Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão

Penas máximas para crimes atribuídos a Bolsonaro podem levar a uma condenação de 43 anos de prisão; entenda

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa. Caso Bolsonaro seja condenado, as penas podem chegar a 43 anos de reclusão, segundo a legislação.

Se o ex-presidente for condenado, a Primeira Turma vai definir qual será o tamanho da pena do ex-presidente, levando em consideração fatores como idade, antecedentes, entre outros.

Anteriormente, em junho, durante interrogatório no STFBolsonaro negou que tenha feito parte da organização da trama golpista. Ele afirmou ainda que “a questão da desconfiança, suspeição ou crítica às urnas [eletrônicas] não é algo privativo” dele.

A PGR pediu a condenação pelos seguintes crimes:

  • Organização criminosa armada: pratica o crime quem lidera organização de quatro ou mais pessoas, estruturalmente ordenada, com uso de armas, caracterizada pela divisão de tarefas, e que tem o objetivo de cometer crimes;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça”, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais;
  • Golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”;
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça: ocorre quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima;
  • Deterioração de patrimônio tombado: o crime fica caracterizado quando alguém age para destruir, inutilizar ou deteriorar bem especialmente protegido por lei, ato administrativo ou decisão judicial.

Se condenado, as penas são:

  • Organização criminosa armada: 3 anos (mínima) a 8 anos (máxima) – pode chegar a 17 anos, com os agravantes;
  • Tentativa de abolição violenta do Estado de Direito: 4 anos (mínimo) a 8 anos (máximo);
  • Golpe de Estado: 4 anos (mínima) a 12 anos (máxima);
  • Dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima: seis meses (mínima) a 3 anos (máxima);
  • Deterioração de patrimônio tombado: um ano (mínima) a 3 anos (máxima).
  • Embora a pena máxima possa passar de 40 anos, se Bolsonaro for condenado, ele não ficará todo esse tempo na prisão.
  • O período total de reclusão depende de variáveis, como comportamento, primariedade e trabalho ou estudo no estabelecimento penal.

Fonte: G1

PGR pede condenação de Bolsonaro e mais 7 réus por golpe de Estado

Expectativa é de julgamento no STF ser realizado em setembro

Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta segunda-feira (14) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista.

A manifestação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, por volta das 23h45, e faz parte das alegações finais, a última fase antes do julgamento dos acusados, que deve ocorrer em setembro deste ano.

No documento, que tem 517 páginas, o procurador-geral, Paulo Gonet, defende que Bolsonaro e os demais réus sejam condenados pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

As penas máximas para os crimes passam de 30 anos de prisão

Além de Bolsonaro, a PGR pediu a condenação dos seguintes réus

  • Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022;
  • General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
  • Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de segurança do Distrito Federal;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa;
  • Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Em caso de condenação, Cid deverá ter a pena suspensa devido ao acordo de delação premiada assinado com a Policia Federal (PF) durante as investigações. 

Bolsonaro

Na manifestação, o procurador-geral descreveu o papel do ex-presidente Jair Bolsonaro na trama golpista.

Segundo ele, Bolsonaro figura como líder da organização criminosa e foi o “principal articulador e maior beneficiário” das ações para tentar implantar um golpe de Estado no país em 2022.

Nas palavras de Gonet, o ex-presidente instrumentalizou o aparato estatal e operou em “esquema persistente” de ataque às instituições públicas e ao processo sucessório após o resultado das eleições presidenciais.

“Com o apoio de membros do alto escalão do governo e de setores estratégicos das Forças Armadas, mobilizou sistematicamente agentes, recursos e competências estatais, à revelia do interesse público, para propagar narrativas inverídicas, provocar a instabilidade social e defender medidas autoritárias”, disse o procurador.

Próximos passos

Com a apresentação da manifestação da PGR, começa a contar o prazo de 15 dias para que a defesa de Mauro Cid, delator na investigação, apresente suas alegações finais ao STF.

Em seguida, será a vez das defesas dos réus apresentarem suas alegações no mesmo prazo.

Após receber todas as manifestações, a data do julgamento será marcada pela Primeira Turma da Corte.

Nos bastidores do STF, a expectativa é de que o julgamento seja realizado em setembro deste ano.

Fonte: Agência Brasil

Deputados ingleses exigem imediato reconhecimento do Estado da Palestina

Na carta, os 60 parlamentares exigem a ruptura das relações comerciais com o regime de Israel

Mais de 60 deputados trabalhistas do Parlamento Britânico instaram o governo a reconhecer imediatamente o Estado da Palestina e a tomar medidas para impedir que Israel force o deslocamento dos palestinos da Faixa de Gaza.

Em carta ao Secretário de Relações Exteriores David Lammy, cujo conteúdo foi publicado pelo jornal The Guardian, os parlamentares pedem que o governo de Keir Starmer tome medidas imediatas contra o plano anunciado na semana passada pelo ministro de ‘Defesa’ israelense, Israel Katz, instruindo o exército a preparar um o estabelecimento de um campo de concentração nas ruínas de Rafah, cidade localizada no extremo sul da Faixa de Gaza, onde pretende confinar toda a população palestina.

“É com grande urgência e preocupação que nos dirigimos a você sobre o anúncio do ministro da Defesa israelense na segunda-feira passada sobre os planos de transferir à força todos os civis palestinos em Gaza para um campo na cidade em ruínas de Rafah, sem permitir que eles saiam”, diz a carta.

 “Os planos foram descritos por um renomado advogado israelense de direitos humanos, Michael Sfard, como ‘um plano operacional para crimes contra a humanidade. Trata-se de transferir a população para o extremo sul de Gaza em preparação para a deportação para fora da Faixa de Gaza’.  Embora seja uma descrição precisa, acreditamos que haja uma mais clara. A limpeza étnica de Gaza”, acrescentaram.

EXIGEM RECONHECIMENTO IMEDIATO DO ESTADO DA PALESTINA

A carta pede que o governo tome cinco medidas. O governo já está, em parte, implementando algumas delas, como o financiamento da agência da ONU para refugiados palestinos, a UNRWA.

Outras, no entanto, não têm aceitação pelas autoridades britânicas, incluindo a imposição de um bloqueio comercial aos assentamentos israelenses na Cisjordânia e o reconhecimento imediato do Estado palestino.

“Ao não reconhecer [a Palestina] como um Estado, minamos nossa própria política de Solução de Dois Estados e criamos a expectativa de que o status quo possa continuar e ver a efetiva eliminação dos palestinos e anexação do seu território”, alertaram os parlamentares.

O regime de Netanyahu estima, inicialmente, que 600 mil palestinos que estão lutando para sobreviver na área costeira de Mawasi, perto de Rafah, onde têm chegado nos últimos meses após serem transferidos à força de outras partes da região, serão deslocados para o que Katz chamou de “cidade humanitária”.

As informações da imprensa de Israel indicam que a construção da “cidade” começaria durante os 60 dias do cessar-fogo atualmente em negociação, mas sempre sabotado pela gangue no poder de Israel.

Katz descreveu seu macabro plano, segundo o qual, os palestinos seriam submetidos a uma triagem para garantir que não sejam membros de nenhum setor da resistência à invasão e que, uma vez dentro da “cidade” não teriam permissão para sair de lá, ou seja, ficariam presos. O plano de Katz prevê a transferência de iniciais 600 mil mas pretende chegar ao confinamento de todos os mais de 2 milhões de habitantes da Faixa.

Esta é a segunda vez nas últimas semanas que parlamentares trabalhistas escrevem a ministros pedindo que reconheçam a Palestina, mas é a primeira vez que se mostram dispostos a tornar seus nomes públicos.

O documento foi organizado pela corrente do Partido Trabalhista ‘Amigos da Palestina e do Oriente Médio’ e assinado por 59 parlamentares, incluindo os dois presidentes do grupo, Sarah Owen e Andrew Pakes. Outros signatários incluem Liam Byrne, que preside o comitê de negócios, e Tanmanjeet Singh Dhesi, bem como os deputados Stella Creasy, Clive Lewis, Diane Abbott e Dawn Butler.

Com o apoio dos EUA e da Europa, o exército genocida israelense continua a cometer crimes na Faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, resultando até esta segunda-feira (14) na morte de 58.386 civis palestinos, a maioria crianças e mulheres, e ferimentos em outros 139.077. Esta é uma avaliação preliminar, com milhares de vítimas ainda soterradas sob os escombros e nas ruas, sem possibilidade de serem alcançadas por ambulâncias e equipes de resgate.

Fonte: Hora do Povo

Brasil vai aderir à ação que acusa Israel em Haia de genocídio palestino

O Brasil vai se juntar oficialmente ao processo movido pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça (CIJ) da ONU, que acusa o Estado judeu de cometer genocídio contra civis palestinos na Faixa de Gaza. O governo brasileiro entrará como terceira parte na ação, conforme informações da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

A confirmação foi feita pelo chanceler Mauro Vieira durante entrevista à emissora Al Jazeera, no fim de semana da cúpula do Brics, no Rio de Janeiro. Questionado sobre a demora na adesão ao processo, Mauro Vieira afirmou: “Nós vamos. Estamos trabalhando nisso, e você terá essa boa notícia em muito pouco tempo”.

Segundo um diplomata, o Itamaraty entende que Israel “deixa claro que vai continuar desprezando a diplomacia, fazendo o que bem entende contra os civis palestinos”, não só em Gaza, mas também na Cisjordânia, “que nunca teve nada a ver com o Hamas”. Por isso, o governo brasileiro acredita que “chegou a hora” de agir em novas frentes.

A decisão tende a provocar reações do governo israelense e pode intensificar os ataques políticos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o governo Lula (PT).

Ainda na entrevista, o chanceler explicou que o Brasil vinha tentando mediar a paz: “Nós fizemos enormes esforços para chamar por negociações. Os últimos desenvolvimentos da guerra nos fizeram tomar a decisão de nos juntarmos à África do Sul na Corte Internacional”.

A ação sul-africana tramita desde 2022, mas ganhou novo fôlego após uma petição recente que acusa Israel de intensificar a violência e elevar o conflito a “uma nova e horrenda fase”. Israel nega que esteja violando leis internacionais.

O assessor especial da Presidência, Celso Amorim, também se manifestou. No início de julho, declarou que o governo Lula deve manter as relações diplomáticas com Israel em nível mínimo, rejeitar a indicação de um novo embaixador e até rever o acordo de livre comércio com o país, por conta das milhares de vítimas palestinas.

Fonte: DCM

Lula cresce nas pesquisas até entre bolsonaristas

Levantamentos internos do PL mostram avanço do presidente após embate com Trump e adoção do discurso “ricos contra pobres”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem registrado crescimento em sua popularidade não apenas nas pesquisas de opinião contratadas pelo Palácio do Planalto, mas também em levantamentos internos do Partido Liberal (PL), legenda comandada por Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pela coluna da jornalista Bela Megale, no jornal O Globo.

De acordo com o conteúdo publicado nesta segunda-feira (14), o presidente Lula obteve um crescimento de aproximadamente dois pontos percentuais no último mês nas pesquisas eleitorais estaduais que chegaram ao comando do PL. O avanço ocorre após a adoção, pelo governo federal, de uma retórica mais enfática contra a elite econômica, reforçada pelo discurso de “ricos contra pobres”, e pela resposta direta ao tarifaço implementado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu segundo mandato.

Efeito do tarifaço preocupa bolsonarismo

Segundo a reportagem de Bela Megale, a leitura predominante dentro do PL é de que esse crescimento de Lula tem um “teto” e que a tendência é que ele não ultrapasse variações modestas. O objetivo da cúpula bolsonarista é evitar pânico entre aliados e militantes da extrema-direita diante da reação positiva ao presidente.

Nos bastidores, contudo, o impacto político das medidas protecionistas de Trump é motivo de apreensão no PL. A dúvida que paira sobre os aliados de Bolsonaro é o quanto o tarifaço do presidente norte-americano pode repercutir negativamente na popularidade da direita no Brasil, já que Bolsonaro e seus correligionários sempre buscaram associação direta com Trump.

Lula ganha fôlego no momento de embates internacionais

A reação de Lula ao tarifaço, combinada à defesa da soberania brasileira e da justiça social, parece ter sido bem recebida em setores do eleitorado mais sensíveis a questões econômicas. O movimento pode fortalecer o presidente justamente em redutos onde tradicionalmente enfrenta mais resistência, incluindo bases eleitorais ligadas ao bolsonarismo.

O levantamento mencionado na reportagem evidencia que, mesmo entre eleitores que orbitam em torno da extrema-direita, o discurso de enfrentamento ao protecionismo internacional e de defesa dos interesses nacionais tem potencial de gerar dividendos políticos para Lula. Esse novo cenário abre um capítulo relevante para as próximas disputas eleitorais, pressionando a oposição a buscar novas estratégias de mobilização.

Fonte: Brasil 247

Trabalhadores em situação análoga à escravidão são resgatados em fazenda de café em MG

As vítimas tinham entre 25 e 61 anos e sofriam ameaças para não deixar a fazenda antes do fim da colheita de café

Uma operação do Ministério do Trabalho resgatou cinco homens em condições análogas à escravidão em uma fazenda de café de Santa Rita do Itueto, na região Leste de Minas Gerais. As vítimas tinham entre 25 e 61 anos. O resgate dos trabalhadores ocorreu nesta quinta-feira (10/7) e contou com o apoio da Polícia Militar (PMMG).

De acordo com o órgão, os homens trabalhavam sem registro em carteira e estavam alojados em um imóvel considerado insalubre, com infraestrutura precária e alimentação insuficiente. O grupo também não tinha acesso aos equipamentos de proteção individual (EPI) para a atividade. A operação foi realizada após a denúncia de um trabalhador que fugiu da propriedade cafeeira.

Este homem, conforme o Ministério do Trabalho, havia sido detido pela polícia pelo crime de furto. No entanto, durante depoimento aos militares, ele relatou a situação enfrentada no período em que esteve na fazenda. A denúncia foi encaminhada para a Justiça, que incentivou a operação. As equipes verificaram que os trabalhadores dormiam em colchões finos e sem roupas de cama, em um espaço com teto danificado, janelas frágeis e sem forro. A alimentação era à base de arroz e ovos.

“Temos recebido muitas denúncias de trabalhadores em condições análogas à escravidão neste período de colheita de café (entre maio e setembro), principalmente nas regiões Leste e Sul. O nosso esforço tem sido muito grande e outras operações serão feitas”, disse o superintendente regional do Ministério do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans. Conforme o superintendente, os trabalhadores disseram aos auditores que não poderiam deixar a fazenda antes do fim da colheita, pois eram ameaçados.

Durante a operação, foi constatado que os trabalhadores tinham valores devidos para receber, que foram quitados somente após a intervenção da fiscalização. Segundo o MPT-MG, o dono da propriedade reconheceu as más condições de trabalho e alegou não ter condições financeiras para arcar com as despesas de transporte e verbas rescisórias. O caso será encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF).

Fonte: O Tempo

TRAIDOR BRAZUCA

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 13 de Julho/ 2025

A cerca de 2000 anos atrás um homem achou interessante largar o cargo que ocupava e protagonizar a maior traição da história, pelo menos para os cristãos. Judas Iscariotes se licenciou do cargo de apóstolo e por 30 dólares, digo, 30 moedas de prata entregou Jesus Cristo aos romanos. Aqui no Brasil a traição também fez alguns nomes, entre o mais famoso está Silvério dos Reis. Poderia citar Domingos Callabar, mas muitos historiadores o cravam como herói, porém tem um que podemos afirmar e que nenhum historiador futuro vai poder chama-lo de herói.

Aqui nas terras tupiniquins contemporânea o tal do Silvério virou fichinha perto do Eduardo Bolsonaro, o Deputado licenciado nos EUA entregou o Brasil aos romanos americanos em troca de “30 moedas” para usa-las na compra da anistia do seu pai, o seu Jair, e demais membros da trama golpista do 08 de Janeiro. Eduardo Bolsonaro comemorou o feito dos EUA que taxará o nosso e o dele, o Brasil Varonil em 50% todos os produtos. O mais curioso nessa história é ouvir Trump afirmar em entrevista que o seu Jair é honesto e muito duro nas negociações. Oi? O ex Presidente só não escreveu o nome do Brasil com Z porque perdeu a eleição em 2022, pois se o resultado fosse diferente, nós estaríamos comendo no café da manhã, bacon, ovos e cerais, ao invés de macaxeira, charque e tapioca.

No meio do caminho tinha uma pedra nordestina e Lula evitou o pior, mas com as tarifas impostas pelo americano, Lula tem se mostrado firme e partiu para o enfrentamento ao Larajão do Norte em defesa das laranjas aqui do Sul, da carne, do peixe, dos ovos, da indústria, dos empregos, enfim da soberania do país como um todo.
O pior é ver bolsonaristas comemorando nas redes a invasão norte americana e pessoas influentes, como o Governador de São Paulo, balançar o rabo, se exibindo com um boné vermelho, que não é do MST, mas do MAGA, colocando toda a economia do estado de na berlinda. Judas traiu por 30 moedas, Tarcísio traiu por ideologia, burra claro!

Tentar entender o que ta acontecendo e vendo brasileiros festejarem a taxação é muito difícil numa Reflexão dominical, mas com certeza já conseguimos entender porque demorou tantos anos para a Terra de Vera Cruz conquistar sua Independência. Persiste na cabeça de muitos brasileiros que ser uma colônia é algo bom, que a submissão para o mais forte é evitar guerras e conflitos. Ainda bem que esse sentimento subalterno encontra resistência em diversos setores da sociedade.
Já vencemos os portugas, a laranja mecânica, agora a briga é com o Tio San e o vovô brasileiro já ta no fronte para enfrenta-lo.

Obs: Callabar foi absolvido 2018 num julgamento simbólico no Tribunal de Justiça da cidade de Porto Calvo em Alagoas.

Reflexões* Flávio Show 2025 , ano 05 – Edição 239

Israel mata mais 59 palestinos que buscavam alimentos em Gaza

Assassinatos de palestinos durante entrega de ajuda no campo de extermínio de Gaza tornou-se diário. 59 são notos em um único dia.

Pelo menos 31 palestinos foram mortos a tiros a caminho de um ponto de distribuição de ajuda na Faixa de Gaza neste sábado (12), enquanto ataques aéreos israelenses mataram pelo menos outros 28, incluindo quatro crianças, segundo autoridades hospitalares palestinas e testemunhas.

Não houve sinais de avanço nas negociações por um cessar-fogo após dois dias de reuniões entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Trump havia dito que estava próximo de um acordo entre Israel e o Hamas que poderia encerrar a guerra.

Os 31 palestinos baleados estavam a caminho de um ponto de distribuição operado pela organização americana Fundação Humanitária de Gaza, apoiada por Israel, próximo a Rafah, no sul da Faixa de Gaza, de acordo com fontes hospitalares e testemunhas.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou que seu hospital de campanha recebeu o maior número de mortos em mais de um ano de operação após os tiroteios, e que a grande maioria dos mais de 100 feridos apresentava ferimentos por arma de fogo.

Ataques aéreos em Deir al-Balah, no centro de Gaza, mataram 13 pessoas, incluindo as quatro crianças, segundo o Hospital Mártires de Al-Aqsa. Outras 15 pessoas foram mortas em Khan Younis, no sul, de acordo com o Hospital Nasser. As Forças de Defesa de Israel não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.

Intensos ataques aéreos continuaram na noite de sábado na região de Beit Hanoun, no norte da Faixa de Gaza.

Israelenses voltaram às ruas para protestar por um acordo de cessar-fogo. “A arrogância foi o que trouxe esse desastre sobre nós”, disse o ex-refém Eli Sharabi, referindo-se aos líderes israelenses.

Primeira tentativa de buscar comida termina em morte

A guerra, que já dura 21 meses, deixou grande parte da população de Gaza — mais de 2 milhões de pessoas — dependente de ajuda externa, enquanto especialistas em segurança alimentar alertam para o risco de fome. Israel bloqueou e depois restringiu a entrada de ajuda após o fim do último cessar-fogo, em março.

“Todos os feridos relataram que estavam tentando acessar pontos de distribuição de alimentos”, afirmou a Cruz Vermelha após os tiroteios próximos a Rafah, destacando a “frequência e escala alarmantes” desses incidentes com muitas vítimas.

O Exército de Israel afirmou que disparou tiros de advertência contra pessoas que, segundo eles, agiam de forma suspeita, para impedi-las de se aproximarem. Disse também que não tinha conhecimento de vítimas. A GHF declarou que nenhum incidente ocorreu próximo aos seus pontos de distribuição.

Abdullah al-Haddad contou que estava a cerca de 200 metros do ponto da GHF próximo à área de Shakoush quando um tanque israelense começou a disparar contra a multidão de palestinos.

“Estávamos juntos e eles atiraram em nós de uma vez”, disse ele, contorcendo-se de dor por causa de um ferimento na perna, no Hospital Nasser.

Mohammed Jamal al-Sahloo, outra testemunha, disse que os militares israelenses haviam ordenado que eles se dirigissem ao local quando os disparos começaram.

Sumaya al-Sha’er teve o filho de 17 anos, Nasir, morto, segundo autoridades hospitalares

“Ele me disse: ‘Mãe, você está sem farinha e hoje eu vou buscar farinha para você. Mesmo que eu morra, vou trazer’”, contou ela. “Mas ele nunca voltou para casa.”

Até então, ela havia impedido o filho de ir aos pontos da GHF por considerar a situação perigosa demais.

Testemunhas, autoridades de saúde e representantes da ONU afirmam que centenas de pessoas foram mortas por disparos israelenses enquanto se dirigiam aos pontos de distribuição da GHF, localizados em zonas militares proibidas à imprensa independente. O exército reconheceu que dispara tiros de advertência contra palestinos que, segundo eles, se aproximam de forma suspeita.

A GHF nega qualquer violência em seus pontos de distribuição. No entanto, dois contratados da fundação disseram à Associated Press que colegas atiraram com munição real e lançaram bombas de efeito moral contra palestinos que buscavam comida, alegações negadas pela organização.

Paralelamente, a ONU e grupos de ajuda humanitária afirmam que enfrentam dificuldades para distribuir assistência devido a restrições militares israelenses e à quebra da ordem pública, que resultou em saques generalizados.

Nesta semana, pela primeira vez em 130 dias, entrou combustível em Gaza — 150 mil litros —, segundo comunicado conjunto de agências da ONU, que classificaram a quantidade como pequena diante da necessidade de garantir “a sobrevivência em Gaza”. O combustível alimenta hospitais, sistemas de água, transporte e mais.

Militantes liderados pelo Hamas mataram cerca de 1.200 pessoas no ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, que desencadeou a guerra, e sequestraram 251 pessoas. O Hamas ainda mantém cerca de 50 reféns, dos quais pelo menos 20 ainda estariam vivos.

A ofensiva de retaliação de Israel já matou mais de 57.800 palestinos — mais da metade mulheres e crianças —, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza. O ministério, controlado pelo Hamas, não diferencia civis de combatentes nas estatísticas. A ONU e outras organizações internacionais consideram esses números como as estimativas mais confiáveis de vítimas da guerra.

Palestino-americano é morto na Cisjordânia

Amigos e familiares prestaram homenagens um dia após a morte do palestino-americano Seifeddin Musalat e de seu amigo local Mohammed al-Shalabi, na Cisjordânia ocupada por Israel, segundo o Ministério da Saúde palestino.

Musalat foi espancado até a morte por colonos israelenses em terras da família, disse sua prima Diana Halum a repórteres. Os colonos então impediram que os paramédicos chegassem até ele, afirmou.

Nascido na Flórida, Musalat estava visitando a casa da família. Seus parentes querem que o Departamento de Estado dos EUA investigue sua morte e responsabilize os colonos. O departamento disse estar ciente das informações sobre sua morte, mas não comentou, em respeito à família.

Uma testemunha, que pediu anonimato por medo de retaliação, afirmou que os colonos invadiram as terras palestinas e “começaram a atirar contra nós, bater com bastões e jogar pedras”.

O Exército de Israel disse que palestinos haviam atirado pedras contra israelenses na região na sexta-feira, ferindo levemente duas pessoas e provocando um confronto maior.

Palestinos e organizações de direitos humanos há muito acusam o exército israelense de ignorar a violência cometida por colonos — que aumentou, assim como os ataques palestinos e as incursões militares israelenses — desde o início da guerra em Gaza.

Fonte: G1

Brasil retoma fabricação nacional de insulina após 20 anos

O Ministério da Saúde recebeu, nesta sexta-feira, 11, o primeiro lote de insulinas produzidas por meio do programa Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que faz parte da Estratégia Nacional para o Desenvolvimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O país voltará a fabricar o medicamento 100% nacional, por meio de transferência da tecnologia da farmacêutica indiana Wockhardt, com base em um acordo com o laboratório público Fundação Ezequiel Dias (Funed) e com a empresa brasileira Biomm.

O ministro Alexandre Padilha participou do evento de entrega do lote com 207.385 mil unidades do medicamento, sendo 67.317 frascos de insulina regular e 140.068 de insulina NPH, na fábrica da Biomm, em Nova Lima (MG).

“Depois de mais de duas décadas sem produzir insulina humana, o Brasil retoma essa fabricação para ser entregue ao Sistema Único de Saúde e contribuir com a saúde da população”, destacou Padilha. “É o Brics acontecendo na realidade, mudando a vida da população brasileira e gerando emprego, renda e tecnologia aqui em Minas Gerais”, acrescentou, em referência ao bloco econômico que reúne grandes países do chamado Sul Global, incluindo a Índia, país que viabilizou a parceria.  

Segundo a pasta, após a transferência total da tecnologia, o Brasil produzirá 50% da demanda relacionada às insulinas NPH e regular no SUS.

“Uma iniciativa como essa traz segurança aos pacientes de que, independentemente de qualquer crise — como a que vivemos durante a pandemia —, o país tem soberania na produção desse medicamento tão importante. Cerca de 10% da população brasileira tem diabetes, e parte dessas pessoas precisa usar insulina. Isso garante tranquilidade, segurança e estabilidade tanto para o SUS quanto para os cidadãos que dependem do medicamento”, reforçou Padilha.

A iniciativa conta com investimentos de R$ 142 milhões na aquisição da tecnologia, e cerca de 350 mil pessoas com diabetes serão beneficiadas. Os contratos preveem a entrega para a rede pública de 8,01 milhões de unidades de insulina, entre frascos e canetas, em 2025 e 2026.  

A partir da aquisição inicial, de acordo com o Ministério da Saúde, terá início o processo de transferência de tecnologia, conforme previsto nas diretrizes da PDP. Ao final da transferência, a produção do medicamento será totalmente brasileira, com a Funed e a Biomm capacitadas para fabricar o medicamento no país e abastecer o SUS de forma autônoma.  

Nas PDPs, instituições públicas e empresas privadas compartilham responsabilidades para a produção nacional do insumo farmacêutico ativo (IFA) e do produto objeto de PDP, em um processo de transferência de tecnologia reversa. A transferência é efetivada por meio de etapas que incluem a realização de embalagens, controle de qualidade dos insumos, produção do produto acabado e do Insumo Farmacêutico Ativo no Brasil, possibilitando, assim, a produção local do medicamento que será fornecido ao SUS.  

Tratamento no SUS

O SUS oferece assistência integral às pessoas com diabetes, desde o diagnóstico até o tratamento adequado, de acordo com o quadro clínico de cada paciente. A porta de entrada para o cuidado é a Atenção Primária à Saúde, que realiza o acompanhamento contínuo por meio de equipes multiprofissionais. Atualmente, são ofertados quatro tipos de insulinas: insulinas humanas NPH e regular e insulinas análogas de ação rápida e prolongada, além de medicamentos orais e injetável para diabetes mellitus. 

Fonte: Agência Brasil

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