O vai e vem entre JHC, Lira e Renan

A disputa política em Alagoas já vem há muito tempo sendo capitaneada por dois flancos, um liderado pelos Calheiros, o outro por Arthur Lira. Mas recentes acontecimentos podem fazer surgir um terceiro campo eleitoral.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido por JHC – ainda no PL, mas podendo retornar ao PSB a qualquer momento –, chega ao final de maio rompido com Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados e ainda uma das figuras mais fortes em Brasília. Contudo, os sinais de que o prefeito da capital alagoana de aproximação com os Calheiros, ao que consta, teve a fiação cortada.

JHC e Arthur Lira se aproximaram em virtude das eleições de 2022, quando se aliaram para enfrentar o campo que os Calheiros como centro de gravidade. Lira precisava de um nome para disputar o Governo do Estado, após o acordo em torno no nome para a sucessão indireta de Renan Filho – que renunciou para concorrer ao Senado naquele – foi para o brejo.

Havia um acordo de consenso em torno do nome de Paulo Dantas, atual governador de Alagoas e reeleito em 2022. Paulo Dantas estava entre os que migrariam em peso para o União Brasil, que seria comandando pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Victor. Mas o então deputado Paulo Dantas ficou muito próximo ao então governador Renan Filho e mais distante de Arthur Lira, fazendo o então presidente da Câmara dos Deputados “tomar” o partido do grupo de deputados estaduais liderados por Marcelo Victor.

Daí, todos esses parlamentares migraram para o MDB, hipertrofiando a legenda e dando a ela 14 dos 27 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Alagoas. Para quem tem mais dificuldade em fazer conta de cabeça, isso é metade mais um do parlamento estadual. Ou seja, o grupo, se considerar somente os que estão sob o guarda-chuva partidário do MDB, tem força para fazer o que bem entender na Casa.

Diante desse cenário, pragmaticamente, JHC se uniu ao grupo de Arthur Lira ara a disputa em 2022, lançando o então senador Rodrigo Cunha, que trocou o PSDB pelo União Brasil, comandado politicamente por Arthur Lira em Alagoas, a governador e o então deputado estadual Davi Davino Filho, à época no PP, a senador.

A aposta contra a máquina do governo estadual e da Assembleia Legislativa soava convidativa porque o nome do outro lado, quem quer que fosse o nome, não seria então um figurão da política alagoana. Logo, haveria certo equilíbrio de forças nesse sentido.

E o grupo comandado por Lira, com toda a força política que Brasília pode proporcionar – e isso era algo que Arthur Lira tinha em demasia, ainda mais no governo Bolsonaro, tentou de todas as formas  atrapalhar a eleição indireta de Paulo Dantas a governador, lhe tirando tempo com a “caneta na mão” para sua reeleição em outubro de 2022. Até então, Paulo Dantas era um deputado pouco conhecido do eleitorado alagoano, assim como Rodrigo Cunha, apesar de senador. 

Rodrigo Cunha foi eleito na esteira da antipolítica que dominou o debate público em 2018, mas como seu mandato em Brasília foi muito apagado, ele chegou em 2022 um desconhecido do eleitorado médio.

Estava aí a “paridade de armas”: de um lado a máquina estadual e da Assembleia Legislativa; do outro a máquina da Prefeitura de Maceió e a federal no estado. Ambas encabeçadas por nomes “desconhecidos”. 

Paulo Dantas foi reeleito, o MDB – como já pontuei acima – elegeu 14 dos 27 deputados estaduais entre a bancada federal, o MDB elegeu dois deputados entre 9, o PP também dois, sendo um deles o próprio Arthur Lira, como o mais votado com 219.452 votos. Para o Senado, deu o esperado e Renan Filho foi eleito, mas ele foi derrotado em Maceió por Davi Davino Filho por uma diferença de 79.401 votos. Renan Filho obteve 159.492 votos e Davi Davino Filho, 238.893 votos.

Chegam as eleições municipais e a disputa na capital alagoana foi protocolar. JHC venceu com facilidade, atingindo 83,25% (379.544 votos). O segundo colocado, Rafael Brito, deputado federal pelo MDB, obteve 12,74% (58.084). Essa disputa se deu sob a mesma configuração da ocorrida dois anos antes. As causas para esse resultado acachapante são várias, mas a principal, para mim, é a falta do fazer política em Maceió pelo campo capitaneado pelo MDB, mas esse não é o tema aqui.

Começa a segunda gestão de JHC, que agora tem Rodrigo Cunha como vice-prefeito, o que deu mandato no Senado a Eudócia Caldas, mãe do prefeito, já que ela era a suplente de Cunha em Brasília. JHC deu espaços a Arthur Lira e aos outros aliados que vieram pela gravidade, tanto gerada por Lira quanto pela própria prefeitura de Maceió e pela projeção futura de um novo nome política e eleitoralmente forte em Alagoas para rivalizar com os “grandões”.

Como JHC não tem um grupo para chamar de seu, se valendo somente de seu desempenho pessoal até agora, aliar-se a Arthur Lira acabou até sendo – pelas circunstâncias – o caminho natural. Afinal, em boa medida, um dependia do outro, inclusive para a montagem do tabuleiro eleitoral para 2026.

Há um ditado que diz: “nada como uma noite entre dois dias”. E foi exatamente isso que ocorreu. Após o pleito municipal, as rusgas entre JHC e Lira começaram a aparecer aqui e acolá. Primeiro, JHC não deu um espaço de destaque a Davi Davino Filho. A tal Secretaria Municipal de Relações Federativas não serviu para, absolutamente, nada. Lira recebeu a Educação, colocando na pasta sua prima Jó Pereira, que foi deputada estadual, mas ficou sem mandato por ter sido a vice de Rodrigo Cunha em 2022.

Contudo, em pouco meses, JHC deixou vazar insatisfação com Arthur Lira porque ele teria garantido rios de recursos federais. O problema é que já não estávamos mais sob o governo Bolsonaro, no qual Lira era todo-poderoso em relação a recursos públicos.

Lira e JHC se afastaram, se aproximaram e, agora, se afastam novamente. A diferença é a proximidade com o pleito de 2026, o que dificulta movimentos de vai e vem.

Nesse meio tempo também, Marluce Caldas, procuradora do Ministério Público de Alagoas e tia de JHC, foi escolhida por seus pares para a lista do órgão a uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ). O sobrinho, previsivelmente, passou a se dedicar quase que exclusivamente a garantir a indicação da tia à Corte, passando os primeiros meses de sua segunda gestão na Prefeitura de Maceió mais em Brasília do que na capital alagoana. Só para se ter ideia, até este momento, nem líder a Prefeitura tem na Câmara Municipal de Maceió, tamanha a atenção dada por JHC à indicação da tia ao STJ.

Até com o presidente Lula, o prefeito de Maceió foi fazer beija-mão. Foi a um evento em homenagem à primeira-dama Janja da Silva, foi a nomeação de Gleisi Hoffmann como ministra, fez  contato com João Campos, prefeito de Recife para voltar ao PSB e integrar a base de apoio a Lula, deixando o PL, ao qual ele se filiou – saindo do PSB! – entre o primeiro e o segundo turnos de 2022.

Até dos Calheiros, mesmo de forma tímida, JHC se aproximou o suficiente para o senador Renan Calheiros e João Caldas, pai de JHC, participarem juntos de inauguração de rodovia próxima à cidade de Ibateguara – terra dos Caldas – com direito a elogios do senador à família do prefeito.

As especulações correram soltas sobre uma aliança entre os Caldas e os Calheiros, deixando Arthur Lira chupando dedo. Depois de algumas semanas, Lira faz elogios a JHC, o apontando como um excelente nome para o governo de Alagoas.

Mas por conta do “balé” de JHC, dando passos para cá, passos para lá, e sem fechar questão sobre se será candidato a governador ou a senador, Arthur Lira, além de não se empenhar pela nomeação de Marluce Caldas ao STJ, teria passado a atuar contra, enquanto Renan Calheiros fez o movimento oposto. Ao menos deixou vazar fazer isso.

Lira quer JHC candidato a governador para ter facilitada a disputa ao Senado em 2026; Os Calheiros preferem JHC candidato ao Senado para selar a volta de Renan Filho ao Governo do Estado. Já JHC, quer o Governo do Estado e a vaga no Senado, neste momento ocupada por sua mãe.

Evidentemente, que essa conta não fecha. Logo, a pouco mais de um ano do início do processo eleitoral, propriamente dito, as tensões vêm à tona.

JHC exonerou todos os indicados por Arthur Lira na Secretaria Municipal de Educação. Logo, manchetes: JHC rompe com Artur Lira.

Ora, pela lógica estabelecida na política alagoana, JHC, então, vai fechar com os Calheiros. 

Nesta quinta-feira, 29 de maio, o governador Paulo Dantas deu uma declaração positiva sobre a vinda de JHC para a base de Lula, em se concretizando seu retorno ao PSB que, neste momento, é do controle do governador, uma vez que sua filha, Paula Dantas preside o partido. Contudo, o governador e seus mais próximos migrarão para o PSD, deixando o PSB livre para JHC.

Mas aí, instantes depois, JHC – ávido nas redes sociais – compartilha vídeo de Alfredo Gaspar atacando o governador. Além de sinalizar afastamento dos Calheiros, o gesto também pode ser entendido como reafirmação de rompimento com Arthur Lira

Alfredo Gaspar, apesar de não falar isso abertamente, vislumbra candidatura ao Senado como o nome dos bolsonaristas em Alagoas. E por causa disso, deverá deixar o União Brasil devido à federação que a legenda formará com o PP, cujo comando em Alagoas será de Arthur Lira. Não cabem dois nomes ao Senado que pescarão dos mesmos votos “soltos”.

Sim, “votos soltos” porque os amarrados, neste momento, estão com Renan Calheiros e Arthur Lira. Todos os prefeitos alagoanos tiveram apoio deles, ou em separado ou de ambos no mesmo palanque. Além do que, o prefeito de um quer dar o segundo voto ao Senado no outro. É o sonho de consumo para garantir emendas com aquele Congresso anabolizado de poder que temos em Brasília.

Mas como o seguro morreu de velho, já foi noticiado que os Calheiros começaram a investir no segundo voto ao Senado. Para mim, um claro aceno a JHC que, neste momento, parece não se empolgar com isso.

O hiperfoco de JHC agora é a tia no STJ. Pela lógica do jogo do poder em Alagoas, ter um nome numa corte superior é um impulso gigantesco. Nem redbull dá tanta asa assim. JHC, além de votos seus, de opinião mesmo, comanda a Prefeitura de Maceió; tem emissora de rádio e um canal de TV local; tem a mãe no Senado. O que falta? Uma toga e, no caso, não seria uma qualquer, mas uma no STJ.

Além disso, JHC não tem só o Alfredo Gaspar para fazer frente aos “grandões” de Alagoas. Neste momento, nada impede haver aproximação com Davi Davino Filho, que tem muito voto em Maceió, fruto da ONG de sua família, a “FunBrasil”.

Mesmo assim, não vejo JHC com essa força toda para peitar os Calheiros e os Lira agora. Aliás, ele é quem teria mais a perder. Se se lançar em 2026 e não eleger, seja ao Senado ou ao Governo do Estado, fica sem nada e, em boa medida, à mercê de Rodrigo Cunha, que assumiria a Prefeitura de Maceió. Sua mãe, Eudócia Caldas, não parece ter força para ser reeleita. Aliás, o prefeito de Maceió  demonstrou nas eleições de 2024 só ter votos na capital. JHC e o PL não elegeram nada fora de Maceió.

JHC até pode optar terminar seu mandato como prefeito, o que avalio como improvável. Se ele ficar dois anos sem mandato, é grande o risco de morrer politicamente. Mas como em política até boi pode voar, essas movimentações de agora podem fazer o cenário político alagoano passar a ter três campos eleitorais. 

Mas já pensaram se o vento muda a nuvem de lugar e os Calheiros e os Lira resolvem por se unirem, atendendo ao pleito de seus prefeitos, mesmo que de forma “branca”? Quem segura?

Bolsonaro diz que conta com ajuda dos EUA para se livrar da Justiça

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou, nesta sexta-feira (30), que conta com o apoio de um “país lá do norte”, em referência aos Estados Unidos, para reverter sua situação política no Brasil. A fala ocorreu durante o 2º Seminário Nacional de Comunicação do Partido Liberal, em Fortaleza (CE).

“Tenho certeza de que venceremos. Não é fácil, mas nós venceremos, com ajuda de Deus e também com ajuda de outro país lá do norte. Enganam-se aqueles achando que só nós temos condições de reverter esse sistema. Não temos. Precisamos de ajuda de terceiros. E tem vindo na hora certa”, afirmou Bolsonaro.

O ex-presidente também celebrou a volta de Donald Trump à presidência dos EUA e comparou sua derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à situação enfrentada pelo republicano em 2020. “Ele sofreu quando perdeu as eleições, e aqui, de forma semelhante, outra pessoa assumiu a Presidência”, disse.

A declaração ocorre em meio à possibilidade de que os Estados Unidos sancionem autoridades brasileiras. Recentemente, o senador estadunidense Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pode ser alvo de sanções com base na Lei Global Magnitsky, que pune violações de direitos humanos e corrupção.

Aliados de Bolsonaro veem o anúncio como resultado de um “trabalho” do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente. O parlamentar, que fugiu do Brasil em março, permanece nos EUA onde busca denunciar supostas violações de direitos no Brasil.

Durante o discurso desta sexta-feira, Bolsonaro defendeu a permanência do filho no exterior: “Se estivesse aqui, não seria um passaporte. Com toda a certeza, seria uma prisão”.

Na quinta-feira (29), o governo de Donald Trump publicou uma mensagem em português afirmando que há “grande possibilidade” de Moraes ser sancionado pela Lei Magnitsky. O caso amplia as tensões entre Bolsonaro e o STF, que investiga o ex-presidente por supostos atos antidemocráticos.

Fonte: DCM

Pastor matou ex-mulher com 38 facadas

A Justiça do Maranhão determinou a prisão preventiva do pastor José Gilton Alves dos Santos, acusado de assassinar a ex-esposa, Jussandra Gonçalves Jorge de Souza, com 38 facadas em Riachão, sul do estado. O crime ocorreu na última segunda-feira (26), quando a vítima recebeu 5 facadas pelas costas e 33 na região do peito e pescoço.

“Ela me denunciou na Lei Maria da Penha sem necessidade”, alegou o acusado em vídeo gravado na viatura policial após ser capturado em Balsas. O juiz Bruno Meneses de Oliveira, da Comarca de Riachão, rejeitou o pedido de liberdade feito pela defesa, destacando a crueldade do crime e o descumprimento de medida protetiva.

“A brutalidade dos fatos indica que a liberdade do autuado representa risco real à sociedade”, afirmou na decisão. A vítima já havia registrado ameaças anteriores do ex-marido, que exercia função pastoral antes do crime.

O magistrado ressaltou que a manutenção da prisão visa evitar “sentimento de impunidade” e proteger potenciais testemunhas. José Gilton responderá por homicídio qualificado como feminicídio e permanece detido em unidade prisional.

Fonte: DCM

Prefeito JHC assina criminosa PPP de R$ 1,79 bilhão para três prédios desnecessários

Enquanto faltam hospitais, creches, moradias e transporte de qualidade em Maceió, a prefeitura deixa uma dívida de R$ 1,79 bilhão aos cofres públicos dos maceioenses

A Prefeitura de Maceió firmou uma Parceria Público-Privada (PPP) para reformar e manter, por 30 anos, três prédios antigos no centro da cidade, ao custo de R$ 1,79 bilhão.

Trata-se da Concorrência Pública nº 01/2025, na modalidade Concessão Administrativa, voltada à reforma, revitalização, operação, gestão e manutenção do Complexo Administrativo da Prefeitura de Maceió. O processo é conduzido pela Agência Municipal de Regulação de Serviços Delegados.

Isso mesmo: R$ 1,79 bilhão para reformar três prédios — Palmares, Ary Pitombo e Iapetec — que foram comprados pela própria Prefeitura, em 2023, por apenas R$ 10,07 milhões.

O portal 082 Notícias fez um levantamento para mostrar o que poderia ser feito com esse mesmo valor em outras áreas prioritárias para a população. Os dados são impressionantes:

O que daria para fazer com R$ 1,79 bilhão?

  1. Construir 6 hospitais gerais, no padrão do Hospital da Cidade, que custou R$ 266 milhões cada;
  2. Construir 35 hospitais da mulher, com custo médio de R$ 50 milhões por unidade;
  3. Implantar 358 creches no modelo CRIA, ao custo médio de R$ 5 milhões cada;
  4. Construir 12 conjuntos habitacionais populares, como o Parque da Lagoa (R$ 138 milhões cada), com capacidade para entregar 7.782 apartamentos;
  5. Construir 2 aeroportos no padrão do Aeroporto Zumbi dos Palmares, com valores atualizados para 2025 (R$ 734 milhões cada);
  6. Implantar 71 quilômetros de corredores exclusivos de BRT, no padrão da cidade de Salvador (R$ 25 milhões por quilômetro);
  7. Construir 23 quilômetros de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) de alto padrão, interligando o Aeroporto ao Centro de Maceió (custo médio entre R$ 70 e R$ 80 milhões por quilômetro).

Maceió precisa de planejamento administrativo, mas, também, de prioridades claras e justas para o maceioense. Melhorar a gestão pública é necessário, mas investir R$ 1,79 bilhão em apenas três prédios administrativos é uma decisão que ignora as carências reais da cidade em saúde, educação, habitação e mobilidade.

Estamos falando de dinheiro público. Dinheiro que pertence ao povo maceioense e que poderia transformar a vida de milhares de famílias de nossa capital.

A Constituição exige eficiência e economicidade na administração pública. Quando esses princípios são relativizados, as demais instituições devem agir urgentemente.

A democracia começa com transparência total — e termina quando o povo é condenado a pagar, por 30 anos, uma conta bilionária sem ter sido consultado de forma adequada. Os maceioenses pagarão o preço dessa decisão da gestão JHC por três décadas.

Se você fosse o prefeito, como investiria R$ 1,79 bilhão em Maceió?

Fonte: 082 Notícias

MEC fará recomposição de R$ 400 milhões do orçamento das universidades

O governo federal fará a recomposição de R$ 400 milhões no orçamento de 2025 das universidades e institutos federais de ensino. Além disso, R$ 300 milhões que estavam retidos por decreto serão liberados. As informações são do ministro da Educação, Camilo Santana, após reunião com reitores, no Palácio do Planalto, em Brasília.

De acordo com ele, ao passar pelo Congresso Nacional, o orçamento dessas instituições sofreu um corte de R$ 340 milhões em relação ao que foi encaminhado pelo governo. Agora o Ministério da Educação (MEC) fará a recomposição, mais um acréscimo de R$ 60 milhões.

Além disso, segundo Santana, o congelamento de R$ 31,3 bilhões de gastos não obrigatórios do Orçamento de 2025, anunciado na semana passada, não afetará as instituições federais de ensino.

“Foi um compromisso meu desde o início [do governo], 2023, nem universidade e institutos federais sofreram cortes; 2024 também. Então, cumpriremos também esse compromisso em 2025, para que as nossas instituições não sejam afetadas por qualquer corte ou bloqueio ou contingenciamento no nosso orçamento”, reforçou.

Congresso Nacional aprovou o Orçamento de 2025 apenas no fim de março. Em caso de atraso, a lei prevê limite de gastos discricionários (não obrigatórios) de 1/12 por mês, dos valores inicialmente previstos no projeto do Orçamento. Um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entretanto, determinou que cada órgão federal pudesse empenhar, até maio, apenas 1/18 dos gastos discricionários a cada mês.

Com isso, R$ 300 milhões das universidades e institutos federais ficaram retidos. Valores que, segundo Santana, serão liberados nos próximos dois dias. 

“Como o repasse estava sendo feito menor, de 1/18, em vez de 1/12, fica retira esse recurso. Então nós vamos agora devolver, recompor esses R$ 300 milhões do financeiro”, disse.

“A partir de agora as universidades ficam fora de cumprir 1/18, volta a 1/12, recebendo normalmente a partir de junho os seus recursos”, reforçou.

O ministro falou sobre as diversas ações do governo federal para as universidades e institutos federais, como expansão de unidades, reajuste de bolsas e aumento salarial de professores e técnicos. Segundo ele, o orçamento geral cresceu nos últimos anos, entretanto, a grande reclamação dos reitores é com o orçamento discricionário, que paga o custeio das instituições.

“Realmente, se você for olhar o discricionário, corrigir pela inflação, ele está, ainda, abaixo do que era em 2014. Então, essa é a grande reclamação, apesar do esforço que o governo federal fez para fazer essa recomposição”, contou.

Sustentabilidade

Outro compromisso feito por Camilo Santana aos reitores é a construção de um projeto de lei para garantir sustentabilidade orçamentária ao ensino superior, da mesma forma que a educação básica, que tem o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

“Lembrando que as universidades são responsáveis por mais de 90% da pesquisa feita nesse país, [é preciso um instrumento] que dê mais sustentabilidade, mais garantia de planejamento dos nossos reitores e reitoras das nossas instituições”, disse o ministro.

Também será aberto um grupo de trabalho para dar mais eficiência às instituições federais.

“Não só dos dados de matrícula, de aprovação, de conclusão, mas também na eficiência dos gastos da universidade, criar a ata de registro de preço para universidade, projetos padrões para as universidades”, explicou.

Fonte: Agência Brasil

“Morte aos árabes”: marcha de judeus nazistas causa violência em Jerusalém

Ultranacionalistas israelenses insultam e atacam palestinos durante marcha que celebra ocupação da parte oriental de Jerusalém por Israel

Extremistas israelenses marcharam nessa segunda-feira (26/5) em Jerusalém Oriental para assinalar o “Dia de Jerusalém”, celebração anual da ocupação israelense da parte oriental da cidade, atacando palestinos e entoando slogans nacionalistas.

Aos gritos de “morte aos árabes”, grupos de jovens israelenses percorreram os bairros muçulmanos da Cidade Velha de Jerusalém em meio a um forte calor, com temperaturas chegando a 37ºC no fim da tarde.

Comerciantes palestinos fecharam suas lojas mais cedo, e a polícia se posicionou antes da marcha, que frequentemente se transforma numa procissão violenta de ultranacionalistas.

Grupos de jovens atacaram comerciantes e transeuntes palestinos, ativistas israelenses dos direitos humanos, jornalistas e policiais. Alguns manifestantes exibiam faixas onde se lia “67 – Jerusalém nas nossas mãos; 2025 – Gaza nas nossas mãos”.

Pela manhã, antes do início da marcha, ativistas israelenses pela paz distribuíram flores para se contrapor ao que chamaram de mensagem de divisão da manifestação ultranacionalista.

“Ódio, racismo e intimidação”

A violência eclodiu pouco depois do meio-dia, segundo testemunhas, quando jovens manifestantes começaram a provocar os poucos comerciantes que ainda não haviam fechado suas lojas.

Os manifestantes, em sua maioria jovens israelenses que vivem em assentamentos na Cisjordânia ocupada por Israel, também atacaram jornalistas e ativistas de esquerda israelenses que observavam o protesto.

O líder oposicionista da esquerda israelense Yair Golan, ex-vice-comandante das Forças Armadas, declarou-se chocado com as imagens de violência na Cidade Velha. “Isso não é amar Jerusalém. Isso é ódio, racismo e intimidação.”

Por sua vez, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, declarou que Jerusalém permanecerá “unificada e sob a soberania israelense”, durante uma reunião de gabinete realizada em Jerusalém Oriental na manhã de segunda-feira.

Fonte: Metrópoles

Bombardeios israelenses matam 52 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Pelo menos 52 pessoas morreram nesta segunda-feira (26) em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza, segundo a Defesa Civil palestina. Entre as vítimas, 33 estavam na escola Fahmi AlJarjaoui, na Cidade de Gaza, que abrigava deslocados, onde o Exército de Israel afirma ter atacado “terroristas” que operavam perto do estabelecimento. As ofensivas ocorrem em meio à intensificação da campanha militar israelense no enclave palestino.

Segundo Mahmoud Bassal, porta-voz da Defesa Civil, o bombardeio também deixou dezenas de feridos, a maioria crianças. O Exército israelense afirma que o alvo do ataque era o centro de comando do Hamas e acusa o grupo de usar escolas e hospitais como base. 

Outras 19 pessoas morreram em um bombardeio israelense a uma casa em Jabalia, no norte do enclave. Israel também confirmou o lançamento de três projéteis a partir do sul do território palestino — um foi interceptado e dois caíram dentro da própria Faixa de Gaza. 

Israel retomou sua ofensiva em março, após dois meses de trégua, e intensificou os ataques em 17 de maio. O objetivo declarado é eliminar o Hamas, libertar os reféns e tomar o controle total do enclave.

O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 matou 1.218 pessoas em Israel, a maioria civis. Das 251 pessoas sequestradas, 57 continuam no cativeiro em Gaza, e pelo menos 34 já morreram, segundo autoridades israelenses. 

Desde então, mais de 53.900 palestinos — a maioria civis — morreram em bombardeios israelenses, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. A ONU considera os dados confiáveis. 

A população de Gaza sofre com a escassez de alimentos, água, combustível e medicamentos. Israel bloqueia a entrada de ajuda humanitária há mais de dois meses e autorizou uma liberação parcial apenas na última semana. As organizações humanitárias afirmam que o volume autorizado é insuficiente. 

A escalada militar e a crise humanitária despertam indignação internacional, inclusive entre aliados históricos de Israel. A União Europeia decidiu reavaliar seu acordo de associação com o país.

“Para parar essa guerra sem propósito e permitir a entrada massiva e neutra de ajuda humanitária, é preciso considerar sanções”, afirma o chanceler espanhol, José Manuel Albares. Madri vai pedir a suspensão imediata do acordo com Israel, além de um embargo de armas e sanções individuais. 

STF atende PGR e abre inquérito contra Eduardo Bolsonaro

Segundo a PGR, declarações de Eduardo indicam atuação do parlamentar com o governo dos EUA para impor sanções contra autoridades brasileiras

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), atendeu requerimento enviado à Corte pela Procuradoria-Geral da República (PGR), nesta segunda-feira (26/5), e abriu inquérito contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Moraes virou relator por decisão do ministro Luís Roberto Barroso, presidente da Corte.

Ao defender a instauração do inquérito, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que Eduardo tem afirmado publicamente que atua junto ao governo dos EUA para aplicar sanções contra os ministros do STF, a PGR e a Polícia Federal (PF).

Segundo ele, as ações do parlamentar seriam uma resposta ao que considera ser uma “perseguição política” contra si e contra o pai, apontado em denúncia em curso no STF como líder de uma organização criminosa empenhada em romper com a ordem democrática para permanecer na Presidência, apesar dos resultados das eleições de 2022.

O filho 03 do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se afastou da Câmara em março deste ano e passou a morar nos EUA, onde, segundo ele, denuncia os abusos supostamente cometidos pelo ministro Alexandre de Moraes. O requerimento da PGR atende a uma representação criminal do também deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara.Play Video

“As publicações se dão, sobretudo, em postagens em redes sociais, que reverberam em outros canais de mídia, bem como em entrevistas diretas a veículos de imprensa”, escreveu Gonet.

“Há um manifesto em tom intimidatório para os que atuam como agentes públicos, de investigação e de acusação, bem como para os julgadores na ação penal, percebendo-se o propósito de providência imprópria contra o que o sr. Eduardo Bolsonaro parece crer ser uma provável condenação”, concluiu o PGR.

No documento obtido pelo Metrópoles, o procurador-geral argumenta que o objetivo do deputado é embaraçar o andamento do julgamento técnico no STF, além de atrapalhar os trabalhos em curso no inquérito das fake news, também em tramitação na Corte.

“As medidas referidas nas manifestações do sr. Eduardo Bolsonaro, nos seus próprios dizeres, englobam cassação de visto de entrada nos EUA, bloqueio de bens e valores que estejam naquele país, bem como a proibição de estabelecer relações comerciais com qualquer pessoa física e jurídica de nacionalidade americana ou que tenha negócios nos Estados Unidos”, prosseguiu Gonet.

“A excepcional gravidade das medidas por que o sr. Eduardo Bolsonaro se bate, enérgica e porfiadamente, junto ao alto escalão do governo do país setentrional pode ser medida pelo modo como o sr. Eduardo Bolsonaro a elas se refere, e que corresponde à sua qualificação generalizadamente conhecida: trata-se de uma pena de morte civil internacional”, pontuou o procurador-geral.

“As evidências conduzem à ilação de que a busca por sanções internacionais a membros do Poder Judiciário visa a interferir sobre o andamento regular dos procedimentos de ordem criminal, inclusive ação penal, em curso contra o sr. Jair Bolsonaro e aliados.”

O procurador citou uma reportagem do O Globo, quando o parlamentar pontuou que, “quanto mais o julgamento contra o Bolsonaro avança, mais essas sanções serão aceleradas”.

Oitiva de Bolsonaro

No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, também solicita o monitoramento e a preservação do conteúdo publicado por Eduardo Bolsonaro, com o objetivo de garantir que os fatos sejam devidamente apurados.

Além disso, Gonet pede que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja ouvido pela Polícia Federal, uma vez que seria diretamente beneficiado pela conduta descrita e já teria declarado ser o responsável financeiro pela permanência do filho nos Estados Unidos.

O procurador apontou, ainda, que “as retaliações buscadas, concatenadas e anunciadas intrepidamente contra as autoridades responsáveis pela condução dos casos mencionados nesta peça se assomam como graves atos de interferência sobre o livre exercício dos Poderes Constitucionais”.

“Os eventos narrados apontam, em suma, para a figura penal da coação no curso do processo (art. 344 do Código Penal), do embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa (art. 2º, § 1º, da Lei nº 12.850/2013), não sendo de se excluir a pertinência do tipo descrito no art. 359-L do Código Penal. Há, portanto, elementos suficientes para a instauração de inquérito”, concluiu Gonet.

Conforme revelou o Metrópoles, na coluna de Igor Gadelha, Eduardo Bolsonaro previu que os EUA devem oficializar as sanções ao ministro Alexandre de Moraes em breve, possivelmente até o fim de maio.

“Está todo mundo precificando, já que vai sair a sanção. Só acho que duas, três semanas é muito tempo. Vai sair antes”, disse Eduardo Bolsonaro à coluna do jornalista.

Ameaça

A ameaça de sanções contra Moraes foi exposta na última quarta-feira (21/5) pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, durante audiência na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

Rubio, cujo cargo equivale ao de chanceler no Brasil, fez a declaração após ser questionado por um deputado republicano sobre a possibilidade de o governo dos EUA impor sanções ao ministro do Supremo Tribunal Federal.

“Isso está sob análise neste momento, e há uma grande possibilidade de que isso aconteça”, disse Rubio, ao responder à pergunta feita pelo deputado republicano Cory Mills.

Fonte: Metrópoles

Professores de Maceió intensificam mobilização e fazem vigília na rua da Prefeitura

O vigésimo segundo dia da greve das/os trabalhadoras/es da Educação de Maceió foi marcado por mais um ato público promovido pela categoria. Dessa vez, educadoras/es se concentraram na rua da prefeitura da capital alagoana, no bairro do Jaraguá e realizaram uma vigília em frente ao órgão público para cobrar as pautas da categoria.

Portando faixas, cartazes, bandeiras e apitos, as/os servidoras/es da Educação foram até a sede do gabinete do prefeito JHC e exigiram que o prefeito receba as demandas da categoria e dialogue com os servidores da educação que estão em greve desde o dia 5 de maio.

A categoria definiu que irá permanecer na porta da prefeitura por tempo indeterminado, até que JHC atenda a categoria. Durante a vigília na porta da prefeitura, serão realizadas diversas atividades políticas e culturais, reforçando a conscientização sobre a luta e denunciando a situação da Educação Pública de Maceió.

Mesmo com dificuldades criadas pelo gestor, que ordenou o fechamento das ruas ao entorno da prefeitura para dificultar a entrada do carro de som que dava apoio ao ato, as/os trabalhadoras/es se mantiveram fortes na luta.

“Nós estamos aqui e continuaremos firmes e fortes até que o prefeito JHC nos receba. Infelizmente, diante da total indiferença que a gestão vem demonstrando com a Educação Pública de Maceió, tomamos essa decisão de permanecer na porta da prefeitura até que sejamos recebidos para discutir a pauta extensa da categoria”, disse Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.

“Convocamos os trabalhadores e as trabalhadoras da educação de Maceió que se somem a esta luta conosco, para que juntos possamos somar forças para cobrar a valorização real da nossa categoria “, concluiu Izael.

Fonte: Sinteal

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