Folha de S.Paulo e a desonestidade intelectual a serviço da escravização moderna

Cadu Amaral – Jornalista

Às vésperas do início do debate sobre o fim da escala 6×1 no Congresso, a Folha de S.Paulo, neste domingo (22), publica reportagem obtusa, enviesada e repleta de buracos factuais para atacar a redução da jornada de trabalho.

Ao destacar que “brasileiros trabalham menos que a média mundial” em sua manchete, a Folha, através do economista Daniel Duque, da FGV Ibre, constroem uma narrativa de que os brasileiros trabalham pouco e que se produz pouco no Brasil. Repetindo sempre a mesma ladainha quando se discute alguma medida pró-trabalhadores.

Na versão impressa do material, o gráfico – que não foi replicado no portal – desmonta a narrativa de forma fácil para qualquer pessoa, já mostra que em países como Estados Unidos, França, Dinamarca, Noruega e até o Japão, tão propagado com símbolo de dedicação ao trabalho, as pessoas trabalham menos que o Brasil.

A reportagem da Folha desinforma ao afirmar que o Brasil trabalha menos que a “média mundial” em sua manchete porque o próprio texto aponta que somente 44 países foram pesquisados. A Terra tem 195 países.

Além do que, a reportagem e a pesquisa elaborada pelo Banco Mundial não possuem detalhamento metodológico consistente. Semioticamente, o suo do termo “mundial” sugere que somos atrasados e deficientes, tanto em força de trabalho quando em capacidade produtiva para além do debate sério sobre investimentos públicos e privados – e todas as nuances da atual configuração econômica brasileira, extremamente financeirizada de juros exorbitantes, deixando mais atrativo investir no rentismo do que na produção.

A narrativa da Folha de S.Paulo compara países sem qualquer contextualização estrutural, ignorando informalidade, desemprego estrutural ou subocupação, os populares “bicos”. 

A reportagem da Folha de S. Paulo omite que em países altamente produtivos, as pessoas trabalham menos. A França, por exemplo, aparece com jornada média menor e altíssimo padrão de renda. Ou seja, trabalhar menos pode ser compatível com desenvolvimento, mas a lógica do capitalismo brasileiro que nunca largou mão da cultura escravagista não deixa explorar esse tipo de mudança.

Todo o subtexto da reportagem aponta que os brasileiros são preguiçosos, que preferimos o lazer ao trabalho, num construção moderna dos escravagistas ao se referirem aos indígenas séculos atrás, moldando um problema estrutural do país em uma questão moral.

Não foi a toa a publicação desse material agora, na semana em que o Congresso Nacional deve começar a debater o fim da escala 6×1. Aliás, enquanto escrevo este texto, todos os jornalões trazem reportagens em tons semelhantes ao da Folha deste domingo (22).

Ao centralizar a discussão no número bruto de horas, a Folha ignora a intensidade do trabalho, o tempo de deslocamento nas grandes cidades, a dupla jornada feminina, o avanço da informatização que leva o trabalho para dentro de casa e a informalidade. Ou seja, reduz complexidade social a um ranking descontextualizado para virar instrumento de pressão política.

Trabalhar seis dias consecutivos para um único dia de descanso implica desgaste físico e mental profundo nos trabalhadores, especialmente em setores de baixa remuneração. Este não deveria ser debate não é ideológico, mas, sim, civilizatório. Países desenvolvidos avançaram na redução de jornada justamente para ampliar qualidade de vida e, consequentemente, a produtividade.

A impressão que tive foi faltou quase nada para a Folha e o tal Daniel Duque defenderem a volta da escravidão clássica, com chibatadas e tudo.

Desembargador Eustáquio de Castro mantém no ar fake news de Flávio Bolsonaro contra o PT 

A Justiça do Distrito Federal suspendeu a decisão que obrigava a plataforma X a remover uma publicação, mentirosa para variar, do senador Flávio Bolsonaro na qual ele se refere ao PT como “Partido dos Traficantes”. A nova determinação foi assinada pelo desembargador Eustáquio de Castro, relator do caso no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT).

O magistrado entendeu que, neste momento, não estão presentes os requisitos para manutenção da tutela de urgência que determinava a exclusão do conteúdo. Assim, as publicações permanecem no ar até que o mérito da ação seja analisado pelo colegiado da Corte.

Em uma das postagens questionadas, o senador escreveu: “PT Partido dos Traficantes”, em meio à repercussão de uma operação policial no Rio de Janeiro que resultou em 122 mortes. O Partido dos Trabalhadores acionou a Justiça alegando caráter ofensivo da manifestação.

Ao reavaliar o caso, o desembargador apontou que não identificou elementos suficientes para justificar a retirada imediata do conteúdo. “Em análise sumária, não vislumbro a presença de risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação apto ao deferimento da tutela de urgência para retirada das publicações, haja vista ainda não estarmos em período eleitoral, além de o Agravo de Instrumento ser recurso de rápida tramitação perante esta relatoria”, registrou.

Na decisão, o magistrado acrescentou: “Assim, deve-se prestigiar o contraditório, submetendo-se a questão à apreciação do Colegiado”. Ele destacou que a análise definitiva sobre eventual abuso deve ocorrer no julgamento final da ação.

Eustáquio de Castro também ponderou que o episódio ocorre em contexto de disputa política, no qual manifestações mais contundentes são recorrentes. Segundo ele, a controvérsia “parece mais se enquadrar no âmbito do aborrecimento que permeia o debate digital, não atingindo a gravidade ou a irreversibilidade que justifiquem a manutenção da tutela de urgência”.

A manutenção da publicação no ar, mesmo diante do conteúdo sabidamente ofensivo e desinformativo, escancara um padrão que se repete há anos: acusações genéricas, associação leviana ao crime e uso estratégico das redes para tensionar o ambiente político. Ao relativizar esse tipo de conduta como mero “aborrecimento” do debate digital, abre-se espaço para a normalização da mentira como ferramenta de disputa. O histórico recente mostra que a disseminação sistemática de ataques e distorções não é episódica, mas parte de uma engrenagem de desgaste institucional. Diante disso, cabe às autoridades agir com firmeza para coibir esse modus operandi, que transforma a desinformação em método e aposta na instabilidade permanente como estratégia política.

Fonte: DCM

Igreja evangélica era fachada para o tráfico de drogas no Amazonas

Esquema envolvia igrejas, empresas de fachada e movimentações financeiras milionárias no Amazonas e em outros estados.

Apontado como liderança do tráfico ligada ao Comando Vermelho, Allan Kleber Bezerra Lima está foragido após uma operação policial que revelou o uso de igrejas evangélicas como esconderijo de drogas e apoio logístico ao crime. A investigação aponta um esquema estruturado de tráfico em larga escala, lavagem de dinheiro e possível envolvimento de agentes públicos, com movimentações financeiras milionárias e atuação em diferentes estados do país.

Allan Kleber Bezerra Lima, apontado pela polícia como líder do Comando Vermelho no Amazonas, está foragido. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (20/02) pelo delegado Marcelo Martins, titular do 24º Distrito Integrado de Polícia. Segundo as investigações, o suspeito se apresentava como evangélico e frequentava uma igreja no bairro Zumbi dos Palmares, na zona Leste de Manaus, estratégia usada para despistar a atuação policial.

Uso de templos religiosos no esquema criminoso
A polícia apura que igrejas evangélicas eram utilizadas como pontos de apoio pelo grupo criminoso. Em uma das ocorrências, Allan teria escondido drogas dentro de um templo religioso. Outro alvo da operação também morava em uma igreja, reforçando a suspeita de que os locais eram usados como camuflagem para as atividades ilegais.

Leia também: Servidores, policial militar e ex-assessores são alvos de operação contra tráfico e corrupção no AM; veja lista completa

Fuga em São Paulo e prisão da esposa
De acordo com o delegado, Allan conseguiu fugir por volta das 3h da manhã do endereço onde estava, em São Paulo. Durante o cumprimento das ordens judiciais, a esposa do investigado foi presa. Ela é apontada como responsável por empresas usadas para movimentar dinheiro do esquema.

Tráfico estruturado e apreensões milionárias
As apurações começaram após uma ação da Polícia Militar no Centro de Manaus, quando criminosos foram flagrados transferindo drogas entre embarcações e um veículo. Houve troca de tiros e a polícia apreendeu 523 tabletes de skunk, sete fuzis, duas lanchas e um carro. Um suspeito foi preso e revelou ligações diretas com Allan.

Lavagem de dinheiro e envolvimento de agentes públicos
Relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras apontam movimentações de cerca de R$ 73 milhões em transações atípicas. As drogas saíam de Tabatinga e eram distribuídas para outros estados, incluindo o Pará. A investigação também indica possível participação de servidores e ex-servidores públicos de diferentes poderes e órgãos de segurança.

Fonte: AM POST

A relação entre Epstein e o serviço secreto de Israel, o Mossad

Documentos desclassificados do FBI revelam que Jeffrey Epstein, o traficante sexual falecido, colaborou com o Mossad e era próximo do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak.

“Epstein era próximo do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak e foi treinado como espião sob sua tutela ”, revela um memorando desclassificado do FBI (Departamento Federal de Investigação dos EUA), divulgado na sexta-feira.

O memorando indica que Epstein trabalhou com serviços de inteligência americanos e estrangeiros, incluindo o serviço de espionagem israelense, o Mossad.

Epstein e Barak mantiveram um relacionamento de dez anos. Barak, que também ocupou um alto cargo na inteligência militar israelense durante sua carreira, visitou a casa de Epstein em Nova York mais de 30 vezes entre 2013 e 2017.

Em uma troca de e-mails, Epstein escreveu para Barak: “Você precisa deixar claro que eu não trabalho para o Mossad. :)” Barak respondeu: “Você ou eu?” e Epstein respondeu: “Que eu não quero :)”.

Epstein aconselhou Ehud Barak a cooperar com a Palantir.

Além disso, um dos arquivos recentemente divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA revelou que o financista desonrado aconselhou Barak a cooperar com a controversa empresa americana de vigilância por inteligência artificial Palantir.

De acordo com uma gravação de áudio divulgada, Epstein, durante uma conversa com Barak em fevereiro de 2013, mencionou um terceiro não identificado e sugeriu que havia “duas empresas de cibersegurança” que valiam a pena “investigar”. “Nunca conheci Peter Thiel. E todo mundo diz que ele fica pulando e agindo de forma muito estranha, como se estivesse drogado”, disse Epstein a Barak sobre o cofundador da Palantir.

Ele explicou que Thiel “tem uma empresa chamada Palantir […]. Então ele achou que Peter poderia te colocar no conselho administrativo da Palantir […]. Ele vem aqui na semana que vem, então eu queria conversar com ele, se eu tiver a oportunidade de conversar com você.”

Epstein, que tinha ligações com diversas figuras poderosas, incluindo o presidente dos EUA, Donald Trump, o príncipe Andrew do Reino Unido e o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, foi preso em 2019 sob acusações federais de tráfico sexual de menores.

Dois meses depois, ele foi encontrado morto em uma cela de prisão em Nova York. Sua morte foi oficialmente considerada suicídio, embora as circunstâncias tenham alimentado anos de especulação sobre seus associados de alto escalão e possíveis esforços para ocultar a verdadeira extensão de seus crimes.

Após Epstein ter sido condenado pela primeira vez como agressor sexual em 2008, Barak fez uma parceria com ele em 2015 para financiar a startup de tecnologia de segurança “Reporty Homeland Security”, presidida por Barak e agora conhecida como Carbyne.

Barak minimizou sua relação com Epstein, mas uma busca nos arquivos de Epstein retorna 4078 resultados que mencionam seu nome.

Israel utilizou tecnologias da gigante tecnológica Palantir durante múltiplas ofensivas nos territórios palestinos ocupados e em outros países.

Investigações revelaram que a Palantir, apoiada pela Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA), apoiou o genocídio israelense na Faixa de Gaza com inteligência artificial e vigilância, facilitando ataques de precisão e o extermínio de palestinos.

  • Um novo livro do jornalista do New York Times , Michael Steinberger, também revelou que Israel usou tecnologia da Palantir em seus ataques terroristas mortais com pagers e walkie-talkies no Líbano em 2024. Pelo menos 42 pessoas, incluindo duas crianças, foram mortas e mais de 3.400 ficaram feridas nas explosões de 18 e 19 de setembro de 2024.

ISRAEL PROTEGIA PRÉDIO DE EPSTEIN EM NOVA YORK

Missão israelense na ONU instalou e controlou segurança em prédio do criminoso sexual utilizado por ex-premiê

Israel forneceu estrutura de segurança para Jeffrey Epstein em Nova York, onde o ex-premiê Ehud Barak se hospedava. Emails revelam coordenação entre agentes israelenses e a equipe de Epstein, mas o Departamento de Justiça dos EUA não investiga os envolvidos.

Fonte: HispanTV

A RELIGIÃO, A LATA E A CIÊNCIA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 22 de Fevereiro/ 2026

Nunca na história desse país uma edição do Carnaval do Rio de Janeiro repercutiu tanto, nem na Era dos televisores de tubo não lembro de uma Escola de Samba causar tanta emoção, amor e ódio. Lógico que estou falando da Acadêmicos de Niterói que trouxe para a Sapucaí o samba enredo que retratava a vida do nordestino de Garanhuns, o Lula. Ate ai tudo bem, carnaval, samba, desfile , tudo normal nas terras de Cabral nessa época do ano, mas não foi bem assim! Assim como todos os anos o evento sofre críticas dos cristãos , mas neste ano elas foram elevadas ao cubo. A Acadêmicos de Niterói além de contar a história do maior estadista vivo que se tem conhecimento, trouxe o palhaço Bozo com a faixa presidencial e logo depois enjaulado por um careca vestido de preto, confesso que não sei que é o careca e nem o palhaço de cabelo vermelho. Mas o carro passou, fez raiva, fez alegria, mas passou.
O que não passou e até agora continua desfilando sua batucada na cabeça dos “cidadões” de bem, patriotas e de familia foi a ala da mulheres semi nuas, não, não foi; e sim uma que trazia os participantes atolados em latas de conserva, isso bastou para que os cristãos lotassem as redes afirmando que a agremiação estivesse desdenhando da fé cristã.
Eu não vou tentar aqui explicar o que de fato a ala das latinhas quis dizer, pois seria perda de tempo para uma ala fundamentalista, mas o que me deixa mais pensativo é que um desfile carnavalesco indignou mais os cristãos que 700 mil mortes pela Covid. É triste , mas é verdade!

Fechado o portão com o fim do desfile, diversos jornaleiros publicaram que o Governo Lula teria que trabalhar muito para se reaproximar dos cristãos, mas creio eu que o caminho deve ser o inverso, os cristãos que devem se reaproximar do Lula, pois sabemos que a massa cristã no Brasil é composta por pessoas simples, pessoas humildes que foram e estão sendo alcançadas pelos programas do Governo, Bolsa Família, Gas do Povo, Pe de Meia, Isenção do Imposto de Renda, Minha Casa Minha Vida, entre outros. Os cristãos precisam, urgentemente, saírem de dentro das latas da desinformação, separando a religião da política e voltarem a ser o que sempre foram, mensageiros do cristianismo.Com essa atitude levarão nota 10 em todos os quesitos!

Pra finalizar; o assunto da semana nas redes foi a Virgínia numa lata de ervilha. Ta de sacanagem?
O assunto foi a Bióloga Tatiana Sampaio que fez o que nenhum cristão fez, pelo menos até onde eu tenho conhecimento, ela conseguiu fazer um tetraplegico ficar curado.
A Doutora trabalhou por cerca de 25 anos numa proteína que conseguiu trazer os movimentos de volta a uma pessoa que estava condenada a viver o resto da vida deitado numa maca. Uma mulher de familia, cristã, de esquerda da Universidade pública do Rio de Janeiro a UFRJ( não contem pra Tuliana) pensou fora da lata, digo, da caixa e hoje posso afirmar que é a pessoa, dentro da ala da ciência como a mais importante que temos. Poderia ter sido um ateu o criador dessa injeção milagrosa? Sim, não mudaria em nada!
Espero que agora o antivax continue na sua fé, mas nunca mais chame uma vacina de comunista! Talvez ele possa precisar!

O Ministerio da Saude adverte: Comer Enlatados faz mal à saude, contém muitos conservardores, ops! Conservantes!!

Reflexões* Flávio Show 2026 , ano 06 – Edição 272

Quando a água vira lucro: a ofensiva que põe em risco os rios da Amazônia

O Brasil acompanha um conflito que revela mais do que uma disputa técnica sobre infraestrutura. O impasse em torno da hidrovia no rio Tapajós, no oeste do Pará, expõe um projeto de país que avança sobre a Amazônia sem medir consequências ambientais ou humanas. O governo federal suspendeu a licitação da obra após protestos de povos indígenas e ribeirinhos, mas o gesto foi mínimo. O decreto que abre caminho para privatizar três grandes rios da região segue em vigor e mantém aberta a porta para um modelo que sacrifica territórios inteiros em nome do lucro.

O decreto 12.600, publicado em agosto de 2025, transforma os rios Tapajós, Tocantins e Madeira em corredores de exportação de soja e milho. Ele integra o Arco Norte, iniciativa pensada para acelerar o escoamento de commodities para mercados como China e Europa. O discurso oficial fala em “modernização logística”. Na prática, o projeto consolida a dependência nacional de um agronegócio que avança sobre a floresta, concentra renda e deixa nas comunidades amazônicas o peso da destruição.

No Tapajós, povos indígenas e milhares de ribeirinhos sustentam suas casas com a pesca, o turismo e o equilíbrio do rio. Eles alertam que a dragagem prevista pode espalhar mercúrio acumulado há décadas, afastar peixes e modificar praias que garantem alimentação, sustento e identidade cultural. Ignorar esses alertas significa aceitar a precarização deliberada de populações que já enfrentam pressões do garimpo, da grilagem e de grandes empreendimentos energéticos.

A gravidade aumenta porque as comunidades não foram consultadas antes da aprovação do projeto. O governo ignorou um direito assegurado por acordos internacionais e pela própria posição brasileira em fóruns globais: a consulta prévia, livre e informada. Ao atropelar esse compromisso, o Estado brasileiro sinaliza que interesses econômicos de grandes empresas valem mais do que a palavra de quem vive às margens dos rios e depende deles para sobreviver.

Desde 22 de janeiro, lideranças indígenas e ribeirinhas ocupam a área da Cargill no porto de Santarém, cidade que se tornou um centro estratégico do comércio global de grãos. A Cargill figura entre as principais beneficiadas pela hidrovia e tem histórico de conflito com comunidades locais. A ocupação expôs a assimetria de forças na região: de um lado, corporações multinacionais apoiadas por políticas públicas; de outro, populações que precisam se mobilizar para proteger o mínimo — o direito de continuar existindo em seus territórios.

A suspensão do edital não resolve o problema. O decreto permanece ativo e permite que, a qualquer momento, o projeto seja retomado. Lideranças denunciam que o governo encerrou negociações sem apresentar alternativas e lembram que a obra não tem relação com melhorar o abastecimento nacional. Trata-se de garantir velocidade a um circuito global de lucro que trata a Amazônia como entreposto e os rios como obstáculos a serem escavados. O país enfrenta uma escolha política e moral. Pode reforçar um modelo que transforma rios amazônicos em infraestrutura descartável ou pode reconhecer que esses rios sustentam culturas, economias locais e um equilíbrio ambiental que não pode ser reconstruído depois de destruído. Os povos do Tapajós exigem que o Brasil escolha a vida das águas antes que seja tarde. O alerta deles não é retórico. Rios que morrem não voltam. E um país que permite isso abdica do seu próprio futuro.

Rudinei Borges dos Santos, professor da Universidade Estadual do Amapá

Fonte: petista.org.br

Vice de Tarcísio é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro

Felício Ramuth nega qualquer irregularidade e diz que recursos são lícitos e declarados à Receita Federal

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), é investigado junto de sua esposa, Vanessa Ramuth, por suposta lavagem de dinheiro em Andorra, país europeu localizado entre a França e a Espanha e que já foi considerado paraíso fiscal.

A investigação conduzida em Andorra, revelada pelo site Metrópoles e confirmada pela Folha, indica que o casal teria movimentado mais de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,3 milhões, na cotação atual) em uma conta no AndBank, banco sediado no país, por meio de transferências de “fundos procedentes de atividades ilícitas”.

O dinheiro, de acordo com a Unidade de Inteligência Financeira de Andorra, teria sido transferido de contas vinculadas à Visio Corporation Ltd S.A., uma offshore no Panamá em nome da mulher de Ramuth, sem comprovação de origem. Tanto a Visio como a conta no AndBank foram abertas na mesma data, em outubro de 2009.

À Folha o vice-governador negou qualquer irregularidade e afirmou ter prestado todos os esclarecimentos às autoridades de Andorra. Ele também disse que todos os recursos foram devidamente declarados à Receita Federal.

Ramuth tem a intenção de se candidatar novamente como vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na eleição de 2026 ao governo paulista e é visto pelo entorno do governador como um dos nomes favoritos ao posto. Além dele, outro cotado para a vice é o presidente da Assembleia Legislativa, o deputado André do Prado (PL).

Procurado pela reportagem, o Governo de São Paulo afirmou que não há processo aberto no Brasil sobre o caso. “Não existe acusação contra o vice-governador e sua esposa, e nem processo aberto no Brasil, mas sim uma investigação a respeito do referido banco AndBank. Todos os esclarecimentos sobre o caso já foram prestados diretamente em Andorra, não havendo nova oitiva agendada e nem fato novo. Todos os recursos foram devidamente declarados, bem como todos os impostos pagos.”

A Justiça de Andorra, no processo, relata ter chegado à conta do casal enquanto investigava “uma trama de branqueamento de capitais e valores”. O termo “branqueamento de capitais” é utilizado para se referir a crimes de lavagem de dinheiro.

Ramuth e Vanessa viajaram a Andorra em outubro passado para prestar depoimento sobre o caso. A audiência é mencionada em um procedimento aberto no Brasil, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), após o país europeu ter solicitado cooperação ao governo federal, também em 2025.

Nos autos, aos quais a reportagem teve acesso, consta que a Justiça de Andorra bloqueou US$ 1,4 milhão (cerca de R$ 7,2 milhões) da conta do casal em maio de 2023, quando Felício já era vice-governador.

Segundo a investigação, a movimentação na conta do AndBank de 2009 a 2011″foi nutrida através de transferências internacionais ordenadas por sociedades instrumentais das quais não existe nenhuma informação disponível e que procedem de países como Estados Unidos da América e Luxemburgo”.

Ramuth não declarou à Justiça Eleitoral nenhuma conta no exterior em seu nome nem em 2022, quando foi eleito vice-governador de São Paulo, nem em 2016 e 2020, em sua eleição e reeleição à Prefeitura de São José dos Campos, no interior paulista.

O vice de Tarcísio argumenta que a conta de Andorra está no nome de sua mulher e que todos os valores foram depositados em período anterior ao de sua vida política.

“Não existe nenhuma acusação formal sobre minha esposa ou sobre mim, (mas) sim uma investigação que envolve o banco. Todos os esclarecimentos já foram prestados diretamente em Andorra, inclusive com a cópia do Imposto de Renda, comprovando origem. Todos os recursos estão devidamente declarados e com todos os impostos pagos no Brasil, oriundos de atividades privadas, e depositados integralmente em período anterior (2009/2011) ao início da minha vida política”, afirmou Ramuth em nota à reportagem.

Fonte: ICL

Após derrota na Suprema Corte, Trump eleva tarifa global de importação para 15%

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que elevará a tarifa global de importação para 15%. A decisão foi divulgada em publicação na rede social Truth Social, menos de 24 horas após ele informar que aplicaria uma taxa de 10% com base em novo instrumento legal.

Segundo Trump, a elevação tem efeito imediato e se apoia em instrumentos jurídicos considerados válidos por sua administração. O republicano afirmou que a medida busca corrigir “décadas de práticas comerciais injustas” que, em sua avaliação, prejudicaram a economia americana.

No comunicado, o presidente declarou que, após “uma análise completa e detalhada” da decisão recente da Suprema Corte, decidiu ampliar a tarifa mundial de 10% para 15%. Ele afirmou que o percentual corresponde ao nível “legalmente permitido”.

A decisão ocorre após a Suprema Corte derrubar parte do tarifaço imposto por Trump no ano passado. O presidente da Corte, John Roberts, liderou a maioria ao afirmar que o chefe do Executivo precisa de autorização clara do Congresso para justificar a imposição de tarifas amplas.

O caso foi levado à Justiça em 2025 por empresas afetadas pelas taxas e por 12 estados americanos, a maioria governada por democratas. A contestação questionava o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, para impor tarifas de forma unilateral.

A Suprema Corte confirmou entendimento de instância inferior de que Trump extrapolou sua autoridade ao utilizar a IEEPA para instituir as tarifas. Os ministros Clarence Thomas, Samuel Alito e Brett Kavanaugh ficaram vencidos na decisão.

Em reunião com governadores, Trump classificou o julgamento como “uma vergonha” e afirmou já ter um “plano B” para manter as taxas sobre produtos importados. A nova elevação para 15% foi apresentada como parte dessa estratégia alternativa.

O presidente também associou a medida ao slogan de campanha “Making America Great Again — GREATER THAN EVER BEFORE!!!”, reforçando que pretende anunciar nas próximas semanas novas tarifas consideradas legais e aplicáveis globalmente.

Fonte: DCM

Congresso da Fetran é realizado em Maceió

De 18 a 21 de fevereiro, Maceió sediou o III Congresso Nacional da Fetran (Federação Nacional dos Trabalhadores dos DETRANs), que teve como tema Classe Trabalhadora, automação e IA: desafios contemporâneos do sindicalismo brasileiro.

O Congresso contou com a participação de delegados de 11 estados e do Distrito Federal. Dutante o evento ocorreram palestras do sociólogo Gessé de Souza, do youtuber Jones Manoel e do historiador professor Luizinho. Gesse Souza abordou os mecanismos das desiguldades sociais no Brasil, Jones Manoel falou sobre os desafios políticos atuais e o historiador e professor Luizinho ministrou um minicurso sobre história, concepções e desafios do movimento sindical.

Para Clayberson Ferraz, presidente da Fetran, o “Congresso realizado em Alagoas, foi um marco na história da federação e do movimento sindical dos servidores dos DETRANs”, opinião compartilhada pelo presidente do Sinsdal, Roberto Martins, que destacou “a importância dos palestrantes e as resoluções adotadas” como os principais pontos do III Congresso Nacional.

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