

“Desse lado aqui não passou o trator ainda, mas se passar vai derrubar tudo. Se a autoridade está por aí, aja rápido”, pede o indígena, não identificado por razões de segurança.

“Eles estão ameaçando, falaram que vão atirar na cabeça do índio, que vão matar mesmo”, relata outra indígena do tekoha. “Esse aí é o nosso barracão, onde está o nosso xiru [altar sagrado para os Kaiowá e Guarani]. Passaram por cima com trator”.

“A comunidade do Kurupi não parou de sofrer ataques e ameaças um único dia desde a semana passada”

Áudios interceptados

A comunidade do Kurupi conseguiu registrar em áudio algumas comunicações feitas via rádio entre os funcionários da fazenda e, inclusive, conversas dos funcionários com policiais. Os áudios foram interceptados em aparelhos de rádio e gravados por meio de celular entre a noite de domingo e a madrugada de segunda, e indicam a gravidade da situação.

“Tá preto de índio do outro lado do rio (sic)”, afirma uma das pessoas no áudio captado pelos indígenas. “Do outro lado ali, onde vai gradear mais tarde”.

“Vamos trabalhar. Se eles saírem da moita e vierem pra cima, nós levantamos a grade e vamos pra cima. Enquanto eles não saírem da moita, vamos gradeando”, afirma outro homem.

Em um dos áudios, é possível ouvir os funcionários da fazenda comunicando-se com um homem identificado como “sargento” e avisando sobre as próximas movimentações dos tratores no local. O funcionário também deixa transparecer que, quando não estão sendo assediados, os indígenas ficam “quietos no canto deles”.

“Sargento, essa noite não está rodando o trator, então está sossegado aqui na fazenda, está tranquilo, de boa. Eles estão quietos no canto deles lá. Agora, amanhã vai começar a rodar três tratores cedo e vai rodar à noite, beleza?”, relata o funcionário.

Na avaliação do coordenador do Conselho Indigenista Missionário – Cimi Regional Mato Grosso do Sul, Matias Benno Rempel, além de corroborar as denúncias que vêm sendo feitas pelos indígenas de diversas comunidades do estado sobre a atuação da Polícia Militar (PM), os áudios indicam que os Kaiowá e Guarani do tekoha Kurupi têm apenas buscado se defender.

“Essa situação denota que os indígenas estão numa postura passiva, apenas se protegendo e resguardando a parte do território que eles ocupam, que é uma área de mata, de preservação permanente, e só se defendem quando os tratores avançam contra a comunidade, seus barracos e pertences, inclusive objetos sagrados”, avalia Matias.

“Se em algum momento avançam, isso ocorre depois das provocações e ou ataques que recebem. Na verdade, a comunidade do Kurupi não parou de sofrer ataques e ameaças um único dia desde a semana passada”, aponta o coordenador regional do Cimi.

Ataques em série

Na última quinta-feira (16), os indígenas do tekoha Kurupi foram alvo de um ataque de fazendeiros e da Polícia Militar, que contou inclusive com o uso de helicópteros e disparos de armas de fogo.

Segundo os indígenas, o ataque ocorreu após funcionários da fazenda Tejuy avançarem sobre a área de preservação permanente ocupada pela comunidade.

Nos últimos anos, a Polícia Militar do estado de Mato Grosso do Sul tem realizado uma série de ações ilegais contra comunidades indígenas, quase sempre com o mesmo método: sem determinação judicial, prestando apoio a fazendeiros, invariavelmente com uso de força desproporcional.

No ano passado, a ação mais notória do tipo foi realizada contra o tekoha Guapoy, em Amambai (MS), resultou no assassinato do Guarani Kaiowá Vitor Fernandes, de 42 anos, e ficou conhecido como “massacre do Guapoy”. No mesmo período, o próprio tekoha Kurupi foi alvo de ataques de forças policiais.

Já neste ano, no início de março, o tekoha Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante (MS), foi alvo de uma tentativa de despejo ilegal efetuada pela PM. A ação resultou na prisão arbitrária de três indígenas, soltos no dia seguinte por determinação da Justiça Estadual.

Fonte: Desacato

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