Mais de 50 mil pessoas protestam na Espanha contra o genocídio em Gaza

Mais de 70 cidades da Espanha registraram protestos neste sábado (20) contra a guerra promovida por Israel na Faixa de Gaza, que já deixou mais de 25 mil palestinos mortos. Os atos foram convocados pela Rede Solidária contra a Ocupação da Palestina.

Só em Madri, mais de 50 mil pessoas foram às ruas com faixas pedindo “fim ao genocídio na Palestina”, “justiça” e “S.O.S. Palestina”.

Mais de 83% dos 2,3 milhões de habitantes de Gaza estão desabrigados por conta dos bombardeios constantes e pelo menos 92% vivem em situação de insegurança alimentar, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

Os manifestantes acusaram o governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, de genocídio e também criticaram o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, por não tomar medidas para conseguir um cessar-fogo no enclave palestino.

Saímos às ruas de Madrid para exigir o fim do genocídio em Gaza. Depois de cem dias, Ayuso não conseguiu dizer uma única palavra de solidariedade para com as vítimas palestinas. Não está à altura do povo de Madrid.

Em Bilbao, manifestantes estenderam uma faixa que pedia o “fim ao comércio de armas e às relações com Israel”, ao lado de uma grande bandeira palestina. As mobilizações também ocorreram em Málaga, Toledo, Canárias e outras partes do país.

Os atos também contaram com a participação de figuras públicas como a porta-voz do partido Mais Madrid, Manuela Bergerot. Os deputados Enrique Santiago e Sumar Tesh Sidi e o deputado Enrique Santiago também foram às ruas da capital espanhola, conforme relatado pela imprensa local.

“A solidariedade política é passar aos fatos e bloquear as relações econômicas, militares e políticas com Israel”, escreveu Tesh Sidi em suas redes sociais.

Já Enrique Santiago pediu aos países da União Europeia que reconheçam o Estado palestino e denunciou os ataques dos EUA e do Reino Unido contra alvos houthis no mar Vermelho.

A secretária-geral do partido Podemos, Ione Belarra, acusou Pedro Sánchez de fazer o oposto do que a população deseja e denunciou que as autoridades do país estão mais próximas de envolver seu povo em uma guerra contra o Iêmen.

Fonte: Sputnik Brasil

IMPOSTO NÃO, AUXILIO SIM

Flávio Show – Funcionário dos Correios

Maceió, 21 de Janeiro de 2024

Essa semana nas redes do X, o antigo Twitter, a hastag “CPI DAS IGREJAS EVANGÉLICAS” teve um alcance bastante proeminente dentre aqueles que viram o pedido de CPI para investigar o Padre Júlio Lancelot como uma afronta ao trabalho de décadas do religioso. Foi um dilúvio de críticas sobre as benesses tributárias que as igrejas usufruem no nosso Brasil laico.

Coincidências à parte, a Receita Federal revogou na mesma semana uma norma publicada pelo ex Presidente às vésperas das eleições, que impedia a cobrança de alguns impostos e dívidas de religiosos, que poderiam até terem o perdão “divino”
Isso mesmo! Os líderes religiosos ficaram isentos de impostos, que deveriam ser taxados, tendo como base os salários recebidos.
Funcionava assim: Aquela “ovelhinha” que senta no último banco da igreja recebe seu salário e com ele paga o salário do seu líder, pagando os impostos e deixando o guru imune à tributações.
Acho que me fiz entender, né? É o Estado ajudando aquele que não gosta do Estado.

Um caso parecido aconteceu com a cordenadora do MBL, Amanda Vettorazzo, que foi às redes para tentar explicar os motivos que a levaram a receber o Auxílio Emergencial do Estado. Amanda, a mando de alguém, disse que recebeu o Auxílio porque havia falido, no popular, quebrado. O MBL que é a favor do Estado Mínimo, percebeu que o Estado Mínimo é o máximo, quando o objetivo é retirar o mínimo que seria dado ao máximo de pessoas que ja nasceram quebradas, falidas e a única saída dessas pessoas é sobreviver do mínimo que Estado pode dar pra elas.
Amanda ainda disse que é loira e padrão diferente das pessoas que recebem o Auxílio do Estado, pois é branca e bonita. Oi?
O MBL das ucranianas pobres e fáceis é o mesmo MBL das brasileiras ricas, brancas e muito espertas!
Vai um auxílio aí MBL?

Pra finalizar o Deputado Carlos Jordy recebeu a visita da PF em sua casa e em seu gabinete . O Deputado do Rii de Janeiro tá sendo investigado sobre os atos do dia 08 de Janeiro e pode ser preso se ficar provado sua participação nos atos antidemocráticos.
Talvez, em breve, será mais um que pedirá ao Estado um auxílio pra sobreviver, o Auxílio Reclusão.
“Ouremos!

Reflexões Flávio Show 2024 , ano 04 – Edição 163

Pastor é preso no Rio após abusar de mulheres acolhidas por igreja

Segundo os relatos das vítimas, o homem justificava os abusos como ensinamentos de um pai e afirmava que os atos serviriam para orientar em suas vidas conjugais

Um pastor foi preso, nesta sexta-feira (19), por policiais da Delegacia de Atendimento à Mulher de São Gonçalo (DEAM), na Região Metropolitana do Rio, por estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude. Pelo menos três mulheres foram abusadas por ele.

Segundo a delegada responsável pelas investigações, Ana Carla Rodrigues de Moura Nepomuceno, os crimes foram cometidos entre 2010 e 2021 no município de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Angelo Ventura Siqueira era pastor da igreja Ministério Terra do Deus Vivo, localizada na Estrada Doutor Plínio Casado. Segundo os relatos das vítimas, ele abusava de mulheres acolhidas pela instituição.

De acordo com a Polícia, o suspeito usava o mesmo modus operandi. Ele buscava vítimas com a família desestruturada, sem a figura paterna ou que estivessem passando por momento conturbado em casa. O homem se aproveitava da fragilidade emocional das mulheres para se aproximar e convencê-las a saírem de casa e se mudarem para um anexo da casa dele.

O pastor afirmava que era uma espécie de “pai” para seus fiéis, em especial para as mulheres. Usava inclusive a expressão “paistor”, afirmando que atuaria como um pastor e, ao mesmo tempo, como o pai que esteve ausente na vida das vítimas.

Em todos os relatos recebidos pela polícia, as mulheres contaram que os abusos começaram com o homem dizendo a elas que nutria “carinho de um pai”. Em outros momentos, ele justificava os abusos como ensinamentos de um pai e afirmava que aqueles atos serviriam para orientar as vítimas em suas vidas conjugais com seus futuros maridos. Ele dizia: “eu vou te ensinar como um homem deve tratar uma mulher e depois disso você não vai admitir que nenhum homem te trate menos que isso”.

Uma das vítimas disse que permitia as carícias e atos sexuais pois se sentia coagida a consentir, já que Angelo dizia que, como autoridade espiritual, não poderia ser questionado. Ele chegou a agredir essa vítima quando ela não quis mais ter relações sexuais com ele.

As investigações apontam ainda que Angelo distorcia a função do gabinete pastoral, local utilizado nas igrejas evangélicas para aconselhamento, e o usava para ter contatos íntimos com as mulheres. As vítimas relataram que o pastor marcava os encontros em lugares como lanchonetes, shoppings, montes, praias (em horários noturnos) e até no carro dele. Nesses encontros, ele oferecia vinho às vítimas.

Uma delas chegou a ser levada por ele para um motel, já bastante alcoolizada. Ao perceber onde estava, a mulher questionou o pastor. Ela perguntou, inclusive, se houve penetração, após sentir uma ardência na região íntima, pois ela não tinha qualquer relacionamento havia sete anos. Ele assumiu para ela que “tinha errado”.

O pastor estava em São Paulo e vinha sendo monitorado pela equipe da DEAM. Ele retornou ao Rio nesta sexta-feira e foi preso no bairro Posto 13, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Ele foi denunciado por estupro de vulnerável e por violação sexual mediante fraude.

Fonte: CNN Brasil

México e Chile acionam Tribunal para investigar crimes israelenses na Palestina ocupada

México e Chile encaminharam nesta quinta-feira (18) uma nova denúncia ao Tribunal Penal Internacional (TPI), sediado em Haia, para investigar os crimes israelenses cometidos contra cidadãos palestinos nos territórios ocupados.

A chancelaria mexicana descreveu a corte como fórum ideal para analisar a crise em curso e determinar responsabilidade criminal a indivíduos transgressores.

“As ações de México e Chile seguem apreensão crescente sobre a mais recente escalada na violência, sobretudo contra alvos civis, e denúncias da realização de crimes sob jurisdição da corte, em particular, após o ataque de militantes do grupo Hamas em 7 de outubro de 2023 e as hostilidades subsequentes em Gaza”, declarou a pasta em comunicado.

O ministério citou ainda “numerosos relatórios das Nações Unidas” que documentam várias instâncias de violência colonial que constituem potencialmente crimes previstos no Estatuto de Roma.

De fato, desde outubro, ataques coloniais na Cisjordânia, incluindo campanhas de prisão em massa, invasões militares e pogroms contra aldeias e cidades palestinas, se tornaram mais frequentes e mais violentos.

O México argumentou recorrer ao TPI — considerado uma corte de última instância — pois a Palestina não pode investigar ou processar crimes perpetrados em seu território devido ao colapso de sua infraestrutura judicial sob ocupação.

A chancelaria mexicana reiterou que o conflito deve se encaminhar a uma solução pacífica, incluindo por meio da justiça internacional, em busca da chamada solução de dois Estados.

“Reiteramos nosso compromisso com o direito internacional e a prevenção do genocídio e outros crimes de guerra e lesa-humanidade”, prosseguiu a nota. “Confiamos que tais ações, com base na solução pacífica de disputas, podem abrir espaço a um cessar-fogo imediato e contribuir para dar caminho a uma paz duradoura na região”.

O Chile do presidente Gabriel Boric — país que detém a maior diáspora palestina na América Latina — co-assinou a petição.

Israel e Estados Unidos não são signatários do Estatuto de Roma, ao argumentar que a corte não tem jurisdição sobre seus territórios. Em 2021, no entanto, a então promotora de Haia, Fatou Bensouda, determinou a jurisdição da corte nos territórios palestinos.

O requerimento latino-americano soma-se à pressão internacional por cessar-fogo, incluindo a denúncia sul-africana contra Israel no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), corte separada do TPI, também sediada em Haia.

O TPI é um órgão judicial independente da ONU, fundado em 2002 sob o Estatuto de Roma, designado a julgar indivíduos por crimes de guerra e lesa-humanidade. O TIJ, em contraste, tem atribuição sobre disputas estatais.

Após mais de cem dias de ofensiva israelense a Gaza, os palestinos mortos chegam a 24.448 vítimas, além de 61.504 feridos e dois milhões de desabrigados.

As ações israelenses são punição coletiva, crime de guerra e genocídio.

Fonte: Monitor do Oriente

Suspensa lei de Maceió que obrigava grávidas a ver imagens de fetos antes de aborto legal

De autoria do vereador bolsonarista Leonardo Dias, a lei foi classificada pelo movimento de mulheres como de “horror e tortura” e “coisa de sádico”

Para que um município possa legislar sobre determinado tema, é preciso haver um interesse peculiar local preponderante. Em caso de competência concorrente, o ente poderá apenas suplementar a legislação federal e estadual, no que couber. A lei municipal deve estar de acordo com a disciplina, os valores, o espírito e os propósitos da Constituição estadual e se pautar pela regra da proporcionalidade, sem exceder o limite do necessário à proteção dos objetivos almejados nem representar uma proteção insuficiente.

ssim, o desembargador Fábio Ferrario, do Tribunal de Justiça de Alagoas, suspendeu, em liminar, nesta quinta-feira (18/1), uma lei municipal de Maceió que obrigava as mulheres a ver de forma detalhada, com imagens, o desenvolvimento semanal do feto caso optassem por fazer um aborto legal.

Contexto
O aborto é permitido no Brasil em casos de risco à vida da gestante, gravidez resultante de estupro e feto com anencefalia. Sancionada no último mês de dezembro, a lei maceioense estipulava uma série de procedimentos a quem fizesse tal escolha.

Conforme a norma, a mulher e seus familiares precisavam ter encontros com uma equipe multidisciplinar. Nessas ocasiões, deveriam ser apresentados, “de forma detalhada e didática” — com ilustrações e vídeos —, o desenvolvimento do feto semana a semana, os métodos cirúrgicos usados no aborto e todos os possíveis efeitos colaterais físicos e psicológicos.

A Defensoria Pública de Alagoas ajuizou uma ação direta de inconstitucionalidade estadual contra a lei. Segundo o órgão, o município não tem competência para legislar sobre o tema, que envolve Direito Civil e Direito Penal. Outro argumento foi a falta de interesse peculiar local.

Na visão da Defensoria, a norma desrespeitou trechos da Constituição estadual que estabelecem o dever do Estado de garantir a dignidade das pessoas e preservar seus direitos invioláveis, como o direito à saúde.

Fundamentação
Para Ferrario, é “evidente a ausência de peculiar e restrito interesse local”, já que o tema do aborto não se limita à realidade das mulheres de Maceió. Na avaliação do desembargador, a lei “representa uma burla ao sistema constitucional de repartição de competências”.

Segundo ele, também não existe “uma situação fática específica e particular que justifique o tratamento do referido tema de maneira diferente pelo município”. Ou seja, não haveria por que submeter as cidadãs maceioenses, “de forma desarrazoada, a uma realidade diversa e limitadora das demais do país, no que pertine à valia das suas decisões mais íntimas”.

Além disso, a norma “desconsidera completamente a situação de fragilidade e vulnerabilidade em que se encontra uma mulher que está prestes a realizar um aborto”.

O relator destacou que a decisão por fazer um aborto é difícil e delicada: “A mulher não escolhe ser estuprada, não escolhe correr risco de vida em sua gravidez e não escolhe ter um feto com anencefalia. Todas essas situações são extremas e bastante dolorosas, sendo obrigatório, por isso mesmo, ao Estado em sentido lato, a criação e implantação de politicas públicas destinadas a suavizar e protegê-las desse sofrimento e suas inegáveis sequelas”.

De acordo com Ferrario, a partir do momento em que o Estado obriga as gestantes a assistir a vídeos de cirurgias de aborto e promove avisos incisivos sobre todos os possíveis efeitos colaterais, “aumenta-se o sofrimento psicológico e emocional da mulher, violando seu direito fundamental à saúde”.

No caso das mulheres que sofreram violência sexual, “o município termina por atuar como agente de revitimização, praticando uma segunda e verdadeira violência institucional”.

As previsões da lei, segundo o magistrado, representam “uma indevida e profunda interferência na autonomia da mulher”. Isso viola a sua dignidade, pois o poder público “passa a coagi-la, de maneira violenta, mas aparentemente legítima e pretensamente sutil”, a não fazer um aborto, mesmo nas hipóteses legais.

“Sob o equivocado pretexto de esclarecer e orientar, a lei municipal comete e reforça violências contra a mulher”, assinalou o relator. A norma, por melhor que tenha sido sua intenção, “ressuscita uma culpabilização perpetrada contra essas mulheres que optaram por interromper a vida intrauterina, em decorrência de uma dolorosa e inesperada circunstância”.

Ferrario ressaltou que “a mulher deve ser tratada como autêntico sujeito de direitos, e não como objeto de interesses políticos ou ideológicos”. O direito à autodeterminação é um dos mais imprescindíveis. “Logo, é terminantemente ilegítimo que a escolha seja feita previamente pelo ente público.”

Para ele, em um momento de tanta fragilidade da gestante, o Estado não pode “tomar para si o poder de decidir sobre o que a mulher verá antes de realizar um aborto em casos que são permitidos pela legislação brasileira”.

Fonte: Conjur

Apagão no fornecimento de energia elétrica no RS coloca em xeque privatização da CEEE

Equatorial, que arrematou a CEEE-D por R$ 100 mil em 2021, já foi multada pela Agergs por baixa qualidade dos serviços de energia

Falta de energia chegou a atingir 80% dos usuários atendidos pelas duas maiores distribuidoras do estado. Passadas 48 horas do temporal, apagão ainda dificulta vida dos gaúchos

Os mais de 450 mil consumidores que continuam sem energia elétrica no Rio Grande do Sul após o temporal de terça-feira, 16, e os problemas decorrentes do apagão das últimas 48 horas incendiaram o debate sobre a privatização da empresa de energia do estado, a Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).

A estatal de energia foi um dos setores mais estratégicos a entrar na agenda de privatizações dos sucessivos governos gaúchos e acabou vendida totalmente em 2021 pelo governador Eduardo Leite (PSDB).

Na madrugada de terça para quarta-feira, 17, mais de 1 milhão de unidades consumidoras ficaram sem energia das cerca de 4,2 milhões que integram as duas distribuidoras que dominam o setor no estado.

De acordo com a Equatorial, os problemas no abastecimento devem se estender até sábado, 20.

O grupo Equatorial Energia tem 1,2 milhão de clientes.

Controladora do setor em Alagoas, Amapá, Goiás, Maranhão, Pará e Piauí, arrematou a CEEE-D pelo valor simbólico de R$ 100 mil em leilão realizado pelo governo gaúcho em março de 2001.

A companhia assumiu um passivo de R$ 4,4 bilhões em ICMS reduzido para R$ 1,7 bilhão para pagamento em 15 anos.

A Equatorial assumiu a distribuição de energia em 102 municípios há cerca de dois anos, já foi multada diversas vezes pela agência reguladora devido à baixa qualidade dos serviços.

A RGE tem mais de 3 milhões de clientes e atende 381 municípios.

Até Melo e Leite reclamaram

Em uma realidade de caos na qual o próprio prefeito da capital, Sebastião Melo (MDB), se queixou nas redes sociais por não conseguir fazer contato com a distribuidora de energia e até o governador Eduardo Leite (PSDB) chegou a falar na possibilidade de retirar a concessão das mãos da Equatorial Energia, sobram de todos os lados cobranças e defesas.

Leite foi o articulador do processo que vendeu para a iniciativa privada as CEEE GT (Geração e Transmissão) e a CEEE-D (Distribuição) e Melo, quando deputado estadual, foi um dos votos decisivos para a privatização da estatal.

Passando pano

Críticos da privatização como o do jornalista Celso Schröder apontam para formas diferentes de tratamento da atual distribuidora no principal jornal do estado, o Zero Hora (ZH).

Rosane de Oliveira, colunista de Economia do jornal do Grupo RBS, lembrou que na época da estatal houve casos similares e que contou com a compreensão da população.

Cedo ou tarde, mas pagando a conta

Enquanto Rosane de Oliveira em sua coluna nesta quinta-feira, 18, diz que ainda é “cedo” para dizer que a estatal faria diferente, Schröder, que lecionou por 36 anos na PUCRS matérias que foram da Teoria do Jornalismo à Ética e Legislação lembra que, quando a pauta é positiva, o nome Equatorial figura nas manchetes.

Já, “quando o serviço vira uma m…., o jornal a chama de CEEE”, dispara o jornalista ao mostrar as manchetes da ZH nesse sentido.

“Calma lá, CEEE era aquela empresa estatal criada pelo Brizola a partir de outra empresa privada falida”, completa o jornalista e professor ao registrar ainda que os gaúchos tiveram “por muitas décadas, energia de qualidade e por preços razoáveis”.

Vicente José Rauber, que presidiu a CEEE logo após a privatização de dois terços de sua distribuição pelo governo Antônio Britto (ex-PMDB) no final dos anos 1990, recorda que “a privatização do Britto, de fato, deixou marcas profundas que nós não recuperamos em seu todo”.

Rauber fala do fato da CEEE ter renunciado a dois terços de sua distribuição para dar origem às então RGE e AES Sul.

Para isso, se saneou o que foi para as privadas e, ao mesmo tempo que a parte estatal abriu mão de dois terços de sua receita, teve que ficar com cerca de 80% do passivo.

“Mas, nós colocamos a empresa nos trilhos para ela andar, apesar disso e com muita qualidade”, defende Rauber.

Os passos da destruição

Para o ex-presidente da estatal, o trabalho acabou não tendo continuidade nas gestões do governo estadual que sucederam o então governador Olívio Dutra (PT) e culminou com as bases reais para a privatização do que restava da companhia (Geração, Transmissão e um terço da distribuição no estado) no governo de José Ivo Sartori (MDB).

Sobre a opinião da colunista, Rauber é categórico: “Ela voltou a fazer o mesmo jogo que fazia antes. A Zero Hora ajudou a privatizar a empresa com a Rosane de Oliveira à frente”, aponta.

Outra fonte da alta administração da CEEE quando a empresa ainda era uma estatal falou ao Extra Classe na condição de anonimato.

“O Sartori foi o grande destruidor da CEEE. E a Zero Hora nunca noticiou nada sobre isso. Ele fez uma intervenção branca. A diretoria tinha que se reunir para decidir qualquer coisa na Casa Civil. O representante da Eletrobras lá na diretoria de Geração se negou a se reunir lá”, pontua a fonte que continua atuando no setor elétrico como consultor.

O golpe de misericórdia que acabou alimentando o discurso pró-privatização total da CEEE, diz, foi determinação para que a companhia não repassasse o ICMS aos cofres do estado. “Isso gerou um passivo que ultrapassou R$ 4 bilhões”.

Fonte: Extra Classe

A mentira da soja: o principal agente do desmatamento não é cultivado para humanos, mas para a pecuária

2EKP86H Heilongjiangi¼?CHINA-On September 29, 2020, the soybean was harvested at Jianshan branch factory of a group farm in Heilongjiang province.(EDITORIAL USE ONLY. CHINA OUT) (Photo by /Sipa USA)

“Os modelos matemáticos mais recentes mostram como, mesmo que conseguíssemos parar imediatamente as emissões de combustíveis fósseis, as emissões provenientes apenas da produção alimentar excederiam significativamente o limite de 1,5°C“, escreve Javier H. Rodríguez, em artigo publicado por El Salto, 03-01-2024.

Eis o artigo.

A agricultura comercial em nível industrial foi a causa de pouco mais de 40% do desmatamento das florestas tropicais entre 2000 e 2020 através de três agentes principais: a pecuária, o cultivo de óleo de palma e as plantações de soja, também utilizada principalmente para a pecuária intensiva. Os dados consolidados obtidos graças ao cruzamento de centenas de bases de dados governamentais foram fornecidos pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) há apenas algumas semanas. A mesma monitorização atualiza a distribuição do território: as florestas são o habitat de 80% das espécies de anfíbios, 75% das aves e 68% dos mamíferos e essas mesmas florestas tropicais dizimadas albergam cerca de 60% de todas as espécies de plantas vasculares. Ou seja, a grande maioria tanto em número de espécies quanto em número de indivíduos, já que apenas musgos e algas ficariam de fora desse guarda-chuva.

Com o agravamento da crise climática e tendo em conta não só o desmatamento como também a produção alimentar representam mais de um quarto (26%) das emissões globais de gases do efeito de estufa, diversas correntes dentro do ambientalismo contemporâneo defendem uma mudança na dieta humana para orientá-la a opções baseado no vegetarianismo e no veganismo. Os impactos das mudanças alimentares nas emissões de gases do efeito de estufa, na utilização dos solos, na utilização da água e na saúde emergiram como centrais para a equação do aquecimento global, apesar da reação do lobby da carne com dezenas de propostas para limitar estes mercados emergentes.

Somente as emissões provenientes da produção de alimentos nos levariam acima de 1,5°C neste século Tweet

As principais fontes de emissões de gases do efeito de estufa encontram-se nos setores da energia e da produção alimentar. Às vezes é sugerida a ideia de focar exclusivamente em um desses aspectos, mas essa perspectiva é enganosa. Enfrentar as alterações climáticas envolve necessariamente reduzir a nossa dependência dos combustíveis fósseis.

Da mesma forma, conforme explicado neste artigo, é crucial abordar a produção global de alimentos para alcançar os objetivos climáticos delineados pelo  Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas (IPCC) e mesmo os menos ambiciosos apoiados pela comunidade internacional através dos acordos da Cúpula do Clima. Na verdade, os modelos matemáticos mais recentes mostram como, mesmo que conseguíssemos parar imediatamente as emissões de combustíveis fósseis, as emissões provenientes apenas da produção alimentar excederiam significativamente o limite de carbono de 1,5°C, deixando pouco espaço para atingir a meta de 2°C. Grandes revistas médicas de impacto global, como a britânica The Lancet, também alertam sobre isso há anos, como no mais que citado relatório Dietas saudáveis ​​a partir de sistemas alimentares sustentáveis

Foto: Reprodução El Salto

Nesse trabalho, com a participação de investigadores das principais escolas médicas do Reino Unido, já se propunha uma diminuição de 81% no consumo de carne até 2050, limitando a ingestão a um máximo de 300 gramas de produtos cárneos por pessoa e por semana. Se este ajustamento não for alcançado, o relatório sugere que alcançar o objetivo do Acordo de Paris, de manter as temperaturas abaixo de 1,5ºC, seria “extremamente desafiador ou praticamente impossível”.

Na verdade, segundo um trabalho publicado em 2019 a transição para uma dieta baseada em vegetais apresenta-se como uma condição essencial para alcançar um sistema alimentar sustentável. Mas nos últimos artigos científicos a este respeito as mesmas teses tornam-se cada vez mais palpáveis. Em Environmental Impacts of Food Production, assinado por investigadores da Universidade de Oxford, estimou-se que 50% das terras habitáveis ​​são utilizadas para agricultura e que, dessa percentagem, 77% são utilizadas para produção pecuária, como pastagens que são destinadas à produção de rações, e apenas 23% ao resto das culturas, incluindo alimentação humana direta.

Os dados também são cristalinos em um nível energético. Aproximadamente 36% das calorias provenientes das culturas em todo o mundo vão para a alimentação do gado, enquanto essa percentagem sobe para 55% para a população humana em geral. Esta proporção reflete uma enorme extensão de terras agrícolas dedicadas exclusivamente à produção de ração animal, principalmente a partir da soja, o que resultou na perda de milhares de hectares de florestas, especialmente na região Amazônica.

A maior parte da soja consumida no Estado é transgênica

Além de ser produzida principalmente para consumo animal, mais de 90% da produção de soja no Brasil, nos Estados Unidos e na Argentina, principais exportadores para Espanha e União Europeia, é de origem transgênica. Em outras palavras, a soja foi geneticamente modificada, incorporando genes de outros organismos através da engenharia genética. Esta abordagem, embora proporcione propriedades como a resistência a herbicidas, também acarreta riscos imprevistos para a saúde, o ambiente e a segurança alimentar, uma vez que a manipulação genética pode desencadear efeitos indesejados, conforme abordado e documentado pela organização Ecologistas en Acción durante a sua campanha Crops that Kill.

A característica distintiva da soja transgênica é fundamentalmente sua resistência a herbicidas, especialmente ao glifosato, amplamente utilizado para eliminar plantas concorrentes por recursos como água e nutrientes. Na última década foram desenvolvidas variedades transgênicas que resistem a herbicidas mais potentes, como o glufosinato e o Agente Laranja, autorizados nos três países mencionados e, indiretamente, também na União Europeia e na Espanha. Num bom número de casos, uma única variedade pode tolerar múltiplos herbicidas.

A aplicação massiva de um único herbicida nas monoculturas de soja transgênica tem levado ao surgimento de plantas daninhas resistentes a esses produtos. A resistência ao glifosato, por exemplo, foi identificada pela primeira vez nos Estados Unidos em 1998 e, até o fim de 2020, 53 casos haviam sido confirmados em todo o mundo, sendo 19 deles no Brasil. Em resposta, decidiu-se desenvolver variedades de soja resistentes a diversos herbicidas, incentivando o uso de combinações de herbicidas mais tóxicos.

O modelo de produção da soja transgênica depende em grande parte do uso de agrotóxicos, atingindo cerca de 500 milhões de litros por ano somente na Argentina. O abuso destes produtos químicos é tão pronunciado que, segundo a organização Nature of Rights, pode-se afirmar que na Argentina “está chovendo glifosato”. Tanto o glifosato quanto a atrazina, os herbicidas mais utilizados no cultivo da soja argentina, são detectados em 80% das amostras de água pluvial analisadas no país latino-americano. 

Fonte: IHU Unisinos

Conselho do MJ aprova uso de câmeras corporais pelas polícias

Medida não é obrigatória e será encaminhada ao ministro Flávio Dino

O Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (CNPCP) aprovou nesta sexta-feira (19) uma recomendação para o uso de câmeras corporais pelas polícias em todo o país. A medida não é obrigatória e será remetida ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, para aprovação.

O texto aprovado estabelece regras gerais para gravação, armazenamento e acesso às imagens gravadas durante o trabalho de policiamento realizado pelas corporações.

Pelas regras, os órgãos de segurança pública deverão utilizar sistemas de câmeras que funcionam com acionamento automático. A gravação deverá ser feita durante todo o turno de serviço e armazenada pelo período mínimo de três meses.  

As gravações deverão ser realizadas em prisões em flagrante, no cumprimento de mandados de prisão e em inspeções de atividades prisionais.

A recomendação prevê que interessados poderão pedir acesso às imagens, como pessoas que sofreram abordagens policiais inadequadas e agentes que forem acusados de abuso de autoridade e que queiram comprovar a legalidade de sua atuação.

De acordo com o presidente do conselho, Douglas Martins, o objetivo da recomendação é reforçar a transparência das ações policiais, obter provas para investigações, proteger a ação policial e auxiliar no controle externo da atividade policial pelo Ministério Público.

“Estamos tratando de uma recomendação. O conselho deliberou em vez de aprovar uma resolução, que teria um caráter mais impositivo, converter em recomendação, que aponta um horizonte do que é desejável”, afirmou.  

O CNPCP é um colegiado ligado ao Ministério da Justiça e tem a função de auxiliar na formulação de políticas públicas na área criminal e penitenciária. O grupo é formado profissionais da área jurídica, professores e representantes da sociedade civil.

Fonte: Agência Brasil

Incêndio atinge a Lojas Imperador no centro de Maceió

Na noite desta quinta-feira, 18/01, um incêndio de grandes proporções atingiu a Lojas Imperador, localizada no calçadão do centro de Maceió.

Em imagens de um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver chamas altas na parte de trás da loja.

O Corpo de Bombeiros que foram acionados para o local do incêndio às 21h13, informou que deslocou 9 viaturas com 26 militares, com o objetivo de debelar as chamas. A grande fumaça que se formou com o incêndio foi vista ao longe, de outros bairros da capital. 

“Todos os militares encontram-se incessantemente no combate do incêndio”, disse a assessoria do Corpo de Bombeiros.

Por volta das 22h30, as chamas ainda estavam muito altas e a água das viaturas dos Bombeiros chegou a acabar. Pelo menos quatro caminhões pipas foram contratados pelos empresários para que os militares usassem para reabastecer os hidrantes do Centro e ajudar no combate ao incêndio.  

De acordo com a Aliança Comercial, a loja tem seguro e de acordo com os proprietários os alvarás estavam regularizados. 

Redação com Rio Largo Ordinário Oficial e TNH1

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