Moradores denunciam despejo irregular de esgoto pela BRK em Barra de São Miguel

Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental

O município de Barra de São Miguel, no litoral sul de Alagoas, um dos principais destinos turísticos do estado e conhecido por concentrar casas de veraneio de políticos e empresários durante a temporada de verão, voltou a ser alvo de denúncias ambientais envolvendo o sistema de esgotamento sanitário.

Moradores da cidade denunciaram, por meio de vídeos que circularam nas redes sociais ao longo do último fim de semana, o despejo irregular de esgoto em galerias de águas pluviais. As imagens mostram o esgoto sendo lançado diretamente nessas galerias, com escoamento para o rio Niquim e, consequentemente, para as praias do município, provocando poluição ambiental e riscos à saúde pública.

A população cobra providências da prefeitura e da BRK Ambiental, empresa responsável pelo tratamento de esgoto no município. Segundo os relatos, o lançamento irregular de dejetos teve início no final de semana, contaminando o rio e comprometendo a balneabilidade das praias.

As denúncias em Barra de São Miguel reforçam críticas já feitas à atuação da BRK em outras cidades alagoanas. Em Maceió, também há registros e relatos de episódios semelhantes, nos quais a empresa teria sido notificada por está despejando esgoto em áreas litorâneas, situação que motivou questionamentos de moradores, ambientalistas e órgãos de fiscalização.

Especialistas alertam que o lançamento de esgoto em galerias de águas pluviais configura crime ambiental, uma vez que essas estruturas não são destinadas a receber resíduos sanitários. A prática pode causar danos ao meio ambiente, afetar a fauna e a flora locais e comprometer atividades econômicas ligadas ao turismo e à pesca.

Até o momento, não houve manifestação pública da BRK sobre as denúncias específicas registradas em Barra de São Miguel. Moradores cobram providências dos órgãos ambientais, do Ministério Público e da prefeitura para a apuração dos fatos, fiscalização rigorosa e adoção de medidas que garantam o correto funcionamento do sistema de esgotamento sanitário no município.

Fonte: 082 Alagoas

Gás gratuito para famílias de baixa renda chega a todas as capitais

Nova fase do Programa Gás do Povo tem início nesta segunda-feira. Meta é atingir 15 milhões de famílias até março

A partir desta segunda-feira (26) o programa Gás do Povo estará incorporando 17 novas capitais, totalizando, com a iniciativa, a entrega gratuita de gás de cozinha para as famílias de baixa renda em todas as capitais do país.

O programa federal consiste na recarga gratuita do botijão de gás de cozinha (GLP) de 13 quilos (kg), através de Vale, que pode ser utilizado em mais de 10 mil revendedoras credenciadas em todo o país. O total de famílias que a serem incluídas nesta segunda fase será de 950 mil.

O Ministério do Desenvolvimento, Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) prevê concluir a implementação do programa em março deste ano, quando 15 milhões de famílias, cerca de 50 milhões de pessoas, em todos os 5.571 municípios, estarão sendo atendidas.

O Gás do Povo foi lançado em setembro de 2025 pelo presidente Lula voltado à ampliação do acesso gratuito ao gás de cozinha, com uma nova modalidade do auxílio, direcionada para famílias inscritas no Cadastro Único, com renda igual ou inferior a meio salário mínimo, com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família (renda per capita de até R$ 218).

O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, destaca que “o benefício alivia o orçamento familiar dos mais pobres, que podem destinar o dinheiro que gastariam no botijão para comprar alimentos ou suprir outra necessidade básica”.

O que muda nesta etapa

•    Inclusão de 950 mil novas famílias no programa

•    Expansão para 17 capitais que ainda não participavam

•    Cobertura passa a alcançar todas as capitais do país

•    Vale pode ser usado em mais de 10 mil revendas credenciadas

Capitais incluídas a partir de 26/01

•    Aracaju (SE)

•    Boa Vista (RR)

•    Brasília (DF)

•    Campo Grande (MS)

•    Cuiabá (MT)

•    Curitiba (PR)

•    Florianópolis (SC)

•    João Pessoa (PB)

•    Macapá (AP)

•    Maceió (AL)

•    Manaus (AM)

•    Palmas (TO)

•    Porto Velho (RO)

•    Rio Branco (AC)

•    Rio de Janeiro (RJ)

•    São Luís (MA)

•    Vitória (ES)

Quem tem direito ao Gás do Povo

Para receber o benefício, a família precisa:

•    Ser beneficiária do Bolsa Família;

•    Ter ao menos duas pessoas no núcleo familiar;

•    Ter renda per capita de até meio salário-mínimo;

•    Estar com o Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses;

•    Ter o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) do Responsável Familiar regular, sem pendências.

Como usar o vale do gás

O benefício pode ser acessado de diferentes formas:

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo;

•    Cartão do Bolsa Família (com chip);

•    Cartão de débito da Caixa;

•    Informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda e receber código por SMS.

Onde consultar o benefício

•    Aplicativo Meu Social – Gás do Povo, disponível para os celulares dos sistemas Android e iOS;

•    Página oficial do Gás do Povo no site do MDS;/

•    Portal Cidadão Caixa;

•    Caixa Cidadão: 0800-726-0207.

Com dados da Agência Brasil

·        Antigo Vale Gás (Auxílio Gás): O beneficiário recebia um valor em dinheiro na conta (pecuniário), geralmente 50% ou 100% da média nacional do botijão, e utilizava para comprar o gás onde quisesse. Em muitos casos, era uma troca direta ou compra de um novo botijão.

·        Novo Gás do Povo: O foco é a recarga gratuita do botijão de 13 kg diretamente nas revendedoras credenciadas, sem receber dinheiro em conta. Ao apresentar o vale (geralmente via aplicativo), o beneficiário troca o botijão vazio por um cheio. 

Fonte: Hora do Povo

Cúmplice do genocídio, Europa amplia repressão a ativistas pró-Palestina

Em Londres, quase 90 manifestantes foram presos. Na França, uma ativista foi condenada a 15 meses de prisão

Cerca de 90 pessoas foram presas em Londres após invadirem uma prisão durante uma manifestação em apoio a um ativista preso do movimento pró-Palestina Palestine Action, atualmente banido, informou a Polícia Metropolitana no domingo (25).

“ATUALIZAÇÃO: 86 pessoas foram presas sob suspeita de invasão agravada após o incidente ocorrido na noite passada na prisão HMP Wormwood Scrubs”, afirmou a polícia em comunicado.

Segundo a nota, os agentes chegaram ao local depois que manifestantes conseguiram acessar o perímetro da prisão. O texto acrescenta que os protestantes bloquearam pontos de entrada e saída utilizados por funcionários, ameaçaram policiais e que alguns chegaram a entrar na área de acesso restrito aos funcionários dentro da unidade.

A manifestação foi realizada em apoio a um ativista do Palestine Action que havia iniciado uma greve de fome na prisão, informou a polícia. A emissora Sky News relatou que o ativista é Umer Khalid, um dos participantes detidos em um protesto de grande repercussão na maior base da Força Aérea Real do Reino Unido (RAF), no verão de 2025.

O movimento Palestine Action foi banido após ativistas invadirem a base aérea RAF Brize Norton, em Oxfordshire, danificando duas aeronaves de reabastecimento Airbus Voyager com pés de cabra e pintando de vermelho as turbinas. O grupo afirmou que o protesto foi uma resposta aos voos diários da RAF entre Brize Norton e a base de Akrotiri, no Chipre, envolvida em operações militares em Gaza.

Atualmente, apoiar o movimento no Reino Unido é considerado crime, com pena que pode chegar a até 14 anos de prisão. Integrantes da organização Defend Our Juries continuam promovendo manifestações com o objetivo de realizar grandes mobilizações em apoio ao Palestine Action, tentando ultrapassar a capacidade da polícia e do sistema judicial de aplicar de forma eficaz a proibição.

França

Um tribunal criminal de Nice condenou a ativista pró-Palestina e mãe Amira Zaiter a 15 meses de prisão por publicações em redes sociais denunciando a guerra genocida de Israel em Gaza, como parte de um esforço mais amplo para reprimir discursos contra o genocídio e silenciar vozes de apoio à Palestina.

A decisão, proferida na sexta-feira pelo tribunal criminal de Nice, figura entre as punições mais severas impostas na França nos últimos anos por expressão política online.

Defensores de direitos humanos alertam que a sentença reflete uma mudança perigosa no sentido de criminalizar a dissidência quando ela questiona as políticas de Israel.

Zaiter compareceu ao tribunal em 23 de janeiro após passar quase dois meses em prisão preventiva, período durante o qual as autoridades a separaram de sua filha pequena e restringiram severamente seu contato com o mundo exterior.

O Ministério Público apresentou acusações relacionadas a postagens publicadas nas redes sociais X e Instagram entre 26 de junho e 13 de outubro de 2025.

O caso se concentrou na republicação de material antissionista, na descrição das ações de Israel em Gaza como genocidas e em manifestações de solidariedade ao movimento de resistência palestino Hamas em meio à agressão contínua de Israel.

A promotoria pediu uma pena de dois anos de prisão, manutenção da detenção, inclusão no banco de dados francês de autores de crimes relacionados ao terrorismo (FIJAIT), proibição de ocupar cargos públicos por dez anos e sanções financeiras.

Observadores do julgamento relataram que os juízes consideraram Zaiter culpada de 12 infrações. O tribunal impôs uma pena de 15 meses de prisão com encarceramento imediato, determinou sua inclusão no cadastro FIJAIT e a proibiu de exercer cargos públicos por uma década.

Além disso, a Justiça ordenou que Zaiter pagasse 6.200 euros em indenizações a várias organizações sionistas, incluindo a LICRA e o CRIF Sud-Est.

O veredicto marca a segunda condenação de Zaiter relacionada ao seu apoio público à Palestina e ao Hamas.

Em novembro de 2024, ela havia recebido uma sentença de três anos de prisão, com dois anos suspensos. Essa decisão foi posteriormente reduzida pela Corte de Apelação de Aix-en-Provence para 18 meses, sendo 12 meses com pena suspensa e regime de liberdade condicional.

Zaiter, na faixa dos 30 anos e sem antecedentes criminais antes desses casos, é cofundadora da associação Nice à Gaza.

O processo atual também fez referência a uma postagem sobre Illan Choukroune, um reservista francês que serve no Exército israelense, a quem Zaiter descreveu como genocida. Ela manteve suas declarações e afirmou estar chocada com o fato de esse tipo de discurso político ter sido tratado como discurso de ódio.

O advogado de defesa, Kada Sadouni, condenou a decisão como profundamente injusta e alertou que o caso levanta sérias preocupações sobre a liberdade de expressão, o debate público e o silenciamento sistemático de opiniões consideradas politicamente inconvenientes.

Segundo ele, o tribunal pareceu determinado a fazer de Zaiter um exemplo, e confirmou que a possibilidade de recurso segue em análise. (Com agências).

Fonte: Brasil 247

“Marcha dos patetas” de Nikolas Ferreira acaba com chuva forte e raios em Brasília

Descarga elétrica deixou dezenas de pessoas feridas durante ato convocado por bolsonaristas

Um raio atingiu, no início da tarde deste domingo (25), manifestantes que estavam reunidos na Praça do Cruzeiro, em Brasília. Eles participavam de um ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no encerramento de sua caminhada até o Distrito Federal para pedir anistia aos golpistas de 8 de janeiro.

O incidente ocorreu pouco antes das 13h deste domingo, quando uma forte chuva caía no local. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado às 12h50.

De acordo com os bombeiros, 72 pessoas foram atendidas no local do incidente e 42 estavam estáveis, conscientes e orientadas. Outras 30 pessoas tiveram que ser levadas pelos militares para o Hospital de Base do Distrito Federal e para o Hospital Regional da Asa Norte.

Ainda segundo o balanço do Corpo de Bombeiros, 8 pessoas foram consideradas “instáveis”.

Foram acionadas para o resgate dos feridos 25 viaturas do Corpo de Bombeiros.

Vídeos postados nas redes sociais mostram o momento da descarga elétrica.

Fonte: ICL

Mais de 100 cidades brasileiras já adotam a Tarifa Zero no transporte urbano

Experiências em mais de 100 municípios do país mostram que é possível garantir a gratuidade e manter a qualidade dos serviços

Todos os dias milhões de brasileiras e brasileiros acordam cedo para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde e enfrentam um obstáculo: o custo e a qualidade do transporte público. A política de tarifa zero surge como uma proposta concreta para reduzir desigualdades e transformar a mobilidade urbana em um direito, e não em privilégio. A proposta coloca no centro do debate o direito à cidade, a justiça social e o compromisso com um modelo que sirva a todas as pessoas, sem distinção. 

Desde sua fundação, o Partido dos Trabalhadores defende políticas públicas que reduzam desigualdades. A luta pela tarifa zero no transporte público dialoga diretamente com esse compromisso histórico. 

Hoje no Brasil mais de 100 municípios adotam algum modelo que prevê tarifa zero. Porém, a política não é adotada de forma universal em nenhuma das capitais do país. Municípios nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e Distrito Federal, por exemplo, têm experimentos em andamento.  

Um estudo divulgado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) atesta que o número de usuários de transporte público no Brasil caiu significativamente, em cerca de 30%, após a pandemia de Covid-19. Em contrapartida, relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) constata que têm aumentado as vendas de carros e motos, ampliando o uso do transporte individual.

Os dados são baseados em pesquisa realizada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, FENABRAVE:

Motos novas (emplacamentos 2023): 1.58 milhão (+16,1%)

Carros novos (emplacamentos 2023): 2.18 milhões (+11,3%)

Veículos novos no acumulado 2025: 3.229,726 (+6,6% vs 2024) Fenabrave

Com a injeção cada vez maior de automóveis e motos nas ruas, crescem os desafios de acesso à mobilidade, melhoria do tráfego, qualidade do serviço, valor das tarifas, modelo de administração e controle de emissão de gases poluentes. 

Em Camboriú, uso do transporte público cresceu 600%

Um exemplo de êxito da tarifa zero é o município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, que desde 2023 adotou a política de forma universal e já contabiliza um aumento de 600% no uso do transporte público.

Eduardo Zanatta, do PT, é autor do projeto da tarifa zero em Camboriú (SC)

O vereador Eduardo Zanatta (PT-SC), autor do projeto que instituiu a política, conta que durante a pandemia a população chegou a ficar um ano e três meses sem o serviço, comprometendo o acesso a postos de saúde e escolas.

“O modelo de concessão está falido. O que existe é muita injeção de dinheiro público nas empresas e, além disso, parte da tarifa é cobrada na população. Então, a sociedade paga duas vezes. Paga no imposto e paga na tarifa para se deslocar todos os dias. E a conta nunca fecha”, diz o parlamentar. “O serviço é ruim, a pessoa não consegue chegar a seu compromisso e o ônibus não é confortável. O morador vai buscar um transporte alternativo, que na maioria dos casos, é a moto individual, é o carro particular. Aí a gente acaba vendo esse colapso no trânsito das maiores cidades do país. Isso sem falar que essa sobrecarga também chega ao SUS, que registra um aumento dos acidentes de moto, que já são considerados epidemia”, denuncia Zanatta.

Ir e vir: um direito constitucional

Lafaiete Neves, economista e professor aposentado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é autor do livro Tarifa Zero: De décadas de luta ao sonho possível, obra que propõe um debate amplo sobre o colapso urbano e a busca por soluções para o transporte gratuito. Ele afirma que “a tarifa zero cumpre o preceito constitucional de ir e vir”. 

“Dá o direito de trabalhadores circularem nas cidades. Hoje quem ganha um salário mínimo compromete cerca de R$ 400 por mês com o transporte público, o que representa 30% dos rendimentos”, analisa o economista. “Quem constrói a cidade tem o direito de conhecer, viver e usar seus equipamentos culturais e espaços públicos. A tarifa zero pode proporcionar esse direito. Ela é muito maior do que falar no preço da passagem”, complementa o economista.

Economista Lafaiete Neves, estudioso do tema, defende o direito constitucional de ir e vir

Neves aponta o monopólio dos transportes como um dos fatores que contribui para a alta tarifa e a falta de qualidade na prestação do serviço. “Os empresários não investem nas cidades. Não estão nem comprando ônibus novos para subsistir a frota. Eles chegam a recorrer ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] com juros subsidiados para comprar ônibus, não estão nem usando o dinheiro deles.” 

O pesquisador explica que existem evidências de que a política da tarifa zero aquece os comércios locais. “As cidades que já aplicaram a tarifa zero e fizeram  pesquisa confirmam que a economia local teve um acréscimo de 30% no Imposto de Circulação de Mercadoria (ICMS). Quando as famílias não pagam a tarifa, investem na qualidade de vida – é o leite, é o pão, a roupa… Os estudantes do ensino médio estão abandonando a escola porque não têm dinheiro para pagar as passagens. Essa é a grande realidade hoje, o abandono é enorme, porque não tem renda para o transporte”, alerta.

É possível fazer uma transição

Sobre a viabilidade do projeto em capitais, o vereador Eduardo Zanatta explica que existem cidades brasileiras de médio porte que já utilizam a política de gratuidade universal das tarifas em modelos diversos e destaca ainda que algumas capitais de países, como Sérvia e Luxemburgo, mostram que é possível fazer a transição, garantindo a qualidade do serviço. 

“O maior município do Brasil hoje que tem a tarifa zero é Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, que tem aproximadamente 380 mil habitantes.  Temos um exemplo nosso, do PT, que é o primeiro município do Brasil acima de 100 mil habitantes, Maricá, que tem tarifa zero desde 2014″, relata.

O vereador explica que as experiências em Maricá e Balneário Camboriú têm modelos diferentes. “Em Maricá foi criada uma empresa pública por lei e aqui a gente está operando a partir da concessão do serviço.” E

Em São Paulo, aponta Zanatta, o maior município do país, “os movimentos sociais têm se organizado e o prefeito, inclusive, sinalizou que pode começar a fazer testes com a tarifa zero em alguns dias da semana, pois já existe tarifa zero aos domingos e feriados”. “Se a tarifa zero funciona em uma cidade como São Paulo, nos domingos e feriados, por que não pode funcionar durante todo o ano?”, questiona o petista.

A questão climática: transporte individual é o maior agente poluidor

Para além da mobilidade, a tarifa zero aponta para o modelo de cidade que se pretende construir do ponto de vista climático. Em 2011, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada lançou um documento intitulado Poluição Veicular Atmosférica [Comunicado número 113], mostrando que o transporte motorizado individual é o principal agente poluidor do ar nas cidades.

Na linha comparativa, estudos do IPEA quantificaram as emissões entre diferentes modos de transporte, e chegaram à conclusão que um usuário de carro emite cerca de 36 vezes mais dióxido de carbono equivalente (CO2 eq) do que um usuário de metrô, e cerca de 7 vezes mais do que um usuário de ônibus.

“Quando a gente está discutindo cumprir as metas do Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário, e acabamos de sediar a COP 30, é preciso considerar a importância de investir no transporte coletivo, que evidentemente contribui para a saúde ambiental”, defende Zanatta.  

Transparência e fiscalização

Outro aspecto que favorece a política de tarifa zero é a possibilidade de fiscalização dos gastos relacionados ao transporte com transparência.

“O sistema vigente é benéfico para a classe empresarial. Não tem transparência, a gente não sabe o custo, eles não entregam informação, aí quando você coloca a tarifa zero, você sabe quanto paga por quilômetro rodado, por exemplo. Hoje a gente sabe quantos mil quilômetros estão contratados no município de Balneário Camboriú, a gente sabe qual é o valor que é pago pelo quilômetro rodado”, informa o vereador.

Segundo ele, a tarifa zero pode garantir um sistema de transporte coletivo digno para as pessoas e está em consonância com o projeto de sociedade que o PT defende, enquanto partido político: “Que a cidade seja de todos e todas, não de uma minoria que acha que é dona do Brasil. Isso tem muito a ver com o pertencimento, o direito de ir e vir, consolidação da democracia, a democracia no hábito da cidade”, conclui Zanatta.

Fonte: PT

O CARTEIRO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 25 de Janeiro/ 2026

Uma notícia recente foi veiculada ontem no Jornal Nacional e trouxe uma inesperada e esperada saída da Fedex das terras tupiniquins, a empresa naufragou propositadamente deixando órfãos todos os Tom Hanks que são fãs de empresas privadas.
Nessa jornada de apenas 40 anos no Brasil a empresa americana deixou de prestar o serviço de entrega porta a porta, a Fedex viu a receita diminuir e numa canetada abandonou o país, mas o jornal global criou a narrativa de que o Risco Brasil fez a empresa sucumbir.
Poderia ter acabado ai, mas o pior da matéria ainda estava por vir e logo em seguida fizeram uma comparação entre a Fedex e os Correios, afirmando que os Correios estão em dificuldade financeira, pois o serviço é ineficiente, obsoleto e burocrático. A matéria jornalística em momento algum usou os mesmos argumentos para ambas as empresas. Na Fedex o Risco Brasil, nos Correios nem Risco, nem Brasil.
Ja pensou se os Correios tivesse sido privatizado e a Fedex tivesse comprado, hoje o Brasil estaria num apagão postal sem precedentes.
A saída dessa empresa do pais só confirma o que todos ja sabem; que as empresas privadas não tem a mesma identificação com o povo como as empresas públicas, pois se o lucro exorbitante não vier, tchau!
O Jornal Nacional fez uma matéria que servirá como alicerce em defesa dos Correios publico e estatal. Acho que o tiro saiu pela culatra, pois os Correios atendendo os 5570 municípios jamais abandonará seus “wilsons” como fez o naufrago da Fedex, Tom Hanks.

Por falar em Correios , hoje é o dia do Carteiro, símbolo de uma empresa que há mais de 360 anos tem dados passos importantes para garantir a universalização postal. O Carteiro ao longo de mais de 3 séculos deixou suas pegadas no maior e no menor município brasileiro sem querer saber se lá na mais longínqua cidade o serviço dava lucro ou não.
O carteiro da Fedex só foi onde o lucro se avistava, ja o Carteiro dos Correios vai onde o lucro é secundário e não o principal.
O Carteiro que é personagem de algumas músicas ja pode gravar seu novo sucesso,” ainda estou aqui”, faça chuva ou sol, com lucro ou não!
Viva o Carteiro!

Por falar em Carteiro e lembrar da sua longeva caminhada, a extrema direita achou uma boa ideia sair caminhando de Paracatu em Minas Gerais ate Brasilia. O resultado foi ver os andarilhos se desmancharem como cacos reciclados na beira do asfalto. Triste fim para um grupo de alucinados, que ao invés de trabalharem pelo povo fazendo jus aos seus gordos salários, ficam brincando de Forest Gump( Tom Hanks) às avessas pelas ruas do pais. A extrema direita pavimenta dia após dia seu caminho para a maior derrota eleitoral pós Constituição de 1988.

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 268

Delcy Rodríguez, presidente da Venezuela diz que foi ameaçada de morte por Trump

“Deram 15 minutos ou morreríamos”, diz líder chavista sobre ameaças dos EUA após captura de Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que ela e outros dirigentes do chavismo foram ameaçados de morte por autoridades americanas no dia em que Nicolás Maduro foi capturado. Segundo Delcy, ela, Diosdado Cabello e Jorge Rodríguez teriam recebido um ultimato de apenas 15 minutos para decidir entre colaborar ou serem mortos. A declaração veio à tona após o vazamento de um vídeo de uma reunião do governo com influenciadores simpáticos ao regime.

No áudio, divulgado inicialmente pelo site La Hora de Venezuela e repercutido pela imprensa internacional, Delcy diz que as ameaças começaram “no primeiro minuto” após o que classificou como o “sequestro” de Maduro. Ela relata ainda que autoridades americanas chegaram a informar que Maduro e a primeira-dama, Cilia Flores, estariam mortos, versão que teria sido contestada pelos líderes chavistas.

A dirigente também afirmou que o governo venezuelano não esperava uma ofensiva da dimensão que ocorreu, citando bombardeios em Caracas e classificando a ação como “selvagem” e “criminal”. Em tom político, Delcy pediu confiança nas decisões da cúpula do regime e disse que a estratégia adotada exige “paciência e prudência”, mesmo diante de críticas internas e externas.

A reunião, realizada em janeiro, reforça a tentativa do governo venezuelano de controlar a narrativa interna em meio à crise. O encontro com influenciadores digitais e a troca no comando da comunicação oficial indicam preocupação do chavismo em conter rumores de colaboração com os EUA, ao mesmo tempo em que Delcy mantém negociações diplomáticas e econômicas com Washington, incluindo a retomada parcial da venda de petróleo venezuelano.

Fonte: Uol e Blog do BG

Governador Ibaneis Rocha pode ser afastado por causa do escândalo do Banco Master

Partidos pedem ao STJ afastamento de Ibaneis Rocha por caso Banco Master. PT, PCdoB, do PV, do PDT e Rede preparam pedido de impeachment na CLDF após depoimento de Daniel Vorcaro à PF sobre encontros com o governador do DF.

A oposição ao governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), decidiu protocolar uma queixa-crime no Superior Tribunal de Justiça (STJ) pedindo o afastamento do chefe do Executivo local. A iniciativa é liderada pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no DF, com apoio do PCdoB, do PV, do PDT e da Rede, e ocorre em meio ao avanço de investigações envolvendo o Banco Master.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

As informações foram publicadas originalmente pelo SBT News, que acompanha o caso desde a divulgação do depoimento do empresário Daniel Vorcaro à Polícia Federal. Paralelamente à queixa-crime no STJ, as legendas também se articulam para apresentar um pedido de impeachment na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ampliando a ofensiva política contra o governador.Play Video

Ao SBT News, o presidente do diretório regional do PT no DF, Guilherme Sigmaringa, informou que os partidos irão ingressar com pedido de impeachment contra Ibaneis na CLDF e que a assessoria jurídica trabalha na redação dos documentos relacionados tanto ao afastamento quanto à queixa-crime. A iniciativa soma-se a um pedido de impeachment já protocolado anteriormente por PSB e Cidadania no Legislativo local.

O movimento da oposição ganhou força após Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, relatar em depoimento à Polícia Federal encontros com o governador. Segundo o empresário, teriam ocorrido conversas com Ibaneis Rocha a respeito de uma proposta de aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), instituição controlada pelo governo do DF.

O governador negou as declarações e afirmou que nunca tratou com Daniel Vorcaro sobre qualquer assunto relacionado à operação envolvendo o BRB e o Banco Master, rechaçando a existência de tratativas nesse sentido.

Daniel Vorcaro foi preso em novembro, durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, sob acusação de liderar um esquema de criação de carteiras falsas de crédito para inflar artificialmente o patrimônio do Banco Master. As investigações apontam para prejuízos bilionários e para uma tentativa de venda da instituição ao BRB. O empresário foi solto menos de duas semanas depois, mas permanece monitorado por tornozeleira eletrônica.

Com o avanço das apurações, o Banco Central do Brasil determinou a liquidação do Banco Master. Na última quarta-feira (21), também foi decretada a liquidação do Will Bank, braço digital da instituição, aprofundando os efeitos do caso no sistema financeiro e no cenário político do Distrito Federal.

Fonte: Brasil 247

SEM ANISTIA PARA GOLPISTA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

No último dia 08 de janeiro, completaram-se três anos da desastrada tentativa de Golpe de Estado por parte de tresloucados segmentos de extrema direita, que já vinham sinalizando as preparações deste nefasto evento na história brasileira. A reação dos setores bolsonaristas a derrota daquele a quem referenciavam e continuam a referenciar como um “mito” foi imediata, contestando os resultados com o delírio coletivo de uma pseuda fraude eleitoral pela manipulação das urnas eletrônicas. O cercadinho ampliado de Jair Bolsonaro incorporou o discurso de que a única forma segura e que garantiria a lisura das eleições seria pelo voto impresso e auditável analogicamente.

Nada mais bizarro e contraditório, pois, a despeito da segurança que as urnas eletrônicas representam, que vêm sendo utilizadas desde as eleições de 1996, eleição que inclusive disputei a prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, nunca houve um único caso concreto que aponte ou confirme a adulteração de resultados emergida dessas urnas, que representaram um grande avanço para a democracia brasileira, haja visto que ocorria precisamente o contrário, com dezenas de casos de fraude eleitorais ao longo da história das eleições, quando votávamos nas células eleitorais.

No Rio de Janeiro, chegou-se ao extremo da justiça eleitoral anular as eleições gerais de 1994, da qual, diga-se de passagem, Jair Bolsonaro participou, como candidato reeleição para deputado federal, por terem sido detectadas e confirmadas diversas irregularidades cometidas naquele pleito. Uma prova de que a narrativa do voto “impresso e auditável” era no mínimo estranha, até porque Bolsonaro disputou uma eleição fraudada pelo modelo eleitoral de votação e apuração dos votos manualmente, que tanto defende.

Posteriormente, Bolsonaro disputou cinco eleições para a câmara dos deputados e uma para presidência da república nas urnas eletrônicas, não só tendo sido eleito em todas elas, como, de quebra, elegendo seus três filhos vereador, deputado estadual, deputado federal e senador e agora o quarto filho vereador também, em Santa Catarina, todos eleitos em processos eleitorais realizados com urnas digitais.

Em suma, os motivos alegados para que o golpe do 08 de Janeiro ocorresse, as possíveis fragilidades das urnas eletrônicas, que teriam permitido a vitória de Lula em 2022, inexistem, se mostrando completamente infundadas e incoerentes. A verdade é que Bolsonaro tem um histórico de ataques a democracia, desde antes de ser eleito deputado federal e também longo dos seus insignificantes 28 anos de mandato legislativo. Sempre disse em alto e bom tom e com orgulho, que era favorável ao golpe militar, a tortura e até mais que isso, sugerindo o assassinato de 30 mil opositores pelo regime instalado pelo golpe de 64, alegando que a ditadura havia matado muito poucos opositores aos governos militares totalitários.

Está é a gênese da tentativa de usurpar o nosso incipiente democratismo, pedindo o retorno de uma indecente ditadura. O golpe do dia 08 de Janeiro não foram aqueles incautos bolsominions, convocados para destruírem os prédios que abrigam o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e a sede do Supremo Tribunal Federal, um gesto que acenava, simbolicamente, para um atentado as instituições que representam os poderes executivo, legislativo e judiciário. Esses fanáticos bolsonaristas, já vinham demonstrando, desde quando estavam acampados em frentes aos quartéis, as suas reais e autênticas intenções de desestabilização democrática. O 08 de Janeiro foi apenas o desfecho deste projeto fascista maquiavélico.

Aqueles que são chamados de gado, comparação com os ruminantes que, como defensor da causa animal que sou, não me apraz nem um pouquinho, pois prefiro vê-los como membros de uma seita, que foram manipulados, servindo como bucha de canhão que os líderes golpistas precisavam para fazer o trabalho sujo, sendo a parte visível de um projeto antidemocrático, promovendo o quebra, quebra, depredando tudo o que vissem pela frente e plantando bombas que deveriam ter explodido no aeroporto de Brasília. Essas pessoas, mesmo que tenham sido apenas massa de manobra de seus líderes, cumpriram um papel terrorista no qual cometeram uma “violenta tentativa de abolição do Estado de Direito Democrático”, infringindo diversos crimes contra a constituição Federal e contra a normalidade e o funcionamento estável das nossas instituições, propondo como alternativa a barbárie.

Todos os golpistas envolvidos neste enredo macabro precisam ser devidamente responsabilizados pelos seus atos, arcando com as consequências das suas ações golpistas. São fascistas, e como nos ensina o histórico lema antifascista da Guerra Civil Espanhola, ocorrida entre 1936 e 1939, “o fascismo não se discute, se destrói”, atribuída ao líder anarquista Buenaventura Durruti, que lutou ao lado das forças leais a segunda República, contra as falanges fascistas lideradas pelo “Generalíssimo” Francisco Franco, que viria a ser Ditador da Espanha pelas quatro décadas seguintes.

O 08 de janeiro foi apenas a ponta do iceberg da trama golpista, urdida na calada da noite pelo núcleo duro do bolsonarismo, com minuta do passo a passo do Golpe de Estado, impresso no gabinete da Secretária-Geral da presidência da república, nos dias 09 de novembro e 06 de dezembro de 2022, com todo o planejamento para impedir a posse do presidente eleito. Esta minuta foi encontrada posteriormente pela Polícia Federal no gabinete de Jair Bolsonaro na sede nacional do Partido Liberal em Brasília. Esta conspiração, no entanto, não se limitava apenas em abolir violentamente o Estado de Direito e previa, dentre outros absurdos, o assassinato do presidente Lula, do Vice-Presidente Geraldo Alckmin e do então Presidente do STF, Ministro Alexandre de Moraes. Esta trama criminosa era chamada pelos golpistas de “Operação Punhal Verde Amarelo”.

Pelo conjunto desta obra macabra, não há a mínima possibilidade de transigência com essa turba simpatizante do neonazismo, devendo ser condenados a prisão todos os articuladores e agitadores responsáveis por esta ópera bufa, regida pelo rufião e fanfarrão Jair Bolsonaro. A punição tinha que ser exemplar, para se tornar a referência máxima, incontestável e definitiva de que o Brasil não irá mais tolerar novas aventuras extremistas e tentativas de golpes. Sem anistia para os golpistas. Ditadura Nunca Mais!

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