Em plena pandemia, juízes vão ganhar R$ 3 mil de auxílio-alimentação

No maravilhoso mundo do judiciário alagoano não tem crise nem pandemia

O auxílio-alimentação pago aos magistrados alagoanos teve um aumento de 100% neste período de pandemia. Na terça-feira (20), uma resolução com a ampliação do valor foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas no Diário eletrônico. O valor do auxílio era de R$1.500 e vai para R$3.000.

Pelo que consta no Diário de Justiça, “o valor mensal do auxílio-alimentação será equivalente a até 10% do valor do subsídio de Juiz de 1ª Entrância, ficando a implantação integral do auxílio condicionada à disponibilidade orçamentária e conveniência da Administração, observada a simetria constitucional com o Ministério Público e obedecida a limitação temporal da Lei Complementar”.

O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Alagoas divulgou uma nota e disse que foi “surpreendido pelo aumento”.

“Enquanto os servidores do Poder Judiciário estadual travam uma longa luta pelo tratamento isonômico em relação a esse benefício e sofrem, neste momento, com descontos sobre essa verba indenizatória feitos em dias ‘imprensados’ pelo TJ, mesmo sendo, estes, compensados com aumento de carga horária em dias subsequentes”, diz o sindicato em nota.

Ainda conforme o sindicato, a resolução não apenas dobra o valor do auxílio-alimentação dos magistrados, como também o eleva ao patamar dos maiores valores pagos no país, junto com os do TJ de Roraima e do Amazonas. 

Fonte: Cada Minuto

Estado de São Paulo concentra 28% dos despejos durante a pandemia

De março de 2020 a junho passado foram 3.970 despejos, quase quatro vezes mais que no RJ, com 1.042. PL que proíbe remoções aguarda sanção de Doria há 15 dias

O estado de São Paulo concentra 3.970 (28%) de todos os 14.301 despejos durante a pandemia no Brasil, segundo a Campanha Despejo Zero. O número é quase quatro vezes maior que o do Estado do Rio de Janeiro, com 1.042. Outras 84.092 famílias estão ameaçadas, sendo 34.454 paulistas. O período corresponde a 1º de março de 2020 ao último dia 6 de junho.

A situação poderia ser revertida caso o governador João Doria (PSDB) sancionasse o Projeto de Lei (PL) 146/2020, de autoria da deputada Leci Brandão (PCdoB). Apresentada à Assembleia Legislativa em 24 de março de 2020, só foi incluída na pauta neste ano, e aprovada em 9 de junho. Mas ficou quase um mês parado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação até o último dia 6, quando foi entregue ao governador, que tem prazo de 15 dias úteis para sancionar ou vetar.

A lei determina a suspensão do cumprimento de mandados de reintegração de posse e imissão na posse, despejos e remoções judiciais ou extra-judiciais. Isso enquanto medida temporária de prevenção ao contágio e de enfrentamento da propagação decorrente do novo coronavírus (Covid-19).

Atingidos pela pandemia

“Nos países que foram atingidos pela epidemia do coronavírus, ficou claro que a diminuição do número de novos afetados depende da redução circulação de pessoas nas cidades. Para isso, uma das medidas essenciais é evitar ao máximo as saídas de casa. No entanto, milhares de famílias estão hoje ameaçadas de despejos e remoções forçadas. Os processos de remoção, além de gerar deslocamentos de pessoas, também as obrigam a entrar em situações de maior precariedade e exposição ao vírus, como compartilhar habitação com outras famílias e, em casos extremos, a morarem na rua”, justificou a deputada.

Além disso, há o aspecto da perda de renda na pandemia, que impede o pagamento do aluguel. “Quando não tem solução, vai ter ocupação. Quando as famílias têm de escolher entre comer e pagar o aluguel, e vão optar por comer, não sobra dinheiro para o aluguel. Vão acabar abrindo ocupações”, disse hoje (20) o advogado popular Benedito Roberto Barbosa, o Dito, do Centro Gaspar Garcia de Direitos Humanos e da Central de Movimentos Populares (CMP). Ele participou de live que marcou a adesão da Defensoria Pública da União à Campanha Despejo Zero.

Nesta última sexta-feira (16), foi criada a Ocupação Jorge Hereda, no Aricanduva, zona leste da capital. Organizada pelo Grupo Terra Prometida, filiada à Unificação das Lutas de Cortiços e Moradia (ULCM), União dos Movimentos de Moradia (UMM) e Central dos Movimentos Populares (CMP), reúne mais de 200 famílias. A área ocupada, atrás do shopping Aricanduva, está abandonada há muitos anos e nunca atendeu a sua função social.

Referência para os movimentos de moradia em todo Brasil, Hereda foi homenageado por sua militância sindical e popular em favor dos Sem Teto, que manteve mesmo ocupando postos no poder público local, estadual e federal.

Despejos na pandemia

“Enquanto movimento e Campanha Despejo Zero, a gente vem se mobilizando em atividades internas e externas, por meio das redes sociais, reivindicando ao governador que sancione a lei contra os despejos na pandemia”, disse Marta Araújo, da coordenação da ULCM.

Segundo destacou, os despejos e remoções forçadas, em plena pandemia, ferem princípios básicos da dignidade humana dessas famílias que estão sendo removidas. “A gente tem uma recomendação da Comissão de Direitos Humanos da ONU contra o despejo nesse momento.

Ao demorar na sanção do projeto, Doria dá demonstrações dos pesos e medidas que leva em consideração. Projeto de sua autoria, o PL 529/2020 foi apresentado cinco meses após o de Leci Brandão, em 13 de agosto. No dia seguinte já entrou na pauta do Legislativo. Apesar da pressão da oposição ao projeto, que uniu direita e esquerda, a aprovação se deu em sessão extraordinária, em 14 de outubro, sob suspeita de compra de votos. A sanção veio dois dias depois. Trata-se do projeto que praticamente autoriza o desmonte do estado.

Fonte: Rede Brasil Atual

Argentina considera cuidado materno como “trabalho” e garante aposentadoria a 155 mil mulheres

Se enquadram no programa mulheres com 60 anos de idade ou mais que não completaram os trinta anos de atuação no mercado necessários para se aposentar

A Administração Nacional de Seguridade Social (ANSES) da Argentina, órgão responsável por assegurar que a população seja beneficiada pelas políticas públicas, apresentou oficialmente o Programa Integral de Reconhecimento de Tempo de Serviço por Tarefas Assistenciais que permitirá a aposentadoria de 155 mil mulheres que saíram do mercado de trabalho para se dedicarem ao cuidado dos filhos. 

Se enquadram no programa mulheres com 60 anos de idade ou mais que não completaram os trinta anos de atuação no mercado necessários para se aposentar.

De acordo com o jornal La Nación, o programa “Reconhecimento de períodos de aportes por tarefas de cuidado” admite somar:

  • um ano de aporte por cada filho, como regra geral;
  • dois anos por filho, em caso de adoção de uma criança ou adolescente menor de idade; dois anos se se tratar de um filho com deficiência;
  • três anos caso tenha recebido a AUH por 12 meses, consecutivos ou não. O benefício mensal é destinado a pais ou responsáveis que estejam desempregados ou tenham baixa renda;
  • Também têm direito as trabalhadoras com carteira assinada que recorreram à licença-maternidade. Elas poderão incorporar o período em que estiveram afastadas à contagem como tempo de serviço.

Fonte: Dialogos do sul

Povo só vai sair das ruas quando Bolsonaro cair, diz presidenta da CUT-AL

Não dá mais para segurar a revolta contra a situação insustentável do Brasil, onde cresce a pobreza, a fome, a violência e o desemprego, diz Rilda Alves

No próximo sábado (24) as ruas de vários municípios de Alagoas estarão mais uma vez ocupadas por representantes de movimentos sindicais, feministas, negros, urbanos, rurais, partidos políticos e ativistas pelo “Fora, Bolsonaro”.

Não dá mais para segurar a revolta contra a situação insustentável do Brasil, onde cresce a pobreza, a fome, a violência e o desemprego, diz a presidenta da CUT-AL Rilda Alves, explicando porque, apesar da pandemia do novo coronavírus, o povo decidiu ir para as ruas exigir a destituição do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL).

“Estava mais do que na hora de o povo ir às ruas protestar contra esse governo perverso, que zombou até das mortes por asfixia em Manaus. Esse governo que nada faz para resolver os problemas do país”, afirma Rilda.

De acordo com a presidenta da CUT-AL, os manifestantes só sairão das ruas quando o desgoverno desse presidente cair. e isso só será feito com o impeachment já.

“Arthur Lira tem de desengavetar os mais de 120 pedidos de impeachment protocolados na Câmara”, diz Rilda se referindo ao presidente da Casa, aliado de Bolsonaro que não coloca os pedidos de impeachment na pauta.

Pesquisas apontam que Alagoas é o 4º estado do país com maior índice de desemprego. Somado à esse problema, o valor da alimentação tem crescido em proporções que não cabem mais no bolso das famílias alagoanas e brasileiras. Na última semana, um jornal local realizou entrevistas em supermercados sobre o tema, e infelizmente uma das entrevistadas “caiu em lágrimas” de tamanha tristeza por não poder fazer uma feira completa para alimentar sua família.

Situações desastrosas como essas, levam pessoas indignadas, porém cheias de coragem, marcharem juntas contra Jair Bolsonaro, o pior presidente da história do Brasil, afirma Rilda.

Confira onde vai ter atos:

Maceió – Praça Multieventos – 9h
Delmiro Gouveia – Praça do Coreto – 9h
Arapiraca – Praça da Paróquia Sagrado Coração de Jesus – 9h
Palmeira dos Índios – Praça da Igreja São Cristovão – 9h
União dos Palmares – Semáforo Globo – 9h

Arapiraca confirma ato contra Bolsonaro no dia 24

Em plenária realizada no dia 18, os movimentos sociais que fazem parte da Frente Brasil Popular confirmaram o ato contra Bolsonaro no dia 24 de julho, em Arapiraca.

A manifestação terá inicio a partir das 9 horas, com concentração em frente a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no bairro Primavera e depois caminhada pelas ruas do Centro e término no Parque Ceci Cunha.

A Frente Brasil Popular é composta por partidos de oposição ao presidente Jair Bolsonaro, sindicatos e movimentos sociais. Para Rafael Cardoso, um dos coordenadores, “o povo está revoltado com o governo Bolsonaro, com o atraso na vacinação, com a carestia e o desemprego”. Para Maria Clara, coordenara estadual da Juventude Revolução, “o governo genocida de Bolsonaro nega um futuro para a juventude e por isso a juventude vai às ruas no dia 24 pelo fora Bolsonaro e seus generais”.

Pistoleiros invadem ocupação do MST em Recife, e militante é baleado na cabeça

PM negou socorro a militante baleado; este foi o segundo ataque em menos de duas semanas

Vanessa Gonzaga

Na noite deste domingo (18), pistoleiros invadiram o acampamento Nelson Mandela, uma ocupação urbana do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra (MST), às margens da BR-101 no bairro do Jordão, em Recife.

Cerca de 300 famílias foram surpreendidas com a chegada de quatro homens armados durante a noite, que agrediram e mantiveram um militante refém e balearam outro na cabeça. A vítima preferiu não ser identificada.

José Severino da Silva, dirigente do MST na região metropolitana e que estava presente no local, aponta que a ação é parte das investidas contra o acampamento. Os ataques começaram há duas semanas.

Leia também: Movimentos cobram aprovação do projeto de lei Despejo Zero em Pernambuco

“Chutaram meu rosto e deram um tiro que pegou na cabeça de um companheiro, que perdeu muito sangue e está internado. Em menos de um minuto chegou uma viatura da polícia, mas disseram que não iam fazer nada, que ali era cada um por si. Essa é a segunda vez. Na semana passada me perseguiram de carro”, explica o militante. 

Localizada na Zona Sul do Recife, a Ocupação Nelson Mandela vive hoje em um terreno e em prédios construídos há cerca de 12 anos, mas que estavam inutilizados. Há um mês teve início a ocupação, com cerca de 300 famílias no local.

De acordo com o MST, a maioria das famílias são de vítimas dos alagamentos que aconteceram no mês de maio na cidade de Jaboatão dos Guararapes, vizinha à capital Recife.

Paulo Mansan, da direção estadual do MST em Pernambuco, explica que o cenário de agravamento da desigualdade tem sido decisivo para que o movimento volte a ocupar imóveis na zona urbana dos grandes centros.

“O povo não tem mais dinheiro para pagar aluguel e entre pagar aluguel e comer, as pessoas optam por comer. A luta urbana está sendo muito necessária, e o MST vem trabalhando nesse período de pandemia com cerca de 56 ocupações urbanas aqui na região metropolitana” ressalta.

Os ataques no local começaram há duas semanas, justamente quando o movimento começou o diálogo com a Companhia Estadual de Habitação e Obras (CEHAB) para a regularizar a permanência das famílias no local.

“Não vamos aceitar intimidações e ameaças por parte de quem quer que seja, da especulação imobiliária que está ali por volta. O movimento deve ampliar essas ações de denúncia, mas estamos em diálogo para que o Governo do Estado garanta a segurança”, afirma o dirigente estadual.

Durante esta segunda-feira (19), as famílias estão em assembleia para definir os próximos passos da ocupação. O militante que foi baleado segue internado no Hospital da Restauração, no Recife, mas está fora de perigo.

O Brasil de Fato Pernambuco tentou contato com a Polícia Militar de Pernambuco (PM-PE) para saber o motivo da negativa no atendimento às vítimas, mas não obteve respostas até o fechamento desta matéria.

Fonte: Brasil de Fato

CPI da Covid aponta pagamento mensal de propina no Ministério da Saúde

Entre os envolvidos no esquema estão Ricardo Barros, deputado e líder de Bolsonaro na Câmara, e o ex-diretor do Ministério da Saúde Roberto Ferreira Dias

A CPI da Covid abriu uma nova linha de investigação que apura pagamentos mensais de propina a políticos e servidores ligados ao Ministério da Saúde via VTCLog, empresa privada que armazena e distribui vacinas. De acordo com o UOL, a suspeita é de que o esquema aconteça desde 2018.

A investigação revela que o esquema tenha distribuído até R$ 296 mil por mês ao líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), e outros dois deputados que ainda não foram revelados. O caso foi denunciado por uma ex-servidora da pasta e discutido em uma reunião de senadores, no último dia 6, na casa de Omar Aziz (PSD-AM), presidente da comissão.

Além disso, entre os beneficiários da propina também estaria o ex-diretor de logística da Saúde Roberto Ferreira Dias, preso por mentir em depoimento à CPI. Dias teria recebido R$ 99 mil mensais, enquanto esteve trabalhando na pasta.

Outro nome ligado a Ricardo Barros também é citado nas denúncias como operador do esquema: Adeílson Loureiro Cavalcante, secretário-executivo da Saúde na gestão Barros. Ao todo o esquema renderia R$ 990 mil por mês aos envolvidos.

VTCLog e o esquema

Anteriormente, a distribuição de vacinas e de outros insumos pelo governo federal era feita pelo próprio Ministério da Saúde, por meio da Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cedani), que existiu por cerca de 20 anos. Porém, enquanto ministro da Saúde, Barros extinguiu o órgão e, em seu lugar, entrou a empresa VTC Operadora Logística Ltda, conhecida como VTCLog.

A reportagem de Lucas Valença, do Uol, mostra que um parlamentar da CPI diz que novas testemunhas relataram a senadores que a “operadora logística” contratada durante a gestão Barros seria um meio para desviar recursos do Ministério da Saúde, inclusive durante a pandemia do novo coronavírus.

Com a entrada da VTCLog no Ministério da Saúde, o esquema de propina teria começado a funcionar prevendo distribuição de propina mensal pelos cinco anos seguintes. Ao todo, as suspeitas indicam que os desvios poderiam chegar a R$ 59,2 milhões, cerca de 10% do contrato assinado com a empresa.

Ao UOL, Barros e VTCLog negaram as acusações. Dias e Loureiro não se posicionaram. Os envolvidos já foram convocados pela CPI para prestarem depoimentos. Até o momento, apenas Dias foi ouvido.

Fonte: Rede Brasil Atual

População do Riacho Velho protesta fechando acesso ao polo industrial de Marechal

Os moradores do povoado de Riacho Velho protestaram nessa manhã, 19 bloqueando o acesso ao polo industrial de Marechal Deodoro. Os moradores um trecho da BR 424 em protesto à falta de infraestrutura na localidade.

A mobilização contou com a participação de moradores, comerciantes e pequenos proprietários rurais, que reclamam das condições do acesso à localidade, que fica intransitável nesse período chuvoso.

Dezenas de motoristas tiveram que aguardar a liberação da via. Depois de negociações com agentes da PRF e policiais militares a rodovia foi liberada.

Em nota a Prefeitura se comprometeu a realizar os trabalhos no local.

Israel montou rede mundial para espionar jornalistas e opositores

Jornalistas, ativistas e dissidentes políticos de todo o mundo terão sido espiados graças ao ‘spyware’ Pegasus, desenvolvido pela empresa israelita NSO.

A denúncia foi feita por um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais, incluindo os jornais Le Monde, The Guardian e The Washington Post.

O grupo tem sido regularmente acusado de vender o Pegasus a regimes autoritários, mas sempre defendeu que o ‘spyware’ só era utilizado para obter informações sobre redes criminosas ou terroristas.

A investigação, publicada pelos media internacionais, baseia-se numa lista obtida pelas organizações Amnistia Internacional e Forbidden Stories , que inclui 50 mil números de telefone selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para potencial vigilância.

“É totalmente invisível. A pessoa não sabe quando é atacada, se é atacada, se o seu telefone está infetado. Basicamente, quando este spyware é instalado no telemóvel, ele pode extrair qualquer coisa: fotos, e-mails, passwords. Eles podem até ver as mensagens que a pesssoa está a trocar em aplicações encriptadas, como Signal ou WhatsApp. Basicamente toda a vida da pessoa está nas mãos deles “, sublinha Sandrine Rigaud, editora-chefe de Forbidden Stories.

O Pegasus permite aceder a mensagens, fotos, contactos e até ouvir as chamadas do utilizador do telemóvel.

Fonte: Euronews

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS