Policiais civis fazem nesta terça-feira (4) uma operação contra suspeitos de participação em grupos nas redes sociais suspeitos de discutir atentado a bomba durante os debates eleitorais do segundo turno, nas eleições deste ano.

A operação Rede Interrompida, deflagrada hoje pela Polícia Civil em parceria com o Ministério da Justiça, desmontou um plano para atacar prédios públicos como o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Palácio do Planalto durante o período eleitoral. O grupo se dizia “contra o sistema” e atuava pelas redes sociais.

Os investigados se conheciam apenas pela internet. Os integrantes do grupo tinham idades entre 19 e 31 anos e articulavam as ações pelo Telegram. Eles pretendiam fazer os ataques em outubro, durante o período eleitoral, conforme informararm representantes do Ministério da Justiça e da Polícia Civil do DF, em entrevista coletiva hoje.

Um dos investigados é um seminarista vinculado a um mosteiro em Pernambuco. Segundo as investigações, ele participava ativamente de discussões sobre a estruturação nacional de uma rede extremista. Agentes fizeram buscas no alojamento usado por ele.

Nesta terça, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados – Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul – em desfavor dos suspeitos de envolvimento com os grupos.

De acordo com as investigações, havia discussão de invasão de edificações, seleção de alvos, formação tática, recrutamento interestadual, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios situados na região central da capital, como o Palácio do Planalto.

A investigação está sob a responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal e conta com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), ligado ao Ministério da Justiça.

Fontes: Uol e G1

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