Magistrado afastado por vender sentença ganhou R$ 2 mi de salário em 1 ano

O desembargador Ivo de Almeida, do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), recebeu R$ 2 milhões de salário em um ano após ser afastado do cargo, em junho de 2024, por suposta venda de decisões judiciais.

O que aconteceu

Almeida recebeu, em salário bruto, R$ 2 milhões de julho de 2024 a julho deste ano, segundo o portal de transparência do tribunal. Com os descontos, os ganhos do desembargador foram a R$ 1.593.733,08.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) denunciou o desembargador por venda de decisões judiciais entre 2015 e 2023. Ele é acusado de advocacia administrativa, associação criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Outras quatro pessoas, incluindo o filho do desembargador, também foram denunciadas.

Em dezembro, Ivo de Almeida recebeu R$ 198 mil líquidos. A segunda maior remuneração foi em março deste ano, quando o magistrado teve ganhos de R$ 164,3 mil.

De janeiro de 2025 até julho, o desembargador recebeu mais de R$ 100 mil líquidos em todos os meses. Veja:

Janeiro de 2025: R$ 144.102,09
Fevereiro de 2025: R$ 131.174,31
Março de 2025: R$ 164.357,40
Abril de 2025: R$ 141.187,04
Maio de 2025: R$ 151.187,04
Junho de 2025: R$ 121.187,04
Julho de 2025: R$ 121.187,04

Fora indenizações, benefícios de Almeida chegaram a R$ 1.354.658,94. Os maiores ganhos foram em vantagens eventuais, que passaram de R$ 1 milhão, enquanto as vantagens pessoais ficaram em R$ 304,6 mil.

Desembargador ganhou mais enquanto esteve afastado do que quando trabalhava. Entre junho de 2023 e junho de 2024, os rendimentos brutos do desembargador foram de R$ 1,3 milhão, chegando a R$ 993,7 mil líquidos.

Afastado desde o ano passado
Almeida está afastado do cargo desde que a PF deflagrou a Operação Churrascada, em junho de 2024, e fez buscas na casa e no gabinete no TJ-SP. O inquérito foi concluído em novembro com o indiciamento do magistrado pela PF. Com a denúncia, cabe ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidir se há provas suficientes para iniciar um processo criminal.

A denúncia menciona quatro processos em que as decisões teriam sido compradas. No primeiro, o desembargador revogou as prisões preventivas de Diogo Concórdia da Silva e Almir Gustavo Miranda, presos em flagrante ao tentar roubar um caminhão à mão armada, em fevereiro de 2015.

Procuradoria atribui a Almeida a lavagem das propinas por meio de um posto de combustíveis próximo ao tribunal e de uma empresa de incorporação imobiliária. Segundo a denúncia, a companhia recebeu R$ 8.489.221,38 sem identificação de origem.

Fonte: Uol

Terremoto de magnitude 6,0 mata mais de 800 no Afeganistão

Tremor, de magnitude 6,0 ais de 2,8 mil ficaram feridos, e equipes de resgate buscam vítimas sob os escombros, mas o local é remoto e difícil de realizar buscas. Os tremores atingiram a província de Kunar, que tem histórico de terremotos e enchentes.

Um terremoto de magnitude 6,0 atingiu o leste do Afeganistão na madrugada desta segunda-feira (1º) e deixou 812 mortos e mais de 2.800 feridos, além de um rastro de destruição que já tornou o tremor um dos piores no país nos últimos anos.

O governo afegão disse esperar que o número de vítimas suba ainda mais, já que o tremor ocorreu em uma área extremamente montanhosa e de construções precárias, com muitas casas feitas de argila.

Vilarejos inteiros foram destruídos, segundo autoridades.

O terremoto, que já é um considerado um dos mais destruidores da longa lista de tremores recentes no Afeganistão, ocorreu entre as províncias Kunar e Nangarhar, região de fronteira com o Paquistão e a cerca de 200 quilômetros da capital Cabul.

A área também já vinha sendo fortemente afetada por chuvas e enchentes nas últimas semanas.

O epicentro ocorreu a apenas 8 quilômetros da superfície, uma profundidade considerada baixa para terremotos e que torna os tremores mais fortes. A intensidade fez com que o terremoto fosse sentido também em Cabul e até em Islamabad, capital paquistanesa.

Até a última atualização desta reportagem, equipes de resgate ainda buscavam por desaparecidos — como a área é muito remota, montanhosa e de difícil acesso, as buscas estão sendo feitas quase exclusivamente com helicópteros.

“O número de mortos e feridos é alto, mas como a área é de difícil acesso, nossas equipes ainda estão no local”, afirmou em comunicado o porta-voz do Ministério da Saúde, Sharafat Zaman.

Zaman disse que “os números devem mudar” e também fez apelos por ajuda internacional. Os talibãs — que governam o Afeganistão desde tomaram o poder à força em 2021 — disseram que “todos os recursos disponíveis serão utilizados para salvar vidas.”

No entanto, a volta do regime talibã ao governo do país fez secar as verbas para um fundo de ajuda internacional voltado a ajuda em casos de terremoto, muito comuns no país.

Centenas de feridos foram levados a hospitais locais, e, em um deles, um médico disse à agência de notícias Reuters que estava recebendo uma pessoa atingida pelos tremores a cada cinco minutos.

A ONU também afirmou que diversas agências da organização já começaram a prestar auxílio no resgate às vítimas em quatro províncias do país.

Leia mais: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2025/09/01/terremoto-atinge-afeganistao-mortos.ghtml

Fonte: G1

Ataques israelenses mata mais de 100 palestinos em Gaza

Neste final de semana, o exército israelense estabeleceu um cinturão de fogo a leste da Faixa de Gaza e Jabalia e escalou os ataques contra a população civil, em áreas densamente povoadas, na Cidade de Gaza.

Apenas no domingo (31/08), 78 palestinos foram assassinados no território e, desde o amanhecer desta segunda-feira (01/09), mais de 30 pessoas foram vitimadas, segundo fontes médicas ouvidas pela agência WAFA.

A Cidade de Gaza amanheceu sob bombardeio de caças israelenses próximo ao cruzamento de Abu Iskandar, no bairro de Sheikh Radwan, três civis foram mortos. Em Zeitoun, a sudeste da cidade, outros dois morreram em consequência de disparos de mísseis que devastaram quarteirões inteiros em meio à campanha de deslocamento forçado dos palestinos em direção ao sul.

Em outras regiões da Faixa, palestinos que aguardavam ajuda humanitária perto do ponto de distribuição de Netzarim, no centro do enclave, também foram atacados. Dos 30 palestinos mortos nesta manhã,16 buscavam por comida.

Equipes de resgate também recuperaram três corpos em Bani Suhaila, a leste de Khan Yunis, enquanto em Al-Mawasi, imenso campo de refugiados atacado na última semana, soldados israelenses dispararam contra uma mulher.

Hani Mahmoud, correspondente da Al Jazeera, relatou que escavadeiras e tanques israelenses avançam rua por rua em Zeitoun e Jabalia, demolindo sistematicamente casas e prédios.

“Quase não há combates diretos. O que vemos é destruição sistemática de aglomerados residenciais”, disse. Segundo Mahmoud, para muitos, a escolha é entre deslocamento forçado ou permanecer nas ruínas de suas casas. “Não há segurança em lugar nenhum”, sintetiza.

O governo local denunciou o uso de “robôs explosivos” por parte do exército israelense. Segundo Ismail al-Thawabta, diretor do Escritório de Imprensa de Gaza, mais de 80 desses dispositivos foram detonados em áreas residenciais nas últimas três semanas. “É uma política de terra arrasada que coloca em risco milhares de vidas”, declarou.

Domingo

Entre as vítimas fatais dos ataques, está a jornalista Islam Abed, do canal Al-Quds Al-Youm. O Escritório de Imprensa do Governo informou que 247 jornalistas já foram mortos desde o início da guerra; estimativas independentes apontam mais de 270 mortos. Na segunda-feira, cinco jornalistas — incluindo um da Al Jazeera — estavam entre as 21 pessoas assassinadas em um ataque ao Hospital Nasser, em Khan Younis, no sul de Gaza. A escalada reacende denúncias de ataques sistemáticos contra a imprensa, que tenta documentar a destruição no território.

Neste domingo, o chefe do exército israelense, Eyal Zamir, realizou uma reunião de avaliação com seus principais comandantes e afirmou, em comunicado, que os militares devem “iniciar mais ataques para surpreender e atingir seus alvos em qualquer lugar”. Segundo ele, muitos outros soldados da reserva devem se reunir nesta semana “em preparação para a intensificação contínua dos combates”.

Fonte: Ópera Mundi

Volkswagen é condenada a pagar R$ 165 milhões por trabalho escravo no Pará

Pagamento foi pedido pelo Ministério Público por danos morais coletivos após denúncias de situação análoga à escravidão ocorrida durante a ditadura militar em fazenda. Empresa vai recorrer.

A Vara do Trabalho de Redenção, no sul do Pará, condenou a Volkswagen do Brasil a pagar R$ 165 milhões por danos morais coletivo por condições de trabalho análogas à escravidão na Fazenda Vale do Rio Cristalino durante a ditadura militar, nas décadas de 1970 e 1980, quando a fazenda em Santana do Araguaia, sudeste do estado, pertencia à empresa.

“Além do pagamento milionário, o maior da história em casos de trabalho análogo ao de escravo, a decisão determina que a empresa deve reconhecer publicamente a sua responsabilidade e pedir desculpas aos trabalhadores atingidos e à toda sociedade brasileira”, informou o Ministério Público do Trabalho (MPT), que moveu a ação contra a empresa automobilística.

Em nota ao g1, a empresa disse que “defende os princípios da dignidade humana, cumpre todas as leis” e que vai recorrer da decisão (veja nota completa abaixo).

A decisão da Justiça foi publicada na sexta-feira (29) e atendeu ao pedido do MPT em uma ação civil pública elaborada por grupo integrado por quatro procuradores do Trabalho. Uma das audiências foi realizada em maio, quando a Justiça ouviu testemunhas.

Jornada exaustivas e violência

Segundo o MPT, cerca de mil trabalhadores teriam sido submetidos a jornadas exaustivas, alojamentos degradantes, falta de acesso à água potável e vigilância armada. Os relatos também apontam para a prática de escravidão por dívida e violência física.

O caso chegou ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho em 2019, quando o órgão recebeu documentação reunida por um padre que, à época, era coordenador da Comissão Pastoral da Terra (CPT) para a região do Araguaia e Tocantins da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Os documentos reunidos ao longo de anos indica que os trabalhadores eram recrutados em cidades distantes e transportados para a fazenda, onde atuavam principalmente na derrubada da mata nativa para abertura de pastos.

Entre os depoentes ouvidos ao longo do processo estava um trabalhador rural detalhou as condições enfrentadas na fazenda:

“Nós ficávamos num barracão de lona, fazíamos nossa comida, bebíamos água do córrego, com chuva e nós ficamos só lá no mato mesmo, no serviço. Não podíamos sair, nem comunicar com nossa família”, afirmou.

Antes do processo, o órgão tentou acordo com a empresa em cinco audiências entre 2022 e 2023, mas a Volkswagen se retirou das negociações em março de 2023. O MPT processou a empresa em dezembro de 2024.

O que diz a empresa

“A Volkswagen do Brasil informa que tomou conhecimento da decisão em primeira instância relacionada à investigação da Fazenda Vale do Rio Cristalino, mas seguirá sua defesa em busca de justiça e segurança jurídica nas instâncias superiores. Com um legado de 72 anos, a empresa defende consistentemente os princípios da dignidade humana e cumpre rigorosamente todas as leis e regulamentos trabalhistas aplicáveis. A Volkswagen reafirma seu compromisso inabalável com a responsabilidade social, que está intrinsecamente ligada à sua conduta como pessoa jurídica e empregadora”.

Fonte: G1

STF mantém proibida desocupação em região de interesse da família Caiado

A 2ª Turma do STF foi unânime ao considerar que as desocupações na Antinha de Baixo, no Entorno do DF, devem ser proibidas

2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) foi unânime em manter proibida a desocupação das casas da fazenda Antinha de Baixo, em Santo Antônio do Descoberto (GO). Em votação concluída nesta sexta-feira (29/8), os quatro ministros da turma acompanharam o relator Edson Fachin.

Em 5 de agosto deste ano, Fachin, em seu voto, levou em conta o fato de a Fundação Cultural Palmares ter acatado a autodeclaração dos moradores da Antinha de Baixo como região quilombola — a população do local aponta que cidadãos escravizados ocupavam aquelas terras cerca de 400 anos atrás.

A decisão responde a uma reclamação impetrada pelos moradores da Antinha de Baixo, que usaram como justificativa a autodeclaração como região quilombola.

Votaram acompanhando o relator Fachin os ministros Dias Toffoli, Nunes Marques, Gilmar Mendes e André Mendonça. O mérito da questão deve ser votado posteriormente, sem data prevista.

Conforme revelou o Metrópoles, dezenas de famílias chegaram a perder seus lares para que a propriedade da região fosse destinada a herdeiros da família do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

  • Em 28 de julho deste ano, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) expediu mandado de desocupação compulsória de 32 imóveis localizados na fazenda Antinha de Baixo, na zona rural de Santo Antônio do Descoberto (GO).
  • A medida, assinada pela juíza Ailime Virgínia Martins, da 1ª Vara Cível da comarca de Santo Antônio do Descoberto, desapropriava os atuais moradores e dava posse das terras a três pessoas: Luiz Soares de Araújo, Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss. Como esses dois últimos já faleceram, os herdeiros deles são os reais beneficiados com a decisão. Em 4 de agosto, a ordem começou a ser cumprida.
  • Um dos herdeiros de Maria Paulina Boss é o desembargador do Tribunal de Justiça (TJGO) Breno Caiado, primo do governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Ele atuou como advogado no processo até 2023.
  • Outro herdeiro é o empresário Murilo Caiado, irmão de Breno e primo de Ronaldo. Murilo esteve na Antinha de Baixo acompanhando as desocupações no dia 4 de agosto.
  • No dia seguinte, 5 de agosto, houve uma reviravolta no caso, e os moradores da região tiveram três decisões judiciais de âmbito federal favoráveis: o STF, a Justiça Federal de Anápolis e o próprio TJGO determinaram a suspensão das derrubadas para que se apure a autodeclaração da população que diz que a Antinha de Baixo é uma região quilombola.
  • A determinação do STF, a mais recente, torna a Justiça Federal competente pela comunidade Antinha de Baixo. Assim, o TJGO não tem mais condições de emitir novas ordens de despejo para outras casas.
  • Entretanto, a decisão do STF não invalida medidas anteriores. Por isso, as 32 casas desocupadas em 4 de agosto graças à ordem anterior do TJGO seguem sob posse dos herdeiros de Luiz Soares de Araújo e dos herdeiros de Raul Alves de Andrade Coelho e Maria Paulina Boss.
  • A entrega da competência do caso à Justiça Federal vem após o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) pedir à Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar no processo como assistente. O pedido do Incra ocorreu após os moradores da Antinha de Baixo declararem ao órgão que aquela região foi ocupada por comunidade tradicional quilombola há cerca de 400 anos.
  • Caso fique comprovado que a região foi habitada por cidadãos escravizados em séculos passados, seguirá cabendo somente à Justiça Federal definições jurídicas sobre a área, como estabeleceu o Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2014.

Fonte: Metrópoles

Estadão mostra a ligação entre governo Tarcísio e o PCC

O jornal Estado de S.Paulo publicou uma matéria em que mostra a ligação entre o governo Tarcísio (Republicanos-RJ) com a organização criminosa PCC. A ligação é o capitão Diogo Costa Cangerana, preso nesta terça-feira, 26, durante uma operação da Polícia Federal que investiga fintechs da Faria Lima, ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Para se ter uma ideia, Diogo aparece em fotos de campanha (acima) e esteve em ao menos 25 comitivas do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nos últimos dois anos, entre elas viagens para se reunir com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente da Câmara dos Deputados e no ministério da Fazenda.

A reportagem ressalta que Cangerana é suspeito de atuar na abertura de contas que seriam usadas para lavar dinheiro do crime por meio de instituições financeiras. Ele trabalhou na Casa Militar do Palácio dos
Bandeirantes como chefe de equipe de segurança do governador até o dia 3 de setembro, quando foi transferido para o 13.º Batalhão da Polícia Militar (PM), responsável pelo patrulhamento, veja só, da Cracolândia.

Apesar de aparecer ao lado do governador em campanha e ações do governo, Tarcísio também negou que o militar exercesse a função de chefe de sua segurança. Mas as fotos e uma visita em Brasília, quando foi ao Ministério da Fazenda, parecem desmentir Tarcísio.

Segundo interlocutores de Haddad, Cangerana foi ao prédio do ministério no dia anterior ao encontro, ensaiou o caminho que o governador faria e conversou com os seguranças do local, procedimentos de praxe. No dia seguinte, 5 de julho de 2023, o policial militar entrou novamente no ministério, desta vez
acompanhando Tarcísio, mas aguardou do lado de fora da sala e não participou da reunião. Ele saiu do local junto com o governador. (veja reportagem)

O governador prometeu punição ao policial e classificou o caso como um ato isolado, afirmando que “toda instituição tem suas maçãs podres”. Mas a situação de Tarcísio com o PCC não começa com essa maçã. “PF investiga doadora de campanha de Tarcísio por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC”. Essa foi a manchete da Folha, em reportagem publicada no dia 29 de julho. Era a primeira vez que a imprensa relacionava a pecuarista Maribel Schmittz Golin a Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ela foi a sexta maior doadora da campanha do ex-ministro de Bolsonaro ao Palácio do Bandeirantes: transferiu R$ 500 mil para o governador paulista, em 2022. (link)

Mas há um outro fato curioso. Na última eleição para prefeito de São Paulo, Tarcísio de Freitas divulgou uma fake news de que o PCC estaria comemorando a vitória de Guilherme Boulos (PSOL), sendo que um integrante do PCC estava ao lado de Tarcísio. O governador foi inocentado dessa divulgação falsa.

O juiz da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, Antonio Maria Patiño Zorz, julgou improcedente Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) proposta pelo candidato a prefeito nas últimas eleições Guilherme Boulos e pela Coligação Amor por São Paulo e PDT contra o prefeito Ricardo Nunes, seu vice, Mello Araújo, e o governador Tarcísio de Freitas. A ação apurava se houve abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação social em razão das declarações de Tarcísio em entrevista coletiva.

Para Boulos, Tarcísio utilizou-se do cargo com a finalidade de interferir no resultado da eleição. No dia da votação em segundo turno, confirmando que obteve informações de uma “ação de inteligência” de que teria havido um “Salve” do PCC (Primeiro Comando da Capital – organização criminosa) orientando o voto em Guilherme Boulos. A declaração foi dada em resposta a jornalistas no colégio Miguel Cervantes, na zona sul, local de votação do governador.

Seria Diogo Costa Cangerana, preso nesta terça-feira por ligação com o PCC, a “inteligência’ que deu as informações ao Tarcísio no dia das eleições?

Fonte: Carta Campinas

Turquia corta relações comerciais com Israel e fecha portos e espaço aéreo

“Não permitimos que navios com armas e munições para Israel entrem em nossos portos, nem que suas aeronaves entrem em nosso espaço aéreo”, ressalta o chanceler da Turquia
“Cortamos completamente nosso comércio com Israel. Fechamos nossos portos para navios israelenses,” comunicou o Ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan. “Não permitimos que navios porta-contêineres transportando armas e munições para Israel entrem em nossos portos, nem permitimos que aeronaves entrem em nosso espaço aéreo.”

O anúncio foi feito em meio a escalada militar dos Israelenses contra Gaza. Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, já havia anunciado em agosto a ocupação de toda a Faixa de Gaza pelas forças militares israelenses, o ataque à Cidade de Gaza é a primeira ação reforçando a brutalidade do genocídio de palestinos.

Nesta sexta-feira (29), Israel declarou que a Cidade de Gaza é uma “zona de combate”, a maior cidade dos territórios palestinos, se preparando para continuar a matança contra os mais de 1 milhão de palestinos que lá vivem.

É a continuação e o agravamento do genocídio que estão cometendo contra o povo palesstino. O regime sionista de Israel quer a eliminação ou a expulsão das pessoas que ainda vivem nos territórios palestinos e a anexação do que eles ainda não tomaram.

Em 2024, o governo turco já tinha cortado laços comerciais diretos com Israel. Erdogan exigiu então um cessar fogo permanente e a entrada imediata de ajuda humanitária a Gaza. Em 2023, os dois países fizeram US$ 7 bilhões em comércio direto.

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já havia denunciado repetidas vezes que Israel está cometendo genocídio contra os palestinos de Gaza e comparando os crimes de Netanyahu com os de Hitler.

Em novembro do ano passado, a Turquia já havia barrado um avião com o presidente israelense, Isaac Herzog, de entrar no espaço aéreo turco para uma viagem a um evento internacional no Azerbaijão.

Fonte: Hora do Povo

Igreja de Malafaia é multada por não recolher FGTS de 423 funcionários

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aplicou multas à igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, liderada pelo pastor Silas Malafaia, no Rio de Janeiro, após identificar irregularidades no pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A notificação e os autos de infração ocorreram em abril deste ano. A apuração foi feita pela coluna de Tácio Lorran.

A igreja deixou de depositar mensalmente o FGTS para 423 funcionários. Além disso, outros descumprimentos trabalhistas foram constatados no mesmo dia pela fiscalização.

Entre as irregularidades, 91 trabalhadores não receberam o pagamento da multa de 40% do FGTS em casos de demissão sem justa causa, obrigação do empregador quando há rescisão de contrato.

Em outros casos de desligamento, o MTE identificou que 88 funcionários não tiveram depositados os valores referentes ao FGTS do mês da rescisão e do mês anterior. Esses valores ainda estavam pendentes de recolhimento.

Após a aplicação das multas, Silas Malafaia quitou as penalidades administrativas e os três autos de infração foram arquivados. O pastor declarou à coluna que o atraso ocorreu apenas em um mês e que os valores foram parcelados conforme a lei permite.

Malafaia declarou que está questionando na Justiça uma cobrança específica do FGTS, alegando erro na notificação. Ele relatou que pagou uma multa de R$ 66 mil considerada legítima, enquanto um débito de R$ 1,576 milhão está sendo contestado por seu escritório de advocacia.

Além das questões trabalhistas, os empreendimentos ligados ao pastor vêm acumulando dívidas com a União. Segundo dados da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, as pendências fiscais de Silas Malafaia ultrapassam R$ 29 milhões.

Fonte: DCM

Moradores de Craíbas cobram indenização por rachaduras nas residências

Demanda é feita à MVV por rachaduras nas residências; defensora requer apoio às famílias afetadas

Um grupo de moradores afetados por rachaduras nas residências e excesso de poeira no ar, no entorno da Mineração Vale Verde (MVV), em Craíbas, ocupou a galeria da Câmara de Vereadores, na noite da quinta-feira (28), para cobrar à empresa a imediata indenização pelos prejuízos causados pelas explosões semanais para a retirada de cobre, ferro e outro no solo do município agrestino.

A participação dos diretores da MVV e da defensora pública estadual Brígida Barbosa, na sessão legislativa, foi de autoria do vereador Nando Rosendo.

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) também marcou presença na sessão com estudantes Willian Almeida Melo, Sandro Maciel, Yasmin Vitória e os professores Moisés Calu e Inaldo Valões.

O grupo desenvolve pesquisas acerca do aumento da atividade sísmica e tremores de terra em Craíbas e Arapiraca e a relação com a atividade mineradora entre os dois municípios.

Durante a sessão na Câmara, na noite desta quinta-feira (28), o vereador Nando Rosendo indagou a direção da MVV se empresa tem algum plano de soluções para a entrega de moradias provisórias ou definitivas para os proprietários das 14 residências já interditadas pela Defesa Civil Municipal.

Negação

O gerente da mineradora, Breno Martins, voltou a negar qualquer responsabilidade da empresa com as rachaduras nas casas localizadas principalmente no Povoado Pau Ferro, e chamou as explosões de “desmontes controlados” que, segundo ele, seguem todas as normas técnicas e ambientais.

O representante da MVV disse que a responsabilidade da doação de moradias é Prefeitura de Craíbas, que pode pagar o aluguel social às famílias enquanto o estudo sobre a questão não tiver sido iniciado e concluído pela Universidade de Ouro Preto, de Minas Gerais.

Ação Civil Pública

Na ocasião, a defensora pública e representante do Núcleo de Proteção Coletiva de Arapiraca, Brígida Barbosa, disse que a tragédia ocorrida na Barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, a mineradora de lá também alegava seguir todas as normas e lei ambientais.

Brígida Barbosa é autora de uma Ação Civil Pública contra o Município de Craíbas cobrando transparência na aplicação das verbas recebidas como Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) para reparar os impactos da atividade nos povoados do entorno da MVV, localizada no Povoado Serrote da Laje desde o ano de 2021.

A Defensoria Pública da União (DPU), por meio do defensor Diego Alves, também ingressou com uma Ação Civil Pública para que a mineradora contrate estudos técnicos e realize meios de equipar as Defesas Civis Municipais de Craíbas e de Arapiraca para o acompanhamento de riscos na região.

Ao final da sessão, coordenada pelo presidente da Câmara Municipal, José Marcos, o vereador Nando Rosendo sugeriu a realização de uma audiência pública com a convocação de representantes da Defesa Civil Municipal, Procuradoria do Município de Craíbas, diretores da MVV e de vários órgãos do município estado e da União para ouvir os moradores e encontrar uma solução definitiva para o problema que já afeta dezenas de famílias em Craíbas.

Fonte: Tribuna Hoje

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