Moradores protestam contra a BRK e denunciam falta de água na Chã de Bebedouro

Um grande engarrafamento se formou na tarde deste sábado (14), na Avenida Jorge Montenegro, após moradores da Chã de Bebedouro bloquear um trecho da via em protesto por falta de água na região.

Os moradores fizeram um ato de tomar banho no meio da rua, aproveitando a água de um carro-pipa, conforme os manifestantes, a água não chega às torneiras das casa há uma semana.

A privatização da água em Maceió tem gerado reclamações e protestos da população. Muitos moradores dizem que preferiam o serviço da Casal: “essa BRK só fez aumenta o preço e o serviço é ruim demais”, reclamou um morador.

Até o fim do plantão deste sábado do Portal Tribuna Hoje, a BRK não havia se posicionado sobre o caso.

Fonte: Redação com Tribuna Hoje

Nos EUA, duas mil pessoas morrem por semana por não ter como pagar para ter acesso à saúde

Durante décadas, grupos de consumidores têm denunciado a “violência silenciosa”, provocada pela ganância ilimitada e negligência criminosa dos planos de saúde estadunidenses, mas os casos não ganhavam mídia por lá. O caso do assassinato do CEO da empresa UnitedHealthCare Brian Thompson por Luigi Mangione, de 26 anos, chamou a atenção para a crise na saúde que o país enfrenta há anos.

Em um artigo publicado no portal de notícias americano “Commons Dreams”, intitulado ‘The ‘Silent Violence’ of Corporate Greed and Power’, ou “A ‘violência silenciosa’ da ganância e do poder corporativo”, o especialista em direito do consumidor e político Ralph Nader traçou uma análise desse cenário.https://ced4757e21321ac00ae34becf4d52b70.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

“Sabem que as histórias um dia cairão no esquecimento, bastando que fiquem em silêncio ou murmurem arrependimentos genéricos, prometendo melhorias vagas em seus produtos e serviços”, escreve ele. “Por trás desses números estão pessoas reais, com famílias, amigos e colegas de trabalho — chocados, indignados ou desolados com perdas de vidas evitáveis e danos preveníveis.”https://ced4757e21321ac00ae34becf4d52b70.safeframe.googlesyndication.com/safeframe/1-0-40/html/container.html?n=0

Segundo Nader, em média, dois mil americanos morrem semanalmente porque não têm como pagar por um seguro de saúde que cubra diagnósticos e tratamentos imediatos. Isso equivale a 100 mil mortes por ano por falta de acesso à saúde. As seguradoras de saúde também contribuem para isso ao usar algoritmos que negam ou atrasam tratamentos necessários, sem revisar adequadamente os registros médicos ou consultar os profissionais de saúde.https://d-38082781672949700006.ampproject.net/2410292120000/frame.html

Nos últimos dois meses, os consumidores têm sido bombardeados com uma enxurrada de anúncios televisivos de grandes seguradoras, como Aetna, Cigna e Humana, promovendo seus planos Medicare (dis) Advantage para beneficiários idosos. Os anúncios tentam apresentar essas empresas como instituições de caridade, quando, na verdade, elas só querem lucrar. De fato, a negação de benefícios é mais frequente nesses planos do que no próprio Medicare, o sistema de saúde público não universal dos EUA. Além disso, esses planos forçam os pacientes a se limitarem a redes restritas de médicos e hospitais e os submetem a um uso excessivo e prejudicial de “autorizações prévias”.

A expressão significa que um membro da empresa, geralmente distante, decide se o paciente tem direito ao reembolso de um tratamento específico. Como resultado, médicos enfrentam uma carga burocrática pesada, as empresas acumulam lucros imensos e os pacientes recebem tratamentos ruins e ineficientes.

Em outubro do ano passado, a NBC lançou uma reportagem intitulada “Negar, negar, negar: Ao recusar pedidos, os planos Medicare Advantage prejudicam hospitais rurais e pacientes”. Escrita pela jornalista Gretchen Morgenson, a matéria expôs mais uma consequência mortal dos planos Medicare (des)Vantagem, agora afetando os hospitais rurais nos Estados Unidos.

“Essas empresas estão tão enraizadas que se tornaram amplamente imunes a denúncias. Manipulam o sistema para restringir tanto os pacientes quanto os profissionais de saúde. A indústria da saúde pratica cerca de 360 bilhões de dólares em fraudes e abusos de cobrança informatizada todos os anos”, diz Nader.

Outras mortes

Mortes por outros motivos aumentam a cada ano, em vez de diminuírem. Um estudo de 2016, realizado por médicos da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, revelou que pelo menos 5 mil pessoas morrem por semana em hospitais nos Estados Unidos devido a “problemas evitáveis”. 

Este é apenas um exemplo de muitos estudos sobre infecções hospitalares, uso excessivo de antibióticos, práticas inadequadas e o que é chamado de “erro médico” – incluindo prescrições equivocadas, “acidentes”, falta de qualificação e escassez de pessoal. Contudo, não houve nenhuma mobilização significativa por parte das autoridades governamentais ou dos executivos do setor para enfrentar essa tragédia, que resulta em pelo menos 250 mil mortes anuais.

Fonte: Revista Fórum

Israel assassina último ortopedista do norte de Gaza

O último ortopedista remanescente no norte de Gaza, dr. Said Joudah, foi assassinado por um ataque direto conduzido por um drone israelense na madrugada desta sexta-feira (13), confirmou o Hospital al-Awda.

O ataque se soma ao padrão de crimes de Israel contra infraestrutura e trabalhadores de saúde no enclave palestino, em particular nos últimos 70 dias de operações da ocupação no norte, com intuito declarado de esvaziar a área — isto é, limpeza étnica.

Segundo informações do Ministério da Saúde, o dr. Joudah foi baleado na cabeça — o que indica dolo —, enquanto estava a caminho de al-Awda após deixar o centro médico Kamal Adwan, para tratar pacientes.

O dr. Joudah já havia sido ferido há cerca de duas semanas, mas manteve o tratamento de pacientes diante da crise.

Estima-se que, com a morte do dr. Joudah, as fatalidades no setor de saúde sob as ações de Israel chegaram a 1.057 vítimas, no período de 14 meses.

O Ministério da Saúde reportou que as baixas na Faixa de Gaza, sob genocídio israelense, alcançaram os índices de 44.835 mortos e 106.356 feridos, desde outubro de 2023.

Fonte: Monitor do Oriente

Parlamento sul-coreano aprova impeachment do presidente Yoon Suk Yeol por tentativa de lei marcial

Presidente enfrenta suspensão após decisão polêmica que abalou a democracia do país

O Parlamento da Coreia do Sul, liderado pela oposição, votou neste sábado, 14 de dezembro de 2024, pelo impeachment do presidente Yoon Suk Yeol, em resposta à tentativa polêmica do mandatário de impor lei marcial no início do mês. A decisão foi reportada pela agência Reuters e marca um momento de profunda crise política no país, que já havia testemunhado a destituição de um presidente conservador em 2017, Park Geun-hye.

A moção de impeachment contou com o apoio de 204 parlamentares, incluindo alguns membros do partido governista, o Poder do Povo, superando a maioria de dois terços necessária na Assembleia Nacional, composta por 300 assentos. Com a aprovação, o primeiro-ministro Han Duck-soo assume o papel de presidente interino, enquanto a Corte Constitucional tem até seis meses para decidir se Yoon será definitivamente removido do cargo. Caso isso ocorra, o país realizará eleições presidenciais antecipadas.

Tentativa de lei marcial e suas consequências

O estopim para o processo de impeachment foi a decisão de Yoon Suk Yeol, no último dia 3 de dezembro, de conceder poderes emergenciais ao Exército com o objetivo de enfrentar o que ele chamou de “forças antiestatais” e oposição política obstrucionista. A medida provocou indignação generalizada e foi amplamente considerada uma ameaça à democracia sul-coreana, levando à mobilização da sociedade civil e ao repúdio de diversos setores políticos.

Após o anúncio da medida, Yoon pediu desculpas à população, mas, ao mesmo tempo, defendeu sua decisão como necessária para “proteger a democracia”. A resistência em renunciar antes da votação intensificou o debate sobre sua conduta.

Crise política recorrente

Yoon é o segundo presidente conservador consecutivo a enfrentar um impeachment na Coreia do Sul, o que levanta questões sobre a estabilidade política do país. Em 2017, Park Geun-hye foi destituída por um escândalo de corrupção que abalou sua administração. Analistas destacam que o atual processo reflete um clima de polarização e tensão crescente, com a oposição ganhando força para desafiar o Executivo.

A oposição controla 192 assentos no Parlamento, o que foi decisivo para a aprovação do impeachment. “Essa tentativa de lei marcial foi uma violação direta dos princípios democráticos que juramos proteger”, declarou um dos líderes da oposição, citado pela Reuters.

Ainda assim, aliados de Yoon argumentam que a decisão foi precipitada. “Não podemos ignorar o contexto em que o presidente tomou essas medidas”, disse um parlamentar do partido governista.

O que está por vir

Com a suspensão de Yoon, os próximos meses serão cruciais para a definição do futuro político da Coreia do Sul. A decisão final da Corte Constitucional será acompanhada de perto por uma nação já dividida entre apoiadores e críticos do presidente. Enquanto isso, Han Duck-soo assume a presidência interina com o desafio de restaurar a estabilidade política e institucional.

A crise atual coloca em evidência a necessidade de reformas no sistema político sul-coreano para evitar a recorrência de episódios como este, que fragilizam a imagem do país como uma democracia consolidada no cenário internacional.

Fonte: Brasil 247

Mobilização derrota escala 10×1 na rede Zaffari

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Porto Alegre (Sindec-Poa) afirmou nesta sexta-feira (13) que os acordos coletivos que autorizavam a escala 10×1 na rede de supermercado gaúcha Zaffari não serão renovados e deixam de valer a partir de 31 de dezembro de 2024. A decisão anunciada pelo presidente da entidade, Nilton Neco, acontece após repercussão nacional de matéria publicada no Brasil de Fato em parceria com o jornal O Futuro, que contou histórias de trabalhadores e trabalhadoras que trabalham até dez dias seguidos para poderem folgar um.

“Os acordos que temos com extensão de jornada para 10×1 vencem em 31 de dezembro e não vamos renovar esta autorização, em função do apoio do Sindec à redução de jornada e inclusive ao fim da [escala] 6×1. Queremos abrir negociação com a classe patronal para essa redução de jornada. Até lá, os acordos estão suspensos”, disse o sindicato filiado à Força Sindical ao GZH. Tal escala é válida no Rio Grande do Sul para supermercados, farmácias e lojas convencionais.

Em nota enviada ao Brasil de Fato RS, o advogado da Companhia Zaffari, Flávio Obino Filho, destacou “os acordos contêm a obrigação de concessão pelas empresas de repouso semanal remunerado na semana iniciada na segunda feira e que se encerra no domingo. Estabelecem, ainda, que o número de dias de trabalho corridos não ultrapasse 10 (dez). Assim, normalmente, considerando o período de um mês, ocorre uma sequência de 10, 2, 6 e 6 dias de trabalho antes de cada repouso”.

O advogado também informou que “a Companhia Zaffari tem o mesmo acordo com o Ministério Público do Trabalho estabelecendo idêntico formato de descanso semanal remunerado. O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho e está vigente”. Leia a íntegra da nota no final da matéria.

Procurado, o Ministério Público do Trabalho também não se pronunciou. Sindec-Poa e o Ministério do Trabalho e Emprego também foram procurados. O espaço segue aberto.

Desdobramentos

A ampla repercussão da matéria com queixas de trabalhadores a respeito da escala de trabalho motivou uma denúncia nesta quinta-feira (12) da deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) e do vereador eleito Rick Azevedo (Psol-RJ) ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao governo federal. Em documento assinado pelos parlamentares, eles dizem que tal rotina de trabalho seria análoga à escravidão.

“Pode-se observar a fraude ao contrato de trabalho inicial, que progride para um regime análogo à escravidão ao submeter os empregados a jornadas exaustivas”, escrevem Hilton e Azevedo, em documento enviado ao MPT do Rio Grande do Sul.

Na terça-feira (11), a Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara dos Deputados, presidida pela deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), oficiou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) para que sejam tomadas providências diante de denúncias.

A deputada federal Fernanda Melchionna (Psol-RS) também apresentou na terça-feira (11) uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho do Rio Grande do Sul (MPT-RS) contra a empresa e exigiu investigação. A deputada solicitou a abertura de inquérito civil, investigação sobre a validade do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado entre a Companhia Zaffari e o sindicato da categoria, além de investigação e responsabilização da empresa por violação de direitos trabalhistas. Uma investigação também foi solicitada à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Sul.

Nota da Companhia Zaffari na íntegra:

Cumpre destacar, inicialmente, que os acordos coletivos de trabalho que envolvem mais de setecentas empresas do comércio de Porto Alegre não estabelecem a dita escala 10×1. Os acordos contêm a obrigação de concessão pelas empresas de repouso semanal remunerado na semana iniciada na segunda feira e que se encerra no domingo. Estabelecem, ainda, que o número de dias de trabalho corridos não ultrapasse 10 (dez). Assim, normalmente, considerando o período de um mês, ocorre uma sequência de 10, 2, 6 e 6 dias de trabalho antes de cada repouso.

A Companhia Zaffari tem o mesmo acordo com o Ministério Público do Trabalho estabelecendo idêntico formato de descanso semanal remunerado. O acordo foi homologado pela Justiça do Trabalho e está vigente.

Quanto a posição do Sindec de renegociar durante o ano de 2025 os mais de 700 acordos coletivos em negociações que são assistidas pelos sindicatos empresariais, a Companhia Zaffari, chamada, certamente acompanhará o procedimento negocial. A negociação coletiva é sempre o caminho para a solução de eventual conflito trabalhista.

Fonte: Brasil de Fato

PF prende general Braga Netto por envolvimento em plano golpista

O general Braga Netto, ministro da Defesa no governo Bolsonaro, foi preso neste sábado (14). O nome do militar está entre os 37 indiciados pela Polícia Federal como participantes da trama golpista para impedir a posse de Lula (PT) após as eleições de 2022.

O bolsonarista estava em sua residência, no bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, e será levado ao Comando Militar do Leste, onde ficará sob custódia do Exército.

Além de Braga Netto, que teve a prisão preventiva determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a PF cumpre dois mandados de busca e apreensão e uma medida cautelar diversa da prisão. A Corte considerou que o militar estaria atrapalhando a livre produção de provas durante a instrução processual penal.

O coronel Flávio Peregrino, ex-assessor de Braga Netto, é alvo de busca, em Brasília. Segundo a PF, as medidas judiciais têm como objetivo evitar a reiteração das ações ilícitas.

Braga Netto na trama golpista

No governo de Jair Bolsonaro (PL), o general foi ministro da Defesa e concorreu como vice na chapa do ex-presidente pelo Partido Liberal. Segundo o inquérito de mais de 800 páginas, ele foi um dos principais mentores dos planos para matar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Antes de compor o governo de extrema-direita, Braga Netto tinha formação pelo grupo de operações especiais do Exército conhecido como “kids pretos”, que se destacou na trama golpista de 2022.

Em depoimento a Moraes, o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, disse que “não se metia” na relação do ex-capitão com os “kids pretos”, grupo formado por militares das forças especiais do Exército.

Segundo Cid, o contato com esses integrantes era conduzido pelo ex-ministro da Defesa, Walter Braga Netto, conforme informações do Globo. O depoimento do tenente-coronel ocorreu no dia 21 de novembro, quando sua delação premiada foi homologada por Moraes, após a PF apontar inconsistências em versões anteriores.

De acordo com o relatório final da PF, o planejamento para matar Lula, Moraes e Alckmin foi apresentado e validado durante uma reunião realizada em 12 de novembro de 2022, na residência de Braga Netto, onde ele e outros kids pretos elaboraram um documento detalhando o plano de ação para manter Bolsonaro como presidente. O grupo de militares nomeou o esquema como “Punhal Verde e Amarelo”.

O objetivo do encontro era “apresentar o planejamento das ações clandestinas com o objetivo de dar suporte às medidas necessárias para tentar impedir a posse do governo eleito e restringir o exercício do Poder Judiciário”.

“Conforme descrito no presente relatório, a investigação identificou que, após a elaboração do planejamento operacional, realizado pelo general MARIO FERNANDES, para prender/matar o ministro ALEXANDRE DE MORAES e, da mesma forma, os integrantes da chapa eleita LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA e GERALDO ALCKMIN, o núcleo de militares com formação em forças especiais do Exército, os denominados ‘FE’, realizaram um encontro no dia 12 de novembro de 2022, na residência do general BRAGA NETTO, para apresentar o planejamento das ações clandestinas com o objetivo de dar suporte às medidas necessárias para tentar impedir a posse do governo eleito e restringir o exercício do Poder judiciário”, disse a PF no relatório.

“A reunião contou com o tenente-coronel MAURO CESAR CID, o Major RAFAEL DE OLIVEIRA e o Tenente-Coronel FERREIRA LIMA, oportunidade em que o planejamento foi apresentado e aprovado pelo General BRAGA NETTO”, continuou a corporação.

Conforme denunciou Cid em sua delação premiada, Braga Netto também entregou uma relevante quantia de dinheiro em espécie dentro de uma sacola de vinho para militares. A verba seria destinada a financiar o golpe de Estado.

Fonte: DCM

Estado genocida de Israel mata e fere mais de 100 palestinos em Gaza

Israel bombardeou nesta quinta-feira (12) o  campo de refugiados de Nuseirat, em Gaza, dando prosseguimento ao massacre contra os palestinos 

De acordo com um balanço inicial, 33 pessoas foram mortas e 84 ficaram feridas ou foram dadas como desaparecidas, após um ataque israelense que teve como alvo o campo de refugiados de Nuseirat, no centro da Faixa de Gaza. 

O número divulgado pelo Ministério da Saúde em Gaza veio algumas horas depois que as forças de ocupação israelenses cometeram um massacre em Nuseirat, visando palestinos. Um ataque devastador ao prédio dos correios do território sitiado e casas próximas resultou em uma perda de vidas impressionante. 

Apesar do massacre, aviões de guerra e forças navais israelenses continuaram bombardeando Nuseirat e outras áreas na Faixa de Gaza, destaca reportagem de Al Mayadeen.

Fonte: Brasil 247

Moradores do Jacintinho fecham trecho da Leste-Oeste em protesto contra falta d’água

Moradores do Jacintinho fecharam, na noite desta quinta-feira (12), um trecho da Leste-Oeste, na Avenida Afrânio Lages, em Maceió, em protesto contra a falta de água.

Segundo eles, o problema já dura cerca de 9 dias, causando transtornos à população, que está sem água durante todo esse período.

Desde que o fornecimento de água em Maceió foi privatizado, que a nova empresa, a BRK, tem recebido milhares de reclamações. Para os usuários, a empresa privada precarizou os serviços e só visa o lucro. Os moradores cobram explicações sobre a falta de abastecimento das autoridades.

Para bloquear a via, os moradores usaram pneus, entulhos e atearam fogo, o que causou congestionamentos e aumentou o fluxo de veículos.

Equipes do Departamento Municipal de Transportes e Trânsito (DMTT) foram acionadas para organizar o tráfego.

Redação com Gazeta Web

Sem ter o quer fazer, vereadores de Porto Alegre aprovam projeto que persegue professores

Diante da aprovação pela Câmara Municipal de Porto Alegre no dia 11/12, de projeto de lei que tenta estabelecer controle sobre atuação dos professores em sala de aula, o Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (CPERS) emitiu nota de repúdio:

Nota de repúdio: projeto Escola Sem Partido é uma falácia que busca manutenção do poder

Pela Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, em seu Artigo 206 e inciso II, todo ensino deve contar com a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, mas, para uma parcela dos vereadores da cidade de Porto Alegre, parece que esse texto não consta na lei máxima e fundamental do nosso país.

O PL 124/16, chamado de Escola Sem Partido, foi aprovado por 17 votos a 10, na última quarta-feira (11), na Câmara de Vereadores da capital. A proposta é a prova de que os parlamentares da casa que votaram a favor desse projeto sofrem de dois graves sintomas: uma profunda contradição e um desprezo pelo debate político.

Este PL representa um ataque às(aos) educadoras(es), um empobrecimento da discussão em sala de aula e a manutenção do estado das coisas. Uma contradição, pois, um projeto como este, que traz em seu texto a obrigatoriedade da “abstenção da emissão de opiniões de cunho pessoal que possam induzir ou angariar simpatia a determinada corrente político-partidária-ideológica”, já é, em sua natureza, tanto ideológico quanto político ou partidário.

Quem subestima a importância desse tipo diálogo são justamente figuras que ocupam o mesmo campo partidário dos defensores desse projeto. Jair Bolsonaro (PL) é do mesmo partido da vereadora Fernanda Barth (PL), que trouxe o projeto para votação. Ambos, são também aliados de Sebastião Melo (PMDB), outra figura de direita que nos pleitos que disputou e nas gestões que fez, nunca foi fã de debates ou do diálogo.

Quem habita o espaço político da direita, como esses parlamentares que propuseram e aprovaram esse projeto, têm como alvo o silenciamento de importantes debates em ambientes escolares. Ao proibir que professoras(es) da rede municipal emitam opiniões ou dialoguem de forma mais livre com suas(eus) educandas(os) é também amputado desse ambiente todo o caráter humano característico de uma sala de aula.

Esse projeto é também uma intimidação às(aos) professoras(es). É um convite à rendição, ao fim da luta. É um convite ao silêncio. E é através desse silenciamento que lutas serão impedidas de avançar e que permitirá que o poder fique nas mãos de quem já o possui.

O Escola Sem Partido é um projeto que tem a cara da manutenção do poder, do congelamento de direitos sociais como estão, sem avanços, pois hoje, quem está em uma posição de privilégio são eles. E eles querem que continue assim!

Por professoras(es) livres e pelos direitos que estão garantidos na constituição. Pela revogação já do Escola Sem Partido!

Fonte: CPERS

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