Duas representações tratam de liberação de recursos do Banco e de emendas parlamentares encaminhadas o filme ´Dark Horse”,
O Tribunal de Contas da União (TCU) vai apurar indícios de irregularidades envolvendo a captação de recursos para a produção do filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), foi sorteado relator da representação feita pelo Ministério Público junto à Corte de Contas.
A representação destaca um acordo que previa repasses de R$ 124 milhões para o projeto, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente transferidos por meio da Entre Investimentos, empresa que, segundo o documento, seria ligada ao ex-controlador do Banco Master.
Além do volume que teria vindo diretamente de Vorcaro, o pedido também cita R$ 111 milhões captados por estruturas ligadas à produção por meio de recursos que tangenciam o orçamento público, incluindo emendas parlamentares e contratos administrativos.
O irmãozão
Áudios divulgados pelo The Intercept Brasil revelaram que Flávio Bolsonaro pediu os R$ 124 milhões milhões a Daniel Vorcaro para financiar Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro. No diálogo, o filho 01 de Jair Bolsonaro, chegou a chamar Vorcaro de “irmãozão”.
Em função das revelações em áudios, na última quinta-feira, 30, deputados do Partido dos Trabalhadores (PT) também protocolaram uma representação na Polícia Federal pedindo que os novos fatos sejam incorporados às investigações já existentes sobre as relações financeiras e pessoais entre Flávio e Vorcaro, incluindo o caso do filme Dark Horse e uma notícia-crime relacionada a notas fiscais emitidas pelo escritório de advocacia do senador.
No centro da denúncia, baseada em uma matéria jornalística do site ICL Notícias, está a participação de Flávio Bolsonaro na aprovação do artigo 58 da Lei Geral do Licenciamento Ambiental. O dispositivo restringiu a possibilidade de responsabilização de bancos por danos ambientais provocados por empreendimentos financiados pelas próprias instituições.
Fonte: É Assim






