CHUVA DE FAKES

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 12 de Maio de 2024

Uma enchente de críticas ao show da Madonna inundou as redes de zap dos patriotas “cristãos”, pessoas de bem e de familia fecharam um olho na hora do evento e o outro nem piscava vendo a “globolixo” transmitir ao vivo a apresentação da cantora. Mesmo assim alguns bolsonaristas pegaram seus botes e cruzaram o Brasil pra ver e ouvir clássicos da cantora, Jorge Seif, Wangarten, Cláudio Castro e outros rebolaram junto com a Pablo Vittar, depois de descobertos pediram desculpas e nadaram pra longe das “orgias” artísticas da cantora.
A Direitinha Golpista só pode curtir shows de sertanejos que são mais pornográficos que postagens pornôs no Onlyfans. Hipocrisia bovina ao extremo!

Depois da ressaca do show, os bolsonaristas pegaram uma lancha e desembarcaram, via Internet, ao Rio Grande do Sul, que continua sofrendo com as fortes chuvas, lá o intuito era afogar qualquer possibilidade de ajuda aos desabrigados, ligando as bombas de fakes news. Pablo Marçal, Deputado Gustavo Gayer, Nego Di(não conheço) Senador Cleitinho e todo entulho parlamentar da Direita usaram dos mais sórdidos argumentos(mentiras) para desmerecer a atuação do Governo Lula.
Sobrou até as Forças Armadas que ao invés de tá ajudando no Golpe, tava ajudando os gauchos, deve ter sido por isso que viraram alvo do ódio da extrema direita.
A própria Jojô Todinho entrou na água suja das meias verdades ou das inteiras mentiras.lacraçao pura! . Fica o alerta; evite a mistura do Governador Leite com Todinho, pode causar muito mal estar e até afogamentos cognitivos severos.

O que tem acontecido no Rio Grande do Sul é o abandono por anos das políticas públicas contra as mudanças climáticas. O Brasil foi devastado por um discurso extremista de que o combate ao “comunismo”, à comunidade LGBT, à imprensa, aos direitos trabalhistas e previdenciários, convenceu uma parcela da população que o meio ambiente é secundário e que tragédias climáticas são desígnios divinos. O “evangelistão” atacando mais uma vez. “Ouremos”!

Saber combater as mudanças climáticas é tão complicado quanto combater os lacradores da redes sociais. Vimos o Prefeito de Farroupilha gravando e editando uma conversa com o Ministro Paulo Pimenta, numa atitude sem precedentes, o Prefeito usa uma enxurrada de falácias tentando se vitimizar para o deleite dos seus eleitores. Não funcionou, pois o Ministro também gravou a conversa e postou a verdade na integra. A lacraçao do Prefeito afundou.

A água no Rio Grande do Sul vai abaixar, as casas serão reconstruídas, as ruas serão refeitas e uma nova estrutura contra enchentes já está no radar das autoridades, mas nada disso vai adiantar se o lamaçal da ignorância politica permanecer chovendo 24 horas na cabeça dos gaúchos. Escolher bem seus representantes é um passo em terra firme para que políticas ambientais sejam mais preocupantes que uma bandeira vermelha com uma foice e um martelo.
O Nordeste resgatou o Brasil na última eleição, falta o Sul se salvar.

Feliz dia das mães!

Reflexões* Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 179

Tarcísio pretende entregar a fazendeiros áreas com descontos de 90%

As áreas que o governador bolsonarista pretende entregar com desconto a fazendeiros é equivalente a 4 cidades de SP

Quase dois anos após entrar em vigor em São Paulo, a lei que entrega terras a fazendeiros com até 90% de desconto já tem processos em curso cujas áreas ultrapassam 1.300 parques Ibirapuera ou território superior ao da capital paulista.

O governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) estima que a legislação tem potencial para triplicar essa área.

Isso porque a Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) aprovou no fim de abril um projeto de lei que estendeu de janeiro deste ano para o fim de 2026 o prazo final para novos acordos entre fazendeiros e o governo.

A lei foi sancionada pelo ex-governador Rodrigo Garcia (na época, no PSDB) em 2022, mas passou a ser aplicada por Tarcísio, eleito com apoio do agro.

A legislação beneficia aqueles que estão em terras públicas ocupadas de maneira irregular, o que inclui áreas julgadas devolutas ou em vias de serem declaradas dessa maneira. Terras devolutas são áreas públicas que nunca receberam uma destinação específica por parte do poder público e jamais foram propriedade particular.

O governo, então, inicia uma ação de discriminação desses terrenos, dando preferência a quem os ocupa atualmente.

Até o momento já há 355 pedidos que abrangem a área de 205 mil hectares.

A previsão do governo é que ela possa chegar a 600 mil hectares até 2026. Para se ter uma ideia, essa área é equivalente a quase quatro cidades de São Paulo (que tem 152.100 hectares) ou cerca de oito Campinas (com 79.500 hectares).

O caminho dos processos é o seguinte: fazendeiros fazem os pedidos, analisados pelo Itesp (Fundação Instituto de Terras) e depois validados pela PGE (Procuradoria Geral do Estado).

Até agora, foram finalizados 64 processos relativos a 78 imóveis, em uma área que soma 33 mil hectares, território maior do que a de Guarulhos.

O limite máximo de área que pode entrar nos acordos é de 2.500 hectares -acima disso, é necessária a aprovação do Congresso Nacional, segundo a Constituição.

Os críticos da legislação apontam risco de que grandes áreas estejam sendo subdivididas com objetivo de facilitar a aprovação dos processos, favorecendo a concentração de terra entre clãs do agro paulista.

A lista de processos para realização de acordos traz diversos sobrenomes em comum, conforme documento enviado pelo governo ao gabinete do deputado estadual Paulo Fiorilo, do PT, sigla que se opõe à lei.

Por exemplo, os sobrenomes Catarino Pereira ou Catarino da Fonseca Pereira aparecem 25 vezes, com um total de área pleiteada para regularização que se aproxima dos 6.000 hectares. O sobrenome Junqueira aparece 20 vezes, em áreas que chegam perto dos 17 mil hectares.

Já os Duarte do Valle aparecem dez vezes, em áreas que totalizam 8.466 hectares (9% do total).

“O que estamos vendo aqui em relação ao que aconteceu de 2022 até 2024, o que está acontecendo, em uma área que está superior à legislação federal está sendo feito um desmembramento para famílias com mesmo sobrenome, para dar um ar de legalidade”, afirmou o deputado estadual Luiz Cláudio Marcolino (PT), durante a discussão do projeto que estendeu a lei que prorrogou o prazo para novos acordos.

Já o bolsonarista Lucas Bove (PL) argumentou que algumas dessas terras já estão na mão dessas pessoas há mais de cem anos. “Esses produtores rurais, pequenos, médios e grandes, nunca vão sair daquelas terras. A diferença é que agora o Estado está recebendo pelo menos uma parte desse recurso de volta para poder investir em educação, em segurança pública, para poder investir em infraestrutura”, disse o deputado.

As tentativas de acordos por parte de fazendeiros se concentram na região do Pontal do Paranapanema, foco constante de tensão entre movimentos como o MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) e fazendeiros. O local é reduto do secretário de Agricultura, Guilherme Piai, que tentou se eleger deputado federal em 2022.

Na época, entre seus doadores de campanha estava Paulo Duarte do Valle, com R$ 10 mil, que também doou R$ 22 mil a Tarcísio e R$ 35 mil a Jair Bolsonaro (PL), segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O nome dele consta da lista de interessados em regularizar fazenda, sendo que ao menos um pedido já teve parecer favorável da PGE.

A reportagem enviou email para endereço que consta do cadastro da fazenda de Valle para saber se gostaria de comentar sobre a lei de terras e as doações aos candidatos, mas não obteve retorno.

Conforme a Folha revelou, Piai já apareceu em vídeo quando era diretor do Itesp orientando agilização de processos antes que a lei caia -atualmente, ela aguarda julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A aceleração da lei relacionada às terras é um dos vários acenos do governador ao eleitorado do agro, assim como a adoção de um discurso linha-dura contra movimentos sem-terra e também financiamentos voltados a produtores rurais. O governo também pretende regularizar mais assentamentos de pequenos produtores no estado, em uma estratégia vista pela oposição como tentativa de enfraquecer os movimentos.

Na visão dos oposicionistas, a lei permite que o governo se desfaça de terras a preços módicos, atrapalhando o processo da reforma agrária. A área potencialmente abrangida pela lei daria para assentar 60 mil famílias, uma vez que cada uma necessita de dez hectares para trabalhar.

Nas contas da liderança do PT na Alesp, se o governo conseguir regularizar todas as fazendas pretendidas, pode renunciar a mais de R$ 7 bilhões.

O Palácio dos Bandeirantes, por outro lado, estima que arrecadará R$ 1,9 bilhão em recursos para investir no estado e ainda economizará com o fim da judicialização dos processos relacionados às áreas devolutas.

Com os imóveis regularizados até o momento, o governo estima arrecadar R$ 89 milhões pelo pagamento de valores que variam entre 10% a 40% do valor estimado da área.

A gestão Tarcísio ressalta que o dinheiro “é destinado estritamente para políticas públicas de saúde, educação e desenvolvimento social e econômico, priorizando investimentos nos respectivos municípios onde houver a regularização fundiária”.

Sobre a suspeita da oposição de desmembramento das áreas, o governo afirma que em mais de 90% dos pedidos as áreas têm registros imobiliários válidos e demonstram de forma pública a individualização ou não das áreas antes da vigência da lei.

“Todos os processos ocorrem com total transparência e são analisados de maneira estritamente técnica”, diz o governo, que acrescenta que qualquer relação entre doadores do governador e do secretário “não passam de ilação, cabendo reforçar que a lei foi sancionada e regulamentada na gestão anterior”.

A gestão Tarcísio afirma ter promovido a regularização fundiária de mais de 2 mil pequenos agricultores em assentamentos estaduais. Segundo a administração, 153 mil hectares de assentamentos podem ser regularizados nos próximos anos.

Fonte: MSN

Ataques genocidas de Israel provoca a fuga de 300 mil pessoas de Rafah

Ao ignorar os apelos da comunidade internacional, as Forças de Defesa de Israel ampliaram a zona de combate em Rafah. Até poucos dias, Rafah abrigava 1,2 milhão de palestinos. Desde segunda-feira (6/5), 300 mil pessoas desesperadas fugiram da cidade. 

Israel ordenou novas evacuações na cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza , neste sábado (11). A medida acontece em meio ao preparo das forças israelenses para expandirem operações no local, oque pode provocar uma carnificina, conforme tem alertada a ONU.

A Organização das Nações Unidas (ONU) e outras agências alertam há semanas que um ataque israelita a Rafah, que faz fronteira com o Egito, perto dos principais pontos de entrada de ajuda, paralisaria as operações humanitárias e causaria um aumento desastroso no número de vítimas civis.

Mais de 1,4 milhão de palestinos – metade da população de Gaza – se refugia em Rafah, a maioria depois de fugir das ofensivas de Israel em outros locais.

O porta-voz do Exército, Avichay Adraee, disse aos palestinos nas cidades de Jabaliya e Beit Lahiya e nas áreas vizinhas para deixarem suas casas e se dirigirem para abrigos no oeste da Cidade de Gaza. Ele alertou que as pessoas estavam em “uma zona de combate perigosa” e que Israel iria atacar com “grande força”.

Os bombardeios e ofensivas terrestres de Israel em Gaza mataram mais de 34.800 palestinos, a maioria mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza. Grande parte de Gaza foi destruída e cerca de 80% da população de foi expulsa de suas casas.

A União Europeia (UE) criticou a expansão da retirada de civis de Rafah por parte de Israel. “As ordens de evacuação de civis presos em Rafah para áreas inseguras são inaceitáveis”, declarou Charles Michel, presidente do Conselho Europeu. “Pedimos ao governo israelense que respeite o direito internacional humanitário e instamos que não empreenda nenhuma operação terrestre em Rafah.”

Redação com G1 e Correio Braziliense

Pastor é preso suspeito de estuprar adolescentes durante acolhimento psicológico

Um pastor, de 59 anos, foi preso no dia 08/05, em Ribeirão das Neves, na Grande BH, suspeito de estuprar adolescentes. De acordo com a Polícia Civil, a igreja que o suspeito e as vítimas frequentavam fica em Contagem, mas os crimes foram cometidos em Belo Horizonte.

Em depoimento à polícia, as vítimas contaram que os abusos aconteciam durante os trabalhos de acolhimento psicológico que o religioso organizava. Segundo as investigações, o suspeito convidava os rapazes para passear em Belo Horizonte, a fim de conversar e desabafar, e cometia o crime.

“Ainda no carro, o pastor se aproximava, tocava no corpo e sussurrava no ouvido das vítimas. Falava com os adolescentes que o problema deles era carência”, disse o delegado Diego Lopes, responsável pela investigação.

De acordo com o delegado, no momento da prisão, o suspeito desmentiu a história e disse que as denúncias surgiram após divergências entre ele e outros membros da igreja. Até o momento, três rapazes denunciaram o religioso.

A Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DOPCAD) vai continuar as investigações.

Fonte: G1

Chorando, mulher palestina desabafa: ‘todos os dias somos expulsos de um lugar para outro. Deus, leve nossas almas’

“Ninguém está olhando por nós”, afirmou ela. O genocídio contra palestinos continua e ativistas pressionam o Tribunal Penal Internacional para determinar a prisão de Netanyahu

Uma mulher desabou com duras palavras ao falar sobre a situação das pessoas da Faixa de Gaza, onde ocorre o genocídio cometido por forças de Israel, que já matou cerca de 35 mil palestinos desde outubro do ano passado.

“Estamos cansados! Todos os dias somos expulsos de um lugar para outro. Vejam o que está acontecendo conosco! Ninguém está olhando por nós. Leve nossas almas, Deus”, disse a mulher palestina.

Nesta semana, Israel assumiu o controle da parte palestina da passagem de Rafah, que liga ao Egito. Cerca de 150 mil pessoas já fugiram da cidade, estimou a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (UNRWA).

O governo israelense foi denunciado na Corte Internacional de Justiça pelo crime de genocídio, mas a CIJ não evitou os crimes continuassem na Faixa de Gaza. Ativistas sociais em nível global têm pressionado o Tribunal Penal Internacional a determinar a prisão do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A CIJ julga Estados, e o TPI, os indivíduos. 

Veja o vídeo: https://twitter.com/FepalB/status/1789344488491512201?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1789344488491512201%7Ctwgr%5Eb49956603d9fd692ffb5930cf55ce7cb5ad66a6d%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.brasil247.com%2Fmundo%2Fchorando-mulher-palestina-desabafa-todos-os-dias-somos-expulsos-de-um-lugar-para-outro-deus-leve-nossas-almas-video

Fonte: Brasil 247

Volume de chuvas extremas no RS deve aumentar 60% até 2040, diz Inpe

Os eventos pluviométricos extremos estão diretamente relacionados a desastres como enxurrada, inundações, granizo, tornados, vendavais e ciclones

O volume de chuvas extremas no Rio Grande do Sul deve pode aumentar 60% até o 2040, segundo um estudo realizado pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), divulgado em novembro de 2023.

Os dados fazem parte do Plano Nacional de Proteção e Defesa Civil. O relatório diz que o Rio Grande do Sul, por exemplo, onde mais de cem pessoas morreram devido às chuvas extremas que devastaram boa parte do estado, algumas cidades devem ter elevação considerável no volume pluviométrico.

Estudo considera informações de 2011 a 2040. A região leste entre os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul deve sofrer com chuvas extremas, conforme previsão do relatório.

Os eventos pluviométricos extremos estão diretamente relacionados a desastres como alagamento, enxurrada, inundações, granizo, tornados, vendavais e ciclones (são considerados um de seus principais fatores deflagradores).

Trecho do estudo

Chama a atenção o aumento eventos extremos de precipitação na costa da região Norte até o litoral de Pernambuco e isoladamente a região metropolitana de Salvador, na Bahia. Na Região Sul do Brasil, a área onde ocorrerá os maiores aumentos será na porção Leste entre os estados de Santa Catarina e o Rio Grande do Sul.

O relatório aponta ainda para mostra o aumento da precipitação acumulada anual na porção sul da região Sul do Brasil e na região costeira do Nordeste brasileiro. Já as regiões entre o sul de Tocantins e Bahia e o norte de Goiás e Minas Gerais há tendência de diminuição desse acúmulo de chuvas.

Chuvas extremas, o “novo normal”

A reconstrução da infraestrutura de cidades e obras públicas no Rio Grande do Sul devastadas pelas enchentes deverá levar em conta o “novo normal” do clima no planeta, inclusive recalculando a capacidade de suporte a eventos extremos. A avaliação é da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, em entrevista concedida ao telejornal Repórter Brasil Noite (RBN), da TV Brasil, na noite desta sexta-feira (10).

“Com certeza, teremos que nos adaptar. Algumas coisas poderão ser reconstruídas [como eram], mas outras podem não ser possível mais essa reconstrução, pelo menos naquele mesmo lugar ou da mesma maneira”, afirmou a ministra. Segundo ela, equipamentos públicos, como pontes, e mesmo locais de moradia deverão ter suas obras reavaliadas.

“As pontes levadas pelas correntezas não poderão ser reconstruídas no mesmo lugar e não terão a mesma altura, e talvez não terão a mesma espessura, aí vai depender de uma avaliação técnica. Alguns bairros e comunidades talvez tenham que ser removidos para outras áreas, e tudo isso é muito doloroso”, disse Marina Silva.

“Não podemos ficar repetindo os mesmos problemas”, prosseguiu Marina, lembrando que o Rio Grande do Sul já havia vivido uma tragédia no ano passado, com as enchentes que destruíram localidades inteiras no Vale do Taquari, algo que voltou a se repetir na tragédia de agora. “O clima mudou, a realidade mudou, vamos conviver cada vez mais com esses extremos”, alertou a ministra.

O que fazer

Marina Silva lembrou do número de mortos e desaparecidos no desastre, como prejuízo irreparável, mas ressaltou que outros prejuízos materiais poderão ser mitigados no futuro com ações de adaptação, que incluem necessidade de reduzir desmatamento e a emissão de carbono (CO2) na atmosfera – que contribui para o aquecimento do planeta. É preciso, diz a ministra, sair da lógica de gerenciar apenas o desastre para gerenciar a urgência climática.

O volume de chuva da última semana no Rio Grande do Sul, que superou os 500 milímetros (mm), foi de uma magnitude tão grande que não havia capacidade de resiliência nas cidades.

“Não ter rios assoreados, respeitar a mata ciliar, não ter edificações às margens de rios e córregos, isso ajuda muito. Ter sistemas de drenagem, sistemas de encostas, desobstrução de rios e galerias. Todas essas intervenções, combinadas, são muito importantes. O problema é que o volume de chuva ultrapassou os limites de suporte das cotas de cheias conhecidas”, analisou.

Plano Clima

Essa superação de qualquer paradigma anterior sobre eventos naturais, argumentou Marina Silva, é justamente o exemplo de como a mudança do clima demanda ações urgentes e estruturais de curto, médio e longo prazos. Um dos focos do governo federal, no momento, é apresentar o Plano Clima, que vai tratar de prever ações de adaptação e mitigação para todos os setores da sociedade, com ênfase em um planejamento urbano para os 1.942 municípios brasileiros que são suscetíveis a eventos climáticos extremos.

De acordo com a ministra, é preciso que se constituam sistemas de alerta eficientes, criação de rotas de fuga, para que as pessoas saibam para onde ir, estocagem prévia de alimentos, de água potável e medicamentos, além de previsão de equipamentos públicos que possam acolher as pessoas rapidamente, em caso de desastre.

Fonte: ICL Notícias

Mineração Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu

Mineradora teria sido flagrada descartando resíduos químicos em afluente do São Francisco; empresa diz que água não é tóxica

A Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, está sendo acusada, mais uma vez, de despejar resíduos químicos no Rio Traipu, um dos afluentes do São Francisco, no Agreste alagoano. Um vídeo, com imagens de um possível crime ambiental, começou a circular na quinta-feira (9) nas mídias sociais e sites de notícias.

A denúncia é atribuída à equipe de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que teria apurado o flagrante ao receber de um morador o vídeo com as imagens da língua preta, com a água escura correndo a céu aberto em direção ao rio, que passa nas proximidades da barragem da mineradora, na zona rural de Craíbas.

De acordo com as informações até então divulgadas, a pedido dos promotores do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), uma equipe da fiscalização teria comparecido à Mineradora, para fazer uma vistoria, para constar ou não a irregularidade.https://www.youtube.com/embed/xDn5q7IPiG4

FAKE NEWS?

O Ministério Público de Alagoas, por meio da assessoria de comunicação, confirma ter realizado a fiscalização, mas disse que até não constatou crime ambiental.

“De fato, foi uma equipe apurar uma denúncia do Tancredo [vizinho da mineradora], mas nós não temos nada conclusivo, a ponto de afirmar que há irregularidades no local”, informou a assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco.

No entanto, para a bióloga Neirevane Nunes seria bom que o Ministério Público o – que investiga explosões e tremores de terra na região –, averiguasse as imagens e divulgasse uma nota explicativa a respeito, dizendo se vai ou não apurar a denúncia.

FPI DO SÃO FRANCISCO

A FPI do Rio São Francisco é uma atividade conjunta que envolve vários órgãos e instituições, a exemplo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As ações estão acontecendo em todos os Estados banhados pelo Rio São Francisco. Além da fiscalização e punição, a iniciativa envolve aspectos científicos, sociais e preventivos, de conscientização das populações ribeirinhas, por meio de palestras sobre direitos e educação ambiental.

Bióloga alerta para descartes recorrentes

Ao tomar conhecimento da denúncia, por meio de um site de notícias, a bióloga Neirevane Nunes, que milita no movimento de combate à mineração predatória, acionou a imprensa, para que esse fato fosse melhor apurado.

“Segundo a matéria a fiscalização foi feita a pedido do Ministério Público de Alagoas”, afirmou Neirevane Nunes. “É importante coletar amostras para a análise em laboratório. E diante dos registros feitos pela fiscalização e os resultados das análises, o Ministério Público deve tomar providências”, completou.

Questionada de onde teria partido a denúncia, ela disse que parte dos moradores das proximidades da barragem da Vale Verde.

“É o que os moradores da região estão denunciando. É necessário investigar o que está acontecendo por isso que essa Equipe de Fiscalização esteve no local”, relatou Neirevane, preocupada com essa situação.

Segundo ela, não é a primeira vez que a Mineradora Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu. “Em uma das expedições científicas, foram feitas coletas lá pela equipe do professor Emerson Soares, da Ufal, e constatado níveis altos de metais pesados, quando o rio deságua no São Francisco”.

Município de Craíbas arrecadou R$ 18,5 milhões com a mineração este ano

É sobre a possibilidade de crime ambiental que a bióloga em um artigo recente sobre o assunto, publicado na mídia local. Segundo ela, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmam que o município de Craíbas possui a maior arrecadação de CFEM do Estado de Alagoas com a mineração de cobre pela empresa Vale Verde.

“Craíbas, neste ano, apresentou arrecadação de R$ 18,5 milhões. A CFEM é a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais, que são bens da União. Ela foi instituída pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989”, destaca Neirevane.

“Como a União representa a sociedade brasileira, deveria caber a esta decidir sobre o destino desses recursos, que devem ser usados na promoção da qualidade de vida das pessoas dos municípios mineradores. Falta o controle social sobre a CFEM devido à falta de transparência das prefeituras e a ausência de uma gestão participativa em que ocorra a discussão com a sociedade sobre a destinação desse recurso”, argumenta a bióloga.

“Não se deve utilizar a CFEM de forma equivocada para vender a ideia de que “já que minerar dá muito lucro para os municípios então vamos explorar de forma predatória para obter maior arrecadação dessa fonte”. Isso foi o que aconteceu com a exploração de sal-gema em Maceió. Temos que lembrar que os recursos minerais são limitados e que, em um momento, deixarão de existir. Por isso, os municípios mineradores precisam investir em outras frentes econômicas que sejam sustentáveis e menos impactantes para população e para o ambiente”, acrescentou.

EMPRESA NEGA CRIME AMBIENTAL

A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale Verde, solicitando uma resposta para a denúncia de crime ambiental. A mineradora deu, por meio de nota, os esclarecimentos devidos.

“A Mineração Vale Verde informa que o lançamento de efluentes provenientes de sua operação, bem como o processo de descarte dos rejeitos na Barragem Serrote estão totalmente regularizados, conforme as licenças e outorgas emitidas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais.

A água vista nos vídeos que circulam na internet, que não é tóxica, é resultante da drenagem da própria área da mineração, e sua coloração é devido a tonalidade da “terra” presente na área da mina. Essa água não é descartada no meio ambiente e fica armazenada na barragem”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco confirma a apuração de uma denúncia de despejo de efluentes num aquífero por uma mineradora localizada no Município de Craíbas. A força-tarefa esclarece que recebeu a denúncia – não a fez como foi noticiado recentemente.

Ao apurar a denúncia, os órgãos técnicos que compõem a FPI constataram que o lançamento de resíduos ocorre dentro de uma área da mineradora licenciada para receber rejeitos, sem apresentar assim irregularidades.

Fonte: Tribuna Hoje

Presidente da Colômbia pede que TPI emita uma ordem de prisão contra Netanyahu

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugeriu nesta sexta-feira 10 que o Tribunal Penal Internacional emita um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.

“Netanyahu não deterá o genocídio. O que implica um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal”, escreveu o chefe de Estado colombiano na rede social X, em reação à operação aérea iniciada pelo Exército israelense nos últimos dias contra a cidade palestina de Rafah (sul), refúgio de milhares de deslocados.

Em 1º de maio, o mandatário colombiano rompeu relações diplomáticas com Israel, seguindo os passos da Bolívia e de Belize. Além disso, interrompeu a compra de armas fabricadas no país.

O presidente de esquerda, defensor da causa palestina desde jovem, descreve frequentemente Netanyahu como “genocida” pela forma como dirige o conflito que eclodiu em 7 de outubro de 2023.

O estado sinonista de Israel já assassinou mais de 34 mil pessoas em Gaza, a maioria delas crianças e mulheres.

Na semana passada, autoridades israelenses disseram ao jornal americano The New York Times que esperam mandados de prisão do TPI contra membros do governo, incluindo provavelmente Netanyahu.

Segundo o New York Times, o TPI também pretende culpabilizar líderes do Hamas, embora ainda não tenha sido oficializado nenhum mandado de prisão contra dirigentes do movimento islamista.

Redação com Carta Capital

Quase 90% das cidades do RS foram atingidas e 116 pessoas foram mortas

m todo o estado, cerca de 1,9 milhão de pessoas foram atingidas

Ao menos 116 pessoas perderam a vida e outras 143 estão desaparecidas em consequência das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o último dia 26 – com maior intensidade a partir do dia 29.

Desde esta quinta-feira (9), a Defesa Civil estadual está divulgando os nomes de pessoas que morreram, bem como das cujo paradeiro é desconhecido. A lista já tem seis páginas. E não para de crescer.

Entre os nomes, estão os de Artemio Cobalchini, 72 anos, e Ivonete Cobalchini, 62 anos, cuja casa, em Bento Gonçalves, foi destruída pela força das águas. Os corpos de Seu Neco, como Artemio era conhecido, e da esposa, foram encontrados no último dia 3, por parentes e amigos. Uma das filhas do casal, Natália Cobalchini, está entre as 143 pessoas desaparecidas no estado.

A relação, contudo, não é completa, conforme reconhece a própria Defesa Civil estadual, que está a todo momento atualizando a lista com base nas informações que recebe das defesas civis municipais e da Polícia Civil. Ainda assim, não consta na relação de desaparecidos, por exemplo, o nome de Agnes da Silva Vicente.

Segundo a mãe de Agnes, Gabrielli Rodrigues da Silva, 24 anos, o bebê de sete meses caiu na água quando o barco usado para resgatar a família virou. Gabrielli e seus outros três filhos, incluindo a irmã gêmea de Agnes, Ágata, foram socorridos, mas a bebê não – embora, posteriormente, algumas pessoas tenham afirmado que Agnes também foi retirada da água.

Até o meio-dia de hoje (10), a Defesa Civil estadual contabilizava cerca de 1,9 milhão de pessoas de alguma foram afetadas, em 437 cidades, por efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros.

Em todo o estado, ao menos 337.346 pessoas desalojadas tiveram que, em algum momento, buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos – muitas destas seguem aguardando que o nível das águas baixe para poderem retornar a suas casas. Outras 70.772 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

Frente a dimensão dos estragos, o governador Eduardo Leite reconheceu que não só o Rio Grande do Sul, mas todo o Brasil, terão que se ajustar a um novo contexto, no qual os eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes – segundo especialistas, como consequência das mudanças climáticas e do aquecimento do planeta.

“Já temos uma série de políticas em andamento, mas está muito nítido que precisamos fazer [ações efetivas] em outro grau, em outro patamar”, disse Leite a jornalistas, esta manhã. “[No estado] Já existem estruturas [para lidar com as mudanças climáticas]. O que vamos ter que fazer é transformá-las, dando outra robustez para estas estruturas […] Precisamos passar a um nível excepcional de qualidade técnica, tecnológica e de recursos […] Precisamos ter preparo para conviver com situações excepcionais como esta. Preparo que envolve desde sistemas de proteção e defesa das cidades; realocação de espaços e novas técnicas construtivas resistentes a outro patamar de comportamento do clima; sistema de alertas e de informação à população, para que ela saiba lidar com estas situações [extremas]”, acrescentou Leite.

Fonte: Agência Brasil

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS