Bolsonaro terá que usar tornozeleira após operação da PF

Jair Bolsonaro será monitorado 24h após operação da PF em sua casa. Proibições incluem uso de redes sociais e comunicação com diplomatas.

Agentes da PF realizaram operação na casa do ex-presidente, que passará a ser monitorado 24h por dia. Bolsonaro também foi proibido de usar redes sociais e se comunicar com diplomatas estrangeiros.

A Polícia Federal realizou nesta sexta-feira uma operação na residência de Jair Bolsonaro, em Brasília, e em endereços ligados ao Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente.

O mandado foi expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o diário conservador paulistano Folha de S.Paulo, o tribunal determinou que o ex-presidente terá a partir de agora que usar tornozeleira eletrônica e passará a ser monitorado 24 horas por dia. Ele também não poderá acessar redes sociais.

Bolsonaro foi levado à PF para que o aparelho fosse colocado em seu tornozelo.

De acordo com a ordem, Bolsonaro também terá de permanecer em casa entre 19h e 7h da manhã. Ele também foi proibido de se comunicar com embaixadores e diplomatas estrangeiros, bem como outros réus e investigados pelo Supremo.

Segundo o jornal, as ordens cautelares do STF foram motivadas pela possibilidade de Bolsonaro fugir do país e pedir asilo ao governo dos Estados Unidos.

Bolsonaro suspeito de obstrução de Justiça

Ao emitir a ordem, o ministro do STF Alexandre de Moraes atendeu a uma representação da PF que teve parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Segundo avaliação da PF, Bolsonaro tem atuado para dificultar o julgamento do processo no qual é réu por tentativa de golpe e tem protagonizado iniciativas que caracterizam os crimes de coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania do país.

Ação ocorre em meio a crise diplomática entre EUA e Brasil

A ação da PF e a ordem cautelar contra o ex-presidente ocorrem na esteira de uma crise diplomática entre os EUA e o Brasil, que teve como estopim a imposição de um tarifaço pelo presidente Donald Trump, um aliado de Bolsonaro, e a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil.

Entre as justificativas elencadas por Trump está a situação legal de Bolsonaro, que segundo o americano estaria sendo vítima de uma “caça às bruxas”.

As medidas da Casa Branca foram comemoradas à época do anúncio, em 9 de julho, pelo deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está desde março nos EUA e tem feito lobby junto a políticos americanos em favor do pai.

O tarifaço, porém, repercutiu mal até mesmo entre setores da direita e dividiu expoentes do bolsonarismo, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Em entrevistas recentes, Jair Bolsonaro mencionou a intenção de reaver seu passaporte para ir até os EUA “conversar” com Trump e reverter as tarifas, alegando que tal medida nunca teria sido imposta caso ele fosse o presidente.

Na noite de quinta-feira, Trump, divulgou ainda uma carta ao ex-presidente Jair Bolsonaro na qual reiterou seu apoio diante do que chamou de “terrível tratamento” que, em sua opinião, ele está recebendo da Justiça brasileira.

Trump também ressaltou o desejo de que a ação penal contra Bolsonaro pela acusação de tramar um golpe de Estado acabe “imediatamente”. O governo Lula classificou as ações de Trump como “chantagem”.

Fonte: Correio do Brasil

Hugo Motta e bolsonaristas metem a mão e tiram R$ 30 bi da saúde e educação para dar a ruralistas

Após darem aval ao PL da Devastação Ambiental, Centrão e bolsonaristas aprovam PL que tira R$ 30 bi do Fundo do Pré-Sal e entrega para ruralistas pagarem dívidas. Lula vetou aumento de deputados

Além de aprovar às escuras o Projeto de Lei 2.159/2021, classificado por ambientalistas como “PL da Devastação”, a horda parlamentar aprovou o Projeto de Lei 5122/23, que tira R$ 30 bilhões da saúde, educação e meio ambiente para entregar para ruralistas pagarem dívidas.

A votação da medida foi articulada nos bastidores entre Centrão, bancada ruralista e bolsonaristas para vingar o veto de Lula ao projeto que aumentava o número de deputados de 513 para 531. 

O veto de Lula foi publicado na edição desta quinta-feira do Diário Oficial da União e justifica que “ao prever a ampliação do número de parlamentares, a medida acarreta aumento de despesas obrigatórias, sem a completa estimativa de impacto orçamentário, de previsão de fonte orçamentária e de medidas de compensação, onerando não apenas a União, mas também entes federativos”, em relação ao efeito cascata que criaria nas Assembleias Legislativas.

No entanto, antes da oficialização do veto, Motta, a bancada ruralista e os bolsonaristas aprovaram o projeto de lei de autoria do eputado Domingos Neto (PSD-CE), relatado por Afonso Hamm (PP-RS), que tira R$ 30 bilhões do Fundo Social do Pré-Sal que será disponibilizado como crédito para os ruralistas pagarem dívidas.

O Fundo Social (FS) do Pré-Sal foi criado no governo Dilma Rousseff para receber recursos da União obtidos com os direitos pela exploração do petróleo para projetos e programas em diversas áreas como educação, saúde pública, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Segundo o projeto aprovado pela Câmara, poderão ser utilizadas receitas correntes do Fundo Social dos anos de 2025 e 2026 e superávit financeiro (resultado de aplicações dos recursos, por exemplo) dos anos de 2024 e 2025, impactando diretamente nas contas públicas.

O projeto aprovado destina R$ 30 bilhões o total de recursos do fundo que poderão ser utilizados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e bancos por ele habilitados na concessão de financiamento aos produtores rurais para a quitação de operações de crédito rural e de Cédulas de Produto Rural.

Na justificativa ao plenário, o deputado do PP que relatou o projeto, afirmou que o projeto visa “restaurar a capacidade produtiva dos agricultores brasileiros, assegurar a continuidade da produção de alimentos e fortalecer a resiliência do País frente aos crescentes desafios impostos pelas mudanças climáticas”, citando o caso ocorrido no Rio Grande do Sul, seu estado.

Na prática, o projeto habilita os bancos públicos, capitaneados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES), a emprestarem o dinheiro aos ruralistas e assumirem os riscos das operações, incluído o risco de crédito (calote do devedor). Os juros serão de no máximo 7,5% ao ano, com prazo de pagamento de 10 anos.

Poderão ser quitados com o novo financiamento os débitos relativos a operações de crédito rural, vencidas ou a vencer, renegociadas ou não, contratadas até 30 de junho de 2025.

Entram também Cédulas de Produto Rural, renegociadas ou não, emitidas até 30 de junho de 2025 emitidas em favor de instituições financeiras, cooperativas de produção, fornecedores de insumos ou compradores da produção, desde que registradas ou depositadas em entidade autorizada pelo Banco Central a exercer a atividade de registro ou de depósito centralizado de ativos financeiros ou de valores mobiliários.

De igual forma, se o produtor contraiu novo empréstimo para quitar os anteriores, essa nova dívida também poderá ser quitada com os recursos previstos no projeto.

Fonte: Pensar Piauí

PL da Devastação: MST denuncia ‘crime ambiental articulado’ e pressiona por veto de Lula

Para coordenadora do MST, medida é um dos maiores retrocessos ambientais desde a ditadura militar

A aprovação do Projeto de Lei 2.159/2021, apelidado de “PL da Devastação”, trouxe ainda mais preocupação para os movimentos populares. Para o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a medida significa um dos maiores retrocessos ambientais desde a ditadura militar. A proposta, que desmonta o atual sistema de licenciamento ambiental, foi aprovada na Câmara dos Deputados na madrugada desta quinta-feira (17).

“Isso já mostra um pouco de como os interesses, especialmente do agronegócio, das grandes empresas transnacionais, até brasileiras, que estão interessadas em continuar promovendo seus crimes ambientais e não serem punidas, como elas estão muito bem articuladas nesse espaço que é o Congresso anticorpo”, afirma Renata Menezes, da coordenação nacional do MST, em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

O movimento cobra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vete integralmente o projeto. “A avaliação do MST é que precisamos construir mecanismos de mobilização e pressão para que essa proposta seja vetada. E isso, com certeza, contando com o poder de veto do presidente Lula, mas fundamentalmente sustentado a partir das mobilizações populares”, pontua Menezes.

A dirigente também ressalta que, caso o veto presidencial não aconteça ou seja apenas parcial, os movimentos populares estão dispostos a judicializar o caso. “Temos que usar todas as ferramentas que já vêm sendo utilizadas. São mais de 350 organizações que já alertaram que este PL tem sérios impactos. Essa proposta é um retrocesso, inclusive, um dos maiores desde a ditadura empresarial militar”, declara.

https://youtube.com/watch?v=alZHmjTi-Es%3Ffeature%3Doembed

Criminalização da luta pela terra

Outro motivo de preocupação para o MST é o avanço do PL 8262/2017, que autoriza o uso da força policial para reintegrações de posse sem decisão judicial. Menezes classifica o projeto como um ataque direto aos povos do campo. “Busca formas de criminalização dos povos que lutam pela terra, não só o MST, mas indígenas, quilombolas. É a forma de criminalizar, mas também de avançar com a violência no campo e, portanto, aumentar os assassinatos de povos camponeses, indígenas, quilombolas, ribeirinhas, povos de comunidades tradicionais do campo, das águas e das florestas”, lamenta.

Para o movimento, os retrocessos fazem parte de uma reação da bancada ruralista após a derrota da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MST, em 2023. “É essa articulação, tentativa de retomada do campo bolsonarista, em grande medida, da bancada ruralista, para se posicionarem depois de terem sofrido essa derrota, e depois essa crise”, acusa.

Questionada sobre as perspectivas de uma reforma agrária efetiva, Menezes aponta um contexto político adverso. “A reforma agrária, nesse momento, tem um papel estratégico, estrutural, de projeto de país fundamental, mas que, permanentemente, é alvo dessa disputa de interesses de classe.” Segundo ela, a correlação de forças no Congresso, que considera “extremamente favorável aos interesses do agronegócio”, continua bloqueando avanços.

Apesar de reconhecer o papel do governo Lula na reconstrução da democracia, a coordenadora nacional do MST afirma que o movimento manterá sua postura crítica e autônoma. “Gostaríamos que o Estado brasileiro tivesse um papel mais contundente e o presidente Lula assumisse um papel mais protagonista na efetivação da reforma agrária”, diz.

Fonte: Brasil de Fato

17 de julho: há 28 anos o povo derrubava o governador Suruagy

No dia 17 de julho de 1997, os policiais civis e militares, os servidores públicos e os movimentos sociais de Alagoas derrubaram o privatista e corrupto governador Divaldo Suruagy (MDB). Naquela época, os servidores públicos estaduais se encontravam com até 10 meses de salários atrasados e os serviços públicos destroçados.

Suruagy seguia a orientação política do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que visava privatizar tudo. Além do atraso nos salários, Suruagy privatizou empresas públicas, fez operações ilícitas com letras do tesouro estadual e com o Programa de Demissão Voluntária, demitiu mais de 20 mil servidores.

A luta das entidades representativas dos servidores públicos estaduais ganha força quando os policiais civis e militares decidem se unir ao movimento unificado, criando um grande movimento de enfrentamento ao governador Divaldo Suruagy.

No dia 17 de Julho de 1997, ocorre então, um dos fatos mais importantes da história de Alagoas e do Brasil, onde mais de 10 mil manifestantes cercam a Praça Dom Pedro II. Depois de um tiroteio em frente a Assembleia Legislativa, onde policiais rebelados enfrentaram soldados do Exército, Suruagy foi obrigado a deixar o cargo de governador.

Relembrar esse fato histórico e tirar seus ensinamentos é preciso, principapmente nesse tempo onde os golpistas tentam voltar ao poder central, e em Alagoas, o governador Paulo Dantas, representante das elites tradicionais não atende as reivindicações dos trabalhadores da educação e da saúde e acelera um processo de precarização nos serviços públicos e de endividamento do Estado.

Para mais informações sobre esse importante fato, recomendamos a leitura do livro O Levante de 1997: policiais civis e militares na derrubada do governador Divaldo Suruagy, de Luiz Gomes da Rocha, editora Eduneal e o documentário produzido em 1997 pelo Sindpol e o Sindicato dos Radialistas de São Paulo sobre a derrubada de Suruagy, que pode ser assistido pelo link abaixo:

www.youtube.com/watch?v=3vvcfkbnzyE&t=201s

Motta e Alcolumbre enterram anistia e chutam Bolsonaro

Líderes do Congresso se unem a Alckmin contra tarifaço dos EUA e ignoram pedidos de perdão da extrema direita

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmaram nesta quarta-feira (16) que o Congresso está unido em defesa da soberania brasileira contra as tarifas de 50% impostas pelo governo dos Estados Unidos, escanteando de vez o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus pedidos por anista. A declaração foi feita após reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).

Em vídeo divulgado à imprensa, Alcolumbre classificou as medidas estadunidenses como uma “agressão” e afirmou que a Casa Legislativa está pronta para apoiar o governo na reação. “O Parlamento brasileiro está unido em torno da defesa dos interesses nacionais. Temos a compreensão, Câmara e Senado, que vamos defender a soberania nacional, os empregos dos brasileiros, os empresários brasileiros”, disse.

O presidente do Senado destacou ainda que a resposta brasileira deve ser liderada pelo Poder Executivo, elogiando o presidente Lula (PT) por ter designado Alckmin para coordenar a reação: “Vejo nesse momento de agressão ao Brasil e aos brasileiros, isso não é correto. E temos que ter firmeza, resiliência, e tratar com serenidade essa reação”.

Lei da Reciprocidade como instrumento

Hugo Motta ressaltou que a Câmara está pronta para apoiar as medidas do governo, citando a recente aprovação da Lei da Reciprocidade Econômica como exemplo de ação conjunta.

“Aqui temos mais um momento de unidade nacional, em proteção à nossa indústria, nossos empregos e relações diplomáticas com os demais países”, afirmou.

O presidente da Câmara foi enfático ao defender a soberania nacional: “Não tenho a menor dúvida de que hoje a nossa população entende que o Brasil não pode ser levado a situações em que decisões externas venham a interferir na nossa soberania. Brasil hoje tem uma importância muito grande no cenário mundial”.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que coordena a resposta do governo às tarifas estadunidenses, reiterou as críticas à decisão de Trump: “Na questão comercial entendemos que há equívocos do governo dos Estados Unidos, porque tem superávit na balança comercial. É inadequado, injusto e vamos trabalhar juntos para reverter”.

A posição da cúpula do Congresso aprofunda o isolamento político do ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, que vinham defendendo a anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro como condição para reverter as tarifas. Nem Alcolumbre nem Motta mencionaram o tema durante as declarações.

Fonte: DCM

Eduardo Bolsonaro ameaça o Brasil com ‘bomba nuclear’ dos EUA sobre o mercado financeiro

Em mais um gesto de traição, deputado ameaça o país com nova agressão de Trump e diz que impedirá negociações entre Brasil e EUA

O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a intensificar a pressão sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo brasileiro em defesa de uma anistia a Jair Bolsonaro (PL). Segundo o Infomoney, em uma postagem feita nesta quarta-feira (16), ele apelou a uma retórica extrema e afirmou que, caso não haja avanço na pauta, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode adotar novas medidas de retaliação contra o Brasil — ou, como escreveu, “jogar uma bomba nuclear” no país.

A expressão foi usada em tom metafórico, referindo-se a possíveis sanções adicionais por parte dos Estados Unidos. Atualmente, já está prevista a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, com início marcado para 1º de agosto, conforme anunciado pela Casa Branca. A decisão, segundo Washington, é uma resposta aos processos que Bolsonaro enfrenta por tentativa de golpe de Estado.Play Video

“Não. Presidente Donald Trump não jogou uma bomba nuclear no Brasil — ainda”, escreveu Eduardo nas redes sociais, ao divulgar um vídeo do comentarista bolsonarista Paulo Figueiredo, neto do ex-ditador João Figueiredo e aliado da extrema direita nos EUA.

No vídeo, Paulo Figueiredo afirma que ele e Eduardo Bolsonaro estariam empenhados em impedir qualquer tentativa de negociação nos EUA que não envolva uma “anistia ampla, geral e irrestrita” ao ex-presidente. “Com a diferença de que um é filho do ex-presidente e o outro já goza de uma enorme credibilidade aqui dentro”, disse Figueiredo, referindo-se a si mesmo.

Ainda de acordo com a reportagem, ele também afirma que os dois estariam reunidos com representantes do Departamento de Estado dos EUA: “Assumindo que a nossa agenda ocorra como o planejado, nós estamos neste momento dentro do Departamento de Estado em reunião. Com o alto escalão. Que, aliás, nos convidou”, declarou, sem apresentar comprovação ou detalhes.

As declarações de Eduardo Bolsonaro ocorrem no momento em que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) busca reaproximação com autoridades estadunidenses e líderes empresariais, numa tentativa de suavizar os impactos econômicos da nova taxação imposta por Trump. As articulações são lideradas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Nos bastidores, a iniciativa do filho do ex-mandatário é interpretada como um movimento para sabotar qualquer solução institucional para o impasse comercial. Ao atrelar a crise tarifária à pauta da anistia, Eduardo transforma um problema diplomático em instrumento de pressão política sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Planalto.

A estratégia também busca manter coesão entre os apoiadores mais fiéis do bolsonarismo, em meio ao crescente isolamento político do ex-mandatário. Ao se posicionar como ponte com Trump e influenciadores da extrema direita estadunidense, Eduardo tenta projetar protagonismo internacional e pavimentar seu caminho para a disputa presidencial de 2026.

Fonte: Brasil 247

Israel usa gás e mata 15 palestinos por asfixia em distribuição de ajuda em Gaza

Pelo menos 21 pessoas morreram em um centro de distribuição de ajuda humanitária em Khan Younis, no Sul da Faixa de Gaza, nesta quarta-feira, 16 de julho de 2025. Destas, 15 óbitos foram causados por asfixia devido ao gás lacrimogênio disparado contra palestinos que buscavam comida. O Ministério da Saúde do território informou o ocorrido.

“Pela primeira vez, foram registradas mortes por asfixia e pela intensa debandada de cidadãos nos centros de distribuição de ajuda”, declarou o Ministério da Saúde de Gaza. Eles acusaram o exército israelense e os Estados Unidos de cometerem “deliberadamente” “massacres contra o povo faminto de forma sistemática”.

Causas das Mortes e Acusações

A Fundação Humanitária de Gaza (GHF), que gerencia o centro, havia anunciado que pelo menos 19 vítimas foram pisoteadas e uma foi esfaqueada. Isso ocorreu “na sequência de uma debandada caótica e perigosa, impulsionada por agitadores na multidão”. A fundação acrescentou ter “razões plausíveis para acreditar” que a agitação foi provocada por elementos afiliados ao Hamas.

No final de maio, Israel levantou o bloqueio de dois meses imposto à Faixa de Gaza. Desde 26 de maio, a distribuição de ajuda, antes liderada pelas Nações Unidas, foi confiada à GHF. Esta é uma organização apoiada pelos Estados Unidos e por Israel.

Críticas à Fundação Humanitária de Gaza (GHF)

A ONU e as principais organizações humanitárias se recusam a trabalhar com a GHF. Elas alegam que a fundação serve a objetivos militares israelenses e viola princípios humanitários básicos. As Nações Unidas classificaram o modelo de ajuda da GHF como “inerentemente inseguro” e descrevem os locais de distribuição como “armadilhas mortais” devido aos constantes relatos de violência.

Desde que a GHF começou a operar, há relatos quase diários de palestinos mortos enquanto buscavam ajuda. Testemunhas afirmam que a maioria foi baleada pelas forças israelenses. O gabinete de direitos humanos das Nações Unidas registrou pelo menos 875 mortes nas últimas seis semanas perto de locais de distribuição de ajuda humanitária em Gaza, a maioria próxima aos pontos da GHF.

Até hoje, a GHF negava qualquer incidente mortal perto de seus locais de distribuição. A fundação acusava a ONU de usar números “falsos e enganosos” do Ministério da Saúde de Gaza, administrado pelo Hamas.

Os centros de distribuição se tornaram uma das poucas vias para a população de Gaza conseguir alimentos. Contudo, muitos saem de mãos vazias, pois a comida disponível é insuficiente. A GHF afirma ter distribuído mais de 1,2 milhões de embalagens com alimentos desde 27 de maio. Cada caixa, segundo a organização, alimenta 5,5 pessoas por três dias e meio. Isso significaria que, em mais de um mês e meio, a organização teria abastecido cerca de 218.500 pessoas de uma população de 2,1 milhões.

Fonte: MSN

Empresários americanos pressionam Trump por fim de tarifa contra Brasil

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ganhou um aliado de peso na luta contra as taxas anunciadas pelos EUA contra o Brasil. A maior entidade de empresários do mundo — a Câmara de Comércio dos Estados Unidos — se une à AmCham Brasil (Câmara Americana de Comércio no Brasil) para pedir o fim das tarifas de 50% e podem ser aplicadas a partir de 1º de agosto.

“A Câmara dos Estados Unidos e a AmCham Brasil conclamam os governos dos Estados Unidos e do Brasil a se engajarem em negociações de alto nível para evitar a implementação de tarifas prejudiciais”, afirma uma nota conjunta, emitida nesta terça-feira em Washington.

A Câmara de Comércio dos EUA tem hoje quase 3 milhões de associados e é um dos principais grupos de lobby do setor privado no país.

O gesto demonstra o mal-estar causado pela atitude de Trump contra o Brasil e a preocupação de setores que poderão ser prejudicados. A carta ainda é publicada no dia em que se revela que a taxa de inflação volta a subir nos EUA.

“A imposição de tais medidas em resposta a tensões políticas mais amplas corre o risco de infligir danos reais a uma das relações econômicas mais importantes dos Estados Unidos e estabelece um precedente preocupante”, afirmam os empresários americanos.

Segundo eles, mais de 6.500 pequenas empresas nos EUA dependem de produtos importados do Brasil, enquanto 3.900 empresas americanas investem no país.

“O Brasil é um dos 10 principais mercados para as exportações dos EUA e o destino de quase US$ 60 bilhões em bens e serviços dos EUA todos os anos”, afirmam.

“Uma relação comercial estável e produtiva entre as duas maiores economias do hemisfério beneficia os consumidores e sustenta empregos e a prosperidade mútua. A Câmara dos EUA e a AmCham Brasil estão prontas para apoiar os esforços que conduzam a uma solução negociada, pragmática e construtiva — uma solução que evite a escalada e garanta um comércio contínuo e mutuamente benéfico”, indicam.

A Câmara de Comércio dos EUA é a maior organização empresarial do mundo, representando empresas de todos os tamanhos em todos os setores da economia.

Com mais de cem anos, seus membros vão desde as pequenas empresas e câmaras de comércio locais que se alinham nas Main Streets dos Estados Unidos até as principais associações industriais e grandes corporações.

Fonte: Uol

Aprovação de Lula cresce e chega a 49,7% após tarifaço de Trump, diz AtlasIntel

A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a crescer e alcançou 49,7%, segundo nova pesquisa Atlas-Bloomberg divulgada nesta terça-feira (15). A desaprovação caiu para 50,3%, o que representa um empate técnico entre os dois índices e indica a continuidade da tendência de recuperação da imagem presidencial iniciada nos últimos meses. A sondagem mostra o maior nível de aprovação desde outubro de 2024, antes do período de queda.

A avaliação geral do governo Lula também apresentou melhora. O índice de ótimo ou bom subiu para 43,4% (+1,8 pontos percentuais), enquanto a avaliação negativa (ruim ou péssimo) recuou para 49,4% (-1,8 p.p.). A parcela que considera o governo regular ficou em 7,2%. Pela primeira vez desde abril, as avaliações negativas deixaram de ser amplamente majoritárias.

De acordo com o levantamento, parte dessa melhora está relacionada à percepção da população sobre a resposta do governo brasileiro às tarifas comerciais anunciadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra produtos do Brasil. Para 45% dos entrevistados, a reação do governo foi adequada. Já 27,5% consideram que houve excesso, enquanto 25% avaliam que a resposta foi fraca.

Outro dado relevante da pesquisa diz respeito à confiança na capacidade de negociação do governo. Para 48% dos entrevistados, a administração Lula será capaz de firmar um acordo com os Estados Unidos que reduza as tarifas impostas por Trump. Esse otimismo contribui para a percepção de que o Planalto tem conduzido com competência a crise comercial.

Fonte: Brasil 247

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