Segundo PoderData, entrevistados consideram governo Lula melhor do que o de Bolsonaro

Foram entrevistadas 2.500 pessoas entre os dias 24 e 26 de janeiro; margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é considerado “melhor” do que a gestão de Jair Bolsonaro (PL) para 40% dos brasileiros, segundo pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (28). Outros 39% consideram “pior” — o que representa um empate técnico entre as taxas.

Para 20% dos eleitores, as administrações são iguais, enquanto 1% não soube responder.

Em abril de 2023, durante o primeiro ano do atual mandato de Lula, 46% acreditavam que a gestão do petista era melhor que a de Bolsonaro, ou seja, houve um declínio de 6 pontos percentuais.

Já os que julgam a atual administração federal como pior do que a anterior eram 36%. Desde 2023, este índice cresceu 3 pontos percentuais.

A pesquisa PoderData entrevistou 2.500 pessoas, por telefone, entre os dias 24 e 26 de janeiro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

Apesar de ser ano eleitoral, o levantamento não tem registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), por não se tratar de uma pesquisa de intenção de voto.

Fonte: CNN Brasil

Surto de meningite preocupa população de Maceió

Segundo a Secretaria de Saúde de Maceió, ocorreu três casos de meningite nos últimos 90 dias. Segundo a pasta, todos os pacientes evoluíram clinicamente bem e não correm risco. Mas, apesar da informação da Secretaria de Saúde, a população de Maceió está preocupada e com medo do avanço da doença.

O primeiro caso envolve um paciente de 55 anos, o segundo um paciente de 27 anos e o terceiro um paciente de 20 anos. As autoridades reforçam que os casos estão sob acompanhamento e que as medidas de prevenção continuam sendo adotadas para evitar a circulação da doença.

Pelos critérios do Ministério da Saúde, a situação é considerada um surto, o que acendeu o alerta das autoridades sanitárias e levou à adoção de medidas imediatas para conter a circulação da bactéria e evitar novos registros da doença.

Entre as ações definidas está a vacinação de bloqueio, que será realizada no próximo sábado (31), com mobilização de equipes de saúde em pontos estratégicos próximos aos locais onde os casos foram confirmados. Além dessas áreas, a vacinação também vai alcançar regiões num raio de até um quilômetro, incluindo bairros como Ouro Preto, Canaã e Barro Duro, devido à circulação frequente de moradores entre essas localidades.

“A participação da população é essencial para o sucesso da ação. O bloqueio vacinal é uma medida segura, eficaz e fundamental para proteger a coletividade, reduzir o risco de novos casos”, informou a SMS nesta quarta-feira (28).

A vacina contra a meningite tipo C é indicada para pessoas de três meses a 80 anos, conforme os protocolos do Ministério da Saúde. Gestantes e lactantes, no entanto, não devem receber a dose neste momento. A Secretaria esclarece que a imunização não será feita em toda a extensão dos bairros, mas apenas nas áreas delimitadas pela Vigilância Epidemiológica.

A orientação é que pessoas com sintomas como febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, vômitos ou manchas pelo corpo procurem imediatamente uma unidade de saúde. Para receber a vacina, é necessário apresentar documento com CPF e cartão de vacinação.

Redação com TNH1

ORELHA: UM MÁRTIR DA CAUSA ANIMAL

Paulo Memória Alli é jornalista, cineasta e escritor

Há alguns anos resgatei um cachorro em uma grota de Maceió, que a comunidade batizou com o nome de Graffiti. Grota para quem não conhece a denominação, é o que é conhecido em todo o Brasil como favela. Segundo informações dadas pelos moradores desta grota, que não declinarei o nome por questões de segurança, ele era um cachorro de estimação de um presidiário em liberdade condicional, que residia com ele neste local. Ainda segundo a população local, este egresso do sistema penal, com liberdade provisória, gostava e cuidava muito bem do cão.

Em uma determinada noite, uma força policial, não souberam dizer o motivo, invadiu o barraco e executou o tutor do Graffiti. Provavelmente o cachorro, sempre leal ao dono, deve ter tentado defender o seu tutor, e teria sido agredido a “botinadas” por quem deveria defender à sociedade e não infringir sofrimento a um ser indefeso. Para bom entendedor, meias palavras bastam para entender o que deve ter ocorrido. A forma como encontrei o Graffiti foi de um desespero que não desejo a ninguém. O seu olhar revelava mais do que a dor lancinte, aquele olhar de dor e desespero revelaram para mim, naquele momento angustiante, a falta de esperança na humanidade.

Não posso afirmar a veracidade desta informação, porque não fui testemunha desta operação policial, mas não acredito que vários moradores da grota inventariam um história sórdida como essa. Foi um dos resgates mais difíceis que fiz na vida, dado o estado e o sofrimento deste animalzinho. Resgatamos o Graffiti e cuidei dele inicialmente, levando-o para clínicas veterinárias e conseguindo um lar temporário para ele, visto que eu morava em um apartamento e já tinha alguns gatos.

Como era um tratamento longo, difícil e dispendioso, Seu Antonio, que coordena um dos maiores projetos da causa animal em Algoas, o abrigo São Cão, tendo uma melhor infraestrutura e na sua imensa generosidade, assumiu o tratamento do Graffiti e o recuperou após alguns anos de terapia. Eu mesmo cheguei a duvidar se ele sobreviveria. Disse ao Graffiti, quando esteve a beira da morte, que ele lutasse pela sua vida e que um dia ainda viria buscá-lo e o adotaria. Prometi isso a ele. Fiz um documentário sobre Seu Antônio e a São Cão, intitulado “O Santo e o Cão”, disponível no YouTube.

Depois de um certo tempo, mais até do que eu gostaria, me mudei para uma casa e cumpri a minha promessa, adotei-o e hoje ele tem uma vida de príncipe, cercado de cuidados e, principalmente, de muito carinho e amor. Ficou com algumas sequelas da violência que sofreu, mas proporcionamos a ele uma boa qualidade de vida, com acompanhamento direto da sua saúde. Hoje o Graffiti, um Border Collie, convive fraternalmente com os nossos gatinhos e com outros cachorros que criamos, estes legítimos vira-latas, todos resgatados das ruas.

Assim como o meu Graffiti, o cachorrinho Orelha e mais dois outros cães foram vítimas de maus tratos por quatro meliantes e filhinhos de papai de Florianópolis, com requintes de crueldade máxima que se pode praticar contra um animal, revelando toda maldade humana a que estamos expostos. Estes psicopatas hoje matam animais, futuramente estarão assassinando moradores de rua e cometendo feminicídios.

O filósofo existencialista Jean Paul Sartre afirmava que “o inferno são os outros”. Para mim o demônio não tem chifres, rabo e tridente, eles andam disfarçados de seres humanos e o demoníaco habita a alma (a essência) de cada um desses seres das trevas. Os “Imundos de Florianópolis”achavam que, por serem de famílias com condições financeiras, estariam imunes a qualquer crime que cometessem, imagine se praticado contra um pobre animal de rua. Achavam que não daria em nada, contavam com a certeza da impunidade total. Acontece que o Orelha, um cachorrinho comunitário, era amado e cuidado por muitas pessoas que gostavam dele, exatamente por ser um cãozinho dócil, simpático, brincalhão e feliz com sua vidinha, mesmo estando na rua.

A revolta contra os marginais que o mataram covardemente, entretanto, foi imediata, eles não contavam com a reação da sociedade local e que este ato absurdo e inaceitável se transformaria em uma comoção de proporção nacional e até internacional, formando-se uma grande rede de indignação, com a participação de personalidades famosas pedindo justiça pelo Orelha e seus amiguinhos. Esses elementos de alta periculosidade social terão que pagar pelo crime que cometeram.

Felizmente nunca presenciei um ato de maus tratos contra os animais, pois tenho certeza de qual seria a minha reação, e, muito provavelmente, como se diz por aí, “perderia o meu réu primário”. A família desses pilantras sociopatas estão tentando “abafar” o caso, achando que iriam conseguir intimidar as pessoas que estão se manifestando pelas redes sociais e cobrando às autoridades e ao judiciário, providências contra os escrotos que trucidaram o Orelha e aqueles que os pariram e os colocaram no mundo para poluí-lo ética e moralmente. Estes seres malignos e imundos, pais e filhos, devem pagar exemplarmente pelas suas maldades e falta de respeito e empatia pelo próximo. Faço votos que aconteça com estes escroques, o mesmo que fizeram ao Orelha e seus dois amiguinhos, que conseguiram, por sorte, escapar das garras ferozes dessas aberrações humanas.

Não vamos permitir que fiquem impunes. Denunciem, passem esta postagem a frente. Vamos colocar estes projetos de fascistas na cadeia, ou no local que a legislação definir, uma vez que estas pragas, infelizmente, têm menos de 18 anos e privilégios da legislação penal. Tenho a impressão de que este crime terá desdobramentos, e certamente, será resolvido posteriormente. Torço muito por isso, pois ocorrem dezenas, centenas, talvez milhares de casos semelhantes a esse mensalmente em nosso país. O Graffiti foi um deles.

A melhor maneira de de reverenciar o martírio do Orelha, é adotando um animal de rua, pois mesmo animais “comunitários”, estão sujeitos às vulnerabilidades das ruas, tais como maus tratos, atropelamentos, brigas, doenças, envenenamentos e tanto outros riscos que correm cotidianamente. Temos hoje no Brasil 30 milhões de animais abandonados, somos 213 milhões de brasileiros, se menos de 15% da nossa população adotá-los, será um grande avanço para a causa animal em nosso país. Transforme sua indignação em adoção.

Lindo Orelha, sua vidinha não será em vão, você terá e fará justiça por todos os animais vítimas de crimes hediondos como o que você sofreu. Você estará para sempre na memória, na alma e no coração do povo brasileiro. Você é mais do que um mártir, você entra na galeria dos grandes heróis nacionais do Brasil. Justiça pelo orelha. Trate Bem Um Animal de Rua! Adote um deles!

Ato pela liberdade de Maduro é realizado em Maceió

Manifestações denunciam a intervenção militar dos EUA e o sequestro do mandatário venezuelano e de sua esposa

Com o objetivo de denunciar o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e da primeira-dama e deputada Cilia Flores, assim como as agressões dos Estados Unidos (EUA) de Donald Trump contra o país latino-americano, organizações populares, movimentos políticos e coletivos realizam nesta quarta-feira (28) uma jornada de manifestações em diversas capitais brasileiras. 

As mobilizações fazem parte de uma articulação internacional de solidariedade ao povo venezuelano e de repúdio à escalada militar, econômica e diplomática conduzida pelo governo de Donald Trump.

Os atos exigem a libertação de Nicolás Maduro e de Cilia Flores, sequestrados em um ataque militar estadunidense no dia 3 de janeiro.

Desde a ofensiva militar no início do mês, manifestações parecidas vêm sendo realizadas em diversos estados do Brasil e em outros países da América Latina e da Europa. As mobilizações denunciam não apenas a captura do presidente venezuelano, mas também o precedente aberto para novas intervenções na região, sob o discurso do combate ao narcotráfico e da “segurança nacional”.

Para os organizadores, a manifestação é um chamado à sociedade brasileira. “Defender a soberania da Venezuela é defender a soberania dos povos latino-americanos”, afirmam. A manifestação reforça a mensagem de repúdio ao imperialismo e de solidariedade internacional.

O protesto integra uma agenda ampla de mobilização internacional contra o avanço das aspirações imperialistas do governo de Donald Trump, deve continuar enquanto persistirem as sanções, a intervenção militar e a prisão das lideranças venezuelanas.

Em Maceió, os manifestantes portando bandeiras e cartazes, se concentraram no Calçadão do Comércio. Segundo o professor Emmanuel Miranda, diretor do Sinteal, “a invasão dos EUA à Venezuela visa se apropriar das reservas de petróleo e ameaça a soberania de todos os países da América Latina e do mundo”.

Diretor-geral da PF confirma inquérito sobre influenciadores pró Banco Master

Apuração investiga possível contratação coordenada de perfis digitais para atacar o Banco Central após liquidação do banco

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou ao ICL Notícias a abertura de inquérito para investigar a atuação de influenciadores digitais que passaram a defender o Banco Master e a atacar o Banco Central após a liquidação da instituição financeira. A apuração busca esclarecer se houve contratação organizada para impulsionar conteúdos nas redes sociais com o objetivo de deslegitimar a decisão do regulador e pressionar autoridades públicas.

O caso começou a ser analisado de forma preliminar no início do mês após a identificação de um padrão atípico de publicações nas redes sociais. Segundo informações levantadas pela Polícia Federal, diversos perfis passaram a divulgar mensagens com argumentos semelhantes, linguagem alinhada e ataques direcionados ao Banco Central e a integrantes da cúpula do sistema financeiro, logo após a decretação da liquidação do banco, em novembro de 2025.

A análise inicial levou ao mapeamento de dezenas de perfis, com alcance relevante, que atuaram de forma simultânea. A partir desse levantamento, a PF decidiu formalizar a investigação por meio da instauração de inquérito, agora sob responsabilidade da área especializada da corporação. O procedimento tramita sob sigilo.

Entre os pontos que estão no centro da investigação estão a eventual existência de pagamentos a influenciadores, a intermediação por agências de comunicação ou marketing digital, a celebração de contratos com cláusulas de confidencialidade e a definição prévia de narrativas e alvos. A PF também pretende rastrear transferências financeiras, notas fiscais e trocas de mensagens que possam comprovar a articulação da campanha.

A investigação não se limita aos produtores de conteúdo. O inquérito busca identificar quem teria financiado ou encomendado a ação, bem como eventuais conexões entre os influenciadores e interesses ligados ao Banco Master ou a seus controladores.

Até o momento, não há informações sobre quais crimes que serão investigados. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de uma ação organizada para interferir no debate público em torno de uma decisão regulatória sensível, o que pode ter implicações penais a depender do que for comprovado no curso da apuração.

Fonte: ICL

Resgate de 563 trabalhadores puxa Mato Grosso para o topo da lista de trabalho escravo de 2025

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou nesta quarta-feira (28) os dados referentes às operações de combate ao trabalho escravo em 2025 no Brasil. No ano passado, o Mato Grosso foi o estado com maior número de trabalhadores resgatados, com um total de 607.

Desses, 563 foram encontrados em um mesmo empreendimento, a obra de uma usina de etanol da empresa 3tentos, sob responsabilidade da TAO Construtora, no município de Porto Alegre do Norte, no nordeste do estado. Esse foi o maior resgate do ano.

Em segundo lugar, está a Bahia, com 482 casos, seguida de Minas Gerais, São Paulo e Paraíba, com 393, 276 e 253 casos, respectivamente.

Com relação ao tipo de atividade onde os trabalhadores prestavam serviços, as obras de alvenaria se destacam, com 601 resgatados, incluindo o caso de Porto Alegre do Norte; administração pública em geral, com 304; construção de edifícios, com 186; cultivo de café, com 184 pessoas resgatadas, e extração e britamento de pedras e outros materiais para construção, com 126.

“Os dados também indicam que o fenômeno do trabalho escravo contemporâneo não se restringe a atividades econômicas específicas, podendo ser identificado na colheita de café, no desmatamento, na mineração ilegal, na indústria têxtil e no trabalho doméstico”, informa a nota do MTE, enviada pela assessoria de imprensa.

Em 2025, 68% dos trabalhadores identificados em condição análoga à de escravo no Brasil foram resgatados no meio urbano. Em anos anteriores, prevalece esse tipo de resgate no meio rural.

Com relação à fiscalização no âmbito doméstico, foram realizadas 122 ações fiscais específicas de combate ao trabalho escravo em todo o país, resultando no resgate de 34 trabalhadores e trabalhadoras.

Os estados com maior número de ações fiscais de combate ao trabalho escravo em 2025 foram São Paulo (215 ações), Minas Gerais (145), Rio de Janeiro (123), Rio Grande do Sul (112) e Goiás (102).

Caso de Porto Alegre do Norte

A operação que resultou no resgate dos 563 trabalhadores em Porto Alegre do Norte teve início após um incêndio no alojamento, no dia 20 de julho de 2025. Os trabalhadores, revoltados com as condições degradantes de trabalho, atearam fogo no local.

Durante as inspeções, realizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério do Trabalho e Emprego e Polícia Federal entre julho e agosto de 2025, foram identificadas condições degradantes de moradia e trabalho, incluindo falta de água potável, alimentação estragada, jornadas exaustivas, trabalhadores com lesões e doenças de pele causadas pelo manuseio de produtos.

Os trabalhadores dormiam em quartos superlotados e sem ventilação, dividindo um ventilador entre quatro pessoas. Os colchões eram finos, sem lençóis, travesseiros ou fronhas. Muitos chegaram a dormir no chão, debaixo de mesas.

A situação se agravou nas semanas anteriores ao incêndio, quando a interrupção no fornecimento de energia impediu o bombeamento de água para os banheiros e bebedouros.

Na tentativa de contornar o problema, segundo o MPT, a empresa passou a fornecer água turva, retirada do rio Tapirapé, transportada por caminhões-pipa. Trabalhadores relataram ainda que eram obrigados a tomar banho com canecas e enfrentavam longas filas para usar banheiros sujos.

À época, em nota enviada ao Brasil de Fato, a 3tentos que disse ter adotado “uma série de ações para apurar os fatos e avaliar medidas cabíveis”.

Já a TAO Construtora informou que havia firmado, com o Ministério Público do Trabalho, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com caráter emergencial e reparatório, sem confissão de culpa, como forma de garantir suporte imediato aos trabalhadores.

Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo

Há 22 anos, no dia 28 de janeiro de 2004, os auditores fiscais do trabalho Eratóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Aílton Pereira de Oliveira foram assassinados após uma emboscada na zona rural de Unaí, no noroeste de Minas Gerais.

O caso ficou marcado como a Chacina de Unaí. Os trabalhadores foram executados a mando do fazendeiro Norberto Mânica, conhecido como “Rei do Feijão”, dono da empresa Agropecuária Ivae e irmão do prefeito da cidade, Antério Mânica.

“Esta data não é apenas um marco no calendário. É uma cicatriz na história do Estado brasileiro”, ressalta o Manifesto à sociedade brasileira e à comunidade internacional, publicado neste 28 de janeiro pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho.

A data ficou marcada como o Dia Nacional do Combate ao Trabalho Escravo.

Fonte: Brasil de Fato

93% dos banqueiros querem manter juros a 15%

Real Moeda brasileira

De 120 instituições financeiras e demais rentistas, 112 são contra redução da Selic

Na véspera da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, pesquisa do Valor Econômico com 120 instituições financeiras mostra que 112 delas esperam que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha, na próxima quarta-feira (28), a taxa básica de juro (Selic) em 15% ao ano, o maior nível em 20 anos. 

A sondagem aponta que do total, 102 (ou 85% do total das instituições pesquisadas) projetam que o BC só dê início ao ciclo de corte da Selic na reunião do colegiado que ocorre em 18 de março.  

Há seis meses que a Selic está no patamar de15%, afetando o crescimento econômico do Brasil, com a economia desacelerando com queda nos investimentos produtivos, na geração de empregos e no consumo de bens e serviços.

Os banqueiros se empenham em retardar o máximo possível o corte dos juros e na opinião deles, caso ocorra, deva ser a conta-gotas. Isso não é à toa, a Selic em 15% com a respectiva queda da inflação garante juros reais (descontada a inflação) superiores a 10%, uma das mais altas do mundo.

O BC divulgou nesta segunda-feira (26), através do Boletim Focus, que a expectativa de inflação voltou a cair, passando de 4,2% para 4%. A autarquia consulta mais de 150 instituições financeiras, nenhuma consulta é feita ao setor produtivo.  

Após as oitos reuniões do Copom, que serão realizadas neste ano, os bancos projetam que os juros continuem nas alturas e que a Selic encerre 2026 em 12,25%. 

ECONOMIA DESACELERA

Enquanto no terceiro trimestre de 2025 a economia brasileira praticamente não andou, ao apresentar uma alta do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,1% frente ao segundo trimestre no mesmo ano (0,3%), os 4 maiores bancos do Brasil – Itaú Unibanco (R$ 11,6 bilhões), Bradesco (R$ 6 bilhões), BTG (R$ 4,3 bilhões), Santander (R$ 4 bilhões) – apresentaram lucros polpudos, que juntos somam mais de R$ 25,9 bilhões no período. 

No ranking dos lucros dos grandes bancos privados em 2025 (até o terceiro trimestre), o Itaú lidera com R$ 34,5 bilhões, seguido por Bradesco (R$ 18,2 bilhões), BTG (R$ 12,1 bilhões) e Santander (R$ 11,5 bilhões). Juntos, eles somam R$ 76,3 bilhões de lucro, no acumulado de nove meses até setembro de 2025. 

No lado oposto dos bancos estão as empresas produtivas, que em meio à desaceleração econômica estão desistindo de investir ou tendo que pegar crédito caro para sustentar suas operações, como destaca o Superintendente de Economia da CNI, Márcio Guerra.

“As elevadas taxas de juros que a gente tem vivenciado têm empurrado as empresas a repensar seus investimentos e, ao mesmo tempo, a gente tem um crescimento ainda muito baixo”, críticou Guerra, em entrevista BandNews. 

A CNI revelou na semana passada que 80% dos empresários da indústria culpam os juros elevados pela dificuldade de obter crédito de curto ou médio prazo no Brasil. “Precisa-se de crédito para poder investir, o investimento é desencorajado e o custo do capital é muito elevado no país”, ressaltou Márcio Guerra. 

“O que a gente vê é uma situação em que a demanda não tem crescido. Precisa investir, a gente precisa de competitividade e o acordo  Mercosul com a União Europeia vai exigir isso das empresas e, ao mesmo tempo, as empresas não estão tendo condições de investir na inovação e na ampliação da sua capacidade. Elas estão mostrando que o dia a dia da busca do crédito tem sido para manter boa parte, sobretudo nas pequenas e nas médias (isso é mais grave) para manter o capital de giro ali sustentando as suas operações”, comentou.   

“O custo do capital está elevado para quem consome, para quem busca comprar”, lembrou o economista. “A população também sofre com essa taxa de juros e isso tem uma conexão direta com quem produz. Porque se não tem consumo, a produção também não vai crescer e, logicamente, não tendo a produção crescendo, as perspectivas de ampliação do parque industrial ficam muito desmotivadas”.

Fonte: Hora do Povo

Segundo a ONU, Israel já expulsou 37 mil palestinos da Cisjordânia

Ao menos 37 mil palestinos foram deslocados à força na Cisjordânia ocupada, em 2025, em recorde histórico em meio a níveis sem precedentes de violência colonial israelense, alertou nesta segunda-feira (26) a Organização das Nações Unidas (ONU).

As informações são da agência de notícias Anadolu.

De acordo com o porta-voz, Stephane Dujarric, ao citar um relatório do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), os territórios palestinos “viram recordes de deslocamento e violência colonial” ao longo do último ano, sobretudo “por operações conduzidas contra aos campos de refugiados”.

“Apenas na área norte, registramos mais de 1.800 ataques israelenses contra palestinos”, incluindo baixas e danos, prosseguiu Dujarric. “Trata-se do maior índice já registrado pela ONU, no nono ano consecutivo de aumento”.

Estima-se 500 mil colonos israelenses radicados em assentamentos e postos avançados ilegais na Cisjordânia, além de 250 mil em Jerusalém ocupada. A região vive em escalada, com pogroms e demolições em massa contra a população nativa.

Em paralelo ao genocídio em Gaza, desde outubro de 2023, tropas e colonos israelenses deixaram ao menos 1.109 mortos e 11 mil feridos na Cisjordânia e Jerusalém, além de 21 mil detidos arbitrariamente.

Em julho passado, em decisão histórica, o Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), sediado em Haia, reconheceu a ilegalidade da ocupação em Jerusalém e Cisjordânia, ao requerer evacuação imediata de soldados e colonos; sem ações, contudo, até então.

Fonte: Monitor do Oriente

33 trabalhadores são resgatados de situação análoga à escravidão em Sorocaba

Funcionários vindos da Bahia estavam em condições insalubres e sem registro em carteira. Obra foi paralisada e trabalhadores serão realocados.

Mais de 30 trabalhadores foram resgatados de uma situação análoga à escravidão na manhã desta segunda-feira (26), na Avenida Comendador Pereira Inácio, em Sorocaba (SP). A obra foi paralisada.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) de Sorocaba, 33 funcionários, vindos da Bahia, foram encontrados trabalhando em condições insalubres.

Segundo o órgão, os trabalhadores eram submetidos a alimentação e alojamento precários, não possuíam registro em carteira e não recebiam pagamento adequado. Uma cama foi encontrada na parte externa do imóvel. Segundo apurado pela TV TEM, um funcionário dormia nela durante as noites.

Ao g1, a Polícia Civil informou que policiais do 3º DP, com apoio da Divisão Especializada de Investigação Criminal (Deic), foram ao local para garantir a segurança dos auditores fiscais do trabalho, e que por se tratar de infrações federais, o caso foi encaminhado para a Polícia Federal, que cuidará da investigação.

Após a ação, o MTE determinou a paralisação imediata da obra e a realocação dos trabalhadores para outro local.

O MTE ainda informou à TV TEM que a empresa responsável pela contratação dos funcionários deve receber uma multa de aproximadamente R$ 500 mil.

Fonte: G1

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