CNJ afasta Marcelo Bretas, o Moro da Lava Jato do RJ

Juiz aliado de Bolsonaro e que repetia os métodos viciados de Sérgio Moro foi afastado de suas funções. Os conselheiros também decidiram abrir um procedimento para apurar a conduta do juiz, que fica fora do posto na 7ª Vara durante as investigações.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) afastou nesta terça-feira (28/2) o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, por infrações na condução de processos da franquia fluminense da “lava jato”.

O placar foi de 11 a 4 pelo afastamento cautelar. Os conselheiros também decidiram abrir um procedimento para apurar a conduta do juiz, que fica fora do posto na 7ª Vara durante as investigações. 

O colegiado analisou três reclamações disciplinares. Todas estão em sigilo. Por isso, a sessão não foi transmitida. O relator das reclamações é o corregedor nacional de Justiça, Luis Felipe Salomão.

 Um dos pedidos foi feito pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, com base em reportagem da revista Veja segundo a qual Bretas negociou penas, orientou advogados e combinou estratégias com o Ministério Público. A publicação se baseou em delação do advogado criminalista Nythalmar Dias Ferreira Filho.

Segundo a OAB, Bretas violou deveres de imparcialidade, tratamento urbano com as partes, entre outros previstos no artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional, culminando, inclusive, em desrespeito às prerrogativas dos advogados.

 O segundo processo foi ajuizado pelo prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, que aponta condução de um acordo de colaboração premiada baseado apenas em informações repassadas por terceiro, cujo intuito, segundo ele, era favorecer a candidatura de Wilson Witzel ao governo estadual em 2018. 

Fonte: Conjur

Servidores discutem defesa do AL Previdência e campanha salarial 2023

Ocorreu hoje de manhã (28/02), na sede da CUT Alagoas, uma reunião com representantes de sindicatos de servidores públicos estaduais para discutir a situação da Previdência e a campanha salarial dos servidores 2023.

Os sindicalistas decidiram se reunir com o Ministério Público Estadual para discutir a ação que questiona o desvio de 142 milhões do AL Previdência e organizar um Seminário para discutir a real situação do AL Previdência.

Também foi discutido o lançamento da Campanha Salarial dos Servidores Estaduais 2023 e uma pauta para unificar o conjunto das entidades, com um Índice de reposição, valorização profissional, realização de concurso público e defesa da Previdência dos servidores estaduais.

Estiveram presentes na reunião do Movimento Unifcado dos Servidores Públicos Estaduais, dirigentes da CUT, Sindprev, Sinsdal, Sinduneal, Sintuneal, Sineal, Sindnut e Sinteal, que discutiram a grave situação do AL Previdência e o lançamento da Campanha Salarial dos Servidores.

Ato contra envio de armas à Ucrânia reúne milhares em Berlim

Protesto pacifista foi convocado por autoras de manifesto acusando governo alemão de promover escalada belicista

Chamada “Rebelião pela paz”, a marcha concentrou neste sábado (25/02) cerca de 13 mil pessoas no centro de Berlim, segundo a polícia, apesar das advertências de praticamente todo o espectro político alemão sobre uma possível participação de radicais de direita e de esquerda.

O protesto foi convocado pela controversa líder da ala comunista do partido A Esquerda, Sahra Wagenknecht, e pela autora e ativista Alice Schwarzer, ícone do feminismo alemão, que nos últimos tempos tem se destacado por defender inclusive posições mais identificadas com a direita mais conservadora.

A passeata terminou com um comício nas imediações do emblemático Portão de Brandemburgo. Um efetivo policial de cerca de 1.400 agentes foi destacado para a segurança do ato. O esquema de segurança foi reforçado após o anúncio de participação de vários representantes de extrema direita.

Os organizadores estimaram um provável comparecimento de cerca de 10 mil pessoas, mas as estimativas da polícia excederam esses números, apesar das temperaturas congelantes e da fina neve que caía sobre a capital alemã.

“Manifesto pela Paz”

Wagenknecht e Schwarzer lançaram há duas semanas o chamado Manifesto pela Paz contra o fornecimento de armas à Ucrânia e acusando o governo do chanceler federal alemão, Olaf Scholz, de promover uma escalada belicista com a ajuda militar a Kiev. A petição online obteve apoio de mais de 620 mil assinaturas, de acordo com o site change.org.

A dupla diz que querer ver “negociações e comprometimentos” de ambos os lados do conflito na Ucrânia, para evitar que ele se transforme em uma possível guerra nuclear.

Schwarzer argumenta que o fornecimento de armas para a Ucrânia deveriam ser acompanhadas por esforços diplomáticos. “Depois de um ano de morte e destruição, pergunto: o que nos impede de iniciar as negociações agora, em vez de esperar três anos?”

As posições da dupla desencadearam críticas tanto de membros da coalizão de governo liderada por Scholz – formada por social-democratas, verdes e liberais -, quanto da oposição conservadora liderada pelo partido União Democrata Cristã (CDU).

A direção do A Esquerda se distanciou da convocação de Wagenknecht, cujas posições se aproximam dos postulados pró-Rússia da legenda de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD), o partido mais próximo da linha do Kremlin no Parlamento alemão.

Schwarzer, que é um ícone do feminismo alemão, defende a necessidade de iniciar imediatamente negociações de paz.

Wagenknecht disse à multidão que “o movimento pela paz precisa voltar às ruas”. Schwarzer, por sua vez, afirmou que o comparecimento mostrou: “Este é claramente o início de um movimento de cidadãos. E só podemos esperar que a mídia e os políticos percebam isso.”

Iniciativa “ingênua e perigosa”

Em entrevista à emissora estatal alemã ZDF, Olaf Scholz esta semana que não compartilha da convicção do manifesto de Schwarzer e Wagenknecht. “O presidente russo atualmente aceita apenas uma forma de negociação, ou seja, a rendição incondicional, o que lhe permite alcançar todos os seus objetivos”, disse.

A ministra do Exterior da Alemanha, a verde Annalena Baerbock, e seu correligionário Robert Habeck, vice-chanceler e ministro da Economia, tacharam a iniciativa de “ingênua” e “perigosa”, além de alertarem que a passeata poderia atrair radicais e seria explorada pelo Kremlin. “Todos mentalmente saudáveis querem paz”, comentou Habeck.

Baerbock defende a linha mais crítica dentro do governo alemão em relação a Moscou e na última Assembleia Geral da ONU advertiu, discursando sobre as resoluções pedindo a retirada russa, que uma submissão [da Ucrânia] não equivale à paz.

Fonte: Deutsche Welle

FOI ASSIM O CARNAVAL

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Imperatriz Leopoldinense sagrou- se campeã do carnaval do Rio.
Com um enredo nordestino em plena cidade carioca, a escola de samba retratou a peleja de Lampião entre o inferno e o céu na tentativa do Rei do Cangaço ocupar um cantinho pra morar, pós morte. A escola nao entrou no mérito se Lampião foi bandido ou mocinho, retratou sim, com orgulho e propriedade a relevância do Nordeste, sua cores, suas histórias, suas músicas e em 60 minutos fez todos na arquibancada sambarem o mais autentico arrasta pé nordestino.

Se não fosse o Nordeste, o que seria dos brasileirinhos por mais um ano, enfrentando outra tragédia climática? Em São Paulo dezenas de “foliões” perderam a vida durante as fortes chuvas que caíram na região. Diante do caos provocado pelas chuvas o Presidente nordestino Lula, interrompeu seu feriado de carnaval e meteu o pé na avenida tomada pela lama, para solidarizar e propor ações às vítimas das enchentes. Um nordestino em terras paulistas, fazendo tudo que o Excrementissimo fujão não fez diante das chuvas que assolaram a Bahia em 2021, preferindo o recuo e o silencio em cima se um jet ski. Será o Diabo expulsará Bolsonaro do inferno, assim como foi Lampião, descrito na literatura de Cordel? Aposto que não, pois o Diabo precisa de parceiros.

Apostar é um hábito que o brasileiro tem, boa parte não passam de brincadeiras ou com valores ínfimos, porém uma aposta em um bar na cidade de Sinop na terça de carnaval, encerrou o “enredo” das vidas de 7 pessoas, entre elas uma criança de 12 anos, que nao poderá mais desfilar sua doçura nas ruas da sua cidade. Os assassinos, um deles, com uma espingarda de calibre 12, “desfilou” pelo bar com a arma na mão e o barulho do seu ódio reverberou em todas avenidas do Brasil.
Uma dupla. Um porta bandeira do fascismo, o outro, mestre sala do ódio. Ambos terão seus assentos ao lado do Capiroto, um já foi rebaixado.

A escola socialista comunista esquerdista, tem colocado seus integrantes na avenida com o melhor samba enredo para alegrar os mais humildes, com os melhores carros alegóricos, abastecidos com comida, saúde, educação, emprego, com uma bateria que toca esperança por dias melhores. Essa escola não desfilava desde 2016, voltou afinada e com o apoio da arquibancada geral.

No quesito amor, solidariedade, altruísmo, competência, o carnavalesco Presidente Lula tirou nota 13 .

O Nordeste salvou o Brasil.

Movimentos sociais cobram fortalecimento da agricultura familiar

Os movimentos sociais ligados a luta pela reforma agrária, se reuniram no dia 23/02, com a Secretária de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Carla Dantas, para cobrar o fortalecimento da agricultura familiar em Alagoas.

Participaram da reunião, representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Frente Nacional de Luta (FNL), Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Movimento de Luta pela Terra (MLT), Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento Terra, Trabalho e Liberdade (MTL) e Movimento Terra Livre (TL).

Os representantes dos movimentos socais apresentaram uma pauta de reivindicações com os seguintes pontos: fortalecimento das Feiras Agrária, criação de programas de fomento à produção de alimentos, sistema de irrigação e distribuição de sementes.

Para os participantes, que avaliam como “um bom diálogo”, agora é esperar o cumprimento das ações discutidas.

Escândalo do lixo em Santa Catarina movimentou mais de 500 milhões

Propina no escândalo do lixo de SC passaria de R$ 100 milhões; empresa teria lucrado R$ 430 mi

Os valores apurados pelo Ministério Público (MP-SC) na investigação do escândalo do lixo em Santa Catarina chamam a atenção. Segundo os dados levantados nos últimos meses, a propina paga a prefeitos e agentes públicos ultrapassaria os R$ 100 milhões.

De acordo com o MP-SC, a responsável por fazer os pagamentos em troca de benefícios em licitações era a empresa Serrana Engenharia, de Joinville. Em contrapartida, a própria empresa teria ficado com um lucro de R$ 430 milhões nos contratos fechados com as prefeituras.

Um despacho do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre um pedido de habeas corpus para o empresário Altevir Seidel, pivô da Operação Mensageiro, ajuda a entender até onde a polícia e o Ministério Público já chegaram nas investigações do “escândalo do lixo” em Santa Catarina. Uma das revelações feitas pelo documento é que a apuração conta com imagens da entrega de dinheiro a prefeitos.

“Há diversas imagens de encontro do investigado com agentes públicos, extrações de dados de encontros e contatos, filmagem de maços de dinheiro em frente à casa de um prefeito” relata trecho do pedido de prisão contra Seidel, determinado pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina e citado pela ministra do STJ, Laurita Vaz.

As investigações correm em sigilo, e até agora poucas informações vazaram. Mas sabe-se que Seidel é considerado “o mensageiro”, que dá nome à operação. Para o Gaeco e o Grupo Anticorrupção do MPSC (Geac), ele seria o responsável por intermediar as negociações obscuras em contratos de serviços de coleta e descarte de lixo em diversas cidades no Estado, para o Grupo Serrana.

Trecho do despacho de prisão indica que a operação, que já levou sete prefeitos de Santa Catarina à prisão, ainda pode ter novos desdobramentos, falando em “dezenas” de pessoas. O texto diz que Seidl era o “principal resposavel pela entrega de propina para dezenas de agentes públicos”.

Por fim, afirma que o preso “demonstra elevada infiltração e conhecimento no mundo da criminalidade, ao ponto de ter parado de utilizar o veiculo que estava sendo monitorado, bem como alterar constantemente suas linhas telefônicas”. Esta foi a justificativa para o mandado de prisão no TJSC.

Seidel está preso desde dezembro, e seus pedidos de habeas corpus foram negados até agora em Brasília.

Conforme a coluna de Anderson Silva, os movimentos de Seidel foram acompanhados pelo MPSC por um ano e meio. Foi por meio desse monitoramento que a investigação avançou sobre os prefeitos. O empresário deixou o Grupo Serrana em 2013, mas teria seguido com a responsabilidade de fazer o pagamento de propinas.

Procurado pela coluna, o advogado Renato Boabaid, responsável pela defesa de Seidel, disse que o processo está em “sigilo máximo”, e por isso não pode comentar os fatos.

Fonte: JDV

Pastores são presos por lavagem de dinheiro para organização criminosa

Dois pastores foram presos suspeitos de lavagem de dinheiro para uma organização criminosa. Os mandados de prisão foram cumpridos em condomínios de alto padrão em Sorocaba (SP), na manhã de 3ª feira (14.fev). 

Outros seis mandados de busca foram cumpridos por policiais civis e promotores do Ministério Público. Os alvos foram, além das residências, um prédio comercial e uma igreja evangélica da cidade. Também foram feitas incursões em outras cidades do interior paulista: uma em um condomínio fechado de Araçoiaba da Serra e outra em um imóvel em Itu. 

De acordo com as investigações, o casal formado por um homem de 47 anos e uma mulher de 42 integram uma das maiores organizações criminosas do país. Eles seriam os responsáveis pela lavagem de dinheiro do grupo e estão à disposição da Justiça. 

O falso pastor é natural do Rio Grande do Norte, estado onde o caso também é investigado pelo Ministério Público. O criminoso já tinha sido preso em fevereiro de 2019, quando deixava a igreja. Na época, era procurado por usar documento falso e tráfico de drogas.  

Celulares e documentos foram apreendidos pela perícia, que irá investigar a participação de mais integrantes.  

Fonte: SBT News

Operação resgata 152 trabalhadores em condições análogas à de escravidão em Acreúna

Em apenas uma operação foram resgatados 139 trabalhadores no plantio de cana; empresa pagou mais de R$ 1 mi em indenizações e multas. Os outros 13 resgatados trabalhavam numa fábrica de ração que foi fechada

Diligências de combate ao trabalho análogo ao de escravo flagraram 152 trabalhadores em condições degradantes, sem receber salário corretamente, entre outras irregularidades. As operações foram realizadas de 7 de a 16 de fevereiro, com a participação do Ministério Público do Trabalho em Goiás (MPT-GO), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal (MPF), Defensoria Pública da União (DPU) e Polícia Federal (PF), em Acreúna, Goiás.

Em uma única operação foram resgatados 139 trabalhadores no plantio de cana de açúcar em uma fazenda do município. Eles foram contratados nos estados de Piauí, Bahia, Maranhão e Pernambuco por meio dos chamados “gatos”, que são aliciadores de mão de obra.

Foi prometido que receberiam salário por produção, o que poderia render de R$ 2 mil a R$ 5 mil mensais. Porém, no local, ganhavam apenas o valor correspondente a uma diária, além de terem de pagar pela alimentação e pelas passagens dos ônibus que os trouxeram de outros estados.

Havia descontos indevidos nos salários; não recebiam 13º e férias corretamente; o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) não era devidamente recolhido. Alguns sequer tinham condições de retornar para seus locais de origem. Nos alojamentos não havia roupas de cama, armários ou locais adequados para preparo e tomada de refeições. Devido à falta de dinheiro, alguns cozinhavam em fogões à lenha.

Não eram fornecidos equipamentos de proteção individual, ferramentas e instalações sanitárias nas frentes de trabalho. O transporte da cidade para o campo era feito em ônibus em condições inadequadas – o que chegou a provocar um acidente, devido ao estouro de um pneu.

Resolução da situação

A empresa sucroalcooleira que terceirizou o plantio da cana assumiu a responsabilidade pelos trabalhadores e efetuou o pagamento das verbas rescisórias, no valor de R$ 877 mil. Pagou também R$ 283 mil por danos morais individuais.

Foi pago ainda, a título de dano moral coletivo, R$ 315 mil, que será destinado, pelo MPT-GO, a instituições sociais de Acreúna e de outras cidades goianas. A empresa se comprometeu, por meio de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) firmado com o MPT, a regularizar uma série de problemas.

Fábrica de ração

A outra situação degradante de trabalho foi flagrada em uma fábrica de ração animal no mesmo município. Dez trabalhadores e três trabalhadoras foram resgatados em condições de extrema precariedade.

As pessoas dormiam no chão, utilizando pedaços de espumas e em meio a muito lixo. Todos estavam sem registro e não recebiam salários regularmente. Havia risco de acidentes e doenças do trabalho.

Medidas tomadas

Os 13 resgatados receberão as verbas rescisórias (R$ 52 mil) de forma parcelada (duas vezes). Ficou acordado também, por meio de TAC, que serão pagos valores por danos morais individuais (R$ 3,9 mil) e coletivos (R$ 10 mil). Os alojamentos e a fábrica foram interditados.

Seguro-Desemprego

Foram emitidos, para todos os 152 trabalhadores, os requerimentos para acesso ao seguro-desemprego de trabalhador resgatado, correspondente a três parcelas de um salário mínimo.

Trabalho escravo contemporâneo

De acordo com o artigo 149 do Código Penal brasileiro, trabalho análogo ao escravo é aquele em que pessoas são submetidos a qualquer uma das seguintes condições: trabalhos forçados; jornadas tão intensas ao ponto de causarem danos físicos; condições degradantes no meio ambiente de trabalho; ou restrição de locomoção em razão de dívida contraída com o empregador. É crime e pode gerar multa, com pena de até oito anos de prisão.

As denúncias podem ser feitas no site do Ministério Público do Trabalho: site (mpt.mp.br) ou aplicativo (MPT Pardal).

* Do MPT – GO

Fonte: CUT

Delegação de Israel é expulsa de cerimônia da União Africana

Neste último sábado (18), a UA (União Africana) realizou a abertura da 36ª sessão ordinária do bloco na cidade de Adis Abeba, capital da Etiópia. Na ocasião, integrantes da delegação diplomática de Israel foram expulsos da sede da organização.

A vice-diretora geral para África no Ministério das Relações Exteriores de Israel, Sharon Bar-li, foi retirada do evento acompanhada de sua equipe. Eles foram escoltados por seguranças para deixar o local. Vale destacar que a embaixadora ainda discutiu com os agentes de segurança.

Segundo Ebba Kolondo, porta-voz do presidente da União Africana, Bar-li foi removida por estar usando uma credencial que não era dela. A credencial estava emitida no nome de Aleli Admasu, embaixador de Israel na União Africana.

Em 2021, a comissão da organização havia concedido uma licença para que Israel fosse considerado um país-observador da União Africana. No entanto, houve um incômodo entre países como Argélia e África do Sul após o anúncio. Diante disso, o presidente da UA, Moussa Faki Mahamat, informou que o status de Israel foi suspenso.

Fonte: DCM

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