Governo Lula anuncia Plano Safra recorde, com crédito acima de R$ 500 bilhões

O presidente Lula (PT) participa nesta segunda-feira (30), do anúncio do novo Plano Safra 2025/2026, com valor total superior a R$ 500 bilhões. A quantia, que inclui crédito para agricultura familiar e empresarial, marca um novo recorde.

Os recursos foram divididos em dois dias: segunda-feira para o Pronaf e na terça-feira (1º) para o setor empresarial. Os anúncios ocorrem em meio a um cenário de juros elevados, com a Selic em 15%.

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Na temporada anterior, o Plano Safra empresarial totalizou R$ 400,59 bilhões, enquanto o voltado à agricultura familiar foi de R$ 76 bilhões. A nova edição mantém a separação nos anúncios, modelo adotado a partir do atual mandato do chefe de Estado.

Programas como Moderfrota, Prodecoop, Propflora, Proleite, ABC e Inovagro estão entre os contemplados. As modalidades incluem desde a compra de máquinas até financiamento de projetos sustentáveis e de inovação tecnológica nas propriedades rurais. A taxa aplicada depende do perfil do produtor e da análise de risco.

Durante discurso na Farm Show, Lula relembrou planos de governos anteriores e afirmou que, em seus dois primeiros mandatos, empresários podiam financiar máquinas com juros de 2% ao ano.

No entanto, dados oficiais mostram que essa taxa só foi registrada em 2009, e que na maioria dos anos os juros mínimos ficaram acima de 5%.

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, participa do anúncio de terça-feira. Já Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário, do evento desta segunda-feira

Fonte: DCM

Ato de Bolsonaro fracassa e só reúne 12 mil fanáticos na Paulista

O protesto convocado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) neste domingo (29), em São Paulo, reuniu 12,4 mil pessoas, de acordo com estimativa do Monitor do Debate Político, coordenado pelos pesquisadores Márcio Moretto e Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo (USP). As informações são da CartaCapital.

A contagem, feita com apoio de inteligência artificial aplicada a imagens aéreas, atingiu seu pico às 15h40. Segundo o grupo, o método tem precisão de 72,9% e acurácia de 69,5%, com margem de erro de 12%. Isso significa que o público pode ter variado entre aproximadamente 10,9 mil e 13,9 mil pessoas. Ainda assim, trata-se de um número significativamente inferior ao da manifestação anterior, de 6 de abril, quando cerca de 45 mil pessoas ocuparam a mesma Avenida Paulista em defesa da anistia aos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

Com o mote “Justiça Já”, o ato foi liderado pelo pastor Silas Malafaia, que, antes mesmo do início oficial, sinalizou que a adesão seria menor: “O número de participantes é menos importante do que o que vou dizer aqui”, afirmou ao microfone.

Além das faixas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestantes exibiram bandeiras dos Estados Unidos e de Israel. O evento ocorreu 19 dias após Bolsonaro chamar de “malucos” seus apoiadores que montaram acampamentos em frente a quartéis do Exército após a vitória de Lula (PT) nas eleições de 2022 — comportamento que, à época, foi incentivado por setores do bolsonarismo.

Fonte: Brasil 247

Base aliada de Lula 3 é a mais infiel dos últimos 30 anos, mostra levantamento

A base aliada do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra o menor índice de fidelidade nas votações nominais da Câmara dos Deputados desde 1995. Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo revela que apenas 72% dos votos de parlamentares de partidos com ministérios acompanharam as orientações do governo em votações de interesse do Planalto.

O dado empata com o pior momento do segundo mandato da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), durante o processo que resultaria no golpe. Para efeito de comparação, governos anteriores alcançaram níveis de apoio mais altos: Fernando Henrique Cardoso (PSDB) chegou a 95% de fidelidade no primeiro mandato, Lula 1 teve 91% e Lula 2, 92%. Jair Bolsonaro (PL) fechou seu governo com 90% de votos alinhados.

Entre as derrotas recentes, está a aprovação do projeto que derrubou o decreto do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), mesmo com votos de partidos que controlam doze ministérios, como União Brasil, MDB, PSD, Republicanos, PP, PDT e PSB. A pauta foi colocada em votação de forma inesperada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e contou com apoio de 63% dos parlamentares dessas siglas.

A mudança das regras de liberação de emendas parlamentares, determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, é um dos fatores importantes nesta análise. Deputados do centrão criticam os atrasos nos repasses e veem uma tentativa de enfraquecer o poder do Congresso sobre o Orçamento federal. Dino é ex-ministro da Justiça de Lula e foi indicado ao STF pelo próprio presidente.

As consequências desse arranjo foram tema de audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) na sexta-feira (27). Convocada pelo ministro Flávio Dino, a sessão discutiu a constitucionalidade das emendas parlamentares e o impacto sobre o presidencialismo. Representantes do Congresso defenderam o modelo, enquanto pesquisadores o classificaram como “presidencialismo de cooptação”. A pesquisadora Juliana Sakai alertou para a criação de feudos eleitorais e o enfraquecimento de políticas públicas estruturantes. Já o economista Felipe Salto apontou que a rigidez orçamentária imposta pelas emendas compromete a capacidade do governo de gerir os recursos e produzir superávit.

Durante a audiência, Dino argumentou que o atual modelo orçamentário está em desacordo com a centralidade do Executivo prevista na Constituição de 1988 e ironizou: “Se é para cortar, corte dos menos consagrados pela sorte ou pelos privilégios. E se é para tributar, tribute também eles”. O ministro afirmou que o Supremo não atua de forma isolada e que todas as decisões relativas ao tema foram referendadas pelo plenário da Corte. Para críticos do atual sistema, como os advogados do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), a desconstrução das atribuições presidenciais representa um esvaziamento da soberania popular e da governabilidade democrática.

Com dificuldades crescentes para formar maiorias e aprovar pautas prioritárias, o Planalto corre contra o tempo para tentar reverter o desgaste antes das eleições de 2026. Entre os principais projetos em pauta estão a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medidas de segurança pública e políticas sociais como o programa Gás para Todos.

Fonte: Brasil de Fato

Ataques aéreos de Israel matam 72 palestinos no campo de extermínio de Gaza

Ataques israelenses mataram pelo menos 72 pessoas em Gaza durante a noite de sexta (27) e no sábado (28), disseram profissionais de saúde, enquanto as perspectivas de cessar-fogo estão melhorando após 21 meses de guerra.

Três crianças e seus pais foram mortos em um ataque israelense a um acampamento em Muwasi, perto da cidade de Khan Younis, no sul. Eles foram atingidos enquanto dormiam, disseram parentes.

“O que essas crianças fizeram com eles? Qual é a culpa deles?”, disse a avó das crianças, Suad Abu Teima, enquanto outras se ajoelhavam para beijar seus rostos ensanguentados e choravam. Alguns colocaram flores vermelhas nos sacos para cadáveres.

Também entre os mortos estavam 12 pessoas perto do Estádio Palestino na Cidade de Gaza, que abrigava pessoas deslocadas, e outras oito em apartamentos, de acordo com funcionários do Hospital Shifa.

Mais de 20 corpos foram levados para o Hospital Nasser, de acordo com autoridades de saúde.

Um ataque ao meio-dia matou 11 pessoas em uma rua no leste da Cidade de Gaza, e seus corpos foram levados para o Hospital Al-Ahli.

Outro ataque a uma reunião no leste da Cidade de Gaza matou oito, incluindo cinco crianças, disse o hospital. Um ataque a uma reunião na entrada do campo de refugiados de Bureij, no centro de Gaza, matou dois, de acordo com o Hospital Al-Awda.

Fonte: G1

Educação sob ataque sistemático

Maurício Moura

Os crescentes casos de perseguição a docentes em todo o território nacional revelam padrões preocupantes de censura pedagógica que demandam análise urgente1. Este fenômeno transcende episódios isolados, configurando um projeto articulado de cerceamento ao direito constitucional da liberdade de cátedra, com graves implicações para o futuro da educação pública.

Casos emblemáticos

Em 2024, em Araraquara, a professora Adrienne Morelato foi vítima de perseguição institucional da direção da escola. O episódio ocorreu após aulas sobre A Terceira Margem do Rio de Guimarães Rosa, autor que revolucionou a literatura brasileira com suas reflexões existenciais. Após esse episódio, já em 2025, a gestão escolar induziu alunos a assinarem abaixo-assinado contra a docente por exibir a série Morte e Vida Severina, da Rede Globo, baseada na obra homônima de João Cabral de Melo Neto, poeta pernambucano conhecido por retratar a realidade social nordestina1. O episódio gerou reação da comunidade acadêmica, o que culminou em uma carta aberta assinada por mais de 500 alunos, professores e pesquisadores acadêmicos em defesa de Adrienne. A carta está aberta a novas assinaturas aqui.

Adrienne é mestre e doutora em Estudos Literários pela Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), pesquisadora, poetiza, escritora e ensaísta com quatro livros publicados, além de diversas antologias. Coleciona prêmios e menções honrosas tanto com sua poesia quanto com seu trabalho acadêmico. Foi, ainda, finalista do Prêmio Jabuti, o mais tradicional prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro.

Já na Escola Municipal Major Olímpio, em Ilhabela, o professor César Cruz foi desligado após aula sobre concepções temporais que integravam mitologia iorubá, o mito grego de Cronos e obras de Goya, pintor espanhol que retratou a brutalidade do poder, e Rubens, mestre do barroco flamengo2. O vereador Gabriel Rocha (PL) liderou campanha difamatória na Câmara Municipal contra o professor, que chegou a ser acusado de “diabólico”3. Para o vereador, o quadro “Saturno devorando um filho”, de Goya, é “libidinoso e perturbador”. A secretária de Educação da cidade, Lídia Lúcia Sarmento de Lima, ainda abriu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra o professor, por supostamente ter mostrado material impróprio para os alunos.

Perseguição pedagógica como método

Em 2023, uma professora do Rio de Janeiro foi advertida por discutir As Veias Abertas da América Latina do jornalista e escritor uruguaio Eduardo Galeano, obra que analisa estruturas coloniais de poder, taxada como “doutrinação esquerdista” por grupos conservadores4.

No Paraná, um docente de sociologia enfrentou processo administrativo em 2024 por abordar teorias de Pierre Bourdieu sobre violência simbólica, considerada “subversão doutrinária” em escolas cívico-militares5.

Já em Minas Gerais (2022), a exibição de Saturno Devorando um Filho de Goya também foi censurada sob alegação de “conteúdo perturbador”, ignorando seu valor como crítica à violência do poder6.

Políticas estruturais de censura

Estes episódios articulam-se com políticas implementadas por Renato Feder, secretário de Educação de São Paulo. Sócio da Multilaser, Feder transferiu para a rede pública seu modelo de padronização curricular com foco em testes estandardizados, esvaziando a qualidade e autonomia docente7. Durante sua gestão como secretário no Paraná (2019-2022) no governo Ratinho Junior, implantou 208 escolas cívico-militares8 — modelo com aumento de assédio moral a professores, além de racismo, abuso de poder e até desperdício de recursos públicos9.

Esta agenda replica-se nacionalmente através da militarização escolar priorizada por governadores como Tarcísio de Freitas (SP) — que anunciou 16 escolas cívico-militares — e Ratinho Junior (PR), e de leis de “neutralidade ideológica” inspiradas no movimento Escola sem Partido, que busca criminalizar discussões sobre desigualdade racial e de gênero10. Como demonstra relatório preliminar da ONU, essa política cria “preocupante militarização da educação” mesmo após mudanças governamentais11.

A doutrina do “inimigo interno” nas escolas

A expansão das escolas cívico-militares reintroduz na educação uma prática histórica das Forças Armadas: a doutrina do “inimigo interno”. Desenvolvida durante a ditadura militar (1964-1985), essa visão enquadra movimentos sociais, intelectuais e educadores como “subversivos” a serem controlados12. Sob políticas educacionais atuais, ela se recicla ao classificar tanto professores como agentes de “doutrinação ideológica” (ao abordarem temas como desigualdade racial ou pensamento crítico) quanto estudantes como potenciais “ameaças” ao questionarem autoridade ou reproduzirem valores familiares dissonantes da ordem militarizada.

Mecanismos de Implementação

Em escolas militarizadas, protocolos de vigilância transformam a comunidade escolar em alvo de monitoramento11. O caso do professor César Cruz, de Ilhabela, exemplifica como narrativas africanas são tratadas como “práticas diabólicas” — na lógica do “inimigo interno”, culturas não hegemônicas são vistas como risco à segurança nacional3.

No Paraná, docentes relatam que aulas sobre teorias de Bourdieu geraram investigações por “subversão doutrinária”, equiparando análise sociológica a crime8. Manuais didáticos em colégios militares omitem violações da ditadura, enquanto ditadores militares como Castelo Branco são celebrados. A ECEME (Escola de Comando do Exército) ainda leva seu nome, naturalizando a perspectiva de que “inimigos” devem ser eliminados13.

Consequências Educacionais

Estudos indicam elevada autocensura docente em escolas militarizadas, com professores evitando temas como ditadura ou racismo por medo de represálias13.

Quando alunos de Araraquara protestaram contra a remoção da professora Adrienne Morelato, a direção caracterizou o ato como “distúrbio psicológico coletivo”, tratando a discordância como patologia1.

Como alerta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, a militarização substitui vínculos educacionais por hierarquias de suspeita, onde estudantes são incentivados a delatar professores, o que causa total erosão da confiança pedagógica11.

A prática viola diretrizes da ONU sobre proteção de escolas14, configurando grave retrocesso democrático.

Respostas institucionais e resistência sindical

A gravidade do quadro motivou a realização de audiência pública no Congresso Nacional em outubro de 2023, convocada pelas deputadas Talíria PetroneErika Hilton e Luciene Cavalcante15. O coordenador do MEC, Erasto Fortes Mendonça, alertou que “na medida em que um professor é perseguido, é o estudante que perde”16.

Organizações como o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) emitiram nota conjunta repudiando as perseguições a Adrienne Morelato e César Cruz, classificando-as como “absurdas e ilegais” e destacando que “professores necessitam de liberdade de cátedra. Não podem ser perseguidos, ameaçados, cerceados”1. A Associação Nacional de História (ANPUH)3 e o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp)17 também emitiram notas de repúdio.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) mobilizou paralisações históricas em abril de 2025, com expressiva adesão em escolas de Pernambuco e atos em dez estados18. No Ceará, alunos entregaram cartas escritas por eles mesmos denunciando os impactos da censura na aprendizagem, enquanto na Paraíba, escolas da região metropolitana aderiram maciçamente aos protestos. No Rio Grande do Sul, o CPERS aprovou moção de solidariedade ao professor Guilherme Runge, vítima de perseguição por lutar contra o racismo em Cachoeirinha, e lançou a campanha “Não Venda Minha Escola” contra as parcerias público-privadas19.

União em defesa do conhecimento

Os casos de Araraquara e Ilhabela demonstram que a resistência à censura pedagógica exige uma mobilização coordenada entre sindicatos, comunidade escolar e academia10. A comunidade escolar deve unir-se aos sindicatos de todas as categorias, seguindo o exemplo do SJSP e Fenaj que incorporaram a defesa da educação pública em suas pautas. Paralelamente, a comunidade acadêmica precisa documentar sistematicamente esses ataques, produzindo pesquisas que revelem seu impacto no aprendizado e na formação cidadã.

Como ocorreu em Cabo de Santo Agostinho (PE), onde professores denunciaram defasagem salarial de 40% e más condições das escolas, a pressão local sobre prefeituras e governos estaduais é vital19. Essa articulação ampla é o único antídoto contra projetos que buscam esvaziar o sentido humanista da educação, transformando-a em mero treinamento para testes padronizados.

Defender Guimarães Rosa, Galeano ou Goya não é doutrinação: é garantir o direito fundamental das novas gerações ao patrimônio artístico e filosófico que moldou a civilização humana em sua diversidade. Como alertou o relator da ONU Bernard Duhaime, a educação deve combater o racismo religioso e preservar a memória das lutas por direitos — missão impossível sob censura10.

Notas e referências


  1. SJSP; FENAJ. SJSP e Fenaj solidarizam-se com a professora Adrienne Morelato, de Araraquara, e o professor César Cruz, de Ilha Bela, e repudiam as odiosas perseguições e punições que sofreram . Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo. São Paulo: 18 jun. 2025. ↩︎ ↩︎ ↩︎ ↩︎
  2. BUSINARI, Maurício. Aula com mitologia gera demissão de professor em SP: ‘Fui acuado e exposto’. UOL Educação. São Paulo: 14 mai. 2025. ↩︎
  3. ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE HISTÓRIA – SÃO PAULO. Moção de repúdio ao assédio moral sofrido pelo professor César Augusto Mendes Cruz de Ilhabela-SP. Instagram da ANPUH-SP. São Paulo: 28 fev. 2025. ↩︎ ↩︎ ↩︎
  4. GALEANO, Eduardo. As Veias Abertas da América Latina. L&PM. 2010. ISBN 9788525420695. ↩︎
  5. BOURDIEU, Pierre. Escritos de educação. Editora Vozes. 2015. ISBN 9788532620538. ↩︎
  6. CARTA CAPITAL. Quem é Renato Feder, o empresário liberal que deve assumir a secretaria de educação em SP. Carta Capital. São Paulo: 19 nov. 2022. ↩︎
  7. PAIVA, Deslange.  Feder, indicado para Educação em SP, foi alvo de protestos por sala de aula sem professor e implementou 207 escolas cívico-militares no PR. G1. São Paulo: 29 nov. 2022. ↩︎
  8. CARRICONDE, Gabriel.  Escolas cívico-militares passam por questionamentos da AGU, denúncias e desgastes no Paraná. Brasil de Fato. Curitiba: 12 abr. 2024. ↩︎ ↩︎
  9. MOURA, Fernanda. Escola Sem Partido: origens e ideologias. Ciência Hoje. nov. 2018. ↩︎
  10. CAMPANHA NACIONAL PELO DIREITO À EDUCAÇÃO. Relatório preliminar da ONU incorpora denúncias da Campanha sobre militarização das escolas e perseguição a professores. São Paulo: 14 abr. 2025. ↩︎ ↩︎ ↩︎ ↩︎ ↩︎
  11. GASPARI, Elio. A Ditadura Envergonhada. Intrínseca. 2014. ISBN 9788580573978. ↩︎
  12. COMISSÃO NACIONAL DA VERDADE. Relatório Final – Volume 1. CNV. Brasília: 10 dez. 2014. ISBN 9788562816223. ↩︎
  13. BRASIL, Luana. Censura e vigilância: Professores relatam rotinas da educação militarizada. O Tempo. 29 nov. 2021. ↩︎
  14. GLOBAL COALITION TO PROTECT EDUCATION FROM ATTACK. Guidelines for Protecting Schools and Universities from Military Use during Armed Conflict. GCPEA. Nova Iorque: mar. 2014. ISBN 9780615981586. ↩︎
  15. CÂMARA DOS DEPUTADOS. Comissões debatem nesta segunda-feira perseguição ideológica a professores em salas de aula. Agência Câmara. Brasília: 30 out. 2023. ↩︎
  16. MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. MEC debate perseguição ideológica a professores. Agência Gov. Brasília: 31 out. 2023. ↩︎
  17. APEOESP. Nota de repúdio: Perseguição a professor em Ilhabela. Instagram da Apeoesp. São Paulo: 5 mar. 2025. ↩︎
  18. CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO. PE: ​Primeiro dia de greve e 80% dos professores parados. CUT. Brasília: 16 mai. 2018. ↩︎
  19. CENTRO DOS PROFESSORES DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. CPERS se solidariza com o professor Guilherme Runge e com a luta antirracista em Cachoeirinha. CPERS. 23 mai. 2025.

Fonte: Livre Pensamento

COMEÇO, FIM E O MEIO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 29 de Junho/ 2025

Tá maluco! O Brasil Varonil tem dado sinais cada vez mais claros que nao tá muito bem, na verdade, parte do país, principalmente o nosso Congresso Nacional.
Na semana do aniversário do inesquecível Raul Seixas que completou ontem, dia 28, seus joviais 80 anos, o Brasil viveu dias em que o “Banquete de Lixo” (Raul 1989) foi servido nas redes por um bando de palhaços de terno e gravata.
O Congresso derrubou um Decreto do Governo que previa um aumento do IOF(Imposto sobre Operações Financeiras), o mesmo Congresso que viu o ex Presidente assinar o mesmo Decreto em 2021 aumentando o imposto e não se incomodou, pois sabia e sabe que Decretos assim são de prerrogativas do Executivo. O problema não é o IOF, o problema é impedir que o Governo avance nas políticas públicas para os mais pobres.
Imposto alto ou baixo, uma coisa é certa, os ricos sempre tentarão sonega-los, assim como Al Capone (Raul 1973), porém o gangster foi preso, já aqui na Terra Tupiniquim, os sonegadores de impostos são tratados como heróis por uma parcela da população pobre pagadora dos impostos. “Ô, ô seu moço do disco voador, me leve com voce para onde voce for” (S.O.S – Raul 1974).

As redes mostram que muitos brasileirinhos estão vivendo uma (Metamorfose Ambulante -Raul 1973) e essa mudança acontece da borboleta para a lagarta, uma espécie de retrocesso humano social e que em poucos anos foi chancelado pelo (Carimbador Maluco – Raul 1983) como pessoas insuportáveis, deprimentes, verdadeiras lagartas, intragaveis e de opiniões inescrupulosas. Esse povo mostrou essa semana, que é mais chato e nojento que uma (Mosca na Sopa – Raul 1973) ao comentar sobre o caso da brasileira Juliana Marins que morreu na Indonésia. Desde que as notícias vieram à tona, vimos a vida de uma jovem de 24 anos ser espionada, seus gostos, suas fotos, suas escolhas políticas, sua vida amorosa, tudo virava um pretexto pra liga-la ao Presidente Lula e a partir daí mensurar se merecia ou nao ser resgatada, ou pior, se merecia morrer!
Juliana apenas queria viver a vida e jamais ficar “no trono de um apartamento com a boca escancarada, cheia de dentes esperando a morte chegar” (Ouro de Tolo- Raul 1973), queria fazer aquilo que mais gostava e isso incomodou muitos “cristaos” brazucas que aproveitaram o caso pra culpar o Governo brasileiro pelo não resgate da jovem e ainda compararam o resgate de um cavalo aqui no Brasil com a tragédia no vulcão na Indonésia.

Juliana vivia numa ( Sociedade Alternativa- Raul 1977), fazia o que queria, pois era tudo da lei e (Como Vovó já Dizia -Raul 1973) quem não tem colirio usa óculos escuros, no caso dos bolsonaristas é para esconder os olhos da luz, da verdade e viver eternamente na escuridão do mais profundo vulcão da desinformação e ignorância.

Pra finalizar; o desemprego no Brasil atingiu a menor taxa desde 2012, 6,2% , (Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás- Raul 1976), não, eu não nasci há dez mil anos atrás, mas desde que eu nasci, nunca torci tanto para um Presidente que ser condecorado como (Carpiteiro do Universo- Raul 1989).
Amém!

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 237

Cerco israelense mata de fome dois bebês palestinos no campo de extermínio de Gaza

Dois bebês faleceram em Gaza nesta quinta-feira (26) devido à desnutrição e escassez de recursos, como medicamentos e fórmula infantil, sob o cerco prevalente do exército israelense, além de bombardeios.

Segundo reportagem da agência Wafa, as famílias conduziram preces funerais após os corpos de ambas as crianças serem liberados pelo Hospital Nasser de Khan Younis, no sul de Gaza.

Fontes médicas alertaram na última semana para iminente mortalidade infantil, devido à falta de fórmula e ao colapso do sistema sanitário pelas ações de Israel.

Mahmoud Sharab, tio de Nidal, de cinco meses, reiterou que a morte se deu por “falta de comida e fórmula infantil”, ao observar casos similares nos hospitais, que requerem com urgência insumos de saúde e nutricionais.

Mohammed Al-Hams, pai de Kinda, de dez meses, confirmou que sua filha faleceu de desnutrição e falta de medicamentos.

Fontes médicas apontam que as mortes causadas pelo cerco chegaram a 244 vítimas — em maioria crianças e idosos —, à medida que a situação humanitária continua a piorar sob o genocídio de Israel, sem melhora no horizonte.

BRF é condenada por impedir funcionária de dar à luz a gêmeas; bebês morreram

A Justiça do Trabalho de Mato Grosso condenou a BRF, gigante multinacional do ramo alimentício, a pagar R$ 150 mil em danos morais a uma funcionária que perdeu suas filhas gêmeas após ser impedida de buscar ajuda médica enquanto estava em trabalho de parto.

O episódio ocorreu em abril passado e a decisão foi proferida pelo juiz Fernando Galisteu na última segunda (23). À época, a mulher, grávida de oito meses, estava em expediente no frigorífico da empresa em Lucas do Rio Verde (MT).

Ela foi impedida de sair para procurar atendimento médico e deu à luz no local, perdendo as duas filhas. A mulher, que tem 32 anos e é natural da Venezuela, tentou por várias vezes pedir permissão para deixar o trabalho e procurar atendimento, mas suas solicitações foram negadas.

Ela apresentou sinais de emergência, como dores intensas, tontura e falta de ar, mas foi impedida de sair devido ao funcionamento da linha de produção. A mulher continuou a ser ignorada até que decidiu sair por conta própria, indo até um ponto de ônibus próximo, onde teve o rompimento da bolsa amniótica e precisou dar à luz ali mesmo.

A primeira filha da funcionária nasceu e morreu logo após o parto, por volta das 6h30. A segunda nasceu poucos minutos depois, mas também não resistiu. A BRF negou qualquer negligência e alegou que a funcionária teria recusado o atendimento médico interno da empresa, o que foi rechaçado pela Justiça.

O juiz afirmou que não era crível que, em tais condições debilitadas e no oitavo mês de gestação, a funcionária teria recusado ajuda médica. As câmeras de segurança mostraram que o parto ocorreu dentro da unidade, contradizendo a versão da empresa.

A BRF havia demitido a funcionária, alegando abandono de trabalho, pois ela não retornou ao expediente após o término da licença-maternidade. No entanto, a Justiça rechaçou a tese de abandono de trabalho e argumentou que a empresa foi “omissa e negligente ao não providenciar atendimento médico com a agilidade necessária”.

Além da indenização por danos morais, a empresa também foi condenada a pagar as verbas rescisórias, como aviso prévio, 13º salário, férias, e o FGTS com a multa de 40%.

Fonte: DCM

Paulo Henrique é o destaque do último debate na disputa pela presidência do PT Alagoas

Ocorreu hoje, 28/06, no auditório do Instituto Federal, em Maceió, o último debate na disputa pela direção do PT Alagoas. Em auditório lotado pela militância petista, maioria de apoiadores das candidaturas do deputado Ronaldo Medeiros e da sindicalista Dáfne Orion, o destaque mesmo foi o jovem Paulo Henrique da chapa Virar à Esquerda.

Paulo Henrique foi seguro nas suas intervenções e quem mais apresentou propostas para o Partido dos Trabalhadores em Alagoas e no Brasil reatar com sua base social. Paulo Henrique defendeu a reestatização da Eletrobras (energia) e da Casal (água e saneamento de Alagoas), a revogação da reforma trabalhista e previdenciária, o fim da escala 6×1 e uma reforma política através de uma constituinte exclusiva e soberana.

Em dois pontos polêmicos, Paulo Henrique também se saiu bem: a ruptura do governo brasileiro com o estado genocida de Israel e a saída do PT de Alagoas do governo de Paulo Dantas e da sombra dos Calheiros.

Paulo Henrique apoia Rui Falcão para presidente do PT Nacional e do sindicalista Emmanuel Miranda para presidente do PT de Maceió. A Chapa Virar à Esquerda é apoiada em Alagoas pelo professor Luizinho, por Zé Carlos ex-presidente do Sindpol e Valdir Dias, militante histórico do PT no Jacintinho.

No meio de uma disputa marcada pelo gabinetes, do deputado estadual Ronaldo Medeiros, e do Paulão que apoia a candidatura de Dáfne, Paulo Henrique surge como uma verdadeira alternativa para o partido virar à esquerda.

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