Motta sentiu a pancada, recua e admite corte em emendas para ajuste fiscal

Campanha nas redes sociais desgastaram o presidente da Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta sexta-feira (4), em entrevista à GloboNews, que o corte em emendas parlamentares pode ser considerado como parte das negociações para o ajuste fiscal do governo. Segundo ele, essa medida é legítima dentro do esforço conjunto para garantir responsabilidade fiscal, mas ressaltou que o tema não deve ser tratado com viés moralista ou punitivo.

Motta destacou que as emendas parlamentares, que somam cerca de R$ 50 bilhões no orçamento deste ano, são importantes para atender demandas locais e regionais, mas que sua liberação tem ocorrido em ritmo lento, gerando insatisfação entre deputados e senadores. Ele defendeu que qualquer decisão sobre cortes deve ser fruto de consenso e diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo.

O presidente da Câmara criticou ainda a criminalização das emendas, alertando para o risco de se associar esses recursos a pagamentos pessoais de parlamentares. Ele também condenou a prática de condicionar a liberação das emendas à votação de projetos específicos, afirmando que isso compromete a independência do Parlamento.

O debate ocorre em meio a um embate entre governo e Congresso sobre como ajustar as contas públicas para evitar um rombo em 2025. Recentemente, o governo tentou aumentar a arrecadação por meio da elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), medida que foi barrada pelo Congresso e agora está sendo judicializada.

Fonte: Brasil 247

Globo sai em defesa de Motta e ricaços em “reportagem” vergonhosa no Jornal Nacional

JN escala Armínio Fraga, que clama pelo congelamento do salário mínimo, para defender Motta e ricaços. Em editorial, clã Marinho diz que é “absurdo taxar super ricos”. Veja critica Lula por ser “pai dos pobres”.

A campanha pela taxação dos super ricos, que ganhou corpo nas redes sociais após a tentativa de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP) desencadearem o golpe dos ricaços para “sangrar” Lula até as eleições de 2026, expôs a relação promíscua das famílias que comandam a mídia liberal com a Faria Lima, o Centrão e a ultradireita neofascista de Jair Bolsonaro (PL) na pauta econômica e na defesa dos 433 mil milionários do país, segundo dados do banco suíço UBS.

Em “reportagem” vergonhosa e ridícula na noite desta quinta-feira (3), o clã Marinho usou o Jornal Nacional para defender Motta e os ricaços, que segundo a Globo se tornaram vítimas “dos ataques nas redes sociais, com o uso de inteligência artificial, após a derrubada do aumento do IOF pelo Congresso no dia 25 de junho”.

Após Renata Vasconcellos atrelar o início dos ataques ao PT, como sempre, pela publicação de vídeos feitos com inteligência artificial “falando em cobrar mais dos super-ricos” e “defender justiça tributária”, o JN sacou o economista Armínio Fraga, histórico representante do neoliberalismo no Brasil – que recentemente defendeu congelar o salário mínimo por seis anos para reduzir o “gasto público” -, para dizer que “segundo economistas, o aumento de IOF não representa justiça tributária”.

Em seguida, o JN passa a defender Motta, “um dos mais atacados”, e divulgou o vídeo publicado nas redes sociais pelo presidente da Câmara se vitimizando do “nós contra eles”.

A Globo ainda escancarou a relação com o neofascismo ao convocar os bolsonaristas Rogério Marinho (PL-RN) e Zucco (PL-RS) – autor do PL inconstitucional que derrubou as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) – para defender os ricaços dos “ataques” do PT nas redes.

“A mesma mão que afaga, apedreja. É o presidente Lula e o PT que vão às redes sociais desqualificar e transferir responsabilidades ao Congresso”, disse o líder de Bolsonaro no Senado.

“O que o Partido dos Trabalhadores, o PT, está fazendo nas redes sociais é muito grave”, choramingou o líder na Câmara acusando, de forma surreal, o governo de “radicalismo” e dizendo que “o Brasil precisa de paz, de equilíbrio, de responsabilidade, e não de um governo que instiga confronto social”.

Por fim, o clã Marinho expõe sua real preocupação com o avanço do debate sobre os endinheirados no Brasil e escala  “o cientista político Carlos Pereira” para defender a “higidez das contas públicas” – entenda-se corte de gastos nas políticas sociais – e falar dos impactos que o tema terá nas eleições de 2026.

“Não adianta o presidente Lula transferir essa responsabilidade e dizer: ‘Não, é o Congresso que não está me deixando fazer isso’, porque, para o eleitor, o eleitor sempre vai perceber o Executivo como o responsável por essas políticas”, diz o cientista político.https://d-41308284812433606896.ampproject.net/2505300108000/frame.html

Sentiram!

O avanço da campanha pela taxação dos super ricos e o embate nas redes expondo quem defende os interesses dos endinheirados no país deixou a mídia neoliberal em polvorosa.

Após a edição do JN, o clã Marinho soltou um editorial no jornal O Globo, seu porta-voz político, dizendo que os “ataques ao Congresso são inaceitáveis”.

“Tomaram conta das redes sociais de inclinação petista vídeos alvejando o Parlamento, em particular o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Num deles, Motta é exibido como defensor de menos imposto para ricos e de ‘congelar’ o salário mínimo. Noutro, mais agressivo, o Congresso é tachado de ‘inimigo do povo’”, inicia o clã Marinho, no choramingo editorial.

De forma desavergonhada, o clã Marinho diz ainda que “todos os avanços do Brasil passam pelo Congresso, como as reformas da Previdência e tributária”, sobre as duas pautas neoliberais que tiraram direitos dos mais pobres, critica a mudança no IOF e diz que “é absurdo acreditar que a solução se resume a ‘taxar os super-ricos’”.

Na edição desta sexta-feira (4), O Globo ainda traz uma série de “reportagens” enviesadas, dizendo que “perfis ligados ao PT usam vídeos com IA e turbinam ataques contra Motta e Congresso nas redes”, que a “Inteligência artificial barateia, expande e muda guerra política nas redes” – mesmo sendo contra, até a semana passada, da regulamentação das big techs – e faz eco na revista Veja, outra representante histórica do neoliberalismo no país.

Em mais uma capa, a revista – que já pertenceu à família Civita e após o descrédito editorial foi assumida pela Faria Lima – diz que Lula teve uma “recaída populista”, em uma montagem feita por IA do presidente com cartões do Bolsa Família, Pé de Meia, BPC e um botom de 2026.

A “reportagem” é mais uma peça publicitária da Faria Lima para fazer a defesa dos endinheirados e atacar, mais uma vez, Lula de forma enfurecida, como tem feito ao longo de quase 50 anos.

“Ser ‘pai dos pobres’, se já foi suficiente um dia, já não basta mais. O figurino pode até dar um pouco de fôlego a Lula, mas dificilmente será a redenção de um governo”, diz a recalcada publicação, após levantar o histórico de luta de Lula pelo interesse da população mais pobre, explorada há décadas pela aliança entre mídia liberal, endinheirados e o centrão fisiológico – que agora tem o apoio do neofascismo bolsonarista.

Fonte: Revista Fórum

Relatora especial da ONU pede que países cortem laços com Israel por ‘genocídio’ em Gaza

Especialista independente diz que ‘situação nos territórios palestinos ocupados é apocalíptica’ e defende embargo à venda de armas para o Exército israelense

Uma relatora especial das Nações Unidas, Francesca Albanese, exortou, nesta quinta-feira, 3, que países ao redor do mundo cortem laços comerciais e econômicos com Israel, impondo um embargo à venda de rmas para o Estado judaico, devido à sua “campanha genocida” em Gaza.

“A situação nos territórios palestinos ocupados é apocalíptica”, disse ela em discurso ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. “Israel é responsável por um dos genocídios mais cruéis da história moderna”, acrescentou, recebida com uma explosão de aplausos pelo Conselho de Genebra.

Relatório: empresas que violam o direito internacional
No posto de relatora especial para os Territórios Palestinos Ocupados, Albanese é uma das dezenas de especialistas independentes contratadas pelas Nações Unidas para documentar abusos em todo o mundo. Seu último relatório cita mais de sessenta empresas privadas que, segundo ela, estão envolvidas em ações militares em Gaza e no apoio a assentamentos israelenses em territórios palestinos, como a Cisjordânia – considerados ilegais perante o direito internacional.

“O que eu exponho não é uma lista, é um sistema, e isso precisa ser abordado”, disse ela ao conselho. “Precisamos reverter a situação”, acrescentou, pedindo que os Estados-membros das Nações Unidas imponham um embargo total à venda de armas a Israel, suspendam todos os acordos comerciais com o país e garantam que as empresas conectadas à guerra e aos assentamentos enfrentem consequências jurídicas por seu “envolvimento em violações do direito internacional”.

Fonte: Veja

Rabino defende fim do Estado de Israel em homenagem de deputados do PT à Gaza na Câmara

Durante sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira, 2, um rabino defendeu o fim do Estado de Israel, ao qual definiu como “a personificação e a definição mais clara do antissemitismo”, conceito que se refere à hostilidade ou preconceito contra judeus.

“A diferença de religião nunca foi causa de conflito. A ocupação sionista da Palestina é a causa principal do derramamento de sangue trágico e contínuo que ocorre há mais de cem anos tanto de árabes quanto de judeus. Ser contra o Estado sionista de Israel não é ser contra os judeus, nem ser antissemita. Na verdade, o Estado de Israel é a personificação e a definição mais clara do antissemitismo”, disse o rabino Yisroel Dovid Weiss, líder espiritual judeu nascido nos Estados Unidos conhecido pelo ativismo antissionista.

A sessão solene em homenagem aos 77 anos da “Nakba”, termo que se refere à limpeza étnica na Palestina para dar lugar ao estado israelense, foi solicitada pelos deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ), Nilto Tatto (PT-SP), Odair Cunha (PT-MG), Paulo Pimenta (PT-RS), Washington Quaquá (PT-RJ) e outros 10 parlamentares petistas.

O rabino afirmou ainda que o Estado de Israel é “a causa do ódio e da violência contra os judeus” porque “age falsamente em nome de todos nós”, se referindo ao grupo religioso. Ao final de seu discurso, Yisroel pediu o fim do país israelense, e a libertação da Palestina e da Faixa de Gaza, onde estão concentrados os ataques de Israel que já fizeram mais de 55 mil mortos na região, segundo Ministério da Saúde do governo Palestino, controlado pelo Hamas.

O ativista Thiago Ávila, brasileiro que estava na embarcação que levava ajuda humanitária à Faixa de Gaza e foi interceptada por Israel no mês passado, também participou da sessão. Ele e alguns dos deputados presentes usaram “keffiyeh” e outros símbolos representando a bandeira do território palestino.

O discurso e o gesto dos parlamentares petistas ocorre em meio a hostilidades entre Israel e o governo brasileiro. Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deixou passar o prazo constitucional para promulgar lei que define o Dia da Amizade entre Brasil e Israel, deixando a tarefa para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

No início de junho, a embaixada israelense em Brasília afirmou em nota que autoridades ao redor do mundo “compram mentiras” do Hamas, e por isso atacam o governo de Binyamin Netanyahu. Sem citar o presidente, o comunicado foi publicado após Lula voltar a criticar as ações militares de Israel em Gaza.

Fonte: Terra

No Agreste de Alagoas, acampamento do MST resiste diante de nova ameaça de despejo

Acampamento em São Sebastião (AL) sofre ameaça de despejo e cobra cumprimento de acordo com Governo do Estado

Apesar de ter acordo firmado com o Governo do Estado, através do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), o Acampamento Papa Francisco, localizado no Agreste de Alagoas sofre ameaça de despejo. As famílias acampadas há mais de três meses na região cobram que o governo cumpra com a sinalização de remanejar os trabalhadores para outro local que seja assegurada a possibilidade de plantação e moradia.

A ameaça de despejo da Fazenda Laranjal, desta vez vem a partir da liminar de reintegração de posse, mas sem levar em consideração o cumprimento do acordo firmado com os órgãos estaduais para garantir a segurança das famílias acampadas na área.

A ocupação que homenageia o Papa Francisco, já reúne mais de 150 famílias da região que buscam, a partir da terra, a possibilidade de trabalho e vida digna. “Esta é mais uma ocupação que denuncia a realidade de muitas áreas de nosso estado que não produzem alimentos e que, por muitas vezes, cometem crimes ambientais. Nossa ocupação é uma forma de demonstrar que frente a tudo isso, queremos produzir alimentos e construir outro modelo de agricultura para o nosso estado”, destacou Margarida da Silva, da Direção Nacional do MST.

“As famílias ocuparam a área ainda em abril, como parte da Jornada de Lutas em Defesa da Reforma Agrária e até agora se espera a ação efetiva do Governo do Estado para resolver esse conflito, bem como posição do INCRA. Seja assegurando a permanência das famílias na fazenda ou sinalizando um outro espaço para o acampamento se manter”, explicou Margarida.

Ressaltando a importância de que o governo estadual se posicione, as famílias do MST reafirmam a posição de resistir no Acampamento e acionam os órgãos de segurança para garantir a integridade dos homens, mulheres, crianças e idosos na área.

Modelo de agricultura

A ocupação do MST também levantou debates no legislativo estadual, onde Deputados chegaram a questionar o modelo de agricultura presente na região Agreste de Alagoas. O Deputado Ricardo Nezinho (MDB), chegou a afirmar que a região já realizou uma “Reforma Agrária natural”.

Por outro lado, o Movimento reafirma o modelo de concentração de terra ainda presente em todo o estado de Alagoas, além de características que marcam outras mazelas do campo alagoano: a monocultura, o trabalho precarizado, a utilização excessiva de agrotóxicos e as ameaças aos bens da natureza.

“Toda essa realidade é uma triste constatação que temos em todas as regiões do nosso estado e é por isso que lutamos por Reforma Agrária, de forma justa, responsável e que assegure a vida e a permanência de trabalhadores e trabalhadoras no campo”, sinalizou Margarida.

Ascom/MST

Manifestantes ocupam sede do Itaú por taxação dos super-ricos

Militantes exibiam faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento

Manifestantes da Frente Povo Sem Medo, junto com o Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ocuparam, na manhã desta quinta-feira (3), o saguão da sede do banco de investimento “Itaú BBA”, pedindo pela taxação dos super-ricos. O prédio, localizado na na Avenida Faria Lima, em São Paulo, e avaliado em R$ 1,5 bilhão, é considerado o mais caro do país.

Os militantes exibiam faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento. “O povo não vai pagar a conta”, “Chega de mamata” e “Taxação dos super ricos já!” eram algumas das frases exibidas.

“A ocupação do edifício conhecido pelo valor exorbitante e pela suntuosidade no centro financeiro do país — que abriga a sede do banco de investimento Itaú BBA, não é somente uma ação simbólica, é uma denúncia clara: os donos do Itaú, que compraram esse prédio por R$ 1,5 bilhão, pagam menos imposto que a maioria esmagadora do nosso povo, que luta para pagar aluguel e comer”, diz comunicado divulgado pela Frente Povo Sem Medo.

faixas e cartazes exigindo justiça tributária, inclusão dos milionários no imposto de renda e do povo no orçamento. (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Manifestantes afirmam que ato é recado ao Congresso Nacional

Segundo os manifestantes, o ato também é um recado direto ao Congresso: “Já passou da hora de taxar os super-ricos e isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil. O povo vai cobrar nas ruas”, afirmaram à revista “Fórum”.

Eles ressaltam que o protesto desta terça é apenas o início: “A Frente Povo Sem Medo é uma das organizações que convocam a manifestação do dia 10 de julho, na Avenida Paulista, contra esse Congresso que age contra os interesses do povo”.

Entidades lançaram ‘Plebiscito Popular’

Nesta terça-feira (1º), movimentos sociais, dentre eles a Frente Povo Sem Medo, lançaram o “Plebiscito Popular Por um Brasil mais Justo”, que vai até 7 de setembro. A consulta popular perguntará à população sobre o fim da escala 6×1, a taxação de quem ganha mais de R$ 50 mil e a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil.

“O Congresso — majoritariamente formado por representantes das elites econômicas e políticas — age como guardião dos privilégios. Bloqueia qualquer tentativa de construir um sistema tributário mais progressivo e de acabar com privilégios para distribuir melhor a riqueza e reduzir as desigualdades históricas que marcam o Brasil”, dizem as entidades.

“Não aceitamos que as medidas para manter o equilíbrio fiscal sustentem os privilégios da grande burguesia, dos militares e do alto escalão do Judiciário, às custas dos direitos dos mais pobres, dos trabalhadores e dos setores médios”, completa.

Fonte: ICL

Israel comete 26 massacres no campo de extermínio de Gaza em menos de 48 horas

O gabinete de imprensa do governo em Gaza confirmou na noite desta quinta-feira (3) que o exército da ocupação israelense executou 26 massacres no enclave em somente 48 horas, com mais de 300 mortos e centenas de feridos e desaparecidos.

Em nota encaminhada à agência de notícias Safa, o escritório de comunicação reiterou que os ataques em curso refletem uma política israelense de assassinatos deliberados, genocídio e limpeza étnica.

Os massacres, prosseguiu o comunicado, incidiram sobretudo a abrigos superlotados e centros aos deslocados, como al-Baqa, onde dezenas de milhares buscavam refúgio. Os ataques, no entanto, se estenderam a casas, mercados e instalações vitais, bem como a multidões de palestinos carentes que buscavam assistência alimentar.

Os mortos, reiterou o alerta, são majoritariamente mulheres e crianças, sem ameaça às forças ocupantes, o que demonstra dolo, em particular contra vulneráveis.

Os crimes, prosseguiu, ocorrem junto a esforços israelenses para colapsar as instâncias remanescentes do sistema de saúde do enclave sitiado, incluindo bombardeios diretos a hospitais e clínicas, ataques a profissionais e embargo de insumos básicos.

Israel ignora apelos internacionais por cessar-fogo ao manter ataques e cerco militar a Gaza desde outubro de 2023, com ao menos 56.600 mortos e 134.500 feridos, além de dois milhões de desabrigados submetidos a uma catástrofe de fome.

Em novembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, emitiu mandados de prisão contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e seu ex-ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e lesa-humanidade em Gaza.

Israel é ainda réu por genocídio no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), também em Haia, sob denúncia sul-africana deferida em janeiro de 2024

Fonte: Monitor do Oriente

Aumenta a adesão à greve dos professores e Sinteal cobra valorização ao governo Paulo Dantas

A greve da rede pública estadual de educação de Alagoas, que teve início na terça-feira, 01/07, com a realização pelo Sinteal de um grande ato público pelas ruas da capital alagoana tem crescido com o aumento da adesão da categoria.

Com data-base em maio, profissionais da educação reivindicam avanço na pauta de reajuste salarial e outros pontos relacionados à infraestrutura, condições de trabalho e valorização.  A categoria rejeitou, em assembleia, percentual de 4,83% proposto por Paulo Dantas. Greve foi aprovada para iniciar hoje, após o recesso escolar.

Izael Ribeiro, presidente do Sinteal, reforçou a cobrança ao governo. “Nós estamos aqui para dizer que não aceitamos esta forma de negociação com as trabalhadoras, esta falta de respeito. Nós temos uma pauta extensa que precisa ser trabalhada, e só iremos voltar às nossas atividades quando o governador negociar cada item da nossa pauta. Chega de desvalorização em Alagoas, chega de mercantilização da educação, chega do dinheiro público ir para a mão dos institutos e para a mão das OSCS. Nós queremos valorização, já”.

Reunindo caravanas de todo o estado, o protesto iniciou na Praça do Centenário e saiu em caminhada em direção ao Centro de Maceió, fez uma parada na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), onde dirigentes do Sinteal e manifestantes cobraram que a secretária Renata Santos “abra o cofre”. “Renata, nós queremos dialogar, nós queremos o que é nosso, nós não estamos aqui com pires na mão, pedindo favor, nós queremos o recurso do Fundeb para ser aplicado efetivamente em educação. É um fundo que nos garante valorização. Não adianta dizer que não consegue dar para o conjunto de servidores. Nós temos uma condição sine qua non, ou seja, indispensável: nós temos algo diferenciado, que é o fundo, é recurso para valorização”, cobrou a vice-presidenta do Sinteal, Consuelo Correia.

A secretária não recebeu as/os manifestantes, e o protesto seguiu até à porta do Palácio do Governo, onde ficou concentrado até o início da tarde e reforçou a insatisfação da categoria com o governo Paulo Dantas. “Educação na rua, governador a culpa é sua!”. Entre as palavras de ordem, o gestor foi considerado um traidor da educação, porque prometeu valorizar a educação e não cumpriu.

Estiveram no ato manifestando apoio dirigentes da Central Única dos Trabalhadores de Alagoas (CUT/AL), e dos sindicatos dos urbanitários e bancários. “A greve segue firme até que o governador decida negociar nossa pauta. Amanhã vamos fazer um giro em todo o estado para avaliar a situação da greve, e, na próxima quinta-feira, dia 3, estaremos participando de um importante debate sobre o Plano Nacional de Educação”, finalizou Izael.

Plebiscito Popular

Durante a manifestação, o Sinteal levou as urnas do Plebiscito Popular Por um Brasil Mais Justo. A consulta pública, que começou nesta terça-feira (1) e será realizada até o dia 7 de setembro, propõe que o povo opine sobre o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, e a taxação dos super-ricos — medida que prevê isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e cobrança progressiva para quem recebe mais de R$ 50 mil mensais. O resultado do Plebiscito Popular será entregue ao presidente Lula, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal em outubro.

Lula se encontra com Cristina Kirchner, vítima de lawfare

Alvo de lawfare no passado, na Lava Jato, presidente Lula fez questão de manifestar sua solidariedade em visita à ex-presidente argentina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está em Buenos Aires, se encontrou nesta quinta-feira (3) com a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre pena em regime domiciliar. Lula e Kirchner, aliados históricos, trocaram abraços e o presidente manifestou solidariedade à ex-presidente, alvo, segundo ele, de perseguição judicial.

Alvo ele mesmo de lawfare no passado, na Lava Jato, Lula fez questão de manifestar sua solidariedade a Kirchner. O presidente também destacou o apoio popular que a ex-presidente argentina vem recebendo nas últimas semanas, em postagem nas redes sociais:Play Video

Por Lula, no X – Visitei hoje a companheira e ex-presidenta Cristina Kirchner (@CFKArgentina) em sua residência, em Buenos Aires. Fiquei muito feliz em revê-la e encontrá-la tão bem, com força e gana de luta. Tenho por Cristina uma amizade de muitos anos que vai muito além da relação institucional. Um carinho e afeto de amigos, companheiros de campo político e de ideais de justiça social e combate às desigualdades. Além de prestar minha solidariedade a ela por tudo que tem vivido, desejei toda a força para seguir lutando com a mesma firmeza que tem sido a marca de sua trajetória na vida e na política. Pude sentir nas ruas o apoio popular que tem recebido e sei bem o quanto é importante esse reconhecimento nos momentos mais difíceis. Que fique bem e siga firme na sua luta por justiça.

Em Buenos Aires, Lula também participou da cúpula do Mercosul. O Brasil recebeu do anfitrião a presidência pro tempore do bloco comercial.

Desde que a condenação contra a ex-presidente foi confirmada pela Corte Suprema de Justiça da Argentina, Lula vinha considerando a oportunidade de aproveitar a cúpula do Mercosul para se encontrar com Kirchner.

Mais cedo, a Justiça argentina autorizou o presidente Lula a visitar Kirchner. Ela foi foi condenada a seis anos por uma acusação de envolvimento em um esquema de desvio de recursos para obras inacabadas na Patagônia. Desde então, milhares de pessoas foram às ruas para denunciar o que consideram uma perseguição política contra a ex-presidente.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS