Gustavo Petro, convoca conferência de emergência contra o genocídio do povo palestino

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou a convocação de uma conferência de emergência contra o genocídio do povo palestino para o próximo dia 15 de julho, em Bogotá, em parceria com a África do Sul.

“Durante os últimos 600 dias, o mundo tem testemunhado Benjamin Netanyahu liderar uma campanha de devastação em Gaza, a escalada do conflito regional e o abandono imprudente do direito internacional”, afirmou Petro.

O presidente colombiano tem criticado a inação dos governos dos países centrais e de instituições como a ONU.  “A resposta da comunidade internacional tem sido marcada pela omissão e por cálculos estratégicos que ignoram a responsabilidade moral de proteger o povo palestino”, declarou.

Petro lembra ainda que, em setembro de 2024, a Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que exigia o fim imediato da presença israelense nos Territórios Palestinos Ocupados.

A Colômbia esteve entre os 124 países que votaram a favor da medida, que estabeleceu um prazo de 12 meses para o cumprimento da decisão. O país andino rompeu as relações diplomáticas com o estado sionista.

Fim do genocídio em Gaza

A Conferência Internacional de Emergência sobre Gaza, convocada por Colômbia e África do Sul, visa impulsionar uma mobilização global em defesa do povo palestino, medidas legais, diplomáticas e boicotes econômicos para deter a destruição promovida por Israel.

Gustavo Petro também criticou o adiamento indefinido da Conferência Internacional para a Solução Pacífica da Questão Palestina, inicialmente proposta pela ONU e coorganizada por França e Arábia Saudita, dizendo que essa paralisia deixou “um vazio crítico de liderança multilateral, justamente quando ela é mais necessária”.

O presidente da Colômbia aponta o eixo político da conferência ao denunciar a associação criminosa de Donald Trump com o governo genocida de Tel Aviv. “Ao romper nossos laços de cumplicidade — nos tribunais, portos e fábricas dos nossos Estados — podemos desafiar a visão de Donald Trump e Netanyahu de um mundo onde a força é a razão”, disse Petro em entrevista ao jornal The Guardian, sobre a natureza do evento que será realizado em Bogotá. A iniciativa dos governos da Colômbia e da África do Sul reforça a heroica resistência do povo palestino e reafirma a urgência da ampliação do movimento pelo isolamento político, diplomático e econômico do estado sionista.

Fonte: petista.org.br

Acordo Calheiros, Lira e JHC para 2026 tem tudo para não ver a luz do dia

Foi revelado pelo jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto, que foi firmado um acordo para as eleições de 2026 em Alagoas no qual, aparentemente, contempla os principais atores/campos políticos do estado. De fato, à primeira vista, todos saíram com algo na mão, mas o pacto não tão bom assim para todos ou não o suficiente.

Ficou acordado que Marluce Caldas, procuradora de Justiça do Ministério Público de Alagoas e tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), seria a indicada pelo presidente Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso foi feito e agora resta a sabatina no Senado. Em contrapartida, JHC deixaria o PL – partido que comanda em Alagoas – e migraria para uma legenda da base de Lula, sendo o mais falado o PSB, e não seria candidato a nada em 2026, apoiando Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado, e Renan Filho (MDB) para governador.

Isso se concretizando, JHC ficará pelo menos dois anos sem mandato, uma vez que sua segunda passagem pela Prefeitura de Maceió encerra em 2028. Além disso, o atual vice-prefeito, Rodrigo Cunha, abriu mão de tentar ser reeleito senador em 2026, deixando o mandato com Eudócia Caldas, mãe de JHC, para ocupar a titularidade na capital alagoana com a saída de JHC parra disputar o pleito do ano que vem. Com esse acordo, neca de pitibiriba.

Num outro lado desse triângulo, Arthur Lira ganha o apoio da prefeitura da maior cidade de Alagoas, onde vivem cerca de 1/3 da população do estado e, mesmo sem uma aliança formal com os Calheiros, no interior, a vida passa ao largo dos acordos formais de gabinete, especialmente quando boa parte dos prefeitos eleitos em 2024 foram apoiados peplo ex-presidente da Câmara dos Deputados, inclusive alguns emedebistas. Até a apresentação do relatório sobre reforma no Imposto de Renda foi usado para que o cenário local fosse resolvido com ação direta de Lula.

Na outra banda, os Calheiros garantiriam praticamente duas vitórias eleitorais em 2026, sendo uma sem grandes concorrências, a de Senado com Renan Calheiros, e a outra praticamente por W.O., a de governador com Renan Filho.

Tudo parece arrumado demais para ser materializar.

JHC vai ficar mesmo sem mandato por dois anos? Será? Por mais musculatura eleitoral própria que tenha, o prefeito de Maceió não tem grupo ou partido para lhe dar sustentação. E por mais votos que tenha, parece que tudo está concentrado na Grande Maceió. Além do que, se ele sai da disputa pelo centro do poder local, deixa de ser satélite político. Um sintoma disso já pudemos ver nos problemas recentes que temos visto na Câmara Municipal, que até este mês julho, nem liderança o prefeito tinha na Casa de Mário Guimarães e os vereadores atrasaram a aprovação de mais um empréstimo bilionário.

Se neste acordo estiver que JHC indicaria o nome para vice de Renan Filho, aí o atual governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), e o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Victor (MDB), botam trava. Ele não topam muito uma aliança com o prefeito de Maceió.

E aí vale responder: quem vale mais, o prefeito de Maceió, ou o governador e o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas?

Pelo histórico das relações políticas de JHC, não me parece que ele vai cumprir esse acordo, se ele foi fechado tal reportou Ricardo Mota. O prefeito de Maceió não será candidato, nem indicará a vice de Renan Filho, nem terá Eudócia Caldas disputado a reeleição ao Senado e ainda vai descumprir o combinado com seu atual vice, único que pode ser considerado do “grupo do prefeito”, ficando somente com uma tia no STJ?

Será mesmo? É muito pouco para JHC se manter como centro de gravidade de poder em Alagoas, ainda mais concorrendo com os Calheiros e os Lira.

Ronaldo Lessa, após deixar a Prefeitura de Maceió em 1996, passou dois anos sem mandato e foi eleito governador em 1998. Assim como JHC, ele era muito bem avaliado na capital alagoana, mas diferente do atual prefeito, Ronaldo Lessa tinha um partido forte com lideranças capazes de mantê-lo com alguma evidência, em especial, Kátia Born, que foi eleita prefeita de Maceió depois dele. Além disso, a confusão que o governo Divaldo Suruagy criou no estado deu a Ronaldo Lessa o ambiente perfeito para ser eleito.

E essa é outra diferença que temos para os dias atuais.

Pode até ser que esse acordo veja a luz do dia, mas em meu ver, não chega inteiro até o próximo Carnaval.

JHC faz festa de cargos comissionados e prepara bomba fiscal para o próximo prefeito

O prefeito de Maceió promove o inchaço da folha de pagamento. Em pleno ano pré-eleitoral, a gestão de JHC criou 1.200 novos cargos de confiança apenas no fim de 2024. Com a nova proposta enviada no dia 7 de julho, foram criados mais 3.600 novos cargos, elevando para 4.800 o total de cargos comissionados criados por meio da Lei Delegada.

Apenas os 1.200 cargos geram um impacto estimado de R$ 4 milhões por mês — ou quase R$ 50 milhões por ano — nas finanças municipais. O custo total dos 4.800 cargos ainda não foi oficialmente divulgado, mas, mantida essa média, o impacto pode ultrapassar R$ 150 milhões anuais. Trata-se de uma expansão sem precedentes da estrutura administrativa, realizada sem concurso público, com forte viés político e claramente alinhada ao calendário eleitoral.

Paralelamente ao aumento de gastos com pessoal e estruturas, o prefeito também acelera o endividamento do município. Desde o início da gestão, foram contratados R$ 1,875 bilhão em empréstimos em moeda nacional, majoritariamente junto à Caixa Econômica Federal, destinados a obras de mobilidade urbana, urbanização, habitação e contenção de encostas, no âmbito do programa Avança Maceió.

No campo internacional, a gestão contratou em 2024 US$ 40 milhões com o banco Fonplata, e em julho de 2025 enviou à Câmara Municipal um pedido de autorização para contratar mais US$ 150 milhões junto ao New Development Bank (NDB). Os recursos estão vinculados ao programa MCZ3i – Integração e Desenvolvimento Sustentável de Maceió, que promete obras em mobilidade, drenagem, requalificação de bairros e infraestrutura ambiental.

Resumo das dívidas da gestão JHC (2021–2025):

• Empréstimos em moeda nacional: R$ 1,875 bilhão
• Empréstimos em moeda estrangeira: US$ 190 milhões
• Conversão atual (US$ × R$ 5,47): ≈ R$ 1,039 bilhão
• Total consolidado da dívida pública municipal: R$ 2,914 bilhões

Esse volume expressivo de endividamento ocorre sem contrapartida clara de melhorias nos serviços essenciais, como educação, saúde e transporte público, setores que continuam enfrentando graves carências. Ao mesmo tempo, a multiplicação de cargos comissionados e a criação de estruturas paralelas reforçam o controle político do Executivo sobre a gestão pública, enfraquecendo os princípios da meritocracia, da transparência e da responsabilidade fiscal.

A Prefeitura de Maceió opera sob uma lógica de marketing, improviso e aparelhamento, comprometendo a sustentabilidade financeira do município. E quem pagará essa conta — em curto, médio e longo prazos — será o povo maceioense: com serviços precarizados, orçamento engessado e políticas públicas cada vez mais submetidas a interesses eleitorais.

Fonte: 082 Notícias

Tarcísio tentou convencer STF a facilitar a possível fuga de Bolsonaro para os EUA

Governador propôs que ex-presidente viajasse aos EUA para negociar com Trump, mas ministros temem plano de asilo e rejeitam sugestão como “esdrúxula”

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sugeriu a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizassem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a sair do Brasil para negociar diretamente com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a redução da tarifa de 50% imposta a produtos brasileiros. A informação foi revelada pela Folha de S. Paulo.

De acordo com o jornal, Tarcísio alegou que Bolsonaro manteria influência suficiente sobre Trump para conseguir uma trégua comercial entre os dois países. O gesto, segundo ele, poderia ser interpretado como sinal de boa vontade por parte do Judiciário brasileiro e traria benefícios a setores econômicos de São Paulo. A proposta, no entanto, foi recebida com espanto e classificada por ministros do STF como “totalmente fora de propósito” e “esdrúxula”.Play Video

A ideia foi rejeitada por unanimidade. Bolsonaro está com o passaporte retido e proibido de deixar o país por decisão do ministro Alexandre de Moraes, no contexto das investigações sobre a tentativa de golpe de Estado em 2022. Integrantes da Corte manifestaram receio de que o ex-presidente tentasse obter asilo político com apoio de Trump — que exerce seu segundo mandato desde 2025 —, o que inviabilizaria sua extradição e obstruiria a responsabilização penal no Brasil.

Além do risco de fuga, a proposta foi vista como violação à lógica institucional da diplomacia brasileira. Ministros ressaltaram que negociações internacionais são atribuições exclusivas da Presidência da República e do Itamaraty, não cabendo a um ex-presidente investigado conduzir tratativas com chefes de Estado estrangeiros.

Ainda segundo a Folha de S. Paulo, aliados de Bolsonaro informaram que a sugestão de Tarcísio fazia parte de uma articulação política mais ampla. A proposta previa que o ex-presidente viajasse aos Estados Unidos acompanhado do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O grupo buscaria não apenas um gesto de Trump que aliviasse a tensão comercial, mas também costurar um acordo político interno para aprovar uma eventual anistia a Bolsonaro no Congresso Nacional.

Para ministros do STF, a movimentação escancarou os riscos de tentativa de fuga e demonstrou a persistência de articulações que buscam blindar Bolsonaro das investigações em curso. A resposta da Corte foi categórica ao rejeitar qualquer flexibilização das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

Fonte: Brasil 247

ONU denuncia que Israel matou 798 palestinos que buscavam ajuda humanitária em Gaza

As pessoas foram mortas nas proximidades dos centros de ajuda humanitária da Fundação Humanitária de Gaza (FGH), mantida por Israel e Estados Unidos, segundo as Nações Unidas. O exército israelense afirmou ter “aprendido lições” com os incidentes fatais. 

O Escritório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos anunciou na sexta-feira (11), em Genebra, que registrou 798 mortes de pessoas que buscavam ajuda entre 27 de maio e 7 de julho, incluindo 615 perto de locais administrados pela FGH. “A maioria dos ferimentos são de bala”, segundo o Escritório.

No final de maio, Israel aliviou o bloqueio de dois meses imposto à Faixa de Gaza, mas a distribuição de ajuda, anteriormente liderada pelas Nações Unidas, foi confiada à FGH, apoiada pelos Estados Unidos e Israel. A ONU e as principais organizações humanitárias se recusam a trabalhar com esta fundação, alegando que ela atende a objetivos militares israelenses e viola princípios humanitários básicos.

O exército israelense já reconheceu ter atirado contra “suspeitos” que representavam uma “ameaça” perto dos centros da fundação, onde multidões se reúnem diariamente. “Investigações aprofundadas foram realizadas (…) e instruções foram transmitidas às forças em terra após as lições aprendidas”, afirmou na sexta-feira, em resposta aos números divulgados pela ONU.

A distribuição de ajuda, vital para os mais de 2 milhões de habitantes do território palestino sitiado, é, segundo o Hamas, uma das questões-chave nas difíceis negociações indiretas em andamento no Catar para tentar avançar em direção a uma trégua entre Israel e o movimento islâmico.

Fonte: MSN

Mais de 80 pessoas foram mortas em ataques israelitas em Gaza

Pelo menos 82 pessoas morreram nos ataques aéreos israelitas em Gaza, incluindo crianças à espera de suplementos nutricionais, segundo os hospitais e os trabalhadores humanitários internacionais na Faixa de Gaza.

Pelo menos 82 pessoas foram mortas pelos ataques aéreos israelitas em Gaza na quinta-feira, segundo os hospitais locais da Faixa de Gaza.

Entre elas, pelo menos 15 pessoas que faziam fila para receber suplementos nutricionais em frente a uma clínica no centro de Gaza, das quais 10 eram crianças, informou o hospital dos Mártires de al-Aqsa em Deir al-Balah.

Project Hope, o grupo de ajuda que gere a clínica, descreveu o ataque como uma violação do direito internacional. De acordo com a organização sediada nos EUA, as pessoas reunidas estavam à espera de receber tratamento para a desnutrição e infeções quando o ataque aconteceu.

“Esta manhã, famílias inocentes foram impiedosamente atacadas quando se encontravam na fila à espera que as portas abrissem”, declarou Rabih Torbay, diretor executivo do Projeto Esperança.

“Zangados, horrorizados e de coração partido, já não conseguimos comunicar corretamente o que sentimos”.

As Forças de Defesa de Israel disseram que tinham atingido um “terrorista do Hamas” e que lamentavam qualquer dano a civis. O exército israelita acrescentou que o incidente estava a ser analisado.

Os últimos ataques ocorrem no momento em que os negociadores israelitas em Doha prosseguem as conversações com o Hamas sobre um cessar-fogo, a libertação de reféns e a entrada de ajuda humanitária no território palestiniano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, reuniu-se esta semana com o presidente dos EUA, Donald Trump, para discutir a possibilidade de um cessar-fogo e a situação em Gaza.

Fonte: Euronews

Ato pela taxação dos super-ricos reúne cerca de 15 mil pessoas na Paulista

Milhares de pessoas participaram na noite desta quinta-feira (10) de uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, pedindo pela taxação dos super-ricos, o fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1)  e condenando o tarifaço imposto ao Brasil pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O ato teve início às 18h em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).  

Com o mote Centrão, Inimigo do Povo, a manifestação foi organizada pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, com apoio das centrais sindicais e de movimentos sociais. O ato ocorre não somente na capital paulista, mas em outros locais como Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Fortaleza, Curitiba, Maceió, Florianópolis, Vitória, Cuiabá e São Luís. 

Na Paulista, o ato ocupou e fechou os dois sentidos da avenida no quarteirão em frente ao Parque Trianon. Além disso, os manifestantes ocuparam também uma parte do quarteirão seguinte, onde está localizada a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Políticos como Érika Hilton, Eduardo Suplicy, Rui Falcão e Nabil Bonduki estiveram no local. 

Em entrevista coletiva a jornalistas durante o ato, o deputado federal Guilherme Boulos disse que a manifestação pode ser considerado o maior ato do ano no local. “É um ato em defesa do Brasil contra as agressões do Donald Trump e um ato em defesa do povo brasileiro”, ressaltou o parlamentar.

“Se o Trump está imaginando que o Brasil é república de bananas, ele tire o cavalinho da chuva. O Brasil é dos brasileiros.  Já se foi o tempo em que o Brasil falava grosso com a Bolívia e fino com os Estados Unidos. Isso pode ser com Bolsonaro, que bate continência para a bandeira deles ou com o Eduardo Bolsonaro que vai se esconder debaixo da saia do Trump lá em Miami. Mas com o Lula não é assim”, disse a jornalistas. 

De acordo com o deputado, o ato também pede a taxação dos mais ricos. “Hoje aqui na Avenida Paulista também é uma resposta àqueles que não querem deixar o presidente Lula governar. Aqueles que dão chilique quando se fala que o super-rico vai pagar a conta no Brasil e aqueles que não aceitam que o trabalhador brasileiro possa ter tempo de descanso com fim da escala 6 por 1”. 

Protesto 

Um dos principais temas desse protesto é a taxação dos chamados BBBs, sigla usada pelos manifestantes para defender que bancos, bets e bilionários paguem mais impostos no país. Segundo os organizadores do ato, esse tema enfrenta forte resistência no Congresso porque a grande maioria dos parlamentares são empresários ou fazendeiros e seriam afetados diretamente por essas medidas. 

Os manifestantes também protestam contra a decisão do Congresso Nacional em revogar o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e que poderia gerar uma arrecadação adicional de R$ 20 bilhões em 2025. 

A decisão de Donald Trump de estabelecer uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros que são exportados para os Estados Unidos entrou na pauta de última hora. 

Em entrevista a Agência Brasil, a coordenadora da Frente Povo Sem Medo e coordenadora do plebiscito popular por um Brasil mais justo, Juliana Donato, disse que o ato foi convocado por conta da  indignação com a maioria do Congresso Nacional que está querendo governar no lugar do governo.

“A pauta da taxação surgiu porque a gente sabe que existe uma resistência da maioria do Congresso em taxar os mais ricos para garantir a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil. Mas nós temos também a pauta pelo fim da escala 6 por 1, que é uma pauta muito importante para nós e que nós queremos que o Congresso paute e vote. E agora nós temos mais um fato que foi essa carta do Trump dizendo que vai tarifar os produtos brasileiros por conta da pressão da família Bolsonaro. Essa é uma família que lidera a extrema direita no país e que já prejudicou muitos brasileiros”, disse.

“Nós estamos dizendo que nós estamos querendo taxar os bilionários e eles estão querendo taxar o Brasil”, completou. 

Para Raimundo Suzart, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o ato de hoje se tornou ainda mais importante após a taxação aplicada por Trump. “Queremos mandar um recado para esse Congresso, para uma parte desse Congresso que está se opondo aos trabalhadores”, disse ele a reportagem. “Queremos que volte a cobrança do IOF, queremos discutir a redução da jornada sem redução de salário e com a garantia do fim da escala 6 por 1. Então esse é o momento da gente dizer que o povo está na rua e que o povo quer que seja cumprida a pauta desse governo que foi eleito para defender a classe trabalhadora e a democracia no nosso país”, acrescentou. 

Durante o ato, os manifestantes também coletaram assinaturas para o Plebiscito Popular, uma consulta pública para saber a opinião de trabalhadores sobre a escala 6×1 e sobre a taxação dos super-ricos. “Estamos fazendo esse ato em conjunto com o plebiscito popular”, disse Juliana Donato. “Esse plebiscito é uma consulta popular. A gente quer atingir milhões de brasileiros. Queremos ouvir a população brasileira sobre esses dois temas porque não adianta o Congresso ficar lá legislando sem ouvir o povo”, explicou. 

Segundo o Monitor do Debate Político, um projeto desenvolvido pela Universidade de São Paulo (USP) com o Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e a ONG More in Common e com base em imagens capturadas e analisadas por um software de inteligência artificial, o ato contou com 15,1 mil pessoas no horário de pico, com margem de erro de 12%, o que significa que o público presente pode ter variado entre 13,3 mil e 16,9 mil pessoas. 

Este foi um público superior ao registrado no ato Justiça Já, promovido no último dia 29 de junho, que contou com a presença do ex-presidente Jair Bolsonaro. Naquele ato, o monitor identificou a presença de 12,4 mil pessoas. 

Fonte: Brasil 247

Apostas fazem 1/3 dos jovens desistir de ir para a faculdade

xr:d:DAFKK4itQ6Q:309,j:2592357759,t:23012613

Os gastos dos jovens com apostas online têm afetado o ingresso e a permanência na faculdade. As despesas com as bets foram o motivo para que 14% dos alunos matriculados em instituições particulares já tenham atrasado as mensalidades ou trancado o curso. Esse índice é ainda maior nas classes B1 e B2 – chega a 17%. Os dados são da pesquisa O impacto das bets na educação superior, realizada pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), que representa as faculdades particulares, e pela Educa Insights.

No total, houve 2.317 respostas em março de 2025 de jovens de 18 a 35 anos de todas as classes sociais e regiões do Brasil. Entre os entrevistados, um em cada três (34%) afirma que precisaria ter interrompido as apostas para iniciar os estudos no primeiro semestre de 2025.

Os valores desembolsados variam conforme a classe social: enquanto os apostadores da classe A destinam, em média, R$ 1.210 mensais às apostas, nas classes D e E o valor médio é de R$ 421.

A maioria relata comprometer até 5% da renda mensal. Mas cresceu a quantidade de pessoas, especialmente entre as mais pobres, que ultrapassam a marca de 10% do orçamento com as apostas.

Detalhamento

Ao responderem a pergunta se já haviam apostado online alguma vez, a maioria (87%) dos jovens entrevistados da classe A respondeu que sim. O porcentual daqueles que nunca apostaram é de apenas 13%. Já nas classes D e E, a divisão fica mais proporcional: 57% já apostaram em alguma plataforma online, nem que seja uma vez na vida, e 43% nunca apostou.

Em um recorte regional, a pesquisa constatou que Nordeste e Sudeste são as regiões com a maior proporção de brasileiros que associam o adiamento da graduação à prática de apostas online.

Em relação ao primeiro semestre de 2025, os porcentuais são de 44% no Nordeste e de 41% no Sudeste. No sentido oposto, as Regiões Sul e Centro-Oeste têm as populações que menos fazem essa relação: 17% no Sul e 18% no Centro-Oeste dizem que precisariam ter interrompido as apostas para estudar no primeiro semestre deste ano. Para o primeiro semestre de 2026, a projeção indica que dos quase 2,9 milhões de potenciais ingressantes, 34% (986 mil) estão sob risco de não efetivar a matrícula por causa do comprometimento financeiro com bets.

O perfil de apostadores encontrado é de homens de 26 a 35 anos, trabalhadores, com filhos, pertencentes às classes C e D e que cursaram o ensino médio em escolas públicas. Ainda conforme a pesquisa, mais da metade (52%) dos entrevistados aposta regularmente, sendo a frequência predominante de uma a três vezes por semana. A proporção cresceu desde a última edição da pesquisa, em setembro, quando 42,9% dos jovens apostavam com frequência.

“O estudo mostra que as apostas online se tornaram um obstáculo adicional para o acesso à educação superior no Brasil”, afirma Paulo Chanan, diretor geral da Abmes. “Precisamos olhar com seriedade para esse cenário e desenvolver políticas públicas que conscientizem os jovens sobre as responsabilidades envolvidas com a prática de apostar”, acrescenta. Segundo ele, o fenômeno é relativamente novo no Brasil e “carece de amadurecimento e maior compreensão das responsabilidades tanto do poder público quanto dos apostadores”.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Trabalhadores fazem protesto pelo fim da escala 6×1 em Maceió

Centrais sindicais realizaram um manifesto no centro de Maceió e uma das pautas foi a isenção do IR e taxação dos bilionários

Centrais sindicais e movimentos populares ocuparam as ruas do Centro de Maceió ontem (10) para protestar contra o que classificam como injustiça tributária e precarização das relações de trabalho.

O ato, realizado em frente ao antigo Produban, reuniu trabalhadores e representantes de entidades de classe que reivindicam o fim da escala 6×1 e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais, além da taxação dos super ricos.

A mobilização, organizada por entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), integra uma campanha nacional que busca pressionar o Congresso a destravar pautas consideradas fundamentais para a classe trabalhadora. Em entrevista à Tribuna Independente, o presidente da CUT Alagoas, Luciano Santos, afirmou que o ato teve como objetivo deixar claro que “o povo não vai pagar a conta”.

“Hoje foi um dia de luta. Fomos às ruas para exigir que o Congresso atenda aos interesses da classe trabalhadora em dois pontos essenciais: justiça tributária e dignidade no mundo do trabalho”, declarou. Segundo ele, a principal reivindicação trabalhista é o fim da escala 6×1, com a redução da jornada sem redução de salário. Já no campo tributário, o foco é garantir a isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, e cobrar a taxação dos super-ricos.

Durante o ato, os organizadores também anunciaram o lançamento de um plebiscito popular, que será promovido em sindicatos, escolas e locais de trabalho, para consultar diretamente a população sobre os dois eixos da mobilização. A ideia é coletar assinaturas e opiniões em todo o estado e encaminhá-las ao Congresso Nacional como forma de pressão social.

“A população vai responder se é a favor da isenção do IR até R$ 5 mil e do fim da jornada 6×1. Vamos instalar urnas em cada sindicato, em cada local de trabalho. É uma forma de envolver o povo na construção dessa pauta e mostrar que essa luta é coletiva”, explicou Luciano.

Ainda segundo o dirigente sindical, há um sentimento de indignação entre os trabalhadores diante do tratamento dado pelo Legislativo às propostas que beneficiam a maioria da população. “Não podemos mais aceitar uma justiça tributária que continue penalizando o povo, enquanto os projetos que favorecem os trabalhadores são engavetados sem debate. Quando é para beneficiar banco ou grandes empresários, tudo é votado rapidamente”, criticou.

Com faixas, cartazes e palavras de ordem, o protesto desta quinta-feira reuniu dezenas de pessoas e teve apoio de diversas organizações sociais. A mobilização reforçou o posicionamento das centrais sindicais em defesa de uma reforma tributária justa e de melhores condições de trabalho.

Ao final do ato, os organizadores reafirmaram o compromisso de ampliar a coleta de assinaturas do plebiscito e intensificar a pressão sobre os parlamentares alagoanos. “Vamos cobrar especialmente dos deputados aqui do estado. Chega de jogar a carga tributária sobre os mais pobres e manter privilégios dos mais ricos. O recado está dado”, concluiu Luciano Santos.

Fonte: Tribuna Hoje

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS