Mineração Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu

Mineradora teria sido flagrada descartando resíduos químicos em afluente do São Francisco; empresa diz que água não é tóxica

A Mineração Vale Verde, localizada no município de Craíbas, está sendo acusada, mais uma vez, de despejar resíduos químicos no Rio Traipu, um dos afluentes do São Francisco, no Agreste alagoano. Um vídeo, com imagens de um possível crime ambiental, começou a circular na quinta-feira (9) nas mídias sociais e sites de notícias.

A denúncia é atribuída à equipe de Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) do Rio São Francisco, que teria apurado o flagrante ao receber de um morador o vídeo com as imagens da língua preta, com a água escura correndo a céu aberto em direção ao rio, que passa nas proximidades da barragem da mineradora, na zona rural de Craíbas.

De acordo com as informações até então divulgadas, a pedido dos promotores do Ministério Público do Estado de Alagoas (MP/AL), uma equipe da fiscalização teria comparecido à Mineradora, para fazer uma vistoria, para constar ou não a irregularidade.https://www.youtube.com/embed/xDn5q7IPiG4

FAKE NEWS?

O Ministério Público de Alagoas, por meio da assessoria de comunicação, confirma ter realizado a fiscalização, mas disse que até não constatou crime ambiental.

“De fato, foi uma equipe apurar uma denúncia do Tancredo [vizinho da mineradora], mas nós não temos nada conclusivo, a ponto de afirmar que há irregularidades no local”, informou a assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco.

No entanto, para a bióloga Neirevane Nunes seria bom que o Ministério Público o – que investiga explosões e tremores de terra na região –, averiguasse as imagens e divulgasse uma nota explicativa a respeito, dizendo se vai ou não apurar a denúncia.

FPI DO SÃO FRANCISCO

A FPI do Rio São Francisco é uma atividade conjunta que envolve vários órgãos e instituições, a exemplo da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). As ações estão acontecendo em todos os Estados banhados pelo Rio São Francisco. Além da fiscalização e punição, a iniciativa envolve aspectos científicos, sociais e preventivos, de conscientização das populações ribeirinhas, por meio de palestras sobre direitos e educação ambiental.

Bióloga alerta para descartes recorrentes

Ao tomar conhecimento da denúncia, por meio de um site de notícias, a bióloga Neirevane Nunes, que milita no movimento de combate à mineração predatória, acionou a imprensa, para que esse fato fosse melhor apurado.

“Segundo a matéria a fiscalização foi feita a pedido do Ministério Público de Alagoas”, afirmou Neirevane Nunes. “É importante coletar amostras para a análise em laboratório. E diante dos registros feitos pela fiscalização e os resultados das análises, o Ministério Público deve tomar providências”, completou.

Questionada de onde teria partido a denúncia, ela disse que parte dos moradores das proximidades da barragem da Vale Verde.

“É o que os moradores da região estão denunciando. É necessário investigar o que está acontecendo por isso que essa Equipe de Fiscalização esteve no local”, relatou Neirevane, preocupada com essa situação.

Segundo ela, não é a primeira vez que a Mineradora Vale Verde é acusada de poluir o Rio Traipu. “Em uma das expedições científicas, foram feitas coletas lá pela equipe do professor Emerson Soares, da Ufal, e constatado níveis altos de metais pesados, quando o rio deságua no São Francisco”.

Município de Craíbas arrecadou R$ 18,5 milhões com a mineração este ano

É sobre a possibilidade de crime ambiental que a bióloga em um artigo recente sobre o assunto, publicado na mídia local. Segundo ela, dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) confirmam que o município de Craíbas possui a maior arrecadação de CFEM do Estado de Alagoas com a mineração de cobre pela empresa Vale Verde.

“Craíbas, neste ano, apresentou arrecadação de R$ 18,5 milhões. A CFEM é a Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais, que são bens da União. Ela foi instituída pela Lei nº 7.990, de 28 de dezembro de 1989”, destaca Neirevane.

“Como a União representa a sociedade brasileira, deveria caber a esta decidir sobre o destino desses recursos, que devem ser usados na promoção da qualidade de vida das pessoas dos municípios mineradores. Falta o controle social sobre a CFEM devido à falta de transparência das prefeituras e a ausência de uma gestão participativa em que ocorra a discussão com a sociedade sobre a destinação desse recurso”, argumenta a bióloga.

“Não se deve utilizar a CFEM de forma equivocada para vender a ideia de que “já que minerar dá muito lucro para os municípios então vamos explorar de forma predatória para obter maior arrecadação dessa fonte”. Isso foi o que aconteceu com a exploração de sal-gema em Maceió. Temos que lembrar que os recursos minerais são limitados e que, em um momento, deixarão de existir. Por isso, os municípios mineradores precisam investir em outras frentes econômicas que sejam sustentáveis e menos impactantes para população e para o ambiente”, acrescentou.

EMPRESA NEGA CRIME AMBIENTAL

A reportagem da Tribuna Independente entrou em contato com a assessoria de comunicação da Vale Verde, solicitando uma resposta para a denúncia de crime ambiental. A mineradora deu, por meio de nota, os esclarecimentos devidos.

“A Mineração Vale Verde informa que o lançamento de efluentes provenientes de sua operação, bem como o processo de descarte dos rejeitos na Barragem Serrote estão totalmente regularizados, conforme as licenças e outorgas emitidas e fiscalizadas pelos órgãos ambientais.

A água vista nos vídeos que circulam na internet, que não é tóxica, é resultante da drenagem da própria área da mineração, e sua coloração é devido a tonalidade da “terra” presente na área da mina. Essa água não é descartada no meio ambiente e fica armazenada na barragem”.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A assessoria de comunicação da FPI do Rio São Francisco confirma a apuração de uma denúncia de despejo de efluentes num aquífero por uma mineradora localizada no Município de Craíbas. A força-tarefa esclarece que recebeu a denúncia – não a fez como foi noticiado recentemente.

Ao apurar a denúncia, os órgãos técnicos que compõem a FPI constataram que o lançamento de resíduos ocorre dentro de uma área da mineradora licenciada para receber rejeitos, sem apresentar assim irregularidades.

Fonte: Tribuna Hoje

Presidente da Colômbia pede que TPI emita uma ordem de prisão contra Netanyahu

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, sugeriu nesta sexta-feira 10 que o Tribunal Penal Internacional emita um mandado de prisão contra o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva de Israel na Faixa de Gaza.

“Netanyahu não deterá o genocídio. O que implica um mandado de prisão internacional do Tribunal Penal”, escreveu o chefe de Estado colombiano na rede social X, em reação à operação aérea iniciada pelo Exército israelense nos últimos dias contra a cidade palestina de Rafah (sul), refúgio de milhares de deslocados.

Em 1º de maio, o mandatário colombiano rompeu relações diplomáticas com Israel, seguindo os passos da Bolívia e de Belize. Além disso, interrompeu a compra de armas fabricadas no país.

O presidente de esquerda, defensor da causa palestina desde jovem, descreve frequentemente Netanyahu como “genocida” pela forma como dirige o conflito que eclodiu em 7 de outubro de 2023.

O estado sinonista de Israel já assassinou mais de 34 mil pessoas em Gaza, a maioria delas crianças e mulheres.

Na semana passada, autoridades israelenses disseram ao jornal americano The New York Times que esperam mandados de prisão do TPI contra membros do governo, incluindo provavelmente Netanyahu.

Segundo o New York Times, o TPI também pretende culpabilizar líderes do Hamas, embora ainda não tenha sido oficializado nenhum mandado de prisão contra dirigentes do movimento islamista.

Redação com Carta Capital

Quase 90% das cidades do RS foram atingidas e 116 pessoas foram mortas

m todo o estado, cerca de 1,9 milhão de pessoas foram atingidas

Ao menos 116 pessoas perderam a vida e outras 143 estão desaparecidas em consequência das fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul desde o último dia 26 – com maior intensidade a partir do dia 29.

Desde esta quinta-feira (9), a Defesa Civil estadual está divulgando os nomes de pessoas que morreram, bem como das cujo paradeiro é desconhecido. A lista já tem seis páginas. E não para de crescer.

Entre os nomes, estão os de Artemio Cobalchini, 72 anos, e Ivonete Cobalchini, 62 anos, cuja casa, em Bento Gonçalves, foi destruída pela força das águas. Os corpos de Seu Neco, como Artemio era conhecido, e da esposa, foram encontrados no último dia 3, por parentes e amigos. Uma das filhas do casal, Natália Cobalchini, está entre as 143 pessoas desaparecidas no estado.

A relação, contudo, não é completa, conforme reconhece a própria Defesa Civil estadual, que está a todo momento atualizando a lista com base nas informações que recebe das defesas civis municipais e da Polícia Civil. Ainda assim, não consta na relação de desaparecidos, por exemplo, o nome de Agnes da Silva Vicente.

Segundo a mãe de Agnes, Gabrielli Rodrigues da Silva, 24 anos, o bebê de sete meses caiu na água quando o barco usado para resgatar a família virou. Gabrielli e seus outros três filhos, incluindo a irmã gêmea de Agnes, Ágata, foram socorridos, mas a bebê não – embora, posteriormente, algumas pessoas tenham afirmado que Agnes também foi retirada da água.

Até o meio-dia de hoje (10), a Defesa Civil estadual contabilizava cerca de 1,9 milhão de pessoas de alguma foram afetadas, em 437 cidades, por efeitos adversos das chuvas, como inundações, alagamentos, enxurradas, deslizamentos, desmoronamentos e outros.

Em todo o estado, ao menos 337.346 pessoas desalojadas tiveram que, em algum momento, buscar abrigo nas residências de familiares ou amigos – muitas destas seguem aguardando que o nível das águas baixe para poderem retornar a suas casas. Outras 70.772 pessoas ficaram desabrigadas, ou seja, sem ter para onde ir, precisaram se refugiar em abrigos públicos ou de instituições assistenciais.

Frente a dimensão dos estragos, o governador Eduardo Leite reconheceu que não só o Rio Grande do Sul, mas todo o Brasil, terão que se ajustar a um novo contexto, no qual os eventos climáticos extremos têm se tornado cada vez mais frequentes – segundo especialistas, como consequência das mudanças climáticas e do aquecimento do planeta.

“Já temos uma série de políticas em andamento, mas está muito nítido que precisamos fazer [ações efetivas] em outro grau, em outro patamar”, disse Leite a jornalistas, esta manhã. “[No estado] Já existem estruturas [para lidar com as mudanças climáticas]. O que vamos ter que fazer é transformá-las, dando outra robustez para estas estruturas […] Precisamos passar a um nível excepcional de qualidade técnica, tecnológica e de recursos […] Precisamos ter preparo para conviver com situações excepcionais como esta. Preparo que envolve desde sistemas de proteção e defesa das cidades; realocação de espaços e novas técnicas construtivas resistentes a outro patamar de comportamento do clima; sistema de alertas e de informação à população, para que ela saiba lidar com estas situações [extremas]”, acrescentou Leite.

Fonte: Agência Brasil

Assembleia Geral da ONU aprova pedido de reconhecimento da Palestina

Adesão não é automática. Contudo, decisão sobre a Palestina na ONU abre caminho para uma adesão plena e maior garantia de direitos, além de isolar Israel

A Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) aprovou por ampla maioria o pedido da Palestina para se tornar membro pleno da ONU. Assim, a comunidade internacional reconhece sua qualificação e recomenda ao Conselho de Segurança que “reconsidere favoravelmente a questão”. Isso porque, no conselho, os Estados Unidos, como membro permanente, exerce continuamente sua postura de apoio a Israel contra o povo árabe.

A votação de hoje (10) contou com os 193 membros da assembleia. Ela representou uma avaliação global do apoio ao pedido palestino de se tornar membro pleno da ONU. A iniciativa que, na prática, reconhecer um Estado Palestino, mesmo após os Estados Unidos terem vetado a proposta no Conselho de Segurança no mês anterior. Além disso, o fato demonstra ainda maior isolamento de Israel em seu massacre contra civis palestinos desde outubro do ano passado.

A resolução obteve 143 votos a favor e nove contra. Entre os opositores, Estados Unidos e Israel. Enquanto isso, 25 países se abstiveram. Embora a resolução não conceda à Palestina a plena adesão automática à ONU, ela reconhece sua qualificação para ingressar. Embora os Estados Unidos permaneçam em apoio a Israel nessa questão, o governo Joe Biden cessou o envio de armas após investidas de Israel contra os últimos refúgios humanitários na Faixa de Gaza, em Rafah, na fronteira com o Egito.

Palestina na ONU

A resolução da AGNU “determina que o Estado da Palestina deve, portanto, ser admitido à adesão” e “recomenda que o Conselho de Segurança reconsidere a questão favoravelmente”.

Apesar de a AGNU não ter o poder de conceder plena adesão à ONU, a resolução aprovada nesta sexta-feira concederá à Palestina alguns direitos e privilégios adicionais a partir de setembro de 2024, como um assento entre os membros da ONU na sala da Assembleia Geral, embora sem direito a voto.

Reportando da sede da ONU em Nova York, Gabriel Elizondo, da Al Jazeera, destacou a importância do elevado número de países que votaram a favor da resolução. “Antes da votação, especulava-se que o apoio poderia variar entre 120 e 140 votos. O fato de terem obtido 143 votos ultrapassou todas as expectativas. Foi uma aprovação esmagadora”, observou.

A busca da Palestina pela plena adesão à ONU ocorre em meio a uma guerra entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza. Israel continua a expandir assentamentos ilegais na Cisjordânia ocupada e avança com violência sobre civis em Gaza.

Falas durante a sessão

Antes da votação, Riyad Mansour, embaixador da Palestina na ONU, fez um apelo aos membros da AGNU: “Votar ‘Sim’ é a decisão correta. Posso assegurar que, no futuro, vocês e seus países se orgulharão de terem defendido a liberdade, justiça e paz neste momento sombrio”.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, interpretou a aprovação da resolução como um sinal de que o mundo apoia os direitos e a liberdade do povo palestino, e se opõe à ocupação israelense. “Em termos estratégicos, acredito que essa votação não terá impacto direto em Gaza”, comentou Marwan Bishara, analista político sênior da Al Jazeera. “É mais simbólico. Representa um marco importante para a Palestina na arena internacional”.

Enquanto isso, o embaixador de Israel na ONU, Gilad Erdan, condenou a votação, afirmando que a ONU está agora admitindo um “estado terrorista” entre seus membros. “A Organização das Nações Unidas foi fundada com a missão de garantir que a tirania, como a dos nazistas, nunca mais se manifeste”, enfatizou.

Fonte: Rede Brasil Atual

Lula entrega 914 unidades do Minha Casa Minha Vida em Maceió

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou nesta sexta-feira, 10/05, de cerimônia de entrega de 914 unidades habitacionais do Residencial Parque da Lagoa, do Minha Casa, Minha Vida, em Maceió. 

Na cerimônia, Lula estava acompanhado dos ministro Rui Costa (Casa Civil) e Renan Filho (Transportes), além do  governador de Alagoas, Paulo Dantas; do prefeito da capital, JHC; do presidente da Câmara, Arthur Lira e outras autordades. Com uma plateia formada por representantes de movimentos sociais e moradores locais, Lula foi bastante aplaudido. Já o presidente da Câmara, Arthur Lira recebeu vaias e Lula teve que intercedeu em seu favor.

O residencial Parque da Lagoa, composto por 1.776 apartamentos, teve um investimento total de R$ 201,2 milhões pelo Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e conta com área de lazer, iluminação e estrutura sanitária. Os apartamentos serão destinados exclusivamente para famílias de baixa renda residentes no bairro do Vergel.

Redação com TNH1

Universidade belga encerra colaboração com instituições israelenses

A Universidade Livre de Bruxelas anunciou sua retirada de um projeto científico sobre inteligência artificial que envolvia duas instituições israelenses, confirmou o Centro de Informações Palestinas. A universidade belga aparentemente tomou a decisão em função da guerra de Israel contra os palestinos em Gaza.

Em uma declaração emitida na quarta-feira, a universidade explicou que a decisão de se retirar do projeto científico foi tomada após uma avaliação conduzida pelo Comitê de Ética. O comunicado dizia ainda que, após os recentes acontecimentos em Gaza, foi decidido realizar uma análise abrangente de todos os projetos de pesquisa envolvendo parceiros israelenses.

A universidade não tem nenhuma cooperação bilateral com Israel, acrescentou, e está determinada a continuar suas parcerias com instituições palestinas.

Os alunos da universidade participaram de protestos pró-Palestina no campus, que começaram nos EUA e se espalharam pela Europa, condenando a ofensiva militar de Israel em Gaza.

Fonte: Monitor do Oriente

MPF, MPAL e DPU emitem recomendação contra armazenamento de ácido sulfúrico no Porto de Maceió

Foi solicitado ao Ministério dos Portos e Aeroportos que anule autorização para o empreendimento devido aos riscos ambientais e à população

O Ministério Público Federal (MPF), a Defensoria Pública da União (DPU) e o Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) emitiram recomendação para impedir instalação de terminal de ácido sulfúrico no Porto de Maceió. As instituições pedem a anulação ou revogação de dispositivo do Decreto nº 10.330/2020, que qualifica o Terminal MAC10 para movimentação e armazenagem de granéis líquidos, principalmente, ácido sulfúrico.

Em 2020, a multinacional francesa Timac obteve licença junto ao Governo Federal, durante leilão realizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), para construção de um terminal de armazenagem de granel líquido no Porto de Maceió. Amparado pela norma alvo da recomendação, o projeto visava à instalação de uma Unidade de Recebimento e Estocagem de Ácido Sulfúrico para atender à fábrica de fertilizantes da empresa no município de Santa Luzia do Norte (AL).

O terminal onde o ácido sulfúrico ficaria armazenado seria construído em uma área de quase 8 mil metros quadrados. Os órgãos defendem que não houve a devida avaliação de impactos ambientais antes da publicação do Decreto nº 10.330/2020, uma vez que o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) realizado pela Antaq não avaliou os riscos do empreendimento ao meio ambiente, à sociedade e ao potencial turístico da cidade.

Após análise do Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) apresentado pela Timac, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA/AL) negou a licença ambiental solicitada pela empresa. Na documentação, a própria Timac estimava que 77% dos impactos ambientais significativos gerados pelo empreendimento são negativos, apontando como positivo apenas o aumento da arrecadação tributária.

Entre os problemas verificados pelo IMA/AL estão falta de detalhamento da biodiversidade marinha existente nas proximidades; a ausência de avaliação dos prováveis impactos ambientais sobre as atividades pesqueiras e turísticas; a falta de medidas mitigadoras e de controle ambiental; a falta de avaliação exaustiva de alternativas locacionais para o empreendimento e não inclusão de componentes ambientais marinhos, como os recifes de corais da Pajuçara, nas áreas estudadas.

O MPF, o MPAL e a DPU destacam que a instalação do depósito fere também o Código de Urbanismo e de Edificações de Maceió, que determina o armazenamento de “produtos químicos, tóxicos, inflamáveis e/ou explosivos, ou que seja capaz de causar poluição ambiental” no raio mínimo de 500m do perímetro urbano. O local está inserido na zona urbana de Maceió e fica em uma área reconhecida pelo Código Municipal de Meio Ambiente de Maceió como Área de Preservação Permanente (APP), próxima da Piscina Natural da Pajuçara e dos recifes que formam a barreira de corais no litoral da capital.

Fonte: 082 Notícias

Em Alagoas, Lula assina ordem de serviço do canal do sertão

Construção do Trecho V do Canal do estado, com término previsto para 2026, beneficia os municípios de Olho D’Água das Flores, São José da Tapera e Monteirópolis

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira, 9 de maio, a ordem de serviço para dar início às obras de construção do Trecho V do Canal do Sertão Alagoano, em São José da Tapera (AL). Serão investidos R$ 565,95 milhões para a execução de 26,6 quilômetros de canal para conduzir água (entre o km 123 e o km 150). A iniciativa vai melhorar a irrigação e propiciar o crescimento econômico da região.

“Temos que aprender a dizer quanto custou não fazer essa obra há 100 anos, há 50 anos. E não tem obra mais extraordinária do que a que traz um sorriso de satisfação na cara de homens, mulheres e crianças que são os beneficiários”
Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República

Na cerimônia, o presidente destacou que ao ver o Canal do Sertão Alagoano veio à sua cabeça a imagem de quando tinha sete anos de idade e a sua mãe saiu de Garanhuns, em Pernambuco, com oito filhos, em um pau de arara, rumo a São Paulo para não morrer de fome. A experiência que teve durante a infância o fez valorizar o acesso à água e à alimentação — direitos básicos que busca levar a toda a população brasileira.

“Essa imagem é muito forte e explica porque eu não nego água a quem tem sede, a quem precisa dela para produzir, para fazer comida, para tomar banho, porque sei o que é, com sete anos, carregar pote de água na cabeça, água barrenta, água suja. E a gente bebia daquela água. Isso fazia com que crianças morressem de forma prematura por doenças, porque a gente sequer tinha acesso a médicos”, relatou Lula.

O trecho V do Canal do Sertão Alagoano abrange os municípios de São José da Tapera, Olho D’Água das Flores e Monteirópolis e beneficia mais de 57,3 mil pessoas que residem nessas localidades. O empreendimento integra o Novo PAC do Governo Federal.

“Nós precisamos aprender a entender que qualquer investimento que você faça não é gasto, é investimento, porque você vai colher no futuro. Temos que criar condições para a água chegar”, disse o presidente. “E o que custa criar um Canal do Sertão no estado de Alagoas? O que temos que aprender é dizer quanto custou não fazer essa obra há 100 anos, há 50 anos. E não tem obra mais extraordinária do que a que traz um sorriso de satisfação na cara de homens, mulheres e crianças que são os beneficiários”, completou.

CRONOGRAMA – As obras do trecho V do Canal devem ser iniciadas no próximo dia 1º de junho, com término previsto para dezembro de 2026. “Eu pretendo estar aqui para inaugurar essa obra antes do final do meu mandato”, declarou o presidente.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, ressaltou a relevância do empreendimento e apontou outras obras previstas para o estado. “O Canal do Sertão passando aqui significa barriga cheia do mais pobre que mora no Sertão alagoano. Vamos fazer uma nova ponte sobre o Rio São Francisco na cidade de Penedo, em Alagoas. Vamos duplicar a BR-316 de Maceió até Pilar e a BR-104. Vamos construir em Arapiraca, no PAC, o Hospital Metropolitano do Agreste Alagoano, que também vai atender ao povo sertanejo”, disse.

EMPREENDIMENTO — A totalidade das obras do Canal Adutor do Sertão Alagoano até o km 150 (trechos I ao V) vai beneficiar 280 mil habitantes em 19 municípios. A região faz a integração do Canal ao Sistema Coletivo de Abastecimento da Bacia Leiteira e à implantação dos Perímetros Irrigados de Olho D’Água das Flores e Monteirópolis, totalizando 3 mil hectares irrigados.

“Aqui no semiárido, a gente fica rezando, orando para a chuva chegar. Nesse dia histórico, em que o senhor autoriza o início das obras do trecho V do Canal do Sertão, vamos continuar rezando. Agora, não mais por água, porque água o senhor está garantindo para o povo do semiárido e do agreste”, disse o governador de Alagoas, Paulo Dantas.

A água, captada e transportada pelo canal, é destinada principalmente para a irrigação, o que facilita a vida do pequeno agricultor, que antes sofria com os longos períodos de seca, e garante a sobrevivência de milhares de famílias alagoanas.

Também presente à cerimônia, o presidente da Câmara dos Deputados e alagoano, Arthur Lira, enfatizou que o empreendimento contribui para que “o pequeno produtor possa plantar a sua fruta, milho, feijão e para fazer com que a economia da região cresça e se desenvolva”.

OPERAÇÃO — Os quatro primeiros trechos do Canal já foram concluídos e alcançam 123,4 km de obras em operação. Com a implantação dos trechos I, II, III e IV e o Projeto de Integração das Adutoras do Alto Sertão, que abastece oito municípios do Alto Sertão alagoano, a obra beneficia mais de 189 mil habitantes. Até 2022, foram investidos R$ 2,32 bilhões pela União. Com a conclusão, a obra de infraestrutura hídrica alcançará 250 km de extensão, ligando Delmiro Gouveia a Arapiraca.

Fonte: Gov.br

Após pressão, Exército adia assinatura de contrato com empresa israelense

A israelense Elbit Systems fornece equipamentos militares para as tropas envolvidas no massacre dos palestinos em Gaza

O Exército Brasileiro anunciou o adiamento da assinatura do contrato inicial para a compra de 36 viaturas blindadas de combate, obuseiros de calibre 155 mm autopropulsados sobre rodas (VBCOAP-SR). A vencedora da licitação internacional, a empresa israelense Elbit Systems e suas subsidiárias brasileiras Ares Aeroespacial e Defesa e AEL Sistema, ofereceram o sistema Atmos 2000 para equipar as unidades de artilharia do Exército Brasileiro. 

O acordo, que pode chegar a R$ 750 milhões, foi anunciado na semana passada, e tem sido alvo de críticas devido devido ao envolvimento da empresa em episódios do genocídio promovido por Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza.

Segundo o portal Terra, o Exército justificou o adiamento alegando a necessidade de submeter novamente o processo à assessoria jurídica do Ministério da Defesa devido a alterações feitas na fase final do processo de seleção da licitação. O objetivo é apresentar as razões técnicas que fundamentaram a escolha da empresa israelense. 

O protocolo permitiria a entrega de um lote inicial de dois obuseiros, destinados a testes durante dois anos. A assinatura do contrato final para a entrega das outras 34 unidades ocorreria após a aprovação final do equipamento.

O processo de compra das viaturas blindadas de combate teve início em 2017 e, caso o equipamento seja aprovado e a compra seja mantida, a conclusão está prevista para 2034. O objetivo do Exército é modernizar sua artilharia divisionária, que atualmente conta com obuseiros projetados há cerca de 70 anos. No entanto, a compra enfrentou críticas devido ao envolvimento da empresa na guerra de Israel contra o povo palestino na Faixa de Gaza.

A decisão de adiar a assinatura do contrato ocorreu um dia antes de uma carta assinada por líderes políticos e personalidades, incluindo o ex-deputado federal José Dirceu, o cantor Chico Buarque e sua esposa, a jurista carol Proner, além do ex-secretário nacional de Direitos Humanos Paulo Sérgio Pinheiro, entre outros, se tornar pública. O documento pede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que encerre as transações comerciais com empresas israelenses em razão do desrespeito de Israel a uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que determinou um cessar-fogo na Faixa de Gaza.

Apesar das críticas, o Exército obteve o aval para escolher a empresa israelense, argumentando que era a melhor proposta técnica e a melhor proposta para o país, considerando a transferência de tecnologia e a criação de empregos. A Elbit concordou em produzir a munição 155 mm no Brasil, o que seria um benefício adicional. A empresa prevê que o contrato gere entre 200 e 400 empregos diretos e de 400 a 700 indiretos no Brasil.

A reportagem procurou a empresa Elbit para comentar sobre o adiamento da assinatura do contrato, mas até o momento não obteve resposta.

Fonte: Brasil 247

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

MAIS LIDAS