Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor
Que o velho amigo de farras pedófilas de Jeffrey Epstein e atual presidente do Estado Unidos da América Donald Trump nunca foi “flor que se cheire”, nós já sabíamos há décadas. Primeiro presidente americano a despachar na velha escrivaninha do salão oval, onde já passaram dezenas de outros questionáveis “líderes do mundo livre”, Trump é o primeiro, entretanto, a assumir esta posição condenado criminalmente, não apenas por um crime, mas por 34 acusações, em sentença prolatada em 30 de maio de 2024, no chamado caso Stormy Daniels.
Em outras palavras, o povo americano elegeu, literalmente, um criminoso sentenciado para ocupar a Casa Branca, sede do governo dos EUA. Americano sendo americano, apesar de neste quesito de eleger o que existe de pior, os brasileiros não ficam atrás, elegendo e por muito pouco não reelegendo o que existe de mais rasteiro na vida pública nacional. Os traços de uma mente doentia que tínhamos no poder no Brasil, agora estão claramente presentes nas ações do sujeito que carrega a maleta com os códigos que podem iniciar uma Terceira Guerra Mundial, que certamente dizimaria a humanidade.
Certa vez perguntaram ao cientista e pensador alemão Albert Einstein, como seria uma Terceira Guerra Mundial e a resposta dele foi de que “não sei dizer como será a Terceira Guerra Mundial, mas a quarta será feita com paus e pedras”. O mundo está vivendo um momento crítico na perspectiva das relações internacionais, tendo um velho inconsequente e condenado com os dedos nos botões que podem deflagrar a maior tragédia militar da história, com uma crise mais do que humanitária, posto que certamente seria um desastre civilizatório.
O criminoso que ora ocupa a pequena sala oval da Casa Branca neste momento, já entendeu a ameaça que representa para o mundo e aposta no bom senso dos grandes líderes mundiais, que terão que ter toda a cautela com um idoso decrépito e armado até os dentes. A análise que já está se fazendo nas grandes potências mundiais é a de que Donald Trump sofra de um sério transtorno mental, conhecido como “Narcisismo Maligno”, o mesmo que acometeu figuras como Adolf Hitler, para ficarmos no exemplo máximo do que este distúrbio representa.
A absurda, inaceitável e inconsequente invasão da Venezuela pelos Estados Unidos e a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro poderá ser apenas uma primeira intervenção de muitas que estão em planejamento neste momento pelo, este sim, verdadeiro “império do Mal”, liderado pelo literalmente fedido Presidente norte-americano. É isso mesmo, o sacripanta presidente americano, que vive debochando de imigrantes, da África, da América Latina, das suas populações, da pobreza, das vítimas do genocídio israelense em Gaza e até da deficiência física do ex-presidente Roosevelt, sofre de uma grave doença circulatória chamada “insuficiência venosa crônica”, que provoca alterações nos tecidos, sobretudo nas pernas, podendo causar úlceras expostas que não cicatrizam, causando feridas crônicas que produzem um fétido odor de materia orgânica em decomposição.
Como dissemos no início deste artigo, Trump não cheira nada bem, antes achávamos que estávamos restritos ao sentido figurado desta assertiva, mas agora o sabemos que este mau cheiro se estender também ao sentido literal. Podemos afirmar que esta situação seria uma atualização e repaginação da famosa fala do guarda Marcellus, no primeiro ato da peça Hamlet, de Shakespeare, quando afirmou “haver algo de podre no reino da Dinamarca”, sendo o indicativo de que o reino estaria em decadência moral, com escândalos sexuais e cometimentos de assassinatos. Uma sugestiva coincidência.
A recente invasão da Venezuela revela uma mudança significativa nas histrionices do aloprado presidente estadunidense, onde a sua patética figura passa da fanfarronice para ações militares que ultrapassam todos os limites estabelecidos pelas relações internacionais e por décadas de acordos diplomáticos. Trump invoca para justificar esta inaceitável interferência em que subjuga um estado independente e, consequentemente, toda sua população (no caso da Venezuela, com mais de 28 milhões de cidadãos e cidadãs), nada mais, nada menos, do que a Doutrina Monroe.
Esta doutrina, que remete a presidência de James Monroe (1817 a 1825), aprovada pelo congresso americano em 02 de dezembro de 1823, se resumia na frase ” a América para os americanos”. Ela vetava a criação de novas colônias na América, proibia a intervenção em assuntos internos dos países americanos e proibia a intervenção dos Estados Unidos em conflitos relacionados às guerras entre países europeus e suas colônias. A partir do final do século XIX, os EUA passaram a dar o caráter imperialista a Doutrina Monroe, promovendo a “diplomacia do dólar”, expandindo seus domínios militares e econômicos, sobretudo nos países latino americanos. De lá para cá foram centenas de intervenções e invasões militares, apoiando golpes de Estado e transformando a América Latina em uma espécie de quintal continental norte-americano.
As acusações alegadas pelos imperialistas “ianques”, como se dizia até as décadas de 1980/1990, foram de que a Venezuela seria uma ditadura e de que Nicolas Maduro seria um dos grandes narcotraficantes do nosso continente. Esta última acusação já caiu por terra na própria corte americana e o próprio governo americano já recuou desta acusação, visto que não existe uma única prova da mesma. Quanto a Venezuela ser uma ditadura, é algo também muito discutível, posto que Maduro e os bolivarianos ganharam 30 das 32 eleições realizadas desde 1998, quando Hugo Chaves ascendeu ao poder naquele país, salientando que na Venezuela é praticamente impossível fraudar o processo eleitoral, uma vez que se vota tanto na urna eleitoral, como no voto impresso, ou seja, auditável como querem alguns aqui no Brasil. Mas a tal ditadura bolivariana será assunto para o próximo artigo. E aí poderemos chegar a conclusões mais precisas sobre o que é uma ditadura.









