Com 73% de apoio, fim da escala 6×1 recebe chantagem e terrorismo dos patrões

A luta pelo fim da escala 6×1 sem redução dos salários ganhou um novo fôlego, chega ao Congresso embalada por um amplo apoio nas pesquisas de opinião e com o impulso do governo Lula III em defesa da aprovação da medida ainda em 2026.

Se é verdade que no parlamento e no governo há um ambiente mais favorável para aprovação do fim da 6 x 1; por sua vez, o empresariado e a extrema direita já iniciaram uma ampla campanha de ataques contra a medida.

No momento, há várias propostas em debate no parlamento. Uma delas é a PEC 8/2025, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL), que busca reduzir a jornada semanal para 36 horas, com uma escala de quatro dias de trabalho para três de descanso, mas que mantém o mecanismo de compensação das horas.

O Senador Paulo Paim (PT) apresentou a PEC 148/2015, que já foi aprovada na CCJ do Senado, que prevê 40 horas semanais, mas com uma escala de 5 dias de trabalho e 2 de descanso, com uma jornada diária de 8h. Proposta semelhante tramita na Câmara dos Deputados, defendida pelo parlamentar mineiro Reginaldo Lopes (PT-MG).

Há também o projeto da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) PL 67/2025 e a PEC 4/2025 do senador Cleitinho (Republicanos-MG). Ambas propõem redução de 44h semanais para 40h em regime de 5X2.

O conjunto das proposições que seguem em discussão no Congresso não implica em qualquer tipo de redução salarial.

Derrotar o terrorismo e as chantagens patronais

A nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e a pesquisa do Instituto Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados reforçaram mais ainda os argumentos dos defensores do fim da desumana escala 6×1.

Segundo o estudo do Ipea, a redução da jornada para 40 horas semanais teria um impacto inferior a 1% nos custos operacionais das maiores empresas do comércio e da indústria.

A análise do Ipea revela que a manutenção da jornada de 44 horas semanais afeta principalmente os trabalhadores com menor remuneração e baixa escolaridade. Além disso, indica que o aumento da produtividade e a reorganização das escalas de trabalho nas empresas absorverão as mudanças, como ocorreu quando da aprovação da redução da jornada de 48 para 44 horas por decisão da Constituição, promulgada em 1988.

O levantamento do Instituto Nexus, divulgado na semana passada, apontou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1 sem redução salarial.

A pesquisa aferiu ainda que entre os eleitores de Lula, 71% apoiam o fim da escala 6×1, contra 15% que se opõem. Entre os eleitores de Bolsonaro, a proposta alcança a maioria: 53% são favoráveis e 32% contrários.

O vasto apoio da população para o fim da 6×1 não alterou a disposição das entidades patronais de enfrentar a medida – necessária e modernizante das relações de trabalho no país.

Uma cartilha divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apela para falsos argumentos contra o fim da escala 6×1. A entidade patronal faz uma estimativa exagerada de um impacto de 20,7% nos gastos com os trabalhadores formais.

“Em relação à economia, a PEC teria altíssimo custo, na casa das centenas de bilhões para o Brasil, e poderia gerar desemprego e baixa competitividade do país. Neste sentido, a estimativa da CNI aponta um impacto de aumento de gastos com empregados formais na economia brasileira de 20,7%”, afirma um trecho do documento.

Outros setores condicionam a aprovação à redução de impostos e encargos sociais, “dando” com uma mão e tirando com a outra. Afinal são os impostos que financiam serviços públicos e a previdência social, tão necessárias para a maioria do povo.

Mobilizar e pressionar o parlamento

A luta pelo fim da escala 6×1 exige a mobilização dos trabalhadores e de suas organizações para a garantir um desfecho favorável para a classe. 

A CUT está convocando uma marcha nacional para 14 abril. É a hora dos sindicatos e das centrais retomarem a mobilização nas ruas e nos locais de trabalho. Só assim, vamos criar as condições para aprovação no Congresso e impedir as maquinações urdidas pela aliança da patronal com o centrão e a extrema direita.

Um exemplo disso, é o famigerado projeto do deputado federal Maurício Marcon (PL-RS), que pretende mudar o artigo 7° da Constituição Federal, eliminando a isonomia de direitos trabalhistas mínimos. Uma espécie de aprofundamento da contrarreforma trabalhista promovida durante o governo golpista de Temer. Para Marcon é preciso “libertar o trabalhador da CLT”. Ou seja, é mais exploração e menos direitos! No Congresso inimigo do povo, todo cuidado é pouco. A luta pelo fim da escala 6×1 é inseparável da luta pela ampliação dos direitos trabalhistas, pela revogação das reformas trabalhista e previdenciária e do combate ao trabalho precarizado. É com estas bandeiras que o DAP estará nas ruas.

Fonte: petista.org.br

Ministro do Trabalho anula autuação da JBS por trabalho escravo em granja fornecedora

Parecer jurídico argumenta que a empresa não deve ser responsabilizada diretamente por situação encontrada entre trabalhadores terceirizados. Para organizações do setor, a decisão representa ‘retrocesso de décadas’. JBS Aves segue fora da Lista Suja do Trabalho escravo

O MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO, Luiz Marinho, anulou os autos de infração que responsabilizavam a JBS Aves, do grupo JBS, por condições análogas às de escravo em granjas fornecedoras da empresa em Passo Fundo (RS), onde dez trabalhadores foram resgatados em abril de 2025

Marinho usou parecer da Consultoria Jurídica do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego), que recomendou a anulação dos relatórios de fiscalização com base na decisão do STF que reconheceu, em 2018, a legalidade da terceirização para quaisquer atividades de uma empresa. O parecer sustenta que uma companhia não pode ser responsabilizada diretamente por violações cometidas pela prestadora de serviços terceirizada – indo na contramão do entendimento do próprio governo federal sobre o tema até agora.

Na avaliação de auditores fiscais e fontes ouvidas pela Repórter Brasil, a decisão do ministério enfraquece a fiscalização de casos de trabalho escravo e dificulta a responsabilização ao longo da cadeia produtiva, principalmente em empreendimentos em que a terceirizacão vem sendo usada como justificativa para encobrir fraudes.

“Decisões desse tipo impactam profundamente a efetivação dos direitos humanos em toda a cadeia produtiva, porque se compartimenta demais a responsabilidade”, diz o procurador do Trabalho Ilan Fonseca, gerente do projeto Reação em Cadeia, do MPT (Ministério Público do Trabalho). 

“Como consequência, o poder das empresas em relação a determinados fornecedores é tão grande que é muito fácil para elas substituir essas peças do jogo quando são flagradas praticando crimes”, avalia ele. “Mas os agentes mais frágeis dessa relação são os trabalhadores e, no nosso entendimento, essas decisões vão na contramão de um pensamento que vem evoluindo no Brasil e no mundo no sentido de responsabilizar essas empresas líderes”, completa Fonseca.

“Vai ser um retrocesso de décadas”, afirma Rodrigo de Carvalho, coordenador nacional da Anafitra (Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho). Ele avalia que esse tipo de anulação pode afetar mais de 80% das ações de combate ao trabalho escravo, já que, nas empresas maiores, a terceirização é frequente. 

Em setembro, ministro do Trabalho já havia barrada a entrada da JBS Aves na Lista Suja

O imbróglio envolvendo a JBS teve início em setembro de 2025, quando o ministro do Trabalho avocou para si a decisão sobre a autuação à JBS e barrou a entrada da companhia na Lista Suja do Trabalho Escravo, cadastro de empregadores responsabilizados por exploração de mão de obra escrava. 

A conduta, aplicada pela primeira vez desde que a Lista Suja foi criada, em novembro de 2003, causou a renúncia em massa de auditores fiscais do trabalho de cargos de coordenação. 

Desde então, o caso é debatido judicialmente. A pedido do MPT (Ministério Público do Trabalho), a Justiça do Trabalho determinou que o governo federal incluísse a JBS Aves na Lista Suja. Inicialmente, o MTE descumpriu a ordem judicial e, em dezembro, o governo federal obteve uma liminar que o beneficiou. Em razão do episódio, auditores do trabalho mantêm paralisação parcial das fiscalizações

A paralisação foi suspensa no começo deste mês. Segundo Carvalho, da Anafitra, três motivos principais levaram os auditores fiscais do trabalho a chegarem a essa decisão. 

Um deles é a quantidade de denúncias de trabalho escravo pendentes no Brasil. A segunda razão é a criação, pela Conatrae (Comissão Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo), de uma comissão de acompanhamento da da execução da política pública de combate ao trabalho escravo, que deverá tomar medidas contra qualquer ameaça às ações fiscais. 

Por último, o ajuizamento, pela Anafitra, de uma ADPF no STF solicitando que a corte decida pela inconstitucionalidade do artigo 638 da CLT, que prevê a avocação (quando o ministro pode chamar para si a competência de decidir sobre alguma autuação), e de uma ação civil pública pelo MPT pedindo a inclusão da JBS Aves na Lista Suja do trabalho escravo.

A anulação dos autos de infração foi publicada em 18 de novembro de 2025, mas só se tornou pública na última semana, porque o processo administrativo havia sido colocado em sigilo pela Consultoria Jurídica do MTE.  O sigilo foi retirado a pedido da Secretaria de Inspeção do Trabalho, para viabilizar o cumprimento da anulação. 

Procurada, a JBS disse que não irá se manifestar sobre a anulação.

Relembre o caso

Em maio de 2025, dez trabalhadores foram resgatados em condições de trabalho escravo na apanha de frango em uma granja em Passo Fundo. Eles haviam sido contratados por uma terceirizada da JBS Aves, a MRJ Prestadora de Serviços. Segundo os auditores fiscais do trabalho que participaram do resgate, os funcionários tinham jornadas de até 16 horas diárias e comiam frangos descartados. Alguns chegaram a buscar atendimento médico com sintomas de esgotamento físico.

Durante a operação, os auditores do MTE classificaram a unidade local da JBS Aves como a “principal responsável” pelas infrações, já que a empresa estabelecia os locais, cronogramas e horários do trabalho nas granjas fornecedoras, enviados com 24 horas de antecedência para a MRJ.

Ainda segundo a fiscalização, a prestação de serviços ocorria, pelo menos, desde agosto de 2023. Diariamente, duas equipes de trabalhadores saíam de Arvorezinha (RS) para realizar a apanha nas granjas. As equipes deveriam iniciar suas atividades nos horários fixados, “sob pena de multa pelos transtornos causados no processo produtivo” da JBS Aves, segundo os relatórios de fiscalização. 

Parecer jurídico do MTE contrapõe entendimento dos auditores fiscais do trabalho

De acordo com a legislação que regulamenta terceirizações e que foi considerada pelos auditores no momento da fiscalização, cabe à empresa contratante fiscalizar e garantir condições adequadas de trabalho quando o serviço é realizado em suas dependências ou em locais designados por ela. A JBS Aves foi considerada “responsável pela 

manutenção dos empregados terceirizados em condições análogas às de escravizados” à época, segundo os autos de infração.

Contudo, no parecer técnico que pede a anulação dos autos, o procurador federal Ricardo Augusto Panquestor Nogueira avaliou que a JBS Aves não poderia ser responsabilizada diretamente pelas condições encontradas, com base em decisões do STF (Superior Tribunal Federal) que declararam constitucional a terceirização de atividades-fim e meio nas empresas. O texto faz referência à ADPF 324 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) e ao RE 958252 (Recurso Extraordinário), julgados pela corte em 2018.

O procurador argumentou que as práticas que caracterizam o trabalho análogo à escravidão são “tipicamente cometidas pelo empregador direto, que detém o poder de direção e subordinação sobre os trabalhadores, exercendo controle sobre o recrutamento, a jornada, o alojamento, o pagamento e as sanções disciplinares”. 

Ainda de acordo com o parecer, o auto de infração não imputa à JBS Aves atos de recrutamento, subordinação ou comando direto sobre trabalhadores e atribui à empresa “suposta omissão na fiscalização” das condições de trabalho da prestadora. Diz ainda que as referências à “condição análoga à de escravo” constantes no auto de infração “não têm o condão de gerar, por si, responsabilidade direta da tomadora nem de fundamentar sua inclusão em cadastros públicos”.

O entendimento é contrário ao auto de infração, agora anulado pelo ministro. Os auditores fiscais relataram na época que, “ao não cumprir com obrigação que lhe era própria e ao não atuar de forma diligente”, a JBS Aves “permitiu a ocorrência das diversas infrações trabalhistas em sua cadeia produtiva, e contribuiu para que diversos dispositivos dos tratados internacionais e da legislação pátria mencionados fossem violados”. 

Decisão enfraquece combate ao trabalho escravo e responsabilização de grandes empresas

“É gravíssimo porque é uma interpretação que contribui para afastar de forma radical a possibilidade de responsabilizar o tomador de serviços quando ele se utiliza da terceirização”, avalia frei Xavier, membro da Comissão Pastoral da Terra e da Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo. “Está longe de tudo o que se busca nas discussões sobre a ética empresarial, a responsabilidade patronal, a devida diligência”, defende. 

Xavier afirmou que a situação deverá ser apresentada à OIT (Organização Internacional do Trabalho). “Na verdade, não é somente a questão do trabalho escravo. É muito mais amplo. É a dignidade do trabalho e a relação que se cria entre um empregador e um trabalhador na prestação de serviço”, afirma.  

Para Rodrigo de Carvalho, da Anafitra, o argumento do conselho jurídico do MTE é contrário às políticas de combate ao trabalho escravo adotadas nas últimas duas décadas pelas equipes de fiscalização. “A decisão desconsidera a responsabilidade direta da empresa e, dessa forma, fica impossível de se conectar a cadeia produtiva [à infração]”, afirma Carvalho.  

Na última sexta-feira (13), a Anafitra enviou ofício ao Secretário de Inspeção do Trabalho do MTE manifestando repúdio ao parecer de anulação e cobrando providências, como o encaminhamento do caso ao Ministério Público do Trabalho e a definição sobre as diretrizes normativas a serem seguidas pelos auditores. 

STF irá discutir responsabilidade do empregador neste ano  

A posição do Ministério do Trabalho é publicizada no momento em que a PGR (Procuradoria-Geral da República) enviou um parecer ao STF sobre o Tema 1389. A ação discute de quem é a competência para julgar conflitos contratuais de prestação de serviços com empresas individuais. E também vai definir de quem é o ônus da prova de que houve fraude na relação: a empresa-patrão ou a empresa-trabalhador.

A PGR defende a tese que, se um contrato diz que são duas empresas, o caso vai para a Justiça Comum e não a Justiça do Trabalho, mesmo que o trabalhador afirme que, na realidade, a relação era entre uma empresa real e um trabalhador vulnerável precarizado. O recurso chegou ao STF (que reconheceu repercussão geral da matéria) e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes. O julgamento deve acontecer ainda este ano. Mendes suspendeu decisões de outras instâncias judiciais até que uma decisão seja tomada.

No parecer assinado em 4 de fevereiro de 2026, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que a jurisprudência do STF reconhece a constitucionalidade de modelos contratuais diversos da relação de emprego, como terceirização, parcerias, franquias e prestação de serviços por pessoa jurídica. 

O documento destaca precedentes do Supremo que afirmam não haver imposição constitucional de um modelo único de organização do trabalho. A PGR defende que cabe à Justiça Comum decidir sobre a existência, validade e eficácia de contratos civis ou comerciais de prestação de serviços, aplicando as regras processuais civis quanto à distribuição do ônus da prova. Apenas no caso de reconhecimento de nulidade do contrato é que os autos deveriam ser remetidos à Justiça do Trabalho para análise de eventuais consequências trabalhistas.

Críticos a essa posição apontam que se o STF entender que a existência de um contrato comercial basta para afastar a competência da Justiça do Trabalho, pode criar um escudo para a fraude. Bastaria a um empregador redigir um contrato de prestação de serviços para escapar ao crivo da fiscalização trabalhista. 

Além disso, o fluxo de processos sobrecarregaria ainda mais a Justiça Comum e trabalhadores levariam anos para receber seus direitos. Pessoas não teriam acesso aos direitos garantidos pelo Artigo 7º da Constituição, como férias, 13º salário e limitação da jornada — exatamente no momento em que o Congresso pode aprovar o fim da escala 6×1 e reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas para quem tem carteira assinada. 

“A autorização da pejotização de maneira ampla e irrestrita só favorece a prática de fraudes relacionadas a relações trabalhistas. A contratação direta é substituída por uma terceirização de mão-de-obra e, em um segundo momento, os próprios direitos trabalhistas não seriam respeitados, porque haveria uma contratação de falsos prestadores de serviço na qualidade de pessoa jurídica”, avalia o procurador do Trabalho Ilan Fonseca. “O Tema 1389 vai incrementar não apenas as fraudes, mas também a precarização, a violação de direitos humanos e a prática de trabalho escravo no Brasil”, conclui.

Fonte: Repórter Brasil

Governo Milei aprova reforma trabalhista na Câmara dos Deputados na Argentina

Projeto prevê mudanças como redução de indenizações, jornada de até 12 horas e restrição ao direito de greve

O governo do presidente Javier Milei aprovou, na madrugada esta sexta-feira (20), a reforma trabalhista na Câmara dos Deputados da Argentina. A votação terminou com 135 votos favoráveis e 115 contrários, após o projeto já ter passado pelo Senado na semana anterior, onde sofreu mais de 20 alterações.

O texto precisará voltar ao Senado, onde havia sido aprovado na última quinta-feira (12), pois o governo precisou retirar o tópico que reduzia o salário dos trabalhadores em 50% em casos de acidentes fora do ambiente de trabalho.

Vista como uma das reformas mais amplas na legislação trabalhista argentina desde a redemocratização, a proposta reúne mais de 200 artigos e promove mudanças profundas nas regras trabalhistas. Entre os principais pontos estão a redução das indenizações por demissão, a possibilidade de dividir o período de férias e a ampliação da jornada de trabalho, que pode chegar a até 12 horas diárias em determinados casos.

O governo defende que a reforma é essencial para reduzir a informalidade, que afeta mais de 40% dos trabalhadores do país, e estimular a criação de empregos. Já a oposição considera o projeto prejudicial aos trabalhadores e afirma que a medida representa um retrocesso nos direitos trabalhistas. Alguns parlamentares também alertaram para possíveis impactos negativos no financiamento de fundos trabalhistas e no sistema previdenciário.

A sessão foi marcada por forte tensão política e ocorreu no mesmo dia em que sindicatos realizaram uma greve geral de 24 horas, a quarta desde o início do governo Milei. Manifestantes se concentraram nas proximidades do Congresso, em Buenos Aires, e houve confrontos com as forças de segurança. A polícia utilizou jatos d’água e gás de pimenta para dispersar a multidão após o lançamento de objetos contra os agentes. Pelo menos 14 pessoas foram detidas.

Mesmo diante da resistência, o governo pretende sancionar a reforma até o início de março, quando começam as sessões ordinárias do Congresso, consolidando uma das principais promessas da agenda econômica de Milei.

Veja principais pontos da reforma

  • Férias mais flexíveis, que poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias
  • Restrições a greves em setores considerados essenciais
  • Ampliação do período de experiência para até seis meses com indenizações reduzida
  • Flexibilização da jornada, com ampliação de 8 para até 12 horas diárias
  • Mudanças na negociação coletiva, com permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais
  • Alterações em indenizações e demissões, com redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado
  • Fonte: ICL

Suspeito de acessar dados de ministros do STF é ligado a integrante da ‘Abin paralela’

Feitosa foi demitido por usar o cargo que ocupava para procurar informações fiscais de ao menos quatro desafetos da família Bolsonaro

Ricardo Manzano de Moraes, auditor da Receita Federal teve o passaporte apreendido e usa hoje uma tornozeleira eletrônica por ser suspeito de acessar informações sigilosas de ministros do Supremo Tribunal Federal. Ao tentar se explicar à corregedoria da Receita, ele surpreendeu por trazer à tona um nome ligado à investigação da ‘Abin paralela’, esquema ilegal de espionagem montado dentro da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo Bolsonaro.

Manzano disse que acessou os dados de uma nora do ministro Gilmar Mendes, do STF, porque estava em busca do contato de um amigo de sobrenome Feitosa, o mesmo sobrenome da nora do ministro, porque imaginou que eles fossem parentes. A nora de Gilmar e Feitosa, amigo de Manzano, não têm grau de parentesco algum. Além disso, a justificativa não é convincente, já que para esse objetivo seria mais fácil tentar a internet, as mídias sociais ou outros colegas.

Mas quem é o Feitosa que Manzano dizia procurar? Ricardo Pereira Feitosa foi coordenador geral de Pesquisa e Investigação da Receita Federal, a equipe de inteligência do órgão, durante parte do governo Bolsonaro. Ele foi acusado de usar o cargo que ocupava para procurar informações fiscais de ao menos quatro desafetos da família Bolsonaro. Entre eles o procurador José Eduardo Gussem, que denunciou o esquema de rachadinha de Flávio Bolsonaro.

O caso foi descrito no relatório que a Polícia Federal entregou ao STF, em junho do ano passado, a respeito da compra e do uso da ferramenta de espionagem First Mile. O documento tem uma sessão dedicada à interferência do governo Bolsonaro na Receita Federal. O processo administrativo contra Feitosa é mencionado no fim dessa sessão como motivo de preocupação dos agentes envolvidos com a chamada Abin paralela.

Kleber no relatório da ‘Abin paralela’

Outro nome que aparece nas páginas do relatório da PF é o de Kleber Cabral, hoje presidente da Unafisco, a Associação Nacional dos Fiscais da Receita Federal. Ele foi intimado a depor à PF, nesta sexta-feira (20), às 15 horas, para esclarecer declarações que deu aos meios de comunicação. Ele disse que os servidores da Receita têm mais medo de investigar ministros do Supremo do que membros da facção criminosa PCC.

Foi uma reação às medidas cautelares adotadas pelo ministro Alexandre de Moraes contra quatro servidores considerados suspeitos de vazar dados fiscais de membros da corte e de parentes dos magistrados. Mas esses quatro funcionários não participavam de investigação alguma. E foram detectadas várias consultas a dados pessoais de autoridades sem justificativa.

Trecho do relatório da PF sobre a Abin Paralela que cita o nome de Kleber Cabral

Um desses servidores é Ricardo Manzano que disse estar em busca de um contato com Feitosa. Os nomes de Feitosa e Kléber fazem parte do relatório da PF sobre a Abin paralela justamente no capítulo que trata da operação montada pelo ex-diretor da Abin, Alexandre Ramagem, condenado no processo do 8 de janeiro e hoje foragido em Miami, nos Estados Unidos, para blindar Flávio Bolsonaro das investigações sobre a suspeita de esquema de rachadinha.

Kleber é citado por tentar pressionar Guilherme Bibiani a não aceitar o cargo de corregedor da Receita Federal. O nome de Bibiani não era do interesse dos envolvidos com a ‘Abin paralela’ e de Flávio Bolsonaro, que queria no posto alguém de sua total confiança.

Ricardo Pereira Feitosa é citado no relatório da PF por conta do processo aberto para averiguar o acesso indevido a dados da Receita. Ao fim da investigação, Feitosa acabou demitido do serviço público em outubro de 2023, por usar o cargo “para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública”, segundo expressou na época a portaria assinada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Fonte: ICL

STF abre ação penal contra Eduardo Bolsonaro por coação

Primeira Turma formaliza processo após denúncia da PGR que aponta tentativa de interferência em investigações judiciais

O Supremo Tribunal Federal (STF) formalizou nesta quinta-feira (19) a abertura de ação penal contra o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que passa a responder como réu pelo crime de coação. A medida ocorre após o recebimento de denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e marca o início da fase processual no âmbito da Corte.https://landing.mailerlite.com/webforms/landing/r9f0h9

Em novembro do ano passado, a Primeira Turma do STF decidiu aceitar a acusação oferecida pela PGR. Votaram a favor do recebimento da denúncia os ministros Alexandre de Moraes, relator do caso, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.Play Video

De acordo com a denúncia apresentada em setembro pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, Eduardo Bolsonaro e o blogueiro Paulo Figueiredo teriam articulado ações sucessivas com o objetivo de interferir em processos judiciais para favorecer o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o próprio Figueiredo. A acusação foi protocolada no âmbito de inquérito no qual o ex-presidente também foi indiciado pela Polícia Federal.

Apesar de o nome de Jair Bolsonaro constar no inquérito, o procurador-geral não apresentou denúncia contra ele nesse caso específico. O ex-presidente já foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Com a formalização da ação penal, o processo entra na fase de instrução, etapa em que são colhidos depoimentos dos réus e das testemunhas de acusação e defesa, além da produção de outras provas. Ao término dessa fase, os ministros da Primeira Turma irão julgar o mérito da ação para decidir pela condenação ou absolvição dos acusados.

Fonte: Brasil 247

TEOFASCISMO E A DITADURA TEOCRÁTICA

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Existe um projeto político em construção no Brasil há pelo menos três décadas. Um projeto de natureza ideológica, mas que trabalha com uma premissa que oculta o seu verdadeiro e maior objetivo: a ascensão e implantação de uma ditadura teocrática, assentada sobretudo na doutrina que mais avança na perspectiva teológica em nosso país, com a consolidação do chamado neopentecostalismo. A assertiva que identifica o avanço da frase “pequenas igrejas, grandes negócios” é uma realidade no contexto das religiões em todo território nacional.

A “teologia da prosperidade”, base fundamental das igrejas neopentecostais dos dias atuais, talvez não por acaso e sem dar ênfase no trocadilho, é a que mais próspera nacionalmente. Tem um resultado, em lucros líquidos, muito superior a maioria das denominações religiosas tradicionais que atuam no subjetivo campo do misticismo e sincretismo religioso brasileiro, perpassando pela Igreja Católica Apostólica Romana, pelas religiões de matriz africanas, pelas religiões animistas de povo originários e manifestações de práticas religiosas alternativas, como o Santo Daime por exemplo, pelo budismo, do tibetano do Dalai-Lama ao budismo Nitirem japonês e até mesmo pelas igrejas evangélicas tradicionais, como a Batista, Assembleia de Deus, Adventista, metodista, quadrangular e uma dezena mais que são doutrinariamente muito mais sólidas no campo da formação teórica teológica.

A história das religiões sempre nos remete a um debate de alta complexidade filosófica, dada a natureza imaterial e totalmente idealista que lhe caracteriza desde o seu surgimento e estruturação. Estamos falando de um assunto que, do ponto de vista doutrinário, não existe nenhum tipo de validação científica ou materialista que o prove concretamente. O que existe é a comprovação da evolução histórica da religião, que está muito mais próxima do controle do poder político, o imperador Constantino e o Concílio de Nicéia demonstram isto de forma inequívoca, do que da sua natureza espiritual, que deveria nortear e justificar a sua existência para atender as necessidades transcendentais da humanidade.

Este projeto foi se expandindo sorrateiramente em nosso país, de uma forma que não foi possível detectar que se trata de uma estratégia que ia muito além do que a cobrança de dízimos subversivos. Estamos falando do avanço do neopentecostalismo tupiniquim que vem evoluindo consistentemente desde os finais dos anos 80, com um significativo crescimento nos anos 90 e se consolidando dos anos 2000 até a presente data. O evangelho de resultados está concluindo a primeira etapa do grande plano político no qual o conjunto destas igrejas de pregação histriônica vêm apostando alto.

O estelionato ofertório, que começou com os gazofilácios de madeira e acrílico e as chamadas salvas de ofertas e dízimos (um cabo de madeira comprido com uma espécie de sacola na ponta), evoluiu para cartões de débito e crédito e chegou à sofisticação do pix oblativo. Ao longo dessas últimas décadas, as igrejas evangélicas neopentecostais cresceram geográfica e exponencialmente em razão da imensa conquista de fiéis, por intermédio de sofisticados artifícios psicológicos de lavagens cerebrais, com o uso de metodologias de controles mentais e do desenvolvimento de técnicas psicanalíticas, que se aproveitaram dos diversos tipos e motivações de desequilíbrios emocionais, provocadas pelas fragilidades das perdas sociais, econômicas e humanas das pessoas que buscam um refúgio espiritual.

O ponto alto desta etapa do empreendimento
Gospel empresarial, foi a fase em que surgiu na TV brasileira o televangelismo, que ia ao ar em rede nacional muito tarde da noite e duravam até a manhã, quando começava a programação oficial nos rádios e nas TVs. Esses extensos programas de horários comprados nas grandes emissoras, ofereciam curas da unha encravada até o câncer em suas fases mais avançadas, onde não havia mais esperanças de reversão do quadro. E para isso, bastava apenas colocar um copo de água em cima do aparelho TV e orar para abençoar o líquido que se transformava em uma pequena porção mágica de milagre.

Na sequência vinha o pedido para a obra, em forma de depósito bancário. Não existe milagre não remunerado. Só não me lembro de ter visto cura para a aids, pois afinal, esta era uma doença dos possuídos pelo inimigo, ou seja, aqueles que eram denominados à época, nos anos 80 do século XX, de “homossexuais” ou, resumidamente, de “bichas e veados”, que eram exterminados pela doença de acordo com a interpretação bíblica convenientes aos líderes religiosos de então.

Estas igrejas evangélicas neopentecostais de fundos de garagem, surgiram consagrando “pastores” que nunca sentaram em um banco dos seminários de teologia ou passaram por uma universidade para se formarem academicamente como teólogos. O que tivemos foi um verdadeiro “pega bêbado” nas ruas, como é até os dias de hoje, empregando homens e mulheres, que passaram a pregar aquilo que chamo de “evangelho de sovaco”, com uma bíblia debaixo do braço, catequizando em altíssimos decibéis, como se Deus fosse surdo.

Esse estilo se transformou na liturgia típica das igrejas neopentecostais, com cultos cada vez mais espalhafatosos, vulgares, cênicos e burlescos. Aliás, diga-se de passagem, a única coisa “altíssima” que se atinge com estes vendilhões dos templos, negociantes da salvação divina, são as contas bancárias dos donos e pastores destes engodos religiosos. Para esses “vigários”, a graça jamais será alcançada se não for devidamente debitado da conta bancária do crente incauto, o valor referente a benção que se deseja alcançar. Assim trabalham os pastores de contrato de trabalho registrado, como em toda e qualquer empresa que se preze. A atividade pastoral há muito deixou de ser sacerdócio.

Algumas dessas empresa se transformaram em grandes conglomerados midiáticos, a exemplo da IURD – Igreja Universal do Reino de Deus, do bilionário Bispo Macedo, detentor de uma fortuna pessoal de R$ 5.8 bilhões, que comprou nada mais, nada menos, do que a Rede Record de televisão, uma das mais tradicionais emissoras de TV do país. Muitas outras dessas “igrejas” seguiram o mesmo caminho. Destaco, dentre muitas, a Igreja Internacional da Graça de Deus, de R. R. Soares e a Igreja Mundial do Poder de Deus, do missionário do chapelão Valdemiro Santiago, todas bilionárias focando nas curas e na prosperidade dos irmãos que pagarem uma propina a Deus, disfarçada de fortalecimento da obra para alcançar o milagre.

No rastro desses imbróglios devocionais surgiram, até agora, 87 mil igrejas evangélicas registradas, fora as informais, que são os camelôs da fé, atuando fortemente no mercado informal da religião. São igrejas predominantemente localizadas nas imensas regiões periféricas do Brasil. Vencida a etapa de disputa de públicos, essas igrejas procuram avançar no seu objetivo maior, identificado com o moderno protofascismo, aqui representado neste fenômeno inexplicável para mim, que é o bolsonarismo. O teofascismo está aí, assentado nesta sólida base congregacional, colhendo cada vez mais irmãos, manipulando a palavra de Deus e o evangelho preconizado por Jesus Cristo, que tinha um discurso claramente socialista.

A agenda política e ideológica deste segmento teológico está na sua fase final de implantação. Hoje são detentores de um poder paralelo, com base teórica pautada na pregação de alienação da realidade objetiva, na estrutura representada pelas milhares de igrejas espalhadas uniformemente em todas as regiões do país, bilhões de reais para comprar todos os poderes formais e bancar as campanhas de seus candidatos em eleições, tendo ainda uma extensa rede midiática fundamentalista que possui tentáculos em todos os veículos de comunicação que atuam no Brasil.

E tudo isso me parece, cada vez mais, ser liderado pelo “Aiatolá” Silas Malafaia, uma figura execrável em todos os aspectos possíveis no que diz respeito a qualquer coisa que tenha um mínimo de seriedade. Suas posições são claramente de natureza fascista. Já existem crimes suficientes cometidos por este falso profeta e seus discípulos para colocá-los na cadeia. As forças progressistas que defendem o Estado Democrático de Direito, têm que estar muito atentas , para que o Brasil não se transforme em uma ditadura teocrática de extrema-direita em um futuro relativamente próximo.

Juiz manda leiloar cobertura de luxo onde Collor vive e cumpre pena por corrupção

Ex-presidente está cumprindo prisão domiciliar na cobertura de 600 metros quadrados com vista para o mar de Maceió, piscina privativa, bar e quatro suítes

O apartamento de luxo em que o ex-presidente Fernando Collor de Melo mora e cumpre pena em Maceió (AL) deve ir para leilão por determinação da Justiça do Trabalho. A decisão é do juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Alagoas.

A informação foi divulgada pelo Uol e confirmada por O GLOBO. De acordo com o TRT de Alagoas, o leilão está agendado para junho, mas a decisão ainda precisa ser confirmada pelo juiz da 3ª Vara.

Collor está atualmente cumprindo prisão domiciliar no apartamento de 600 metros quadrados com vista para o mar de Maceió, piscina privativa, bar e quatro suítes. De acordo com a Justiça do Trabalho de Alagoas, o apartamento foi avaliado em R$ 9 milhões no final de 2024.

Em 2023, o ex-presidente foi condenado pelo STF a 8 anos e 10 meses pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, por envolvimento em um esquema de corrupção na BR Distribuidora.

Ele começou a cumprir a pena no Presídio Baldomero Cavalcanti de Oliveira, em Maceió (AL), e depois conseguiu prisão domiciliar humanitária por idade avançada (75 anos) e comorbidades graves, que incluem doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.

No entanto, o juiz Nilton Beltrão de Albuquerque Junior determinou que esse imóvel em que ele cumpre a pena seja vendido em leilão por conta de uma dívida trabalhista.

De acordo com o portal Uol, a defesa de Collor alega que essa dívida já foi paga. Já a defesa da trabalhadora — uma jornalista que atuou na TV Gazeta, da qual Collor é dono — afirma que em 2019 houve um acordo para ela receber R$ 80 mil em salários atrasados, mas que os valores não foram pagos integralmente.

Fonte: O Globo

Dino proíbe novas leis que garantam “penduricalhos” acima do teto

Em uma decisão complementar proferida nesta quinta-feira (19), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu a publicação e a aplicação de novas leis sobre o pagamento a servidores públicos de parcelas remuneratórios e indenizatórias que ultrapassem o Teto Constitucional, os chamados “penduricalhos”. 

“Essa determinação vale inclusive para a edição de novos atos normativos pelos Poderes ou órgãos constitucionalmente autônomos”, destacou o ministro.

Segundo ele, a decisão visa a “esclarecer e complementar” a decisão liminar do último dia 5, quando o ministro determinou a suspensão de pagamentos realizados sem previsão legal expressa.  

A decisão estende o bloqueio dos pagamentos também ao reconhecimento de supostos direitos retroativos que não eram pagos até a data da liminar original. E mantém o prazo de 60 dias para “todos os órgãos publicarem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam”, ou da norma que as legitimam, no caso de ato infralegal. 

A medida se aplica a instituições federais, estaduais e municipais que, na prática, deverão publicar e dar publicidade à folha de pagamento detalhada de seus servidores. Na liminar do último dia 5, Dino já tinha destacado que, “para quem manuseia dinheiro público”, “não bastam expressões genéricas como: “direitos eventuais”; “direitos pessoais”; “indenizações”; “remuneração paradigma”, entre outras constantes de Portais de Transparência”, que devem ser substituídas por indicações precisas que permitam o controle sobre os gastos públicos. 

Teto Constitucional

A determinação ocorre no âmbito de uma ação que contesta o pagamento de verbas a agentes públicos que elevam os vencimentos mensais a patamares superiores ao teto máximo do funcionalismo, atualmente de R$ R$ 46.366,19 (valor que corresponde ao subsídio pago aos ministros do STF).  

Em sua mais recente manifestação, tornada pública esta manhã, Dino e sua assessoria reproduzem argumentos jurídicos segundo os quais a ausência de uma lei nacional sobre o tema, conforme exigido pela Emenda Constitucional nº 135/2024, impede que órgãos e poderes autônomos criem gratificações ou indenizações por conta própria.

O caso agora segue para o referendo do Plenário do STF, que deve apreciar a questão no próximo dia 25, quando já estava agendada a votação da liminar inicial.

“No tocante aos agravos e embargos interpostos, aguarde-se a apreciação quanto ao referendo da liminar pelo Plenário do STF, quando serão estabelecidos os contornos da tutela liminar antes deferida e agora complementada”, decretou Dino.

Fonte: Agência Brasil

Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido por parceria criminosa com Jeffrey Epstein

Ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein

Andrew Mountbatten-Windsor, que já teve o título de Príncipe Andrew, foi detido nesta quinta-feira (19) sob suspeita de má conduta no exercício de função pública.

As autoridades apuram denúncias de que ele teria compartilhado informações confidenciais com o bilionário e condenado por crimes sexuais Jeffrey Epstein enquanto atuava como enviado comercial do Reino Unido.

Imagens de viaturas policiais descaracterizadas e de agentes à paisana em Wood Farm, na propriedade de Sandringham, pouco depois das 8h, circularam na quinta-feira. Em nota, a Thames Valley Police informou: “Hoje (19/2), prendemos um homem de 60 anos, residente em Norfolk, sob suspeita de má conduta em cargo público e estamos cumprindo mandados de busca em endereços localizados em Berkshire e Norfolk”

Andrew permanece sob custódia policial neste momento.

A Thames Valley Police já havia declarado que analisava alegações de que uma mulher teria sido levada ao Reino Unido por Epstein para um encontro sexual com Andrew, além das suspeitas de troca de informações sigilosas com o financista durante o período em que exercia a função diplomática.

O subchefe da corporação, Oliver Wright, afirmou ao jornal The Guardian: “Após uma avaliação detalhada, decidimos instaurar investigação sobre essa denúncia de má conduta em cargo público.

“É fundamental preservar a integridade e a imparcialidade do inquérito enquanto trabalhamos com nossos parceiros para esclarecer os fatos. Reconhecemos o grande interesse público no caso e forneceremos novas informações no momento adequado.”

Fonte: ICL

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