Denúncia contra pastor José Olímpio está parada há mais de dois meses na Justiça

Denúncia contra pastor que quis morte de Paulo Gustavo segue na gaveta

A Justiça de Alagoas cozinha há mais de dois meses a denúncia do Ministério Público do estado contra o pastor que disse que rezaria pela morte do ator Paulo Gustavo, morto por complicações da Covid-19 em maio deste ano. O Ministério Público de Alagoas apresentou a denúncia no dia 8 de setembro.

Da Assembleia de Deus de Alagoas, o pastor José Olímpio fez um post, enquanto Paulo Gustavo ainda estava internado com o vírus, em que dizia estar “orando” pela morte do ator em “defesa do nome de Deus”.

Dias depois, Olímpio se desculpou publicamente, mas continuou alegando que estava tentando “defender a honra de Deus”.

O promotor de Justiça Lucas Sachsida, responsável pelo caso no MP de Alagoas, explicou que as declarações praticam, induzem e incitam a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A denúncia pede uma pena de 3 anos de reclusão e o pagamento de multa.

Fonte: Metrópoles

Governo Bolsonaro deu permissões de garimpo a narcotraficante com conexões no PPC

Reportagem da agência Spotlight afirma que “Grota” movimenta mais de R$ 30 milhões mensais obtidos através do tráfico de drogas. Ele obteve 18 permissões de “lavras garimpeiras”

Desde a posse do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) e sua sistemática liberação do garimpo em áreas protegidas, a corrida pelo ouro se tornou alvo de criminosos. Além da própria obtenção do metal, a atuação no ramo abre amplas possibilidades para a lavagem de dinheiro obtido com o tráfico de drogas.

Um dos casos mais recentes, divulgado pela polícia federal no último dia 4 na “Operação Narcos Gold”, que tinha como um dos pilares o mandado de prisão preventiva de Heverton Soares Oliveira, o “Grota” ou “Garimpeiro”, foragido, reforça a presença efetiva de líderes do narcotráfico como beneficiários de autorizações para garimpar no atual governo.

Segundo a Agência Spotlight, durante o governo Bolsonaro, “Grota” obteve 18 “permissões de lavras garimpeiras”. Todas com protocolo de entrada em 19 de setembro de 2019, quando o presidente lançou o “Programa Mineração e Desenvolvimento” e as bases para o que sempre defendeu em seus discursos: o vale-tudo no garimpo.

A investigação da PF estima que o esquema de “Grota” movimente mais de R$ 30 milhões mensais obtidos através do tráfico de drogas. Dono de um prontuário de crimes rico e espalhado pelo Brasil, com processos na justiça do Maranhão, Rondônia e São Paulo por tráfico de drogas, organização criminosa, lavagem de dinheiro e homicídio, mesmo assim ele recebeu da Associação Nacional de Mineração (ANM) as permissões de lavras garimpeira.

Pior do que isso, as permissões para o narcotraficante não são ato isolado.

Leia a matéria completa: https://agenciasportlight.com.br/index.php/2021/11/16/de-bracos-abertos-para-o-crime-narcotraficante-com-conexoes-no-pcc-ganhou-18-autorizacoes-para-garimpar-no-governo-bolsonaro/

Fonte: Revista Forum

Bolsonaro comete crime ao manipular questões do Enem

Inep fez impressão prévia da prova do Enem para Bolsonaro escolher questões e já cortou questões do próximo Enem. Bolsonaro diz que a prova está ficando com a cara de seu governo.

O jornal O Estado de S.Paulo publica em sua edição desta quarta-feira (17) uma grave denúncia relacionada com as estratégias do governo Bolsonaro para influenciar na elaboração da prova do Enem. 

Uma dessas estratégias é a impressão de provas e a análise de pessoas externas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), para tentar controlar o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Servidores que pediram exoneração do órgão falam em pressão para trocar itens. Já houve supressão de questões consideradas “sensíveis” na prova que será aplicada nos dias 21 e 28.

Na segunda-feira, em meio à crise dos 37 pedidos de exoneração de servidores do Inep, que criticaram essa pressão e a “fragilidade técnica” da cúpula da autarquia responsável pelas provas, Jair Bolsonaro afirmou que o Enem começa agora a “ter a cara” do governo. 

Uma dessas estratégias é a impressão de provas e a análise de pessoas externas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), para tentar controlar o conteúdo do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Servidores que pediram exoneração do órgão falam em pressão para trocar itens. Já houve supressão de questões consideradas “sensíveis” na prova que será aplicada nos dias 21 e 28.

Na segunda-feira, em meio à crise dos 37 pedidos de exoneração de servidores do Inep, que criticaram essa pressão e a “fragilidade técnica” da cúpula da autarquia responsável pelas provas, Jair Bolsonaro afirmou que o Enem começa agora a “ter a cara” do governo. 

Fonte: Brasil 247

Servidores públicos “recepcionam” Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro

Servidores públicos em luta contra a PEC 32, que destrói os serviços públicos, recepcionam, no aeroporto de Brasília, o deputado Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro, aos gritos de “ladrão de vacina”.

O protesto que ocorreu hoje de manhã, 16/11, marca a retomada da mobilização semanal em Brasília contra a aprovação da Reforma Administrativa de Bolsonaro e Paulo Guedes e que visa liquidar com os direitos dos servidores e os serviços públicos.

Assista o vídeo:

O Caso Collini e a cumplicidade do Estado alemão com os crimes do nazismo

Apesar das atrocidades e do trauma que provocou o regime nazista na Alemanha e no mundo, nem todos os nazistas foram devidamente julgados. Muitos foram repatriados pelos EUA e colaboram durante décadas em programas como o da Nasa e também como conselheiros de ditaduras militares na América Latina.

O filme O Caso Colline reacende essa polêmica. Ele é importante para se entender como o Estado alemão tratou essa questão. Desde o fim da guerra, muitos nazistas, se esconderam entre a sociedade, sem ser condenados pelos crimes, graças a cumplicidade do Estado.

O filme O Caso Collini, disponível na Netflix, desvela essa relação e mostra o Estado alemão pós guerra tributário dos crimes e atrocidades do regime nazista.

Tribunal do Genocídio julgará crimes de Bolsonaro durante a pandemia

Iniciativa é de professores e estudantes da Universidade Católica de São Paulo

Um júri simulado irá julgar crimes do governo Jair Bolsonaro na pandemia. A filósofa Sueli Carneiro, o ex-ministro Arthur Chioro, o dirigente do MST João Pedro Stedile, o padre e diretor do Educafro Brasil, Frei David, o líder indígena Edson Kayapó, a produtora Luana Hansen e a advogada Sheila de Carvalho integrarão o júri do “tribunal do genocídio” que será realizado na PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo, no dia 25 deste mês.

A iniciativa é promovida por professores, estudantes e trabalhadores da PUC-SP e pretende julgar, simbolicamente, os crimes do governo Jair Bolsonaro na pandemia, informa a jornalista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

A desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) Kenarik Boujikian atuará como magistrada no julgamento. 

Fonte: Brasil 247

Filha e esposa de Paulo Guedes participam de esquema em empresa nas Ilhas Virgens

Filha de Guedes é diretora de offshore nas Ilhas Virgens e esposa é sócia; informação foi omitida do governo

Denúncia é feita pelo deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que analisou os documentos enviados por Guedes à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara

Apesar de ter deixado a diretoria de sua conta secreta num paraíso fiscal quando assumiu o cargo de ministro da Economia, em 2019, Paulo Guedes manteve na offshore sua filha, Paula Drumond Guedes, como diretora e sócia e sua esposa também como sócia. As duas informações foram omitidas do Palácio do Planalto.

A denúncia é do deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que vai representar ao Ministério Público Federal a partir das novas informações sobre a offshore das Ilhas Virgens. O parlamentar analisou a documentação encaminhada pelo ministro à Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara e descobriu que Guedes omitiu as informações.

Em 2019, quando se tornou ministro, Guedes não apresentou essa informação na Declaração Confidencial de Informações (DCI) exigida pelo governo. Segundo a documentação a que o deputado teve acesso, ele foi diretor de 2014 a 2019 e a filha é diretora desde 2015. 

Fonte: Brasil 247

Governo Bolsonaro já provocou a morte de mais de 7 mil crianças por desnutrição

Neste ano, até o mês de setembro, já foram registradas 3.061 mortes de crianças de 0 a 9 anos por desnutrição no país, de acordo com a plataforma DataSUS, do Ministério da Saúde. Em todo o ano de 2020, foram quase 4 mil mortes. Os números só aumentaram desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, que assumiu em 2019.

Os dados são de uma pesquisa feita pelo Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) do Ministério da Saúde, obtida pela Globonews por meio da Lei de Acesso à Informação. Somente 1 em cada 4 crianças atendidas nos serviços de Atenção Básica realiza as três principais refeições do dia — café da manhã, almoço e jantar.

Em todo o Brasil, entre janeiro e outubro de 2021, apenas 26% das crianças atendidas pelo SUS, com idades entre 2 e 9 anos, realizavam pelo menos essas três principais refeições.

A piora aconteceu com Bolsonaro

No ano passado, o índice foi ainda pior: apenas 21% das famílias entrevistadas pelo SISVAN disseram que as crianças consumiam ao menos três refeições por dia — ou seja, somente 1 em cada 5 crianças.

O índice começou a retroceder há cerca de sete anos. Em 2015, 76% dessas crianças realizavam pelo menos três refeições por dia. No ano seguinte, o número caiu para 42%. Em 2019, já eram apenas 28% das crianças que conseguiam fazer as três refeições.

Fonte: DCM

A economia do país está parada; povo sofre com o desemprego

Setor de serviços acumulou queda de -0,6% em setembro, acompanhando recuos da indústria e do comércio. “A economia parou no terceiro trimestre”, diz economista

Retrato do setor mais prejudicado pelas medidas de isolamento social impostas pela pandemia em 2020, a Pesquisa Mensal de Serviços divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela queda em um momento que deveria ser de recuperação. Como o a Produção Industrial (-0,4%) e o Varejo (-1,3%), o setor de Serviços recuou -0,6% na passagem de agosto para setembro.

A queda, maior do que a esperada pelos analistas do mercado, interrompeu uma sequência de taxas positivas nos cinco meses anteriores, período em que acumulou ganho de 6,2% sobre a terra arrasada do ano passado. O setor está 3,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas 8,0% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014, sob o Governo Dilma Rousseff.

Em setembro, houve recuo em 20 das 27 unidades da Federação, na comparação com o mês anterior. O maior impacto veio de São Paulo (-1,6%), seguido por Minas Gerais (-1,3%), Rio Grande do Sul (-1,3%), Pernambuco (-2,2%) e Goiás (-2,2%).Quatro das cinco atividades investigadas pela pesquisa acompanharam o recuo, com destaque para transportes (-1,9%), com a taxa negativa mais acentuada desde abril de 2020 (-19,0%).

“O principal impacto negativo nessa queda do setor de serviços veio dos transportes, que foram influenciados pelas quedas no transporte aéreo de passageiros, devido à alta de 28,19% no preço das passagens aéreas, no transporte rodoviário de cargas e também no ferroviário de cargas”, explica o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Outras atividades que recuaram no período foram outros serviços (-4,7%), informação e comunicação (-0,9%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%).

“A queda do setor de serviços se deu de maneira relativamente disseminada. Quando observamos por segmentos, as principais pressões negativas vieram, além do transporte aéreo de passageiros, de serviços financeiros auxiliares e de telecomunicações”, prosseguiu o pesquisador.

O setor de serviços prestados às famílias (1,3%) foi o único a avançar. “Esses são justamente os serviços que mais sofreram com os efeitos econômicos da pandemia e têm mostrado algum tipo de fôlego, de crescimento”, afirmou Lobo. “Com o avanço da vacinação e a flexibilização das atividades econômicas, as pessoas voltam a consumir com maior intensidade serviços de alojamento e alimentação”, finalizou, ressaltando que o setor ainda está 16,2% abaixo do patamar pré-pandemia.

Economist: “Bolsonaro é ruim para a economia brasileira”

Frente a setembro do ano passado, o volume de serviços avançou 11,4%, sétima taxa positiva consecutiva. No ano, o setor acumula ganho de 11,4% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o acumulado em 12 meses atingiu 6,8%, a taxa mais intensa da série histórica, iniciada em dezembro de 2012.Esses avanços, no entanto, ocorrem diante de um tombo recorde de -7,8% em 2020.

“Com o número de hoje temos os dados fechados do terceiro trimestre das principais pesquisas do IBGE e é seguro dizer que a economia parou no trimestre encerrado em setembro”, afirmou em nota técnica o economista André Perfeito, da Necton Investimentos.

Para ele, o recuo generalizado da economia demonstra que a política monetária do Banco Central (BC) não precisa ser mais contracionista do que “já está contratado”. O mercado espera alta de 1,5 ponto para a taxa básica de juros (Selic) na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com a taxa fechando o ano em 11,5%.

“O Brasil está sem nenhum pólo dinâmico no momento, e com a renda em queda por conta da inflação e do elevado desemprego o prognóstico se mantém de desaceleração”, prosseguiu o economista. “Neste sentido a alta de juros se mostra inócua, uma vez que a inflação não se trata de demanda aquecida, pelo contrário.”

Diante do cenário de degradação econômica disseminada por todos os setores, e do vácuo de propostas do desgoverno Bolsonaro para recuperar a economia, Perfeito revisou de 1% para 0,3% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)em 2022. Os juros altos, aponta, “irão contribuir ainda mais para desacelerar a economia que já está fragilizada”.

A nota do economista brasileiro ecoa as conclusões da revista britânica Economist em artigo publicado nesta sexta. “O crescimento desacelerado da economia mostra que Bolsonaro não é ruim apenas para o meio ambiente, para os direitos humanos e para a democracia, mas também para a saúde fiscal do Brasil”, afirmou a publicação ao final do texto.

Fonte: PT

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