Justiça Federal reverte despejo em terra alvo de disputa pela família Caiado em Goiás

A 1ª Vara de Anápolis, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), determinou na última terça-feira (3) a suspensão de ordens de despejo e a proteção imediata da comunidade quilombola Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO).

O juiz do TRF1 determinou que as famílias que haviam sido removidas anteriormente devem retornar às suas terras em até 10 dias. Em especial, duas moradoras que passaram a viver em situação de extrema vulnerabilidade após o despejo. A determinação prevê que elas retornem às suas casas em até cinco dias.

Além disso, o magistrado solicitou auxílio financeiro para moradia às famílias mais necessitadas até que a demarcação das terras seja finalizada e aconselhou que as famílias reintegradas não construam novas benfeitorias no momento, para evitar prejuízos financeiros caso a delimitação final da terra seja diferente da ocupação atual.

O sentimento da comunidade, mesmo com a decisão favorável, é de medo. Apesar disso, os moradores comemoraram o pedido de reintegração de posse.

“O medo da população aqui foi gigante do que poderia acontecer porque a família Caiado acompanhava o tempo toda a inspeção e tentava argumentar algumas coisas e eles entravam na frente e falavam outra coisa. Mas fomos surpreendidos com essa decisão muito favorável aqui para a comunidade, mandando reintegrar as famílias”, declarou um residente.

Pedido anterior

A decisão segue um pedido do Supremo Tribunal Federal (STF), proferido pelo ministro Alexandre de Moraes, que retira os herdeiros Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss da região e dá de volta a totalidade das terras aos antigos moradores da Antinha de Baixo.

Além da reintegração, o magistrado determinou uma inspeção no território. Acompanhando a diligência e a luta da comunidade desde o começo, o deputado estadual Mauro Rubem (PT-GO) comemorou a determinação do STF.

“Não existe sobrenome poderoso acima da Constituição. Território quilombola é direito, é lei, é justiça histórica. Essa vitória é fruto da luta, da resistência e da coragem das comunidades, dos movimentos sociais e das lideranças populares que nunca aceitaram a opressão”, disse.

O caso chegou à instância federal após a intervenção do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), que solicitou à Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar no processo como assistente. O pedido veio depois que os moradores declararam a área como quilombola.

A superintendente do Incra do Distrito Federal e Entorno, Claudia Farinha, afirmou que o órgão continuará atuando na supervisão da área. “Tais circunstâncias serão devidamente esclarecidas pelo Incra, quando do atendimento às determinações judiciais, ocasião em que informará a situação atual dos procedimentos administrativos de identificação e delimitação do território, bem como indicará, de forma precisa, os pontos atualmente submetidos a flagrante esbulho por terceiros.”

Relembre o caso

A comunidade quilombola Antinha de Baixo ocupa uma área de 1.503 hectares disputada por familiares do atual governador do estado, Ronaldo Caiado (PSD). A disputa territorial deriva de um processo iniciado no ano de 1945, quando Francisco Apolinário Viana, um dos donos da antiga fazenda, ingressou com uma ação de divisão de posse para formalizar para si uma matrícula referente ao terreno que já ocupava dentro da área e que, até então, estava sob um único registro para todo o território em questão.

O processo correu durante décadas sem chegar a um arremate, até que, em 1985, parentes de Caiado ingressaram no processo alegando serem descendentes do dono original da área, um capítulo não disponível para visualização pública na página do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e, portanto, sem um registro digital de acesso público – a ação judicial que trata do caso só passou a ser digitalizada pela instituição a partir do ano de 2019.

Em 7 de abril deste ano, a 1ª Vara Cível da Comarca de Santo Antônio do Descoberto (GO) expediu uma imissão de posse – na prática, uma ordem de desocupação – em favor de familiares de Caiado que disputam a área.

Desde o dia 5 de agosto, a área é competência da Justiça Federal, devido à determinação do STF que suspendeu as derrubadas até a comprovação da região quilombola.

O Brasil de Fato entrou em contato com escritório que represente a família Caiado no caso. Se houver retorno, o texto será atualizado.

Fonte: Brasil de Fato

O LULA NÃO “DESCANÇA”

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 08 de Fevereiro/ 2026

Essa “çemana” teve de tudo e muito mais do mesmo, casos que devemos estudar com muita calma pra podermos destrinchar os misterios que rondam na “cabessa” de milhares militontos e de muitos parlamentares espertalhões.
O caso mais “intereçante” “acontesseu” numa escola “sívico” militar em “Cassapava” no estado de Ção Paulo. “Um Polissial” Militar que havia “çido” contratado como monitor da escola, depois de ter “paçado” por um “prossesso celetivo”, que pelo jeito deve ter “cido” muito “difissil”. Veja a aula: Os PMs estavam em “çala” de aula para “encinar” os alunos movimentos militares, na verdade apenas três; “descançar”, çentido” e “continênssia”, porém das três palavras escritas no quadro, duas foram tiveram sua grafia erradas. O “polissial” monitor “assertou” 33% do seu plano de aula, parabéns “çoldado”
Hoje posso afirmar “çem çombra” de dúvidas que os “profeçores” comunistas e “maconheiros” “ção” o que o Brazil tem de melhor para os “noços” brasileirinhos.
Corrigindo: Brasil.
Selva!

Outro caso absurdo aconteceu no cerrado Central na votação do Programa Gás do Povo do Governo Federal. O programa estabelece novas regras para facilitar a aquisição de botijoes de gás para pessoas de baixa renda. É sabido que no Brasil uma parcela significativa de familias ainda são obrigadas a cozinhar com lenha, álcool, querosene ou outros materias altamente inflamáveis que afetam a saude e são altamente perigosos. Não temos no país dados concretos de quantas pessoas ja foram vítimas da omissão do Estado por não prover algo tão fundamental, ainda bem que foi aprovado, mas 29 deputados votaram contra o projeto, usando até versículos bíblicos para justificar seu voto, o deputado em questão atende pelo nome de Girão do PL/RN, ou seja, rodopiou, girou e no final apelou para o fanatismo religioso.Outro, foi o deputado Nikolas Ferreira que achou “obvio” votar contra. Esse deputado é o mesmo que disse que queria ser blindado pela PEC da Bandidagem e o mesmo que discursa contra o fim da escala 6×1. Até a eleição em outubro ele arruma alguma passagem cristã ou inventa um salmo ou provérbio para dizer que dentro do botijão do Lula mora um demônio gasoso que vai sair e infestar a casa convertendo todos ao comunismo se inalarem o gás do dito- cujo!
“Ouremos”

Pra finalizar; o Tulio, ex jogador de futebol, que jogou pelo Botafogo do nosso companheiro Givaldo, postou um video junto da mulher e da filha afirmando que preza pelos valores da familia e que sua filha optou pela graduação em uma unidade particular ao invés da pública. Tulio so esqueceu de mencionar seus valores familiares ao posar nu para a revista G Magazine em 2003.
Os “maconheiros” da UFRJ e da UERJ estão muito agradecidos por essa decisão.
Que belo gol contra!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 270

Líder do PT defende rever autonomia do Banco Central após caso Master

Deputado Pedro Uczai afirma que episódio revela falhas de fiscalização e propõe mudança na lei para ampliar controle social sobre a autoridade monetária

O líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que o caso envolvendo o Banco Master expõe limites da autonomia operacional do Banco Central e reforça a necessidade de mudanças na legislação que rege a autoridade monetária. Segundo ele, a bancada petista pretende discutir o tema com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para propor mecanismos de maior controle social sobre o BC.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Uczai defendeu a abertura de investigações para apurar responsabilidades e criticou o distanciamento institucional entre o governo eleito e o Banco Central. “Nós queremos investigar para que a gente responsabilize quem se envolveu em todas essas irregularidades, mas nós queremos também fazer o debate sobre o Banco Central. O Congresso não controla o Banco Central. O governo, que foi eleito democraticamente, não tem relação direta [com o BC]”, disse.

Para o deputado, além da divergência histórica do partido em relação à política de juros, a autonomia do BC revelou outro problema estrutural: a fiscalização insuficiente sobre fundos e instituições financeiras. Ele associa esse cenário a decisões tomadas durante a gestão de Roberto Campos Neto à frente da instituição.

“A partir do Campos Neto, a coisa é mais séria e grave. Quando ele flexibiliza a possibilidade de emissão de títulos ou de não fiscalização de determinados atores financeiros, dá no Banco Master. Olha a gravidade do processo”, afirmou Uczai. “O que se demonstra na postura autônoma do Banco Central é permitir a flexibilização de regras”, completou.

A autonomia do Banco Central foi aprovada pelo Congresso em 2021, durante o governo Jair Bolsonaro, estabelecendo mandatos fixos para o presidente e diretores da instituição, com o argumento de reduzir interferências políticas. Indicado por Bolsonaro, Campos Neto chegou a emitir alertas ao Banco Master para ajustes de conduta, mas foi alvo de críticas por não adotar medidas mais severas contra o banco.

Uczai elogiou a decisão do atual presidente do BC, Gabriel Galípolo, de investigar e liquidar o Banco Master, mas reiterou a defesa de uma revisão do modelo vigente. “Tem que ter uma relativa autonomia do Banco Central. Não absoluta autonomia como é hoje. Não é possível a democracia decidir uma política econômica, uma política fiscal votada aqui no Congresso no arcabouço fiscal –portanto, democraticamente–, e a política monetária ser incompatível com essa política econômica e fiscal”, afirmou.

Fonte: Brasil 247

Desembargadores descobrem que presidente do TJ transferiu R$ 3 bilhões para BRB

Antes da transferência, dinheiro estava investido no Banco do Brasil. Presidente do TJMA tentou se explicar, mas caso terminou em bate-boca

Os desembargadores do Tribunal de Justiça do Maranhão descobriram nesta semana que o presidente da Corte, Froz Sobrinho, transferiu R$ 2,8 bilhões de depósitos judiciais para o Banco de Brasília (BRB).

Emparedado pelas críticas, o desembargador afirmou que a decisão foi exclusivamente sua e que assume integralmente os riscos da aplicação. Segundo ele, a transferência garantiu um rendimento mensal de R$ 15 milhões, valor cinco vezes superior aos cerca de R$ 3 milhões pagos pelo Banco do Brasil, de onde os recursos foram retirados.

A controvérsia se intensificou diante do histórico recente do BRB, que entrou na mira da Polícia Federal após realizar aportes no Banco Master e tentar adquirir a instituição, posteriormente liquidada pelo Banco Central por fraude bancária. A coluna procurou o presidente do TJ para questionar se os valores foram parar em fundos do Master, mas o desembargador não respondeu.

No dia 28 de janeiro, o presidente do TJ convocou uma reunião com os desembargadores para explicar a aplicação e dividir a responsabilidade pela mudança. A tentativa terminou em bate-boca.

Durante o encontro, o desembargador Paulo Sérgio Velten Pereira interrompeu a exposição e criticou duramente a condução do processo. Disse considerar indevida a convocação, ressaltou que a decisão não foi submetida ao colegiado e afirmou que não se sentia responsável por uma medida que classificou como “gravíssima”.

“Com todo respeito, considero indevida essa convocação no tribunal para tratar desse tema agora, porque a decisão dessa migração foi exclusiva de vossa excelência. Ela não foi submetida ao colegiado. Não me sinto responsável por essa decisão. Foi uma decisão gravíssima e agora vamos dividir a responsabilidade?”, afirmou Pereira.

“Não é gravíssima, não. Estou convidando, não convocando”, disse o presidente do TJ, ao se referir à reunião destinada a explicar a aplicação.

“Eu estou fora, já aviso que estou fora”, rebateu Pereira.

Ao fim, o presidente reiterou que assumiu pessoalmente o risco da aplicação e alegou que buscou maior rentabilidade para cumprir compromissos financeiros do tribunal, como o pagamento de indenizações a juízes, desembargadores e servidores. Disse ainda que outros tribunais que migraram recursos para o BRB estariam satisfeitos com os resultados.

“O risco foi meu e sou eu quem vai prestar contas”, afirmou.

Fonte: Metrópoles

Caso Master: PF investiga irregularidades na gestão da previdência do Amapá

A Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (6) quatro mandados de busca e apreensão contra suspeitos de irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Amapá. A investigação apura a aprovação e a execução de investimentos de quase R$ 430 milhões da AMPrev, a Amapá Previdência, em letras financeiras emitidas pelo Banco Master.

As ações da Operação Zona Cinzenta acontecem na capital, Macapá, e foram autorizadas pela 4ª Vara Federal. Os agentes investigam os crimes de gestão temerária e gestão fraudulenta.

Atualmente, o patrimônio da Amapá Previdência é superior a R$ 9,1 bilhões. Segundo a própria instituição, o valor aplicado no Banco Master corresponde a 4,7% do patrimônio total.

Em nota, a AMPrev informou que se sente lesada pelos maus feitos do Banco Master e disse que não abre mão de ser ressarcida. Além disso, afirmou que já ingressou com todas as medidas judiciais cabíveis, conseguindo o bloqueio de pagamentos ao banco.

Ainda segundo a AMPrev, o patrimônio da instituição evoluiu 41% entre 2023 e 2025, garantindo o pagamento aos aposentados e pensionistas até o ano de 2059.

Fonte: Agência Brasil

Bloqueio de Trump pode provocar colapso humanitário em Cuba, alerta ONU

António Guterres afirma que crise pode se agravar se o país não conseguir importar combustível suficiente para suprir necessidades básicas

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, alertou nesta quarta-feira, 4, para o risco de um “colapso” humanitário em Cuba caso o país não consiga importar petróleo para atender às suas necessidades.

O governo de Cuba vai priorizar combustível para serviços essenciais e setores estratégicos. Ilha enfrenta escassez após EUA dificultarem o envio de petróleo para o país. O anuncio foi feito nesta sexta-feira (6), o governo disse que vai adotar medidas de racionamento de combustíveis após os Estados Unidos adotarem ações para bloquear o envio de petróleo à ilha.

Cuba enfrenta escassez de petróleo desde que os EUA capturaram o ditador venezuelano Nicolás Maduro e passaram a impedir o envio de combustíveis para o país. O presidente Donald Trump assinou uma ordem que prevê tarifas contra países que exportarem petróleo para a ilha.

Nos últimos dias, Cuba tem registrado apagões em larga escala. Segundo dados da empresa belga Kpler, publicados pelo Financial Times, o país tem petróleo suficiente para apenas mais 15 a 20 dias.

De acordo com o ministro do Comércio, Oscar Fraga-Pérez, o governo vai priorizar o uso de combustível para serviços essenciais, como saúde, defesa e os sistemas de abastecimento de alimentos e de água.

Os setores agrícola e de turismo também serão priorizados. O ministro dos Transportes, Eduardo Rodríguez, afirmou que voos nacionais e internacionais estão mantidos.

Para tentar contornar o bloqueio imposto por Trump, o governo anunciou que vai descentralizar a importação de combustíveis, permitindo que qualquer entidade com capacidade para importar o produto possa fazê-lo.

O governo disse ainda que o país vai continuar gerando eletricidade e reforçar os investimentos em produção de energia solar.

O ministro do Trabalho, Jesus Otamendiz, afirmou que o plano de contingência inclui a garantia do pagamento de um salário básico aos trabalhadores estatais durante a crise.

Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira (5) o envio de US$ 6 milhões em ajuda humanitária para a ilha. Os recursos, segundo Washington, têm como objetivo reduzir os prejuízos causados pelo furacão Melissa, que atingiu Cuba em outubro.

O vice-ministro das Relações Exteriores cubano, Carlos Fernández de Cossio, classificou a medida como hipócrita.

“É bastante hipócrita aplicar medidas coercitivas draconianas, negando condições econômicas básicas a milhões de pessoas, e depois anunciar sopa e comida enlatada para poucos”, escreveu de Cossio nas redes sociais.

Fonte: Veja e G1

O TEOFASCISMO E A MARCHA DO FANATISMO HIPÓCRITA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Entre os dias 19 e 25 de janeiro último, ocorreu um pseuda “Caminhada Pela Liberdade”, em um percurso de 240 km, saindo do município mineiro de Paracatu e seguindo até Brasília. A alegação dos organizadores deste bizarro acontecimento dizia tratar-se de uma manifestação que intitularam de “Acorda Brasil”. A democracia comporta qualquer tipo de manifestação pública, desde que não represente um “Atentado violento ao Estado Democrático de Direito”, previsto no Art. 359-L, do Código Penal Brasileiro, que foi o que ocorreu na fracassada tentativa de Golpe do 08 de Janeiro. Aí já encontramos a primeira contradição da tal “Caminhada pela Liberdade”, que já traz na sua própria denominação uma assertiva infundada, haja visto que, se não houvesse liberdade de manifestação em nosso país, esta caminhada sequer teria existido. Algo que me parece bem aquilo que o grande dramaturgo Nelson Rodrigues, de direita por sinal, classificava como o “óbvio ululante”. Ululante, para quem não sabe, é um verbo para designar um ruído alto ou lamentos.

Dito isto, voltemos a tal manifestação para “acordar o Brasil”. Acordar para o que mesmo? O Brasil está funcionando absolutamente dentro da estabilidade democrática e institucional. Os poderes executivo, legislativo e judiciário trabalhando cada um deles, dentro das suas atribuições e prerrogativas funcionais, a liberdade de opinião e expressão sendo exercida com todas as garantias constitucionais, sem nenhum tipo de censura, as eleições livres e soberanas ocorrendo dentro da normalidade, nos âmbitos municipal, estadual e federal, com o pleno funcionamento das casas legislativas proporcionalmente eleitas para o exercício da suas respectivas representações políticas, a oposição, até a de extrema direita, podendo se manifestar com total liberdade e os governantes estaduais e municipais que não apoiam o Governo Lula sendo tratados rigorosamente dentro do contexto do chamado republicanismo.

Esta caminhada ocorreu claramente por motivos diversos a sua convocação, no caso, a uma tentativa de desviar a opinião pública para situações vexatórias que envolvem algumas lideranças exponenciais da extrema direita, flagradas em escancarados escândalos de corrupção, a exemplo do líder do PL na Câmara dos Deputados, Sostenes Cavalcante, apanhado pela polícia federal com dinheiro possivelmente desviado das emendas parlamentares e guardado em sacos de lixo dentro do guarda-roupa de sua casa, das rachadinhas e outros pecadilhos mais envolvendo deputados do partido de Bolsonaro, a exemplo de uns tais de Gustavo Gaia (PL/GO) e Carlos Jordy (PL/RJ) e sobretudo para desviar a opinião pública do maior escândalo de todos, que envolve diretamente o líder desta manifestação, o inexpressivo e desqualificado Nicolas Ferreira, claramente envolvido nas denuncias das falcatruas do Banco Master, que deu um prejuízo bilionário aos bolsos dos contribuintes em pelo menos R$ 12 bilhões de reais, fora as revelações da roubalheira do INSS no Governo Bolsonaro, que estão sendo reveladas aos poucos na CPI que apura os desvios do suado dinheirinho dos nossos aposentados.

O mais impressionante é que esta caminhada conseguiu mobilizar muita gente para uma desgastante empreitada que exige, além da alienação cognitiva, muito boa forma física. Aqui ocorre o meu principal questionamento sobre o que leva essas pessoas a participarem desta farsa explicita, que tem como único objetivo o de tergiversar as estripulias financeiras da Igreja Lagoinha, liderada pelo carimbado estelionatário de altar André Valadão, conhecido do grande público evangélico, amigo e principal apoiador de Nicolas Ferreira, com o golpe dado pelo Banco Master, do famigerado banqueiro Daniel Vorcaro, responsável por um dos maiores crimes financeiros da nossa história. Fico me perguntando sobre o que leva um número razoável de pessoas a acreditarem em uma fraude desta proporção, confundindo como sendo algo de dimensão messiânica. A única resposta que encontro é a de que, verdadeiramente, um segmento expressivo da sociedade brasileira foi capturada por aquilo que denomino de teofascismo.

É precisamente o teofascismo, que está por trás dessa manifestação, que envolve Lagoinha, Banco Master e Nicolas Ferreira no mesmo imbróglio. E como surgiu o teofascismo? Ele surge a partir da construção de uma narrativa de salvação, que manipula grupos de pessoas em situação de vulnerabilidade emocional, com o surgimento de um líder forte (o messias), que converterá pela religião o mundo idealizado por esses grupos de pessoas, que são moldados mentalmente nas igrejas. Este é exatamente o ponto em que a convergência dessas narrativas religiosas se transformam em seitas. Em um país onde temos um elevado numero de analfabetos funcionais, torna-se extremamente fácil a manipulação cognitiva de uma parcela significativa da sociedade brasileira.

Esses segmentos não conseguem distinguir as diferenças entre argumentos falsos e verdadeiros e não logram interpretar corretamente as informações que chegam até ele. Os pastores, padres e outras lideranças religiosas conservadoras e de extrema-direita, desenvolveram uma teologia da alienação, encontrada, sobretudo, nas igrejas evangélicas neopetencostais. Não por acaso designo que as bases do teofascismo são identificadas no neopentecostalismo. É uma captura emocional, que praticamente infantiliza as pessoas e as fazem se sentirem obrigadas a agir pela obediência a uma simbologia doutrinária e sob as ordens de um líder idealizado e salvador.

Certamente a crença na verdade absoluta, impostas a elas por mensagens bíblicas reveladas de forma totalmente distorcidas é uma das características do teofascismo. Foi este fundamentalismo que levou essas pessoas a aderirem a um movimento de um político investigado, que defende bandeiras que nada têm haver com os fundamentos do cristianismo, muito pelo contrário, já revelou sua total falta de empatia com os princípios evangélicos básicos, caminhando por quilômetros, colocando em risco até a saúde de bebês vulneráveis, para serem abençoados por uma figura pública umbilicalmente ligado a organizações criminosa e que terá, muito em breve, se Deus quiser, que se justificar perante autoridades policiais federais das inúmeras acusações que lhes são imputadas. Este é o Brasil em que estamos vivendo!

Pai de santo é preso em MG por crimes sexuais, polícia apura 17 vítimas

Líder religioso é preso em Pedro Leopoldo por crimes sexuais. Polícia investiga 17 vítimas e apreende provas. Entenda o caso.

Um líder religioso de 44 anos foi preso pela Polícia Civil na quinta-feira, em Pedro Leopoldo, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, suspeito de envolvimento em crimes sexuais. Segundo os investigadores, ele é alvo de apurações por estupro, estupro de vulnerável, fraude sexual e extorsão, com ao menos 17 vítimas identificadas até o momento.

A prisão ocorreu durante uma operação que também cumpriu mandados de busca e apreensão em dois endereços no bairro Lagoa de Santo Antônio: a residência do investigado e um espaço onde ocorriam atendimentos religiosos. A polícia recolheu celulares, cadernos com anotações e outros materiais que podem ajudar a esclarecer os fatos.

De acordo com a Polícia Civil, o homem usava a posição de liderança espiritual para se aproximar das vítimas, que o procuravam em busca de orientação e auxílio religioso.

Investigações

As apurações tiveram início em 2023, quando uma mulher procurou a polícia para relatar abusos. A partir disso, outros casos semelhantes foram surgindo, levando à identificação de novas possíveis vítimas ao longo da investigação.

Os investigadores afirmam que rituais e práticas religiosas eram usados como pretexto para a ocorrência dos crimes. Além disso, há relatos de intimidação psicológica contra mulheres que questionavam ou se recusavam a seguir as orientações impostas durante os atendimentos.

Durante as buscas, também foi apreendido um objeto metálico, um pênis de aço que, segundo a polícia, pode ter sido utilizado nos abusos, além de documentos que agora serão analisados.

Polícia acredita que número de vítimas pode ser maior.

A Polícia Civil não descarta que outras pessoas tenham sido afetadas e orienta que eventuais vítimas procurem a Delegacia Regional de Pedro Leopoldo para registrar denúncia. O objetivo é ampliar o mapeamento dos casos e fortalecer o conjunto de provas.

A defesa do investigado foi citada pela reportagem, mas não foi possível obter contato até a publicação. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

O caso segue sob investigação, e o suspeito permanece à disposição da Justiça enquanto as autoridades aprofundam a apuração dos fatos.

Fonte: Correio do Brasil

PM é preso dentro de batalhão por roubo, estupro e extorsão

Segundo a polícia, depois de ter cometido os crimes de extorsão, ele ainda estuprou a vítima e roubou itens da residência dela.

Um policial militar do 22° BPM (Maré) foi preso, na manhã desta quinta-feira (5), dentro do batalhão onde trabalhava por roubo, estupro e extorsão em Maricá, na Região dos Lagos do Rio.

De acordo com a investigação da 82ª DP (Maricá), Lucas de Sousa Mathias foi cobrar o pagamento de uma dívida de R$ 800 da vítima.

Segundo a polícia, depois de ter cometido os crimes de extorsão, ele ainda estuprou a vítima e roubou itens da residência dela.

A ação foi realizada em conjunto com a corregedoria da Polícia Militar. Lucas possui um histórico de envolvimento com a milícia em Araruama e ameaças usando armas de fogo.

Na casa do seu comparsa, que está foragido, foram apreendidas uma pistola e uma espingarda calibre 12.

O Disque Denúncia emitiu um cartaz pedindo informações sobre o paradeiro de Dayvid Nonato Santana, que está foragido.

Em nota, a assessoria da PM informou, por meio da Corregedoria Geral da corporação, que o militar está preso na Unidade Prisional da Polícia Militar do RJ e será instaurado um procedimento administrativo disciplinar para as medidas cabíveis.

“O Comando da Corporação reitera que não compactua com quaisquer desvios de conduta ou com o cometimento de crimes praticados por seus integrantes, punindo com rigor os envolvidos sempre que os fatos forem devidamente constatados”, diz a nota.

Fonte: G1

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