Líder de igreja em Catalão é preso por estupro de crianças e adolescentes

O influenciador e líder de jovens de uma igreja em Catalão, Elias Pires Monteiro, de 39 anos, foi preso preventivamente na última terça-feira, 31, suspeito de estupro de vulnerável. A investigação aponta que ele teria abusado de crianças e adolescentes utilizando sua posição de liderança religiosa para se aproximar das vítimas e conquistar a confiança delas. Até o momento, pelo menos 10 denúncias já foram registradas na Polícia Civil.

Entre os relatos, um adolescente que tinha 13 anos na época afirmou ter sido abusado perto de um cemitério e também na casa de Elias. Em outro relato, uma jovem de 14 anos contou que foi chamada até a residência de Elias sob o pretexto de resolver questões ligadas à igreja. No local, segundo o depoimento, ele trancou o ambiente, cometeu o estupro e, em seguida, a ameaçou.

De acordo com a 2ª Delegacia Distrital de Catalão (DDP), o suspeito se aproveitava de sua liderança para criar vínculos com as vítimas. A partir dessa aproximação, ele iniciava contatos por meio de redes sociais e mensagens, avançando para conversas íntimas e, posteriormente, para encontros presenciais.

Durante o cumprimento do mandado, policiais apreenderam o celular e outros objetos na casa de Elias Monteiro. A análise pericial identificou vídeos, fotografias e conversas de cunho sexual envolvendo as vítimas menores de idade.

Segundo a Polícia Civil, os depoimentos indicam um padrão de atuação marcado por aliciamento, manipulação psicológica e abuso de confiança. Todas as vítimas identificadas até agora eram menores de idade na época dos fatos. A foto de Elias Monteiro está sendo divulgada para que outras possíveis vítimas possam denunciá-lo.

Fonte: Jornal Opção

Trabalhadora é ameaçada de morte por monitor militar dentro de escola no Paraná

Ameaça aconteceu dentro da escola e na presença de estudantes. O caso ocorre em meio a denúncias crescentes sobre o aumento da violência nas escolas cívico-militares.

Uma trabalhadora da área de serviços gerais do Colégio Estadual Cívico-Militar Jardim Maracanã, em Toledo (oeste do Paraná), foi ameaçada com uma arma de fogo dentro da escola no dia 17 de março de 2026 por um monitor militar da unidade identificado como Alcebiades Vieira, que também é envolvido em outros casos de ameaças a alunos.

De acordo com o relato da trabalhadora no termo de testemunha, a ameaça foi durante a entrada dos estudantes no colégio, quando os portões ainda estavam trancados. O agressor perguntou sobre o portão fechado e a trabalhadora afirmou não estar com a chave. Nisso, o agressor afirmou que iria estourar o cadeado com um tiro. A trabalhadora tentou mediar a situação e Alcebiades sacou uma arma, apontou para o rosto da funcionária e a ameaçou de morte, além de proferir ofensas como “bruxa” e “velha”. Os estudantes presenciaram toda a ação. A trabalhadora procurou ajuda médica por crise de ansiedade devido à situação traumática, e se afastou de suas funções por recomendação médica.

Após o ocorrido, o Sindicato dos professores e funcionários escolares de Toledo (APP) protocolou à Secretaria de Estado da Educação do Paraná (SEED) um pedido de afastamento imediato do monitor e a abertura de procedimento administrativo para apuração dos fatos. Em nota, a SEED afirmou que ao tomar conhecimento da situação, desligou o militar do programa Colégios Cívicos-Militares do Paraná. 

Crescem as denúncias em meio à militarização reacionária das escolas

Diante a militarização reacionária das escolas no Paraná, crescem cada vez mais as denúncias sobre todo tipo de abuso cometido pelos militares, que em geral, recebem punições leves como afastamento remunerado, e que raramente são julgados e condenados por seus crimes — e ainda muitos saem impunes. Em Curitiba, 9 alunas de 11 à 13 anos denunciaram um militar por abuso sexual em 2023, o abusador só foi afastado, quase dois anos depois.

Desde a expansão dos colégios cívico-militares no Paraná, professores, alunos e pais têm denunciado o aumento de práticas autoritárias de cunho reacionário, episódios de assédio moral e a presença de agentes armados no ambiente escolar — nesse caso mesmo, diversos comentários foram publicados nas redes sociais de alunos relatando abusos sofridos no colégio por parte dos militares.

Educadores apontam que a presença de militares em funções de gestão ou monitoria fragiliza a autonomia pedagógica dos professores que perdem sua liberdade de cátedra e têm censurados os conteúdos que não agradam aos milicos, incluindo temas comuns ao currículo de ciências humanas, como racismo, luta de classes, história do regime militar fascista, entre outros.

Ao longo das últimas duas décadas, o jornal A Nova Democracia tem se sustentado nos leitores operários, camponeses, estudantes e na intelectualidade progressista. Assim tem mantido inalterada sua linha editorial radicalmente antagônica à imprensa reacionária e vendida aos interesses das classes dominantes e do imperialismo.

Agora, mais do que nunca, AND precisa do seu apoio. Assine o nosso Catarse, de acordo com sua possibilidade, e receba em troca recompensas e vantagens exclusivas.

Fonte: A Nova Democracia

Tabata Amaral quer calar críticas ao genocídio e crimes de guerra cometidos por Israel

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) protocolou projeto de lei que criminaliza críticas contra Israel ao permitir que comentários sobre políticas do governo israelense sejam consideradas antissemitismo. A tentativa de blindar o país de críticas, ao mesmo tempo em que Tel Aviv escala a quantidade e intensidade de crimes cometidos tanto dentro como fora do país, não é coincidência, mas estratégia, segundo especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato.

Na segunda-feira (30), por exemplo, o Parlamento israelense aprovou lei que torna a pena de morte o castigo padrão para palestinos na Cisjordânia condenados por ataques considerados atos de “terrorismo” por um tribunal militar israelense. A medida foi classificada pelo alto comissário da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Volker Türk, “crime de guerra”.

“Você tentar silenciar e criminalizar críticas a Israel quando o país ataca o Irã, o Líbano, avança confiscando terra palestina na Cisjordânia, aprova matar palestinos e dá indício de que vai se tornar ainda mais violento, não é coincidência”, diz Arturo Hartmann, analista especializado no conflito israel-palestino.

“Mostra o poder que lobbies ligados a Israel vêm ganhando no Brasil”, diz ele.

Descendente de judeus e libaneses, o advogado e mestre em direito Emmanuel Cais concorda, afirmando que “propor simultaneamente a criminalização da crítica a Israel no Brasil e a pena de morte exclusiva para palestinos em Israel não é coincidência”.

“Estamos diante de uma estratégia evidentemente articulada. Blindar juridicamente o Estado de Israel da contracrítica internacional, no exato momento em que suas práticas se tornam mais indefensáveis.”

Autoritária no funcionamento e no conteúdo

O projeto de lei 1424/2026, apresentado em 26 de março por Tabata Amaral (PSB-SP) adota os parâmetros da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA, na sigla em inglês) na definição de antissemitismo para instruir as políticas públicas nacionais. Essa definição já foi rejeitada pelo Conselho Nacional dos Direitos Humanos quando Eduardo Pazuello (PL-RJ) a propôs no PL 472/2025 por conter  “restrições flagrantemente inconstitucionais ao direito fundamental de liberdade de expressão”.

O texto proposto qualifica como antissemitismo manifestações que “podem ter como alvo o Estado de Israel, encarado como uma coletividade judaica”. Os defensores do projeto dizem que o texto permite explicitamente criticar o Estado israelense, já que propõe “críticas a Israel que sejam semelhantes às dirigidas contra qualquer outro país não podem ser consideradas antissemitas”.

Mas especialistas apontam a hipocrisia de tal formulação, por causa da necessidade de comparação a outro país, o que retira a possibilidade de crítica às políticas e ações israelenses atuais.

“O PL diz que se eu não condenar outro país por apartheid, eu não posso condenar Israel, mas qual o outro país pratica apartheid? Ou genocídio?”, pergunta Ualid Rabah, presidente da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal).

Já Emmanuel Cais aponta que os termos vagos do texto dão poder quase infinito para se decidir se é ou não antissemitismo, dependendo da conveniência de quem aplica a regra.

“É um exemplo, de manual, de hipernomia. Uma norma deliberadamente aberta que transfere para o poder decisório do aplicador do direito a definição do que é sancionado e produz efeitos de autocensura, de intimidação, de restrição do debate público”, diz o mestre em Direito. “Ela é autoritária no funcionamento e no conteúdo”, conclui.

Bancada evangélica

Procurada pela reportagem, Tabata do Amaral não se manifestou. O espaço segue aberto. Em suas redes sociais, a deputada postou que “quem defende direitos humanos não escolhe quais humanos merecem direitos”, que foram registrados 886 casos de antissemitismo em todo o território nacional no ano de 2024 e que “antissemitismo mata”.

A imensa maioria dos comentários são críticos à iniciativa, incluindo de várias pessoas que se dizem eleitoras de Amaral. Para o presidente da Fepal, um dos objetivos do PL é “chantagear todos os atores políticos neste ano eleitoral”, para que o tema não surja no pleito deste ano.

“Da esquerda à direita, ao centro, candidatos à presidência candidatos a governador e vice e candidatos aos parlamentos estaduais, deputados estaduais e ao Congresso Nacional, senadores e deputados federais” explica ele.

Outro ponto, segundo Ualid Rabah, é que o texto protege do antissemitismo indivíduos judeus e não judeus.

“De onde ela tirou isso? Quem é o não judeu que promove a agenda de Israel aqui e que pode ser é criticado por apoiar o país? É o Malafaia. É o Edir Macedo, o CNPJ de Cristo que sequestrou o cristianismo e a bancada que esses CNPJ de Cristo têm hoje no Parlamento.

“Essses caras aqui estão beneficiados e estão sendo arrastados para votar nesse PL.”

Fonte: Brasil de Fato

Luta pela Uneal vale a pena!

Luiz Gomes da Rocha – Professor da Uneal

O anúncio realizado pelo governador Paulo Dantas de que vai nomear os 127 professores aprovados no concurso público de 2025, abrir os restaurantes universitários de Arapiraca e Palmeira e sancionar o projeto de Bolsa Qualifica para os técnicos, significa uma importante vitória da luta da comunidade acadêmica da Uneal.

E eu tenho muito orgulho de ter conduzido essa luta, junto com os professores, técnicos e estudantes de nossa instituição. Foram muitas mobilizações, paralisações e protestos na porta do Palácio para conquistarmos essa pauta.

Nossas mobilizações unitárias, realizadas entre 2023 a 2025, com delegações de estudantes, técnicos e professores que partiram de Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Arapiraca, São Miguel dos Campos e União dos Palmares, com destino a Maceió. Nas manifestações na capital, se juntaram a comunidade acadêmica do campus de Maceió.

Foram manifestações parando o trânsito, levando sol, mas, sem desanimar, marchamos com firmeza em defesa de nossas reivindicações. As conquistas obtidas agora, vão nos encorajar mais ainda para continuarmos lutando pelos pontos da nossa pauta ainda não atendidos.

Ainda falta a Dedicação Exclusiva para todos os nossos professores, a devida valorização para os nossos técnicos, inclusive a realização de concurso para o nível médio, mais política de assistência e permanência estudantil, uma lei que regulamente e garanta o transporte de nossos alunos até a Uneal, reformas nos prédios de Santana e Maceió, autonomia financeira, entre outras reivindicações.

Presidente licenciado do Sindicato dos Docentes da Uneal, e agora concorrendo ao cargo de reitor, quero agradecer a todos os segmentos que participaram dessas lutas e dizer que lutar em defesa da Uneal vale a pena!

Somos todos Uneal!

Estados aderem a proposta do governo federal de subsídio a diesel importado

Medida prevê ajuda de R$ 1,20 por litro por até dois meses

Mais de 80% dos estados brasileiros indicaram adesão à proposta de subsídio ao diesel importado apresentada pelo Ministério da Fazenda, informou a pasta em nota conjunta divulgada com o Comitê dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz).

A medida busca conter a alta dos combustíveis provocada pela guerra no Oriente Médio. A proporção de 80% das 27 unidades da Federação significa que 22 ou 23 aceitaram a proposta do governo.

Oficialmente, a Fazenda não divulga as unidades da Federação que não aderiram. A assessoria da pasta informou que não pode repassar as informações porque as conversas ainda não foram concluídas

Mais cedo, o novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que a medida provisória com o subsídio sai ainda esta semana. Embora a subvenção não exija o compromisso de todos os governadores, o ministro explicou as negociações para conseguir a adesão de todas as unidades da Federação contunuam.

De caráter temporário e excepcional, a proposta prevê um subsídio total de R$ 1,20 por litro de diesel importado por dois meses. O custo será dividido igualmente entre o governo federal e os estados, com R$ 0,60 arcados pela União e os outros R$ 0,60 pelas unidades da federação.

Proporção

Segundo o comunicado, a participação dos estados será proporcional ao volume de diesel consumido em cada região, embora os critérios específicos ainda estejam em definição.

A iniciativa terá duração limitada, com o objetivo de evitar impactos fiscais permanentes. A adesão é voluntária, conforme discutido pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão deliberativo que reúne os secretários estaduais da área, acima do Comsefaz.

O texto também estabelece que as cotas dos estados que optarem por não participar não serão redistribuídas entre os demais, preservando a autonomia das unidades federativas.

“A iniciativa reforça o diálogo cooperativo entre União e estados na busca por soluções conjuntas para o mercado de combustíveis, com foco na previsibilidade de preços, na segurança do abastecimento e na manutenção do equilíbrio das contas públicas em todos os níveis de governo”, ressaltou a nota conjunta.

Fonte: Agência Brasil

Apresentador Ratinho ameaça quebrar pernas de jornalista do PR

O apresentador Carlos Massa, o Ratinho, usou o sinal das emissoras da Rede Massa para ameaçar publicamente o jornalista Marcos Formighieri, da Gazeta do Paraná, de Cascavel. Em áudio que circula nesta terça-feira (31), Ratinho afirma ter um taco de beisebol atrás do banco do carro reservado para os joelhos do repórter.

Ouça o áudio clicando aqui: Apresentador Ratinho

“O dia que eu te encontrar vou quebrar tuas duas pernas”, disse no ar Ratinho, que é pai do governador Ratinho Júnior (PSD).

A justificativa foi enunciada sem rodeio: quase 28 anos de críticas à família Massa. Formighieri é um dos jornalistas mais ácidos do Oeste paranaense contra o governo Ratinho Júnior, e contra a simbiose entre a Rede Massa e o Palácio Iguaçu.

O repórter tem batido em três teclas com frequência e insistência.

A primeira é o repasse de verbas de publicidade oficial para a emissora do pai do governador.

A segunda é o novo modelo de concessão de pedágios, que ele chama de “estelionato eleitoral” e acusa de favorecer a Faria Lima em detrimento do agronegócio do Oeste.

A terceira é a gestão das estatais Copel e Sanepar, o argumento de que o governo transformou serviço público em máquina de lucro para acionista.

A ameaça saiu ao vivo, com nome e sobrenome, em horário de programação regular. Ratinho ainda rezou para não encontrar Formighieri antes da Justiça, mas concluiu a conta com frieza: “A Justiça demora. Vamos quebrar o joelho, que é mais rápido.”

Simples assim.

Agora, a questão central é outra. Se um jornalista publica ataques, exageros ou até eventuais injustiças, há caminho judicial, resposta pública e direito de contestação. Ameaça não é resposta institucional, é método de intimidação.

O episódio ferve porque expõe, de forma crua, a mistura explosiva entre poder midiático, poder familiar e poder político no Paraná.

O espaço segue aberto para manifestação de Ratinho, da Rede Massa e do governo do Paraná.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder pelo Blog do Esmael.

Confira a transcrição da fala do apresentador:

“Um abraço pro meu amigo Cantini, da Massa de Cascavel. Um dos melhores oradores que eu conheço é o Cantini. Esse cara entende de política, hein? Um abraço, Cantini.

E eu quero que o Marcos Fomighelli, aí de Cascavel, vá para os quintos dos infernos, viu, Marcos? Quero que você vá com o capeta, que te pegue o mais rápido possível.

O dia que eu te encontrar, vou quebrar tuas duas pernas. Tô te avisando aqui na rádio… É que o cara não mexa com a tua família. Agora ele mexeu com a minha família, vou quebrar as duas perninhas dele, só te encontrar.

Tá achando que você tá lidando com qualquer um, que você fala mal de todo mundo? Pra achar cá comigo, não. Normal comigo aqui é diferente. Aqui você não vai achar cá. Ainda vai levar uma cacetada no joelho. Torce, reze para mim nunca te encontrar, que eu comprei um taco de beisebol que eu coloquei atrás do meu carro. Eu quero te pegar. Eu tenho a mesma idade. Eu quero te pegar. É dar o teu joelho”

“Pô, vai vinte e quase oito anos, cara, falando mal da minha família lá, rapaz, do meu filho. Tem que levar no joelho. E outro tipo pra falar as verdade, tudo bem, mas é mentiroso, safado.”

“Pode falar. Inventar história para prejudicar a família dos outros, tá certo isso? Eu não admito, porque ninguém pode brincar à vontade de inventar história para prejudicar a família dos outros. Tem que arrancar o joelho dele fora, porque não adianta esperar a justiça. A justiça demora. Já estão processando, vai demorar. É perigoso ele morrer e eu não conseguir processar ele. Então vamos quebrar o joelho, que é mais rápido.”

Fonte: Blog do Esmael

Depois de arrasar Gaza, Israel causa catástrofe humanitária no Líbano

Residential buildings destroyed in the densely populated Dahye neighborhood in southern Beirut.

Estado genocida de Israel provoca o deslocamento de 20% da população, agrava crise humanitária no Líbano e sobrecarrega infraestrutura e serviços básicos

O deslocamento de cerca de 20% da população do Líbano em menos de um mês, provocado pelos intensos bombardeios israelenses iniciados no começo de março, evidencia uma grave crise humanitária no país, com mais de 1 milhão de pessoas vivendo em condições precárias e sem perspectiva de retorno imediato às suas casas, segundo a Folha de São Paulo.

A escalada começou após Israel ampliar ataques em resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah no norte israelense, em meio à tensão envolvendo forças alinhadas ao Irã. Em um território significativamente menor e mais densamente povoado que o Brasil, o impacto da migração forçada é ainda mais severo, concentrando centenas de milhares de deslocados em áreas já sobrecarregadas.

A maioria dos refugiados internos deixou o sul do Líbano, principal alvo das ofensivas, e seguiu para Beirute. A capital, no entanto, não dispõe de estrutura suficiente: os abrigos oficiais comportam cerca de 130 mil pessoas, enquanto o restante da população deslocada se espalha por casas de familiares, barracas improvisadas e até veículos. O resultado é o agravamento do trânsito, falhas no fornecimento de energia e dificuldades no abastecimento.

Mesmo em Beirute, a segurança não está garantida. Bombardeios israelenses atingem principalmente o sul da cidade, onde há presença do Hezbollah e comunidades xiitas, mas também se estendem a outras regiões. Um ataque recente matou oito deslocados que estavam abrigados em tendas na orla de Ramlet al-Baida.

A Agência da ONU para Refugiados (Acnur) alertou que o país enfrenta uma “catástrofe humanitária”. Sem perspectiva de estabilização no curto prazo, autoridades israelenses indicam a manutenção de presença militar no sul do Líbano. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que pretende manter uma “zona de amortecimento”, condicionando o retorno da população à segurança israelense. Já o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu a possibilidade de exercer “soberania” sobre áreas do território libanês.

Além dos mais de 1,26 mil mortos e 3,75 mil feridos, a crise também atinge a infraestrutura. Bombardeios destruíram pontes sobre o rio Litani, dificultando tanto o retorno dos deslocados quanto o envio de ajuda humanitária para regiões isoladas.

No campo da saúde, os efeitos são amplos e persistentes. A coordenadora de saúde dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), Tatiane Francisco, destacou que muitos dos deslocados já haviam sido afetados por ataques anteriores e agora enfrentam uma nova onda de fuga. “Muitas pessoas vêm de vários deslocamentos, várias fugas, e não há perspectiva de quando tudo isso vai acabar. Isso vai agregando camadas de sofrimento, de desesperança”, afirmou.

Ela também ressaltou o desgaste emocional generalizado: “Há um cansaço entre as pessoas, elas não têm um horizonte de quando terão paz. E ninguém deveria ter que se acostumar com a guerra”.

Os impactos psicológicos atingem adultos e crianças. Entre os mais jovens, são comuns sinais de regressão, como voltar a urinar na cama, retração e dependência dos pais, além de comportamentos agressivos. Já entre os adultos, crescem os casos de ansiedade, depressão e estresse contínuo, agravados pelo ambiente de constante ameaça.

A situação se torna ainda mais crítica para aqueles que fugiram sem qualquer preparação, muitos apenas com a roupa do corpo. A falta de acesso a medicamentos essenciais para doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e transtornos psiquiátricos, amplia os riscos à saúde e evidencia a dimensão da crise humanitária em curso no país.

Fonte: Brasil 247

O BRASIL E O OSCAR

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

O Brasil entre 2025 e 2026 esteve presente de forma imponente no cenário cinematográfico internacional. Obteve conquistas importantes, com filmes que resgataram tema fundamentais da história recente brasileira. Me refiro, sobretudo, a “Ainda Estou Aqui” (Walter Moreira Salles – 2024) e “O Agente Secreto” (Kleber Mendonça Filho – 2025), películas, como chamávamos comumente, antes do advento do filme digital, que despertaram grandes expectativas, tanto em relação a crítica especializada em análises filmícas, quanto na manifestação da opinião pública nacional e até internacional.

Não estamos falando aqui apenas das conquistas de ambos os filmes, que, felizmente, cumpriram a expectativa que geraram no público cinéfilo, chegando mesmo as amplas plateias em geral, transformando cidadãos que não eram necessariamente fãs da Sétima Arte, em legiões de torcedores fanáticos do cinema brasileiro. Entendo que, independentemente desses filmes terem sido altamente premiados, a maior conquista que a nossa cinematografia poderia conquistar, foi a atenção da sociedade brasileira para a qualidade do cinema nacional, inobstante até mesmo de filmes premiados ou não nos maiores festivais de cinema mundial.

Ganhamos alguns prêmios importantíssimos neste universo glamouroso de tapetes vermelhos e exóticas estatuetas. Primeiro, ano passado, com “Ainda Estou Aqui”, dirigido pelo hoje renomado diretor e meu professor de roteiro na Fundição Progresso nos anos 90, na icônica Lapa da época do auge do Circo Voador, que conquistou o Oscar de Melhor Filme Internacional e o Globo de Ouro de melhor atriz, para a talentosa Fernanda Torres e conquistando ainda este ano, o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes com Kleber Mendonça e de melhor ator para Wagner Moura, pelo filme “O Agente Secreto”, que conquistou ainda o Globo de Ouro de Melhor Filme de Língua não Inglesa e de Melhor Ator em Drama para ambos.

Também foi simbólico e sintomático que fomos indicados e disputamos com estes mesmos filmes os Oscar de Melhor Filme, a mais importante premiação deste concurso, nos anos de 2025 e 2026 , bem como conquistamos a indicação para o Oscar de Melhor Atriz para Fernanda Torres (Ainda Estou Aqui) e de Melhor Ator para Wagner Moura (O Agente Secreto). Em outras palavras, o cinema nacional brilhou na ribalta dos grandes palcos do mundo, trazendo vitória fundamentais para o avanço do audiovisual brasileiro. Não foi pouca coisa. Não entro aqui nem no mérito das qualidades filmográficas dos nossos representantes, que são evidentes. Caso contrário, não chegariam onde chegaram.

O que quero pontuar aqui com esta afirmação, é que o cinema brasileiro não precisa de Oscar, de Cannes e de nenhum outro festival do grande circuito mundial do cinema, a exemplo do Urso de ouro do Festival de Berlim, o Leão de Ouro do Festival de Veneza ou o People’s Choice Award do Festival de Toronto, para ter reconhecida a sua excelência fílmica. Os filmes produzidos hoje no Brasil não precisam provar a sua qualidade para absolutamente ninguém. Estamos entre as melhores cinematografias do mundo, com importantes polos regionais de cinema se consolidando no cenário nacional, com uma grande proliferação de grandes e competentes cineastas e filmes extraordinários, muitas das vezes, realizado dentro do contexto dos filmes do chamado “baixo orçamento”.

Desde o processo de recuperação do movimento que ficou conhecido como “Retomada do Cinema Brasileiro”, nos anos 90, tendo o filme “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil” (Carla Camurati), de 1995, como seu marco inicial e uma sequência inacreditável de grandes realizações, a exemplo de “O Quatrilho”, de Fábio Barreto (indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1996) ,”Central Do Brasil”, outro belíssimo filme de Walter Moreira Salles (indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 1999), “Cidade de Deus”, de Fernando Meirelles (que recebeu quatro indicações ao Oscar em 2004, dentre ele o de Melhor Diretor e de Melhor Roteiro Adaptado), tivemos muitos outros filmes que vieram posteriormente para marcar época.

Este ano tivemos um outro filme que passou um pouco mais desapercebido da grande mídia especializada e em geral e do grande e respeitável público, que foi agraciado com o “Grande Prêmio do Júri” do Festival de Berlim, um dos mais disputados prêmios deste evento. O filme brasileiro que trouxe este título para casa se chama “O Último Azul” (Gabriel Mascaro – 2025), que, na minha modesta opinião, foi o melhor filme Brasileiro deste ano de 2025, com todo respeito às outras produções.

Não faço críticas a nenhum filme levado as telas, pois sei perfeitamente as dificuldades para se filmar em nosso país, mesmo com todas as políticas estruturantes do Ministério Cultura e suas políticas públicas de editais e de compensações fiscais para a produção de longas, telefilmes e curtas metragens nas grandes salas de exibição. Nem sempre, entretanto, os melhores são os vencedores. Fica a dica. Ainda temos muitos diretores, roteirista, diretores de fotografia, montadores/editores, diretores de arte e produtores executivos extremamente talentosos e que continuam no anonimato e, porque não dizer, muitos deles no total ostracismo realizador e profissional. Uma pena, vê tanta gente qualificada deixando de produzir belos filmes. Mas avançamos muito em termos audiovisuais no Brasil.

Em Pernambuco, que tem hoje o Polo cinematográfico mais importante do Nordeste e um dos mais importantes do Brasil, formou o premiado Kleber Mendonça Filho, ganhador em Cannes do prêmio de Melhor Diretor, mas que, ao meu ver, concorre nesta mesma categoria com cineastas conterrâneos seus, que se destacam pelo extremo talento em contar histórias e transformá-las em imagens, a exemplo do meu preferido Cláudio Assis (Amarelo Manga – 2002, Baixio das Bestas- 2006, Febre dos Ratos – 2011 Piedade – 2019), ou ainda Lírio Ferreira (Baile Perfumado – 1997, Árido Movie – 2005), Paulo Caldas (Deserto Feliz – 2007) e Hilton Lacerda (Tatuagem – 2013), dentre outros. Concluo, afirmando que o talento da cinematografia brasileira, sem a menor sombra de dúvida, ultrapassa em muito a cobiçada estatueta venerada de Hollywood.

Israel já assassinou 1238 pessoas e deslocou mais de um milhão no Líbano

Pelo menos 49 pessoas morreram no Líbano nas últimas 24 horas, de acordo com um relatório diário sobre o número de mortes divulgado neste domingo (29) pelo Ministério da Saúde do país.

Pelo menos 1.238 pessoas foram mortas em ataques israelenses no Líbano desde 2 de março, informou hoje o Ministério da Saúde do país em uma atualização. Ontem, esse número era de 1.189. Pelo menos 124 crianças estão entre os mortos, segundo o Ministério da Saúde.

Além da grande quantidade pessoas mortas, sendo crianças e mulheres também alvo dos assassinatos promovidos por Israel, o número de deslocados, pessoas que fogem por causa da guerra, não para de aumentar.

Segundo autoridades libanesas, mais de um milhão de pessoas já deixaram o Líbano. A ação genocida de Israel se estende por todo o Oriente Médio e como é de costume, não poupa civis, principalmente crianças e mulheres.

Redação com CNN Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS