TJ/AL declara inconstitucional lei que acabou com cobradores de ônibus

Ação foi impetrada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT)

Na última semana, o Tribunal de Justiça de Alagoas reconheceu e declarou a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 7.057/2021, que permitiu a acumulação de função entre motorista e cobrador de ônibus em Maceió, o que, na prática, acabou com a segunda profissão.

Em menos de dois anos, as empresas passaram a diminuir os ônibus com cobrador e, hoje, sequer existe mais. Para usar o transporte público na capital, é preciso ter o bilhete eletrônico, como vale-transporte, cartão de estudante, cartão do cidadão, entre outros, ou um cartão de crédito com a função aproximação.

Apesar de tardiamente, a Justiça declarou que houve vício de iniciativa na lei, já que foi de autoria da Câmara de Vereadores, e não da Prefeitura de Maceió. Por esse motivo, a ação foi impetrada pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT), representado pelo advogado Marcondes Costa.

Durante 2021, na época ainda da pandemia, o projeto de lei foi bastante polêmico e criticado por várias alas da sociedade, provocando ações judiciais na tentativa de contornar a situação. Somente agora, porém, a ação de inconstitucionalidade foi julgada procedente com unanimidade de votos.

Foi citado que a lei, além de mexer com as funções de motorista e cobrador, instituiu atribuições às empresas prestadoras do serviço, as quais possuem contratos com a prefeitura, logo caberia ao Executivo o exercício da função de gestão administrativa.

“Diante desse cenário, conclui-se que a referida norma gera indevida interferência na gestão de contratos de concessão de serviços públicos, cuja iniciativa é privativa do Chefe do Poder Executivo. Inclusive, é exatamente esse o entendimento que vem sendo adotado pelos Tribunais de Justiça em casos que tratam de hipótese semelhante à dos presentes autos”, diz o juiz e relator Hélio Pinheiro.

Fonte: Folha de Alagoas

Policiais rodoviários que mataram Genivaldo em ‘câmara de gás’ foram demitidos e irão a júri popular

Genivaldo de Jesus Santos foi assassinado no porta-malas de uma viatura da PRF, sufocado por gás de uma granada

Três policiais rodoviários federais envolvidos no assassinato de Genivaldo de Jesus Santos, em Sergipe no ano passado, foram demitidos pelo Ministério da Justiça. Ele foi morto na cidade litorânea de Umbaúda, após ser preso no porta-malas de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e inalar grande quantidade de gás, introduzido no veículo pelos próprios agentes. 

A decisão de demitir William Noia, Kleber Freitas e Paulo Rodolpho foi anunciada pelo ministro da Justiça, Flávio Dinom nesta segunda (14). “Estou assinando a demissão de 3 policiais rodoviários federais que, em 2022, causaram ilegalmente a morte do Sr. Genivaldo, em Sergipe, quando da execução de fiscalização de trânsito”, disse ele em publicação pelas redes sociais. 

“Não queremos que policiais morram em confrontos ou ilegalmente matem pessoas. Estamos trabalhando com Estados, a sociedade civil e as corporações para apoiar os bons procedimentos e afastar aqueles que não cumprem a Lei, melhorando a Segurança de todos”, ressaltou o chefe da pasta. 

Segundo Dino, o Ministério determinou revisão da doutrina e dos manuais de procedimentos da Polícia Rodoviária Federal, para aprimoramento e eliminação de “eventuais falhas e lacunas”. Os agentes envolvidos na execução de Santos devem ser julgados por júri popular. 

Genivaldo foi morto em 25 de maio do ano passado em uma abordagem de trânsito, que segundo a corporação, teria sido ocorrido porque a vítima conduzia uma moto sem capacete. Na época, a PRF alegou que o homem resistiu “ativamente” à ação dos policiais e que, por conta da “agressividade” de Genivaldo, foram usados instrumentos “de menor potencial ofensivo” para conduzi-lo à delegacia. 

No entanto, vídeos gravados e divulgados pela população local mostram que Santos foi imobilizado por três agentes, colocado dentro do porta-malas e sufocado até a morte. Um dos policiais segura a porta do veículo sobre as pernas do homem e pressiona para garantir que ele não escaparia.  

Ainda na primeira manifestação sobre o crime, a Polícia Rodoviária afirmou que ele teria passado mal a caminho da delegacia. No entanto, as imagens mostram que ele já não se mexia minutos depois de ter sido colocado na câmara de gás improvisada. 

A repercussão do caso levou a PRF a mudar o discurso dias depois do assassinato. Em vídeo, o então, coordenador-geral de comunicação institucional da PRF, declarou que a corporação não compactuava com as medidas adotadas e que colaboraria com as investigações. 

Em outubro de 2022, a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os três policiais que participaram da ação. Eles foram acusados por abuso de autoridade, tortura e homicídio qualificado.  

De acordo com o MPF, a vítima tinha lesões nas maçãs do rosto, orelhas, pescoço, supercílios, cotovelos, joelhos, mãos, pés e punhos. O laudo de perícia afirmou que o homem não ameaçou os policiais e nem reagiu à abordagem, “manteve uma posição defensiva e seguiu os comandos verbalizados pelos policiais, apenas questionando verbalmente o motivo das agressões”.  

Ainda segundo a denúncia, Paulo Rodolpho Nascimento acionou uma granada de gás lacrimogêneo e a lançou na viatura. Em seguida, Nascimento e William Noia impediram a saída de Genivaldo de Jesus dos Santos por quase dois minutos. Ele morreu por asfixia mecânica por exposição a agentes irritantes.  

Para o MPF, os agentes desprezaram “a ampla gama de circunstâncias indicativas da iminente morte de Genivaldo em decorrência da conduta por eles perpetrada” e também “menosprezaram os avisos das pessoas que estavam próximas e a própria reação dolorosa da vítima submetida aos efeitos do gás”.  

O julgamento dos agentes William de Barros Noia, Kleber Nascimento Freitas e Paulo Rodolpho Lima Nascimento, envolvidos na ação, ainda não tem data para acontecer. A Justiça Federal de Sergipe determinou que eles sejam submetidos à júri popular.

Fonte: Brasil de Fato e G1

Sindicatos e movimentos sociais protestam contra as privatizações em Minas Gerais

Manifestação contra as privatizações de Zema será realizada na Assembleia Legislativa na terça-feira (29), a partir das 14h

Em resposta às tentativas do governo de Minas Gerais de aderir ao Regime de Recuperação Fiscal (RRF) e de avançar em privatizações de empresas estatais mineiras, entidades sindicais e movimentos populares convocam para a próxima terça-feira (29) um dia de paralisações e mobilizações. Em Belo Horizonte, na data, acontece uma manifestação, com concentração na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), a partir das 14h.

A proposta foi construída em plenária de representantes das categorias do funcionalismo público, que reuniu 24 entidades sindicais no início deste mês, e endossada em reunião da campanha estadual Fora Zema, na terça-feira (22).

Um dia antes, na segunda-feira (21), Romeu Zema (Novo) protocolou na ALMG uma proposta que prevê o fim da obrigatoriedade, prevista na Constituição de Minas Gerais, de realização de referendo popular para a venda da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig).

Durante a reunião da campanha Fora Zema, o presidente da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT Minas) Jairo Nogueira avaliou que a proposta do governador é autoritária e pode fazer com que cresça a insatisfação das classes populares.

“O referendo popular é uma conquista do povo mineiro. A retirada desse mecanismo da lei é uma medida autoritária. É como se Zema dissesse para a população ‘eu não quero a sua opinião. Você não entende desse assunto’. É ditatorial”, criticou Jairo.

Na contramão das vontades de Zema, que desde o seu primeiro mandato busca viabilizar a entrega das empresas para a iniciativa privada, em agosto de 2022, um levantamento realizado pelo Datatempo indicou que 65,3%, 59,6% e 53,9% são contra a venda da Cemig, Copasa e Gasmig, respectivamente.

Insistência de Zema

Ao mesmo tempo, está na ALMG um pedido do governador de desarquivamento do Projeto de Lei (PL) 1202/2019, que trata sobre a adesão de Minas Gerais ao RRF. Com a proposta travada no parlamento mineiro desde a legislatura passada, Romeu Zema buscou no Supremo Tribunal Federal (STF) a anuência para aderir ao regime.

Mesmo com a autorização do STF, o governo quer o aval dos deputados estaduais para ter maior segurança jurídica quanto à medida. Além de facilitar a privatização das estatais, o regime é criticado por retirar a autonomia do estado, retirar direitos dos servidores públicos e limitar os investimentos em serviços essenciais, como saúde e educação.

Diante desse cenário, a coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) Denise Romano destaca que é necessário o envolvimento de todos os setores da sociedade no enfrentamento das propostas do governador.

“Essa luta precisa ser da sociedade mineira. O governo estadual não gosta de povo. Nós precisamos garantir que as estatais continuem sendo do povo de Minas Gerais. Se perdemos a Cemig, por exemplo, todos nós, que pagamos conta de luz, seremos impactados”, explicou a sindicalista, durante a reunião da campanha Fora Zema.

O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro/MG) Emerson Andrada enfatiza que, além das ações do dia 29 de agosto, é preciso construir uma agenda permanente de lutas, que envolva discussões nas comissões da ALMG, aulões públicos, atividades culturais e outras.

“Precisamos estabelecer ações imediatas e nos planejar para um processo de debate público com a população. Precisamos pressionar dentro e fora da ALMG, para que não aconteça a tramitação dos projetos”, destacou, na mesma reunião.

Fonte: Rede Brasil Atual

TÁ CONFUSO NÃO! TA CONFÚCIO

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 27 de Agosto de 2023

” Se queres prever o futuro, estuda o passado”. Uma frase simples mais com um teor altíssimo de sabedoria do filósofo Confúcio, aniversariante do dia.
Sabendo disso Lula viaja para o Continente Africano que ficou esquecido no último governo. Lula sabe que conhecendo o nosso passado, o futuro do país será menos tenebroso em diversos aspectos.
Lula, também, fortalece o Brics, com novos membros e novos parceiros, com isso o Brasil do futuro será calcado na sua ancestralidade. Há quem não goste!

” Quando vires um homem bom, tenta imita-lo”. Assim tem feito muitos líderes mundiais ao cercar Lula para ouvi-lo e ensina-los a fórmula do sucesso. Um vídeo desse momento tem bombado nas redes, onde mostra as maiores lideranças mundiais ouvindo Lula atentamente, como se fossem discípulos de um filósofo contemporâneo, mas é um muito mais, um nordestino que superou todos os obstáculos que a vida lhe impôs.

” O homem superior atribui a culpa a si próprio, o homem comum aos outros” . Bolsonaro passou os 4 anos culpando todos pelo seu desastre na administração do país. Culpou a guerra, o vírus, o comunismo, o dólar, até o ICMS e agora culpa os seus comparsas pelo roubo das jóias. Um medíocre que filosofava asneiras num cercadinho do Palácio do Planalto para um bando de desocupados que se intitulavam patriotas.
Por falar em patriotas!

Não podemos esquecer que esses “patriotas” tentaram dar um gople de estado no 8 de janeiro, invadindo e quebrando toda a Praça dos Três Poderes, mas uma parte do povo do Sul do país, mais precisamente em Porto Alegre na Câmara de Vereadores, instituiu o 08 de Janeiro como o Dia do Patriota. Uma clara afronta ao Estado Democrático. É essa Região, que sonha um dia com a separação do Brasil. Já acho que o Norte e Nordeste devem apoiar essa inciativa, pois seria menos vergonhoso para ambos terem o Sul no mesmo Brasil.
Obs: Não são todos do Sul que sonham com esse absurdo.Ressalva feita,continuemos.

Para essa atitude do Sul, Confúcio, até ele, ficaria confuso e dentre todos os seus pensamentos e frases, talvez uma serviria de conselho a eles que carregam esse sentimento “patriotico separatista”.
” Não corrigir as próprias falhas é cometer a pior delas”.
Se isso não for feito, termos em breve novas donas Fátimas, de Tubarão, defecarão literalmente nas instituições do país.

Reflexões Flávio Show 2023 , ano 03 – Edição 140

CUT Alagoas realiza congresso e aprova Marcha à Brasília pela revogação da reforma trabalhista

Ocorreu nos dias 25 e 26/08, o 13⁰ Congresso Estadual da CUT Alagoas, com a participação de mais de 200 delegados representando os sindicatos filiados do campo e da cidade.

O Cecut aprovou diversas resoluções para organizar a luta da classe trabalhadora pela reconquistas dos direitos perdidos nos governos Temer e Bolsonaro. Entre as resoluções adotadas está a proposta de realização de uma Marcha à Brasília pela revogação da reforma trabalhista, que foi aprovada por unanimidade.

O Congresso também aprovou resoluções contra os ataques do governo Paulo Dantas (MDB) à educação e aos servidores, de cobrança de punição aos crimes ambientais da Braskem, pela reestatização da Eletrobras, contra a proposta de Reforma Administrativa de Arthur Lira e em defesa dos serviços públicos e das estatais.

Também foram moções em defesa da greve da educação e da luta na Uneal pelo restaurante e concurso público, entre outras.

O Cecut elegeu o bancário Luciano Santos como presidente da Central em Alagoas.

STF abrirá processo para investigar violência policial contra indígenas de MS

O Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou uma ação proposta pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), ainda em abril, que denuncia violência policial e violações de preceitos constitucionais contra comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

O julgamento virtual terminou na noite desta sexta-feira (25) e analisava uma decisão anterior do ministro Gilmar Mendes, que já havia negado provimento à ação, em decisão provisória. Mesmo assim, o placar final do julgamento ficou em 7 votos a 4 a favor do prosseguimento da ação, com voto divergente da presidente do STF, ministra Rosa Weber, seguido pelos ministros Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Roberto Barroso, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Em seu voto, Gilmar Mendes reiterou o não cabimento da ação e foi acompanhado pelos ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin.

Segundo a Apib, as violações cometidas contra os indígenas da etnia Guarani-Kaiowá são sistêmicas e se relacionam com a ausência de demarcação da terra tradicionalmente ocupada. Na ação, a entidade argumenta que o governo estadual adota uma política de segurança pública que desconsidera e desrespeita os direitos fundamentais dos povos indígenas, com a utilização da Polícia Militar “como milícia privada a serviço dos fazendeiros da região”, efetivando ações violentas de desocupação forçada. Essas operações não teriam amparo legal nem autorização judicial.

Entre os pedidos formulados, a Apib quer que o estado seja obrigado a elaborar e encaminhar ao STF, em 60 dias, um plano visando ao controle de violações de direitos humanos dos povos indígenas pelas forças de segurança, com medidas objetivas, cronogramas específicos e perspectiva intercultural, além de previsão dos recursos necessários à sua implementação.

Também requer que a Secretaria Pública de Segurança do estado informe as operações policiais à Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e ao Ministério dos Povos Indígenas, com antecedência mínima de 24 horas. Outro pedido é o de instalação de equipamentos de GPS e sistemas de gravação de áudio e vídeo nas viaturas policiais e nas fardas dos agentes de segurança, com o armazenamento dos respectivos arquivos. Pedem ainda que o governo estadual se abstenha de utilizar helicópteros como plataformas de tiro em operações de conflitos fundiários que envolvem povos indígenas.

Por fim, a ação solicita a criação, no âmbito do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul e do Tribunal Federal Regional (TRF), de comissões de conflitos fundiários.

Em março, a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, chegou a notificar o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, pedindo providências sobre o caso envolvendo três lideranças indígenas Kaiowá Laranjeira Nhanderu. Os indígenas foram presos em ação da Polícia Militar no município de Rio Brilhante.

Relatório

Relatório sobre violência contra povos indígenas no Brasil do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) registrou ao menos três assassinatos de indígenas da etnia Guarani-Kaiowá somente no ano passado.

Um dos casos ocorreu em 24 de junho de 2022, quando fazendeiros e policiais invadiram o território Guapoy mesmo sem ordem judicial. O território tradicional é reivindicado como parte da reserva Amambai. Tiros da polícia deixaram nove feridos e um morto, o indígena Vitor Fernandes, Guarani-Kaiowá, de 42 anos.

Nos meses seguintes, em outras emboscadas, mais duas lideranças do povo Guarani-Kaiowá, Márcio Moreira e Vitorino Sanches, foram mortas a tiros na mesma localidade. O número de indígenas assassinados no Brasil entre 2019 e 2022 chegou a 795. Só no ano passado, foram 180.

Fonte: Agência Brasil

‘Quem faz a guerra, quem vende armas são os países do Conselho de Segurança’, diz Lula

Presidente brasileiro criticou o desinteresse das Nações Unidas pela Palestina. “A ONU de 2023 está longe de ter a mesma credibilidade da ONU de 1945”

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa Angola neste domingo (27), e segue para São Tomé e Príncipe, onde participa da Cúpula dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Neste sábado, em coletiva à imprensa, ele fez duras críticas ao Conselho de Segurança da ONU e às própria Nações Unidas. Segundo presidente brasileiro, “o Conselho de Segurança, que deveria ser a segurança da paz e da tranquilidade, é o que faz a guerra sem conversar com ninguém”.

Ele falou das guerras das últimas décadas para exemplificar a inoperância do organismo. “A Rússia vai para a Ucrânia sem discutir no Conselho de Segurança. Os Estados Unidos vão para o Iraque sem discutir no Conselho de Segurança. A França e a Inglaterra vão invadir a Líbia sem passar pelo Conselho de Segurança. Ou seja, quem faz a guerra, quem produz arma, quem vende armas são os países do Conselho de Segurança. Está errado.”

Para o presidente, “a ONU de 2023 está longe de ter a mesma credibilidade da ONU de 1945″. Ele criticou o desinteresse das Nações Unidas pela luta da Palestina. “Em 1948, a ONU conseguiu criar o Estado Israel. Em 2023, ela não consegue fazer cumprir a área reservada aos palestinos”, destacou.

Pela ampliação do Conselho de Segurança

Mais uma vez, Lula reafirmou os pleitos de Brasil, Índia, Alemanha e Japão, que pretendem ter assento permanente no Conselho de Segurança. Desde a Segunda Guerra Mundial, apenas cinco países, os considerados vencedores do conflito que acabou em 1945, são membros permanentes: Rússia, China, Reino Unido, Estados Unidos e França.

Ele também defendeu que a América Latina e a África tenham maior representatividade no organismo. “Qual é a representação da África no Conselho de Segurança? Qual é a representação da Ásia, da América Latina? Deixamos claro que defendemos que o Brasil entre no Conselho de Segurança, a Índia, a Alemanha, o Japão. Há divergências, mas não são nossas”, completou.

“Não temos que ter medo de fazer coisas utópicas. O mundo está precisando de um pouco de utopia, acreditar que o amor pode vencer o ódio”, pontuou.

Um alô ao Congresso Nacional

Com um olho na agenda internacional e outro no Brasil, o petista enviou pelo Twitter uma mensagem de agradecimento ao Congresso Nacional pelas decisões mais recentes. “Queria agradecer o parlamento brasileiro pela aprovação da proposta do governo federal que irá garantir o aumento real do salário mínimo, a isenção do imposto de renda e o novo arcabouço fiscal. As coisas estão funcionando porque estamos buscando exercitar a democracia da forma mais plena possível”, disse.

Fonte: Rede Brasil Atual

Tremor de terra com magnitude 2.1 assusta moradores de Arapiraca

Centenas de moradores relataram o ocorrido

A terra tremeu em Arapiraca. Diversos moradores da Capital do Agreste relataram, nas redes sociais e grupos de WhatsApp, terem sentido um tremor de terra na tarde desta sexta-feira (25).

“Os vizinhos todos saíram na porta, minha casa inteira tremeu, estou super assustada”, relatou uma moradora do bairro Cavaco.

“Tava aqui no Centro, e a terra tremeu agora há pouco”, escreveu outro em um grupo de WhatsApp. As mensagens foram corroborados com outros relatos. 

O tremor de terra foi confirmado pelo Laboratório de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que detectou um terremoto com magnitude 2.1mR na escala Richter.

O Sistema de Alertas de Terremoto do Android emitiu um comunicado via Google aos moradores.

Muitos arapiraquense atribuíram o tremor de terra aos trabalhos desenvolvidos pela Mineração Vale Verde, em Craíbas. Entretanto, a empresa afirmou não haver nexo causal com os desmontes controlados. Confira na íntegra:

A Mineração Vale Verde (MVV) vem por meio desta nota oficial dizer que os recentes tremores de terra sentidos em Arapiraca-AL não têm nexo causal com os desmontes controlados da empresa.

Os desmontes são preferencialmente agendados para ocorrer às quintas-feiras, por volta de 12h (meio-dia). Essa escolha foi feita em consenso com as comunidades locais, com vistas ao menor impacto possível e garantindo que a população seja sempre devidamente informada antes e após cada evento.

A MVV mantém o compromisso contínuo de transparência e comunicação fluida com as comunidades anfitriãs, mantendo-se aberto ao diálogo com todas as partes interessadas e tendo a Segurança como seu principal valor.

Fonte: 7 Segundos

Greve da educação é marcada por atos em Maceió e Arapiraca

Panfletagem em Maceió e caminhada em Arapiraca foram realizadas na manhã da quinta (24)

No primeiro dia da GREVE dos/as trabalhadores/as da educação da rede estadual de Alagoas, o Sinteal organizou um ato público na Praça da Assembleia Legislativa, Centro de Maceió.

“Nesse primeiro momento estamos reforçando o diálogo com a população mostrando que a greve é uma luta legítima pela educação pública. Estamos nas ruas recebendo muito apoio da população que compreende a importância de valorizar os trabalhadores da educação”, disse Izael Ribeiro, presidente do Sinteal.

Sem bloquear vias, os manifestantes ocuparam a faixa de pedestres utilizando o tempo do semáforo fechado, para ter visibilidade enquanto entregavam panfletos com uma carta aberta à sociedade e a agenda de greve.

Apesar da tentativa da Secretaria de Educação de enganar a população enviando uma nota à imprensa afirmando que as escolas estariam funcionando normalmente, a realidade em todo o Estado foi de greve e muita luta.

“A categoria deliberou greve na última segunda-feira (21), comunicamos via ofício à Seduc. Ressaltamos que não existe aula sem trabalhador na escola. A aula hoje é na rua”, informou Izael.

Ao longo da semana, o diálogo foi feito dentro da escola, como deliberado na assembleia. Uma professora de história do nível médio conta que ao explicar em sala de aula quais eram as razões da greve os alunos decidiram fazer o cálculo de quanto representaria o reajuste de 3% que o Paulo Dantas quer implantar em 2023, o resultado foi R$ 78,00. “É menos do que a bolsa que eu recebo do programa Escola 10”, reagiu surpreso um dos estudantes. Essa é a realidade de uma educadora com formação superior, que tem 30h na rede estadual de Alagoas.

A greve reivindica a aplicação dos 14,95% do piso nacional da educação como reajuste salarial para todos os trabalhadores da educação, em todos os cargos e níveis da rede estadual. Apesar das ameaças (veladas ou não) que a gestão tem feito, a categoria tem resistido bravamente e se comprometido com a luta.

“Seguimos com uma mobilização cada vez maior, em todo o estado a luta só cresce. Reafirmamos nossa disposição ir em frente ou encerrar a luta, só depende do governador a decisão sobre o caminho que o movimento vai seguir. Ou valoriza o salário, ou explica para a população porque não prioriza a educação”, finalizou Izael.

Fonte: Sinteal

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